Política

‘Tratamento precoce é como se estivéssemos discutindo de qual borda da terra plana vamos pular’, afirma médica vetada pelo Governo à CPI da Covid

Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy/Agência Senado

A CPI da Covid ouve nesta quarta-feira a médica Luana Araújo, que ficou menos de duas semanas no cargo de secretária de Enfrentamento à Covid-19 no Ministério da Saúde. Crítica do tratamento precoce, a médica infectologista o comparou à ideia da terra plana. Ela chamou ainda a discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus de “delirante”.

— Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente. Ainda estamos discutindo uma coisa sem cabimento. É como se estivéssemos discutindo de qual borda da terra plana vamos pular — disse, em respsota ao relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

Renan citou frases do presidente Jair Bolsonaro e questionou a médica sobre a defesa do mandatário pelo tratamento precoce e o estimulo à população em abandonar medidas não farmacológicas, como uso de máscara, distanciamento social, lavar as mãos. Luana respondeu:

— Eu vi declarações de muitas pessoas, também do presidente. A gente precisa multiplicar lideranças com informações corretas. Na hora que qualquer pessoa, independente do seu cargo, sua posição social, defende algo que não tem comprovação cientifica você expõe a população do seu grupo a uma situação de vulnerabilidade — disse Luana, completando: — Todo mundo que diz isso tem responsabilidade do que acontece depois.

Luana foi convidada pelo ministro para ser secretária de Enfrentamento à Covid-19. Dias depois, quando a nomeação dela sequer tinha saído, ela deixou o ministério. Em audiência na Câmara, Queiroga deu a entender que houve veto de Bolsonaro. A medica afirmou que “provavelmente não aceitaria” se fosse convidada hoje para o cargo, principalmente devido à exposição. Ela negou ter conhecimento de um “gabinete paralelo” no governo e também de ter conhecido o filho do presidente Carlos Bolsonaro ou outra pessoa da família.

Sobre as ameaças que recebeu, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) questionou se foram identificadas, Luana disse que elas sempre foram ligadas ao “pseudo tratamento precoce” e a medidas de tratamento não farmacológico que ela defende. A infectologista também lamentou qualquer a possibilidade do veto ao seu nome para o cargo no ministério estar ligado ao seu posicionamento em favor da ciência:

—- A mim só me resta lamentar. Se foi [o motivo] eu considero trágico.

Defensores do uso de remédios como a cloroquina contra a Covid-19 costumam citar a autonomia médica como justificativa. Luana disse, porém, que a autonomia é baseada em alguns pilares que precisam ser observado.

— Autonomia médica faz parte da nossa prática, mas não é licença para experimentação. A autonomia precisa ser defendida sim, mas com base em alguns pilares. No pilar da plausibilidade teórica do uso daquela medicação, do volume de conhecimento científico acumulado até aquele momento, no pilar da ética e no pilar da responsabilização. Quando junta tudo isso, você tem direito a uma autonomia e precisa fazer o melhor para seu paciente — disse Luana.

Em relação ao papel do Conselho Federal de Medicina (CFM), que também defende que o médico é autônomo e responsável pelos seus atos, Luana disse que é “bastante temerário colocar nas costas dos médicos” a responsabilidade de usar uma medicação que não tem eficácia. Ela citou, por exemplo, que muitos pacientes passaram a exigir medicamentos que não tem comprovação contra o coronavírus.

— Eu considero que a classe médica foi muito exposta. Exposta de uma maneira não positiva neste momento e foi grande parte dela colocada em oposição à população. Muitos médicos se sentiram coagidos.

Sobre o TrateCov, aplicativo desenvolvido pelo Ministério de Saúde para oferecer medicamentos do chamado tratamento precoce, Luana afirmou que ele nunca esteve em “seu radar”.

— Acho que algoritmos técnicos são importantes, mas não podem apontar para terapias que não funcionam — afirmou.

Luana também chamou a atenção para a vacinação da população de Serrana (SP), que alcançou resultados positivos, para dizer como é importante vacinar muita pessoas em pouco tempo. Toda a população adulta da cidade recebeu a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, como parte de um estudo. O resultado foi uma queda de 95% nas mortes, e a conclusão de que a pandemia pode ser controlada se 75% das pessoas forem vacinadas.

