Política

‘Tratamento precoce é como se estivéssemos discutindo de qual borda da terra plana vamos pular’, afirma médica vetada pelo Governo à CPI da Covid

Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy/Agência Senado

A CPI da Covid ouve nesta quarta-feira a médica Luana Araújo, que ficou menos de duas semanas no cargo de secretária de Enfrentamento à Covid-19 no Ministério da Saúde. Crítica do tratamento precoce, a médica infectologista o comparou à ideia da terra plana. Ela chamou ainda a discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus de “delirante”.

— Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente. Ainda estamos discutindo uma coisa sem cabimento. É como se estivéssemos discutindo de qual borda da terra plana vamos pular — disse, em respsota ao relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

Renan citou frases do presidente Jair Bolsonaro e questionou a médica sobre a defesa do mandatário pelo tratamento precoce e o estimulo à população em abandonar medidas não farmacológicas, como uso de máscara, distanciamento social, lavar as mãos. Luana respondeu:

— Eu vi declarações de muitas pessoas, também do presidente. A gente precisa multiplicar lideranças com informações corretas. Na hora que qualquer pessoa, independente do seu cargo, sua posição social, defende algo que não tem comprovação cientifica você expõe a população do seu grupo a uma situação de vulnerabilidade — disse Luana, completando: — Todo mundo que diz isso tem responsabilidade do que acontece depois.

Luana foi convidada pelo ministro para ser secretária de Enfrentamento à Covid-19. Dias depois, quando a nomeação dela sequer tinha saído, ela deixou o ministério. Em audiência na Câmara, Queiroga deu a entender que houve veto de Bolsonaro. A medica afirmou que “provavelmente não aceitaria” se fosse convidada hoje para o cargo, principalmente devido à exposição. Ela negou ter conhecimento de um “gabinete paralelo” no governo e também de ter conhecido o filho do presidente Carlos Bolsonaro ou outra pessoa da família.

Sobre as ameaças que recebeu, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) questionou se foram identificadas, Luana disse que elas sempre foram ligadas ao “pseudo tratamento precoce” e a medidas de tratamento não farmacológico que ela defende. A infectologista também lamentou qualquer a possibilidade do veto ao seu nome para o cargo no ministério estar ligado ao seu posicionamento em favor da ciência:

—- A mim só me resta lamentar. Se foi [o motivo] eu considero trágico.

Defensores do uso de remédios como a cloroquina contra a Covid-19 costumam citar a autonomia médica como justificativa. Luana disse, porém, que a autonomia é baseada em alguns pilares que precisam ser observado.

— Autonomia médica faz parte da nossa prática, mas não é licença para experimentação. A autonomia precisa ser defendida sim, mas com base em alguns pilares. No pilar da plausibilidade teórica do uso daquela medicação, do volume de conhecimento científico acumulado até aquele momento, no pilar da ética e no pilar da responsabilização. Quando junta tudo isso, você tem direito a uma autonomia e precisa fazer o melhor para seu paciente — disse Luana.

Em relação ao papel do Conselho Federal de Medicina (CFM), que também defende que o médico é autônomo e responsável pelos seus atos, Luana disse que é “bastante temerário colocar nas costas dos médicos” a responsabilidade de usar uma medicação que não tem eficácia. Ela citou, por exemplo, que muitos pacientes passaram a exigir medicamentos que não tem comprovação contra o coronavírus.

— Eu considero que a classe médica foi muito exposta. Exposta de uma maneira não positiva neste momento e foi grande parte dela colocada em oposição à população. Muitos médicos se sentiram coagidos.

Sobre o TrateCov, aplicativo desenvolvido pelo Ministério de Saúde para oferecer medicamentos do chamado tratamento precoce, Luana afirmou que ele nunca esteve em “seu radar”.

— Acho que algoritmos técnicos são importantes, mas não podem apontar para terapias que não funcionam — afirmou.

