Vídeo: Reprodução/TV Globo
As propostas de última hora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não têm se mostrado capazes de converter votos de forma expressiva. A avaliação foi feita pelo cientista político Felipe Nunes, no Jornal da Globo, ao analisar as recentes movimentações do governo para acelerar pautas de grande apelo social, como os pacotes para MEIs e o fim da escala 6×1, aprovado no Senado nesta quarta-feira (14).
De acordo com Felipe Nunes, a análise da dinâmica eleitoral passa por diversos paradigmas, entre eles o conceito de fundamentos políticos. A teoria demonstra que a probabilidade de um presidente ser reeleito aumenta proporcionalmente à aprovação de seu governo, especialmente quando a parcela da população que aprova a gestão supera a dos que desaprovam.
“Ao longo dessa campanha, o Lula não conseguiu melhorar o desempenho do seu governo de maneira significativa, a ponto de passar a ter saldo positivo de avaliação. Isso é um entrave enorme”, comenta o cientista político.
Com o governo Lula mantendo esse saldo negativo de avaliação, Felipe Nunes afirma que dados históricos de mais de 140 eleições analisadas em 18 países nos últimos 30 anos mostram que presidentes com esses números negativo registram probabilidades de reeleição inferiores a 50%, oscilando na faixa de 46% a 47%.
Para tentar alterar esse quadro, a gestão federal abriu sua caixa de ferramentas políticas e legislativas, apostando em medidas recentes como a tramitação do fim da escala 6×1. Embora essas propostas costumem ser bem aceitas e compreendidas pelo eleitorado que conhece o teor das pautas, a análise aponta que tal receptividade não se traduz automaticamente em mudança efetiva no voto dos eleitores.
O Des. Cládio Santos, que é uma excelente figura, perdeu uma grande oportunidade de quebrar um paradigma jurássico, ultrapassado, totalmente demodé: essas tais posses solenes e chatérrimas, quando na verdade se está diante de mera rotina administrativa, coisa corriqueira, que acontece a cada biênio, e que não merece nem pompa nem circunstância, e sim muito trabalho, algo que falta muito ao Poder Judiciário, e que com certeza Sua Exa. o Des. CS trará, pois ele é dinâmico e corajoso.