Já sobre a tese da imunidade de rebanho, que chegou a ser defendida por especialistas ligados a Bolsonaro, a médica infectologista afirmou que ela é impossível de ser atingida deixando o vírus circular entre a população. Ela destacou que isso é alcançado apenas pela vacinação.

‘320 dias de silêncio’

Em sua fala inicial, Luana disse que seriam necessários mais de 320 dias caso fosse feito um minuto de silêncio para cada vítima da Covid-19 no Brasil. Ela afirmou que, ao aceitar o convite para o cargo, pediu autonomia para agir de acordo com critérios técnicos e científicos, o que foi garantido pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

— Aliás, mais de 320 dias. Esse seria o tempo em que teríamos que ficar quietos para respeitar um minuto de silêncio para cada uma das mais de 460 mil mortes de Covid-19 no Brasil. Essa é a razão pela qual estou aqui hoje. Para mim, isso é intolerável e toda pessoa deve fazer o que estiver a seu alcance para evitar essa hecatombe — disse Luana, que declarou depois: — Ciência não tem lado. Ciência é bem ou mal feita. É ferramenta de conhecimento para servir a população, prezando a vida e a qualidade de vida.

Luana afirmou ainda, em sua fala inicial, que a pandemia do novo coronavírus é uma crise de confiança:

— A Covid-19 é uma doença ardilosa, mas a pandemia é uma crise e, acima de tudo, uma crise de confiança. Pelos nossos erros todos perdemos a confiança do povo. É imperativo que deixemos o que não presta de lado — disse a médica, criticando “a luta de um contra os outros”.

Luana avaliou que este não é o momento de realizar a Copa América no país. Ela destacou que o uso de protocolos rígidos ameniza os riscos, mas não os anula.

Luana disse que, apesar de não ter sido nomeada ao cargo no Ministério da Saúde, trabalhou como se tivesse sido, sem ter recebido nada por isso. Afirmou que, nesse tempo, viu que havia falha no programa de testagem e rastreamento de pessoas que tiveram contato com quem teve o coronavírus e observou gargalos no programa de vacinação. Ela disse que teve um contato muito rápido com a equipe, mas elogiou Queiroga.

— Meu diagnóstico [do Ministério da Saúde] é condizente com o convite. Encontrei um ministro competente, capaz, proativo. Alguns dias recebi mensagens dele às quatro e meia da manhã. O que eu vi foi um ministro comprometido, com uma equipe próxima dele também comprometido — disse Luana.

Ela também afirmou que o ambiente político no país hoje é tal que muitas pessoas que poderiam ajudar no combate à pandemia no Ministério da Saúde não têm interesse em fazer isso.

O ministro, que assumiu o cargo no fim de março, se esforça para chamar atenção ao que está sendo feito daqui para frente, mas a demissão de Luana poderá dar à oposição a oportunidade de mostrar que as coisas não mudaram tanto, e que Bolsonaro continua interferindo no ministério.

Ao ser indagada sobre quem a teria indicado, a infectologista disse que não sabia. O presidente do colegiado afirmou que “ninguém liga do nada para uma pessoa” para um convite a um cargo. A médica então respondeu que “imagina” que foi feita uma seleção e que foi escolhida por ser qualificada.

Omar Aziz elogiou o trabalho de Luana e disse que há duas razões para vetar a nomeação de um servidor: por envolvimento em corrupção, o que não era o caso dela, ou por questão política, por compactuar com a posição do governo.

— Não estão interessados em quem tem capacidade. Estão interessados em quem compactua com tratamento precoce e imunidade de rebanho — disse Omar.

Luana disse ser importante conscientizar a população com uma mensagem clara e única:

— Nós sabemos que a participação popular é fundamental em todos os países em que houve uma resposta decente à pandemia. Pode ser mobilizada de diversas formas. Em regimes democráticos, a gente faz isso por uma comunicação clara, de mensagem única. Do contrário, as pessoas ficam perdidas. Se cada um diz uma coisa, em quem eu acredito, principalmente se eu não tenho conhecimento técnico para avaliar esse tipo de informação?

Nomeação impedida

A médica, que comparou a hidroxicloroquina a um “neocurandeirismo”, como mostrou O GLOBO, deixou o cargo no Ministério da Saúde dez dias depois de ser anunciada. A saída, que não foi justificada pela pasta ou pela própria infectologista, teria sido motivada por pressões do governo no enfrentamento à pandemia, que não teriam sido aceitas por ela.

