Finanças

TJRN: Decisão bloqueia verbas públicas para tratamento no SUS

Decisão do desembargador Ibanez Monteiro, que integra o Tribunal de Justiça potiguar, definiu, mais uma vez, que é possível ao julgador determinar o bloqueio de verba pública para garantir o cumprimento de uma obrigação do Poder Público. Desta vez, a medida é voltada ao ato de fornecer medicamentos para portadores de doença grave e existindo, nos autos, comprovação de que o ente estatal não esteja cumprindo com a legislação.

A medida, segundo o julgamento da apelação, é cabível, sobretudo, quando o descaso do ente estatal implicar grave lesão à saúde ou mesmo risco à vida do paciente, usuário do SUS. “Isso porque, diante das circunstâncias do caso concreto, cabe ao magistrado aferir o modo mais adequado para tornar efetiva a tutela”, destacou o desembargador, por meio da jurisprudência dos Tribunais Superiores.

A decisão, que manteve a sentença inicial, concedeu o direito para que o paciente recebesse, gratuita e continuadamente, medicamentos como o Marevan, dentre outros comprimidos, voltados à prevenção primária e secundária do tromboembolismo venoso, na prevenção do embolismo sistêmico, em pacientes com prótese de válvulas cardíacas ou fibrilação.

A sentença, mantida no TJ, determinou também que, em caso de descumprimento, incidirá multa diária no valor de R$ 2 mil ao Estado, e no valor de mil reais ao Secretário Estadual de Saúde, bem como o bloqueio de valores para assegurar o cumprimento do comando judicial.

O desembargador também destacou que o funcionamento do Sistema Único de Saúde é de responsabilidade solidária da União, dos Estados e dos Municípios, de modo que qualquer um desses entes tem legitimidade ad causam para figurar no polo passivo de demanda que objetiva a garantia do acesso a medicamentos para tratamento de problema de saúde.

Apelação Cível N° 2015.007650-0
TJRN

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Geral

Leilão do Shopping Via Direta acontece dia 22; lance mínimo é R$ 76 milhões

Foto: Tripadvisor

A Justiça Federal determinou o leilão do Shopping Via Direta, localizado no bairro de Lagoa Nova, em Natal, para o dia 22 de julho. O imóvel possui valor de avaliação de R$ 153 milhões, com lance mínimo fixado em R$ 76 milhões. O certame será realizado de forma exclusivamente eletrônica, por meio do site da leiloeira credenciada (fidelisleiloes.com.br).

Situado na Avenida Senador Salgado Filho, o complexo comercial, com aproximadamente 30 anos de construção, possui saídas para a Rua Joaquim Alves e Rua das Gardênias, além de acesso à rodovia BR-101. A estrutura compreende uma área construída de aproximadamente 14.287 m², inserida em um terreno com área total de 35.638 m².

Esta não é a primeira vez que o shopping center é colocado para leilão. Em dezembro de 2021, o empreendimento foi arrematado por R$ 165,3 milhões. Contudo, o leilão foi suspenso por decisão judicial. O valor arrecadado com a venda será utilizado para pagamento de dívidas trabalhistas e fiscais, como a União, o Município, entre outros credores.

Hoje, o empreendimento é composto por um conjunto de 213 salas comerciais e de serviços. Deste total, nove pertencem originalmente a terceiros (unidades 101, 105, 109, 129, 214, 215, 218, 220 e 701). Por determinação judicial, as salas 105, 109, 214, 215, 218 e 220 foram penhoradas e serão ofertadas integrando o lote único do leilão, juntamente com a estrutura principal. Ficam excluídas da venda apenas as salas 101, 129 e 701.

As normas do certame permitem o parcelamento da aquisição mediante o pagamento de 25% de sinal e o saldo remanescente em até 59 parcelas mensais. Essa modalidade de parcelamento limita-se ao valor total da dívida em execução, correspondente a R$ 48 milhões. Caso o valor final da arrematação ultrapasse esse montante, a quantia excedente deverá ser quitada obrigatoriamente à vista pelo comprador.

O processo judicial tramita sob os protocolos 00001403-14.2001.4.05.8400 e 0003500-64.2013.4.05.8400, na Justiça Federal, com registro cartorário sob o número 31.435 no 7º Cartório de Registro de Imóveis de Natal.

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Política

ALRN aprova LDO de 2027 com previsão de receita de R$ 22,7 bilhões

Foto: Eduardo Maia

O Projeto que trata das diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício 2027 foi aprovado à unanimidade pelos deputados estaduais do Rio Grande do Norte, na sessão plenária desta quarta-feira (15). O relatório apresentado na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do RN teve 20 emendas encartadas à redação original, destinadas a atualizar, aperfeiçoar e ampliar os mecanismos de controle e transparência da proposta orçamentária.