Luana também chamou a atenção para a vacinação da população de Serrana (SP), que alcançou resultados positivos, para dizer como é importante vacinar muita pessoas em pouco tempo. Toda a população adulta da cidade recebeu a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, como parte de um estudo. O resultado foi uma queda de 95% nas mortes, e a conclusão de que a pandemia pode ser controlada se 75% das pessoas forem vacinadas.

Já sobre a tese da imunidade de rebanho, que chegou a ser defendida por especialistas ligados a Bolsonaro, a médica infectologista afirmou que ela é impossível de ser atingida deixando o vírus circular entre a população. Ela destacou que isso é alcançado apenas pela vacinação.

‘320 dias de silêncio’

Em sua fala inicial, Luana disse que seriam necessários mais de 320 dias caso fosse feito um minuto de silêncio para cada vítima da Covid-19 no Brasil. Ela afirmou que, ao aceitar o convite para o cargo, pediu autonomia para agir de acordo com critérios técnicos e científicos, o que foi garantido pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

— Aliás, mais de 320 dias. Esse seria o tempo em que teríamos que ficar quietos para respeitar um minuto de silêncio para cada uma das mais de 460 mil mortes de Covid-19 no Brasil. Essa é a razão pela qual estou aqui hoje. Para mim, isso é intolerável e toda pessoa deve fazer o que estiver a seu alcance para evitar essa hecatombe — disse Luana, que declarou depois: — Ciência não tem lado. Ciência é bem ou mal feita. É ferramenta de conhecimento para servir a população, prezando a vida e a qualidade de vida.

Luana afirmou ainda, em sua fala inicial, que a pandemia do novo coronavírus é uma crise de confiança:

— A Covid-19 é uma doença ardilosa, mas a pandemia é uma crise e, acima de tudo, uma crise de confiança. Pelos nossos erros todos perdemos a confiança do povo. É imperativo que deixemos o que não presta de lado — disse a médica, criticando “a luta de um contra os outros”.

Luana avaliou que este não é o momento de realizar a Copa América no país. Ela destacou que o uso de protocolos rígidos ameniza os riscos, mas não os anula.

Luana disse que, apesar de não ter sido nomeada ao cargo no Ministério da Saúde, trabalhou como se tivesse sido, sem ter recebido nada por isso. Afirmou que, nesse tempo, viu que havia falha no programa de testagem e rastreamento de pessoas que tiveram contato com quem teve o coronavírus e observou gargalos no programa de vacinação. Ela disse que teve um contato muito rápido com a equipe, mas elogiou Queiroga.

— Meu diagnóstico [do Ministério da Saúde] é condizente com o convite. Encontrei um ministro competente, capaz, proativo. Alguns dias recebi mensagens dele às quatro e meia da manhã. O que eu vi foi um ministro comprometido, com uma equipe próxima dele também comprometido — disse Luana.

Ela também afirmou que o ambiente político no país hoje é tal que muitas pessoas que poderiam ajudar no combate à pandemia no Ministério da Saúde não têm interesse em fazer isso.

O ministro, que assumiu o cargo no fim de março, se esforça para chamar atenção ao que está sendo feito daqui para frente, mas a demissão de Luana poderá dar à oposição a oportunidade de mostrar que as coisas não mudaram tanto, e que Bolsonaro continua interferindo no ministério.

Ao ser indagada sobre quem a teria indicado, a infectologista disse que não sabia. O presidente do colegiado afirmou que “ninguém liga do nada para uma pessoa” para um convite a um cargo. A médica então respondeu que “imagina” que foi feita uma seleção e que foi escolhida por ser qualificada.

Omar Aziz elogiou o trabalho de Luana e disse que há duas razões para vetar a nomeação de um servidor: por envolvimento em corrupção, o que não era o caso dela, ou por questão política, por compactuar com a posição do governo.

— Não estão interessados em quem tem capacidade. Estão interessados em quem compactua com tratamento precoce e imunidade de rebanho — disse Omar.