— Ele [Queiroga] disse que lamentava, mas que a minha nomeação não passaria pela Casa Civil — afirmou Luana sobre o anúncio que não continuaria na pasta.

O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), perguntou se a oposição dela ao tratamento precoce sem eficácia comprovada foi o que impediu sua nomeação.

— Eu acho que essa pergunta deve ser direcionada ao ministro Queiroga. A minha posição pública não é uma opinião. Na medicina a gente tem opinião até o momento em que a gente substitui essa opinião por evidências. Não foi me dada nenhuma justificativa para a minha saída — disse Luana.

Indagada por que a nomeação não saiu antes de ela começar a trabalhar, Luana respondeu:

— O que me foi dito é que existe um período entre a criação da secretaria e o apostilamento de cargos para que minha nomeação pudesse ser publicada no Diário Oficial. Sairia na segunda-feira, não saiu. Sairia na terça, não saiu. Na quarta-feira eu entendi [que não haveria nomeação]. Trabalhei normalmente. À noite fui chamada e avisada que na nomeação não sairia.

Os requerimentos de convocação aprovados pela comissão foram apresentados pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

— É uma pessoa qualificada, que tem condições técnicas para exercer qualquer função pública. Ela não chegou a ser nomeada. Nós encaminhamos para a instância do governo. Vivemos num regime presidencialista. Eu fui indicado por quem? Por quem de direito, o presidente da República. É necessário que exista validação técnica e validação política para todos os cargos — disse Queiroga no fim de maio.

Inicialmente, estava prevista nesta quarta-feira uma audiência com médicos para debater a cloroquina, mas o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), justificando que uma CPI é dinâmica, mudou o depoimento.

Aziz também anunciou, na sessão desta quarta-feira, que o governador do Amazonas, Wilson Lima, que prestaria depoimento dia 29 de junho, vai falar na quinta-feira da semana que vem.

Com O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Isso mesmo continuem tomando a dipirona para a febre e só voltem para o hospital quando estiverem com o pulmão contaminado a Tubalina estará a disposição de todos. Boa sorte !!!!

  2. Isso mesmo continuem tomando a dipirona para a febre e só voltem para o hospital quando estiverem com o pulmão contaminado a Tubalina estarão a disposição de todos. Boa sorte !!!!

  3. Negar tratamento a um doente é o verdadeiro negacionismo. Se não quer tomar, fique em casa esperando a falta de ar e deixe de encher o saco dos outros. Cuide da sua vida.

    1. Disponibilizar tratamento inócuo ao invés de providenciar o verdadeiro remédio (vacinas) é charlatanismo e o verdadeiro crime e precisa ser punido duramente. Essa direita delirante que se acha honesta mas governa com os mesmos cúmplices do governo PT é a principal responsável pelo retrocesso social, econômico, político. Bozo pessoalmente é o grande responsável pela destruição da estrutura de investigação e punição dos crimes de corrupção no país. O resto é conversa fiada desse desocupado, politicamente analfabeto.

  4. ” Discutir tratamento precoce é como escolher que lado da Terra Plana vamos pular”- dra Luana Araujo. Vai ficar para história. Por trás dos gritos de gadoo, não tem nenhum alienado!!! Muda Brasil!!!

  5. David Uip, renomado médico em SP, disse a mesma coisa. Quando teve Covid fez o tratamento precoce com todas as drogas, inclusive hidroxicloroquina. Ficou curado e está aí vivo para contar a sua história. Espero que essa doutora, caso contraia o vírus, tome dipirona ou ozônio no reto e somente procure o hospital quando estiver com falta de ar.