No projeto de lei, para 2027 o Governo do Estado projeta uma receita total de R$ 22,7 bilhões, desconsideradas as fontes do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Desse montante, R$ 22,2 bilhões correspondem às receitas primárias, sendo R$ 21,9 bilhões provenientes de receitas correntes e R$ 386 milhões de receitas de capital. Entre as receitas correntes, a maior fonte continua sendo as transferências correntes, estimadas em R$ 11,4 bilhões, seguidas pela arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria, prevista em R$ 9,6 bilhões, além de R$ 786,4 milhões em outras receitas primárias correntes.

Os deputados também aprovaram as emendas encartadas na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). Ao todo, foram apresentadas 20 emendas, sendo 14 modificativas, duas supressivas e quatro aditivas, todas aprovadas em plenário. Seu parecer reduziu de 20% para 15% o limite de remanejamento de dotações orçamentárias pelo Poder Executivo, mantendo o percentual adotado historicamente pela Comissão.

Separadamente, conforme determina a metodologia dos demonstrativos fiscais, o projeto estima em R$ 3,7 bilhões a receita do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) em 2027. Esses recursos são contabilizados de forma apartada das receitas do Tesouro Estadual e não integram o cálculo do resultado primário sem RPPS, sendo considerados apenas na apuração consolidada das contas públicas. A proposta também projeta uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 21,7 bilhões para o próximo exercício.

O relator apontou que a meta de superávit depende de uma reversão fiscal superior a R$ 2 bilhões em apenas um exercício, da contenção das despesas de custeio, da continuidade da absorção do déficit previdenciário e da não ocorrência de riscos fiscais que não foram detalhados nos anexos do projeto.

Outro grupo de mudanças amplia os mecanismos de transparência e fiscalização das contas públicas. As emendas determinam a divulgação antecipada dos relatórios fiscais que subsidiam as audiências públicas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, garantem acesso direto dos órgãos de controle ao Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF/RN), observadas as normas de proteção de dados, e obrigam a publicação, no Portal da Transparência, de todas as etapas da execução das emendas parlamentares, desde a programação até o pagamento.

O relatório aprovado em plenário aponta que o projeto atende às exigências constitucionais e à legislação federal sobre finanças públicas, mas registra ressalvas em relação ao cenário fiscal projetado para 2027. O documento avalia que a previsão de superávit primário de R$ 549,3 milhões é possível, porém depende de premissas consideradas exigentes, como uma reversão fiscal superior a R$ 2 bilhões em um único exercício, redução expressiva das despesas de custeio, absorção contínua do déficit previdenciário e da não concretização de riscos fiscais não detalhados no projeto.

Portal 98 FM

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Mundo

Juiz manda Maduro e chavistas pagarem 314 milhões de dólares

Foto: EFE/Ronald Peña

Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou que o ditador venezuelano deposto Nicolás Maduro e outros chavistas paguem 314 milhões de dólares (R$ 1,59 bilhão) como indenização em decorrência de um processo aberto por mais de dez americanos por sequestro, tortura e terrorismo, embora tenha excluído do pagamento a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

A Corte do Distrito Sul da Flórida também responsabilizou os atuais ministros do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e da Agricultura, Vladimir Padrino, bem como o empresário e ex-ministro Alex Saab, detido em Miami, o grupo criminoso conhecido como Cartel de los Soles, além de Maikel José Moreno Pérez, Néstor Luis Reverol e Tarek William Saab.

Por enquanto, o juiz Darrin P. Gayles excluiu os outros réus: a governante interina e seu irmão Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, e as empresas estatais Petróleos de Venezuela (PDVSA) e Corporación Venezolana del Petróleo (CVP).

Entre os autores do processo estão Jerrel Kenemore, Jason Saad e Edgar Marval, que em 2023 fizeram parte de uma troca de prisioneiros durante o mandato do ex-presidente americano Joe Biden que resultou na libertação de Alex Saab, preso novamente nos EUA desde o último mês de maio, onde enfrentará uma audiência preliminar na próxima semana em um caso de lavagem de dinheiro.

Os demandantes, entre eles pessoas que estiveram sequestradas na Venezuela e dois menores de idade, haviam apresentado o processo em agosto de 2025, mas reativaram a ação em janeiro com uma nova moção após a captura de Maduro por tropas americanas em 3 de janeiro deste ano, em Caracas. O ex-governante foi transferido para Nova Iorque, onde permanece preso e enfrenta acusações de narcoterrorismo.

O recurso acusa os líderes do chavismo de violar a Lei Federal Antiterrorismo (ATA, na sigla em inglês), a Lei Antiterrorismo da Flórida e a Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas pelo Crime Organizado (RICO). A decisão do juiz argumentou que Maduro “historicamente sequestrou e deteve arbitrariamente cidadãos americanos para trocá-los pela libertação de criminosos venezuelanos detidos nos EUA”.

Além disso, o magistrado também concluiu que “Maduro cometeu atos de terrorismo internacional”, enquanto o “sequestro, a tortura e a detenção arbitrária” de Kenemore, Marval e Saad “violaram as leis penais dos Estados Unidos e da Flórida”.

Esta ação civil corre em paralelo ao processo penal enfrentado por Maduro por narcotráfico em Nova Iorque, onde sua esposa, Cilia Flores, também está detida. Por sua vez, o ex-ministro venezuelano e empresário colombiano Alex Saab, apontado nos EUA como “testa-de-ferro” de Maduro, responde em Miami a acusações de lavagem de dinheiro.

Pleno News

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Futebol

Argentina vence Inglaterra e vai disputar final da Copa com Espanha

Foto: Getty

A Argentina está na final da Copa do Mundo de 2026 após vencer a Inglaterra por 2 x 1. A partida de semifinal foi disputada no Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos.

O gol da Inglaterra foi do atacante Gordon. Enzo Fernández, meio-campista, empatou para a Argentina. Depois, Lautaro Martínez fez o da virada.

Agora, a Argentina enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo no domingo (19/7), no Metlife Stadium, em Nova Jersey.

No primeiro minuto, Julian Álvarez invadiu a área e finalizou para boa defesa de Pickford. No rebote, Messi recuperou a bola e Álvarez finalizou travado.

A Argentina se preocupou logo no início da segunda etapa quando Romero fez falta em Bellingham e recebeu amarelo. Com a advertência, Romero e Lisandro Matínez, os dois zagueiros argentinos, ficaram amarelados.

Aos nove minutos, Rogers recebeu a bola pela direita, levantou a cabeça e cruzou. Gordon se antecipou ao lateral e abriu o placar: 1 x 0 Inglaterra.

Após o gol inglês, a Argentina passou a dominar a posse de bola. A Inglaterra se retraiu, respeitando mais a adversária e administrando o resultado no placar.

A pressão aumentou bastante e Pickford precisou fazer um milagre para impedir o empate argentino antes da parada para hidratação. Messi cruzou e Nico González cabeceou muito forte.

Na volta da parada, a Argentina seguiu amassando a Inglaterra. Após cruzamento de De Paul, Mac Allister cabeceou sozinho e acertou a trave.

Um minuto depois, Messi achou lindo passe e González cabeceou para fora. A bola passou raspando a trave de Pickford.

A Argentina começou a demonstrar cansaço aos 40 minutos, mas a pressão continuou, principalmente com cruzamentos na área inglesa. Enzo Fernández finalizou de longe e Pickford desviou para escanteio.

Na cobrança, Messi achou Enzo, que acertou lindo chute da entrada da área e empatou o placar. 1 x 1.

Nos acréscimos, a Argentina virou. Mac Allister recebeu na área e finalizou na trave. No rebote, a bola sobrou com Messi. O camisa 10 cruzou de direita e achou Lautaro Martínez, que cabeceou sozinho para virar a partida.

Com 2 x 1 no placar, os argentinos recuaram e passaram a aguardar os ataques ingleses. Sem força ofensiva, a Inglaterra não conseguiu reagir e a Argentina garantiu a vaga na final para encarar a Espanha.

Metrópoles

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Brasil

Ministro rejeita recurso e mantém suspensão de 30 dias a ex-diretor da penitenciária de Mossoró

Foto: Depen

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, rejeitou um recurso apresentado pelo ex-diretor da penitenciária federal de Mossoró (RN) Humberto Gleydson Fontinele Alencar contra a pena de suspensão imposta a ele após a fuga de dois detentos da unidade, em fevereiro de 2024.

As fugas de Deibson Nascimento e Rogério Mendonça foram as primeiras registradas na história do sistema penitenciário federal. Eles foram recapturados após 50 dias de buscas intensas, que envolveram centenas de homens e custaram milhões aos cofres públicos (relembre no vídeo abaixo).

O episódio gerou a abertura de três processos administrativos disciplinares pela corregedoria do sistema penitenciário federal em desfavor de dez policiais penais que atuavam no presídio de Mossoró na época das fugas.

O PAD em desfavor de Alencar foi o último a ser concluído, em dezembro do ano passado. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), ligada ao Ministério da Justiça, o ex-diretor recebeu uma penalidade disciplinar de suspensão por 30 dias.