Luana disse ser importante conscientizar a população com uma mensagem clara e única:

— Nós sabemos que a participação popular é fundamental em todos os países em que houve uma resposta decente à pandemia. Pode ser mobilizada de diversas formas. Em regimes democráticos, a gente faz isso por uma comunicação clara, de mensagem única. Do contrário, as pessoas ficam perdidas. Se cada um diz uma coisa, em quem eu acredito, principalmente se eu não tenho conhecimento técnico para avaliar esse tipo de informação?

Nomeação impedida

A médica, que comparou a hidroxicloroquina a um “neocurandeirismo”, como mostrou O GLOBO, deixou o cargo no Ministério da Saúde dez dias depois de ser anunciada. A saída, que não foi justificada pela pasta ou pela própria infectologista, teria sido motivada por pressões do governo no enfrentamento à pandemia, que não teriam sido aceitas por ela.

— Ele [Queiroga] disse que lamentava, mas que a minha nomeação não passaria pela Casa Civil — afirmou Luana sobre o anúncio que não continuaria na pasta.

O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), perguntou se a oposição dela ao tratamento precoce sem eficácia comprovada foi o que impediu sua nomeação.

— Eu acho que essa pergunta deve ser direcionada ao ministro Queiroga. A minha posição pública não é uma opinião. Na medicina a gente tem opinião até o momento em que a gente substitui essa opinião por evidências. Não foi me dada nenhuma justificativa para a minha saída — disse Luana.

Indagada por que a nomeação não saiu antes de ela começar a trabalhar, Luana respondeu:

— O que me foi dito é que existe um período entre a criação da secretaria e o apostilamento de cargos para que minha nomeação pudesse ser publicada no Diário Oficial. Sairia na segunda-feira, não saiu. Sairia na terça, não saiu. Na quarta-feira eu entendi [que não haveria nomeação]. Trabalhei normalmente. À noite fui chamada e avisada que na nomeação não sairia.

Os requerimentos de convocação aprovados pela comissão foram apresentados pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

— É uma pessoa qualificada, que tem condições técnicas para exercer qualquer função pública. Ela não chegou a ser nomeada. Nós encaminhamos para a instância do governo. Vivemos num regime presidencialista. Eu fui indicado por quem? Por quem de direito, o presidente da República. É necessário que exista validação técnica e validação política para todos os cargos — disse Queiroga no fim de maio.

Inicialmente, estava prevista nesta quarta-feira uma audiência com médicos para debater a cloroquina, mas o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), justificando que uma CPI é dinâmica, mudou o depoimento.

Aziz também anunciou, na sessão desta quarta-feira, que o governador do Amazonas, Wilson Lima, que prestaria depoimento dia 29 de junho, vai falar na quinta-feira da semana que vem.

Com O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Isso mesmo continuem tomando a dipirona para a febre e só voltem para o hospital quando estiverem com o pulmão contaminado a Tubalina estará a disposição de todos. Boa sorte !!!!

  2. Isso mesmo continuem tomando a dipirona para a febre e só voltem para o hospital quando estiverem com o pulmão contaminado a Tubalina estarão a disposição de todos. Boa sorte !!!!

  3. Negar tratamento a um doente é o verdadeiro negacionismo. Se não quer tomar, fique em casa esperando a falta de ar e deixe de encher o saco dos outros. Cuide da sua vida.

    1. Disponibilizar tratamento inócuo ao invés de providenciar o verdadeiro remédio (vacinas) é charlatanismo e o verdadeiro crime e precisa ser punido duramente. Essa direita delirante que se acha honesta mas governa com os mesmos cúmplices do governo PT é a principal responsável pelo retrocesso social, econômico, político. Bozo pessoalmente é o grande responsável pela destruição da estrutura de investigação e punição dos crimes de corrupção no país. O resto é conversa fiada desse desocupado, politicamente analfabeto.

  4. ” Discutir tratamento precoce é como escolher que lado da Terra Plana vamos pular”- dra Luana Araujo. Vai ficar para história. Por trás dos gritos de gadoo, não tem nenhum alienado!!! Muda Brasil!!!

