Finanças

TCU: contas de Dilma em 2015 têm 24 irregularidades; veja lista

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, o relatório do ministro José Múcio Monteiro que aponta indícios de irregularidades encontrados nas contas de 2015 da presidente afastada Dilma Rousseff.

São até 23 possíveis irreguladades, 18 delas listadas pela área técnica da corte de contas e outras 5 pelo Ministério Público Junto ao TCU. Veja a relação ao fim deste texto.

O relatório também cita o que seria a 24ª suspeita de irregularidade, envolvendo a estatal Infraero, mas ela foi retirada do documento final porque será tratada em um processo separado.

Dilma terá agora 30 dias para responder aos questionamentos. Depois disso, o TCU volta a se reunir para avaliar um parecer que vai sugerir ao Congresso a aprovação, aprovação com ressalvas ou reprovação das contas de 2015.

“Do mesmo modo que ocorreu ano passado, foram identificados indícios de irregularidades na gestão orçamentária e financeira e possíveis distorções nas informações contábeis e de desempenho”, disse Monteiro no início da apresentação de seu relatório.

Pedaladas

Entre as possíveis irregularidades, segundo ele, está a reedição dos atrasos, pelo governo, nos repasses de recursos a bancos públicos para pagamento de programas. Essa prática, chamada de “pedalada fiscal”, também foi identificada em 2014 pelo TCU que, por conta disso, acabou recomendando ao Congresso a rejeição das contas de Dilma referentes àquele ano.

Ao atrasar os repasses, o governo obrigou bancos como Banco do Brasil, Caixa e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a financiar as ações com recursos próprios.

Na avaliação do TCU, isso configura empréstimo dos bancos públicos ao governo, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Além disso, foi uma maneira de o governo “maquiar” suas contas, ou seja, mostrar que suas dívidas eram menores que na realidade.

O Executivo, porém, alega que houve prestação de serviços, não operações que possam ser caracterizadas como empréstimos.

Dívida com bancos

Dessa vez, Monteiro aponta em seu relatório o atraso no repasse de equalização de taxa de juros para programas como Plano Safra e Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operados, respectivamente, pelo Banco do Brasil e pelo BNDES.

Os juros cobrados pelo governo nesses programas é menor que o praticado no mercado. Para que o banco não tenha prejuízo, portanto, a cada seis meses o governo precisa fazer a equalização, ou seja, repassar recursos para cobrir a diferença entre as duas taxas.

“(…) Caso não se efetue a transferência ao banco dos valores de equalização apurados no semestre recém encerrado, considera-se realizada concessão de crédito à União por parte da instituição financeira controlada, prática vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz Monteiro.

Ele aponta também que o governo demorou para fazer pagamento de dívidas junto aos bancos. Entre elas, uma de R$ 10,9 bilhões contraída em anos anteriores e que se deve a atraso em repasses ao Banco do Brasil relativos ao Plano Safra.

O valor, que deveria ser quitado em 1º de janeiro de 2015, só começou a ser transferido a partir de abril, segundo o relator, o que também configura operação de empréstimo vedada pela LRF.

“Somente ao final de dezembro de 2015, quando repassou cerca de R$ 9,8 bilhões ao BB, a União quitou a totalidade das dívidas até então acumuladas, atinentes às equalizações de períodos anteriores, ou seja, até o 1º semestre de 2015 (…)”, diz o relatório.

Outra possível irregularidade é que o Banco Central “deixou de registrar dívidas da União com o Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).”

“(…) Pode-se concluir que a ausência de registro das dívidas da União junto BB, BNDES, Caixa e FGTS pode ter comprometido a condução da execução orçamentária, na

medida em que possivelmente distorceu o diagnóstico das metas fiscais”, diz o relatório, destacando que a irregularidade já havia sido vista em 2014.