    1. Na época que David Uip teve covid, não havia tantos estudos comprovando que a hidroxicloroquina não tem efeito algum no tratamento a covid. Logo, David Uip tomou muita água quando doente, mas não quer dizer que a água o curou… Só mesmo animais como as emas do planalto que ainda tomam hidroxicloroquina para tratar covid…

    2. Ozonio no reto é ideia de quem acredita em tratamento precoce, isso quer dizer que o amigo usou ozonio no toba, ne? Hehehe

  6. “ Discutir tratamento precoce é como escolher que lado da Terra Plana vamos pular”
    Dra. Luana Araújo

  7. Entendem o motivo dela tee ficado apenas duas semanas neste governo? É lúcida, responsável e defende a ciência. Ela também exemplificou para um senador bolsodoidosta que não é porque o virus morre no microondas que ela iria mandar seus pacientes ficarem duas vezes por dia no forno. O que fizeram com o país nesses últimos anos vai servir de estudos para a comunidade científica de psquiatria. Quem sabe assim consigam explicar os bichos de chifres (gado)

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Em Mossoró, Álvaro Dias visita UERN, assina carta compromisso e reforça defesa da universidade estadual

Em Mossoró, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, visitou a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), onde assinou uma carta compromisso e reafirmou a defesa do fortalecimento da universidade estadual como instrumento de educação pública, produção de conhecimento e desenvolvimento regional.

Durante o encontro, Álvaro recebeu da reitora da UERN, professora Cicília Raquel Maia Leite, e da equipe da universidade um documento com diretrizes consideradas estratégicas pela instituição para as áreas de educação, ciência, inovação e desenvolvimento regional do Rio Grande do Norte.

Com mais de cinco décadas de história, a UERN exerce papel estratégico na interiorização do ensino superior público e na ampliação das oportunidades educacionais no Estado. A universidade está presente em Mossoró, Assú, Pau dos Ferros, Patu, Caicó e Natal, além de manter uma rede de polos de educação a distância distribuída por diferentes regiões potiguares. São mais de 15 mil estudantes matriculados e mais de 60 mil profissionais diplomados ao longo de sua trajetória.

Ao assinar a carta compromisso, o candidato assumiu o compromisso de apoiar as principais pautas apresentadas pela instituição. Entre elas estão a consolidação da autonomia financeira, administrativa e didático-científica da universidade e a valorização da comunidade acadêmica, com a atualização do quadro de servidores para acompanhar a expansão institucional.

O documento também estabelece como prioridades o apoio à criação de uma Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e ao fortalecimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN); o alinhamento da universidade às vocações econômicas locais, acompanhado da ampliação de bolsas e auxílios permanentes aos estudantes; e a articulação política para garantir maior participação das universidades estaduais na captação de recursos federais.

Para Álvaro Dias, o fortalecimento da UERN é fundamental para colocar o Rio Grande do Norte em local de destaque Nacional e Mundial. Ao evidenciar o papel da universidade na formação de profissionais, na produção científica e na geração de oportunidades em diferentes regiões do Estado, o candidato também se comprometeu a articular e trabalhar pela implantação de um Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação na instituição, para fortalecer e agregar valor às riquezas naturais do Estado, considerando a capacidade instalada da UERN.

A visita à UERN integrou a agenda de Álvaro Dias em Mossoró, com encontros com lideranças e representantes de diferentes setores da sociedade. A passagem pela universidade reforçou a proposta do candidato de ampliar o diálogo com instituições estratégicas para o desenvolvimento do interior e de apresentar compromissos voltados à educação, à ciência e à geração de oportunidades no Estado.

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Mendonça manda PF investigar vazamentos no caso Lulinha

Foto: STF/Agência Estado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal apure o vazamento de informações das investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A decisão atende a um pedido da defesa do empresário.

Lulinha é alvo de três inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência. Mendonça determinou a investigação de informações que teriam sido divulgadas de forma indevida durante as apurações.

A medida aumenta a pressão sobre a condução do caso, que já vinha sendo marcada por questionamentos sobre o acesso e o compartilhamento de informações da investigação. Em maio, Mendonça havia demonstrado preocupação com possíveis interferências no trabalho da PF e com a troca do delegado responsável pelo inquérito sem comunicação prévia ao ministro, que é relator do caso no STF.

Com informações da CNN Brasil

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FOGO NO PARQUINHO: Thabatta diz que aliados de candidatos da própria federação tentam tirar votos dela

 

A candidata a deputada federal e vereadora de Natal Thabatta Pimenta (PV) afirmou nas redes sociais que estaria sendo “sabotada” por apoiadores de candidatos da própria Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

Segundo Thabatta, pessoas estariam abordando eleitores para pedir que não votem nela sob o argumento de que a candidata “já estaria eleita”. A vereadora afirmou ter recebido prints e áudios com relatos desse tipo e cobrou união entre os nove candidatos da federação que disputam vagas na Câmara dos Deputados.

No vídeo, Thabatta também comentou as imagens que circularam nas redes sociais afirmando que ele teria sido barrada no palanca que do comício do candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier com o presidente Lula, na quinta-feira (20), na Arena das Dunas, em Natal.

A organização do evento, no entanto , afirmou que nenhum candidato a deputado federal subiu ao palco. Participaram do palanque, além de Lula, os candidatos Cadu Xavier, Larissa Rosado, Samanda Alves e Rafael Motta, além da governadora Fátima Bezerra.

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REPERCUSSÃO NAS REDES: Lulinha vira principal nome associado ao escândalo do INSS

Foto: Redes Sociais

O nome de Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT), responde por 31,4% da repercussão digital relacionada ao escândalo das fraudes no INSS em 2026, segundo levantamento da consultoria Bites divulgado pelo jornal O Globo.

O escândalo foi citado 12,34 milhões de vezes nas redes, enquanto Lulinha apareceu em cerca de 3,88 milhões de publicações. O volume mostra o peso político que as menções ao filho do presidente ganharam em pleno ano eleitoral.

Lulinha passou a ser associado às investigações após aparecer em apurações da Polícia Federal envolvendo a empresária e lobista Roberta Luchsinger e o chamado “Careca do INSS”. A PF também encontrou mensagens entre Lulinha e a empresária.

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ELEIÇÕES 2026: número de candidatos a deputado estadual despenca 52% no RN

Foto: Reprodução AL-RN

O número de candidatos a deputado estadual caiu 52% no Rio Grande do Norte nas Eleições 2026. Dados do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que 153 nomes disputam as 24 vagas da Assembleia Legislativa neste ano, contra 320 candidatos em 2022.

Na prática, são 167 candidatos a menos na disputa por uma cadeira na ALRN em relação à eleição passada. O número de concorrentes caiu para menos da metade em apenas quatro anos.

A redução acompanha um movimento observado também nas candidaturas proporcionais em todo o Brasil. Para deputado federal, por exemplo, o país registrou queda de 28% no número de candidatos em relação a 2022.

As 153 candidaturas estão distribuídos entre 15 partidos. O PL apresentou a maior lista, com 25 nomes. MDB e PSDB aparecem em seguida, com 23 candidatos cada. O PRD registrou 14 nomes, enquanto o PT tem 11.

PP, PSOL e Rede apresentaram dez candidatos cada. O União Brasil tem nove pedidos e o PV, sete. Completam a relação PCdoB, com três nomes, e Cidadania, Missão, PSTU e UP, com dois candidatos cada.

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ELEIÇÕES 2026: número de candidatos a deputado federal cai 41% no RN em relação a 2022

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O número de candidatos a deputado federal caiu 41% no Rio Grande do Norte nas Eleições 2026. Dados do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que 111 nomes disputam as oito vagas da bancada potiguar na Câmara dos Deputados neste ano, contra 187 candidatos registrados em 2022.

O índice do RN é quase o dobro do registrado no país. Em todo o Brasil, o número de candidatos a deputado federal caiu 28%, passando de cerca de 10,6 mil em 2022 para 7,6 mil em 2026.

A queda ocorre após mudanças nas regras eleitorais que aumentaram as exigências de desempenho dos partidos para acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita. Com a cláusula de barreira, as legendas passaram a ter maior incentivo para concentrar recursos em candidaturas consideradas mais competitivas.

Também houve redução no número de partidos na disputa nacional. Em 2022, 32 legendas lançaram candidatos a deputado federal. Neste ano, são apenas 28, após fusões e incorporações de siglas.

Apesar de o prazo para registro das candidaturas já ter terminado, o número de concorrentes ainda pode sofrer ajustes, já que alguns pedidos podem estar em processamento pela Justiça Eleitoral.

Com informações do g1 e dados do TSE

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Com caixa em crise, Governo Fátima antecipa ICMS e oposição vê “pressa eleitoral”

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

A oposição na Assembleia Legislativa criticou a decisão da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) de antecipar 90% do ICMS referente às operações de agosto e setembro. Os deputados desconfiam que o governo pode estar querendo fazer caixa de olho nas eleições.