  5. David Uip, renomado médico em SP, disse a mesma coisa. Quando teve Covid fez o tratamento precoce com todas as drogas, inclusive hidroxicloroquina. Ficou curado e está aí vivo para contar a sua história. Espero que essa doutora, caso contraia o vírus, tome dipirona ou ozônio no reto e somente procure o hospital quando estiver com falta de ar.

    1. Na época que David Uip teve covid, não havia tantos estudos comprovando que a hidroxicloroquina não tem efeito algum no tratamento a covid. Logo, David Uip tomou muita água quando doente, mas não quer dizer que a água o curou… Só mesmo animais como as emas do planalto que ainda tomam hidroxicloroquina para tratar covid…

    2. Ozonio no reto é ideia de quem acredita em tratamento precoce, isso quer dizer que o amigo usou ozonio no toba, ne? Hehehe

  6. “ Discutir tratamento precoce é como escolher que lado da Terra Plana vamos pular”
    Dra. Luana Araújo

  7. Entendem o motivo dela tee ficado apenas duas semanas neste governo? É lúcida, responsável e defende a ciência. Ela também exemplificou para um senador bolsodoidosta que não é porque o virus morre no microondas que ela iria mandar seus pacientes ficarem duas vezes por dia no forno. O que fizeram com o país nesses últimos anos vai servir de estudos para a comunidade científica de psquiatria. Quem sabe assim consigam explicar os bichos de chifres (gado)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

APÓS SUSPENSÃO: Campanha de Lula registra canal “Exército do Lula” no TSE por ordem de Kassio Nunes

Foto: Leobark Rodrigues/TSE

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou oficialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (13), a criação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A medida ocorreu minutos após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão das atualizações até a regularização do cadastro.

Pela decisão, o canal só poderá voltar a publicar conteúdos e receber novos seguidores após o registro e o cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Administrado pelo deputado federal André Janones (MG), o canal era utilizado na propaganda eleitoral da campanha sem a comunicação exigida pela Justiça Eleitoral. O caso chegou ao TSE por meio de uma ação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Kassio também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, monitore publicações do canal e de outros grupos públicos de grande alcance, além de remover conteúdos que reproduzam materiais já atingidos por decisões judiciais de retirada.

A empresa terá 24 horas após a notificação para informar as providências adotadas e os mecanismos de fiscalização utilizados.

O ministro havia determinado a suspensão do canal em 11 de outubro. Após uma decisão provisória de restabelecimento pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, Kassio reexaminou o caso e estabeleceu novas condições para o funcionamento da página.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro é a favor do fim da escala 6×1

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1, proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1”, declarou Flávio após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho, atualmente organizada, nesse modelo, em seis dias de trabalho para um de descanso. O tema está em discussão no Congresso Nacional.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REENCONTRO: Jair Bolsonaro está satisfeito com resultado do 1º turno e deu dicas para campanha, diz Flávio

Foto: Reuters

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está satisfeito com o resultado do 1º turno das eleições e deu orientações para a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita após o senador visitar o pai, em Brasília.

“Eu conversei com ele, tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, declarou Flávio.

O encontro ocorreu após três meses de afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio estava impedido de visitar o pai desde 13 de julho, quando divulgou uma carta do ex-presidente com conteúdo político-eleitoral.

A restrição de 90 dias terminou no último domingo (11). Apesar da autorização para retomar as visitas, Moraes manteve a proibição de utilizar os encontros para qualquer finalidade político-eleitoral.

Antes da visita, Flávio havia criticado a decisão judicial, classificando a restrição como uma tentativa de separar pai e filho durante a campanha presidencial.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA AFFARE: Blog do BG e Meio Dia RN divulgam primeiro levantamento do 2º turno no RN para Governo do Estado e Presidência da República

Fotos: Reprodução

O Blog do BG e o programa “Meio Dia RN”, da 96 FM, divulgam nesta quarta-feira (14), às 12h30, a primeira pesquisa Affare sobre as disputas de segundo turno para o Governo do Estado e presidente da República.