Crédito suplementar

Outro questionamento feito no relatório é sobre a abertura pelo governo Dilma de créditos suplementares, entre julho e setembro de 2015, sem a autorização do Congresso, o que é vedado pela Constituição. Esses atos também foram usados como base para o pedido de impeachment de Dilma.

Monteiro aponta que a lei orçamentária de 2015 contava com um artigo que ainda condicionava a autorização de crédidos suplementares ao cumprimento da meta de superávit fiscal (economia para pagamento de juros), que, na época da edição dos decretos, era de R$ 55,28 bilhões. Segundo ele, isso também foi desrespeitado pelo governo ao editar os decretos.

Os créditos suplementares, diz o relatório “promoveram alterações na programação orçamentária incompatíveis com a obtenção da meta de resultado primário

então estabelecida para o exercício. Essa ocorrência configurou, na prática, a abertura de créditos suplementares sem a devida autorização legislativa, vedada pelo art. 167, inciso V, da Constituição Federal.”

Defesa

Monteiro também afirmou que considera necessário dar prazo para defesa da presidente antes de dar seu parecer. Múcio lembrou que, no ano passado, foi concedido prazo para defesa da presidente. Neste ano, o pedido de esclarecimentos, com prazo de 30 dias, será enviado tanto à Advocacia-Geral da União (AGU) quanto à presidente afastada.

Questionado sobre se o contexto do afastamento de Dilma atrapalhava o trabalho do TCU, Monteiro respondeu: “Nós analisamos todos os governos. A questão dos endereços não nos cabe.”

Após a entrega da defesa, os ministros têm de votar o parecer com a recomendação que será enviada ao Congresso Nacional – pela aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição das contas da presidente. A palavra final sobre as contas da Presidência da República cabe ao Congresso Nacional. A recomendação do TCU pode ou não ser seguida pelos parlamentares.

Veja abaixo as 23 possíveis irregularidades apontadas pelo TCU.

Questionamentos apresentados pela área técnica do TCU:

1 – Concessão de crédito em 1º de janeiro de 2015 no valor de R$ 8,3 bilhões e, em 1º de julho de 2015, no valor de R$ 10,4 bilhões, do Banco do Brasil S/A à União para refinanciamento/rolagem das dívidas existentes respectivamente ao final de dezembro de 2014 e ao final de junho de 2015, contraídas em razão da concessão de operações de crédito do Banco do Brasil S/A à União para quitação de equalizações de juros apuradas para períodos de equalização anteriores ao segundo semestre de 2014 e anteriores ao primeiro semestre de 2015, respectivamente, em desacordo com o artigo 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000.

2 – Concessão de crédito em 1º de janeiro de 2015 no valor de R$ 20 bilhões e, em 1º de julho de 2015, no valor de R$ 20,16 bilhões, do BNDES/Finame à União para refinanciamento/rolagem das dívidas existentes respectivamente ao final de dezembro de 2014 e ao final de junho de 2015, contraídas em razão da concessão de operações de crédito do BNDES/Finame à União para quitação de equalizações de juros apuradas para períodos de equalização anteriores ao segundo semestre de 2014 e anteriores ao primeiro semestre de 2015, respectivamente, em desacordo com o artigo 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000.

3 – Operações de crédito realizadas pela União junto ao BNDES no primeiro e no segundo semestres do exercício de 2015, nos montantes de R$ 3,7 bilhões e R$ 4,37 bilhões, respectivamente, em virtude de passivos oriundos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operacionalizado por aquela instituição financeira, em desacordo com os artigos 32, § 1º, incisos I e II, e 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000 e com os pressupostos do planejamento, da transparência e da gestão fiscal responsável insculpidos no artigo 1º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000.

4 – Operações de crédito realizadas pela União junto ao Banco do Brasil no primeiro e no segundo semestres do exercício de 2015, nos montantes de R$ 2,6 bilhões e R$ 3,1 bilhões, respectivamente, em virtude de passivos oriundos da equalização de taxa de juros em operações de crédito rural, em desacordo com os artigos 32, § 1º, incisos I e II, e 36, caput, da Lei Complementar 101 de 2000 e com os pressupostos do planejamento, da transparência e da gestão fiscal responsável insculpidos no artigo 1º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000.

5 – Omissão de passivos da União junto ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal, ao BNDES e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas estatísticas da dívida pública divulgadas pelo Banco Central do Brasil ao longo do exercício de 2015, contrariando os pressupostos do planejamento, da transparência, e da gestão fiscal responsável insculpidos no artigo 1º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000.

6 – Realização de pagamento de dívidas da União junto ao Banco do Brasil e ao BNDES sem a devida autorização na Lei Orçamentária Anual ou em lei de créditos adicionais, inclusive com registro irregular de subvenções econômicas contrariando o que estabelecem o artigo 167, inciso II, da Constituição Federal, o artigo 5º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000 e os artigos 12, § 3º, inciso II, e 13 da lei 4.320 de 1964.

7 – Realização de pagamento de dívidas da União junto ao FGTS e quitação, em dezembro de 2015, sem a devida autorização em Lei Orçamentária Anual ou em lei de créditos adicionais, inclusive com registro irregular de subvenções econômicas contrariando o que estabelecem o artigo 167, inciso II, da Constituição Federal, o artigo 5º, § 1º, da Lei Complementar 101 de 2000 e os artigos 12, § 3º, inciso II, e 13 da lei 4.320 de 1964.

8 – Emissão direta de títulos públicos ao Banco do Brasil com inobservância de condição estabelecida na legislação (Resolução CMN 2.238/1996), incorrendo em operação de crédito vedada pelo art. 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

9 – Abertura de créditos suplementares entre 27/7/2015 e 2/9/2015 por meio dos decretos não numerados 14.241, 14.242, 14.243, 14.244, 14.250 e 14.256, incompatíves com a obtenção da meta de resultado primário então vigente em desacordo com o artigo 4º da Lei Oraçamentária Anual de 2015, infringindo, por consequência, o artigo 167, inciso V, da Constituição Federal.

10 – Condução da programação orçamentária e financeira com amparo na proposta de meta fiscal constante do prometo de lei PLN 5 de 2015, e não na meta fiscal legalmente vigente nas datas de edição dos Relatórios de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º e do 4º bimestes de 2015, bem como dos decretos 8.496 de 2015 e 8.532 de 2015, contrariando o disposto nos artigos 9º da Lei Complementar 101 de 2000 e 52 da Lei 13.080 de 2015.

11 – Contingenciamentos de despesas discricionárias da União em montantes inferiores aos necessários para atingimento da meta fiscal vigente nas datas de edição dos Decretos 8.496, de 30/7/2015, e 8.532, de 30/9/2015, amparados, respectivamente, pelos Relatórios de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º e 4º Bimestres de 2015, contrariando o disposto nos arts. 9º da Lei Complementar 101/2000 e 52 da Lei 13.080/2015.

12 – Utilização de recursos vinculados do superávit financeiro de 2014 em finalidade diversa do objeto da vinculação, em ofensa ao parágrafo único do art. 8º da Lei Complementar 101/2000.

13 – Utilização de recursos de fundos especiais em finalidade diversa do objeto da vinculação, em desacordo com o estabelecido no art. 73 da Lei 4.320/1964 e em ofensa ao parágrafo único do art. 8º da Lei Complementar 101/2000.

14 – Execução de despesa em montante superior à dotação aprovada no Orçamento de Investimento pelas empresas estatais Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Petróleo Brasileiro S.A., em desacordo com o disposto no inciso II do art. 167 da Constituição Federal.

15 – Concessão indevida de autorização pelo Banco Central do Brasil ao Banco da Amazônia S.A. para que referida instituição financeira efetuasse o registro de R$ 982,1 milhões no Nível I de seu Patrimônio de Referência, na qualidade de Capital Principal, contrariando o que estabelecem o art. 16, inciso XI, e § 1º, inciso I, da Resolução-CMN 4.192/2013 e com inobservância das determinações contidas nos arts. 9º e 10, inciso IX, da Lei 4.595/1964.

16 – Ausência de repasse referente ao Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, no valor de R$ 89,7 milhões, destinado ao Fundo Nacional de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, em inobservância aos dispositivos das Leis 8.212/1991 e 9.503/1997.

17 – Falhas na confiabilidade de parcela significativa das informações relacionadas a metas previstas no Plano Plurianual 2012-2015.

18 – Achados de auditoria que comprometem a fidedignidade das informações contábeis constantes do Balanço Geral da União apresentado na Prestação de Contas da Presidente da República do exercício de 2015.

Questionamentos apresentados pelo Ministério Público Junto ao TCU:

1 – Abertura de créditos extraordinários por meio das Medidas Provisórias nºs 686/2015, 697/2015, 702/2015 e 709/2015, em desacordo com os requisitos constitucionais de urgência e imprevisibilidade previstos no art. 167, § 3º.
2 – Abertura de créditos extraordinários por meio das Medidas Provisórias nºs 686/2015, 697/2015, 702/2015 e 709/2015, com características de créditos suplementares e especiais, em desacordo com os arts. 167, inciso V, e 62, § 1º, alínea “d”, da Constituição Federal, c/c os arts. 40 e 41, inciso III, da Lei nº 4.320/64.
3 – Abertura de créditos suplementares para o FIEES, qualificados indevidamente como crédito extraordinário, por meio da MP nº 686/2015, para viabilizar a contratação de novas operações de financiamento estudantil, criando despesas obrigatórias de caráter continuado com duração de mais de dois exercícios, com a inobservância dos arts. 15, 16 e 17 da Lei Complementar nº 101/2000 (LRF), c/c o art. 43 da Lei nº 4.320/64;

4 – Abertura de créditos suplementares qualificados indevidamente como créditos extraordinários, por meio das MPs nºs 686/2015 e 697/2015, que aumentaram as despesas primárias da União de forma incompatível com o alcance do resultado primário do exercício, com infringência ao art. 167, inciso V, da Constituição Federal; ao art. 4º da Lei Orçamentária Anual de 2015 – Lei nº 13.115/2015, bem como em desacordo com o art. 9º da Lei Complementar nº 101/2000;

5 – Autorização para contratação de operação de crédito externa para financiamento do projeto FX-2 sem observar os requisitos previstos no art. 32, § 1º, inciso I, da Lei Complementar nº 101/2000, uma vez não haver prévia autorização na lei orçamentária ou em créditos adicionais e não ter ocorrido por meio de lei específica.

G1

Opinião dos leitores

  1. Tantos erros cometidos e flagrados pelo TCU, que os esclarece minuciosamente. Enquanto isso, a tropa de choque, os caras de paus, como Fátima Bezerra, Gleisi Roffman, Vanessa Graziotim, Lidemberg Faria, conchavados com José Eduaedo Cardozo, continuam ladrando e esperneando para continuarem mamando nas tetas do poder, defendendo Dilma e o PT a todo custo.
    Para esses, existem certos e verdadeiros, apenas do seu lado. Falta apenas proporem a construção de uma nova catedral em Brasília, cuja padroeira seria santa dilma. Testa saber se o papa Francisco concordoria com a.sua beatificação.

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Em Parnamirim, maior cidade consevadora do RN, Carla Dickson mostra força ao lado de Álvaro Dias e Coronel Hélio

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) reuniu, na tarde deste sábado (22), lideranças políticas e apoiadores durante um encontro realizado no Buganville Hall, em Parnamirim, na Grande Natal.

O evento contou com a presença do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), e do candidato ao Senado, Coronel Hélio (PL). O encontro foi marcado por manifestações de apoio à reeleição de Carla Dickson para a Câmara Federal e às candidaturas do grupo político.

Durante o encontro, Carla Dickson destacou a receptividade dos apoiadores e reafirmou o compromisso de continuar atuando em defesa do Rio Grande do Norte.

“É um privilégio receber o carinho do povo querido de Parnamirim, em apoio à nossa reeleição e também à candidatura do nosso candidato Álvaro Dias. Aqui reafirmamos, juntos, nosso compromisso de trabalhar muito pelo nosso Estado, defendendo sempre nossos princípios e compromissos com o povo”, ressaltou Carla Dickson.

Álvaro Dias também destacou a atuação da deputada federal e defendeu a renovação de seu mandato. Segundo ele, a parceria construída durante o período em que foi prefeito de Natal contribuiu para a viabilização de investimentos e obras no município.

“Precisamos de pessoas comprometidas com o povo do Rio Grande do Norte na Câmara Federal. Quando fui prefeito de Natal, contei com o apoio de Carla Dickson, que destinou importantes recursos e nos ajudou a realizar obras na nossa cidade. Carla tem trabalho e compromisso, por isso merece ter seu mandato renovado e, como governador, quero contar com ela em Brasília para nos ajudar a fazer ainda mais pelo nosso Estado”, afirmou Álvaro Dias.

A única deputada federal de direita do estado, Carla reforçou durante o encontro, as articulações políticas do grupo em Parnamirim e a mobilização de lideranças em torno das candidaturas apresentadas para as eleições gerais de 2026.

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Dino determina que emendas parlamentares indicadas por presidentes de partidos são nulas

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que sejam consideradas nulas as emendas parlamentares que tenham sido indicadas ou operacionalizadas diretamente por presidentes de partidos políticos.

Dino também deu prazo de cinco dias úteis para que as legendas que ainda não se manifestaram sobre a possível participação de seus dirigentes na distribuição ou operacionalização das emendas. Em caso de descumprimento, os partidos estarão sujeitos a multa diária de R$ 100 mil.

O ministro também estabeleceu que a Câmara dos Deputados e o Senado sejam comunicados da decisão para dar “imediata e ampla ciência aos órgãos técnicos, assessorias, servidores e demais agentes envolvidos no processamento das indicações de emendas parlamentares”.

Segundo as manifestações já encaminhadas à Corte, os partidos afirmam, em sua maioria, que seus presidentes não possuem cotas de emendas nem poder formal para definir a destinação dos recursos. A indicação das emendas é prerrogativa de deputados e senadores. Dino determinou ainda que as informações enviadas pelos partidos sejam encaminhadas à Polícia Federal para análise.

Em julho, o ministro já havia determinado o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), em investigação sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares.

Com informações de CNN

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COINCIDÊNCIA? Lula promete gastar mais em compras de fabricante de armas de guerra comprada pelos irmãos Batista


Imagens: Reprodução/g1

O presidente Lula (PT) vem prometendo gastar mais em compras para fortalecer a indústria nacional da Defesa. Em discursos recentes, durante a campanha presidencial, Lula vem reforçando essa ideia. Entre as empresas onde esse investimento deve ser feito está a Avibras, adquirida recentemente pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

A conclusão da operação de compra feita pelos irmãos Batista foi anunciada na sexta-feira (21) e aconteceu após a empresa passar por recuperação judicial e receber R$ 300 milhões em financiamento privado que contou com participação de Joesley Batista na captação dos recursos, ainda antes dele assumir o controle da empresa ao lado do irmão Wesley.

A fábrica localizada em Jacareí-SP voltou a operar em maio deste ano. No fim de julho, a Avibras recebeu a visita do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin. Na ocasião, Lula prometeu ampliar encomendas à empresa. Recentemente, no sábado (23), em comício realizado Rio de Janeiro, Lula reforçou em seu discurso que pretende ampliar investimentos no setor de Defesa.

Joesley e Wesley Batista são figuras carimbadas em missões internacionais durante o terceiro mandato de Lula na Presidência governo Lula, como em viagens à China e à Indonésia. Mas não é de hoje a proximidade entre os irmãos Batista, Lula e o PT. A expansão da JBS foi fortemente financiada pelo BNDES durante os governos Lula. Delações de executivos da JBS já relataram propinas a políticos do PT e outros partidos aliados do governo.

Opinião dos leitores

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Quinto fugitivo de penitenciária estadual em Nísia Floresta é recapturado em Pernambuco; seis ainda seguem foragidos

Foto: Seap/RN

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recapturou em Pernambuco mais um dos detentos que fugiram no dia 31 de julho da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A prisão de Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva ocorreu na noite de sábado (22), durante uma abordagem realizada em Igarassu, na Grande Recife.

Com a captura, cinco dos 11 presos que conseguiram escapar da unidade já foram recapturados. Seis deles ainda permanecem foragidos: Cleidson Martins Dantas, Kaio do Nascimento Gomes, Tiago Nogueira da Silva, Petrúcio Railande dos Santos, Jackson Matheus Martins Simões e Eliandson Luciano de Lima.

Relembre a fuga

A fuga aconteceu no Complexo de Alcaçuz. Ao todo, 13 detentos deixaram uma cela naquela manhã. Dois foram encontrados ainda dentro da penitenciária, enquanto os outros 11 chegaram à área externa e fugiram.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap), os presos retiraram o vaso sanitário e escavaram uma passagem pela tubulação da cela até alcançar o lado de fora da unidade. A movimentação foi registrada pelas câmeras de monitoramento. A Seap abriu um procedimento administrativo para investigar as circunstâncias da fuga.

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VÍDEO: Ana Castela faz o ’22’ ao encontrar Nikolas Ferreira na Festa do Peão, em Barretos

Imagem: Reprodução/Istagram

A cantora Ana Castela encontrou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na tradicional Festa do Peão de Barretos, em São Paulo, posou sorridente para foto ao lado parlamentar, fazendo o ‘V’ da vitória, formando juntos o número 22, que identifica o Partido Liberal.

O encontro entre os dois também foi registrado em vídeo pelo público presente. Ana e Nikolas se cumprimentam, trocam algumas palavras e posaram para foto. Neste domingo (23), o deputado publicou a foto no Instagram ao lado da cantora que reagiu comentando a publicação. A postagem de Nikolas já havia suberado 1,2 milhão de curtidas até as 11h deste domingo.

A Festa do Peão também reuniu outros nomes da direita. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou do evento ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dois discursaram durante a programação.

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Doutor Gustavo reúne multidão na maior carreata da história do Vale do Açu

Assú viveu, neste sábado (22), uma noite histórica. Uma multidão participou da motocada e carreata promovida pelo candidato a deputado estadual Doutor Gustavo (PSDB), considerada a maior já realizada no Vale do Açu.

Ao lado do candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier, do prefeito de Assú, Lula Soares, e do prefeito de Tibau do Sul, Valdenicio Costa, Doutor Gustavo percorreu a região e foi recebido com muito carinho pela população.

Motos e carros formaram uma extensa fila pelas ruas. Nas calçadas e nas portas das casas, moradores aguardavam a passagem para acenar, registrar o momento e demonstrar apoio.

Emocionado, Doutor Gustavo agradeceu a todos que participaram e destacou a responsabilidade de corresponder ao apoio recebido.

“Foi uma noite inesquecível. Olhar para essas ruas e encontrar tanta gente que acredita no nosso projeto é algo que emociona e aumenta ainda mais a minha responsabilidade. Eu conheço essa terra, conheço nossa gente e sei dos desafios que enfrentamos. Cada abraço que recebi hoje representa confiança, e confiança se retribui com presença, compromisso e muito trabalho. Foi assim quando tive a honra de ser prefeito de Assú e é assim que quero seguir: perto das pessoas, ouvindo, trabalhando e fazendo cada vez mais pelo nosso Rio Grande do Norte”, afirmou.

Lideranças políticas, amigos e apoiadores de vários municípios também acompanharam o percurso, mostrando a força política de Doutor Gustavo na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Prefeito

À frente da Prefeitura de Assú por dois mandatos, Doutor Gustavo encerrou sua gestão com forte aprovação popular. Em 2024, pesquisa realizada pelo Instituto Exatus apontou que sua administração era aprovada por 86,5% da população.

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Em Pendências e Itajá, Preta e Alaor Pessoa reforçam apoio a Álvaro Dias e ampliam força da campanha no Vale do Açu

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu importantes apoios políticos no Vale do Açu. Em Pendências, a ex-candidata a prefeita Preta declarou apoio à candidatura, ao lado dos vereadores Adailton e Marones.

Em Itajá, o apoio veio de Alaor Pessoa, ex-prefeito e uma das principais lideranças políticas do município e da região. As adesões reforçam a presença de Álvaro Dias no Vale do Açu e ampliam a mobilização da campanha no interior do Estado.

Os novos apoios se somam à agenda de Álvaro Dias pelo Oeste e pelo interior do Rio Grande do Norte nesta semana, fortalecendo a construção de um projeto político que busca unir experiência e renovação para promover as mudanças que o Estado precisa. É a campanha avançando pelo interior com a mensagem “Pra mudar o que taí”.

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FORA DO AR? Usuários de diferentes bancos relatam instabilidade no Pix neste domingo (23)

Foto: Agência O Globo

Usuários do Pix relatam instabilidade no sistema de pagamentos na manhã deste domingo (23). As reclamações, registradas por clientes de diferentes bancos e regiões do país, envolvem dificuldades para realizar e concluir transações.

O Downdetector, site que monitora falhas em serviços digitais, registrou aumento nas notificações sobre o Pix a partir das 6h40. O pico de queixas ocorreu por volta das 8h45, com 2.469 relatos sobre o sistema não estar disponível.

Apesar dos relatos, parte dos usuários informou que conseguiu fazer transações normalmente. O Banco Central, responsável pela infraestrutura do Pix, não se manifestou até o momento sobre o motivo da instabilidade.

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Importação de canetas emagrecedoras dispara 85% no Brasil nos primeiros sete meses de 2026

Foto: Tatsiana Volkava/GettyImages

As importações brasileiras de medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, as chamadas canetas emagrecedoras, cresceram 85% nos primeiros sete meses de 2026. O aumento ocorre em meio ao reforço da fiscalização da Anvisa sobre a importação e comercialização desses medicamentos.

As compras somaram US$ 1,51 bilhão, contra US$ 813 milhões no mesmo período de 2025, segundo o Comex Stat. Estados Unidos, Alemanha e Dinamarca foram os principais fornecedores.

O avanço foi ainda maior em julho, quando as importações chegaram a US$ 257,1 milhões, quase o triplo dos US$ 95,7 milhões registrados em junho. No primeiro semestre, foram US$ 1,25 bilhão, alta de 95,3% em um ano.

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PESQUISA DATAFOLHA: Flávio Bolsonaro abre cinco pontos percentuais sobre Lula no maior colégio eleitoral do país

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ton Molina/Agência Senado/Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre os eleitores de São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Flávio tem 47% das intenções de voto, contra 42% de Lula, uma vantagem de cinco pontos, acima da margem de erro de 2 pontos percentuais. Os dados são da pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22).

No cenário de primeiro turno, Flávio também aparece numericamente à frente com 37%, contra 33% de Lula.

O Datafolha ouviu 1.610 eleitores no estado de São Paulo entre 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-01806/2026.

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