Para o deputado José Dias (PL), a medida pode agravar as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo e comprometer o fluxo de caixa das empresas.

O deputado Coronel Azevedo (PL) foi além e classificou a antecipação como um movimento de caixa feito antes das eleições de 2026. A medida atinge atacadistas, centrais de distribuição e contribuintes que recolhem ICMS por substituição tributária.

A antecipação ocorre enquanto o governo enfrenta dificuldades para honrar compromissos, contingenciamentos que somam mais de R$ 745 milhões em 2026, atrasos no pagamento de aposentados e pensionistas, atrasos com fornecedores, calote nas empresas que fazem a recuperação das estradas e greve dos terceirizados da saúde.

Com informações da Tribuna do Norte

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TRANSFERÊNCIA DE VEÍCULOS: processo poderá ser feito totalmente pelo celular; veja o que muda

Foto: Agência Gov

A transferência de propriedade de veículos poderá ser feita totalmente pelo celular em todo o país. A nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê reunir em um único fluxo digital etapas que hoje podem ser realizadas em sistemas diferentes.

Com a nova ferramenta, comprador e vendedor poderão registrar a negociação, assinar eletronicamente a transferência, consultar e pagar débitos e taxas e concluir a mudança de propriedade pelo aplicativo CNH do Brasil. A vistoria do veículo continuará obrigatória.

A principal mudança é justamente a integração do processo. Atualmente, procedimentos como emissão da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV-e), assinatura eletrônica e comunicação de venda já podem ser feitos digitalmente, mas não necessariamente no mesmo sistema.

A ferramenta ainda está sendo implementada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e não está disponível aos usuários. A regulamentação também prevê uma modalidade em que o dinheiro da negociação poderá ficar sob custódia até a conclusão da transferência.

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Governo do RN antecipa cobrança de 90% do ICMS e empresas temem falta de dinheiro para despesas

Foto: Assecom RN

A decisão do Governo do RN de antecipar 90% do ICMS referente às operações de agosto e setembro preocupa o setor produtivo. Empresários e entidades alertam que a medida pode comprometer o capital de giro e o planejamento financeiro das empresas, especialmente em um cenário de juros elevados e desaceleração do comércio.

A antecipação foi determinada pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e atinge atacadistas, centrais de distribuição e contribuintes responsáveis pelo recolhimento por substituição tributária. O pagamento deverá ser feito em 1º de outubro.

Faern e Fiern criticaram os impactos da medida. O presidente da Fiern, Roberto Serquiz, afirmou que o Estado melhora seu caixa no curto prazo, enquanto transfere a pressão de liquidez para as empresas. Em 2025, o governo já havia adotado antecipação semelhante, mas de 50%.

A medida ocorre em meio à crise financeira estadual, com atrasos em pagamentos de aposentados e pensionistas e contingenciamentos que somam mais de R$ 745 milhões neste ano. A Sefaz afirma que não há prejuízo aos contribuintes, porque os valores antecipados são compensados no próprio mês.

Com informações da Tribuna do Norte

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DELAÇÃO: Possibilidade de lobista ligada a Lulinha colaborar com a Justiça preocupa petistas

Foto: Redes Sociais

A possibilidade de a lobista Roberta Luchsinger buscar um acordo de delação premiada entrou no radar de aliados do presidente Lula e do PT. Investigada por suspeita de participação no esquema de fraudes do INSS, ela é considerada por petistas uma “granada sem pino”.

De acordo com a jornalista Bela Megale, em sua coluna em O Globo, aliados avaliam que medidas mais duras contra Roberta, como uma eventual ordem de prisão, poderiam levá-la a negociar uma colaboração com as autoridades. Diante desse temor, a estratégia seria evitar que a lobista se sinta “abandonada”.

Roberta também aparece em um dos inquéritos que investigam Lulinha. Em mensagens interceptadas pela Polícia Federal, ela afirmou que precisava tirar o filho de Lula e sua família do país, disse que “o custo é altíssimo” e que eles seriam uma “coisa só”. Aliados de Lulinha sustentam que a lobista teria usado o nome dele, mas, segundo Bela Megale, o temor de uma eventual delação tem mantido o filho do presidente próximo a ela.

Com informações de O Globo

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