O levantamento vai mostrar as intenções de voto dos eleitores potiguares na disputa entre os candidatos a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) e entre os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

A pesquisa realizou 1.350 entrevistas telefônicas automatizadas, com coleta entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro prevista é de 2,67 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são RN-08411/2026 (governador) e BR-05784/2026 (presidente). O cenário presidencial se refere exclusivamente ao eleitorado do RN.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Médico acusa secretário de Saúde do RN de perseguição e denuncia superlotação no Walfredo Gurgel

 

O médico Elder Freire da Silva Bezerra acusou o secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, de perseguição profissional. Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 4 de outubro, ele afirmou ter recebido uma ordem para deixar seu plantão no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, mesmo com a unidade superlotada.

Segundo Freire, ele chegou ao hospital às 7h e, uma hora depois, foi informado de que seu plantão seria glosado, ou seja, não seria reconhecido para pagamento. O médico afirmou que estava escalado para um setor de emergência que precisava de profissionais para atender os pacientes.

Durante o desabafo, Freire criticou as condições do hospital, relatou a presença de várias ambulâncias e afirmou que esta seria a quarta vez que enfrentava situação semelhante. Segundo ele, episódios anteriores ocorreram na UTI e na clínica médica do Hospital Regional de Assú.

O médico atribuiu as decisões ao secretário Alexandre Motta. A justificativa administrativa para a suposta suspensão do plantão não foi esclarecida nas informações apresentadas.

Com informações do BNews RN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

LUTO NA MÚSICA: Morre de câncer aos 60 anos o cantor Netinho, ícone do axé

Foto: Reprodução

O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava em tratamento médico em Salvador e havia retomado as sessões de quimioterapia, com previsão de passar por um transplante autólogo de medula óssea.

Em nota, a assessoria destacou a trajetória do artista e reproduziu uma declaração que ele costumava fazer durante os últimos meses de tratamento: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A equipe também pediu respeito à privacidade da família neste momento.

Netinho havia se afastado das redes sociais para se dedicar ao tratamento. Sua última publicação no Instagram ocorreu em 30 de agosto. A última apresentação aconteceu em 25 de outubro de 2025, na cidade de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, que integrou a partir de 1988. Em 1993, iniciou carreira solo com o álbum Um Beijo Pra Você e consolidou seu sucesso com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Preciso de Você”.

O cantor também marcou a história do axé ao levar um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo de 1990. Em 1998, realizou cinco apresentações com ingressos esgotados no Coliseu de Lisboa, em Portugal.

Nos últimos anos, Netinho também participou da política. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou-se ao Partido Liberal (PL) em 2022 e disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não foi eleito.

Em 2013, o artista já havia enfrentado graves problemas de saúde, após complicações que resultaram em internação prolongada e tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE: Nunes Marques volta a suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente, nesta terça-feira (13), a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne cerca de 4,1 milhões de seguidores.

A decisão condiciona a retomada das publicações à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de regularização de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Nunes Marques também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, faça o acompanhamento proativo das publicações em canais públicos de grande alcance vinculados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A fiscalização deverá identificar e remover conteúdos idênticos ou substancialmente semelhantes a publicações que já tenham sido proibidas pela Justiça Eleitoral. A medida não abrange conversas privadas dos usuários.

O canal “Exército do Lula” havia sido suspenso inicialmente no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o grupo de disseminar informações falsas contra o candidato. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou seu funcionamento provisório.

A nova determinação considera informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE sobre a estrutura e o funcionamento do canal, que combina administração centralizada e distribuição de tarefas entre os participantes.

O presidente do TSE também marcou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira, às 15h30. O objetivo é discutir regras para a atuação dos canais digitais e tentar estabelecer um acordo para combater a disseminação de informações falsas durante o 2º turno.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Papa Leão 14 é internado em Roma para cirurgia de retirada de nódulo no pulmão

Foto: Benoit Tessier/AFP

O papa Leão XIV, de 71 anos, deu entrada nesta terça-feira (13) no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, na Itália, para passar por uma cirurgia de retirada de um nódulo no pulmão. O procedimento está previsto para a tarde, no horário local, segundo informações divulgadas pelo Vaticano.