Alencar recorreu ao ministro da Justiça contra a punição aplicada pela corregedoria. No final de junho, foi publicada portaria em que Wellington Silva rejeita o recurso e mantém a pena de suspensão contra o ex-diretor.

PF investigou fuga

As circunstâncias que permitiram a fuga dos dois detentos foram investigadas pela Polícia Federal. O relatório final apontou que a negligência “evidente” e a violação do dever de cuidado por parte de servidores da penitenciária federal de Mossoró contribuiu para que os presos conseguissem escapar.

Apesar disso, a PF afirma que não foram encontradas evidências de que os detentos contaram com ajuda para conseguir fugir. Por isso, encerrou a investigação sem indiciar nenhum servidor da penitenciária.

O relatório da PF aponta que as falhas na estrutura da penitenciária comprometeram a segurança da unidade e contribuíram para facilitar a fuga dos dois detentos.

De acordo com o documento, o alambrado da unidade, por exemplo, estava deteriorado e pôde ser rompido facilmente, com as mãos.

A PF também aponta problemas nas celas ocupadas pelos fugitivos, que conseguiram usar materiais da própria estrutura do prédio para fazer ferramentas.

Um relatório do governo sobre o episódio apontou falhas graves de segurança que facilitaram a fuga, ocorrida em 14 de fevereiro de 2024. Segundo o documento, eles se aproveitaram da falta de inspeções regulares nas celas, problemas na iluminação da área externa e controle precário de ferramentas na unidade para executar o plano.

g1

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Brasil

Nunes Marques arquiva ação contra Bolsonaro sobre CPI da Covid

Foto: Nelson Jr

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, arquivou uma ação do Psol contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, relacionada à CPI da Covid. A Procuradoria-Geral da República não encontrou elementos para prosseguir com o caso, que se baseava em uma conversa telefônica entre Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru. Nunes Marques afirmou que a conversa, de caráter privado, não demonstrava intenção criminosa.

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de uma ação apresentada pelo Psol contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por supostas irregularidades relacionadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

A decisão, assinada na terça-feira 14, acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver elementos para dar continuidade ao caso.

A ação teve como base uma conversa telefônica entre Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru (PSB), gravada e divulgada em abril de 2021. Na ocasião, o partido alegou que o então presidente teria cometido os crimes de advocacia administrativa e corrupção ativa ao defender a ampliação do escopo da CPI.

Advocacia administrativa ocorre quando um agente público usa o cargo para defender ou favorecer interesses particulares dentro da administração pública.

Segundo Bolsonaro, a comissão deveria investigar também governadores e prefeitos. Na avaliação do então presidente, caso isso não ocorresse, a CPI ouviria apenas adversários políticos e produziria um relatório desfavorável ao governo federal.

Ao analisar o caso, Nunes Marques reproduziu trechos do parecer da PGR e destacou que o diálogo ocorreu em caráter privado e informal entre o presidente da República e um senador. Para o ministro, o conteúdo da conversa não revela nenhuma intenção criminosa.

“A instalação da referida CPI, à época da divulgação do diálogo, já havia sido amplamente noticiada pela mídia e gerado os mais variados debates, em todas as esferas de poder”, diz a decisão. “Mas a verdade é que não se extrai da conversa vazada qualquer propósito criminoso por parte do noticiado.”

O ministro rejeitou a acusação de advocacia administrativa. Segundo ele, Bolsonaro limitou-se a manifestar seu posicionamento político sobre o alcance das investigações da CPI, sem utilizar o cargo para defender interesses particulares de terceiros perante a administração pública.

Nunes Marques também rejeitou a acusação de corrupção ativa por entender que não houve oferta ou promessa de vantagem indevida em troca da prática de um ato de ofício. Na decisão, o ministro ressaltou ainda que a titularidade para propor ação penal por esse tipo de crime é do Ministério Público Federal.

Revista Oeste

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Futebol

Fifa analisa divisão dos direitos da Copa de 2030 entre Globo e CazéTV

Foto: Reprodução

A Fifa avalia uma mudança no modelo de comercialização dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2030 no Brasil. A proposta em análise prevê o fim da venda exclusiva para um único grupo de mídia e a divisão dos pacotes entre diferentes plataformas, estratégia que pode colocar Globo e CazéTV como protagonistas das negociações.

A ideia da entidade é ampliar o alcance do Mundial combinando a audiência consolidada da televisão tradicional com o crescimento das plataformas digitais. Pelo formato estudado, a Globo teria os direitos para exibição em TV aberta, TV por assinatura e no Globoplay, enquanto a CazéTV ficaria com a transmissão digital, especialmente pelo YouTube, além da possibilidade de acordos com serviços de streaming.

O modelo acompanha uma tendência adotada pela Fifa em outros eventos recentes, com a distribuição dos direitos por diferentes formatos de consumo. A entidade já trabalha com uma estratégia semelhante para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.

A possível divisão dos direitos abre espaço para uma disputa mais ampla entre empresas de comunicação. Além da Globo e da CazéTV, outros grupos acompanham as negociações, como o SBT, que demonstrou interesse em participar da concorrência pelos pacotes de transmissão.

No mercado, também chama atenção o papel da LiveMode, empresa responsável pela operação da CazéTV. A companhia ganhou espaço nos últimos anos ao atuar na negociação de direitos esportivos, produção de conteúdo e distribuição em plataformas digitais.

A participação da CazéTV representa uma mudança no cenário tradicional de transmissões esportivas no Brasil. O canal digital conquistou relevância ao apostar em uma linguagem mais próxima das redes sociais, com interação em tempo real e foco em públicos que consomem conteúdo principalmente pela internet.

Correio 24h

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Política

Deputado faz graves acusações contra Dino no Maranhão

Foto: AL

O deputado estadual Yglésio Moyses (PRD) fez acusações graves ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão realizada dias atrás e que continuam repercutindo nos meios políticos.

Segundo Yglésio, Dino estaria utilizando sua posição na Corte para “chantagear” e “ameaçar” políticos locais, com o objetivo de influenciar o cenário pré-eleitoral do Estado e derrotar o candidato do governador Carlos Brandão à sua sucessão.

O deputado chegou a relatar uma suposta frase de Flávio Dino em evento social: “Eu botei, eu tiro”, que interpretou como referência ao poder de Dino em tirar Carlos Brandão do cargo.

Diário do Poder

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Geral

Sicredi conquista, pela primeira vez, prêmio internacional por atuação em finanças sustentáveis

World Finance Sustainability Awards 2026 reconhece instituição financeira de crédito brasileira por contribuição de destaque na América Latina

O Sistema Sicredi conquistou o World Finance Sustainability Awards 2026, ao ser reconhecido na categoria Outstanding Contribution to Sustainable Finance by a Cooperative Latam (Contribuição de Destaque para Finanças Sustentáveis por uma Cooperativa na América Latina).

É a primeira vez que a instituição recebe o prêmio, concedido pela revista britânica World Finance, publicação de circulação global voltada ao mercado financeiro e à sustentabilidade.

Segundo a revista, o reconhecimento reflete a evolução consistente da estratégia de ESG do Sistema Sicredi, sustentada por três frentes: a expansão do crédito sustentável, o apoio à transição energética e a geração de impacto positivo nas comunidades onde atua.

Nos últimos anos, a instituição ampliou de forma significativa sua carteira de crédito verde, consolidando-se como uma das principais financiadoras de projetos de energia renovável no Brasil, especialmente de geração solar.

Também pesaram na conquista o financiamento a micro, pequenas e médias empresas — em especial as lideradas por mulheres — e o apoio a empreendimentos em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Para o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro, a premiação vai além do reconhecimento institucional. “É uma confirmação de que o modelo cooperativo tem muito a contribuir com a construção de uma economia mais justa e sustentável — e isso se reflete diretamente na vida dos nossos cooperados aqui no Rio Grande do Norte”, afirma.

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Geral

Defesa diz ao STF que Jair Bolsonaro “jamais soube” que Flávio divulgaria carta nas redes sociais

oto: REUTERS/Mateus Bonomi

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (15), que o ex-presidente não sabia que a carta entregue ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma visita autorizada seria divulgada nas redes sociais.

Os advogados dizem que o ex-presidente “jamais soube que a carta seria publicizada” e que “não houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.

A manifestação é uma resposta a uma determinação do ministro, que solicitou esclarecimentos após a carta ter sido lida publicamente pelo senador e divulgada em redes sociais.

“A referência feita pelo Senador Flávio Nantes Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde a circunstância previamente conhecida [por Bolsonaro]. A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do [ex-presidente]”, diz a defesa.
No documento endereçado a Moraes, os advogados afirmam ainda que o ex-presidente tem observado de “maneira rigorosa” todas as medidas e limitações impostas pela Justiça em relação à sua prisão domiciliar humanitária.

Entre as restrições vigentes, estão a proibição do uso de aparelhos de comunicação, o veto ao acesso a redes sociais e a proibição da divulgação de manifestações pessoais por intermédio de terceiros.

Com informações de g1 e R7

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