Denúncia

Tráfico à beira-mar… nós temos!

Qualquer tipo de atividade comercial somente se sustenta através do movimento. Correto? É uma premissa de qualquer ramo comercial. Então, como explicar que uma barraca de praia, que vende apenas cerveja e refrigerante, possa ter saúde financeira e ainda funcionar todos os dias, até o sol raiar?

Mistério? Não. O Blog do BG vai mostrar, de forma inédita, um submundo que poucos conhecem. Barracas nas praias urbanas (praia do Meio) são o novo point de venda de drogas à beira-mar.


O movimento de clientes em mesas, praticamente todos os dias, é escasso.

Mas, o vai e vem de carros e motos é intenso.  Carros e carrões de bacanas, que descobriram um meio fácil, rápido e sem riscos de comprar cocaína a qualquer horário.

Os traficantes da área tiveram uma grande sacada comercial. Pra que colocar os ‘aviões’ nas ruas estreitas e becos de Brasília Teimosa, Rocas e nas ruas Miramar e Jordanês, se podem estar na praia, discretamente e com menos riscos de prisão?

Como funciona, quem são os personagens, como isto começou? Daqui a pouco, o Blog do BG conta tudo, sem segredos …

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Este post continua em: “Tem cerveja de R$20

Opinião dos leitores

  1. Sempre usaram as barracas como disfarce. Em plena luz do dia, o tráfico de drogas por lá é intenso

  2. Essas barracas tomam espaços dos pedestres e ciclistas na praia do meio , e ainda vivem desse comércio ilicito

  3. Bruno,
    Façaa um jeito de a exemplo do que acontrece no blog de Thaisa que , quando comentamos não é necessários sair da pagina

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Geral

COVID-19: Morre o ator Paulo Gustavo

Foto: Reprodução

Acaba de morrer, no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, o ator e humorista Paulo Gustavo.

Ele estava internado desde 13 de março com quadro de Covid-19.

Lauro Jardim, O Globo

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Finanças

Melinda Gates pode se tornar a segunda mulher mais rica do mundo após divórcio

Foto: Frederic Stevens/Getty Images

A fortuna do casal Bill e Melinda Gates deve ser dividida igualmente em casos em que não há acordo pré-nupcial, segundo a legislação do Estado de Washington, nos Estados Unidos, onde o ‘casal 20’ da Microsoft vive desde que se casou em 1994, informa o jornal britânico The Guardian.

Melinda French Gates, que agora adotou o nome de solteira nas redes sociais, pode herdar fortuna do ex-marido avaliada em cerca de US$ 73 bilhões, já que o fundador da Microsoft possui, atualmente, patrimônio avaliado em US$ 146 bilhões, de acordo com o ranking anual da Forbes.

O primeiro lugar está com Françoise Bettencourt Meyers, a dona da marca L’Oreal e cuja fortuna é de US$ 83 bilhões. Assim, Melinda pode ser a segunda mulher mais rica do mundo, segundo o mesmo levantamento da Forbes.

Muito comum nos EUA, o acordo pré-nupcial é uma garantia legal assinada antes do casamento para impor condições e divisões de bens caso um casal venha a se divorciar. No caso do contrato de separação, as condições podem ser definidas pelos requerentes e não precisa da presença de autoridades para ser assinado.

Segundo o site TMZ, Melinda não pediu nenhum tipo de pensão e a divisão dos bens será concluída com o auxílio do tribunal americano.

Desde que Melinda e Bill anunciaram o divórcio nas redes sociais na segunda-feira, 3, não estava claro que fim teria a fortuna do casal. Além disso, também não foi anunciado o destino da Fundação Bill and Melinda Gates, instituição filantrópica que era dirigida pelos dois com o intuito de promover a ciência e a saúde no mundo.

“Nos últimos 27 anos, criamos três filhos incríveis e construímos uma fundação que trabalha em todo o mundo para permitir que as pessoas tenham vidas saudáveis e produtivas”, afirmou o comunicado do divórcio.

Link – Estadão Conteúdo

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Saúde

Bolsonaro assina decreto que antecipa pagamento do 13º para aposentados e pensionistas do INSS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira o decreto que antecipa o pagamento do13º para aposentados e pensionistas da Previdência Social. A medida será públicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. Normalmente, o pagamento do 13º ocorre em agosto e novembro.

Segundo o decreto, o pagamento ocorrerá em duas parcelas: a primeira, será paga entre os dias 25 de maio e 8 de junho. A segunda será paga com os benefícios do mês de junho, entre 24 de junho e 8 de julho.

A antecipação do 13º para os aposentados faz parte do pacote de medidas do governo para mitigar os efeitos da pandemia e estimular a atividade econômica. Em 2020, também houve antecipação do pagamento e a primeira parcela foi paga em abril e a segunda, em maio.

O objetivo do governo é aumentar a renda de aposentados e pensionistas para incentivas a movimentação da economia e favorecer a recuperação econômica. Nesta segunda-feira, em entrevista concedida no Palácio do Planalto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou que a recuperação da economia está acontecendo “em V”, ou seja, retomando rapidamente os índices pré-pandemia.

A expectativa da equipe econômica é que sejam injetados R$ 52,7 bilhões com a antecipação do abono. Os principais beneficiados são idosos, doentes ou aqueles com invalidez. O governo destacou que a medida não tem impacto orçamentário, uma vez que haverá somente a antecipação do pagamento do benefício que já estava previsto para o final do ano.

O Globo

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Tecnologia

WhatsApp libera envio de dinheiro entre usuários pelo aplicativo no Brasil

Foto: Thomas White – 28.mai.2020/Reuters

O WhatsApp liberou nesta terça-feira (4) a função que permite receber e fazer pagamentos diretamente nas conversas, sem a cobrança de taxas. O recurso, chamado de WhatsApp Pay, começa a ser implementado gradualmente entre os usuários da plataforma nas próximas semanas.

Com isso, segundo o aplicativo, o usuário pode “enviar dinheiro para a família, pagar sua parte de um presente de aniversário da sua tia ou dividir a conta do almoço com os amigos”.

O WhatsApp Pay já havia sido aprovado pelo Banco Central em 30 de março, mas só agora a função chegou ao público.

Foram estabelecidos limites sobre os valores a serem transferidos. Os usuários podem enviar até R$ 1 mil por transação e receber 20 transferências por dia, com limite de R$ 5 mil por mês.

Para realizar uma transação, é preciso usar o PIN do Facebook Pay ou a biometria do celular, e todos os dados serão protegidos com criptografia.

No WhatsApp, o usuário poderá cadastrar um cartão de débito, um múltiplo com função débito ou ainda um pré-pago das bandeiras Visa ou Mastercard e emitido por um dos bancos participantes (Banco do Brasil, Banco Inter, Bradesco, Itaú Unibanco, Nubank, Mercado Pago e Sicredi). Todas as transações serão processadas pela Cielo.

O Brasil é o segundo país onde o serviço de mensagens lança transferências de dinheiro. Na Índia, maior mercado do WhatsApp, com 400 milhões de usuários, o Facebook obteve aprovação para iniciar os serviços financeiros em novembro.

Liberação pelo Banco Central

Em junho, o WhatsApp havia lançado seus serviços de pagamentos no Brasil, mas o Banco Central os suspendeu alguns dias depois, alegando que isso poderia prejudicar o sistema de pagamentos existente no país em termos de concorrência, eficiência e privacidade de dados.

Além de analisar a estrutura de rede de pagamentos que o Facebook usa, a autoridade monetária também exigiu que a rede social fosse uma empresa de serviços financeiros no Brasil regulada. O Facebook Pagamentos do Brasil se tornou um iniciador de pagamentos, com capital inicial de R$ 5 milhões.

Pagamentos para empresas

Mas o Banco Central ainda não deu sinal verde para que o WhatsApp lance pagamentos com comerciantes, serviço que deve ser pago, adicionando uma nova linha de receita para o WhatsApp. No ano passado, os pagamentos com cartão no Brasil totalizaram 2 trilhões de reais, um aumento de 8,2% em relação a 2019.

O diretor de operações, Matthew Idema, disse que as conversas com o Banco Central ainda estão em andamento e que o Facebook espera que o lançamento de pagamentos aos lojistas ocorra este ano, recusando-se a comentar se será um serviço cobrado.

“Para o WhatsApp, o lançamento de pagamentos é interessante porque aumenta o uso do aplicativo”, disse o executivo.

CNN Brasil com Reuters

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Turismo

Entidades do RN comemoram lei federal que prevê ajuda a setores de eventos e turismo e cobram mais medidas de incentivos do Estado e Prefeituras

Foto: arquivo/DT

O portal G1-RN destaca que entidades do turismo, eventos e hotelaria comemoraram a aprovação da lei que prevê ajuda para as empresas dos setores, que são considerados entre os mais afetados economicamente pela pandemia. A lei foi sancionada nesta terça-feira (4) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro com vetos – entre eles o trecho que zerava por 60 meses alíquotas de diversos tributos para o setor.

Entre os benefícios estão:

  • possibilidade de renegociação de dívidas, tributárias ou não;
  • descontos de até 70%;
  • prazo de até 145 meses para quitação.

Os benefícios criados pela lei valem para:

  • empresas de congressos, feiras, eventos esportivos, sociais, promocionais ou culturais, feiras de negócios, shows, festas, festivais, simpósios ou espetáculos em geral, casas de eventos, casas noturnas, casas de espetáculos;
  • firmas da área de hotelaria em geral;
  • administradores de salas de cinema;
  • prestadores de serviços turísticos.

“Avaliamos positivamente a sanção do presidente Jair Bolsonaro ao primeiro pacote de medidas econômicas setoriais, não transversais, aos setores mais impactados pelas restrições impostas pelos governos no combate à pandemia, o de eventos e o turismo”, disse George Gosson presidente executivo do Natal Convention Bureau, entidade que congrega empresas do setor de eventos.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), Abdon Gosson, também achou importante a medida, mas considerou que ela demorou demais a ser lançada.

De acordo com o Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurante e Similares do RN, o turismo, incluindo o segmento do turismo de eventos, empregam cerca de 120 mil pessoas no estado, explicou o presidente da Natal Convention Bureau. “As reduções estimadas nos negócios durante a pandemia são de quase 100% do setor de eventos e entre 65% e 70% do turismo”, disse George Gosson.

“Diante da gravidade da situação, aguardamos também pacotes de medidas econômicas de mesma natureza dos governos estadual e municipais. Elas são fundamentais para a sobrevivência das empresas e para a manutenção dos empregos”, afirmou George. Leia a matéria completa no G1-RN.

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Saúde

Ex-ministro Mandetta afirma que Brasil implementou medidas depois do leite derramado e que Bolsonaro tinha suas próprias ideias sobre a covid

Foto: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO – 04.05.2021

Em suas primeiras palavras na CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta aproveitou para fazer uma retrospectiva da chegada do novo coronavírus ao Brasil e as respectivas ações do ministério sob sua gestão para enfrentar a covid-19. Na fala inicial, Mandetta buscou enfatizar uma atuação integrada entre os Poderes e os entes federativos quando a pasta da Saúde estava sob seu comando. “Defesa intransigente da vida, SUS como meio para atingir, e a ciência como elemento de decisão. Esses foram os três pilares”, disse.

Mandetta iniciou sua fala, com quase uma hora de atraso, explicando como chegaram ao ministério as primeiras informações, em janeiro de 2020, sobre uma doença que tinha início na China e que aos poucos ia se alastrando pelo mundo. Ele contou que chamou todos os poderes para explicar a importância do combate à pandemia de forma unida. “Porque esse vírus não ataca indivíduos, ele ataca a sociedade.”

O ex-ministro explicou ainda as primeiras ações da pasta para conter a propagação do vírus no Brasil e teve de ser interrompido, após 20 minutos, pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), que preferiu abrir espaço para as perguntas.

Renan Calheiros, relator da CPI, perguntou a Mandetta se, durante sua gestão, a recomendação para procurar os sistemas de saúde apenas quando sentissem sintomas graves de covid foi um erro.

Mandetta afirmou que não é verdade essa recomendação, e que a afirmação é usada numa “guerra de narrativas”. Segundo ele, as pessoas procuravam os hospitais preocupadas no início de 2020 com outras doenças. “Eram casos de outros vírus. Em casos de virose, a recomendação é que você observe o estado de saúde e não vá imediatamente ao hospital porque aglomera. E lá, sim, um caso positivo vai infectar todo mundo na sala de espera.”

“Todas as nossas recomendações foram assertivas, levando em conta a ciência. Todas foram comprovadas pelo decorrer da doença.”

De acordo com Mandetta, o decorrer da pandemia mostrou que algumas ações do ministério foram paralisadas. Mais tarde ele disse que as testagens em massa foram abandonadas por seus sucessores na Saúde, o desenvolvimento da telemedicina como porta de entrada para o sistema, o plano de acompanhamento dos infectados e a orientação de uma pesquisa sobre a cloroquina que “o próximo ministro fez uma portaria mesmo sem ter os resultados”.

Ele citou que sua gestão estimulou o uso de máscaras e o distanciamento, assim como pediu para as pessoas ficarem em casa. Mandetta citou ainda o esforço para obter respiradores e leitos de UTI para evitarem o colapso do sistema de Saúde.

Mandetta elogiou o SUS (Sistema Único de Saúde) e disse que ele é o melhor local para se imunizar a população. “Mas é preciso ter a vacina.”

Leite derramado

Ao falar sobre as medidas do governo para reduzir a transmissão da covid no país, Mandetta afirmou que sempre foram implementadas com atraso, sobretudo determinações de quarentena e lockdown. “Em relação a lockdown, o Brasil não fez nenhum lockdown. O Brasil implementou medidas depois do leite derramado, depois que a gente diz: ‘Vai entrar em colapso o sistema de saúde’. Então fecha. ‘Vai acabar o remédio.’ Então fecha”, disse o ex-ministro. “A gente foi sempre um passo atrás desse vírus.”

Resistência do presidente

Ele afirmou que a orientação de isolamento era essencial também no início da pandemia, mas faltou uma fala única do governo. “Nós fizemos as recomendações em três pilares: vamos preservar a vida, SUS e ciência. Eu vi vários que ficaram fora desse tripé.”

Questionado de onde partiu a resistência, ele disse que isso “ocorreu publicamente por vários atores”.

Ele afirmou que discordava do presidente da República, Jair Bolsonaro. “Nunca discuti com o presidente. Nunca tive discussão áspera, mas sempre as coloquei [suas discordâncias] de maneira muito clara.”

“Ali não era uma questão de diferenças políticas. Ali era um momento republicano.” Mandetta afirmou que conversava com governadores para que todos saíssem juntos da pandemia.

Mandetta afirmou que chegou a ficar constrangido com algumas situações e declarações feitas por Jair Bolsonaro. Como a defesa do medicamento cloroquina para doentes de covid-19.

“Nós seguíamos o que tínhamos de discutir, mas havia pelo lado do presidente uma outra visão, um outro caminho. Ele tinha suas próprias ideias. Não sei se vinham através de outros assessores. Era muito constrangedor ter que ficar explicando porque o ministério estava indo para um caminho e ele indo para o outro.”

O médico declarou que a cloroquina não poderia ser defendida se não houvesse a certeza dos benefícios e dos riscos que ela oferecia. E garantiu que jamais, em sua gestão, o ministério sugeriu o uso do medicamento. “É falso que se não fizer bem, mal não faz”, explicou, fazendo referência a uma aspa usada algumas vezes por Bolsonaro.

Mandetta contou que muitas vezes Bolsonaro chegou a concordar com suas recomendações, mas “dois a três dias depois, ele agia de forma diferente, como se não tivesse entendido o que eu falava”.

De acordo com o ex-ministro, Bolsonaro deveria ter outra fonte, algum consultor, que dava a ele recomendações que não tinham a ver com o que sugeria seu ministério ou a OMS (Organização Mundial de Saúde). “Ele falava na cloroquina, falou em isolamento vertical, que nós não éramos favoráveis.”

Isolamento vertical é a estratégia, bastante defendida no início da pandemia, de deixar em casa apenas os grupos de risco: idosos e pessoas com comorbidades.

Mandetta reclamou que fez reunião com Bolsonaro nas quais seu filho, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), estava tomando notas. Citou ainda a tentativa do governo de mudar a bula da cloroquina para citá-la como tratamento da covid. “Eu imagino que fora do Ministério da Saúde ele (Bolsonaro) conseguiu alguns aconselhamenos que os pautavam na pandemia.”

O médico, que é formado em ortopedia, disse que não sabe dizer de quem foi a ideia de mudar a bula da cloroquina.

Mandetta denunciou que por trás de médicos que defendem tratamentos com remédios sem eficácia há grandes interesses comerciais por trás. Ele afirmou que há profissionais que atendem virtualmente 50 pessoas por dias e ganham dinheiro com isso. “Tem que ter muito cuidado, a gente está lidando com a boa fé das pessoas.”

“Enquanto eu estive no Ministério da Saúde eu fiquei em cima do que é científico, rezando para que alguma coisa funcionasse. Rezei até para a cloroquina funcionar.”

Relação com a China

O depoente citou ainda a dificuldade que teve de enfrentar com a China por causa da má vontade com o país de integrantes do governo, como o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e dos filhos do presidente Bolsonaro.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), questionou o ex-ministro se houve pressão, por parte de Bolsonaro, contra medidas de combate à proliferação da covid-19,: isolamento e quarentena. Mandetta negou.

“Não. {O ministério] Foi confrontado publicamente, e isso dava uma informação dúbia a sociedade. Nosso objetivo era dar uma informação e o presidente, outra. Mas diretamente a mim somente com os atos que ele executava”, disse.

O ex-ministro da Saúde assumiu, ainda, que o país poderia estar numa situação melhor que a atual. “O SUS podia mais. Poderíamos ter feito muito mais, poderíamos ter começado a vacinação em novembro.”

Carta a Bolsonaro

Em carta enviada a Bolsonaro, Mandetta afirmou que recomendou expressamente que “a presidência da República reveja posicionamento adotado acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde, uma vez que a adoção de medidas em sentido contrário poderá gerar colapso do sistema de saúde e gravíssimas consequências da saúde da população brasileira”.

“Tudo o que eu podia fazer, nos termos de orientar, foi feito. Agora, ele tinha provavelmente outras pessoas falando que o ministro da saúde está errado, vá por esse caminho. É uma decisão dele”, completou.

O ex-ministro relembrou uma visita que fez com o presidente Bolsonaro em Águas Lindas (GO) em um hospital de campanha contra a covid-19.

“O combinado era chegar, olhar, o público bem separado, mas na hora que o helicóptero olhou e viu que o público estava na beirada, ele desceu do helicóptero e subiu a rampa e foi até as pessoas. Aí eu fui até a comitiva do governador Caiado. Quando ele volta de lá, vai em direção para dar um abraça ao governador Caiado e fala essa frase em tom de brincadeira: ah, vamos contaminar logo todo mundo. Mas o governador Caiado sacou muito rápido um frasco de um álcool em gel, cruzou em suas mãos e ainda passou um pouco nas mãos do presidente para dar aquela certa sensação ali. Foi uma coisa pontual”, contou.

Na época de sua demissão, Mandeta foi flagrado ao abraçar uma funcionária do ministério. O vídeo mostra imagens dos servidores se despedindo do então ministro. Questionado se foi um equívoco, respondeu que “não deveria (ter dado o abraço), mas era muita emoção naquele momento. Era uma equipe muito unida”, disse.

O senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE) questionou o ex-ministro sobre remédios sem comprovação científica, como cloroquina e ivermectina, e se ele tem remorso por não ter deliberado sobre os medicamentos no tratamento contra a covid-19. Pouco depois, Marcos Rogério (PDT-RO), outro da tropa de choque do governo, fez praticamente a mesma pergunta.

“Aqui é ciência, aqui é estudo. Eu jamais na minha vida tomei decisões sem estudar. Nessa situação, que você tem uma doença que ainda não está determinada, a gente tem que acreditar nas bases de seu estudo. A base da medicina é ramo da filosofia, ali, diz que sem diagnóstico, não há tratamento. Não pode risco sem benefício. Do mesmo modo que bate na tecla da cloroquina, existe por exemplo pessoas que preconizam ivermectina, também sem fundamento cientifico”, alegou Mandetta.

Colapso em Manaus

Em resposta ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), Mandetta afirmou que faltaram fiscais da vigilância sanitária em aeroportos do Brasil para evitar a entrada do vírus pelo espaço aéreo. A coordenação desse trabalho fica a cargo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O ex-ministro opinou que o colapso em Manaus, capital do Amazonas, que chegou a ficar sem oxigênio no início de 2021, ocorreu por problemas na gestão estadual e municipal, mas não por falta de dinheiro.

R7

Opinião dos leitores

  1. Muitos dos nossos conhecidos que foram vítimas ainda estariam entre nós, e muitos empregos teriam sido preservados se o presidente não tivesse retardado a providência de adquirir vacinas, como também se não tivesse realizado e estimulado tantos movimentos com aglomeração de pessoas sem respeito aos protocolos pela prevenção das vidas. Agora só nos resta rezar pelos que morreram e pelos que ainda vão morrer.

  2. Até bula de remédio, o genocida quis…
    Quantas centenas de pessoas, não morreram com essa brincadeira de cloroquina?
    Correto mesmo, seria afastar o miliciano e mandá-lo para Bangú.

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Saúde

Paulo Gustavo tem quadro irreversível, mas com sinais vitais, diz boletim

Foto: reprodução/Instagram

ator e humorista Paulo Gustavo tem quadro irreversível, apesar de sinais vitais, segundo informou nesta terça-feira (4) a assessoria de imprensa do artista, com base no boletim médico.

“Após a constatação da embolia gasosa disseminada ocorrida no último domingo, em decorrência de fístula brônquio-venosa, o estado de saúde do paciente vem deteriorando de forma importante. Apesar da irreversibilidade do quadro, o paciente ainda se encontra com sinais vitais presentes.”

Fístula broncovenosa é uma abertura que ocorre entre os pulmões e as veias, o que acarretou a entrada de ar na corrente sanguínea do ator, a chamada embolia gasosa. Ainda segundo o boletim, essa entrada de ar foi disseminada, tendo afetado o sistema nervoso.

Internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, com quadro de Covid-19, Paulo Gustavo permanece no Serviço de Terapia Intensiva.

A piora significativa no quadro de saúde do ator aconteceu na noite de domingo (2). Paulo Gustavo vinha apresentando melhoras significativas, chegou a ter redução de sedativos e bloqueadores e interagir com médicos e também com o marido, Thales Bretas. À noite, no entanto, sofreu a embolia pulmonar.

“A família do ator continua agradecendo todo o carinho e pedindo orações dirigidas ao Paulo Gustavo, assim como às demais pessoas acometidas por essa doença terrível”, acrescenta a nota.

G1

Opinião dos leitores

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Saúde

COVID: Prefeitura de Montes das Gameleiras manda fechar tudo

O prefeito de Monde das Gameleiras, Jailton Felix de Pontes, mandou fechar tudo na cidade em decreto publicado na segunda-feira (3), com validade até o dia 17 de maio.

Segundo o decreto, além da suspensão do funcionamento de serviços e atividades consideradas não essenciais, haverá toque de recolher iniciando às 18h e durando até as 5h do dia seguinte. Também foi proibido o consumo de bebida alcoólica em qualquer ambiente público.

Hotéis, pousadas, bares, conveniências, clubes, casas noturnas deverão estar fechados durante a vigência do decreto. Campos de futebol, quadras e ginásios poliesportivos também serão fechados.

Veja abaixo os detalhes do decreto da cidade de Monte das Gameleiras:

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Política

Depoimento de Pazuello na CPI da Covid é remarcado para o dia 19

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid adiou para o próximo dia 19 o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Ele seria ouvido nesta terça-feira (4/5), mas informou que não iria ao Senado após contato com duas pessoas infectadas pela Covid.

Com isso, o depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich ficará para esta quarta-feira (5/5). A oitiva estava prevista para ocorrer nessa terça (4/5), mas foi remarcada após Pazuello.

Segundo o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), Pazuello teve contato com “dois coronéis auxiliares dele que estão com Covid”. “Entrará em quarentena e não poderá vir amanhã”, explicou Aziz.

O secretário-geral do Exército, Francisco Humberto Montenegro Junior, enviou comunicado sobre o contato de Pazuello com os dois servidores do Executivo federal. “Solicito a possibilidade de análise da situação e dar as providencias dadas cabíveis”, disse.

CPI da Covid

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

Nesta terça, os 18 senadores, entre titulares e suplentes, que integram a CPI ouviram o depoimento do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Ele comentou sobre ações desenvolvidas por sua gestão frente ao Ministério da Saúde e discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre medidas de isolamento social e uso de medicamentos no tratamento de pacientes da doença.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Já não existem mais Generais como antigamente. Uma vergonha para a tropa. Deveria assumir e dizer a verdade doa a quem doer. Infelizmente estamos nessa situação. O cara ter receio de encarar Renan Calheiros e o Presidente da CPI só pode ser muito fraco.

  2. General de 💩, frouxo!
    Imagine isso num confronto.
    Em um país sério, esse pintor de meio-fio já estaria preso.

  3. General frouxo, com medinho de uma CPI……imagina numa guerra.
    Mas ser frouxo e fracassado é pré requisito pra fazer parte da Bozolândia.
    To até agora esperando a intervenção militar, segundo as vacas do Bozo a manifestação do final de semana foi um sucesso e ate tinha grito de guerra “eu autorizo”, hoje é quarta feira e nada do Bozo ter coragem de botar as tropas na rua e fechar o STF……
    Blefador Frouxo

  4. PAREM DE DIZER QUE O PAZUELLO ESTÁ FUGINDO DA CPI!!! QUEM LEMBRA DO BOLSONARO NOS DEBATES SABE QUE A DIREITA NÃO FOGE DA RAIA!!!
    kkkkkkkkkkkkkkk

  5. Na despedida dele do ministério, usou toda a sua valentia e arrogância pra constranger um auxikiar perguntando coisas que tinha apenas na kbca dele e seu auxiliar demorou segundos pra responder. Agora, na hora dele ser indagado pra responder pelos atos, a valentia sumiu. Pediu prazo pra ver o que seus sucessores irão dizer, aprender termos tecnicos pra ver se cola, mas se não aprendeu em 9 meses, aprender em 15 dias?

    1. Fica de boca aberta mané, quem sabe caia alguma coisa e vc aproveite na sua cabeça.

  6. Cão que ladra, não morde.
    O povo desse governo é tudo frouxo.
    Morrem de medo de investigações.
    Mas nas redes sociais, são todos valentes.
    Está com medo do que?

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Política

Campanha contra a Covid-19, cloroquina e críticas a Paulo Guedes: o depoimento de Mandetta na CPI

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Por mais de sete horas, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro a prestar depoimento na CPI da Covid-19, instalada para apurar ações e omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia do novo coronavírus.

Aos senadores, Mandetta disse que o Palácio do Planalto não queria fazer uma campanha oficial contra a doença, afirmou que não partiu da pasta então comandada por ele a ordem para que o Exército produzisse compromidos de cloroquina, medicamento ineficaz no tratamento à infecção, e ainda fez críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem chamou de “desonesto intelectualmente” e “muito pequeno para estar onde está”.

Nesta quarta-feira, 5, o colegiado ouvirá o ex-ministro Nelson Teich, que deixou o Ministério da Saúde menos de um mês após tomar posse.

Mandetta afirmou que as coletivas de imprensa diárias, concedidas por ele e sua equipe, foram idealizadas para que o Ministério da Saúde pudesse transmitir informações e orientações sobre o coronavírus, já que não havia um plano de comunicação do governo.

“Aquelas entrevistas, elas só existiam porque não havia plano de comunicação. O normal, quando se tem uma doença infecciosa, é você ter uma campanha institucional. Como foi, por exemplo, a Aids. Havia uma campanha onde se falava sobre a Aids, como pega, orientava as pessoas a usar preservativo. Era difícil para a sociedade brasileira fazer, mas havia uma campanha oficial. Não queriam fazer uma campanha oficial [contra a Covid-19]”, disse o ex-ministro.

Na primeira parte de seu depoimento, Mandetta foi questionado pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre a ordem para que o Laboratório Central do Exército produzisse comprimidos de cloroquina, remédio ineficaz no tratamento à Covid-19. Segundo o ex-ministro, não houve nenhuma recomendação do Ministério da Saúde.

“A ordem não partiu do Ministério da Saúde. A única coisa que o ministério fez era recomendar para o uso compassivo, aos pacientes graves, em uso hospitalar. Mesmo porque é uma droga em que a margem de segurança dela é estreita. Ela tem uma série de reações adversas. A automedicação com cloroquina e outros medicamentos poderia ser muito arriscada para as pessoas”, explicou.

Mandetta também fez críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem chamou de “desonesto intelectualmente” e de “muito pequeno para estar onde está”. Para o ex-ministro da Saúde, Guedes é uma das vozes que influenciou o presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

“Esse ministro era desonesto intelectualmente, uma coisa pequena, um homem pequeno para estar onde está”, disparou. “Quando esteve na Câmara, ele falou que [o ministro da Saúde] saiu com R$ 5 bilhões e não comprou vacina. Esse ministro não soube nem olhar o calendário para falar ‘puxa, enquanto ele estava lá, nem vacina havia”, acrescentou.

Em seu depoimento, Mandetta também disse que o titular da Economia “não ajudou nada”. “Pelo contrário, falava que já tinha mandado o dinheiro e que se virem. Vamos tocar a economia. Talvez tenha sido uma das vozes que tenha influenciado o presidente”, avaliou.

Jovem Pan

Opinião dos leitores

  1. O presidente preteriu o conhecimento técnico e científico do ministro Mandetta pra ser o maior aliado do vírus. Mas ainda pior que o presidente, são seus apoiadores que incondicionalmente como num transe semi coletivo, insistem em aplaudir os atos do “ídolo” mesmo que efeitos sejam desastrosos e irreversíveis, como nos casos de mortes. Criam o ambiente perfeito que está levando o Brasil rumo a tragédia humanitária vivida atualmente.

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