O pontífice anunciou no domingo (11), durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, que exames médicos recentes identificaram um nódulo pulmonar em estágio inicial. Segundo ele, a lesão está bem localizada e os médicos recomendaram sua remoção.

A cirurgia será realizada por uma equipe de cirurgia torácica liderada pelo médico Stefano Margaritora. O Vaticano informou que a recuperação deve durar aproximadamente uma semana e cancelou os compromissos públicos do papa até 20 de outubro.

Leão XIV chegou ao hospital nesta terça-feira e foi recebido por fiéis que aguardavam sua entrada. O Hospital Gemelli é tradicionalmente utilizado para o tratamento de pontífices e também recebeu o papa Francisco durante suas internações.

Esta é a primeira questão de saúde significativa divulgada desde que Leão XIV assumiu o comando da Igreja Católica, em maio de 2025. Até então, o pontífice não apresentava problemas de saúde conhecidos e mantinha uma rotina de atividades físicas, incluindo tênis e natação.

Os médicos ainda não informaram a natureza do nódulo. Lesões desse tipo podem ser benignas ou malignas, e a análise do tecido retirado deverá ajudar a esclarecer o diagnóstico.

O papa tem uma viagem programada para novembro ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. Até o momento, os compromissos internacionais permanecem previstos na agenda oficial.

Com informações de O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ministro de Lula já conversa com possível sucessor em eventual governo Flávio

Foto: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

Um ministro do governo Lula já iniciou conversas com seu possível substituto em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada nesta terça-feira (13) pela jornalista Andreza Matais, em sua coluna no Metrópoles.

Segundo a colunista, o diálogo envolve uma área considerada sensível do governo federal, atualmente comandada por um ministro que não pertence ao PT. Os nomes dos envolvidos e a pasta não foram divulgados.

A movimentação ocorre em meio ao 2º turno da eleição presidencial. De acordo com a reportagem, a expectativa de vitória de Flávio, apontada por levantamentos eleitorais, levou à antecipação de conversas sobre uma possível transição de governo.

A coluna apurou com um ministro que, neste momento, o contato tem como objetivo conhecer a situação da pasta e estabelecer condições para uma eventual transição pacífica.

As conversas não representam uma mudança oficial de governo, já que o resultado da eleição presidencial será definido no 2º turno, marcado para 25 de outubro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

MUDANÇA DE POSIÇÃO: Direita decide votar a favor do fim da escala 6×1; Flávio deve acompanhar

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

A direita e a oposição no Senado decidiram mudar de posição e devem votar a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também deve seguir essa orientação. A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta terça-feira (13).

Segundo o jornalista Daniel Rittner, a mudança ocorre após aliados de Flávio avaliarem que um voto contrário à proposta poderia provocar desgaste eleitoral durante o 2º turno da disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até a semana passada, a estratégia da oposição era tentar adiar a votação para depois das eleições, marcadas para 25 de outubro. Caso não conseguisse impedir a análise, o grupo pretendia apresentar emendas para modificar o texto e obrigar seu retorno à Câmara dos Deputados.

A avaliação inicial era de que a aprovação da proposta antes da eleição poderia beneficiar politicamente Lula. No entanto, integrantes da campanha de Flávio passaram a considerar que a rejeição da medida poderia ter consequências eleitorais ainda maiores.

De acordo com Rittner, existe preocupação entre os aliados do senador com a repercussão de um eventual voto contrário nas redes sociais, especialmente pela dificuldade de explicar ao eleitorado as divergências sobre a proposta e a defesa de modelos mais flexíveis de jornada de trabalho.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comprometeu-se a colocar a PEC em votação. Embora a análise estivesse inicialmente prevista para quarta-feira (14), integrantes do governo e da oposição avaliam que a votação poderá ocorrer na quinta-feira (15).

A proposta prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso por um modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga, com redução gradual da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial.

Com informações da CNN Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *