Judiciário

TRT mantém condenação de R$ 2 milhões a supermercado da rede Walmart; reparação por danos morais coletivos é resultante de ação do MPT/RN

O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT/RN) manteve a decisão de primeira instância condenando a unidade do Maxxi Atacado de Parnamirim ao pagamento de reparação no valor de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. O supermercado integra o Grupo Walmart e figurou como réu em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT/RN), motivada pela constatação de graves irregularidades na jornada de trabalho de seus empregados.

A investigação do MPT/RN decorreu do recebimento de denúncia, noticiando o descumprimento continuado de normas fundamentais de proteção à jornada de trabalho dos empregados. Em duas fiscalizações da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RN), em períodos distintos, foram constatadas as irregularidades.

De acordo com o procurador regional do trabalho Xisto Tiago de Medeiros Neto, que assina a ação, comprovou-se que os empregados exerciam jornadas extenuantes, em alguns casos chegando a trabalhar até de madrugada, e sem observância dos intervalos mínimos de descanso e repouso.

Em um período de seis meses, as fiscalizações da SRTE/RN verificaram 217 ocorrências de extrapolação de jornada, 229 concessões de intervalo intrajornada inferiores a uma hora e 133 concessões de intervalo interjornada inferiores a onze horas, além de outras falhas, que resultaram em nove autos de infração.

“As condutas praticadas pela empresa traduzem, comprovadamente, uma ofensa grave e intolerável ao ordenamento jurídico, a expressar o desprezo evidente aos seus valores e regras de proteção aos direitos dos trabalhadores, em dimensão coletiva”, ratifica o procurador Xisto Tiago.

Mesmo após as penalidades sofridas decorrentes dos dois procedimentos fiscais, a empresa não aceitou firmar termo de ajustamento de conduta proposto pelo MPT/RN, no âmbito do inquérito civil. Segundo o procurador regional do Trabalho, “o supermercado insistiu no descumprimento continuado das normas de proteção à jornada de trabalho, em prejuízo da saúde, da segurança e da vida dos trabalhadores”.

Multas e obrigações – Além da condenação em R$ 2 milhões por danos morais coletivos, a decisão da 2ª Turma do TRT/RN manteve a condenação nas obrigações de fazer e não fazer impostas ao Maxxi Atacado, relativamente à adequação da jornada de trabalho dos seus empregados às exigências normativas. Também foi mantido à empresa, o pagamento de multa no valor de R$ 170 mil, em decorrência do reconhecimento da apresentação de embargos de declaração protelatórios.

Para o desembargador do Trabalho Ronaldo de Medeiros de Souza, relator do acórdão, a empresa incorreu em diversas irregularidades, demonstrando que, em sua atividade produtiva, não há respeito a vários direitos fundamentais dos trabalhadores. O descumprimento das obrigações de fazer e não fazer objeto da condenação resultará na incidência de multa no valor de R$ 10 mil por violação verificada.

Consulte o andamento do processo no www.tr21.jus.br através do número: 0144600-41.2013.5.21.0005.

Opinião dos leitores

  1. Ubiracy – não estou aqui defendendo quem descumpre a LEI TRABALHISTA, acho que minha posição ficou clara a respeito da forma equivocada de atuação e interpretação adotada pelo MPT e justiça do trabalho. Os fatos são visíveis, temos que parar com teoria, sonhos e faz de conta, para melhorar a vida do trabalhador a empresa tem que ter LUCRO, a linha de atuação tem que partir para o estudo pragmático do contexto capital trabalho.

    Do contrário amigo vamos virar uma argentina, onde a população vive de subsídios e do funcionalismo público, ao contraponto estão quebrados e com uma péssima qualidade de vida. O socialismo, CUBA e seus pensadores nunca souberam o que é gerar capital e qualidade de vida.
    O modelo americano é exemplo de como a máxima capital trabalho deve ser tratada, assim como os trabalhadores são respeitados assim como o capital e o lucro privado, que é quem movimenta a economia do estado lato sensu e do próprio trabalhador.

    GERFERSON – Com relação as comissões tripartites, falo com propriedade de quem já participou a nível federal, na prática constituem instrumentos que hoje tem lastro político e corporativista, os empresários são hostilizados e desrespeitados nessas comissões. Basta um oficio do MPT ou de um ente federativo laboral para desconstituir toda discussão, decretos e projetos de Lei que foram amplamente discutidos e aprovados são revogados por meros pedidos de entes que sequer participam ativamente das discussões.

    Por outro lado, quanto a velha argumentação do risco do empresário, sim ele é 100% assumido de fato pelo empresário! A corrupção, o bandido e o mal profissional estão em todos os setores, entre juízes, médicos, advogados, engenheiros, promotores….. Esse argumentação não subistes. O meio empresarial está cansado de preconceito, o empresário não é vilão, na verdade é um dos poucos heróis desse país!

    Qual é o empresário que quer descumprir a Lei para quebrar sue empresa?!?!

    A lei trabalhista pode ser a mais avançada do mundo na cabeça estudiosos TEÓRICOS, vão a campo ver sua aplicação pragmática e façam a conta dos benefícios x prejuízos na atual forma de aplicação e interpretação do direito laboral.

    Espero que as autoridades e população mudem sua percepção e ainda creio que meus netos verão um país mais justo. Do contrário a tendência é a criação de uma massa facilmente comprada por subsídios, assistencialismo e o sonho de uma carreira pública estável através de concursos como meta de vida. Vamos para frente Brasil é assim que se gera emprego, capital, renda e evolução científica e econômica. Punir por punir. Arruinar por arruinar. Hostilizar por hostilizar!

  2. Dou a idéia de que o visionário empresario ferido pela injusta atuação dos orgão do trabalho monte uma empresa familiar e empregue ascendentes , descendestes e colaterais com a jornada otimizada para o lucro

  3. Fato simples: Caso cumpram a legislação não sofrerão sanções. Ou vamos voltar ao início da Revolução Industrial com absoluta ausência de limites ao empresariado? Tudo pode em busca do lucro?

  4. O EMPRESÁRIO, falou tudo, as ultimas noticias são so essas, multa tal empresa, exigi sala de descanço, almoço com duas proteinas. CIPA, e por ai vai. Eu desafio qualquer empresário, a não ser no ramo do traficante me apresentar lucro com essa lei trabalhista que nós temos. Ou o empresario deve no banco, ou deve imposto ou os encargos sociais. O problema não é o salário, são os encargos que temos que assumir com altos impostos e no final das contas não sobra nada. É muito bonito o empregado querer receber o seus direitos e o gerador daquilo nao ganhar nada. Eu mesmo recebi uma visita do MPT, resultado quem perdeu foram os 8 funcionários que eu TINHA, fechei a loja e todos estao desempregados. Adianta isso? Precisa-se de
    Uma reforma urgente, senão a tendencia é aumentar e muito o desemprego.

  5. A forma de atuação do MPT no estado do Rio Grande do Norte se limita a propostas de TACS absurdos, que visam execuções judicias "pró-bancarrota" ou o ajuizamento de Ação Civil Publica com pedidos absurdos e multas pecuniárias irreais. Essa linha adotada por uma parcela dos procuradores do trabalho do RN não se mostra eficaz. A hostilidade com o meio empresarial por parte da MPT e da Justiça do trabalho na adoção de interpretações absurdas e medidas infames, por vezes ferindo o ordenamento jurídico pátrio – TANTO COM MULTINACIONAIS QUANTO COM EMPRESAS LOCAIS DE TODOS OS PORTES – só possui um resultado: a quebra das empresas e o contribuição para que o RN tenha um dos menores IDH e PIB do Brasil!

    Os Ilustres letrados da teoria trabalhista tem que entender que assim como as empresas privadas tem obrigação de cumprir a legislação trabalhistas e zelar pelo trabalhador, ela tem igualmente obrigação de LUCRAR (essa palavra não é feia), TEM QUE LUCRAR. Coisa quase impossível no estado do RN!

    A solução para a fiscalização e aplicação da Lei trabalhista tem que buscar medidas compatíveis com essa regra.

    Não me venham com hipossuficiência e o blablabla teórico, a hipossuficiência do trabalhador contemporâneo não é no mesmo grau que na época da edição da CLT, dessa forma o tratamento para tal hipossuficiência tem que ser compatível. Procurem a soluções nas raízes dos problemas, estudem o dia dia das empresas e do trabalhador, estudem os modelos de sucesso como o americano! Estudem o caso concreto, saiam desse discurso teórico e das interpretações infames! Vocês são bem pagos para isso, não para quebrar empresas e gerar desemprego, contribuindo para um Estado economicamente medíocre e com cultura de hostilidade ao setor produtivo.

    1. Concordo com o estudo individualizado de cada setor produtivo da indústria e comércio e da desatualização da CLT em alguns sentidos, em contrapartida possuímos as chamadas Normas Regulamentadoras que são baseadas na CLT mas são constantemente atualizadas por uma comissão tripartite formada pelo governo, empregadores e trabalhadores, as regulamentações são aprovadas por todos esses eixos. Para mostrar deficiências ou cobranças excessivas essa comissão deve se formar regionalmente mostrando dados cabíveis para suas afirmações. A partir do momento que uma pessoa física ou jurídica contrata a mão de obra de certa pessoa ela deve possuir meios físicos e financeiros para arcar com tal responsabilidade. Esse assunto em muito se parece, na minha opinião, com a questão das multas de trânsito em Natal, as pessoas faziam, e ainda fazem, o que queriam no trânsito, falar ao telefone, trafegar em alta velocidade, estacionar em qualquer lugar, agora que estão sendo punidos por suas imprudências a culpa é da "indústria da multa", fora as raras exceções todas as multas são aplicadas a quem descumpriu a legislação de trânsito que teoricamente foi aprendida na auto-escola. As empresas são responsáveis pelo manutenção da vida e da saúde do trabalhador enquanto estão a serviço das mesmas, isso é uma cobrança excessiva? A legislação trabalhista Brasileira é talvez a mais desenvolvida do mundo, incompreendida por empresários que assim como em outras outras situações tem pensamento em lucrar o mesmo que empresas "de fora" lucram, mas não se fala da carga tributária "de lá". Toda rede de corrupção e desonestidade nasce quando a lei é descumprida sob justificativa de falhas que nos prejudicam em setores completamente diferentes, por exemplo sonegar impostos por que o estado não está oferecendo segurança pública.

  6. É por comentários inacreditáveis como o que senhor Paulo exarou que se constata o motivo de explorações como a denunciada pela ação civil pública continuarem a existir. Convido o nobre letrado a trabalhar 1 mês em uma jornada assim.

  7. BG
    Investir no BRASIL é um negocio de ALTÍSSIMO risco. Em outros Países é muito diferente desta legislação trabalhista Brasileira.

    1. quer dizer que as empresas estrangeiras podem entrar no Brasil explorar a mão de obra indefinidamente pagando salários mínimos, com condições de trabalho pífias e legar todo lucro para fora do nossa país?
      o PIB calculado nos países é uma quantia no mínimo equivocada por que é a soma do que é produzido no país sendo que todo lucro das empresas multinacionais vai para o seu país de origem.
      Diante desse cenário ainda existem "progressistas" que defendem a diminuição de impostos para estas empresas, querem transformar o Brasil numa China ou Índia, com PIB's exorbitantes, mas com o país entregue a empresas estrangeiras que praticamente escravizam trabalhadores. O Brasil deve sim investir na nossa Universidade fomentando as encubadoras para que delas surjam as grandes empresas nacionais com tecnologia capaz de tornar o país alto sustentável nesse quesito.

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Cidades

Câmara Municipal de Parnamirim gasta quase R$ 1 milhão com combustível e locação de veículos em 2025

Foto: Divulgação/CMP

Um levantamento detalhado feito pelo Blog do BG a partir do Relatório de Gestão e Avaliação do Controle Interno da Câmara Municipal de Parnamirim (RN), referente ao ano de 2025, mostra os custos operacionais da frota de veículos do legislativo municipal.

No total, o consumo de combustível alcançou R$ 330.331,61. Quando somado às despesas com a locação dos veículos terceirizados, que totalizaram R$ 643.041,61, o custo total para manter a frota em circulação atingiu quase cerca de R$ 973 mil.

Setor Administrativo da Câmara tem o maior volume de gastos com combustível

A maior despesa registrada no relatório é do Setor Administrativo, que acumulou R$ 34.356,22 gastos em combustível ao longo do ano de 2025. O valor é referente a uma frota de 16 veículos que dão suporte aos diversos setores da Câmara Municipal, mas o relatório não detalha os setores específicos que utilizam a frota.

O Blog do BG tentou contato com assessoria da Câmara Municipal para esclarecer essas dúvidas, mas não conseguiu. O espaço segue aberto para qualquer esclarecimento.

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Política

REPACTUAÇÃO: Governador de Minas vê impasse e diz que Lula age como agiota

Imagem: Daily Motion

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, defendeu o rigor fiscal absoluto e criticou a postura do governo Lula na repactuação da dívida mineira.

A declaração do governador insere-se no impasse em torno da dívida de Minas Gerais com a União, estimada em mais de R$ 160 bilhões.

Com informações de O Antagonista

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Polícia

TROTE? Polícia investiga ameaça de massacre em escola de Maxaranguape (RN) e identifica autor

Foto: Reprodução

Uma suposta ameaça de massacre em uma escola de Maxaranguape, no litoral norte do RN, está sendo investigada pela Polícia Civil. O boletim de ocorrência foi registrado na última segunda-feira (10) referente a uma publicação em uma rede social.

Após o registro, a Polícia Civil iniciou as investigações e identificou o autor da publicação. Os policiais realizaram o contato e identificaram que trata-se de um adolescente, de 14 anos. “Até o momento, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a publicação tenha se tratado de um trote. As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas pela equipe responsável”, apontou em nota.

Com informações do Portal da Tropical

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Geral

TSE manda restabelecer filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e determina que PF investigue filiação indevida ao Partido Missão

Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a correção imediata do registro de filiação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ao PL, anulando sua filiação ao Partido Missão.

A decisão atende a um pedido de urgência da campanha e também determina que a Polícia Federal investigue o caso.

Flávio apareceu filiado ao Missão, partido que já tem Renan Santos como candidato à Presidência. A mudança impedia o registro da candidatura do senador, cujo prazo termina neste sábado (15).

O Missão afirmou que foi alvo de um ataque e tentou alertar Flávio. Já o TSE informou que não houve invasão do sistema de filiação e que a alteração foi feita por alguém da legenda.

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Geral

ELEIÇÕES: Quase 800 candidatos mudam cor ou raça declarada ao TSE de 2022 para 2026

Foto: Marri Nogueira / Agência Senado

Ao menos 786 candidatos registrados para as eleições de 2026 mudaram a informação de cor ou raça em relação ao que constava na Justiça Eleitoral em 2022. O número representa 4,5% das 17.413 candidaturas registradas até quarta-feira (12), segundo dados do TSE analisados pelo g1.

A mudança mais comum foi de branca para parda, em 308 casos. Em outros 262, candidatos passaram de parda para branca. Juntas, as duas alterações representam 72,5% dos registros identificados.

Entre os 786 candidatos, 419 se declararam pardos em 2026, 275 brancos, 76 pretos, nove indígenas e sete amarelos. A maioria das alterações ocorreu entre candidatos a deputado estadual, federal ou distrital, que concentram 753 registros, ou 95,8% do total.

A mudança na autodeclaração, isoladamente, não indica irregularidade. Entre as possíveis explicações estão erros de preenchimento, mudanças na percepção individual sobre cor ou raça e, em alguns casos, eventual interesse em acessar recursos destinados a candidaturas negras.

Nas eleições de 2026, partidos devem destinar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário a candidatos pretos e pardos. Quando há divergência entre a autodeclaração atual e registros anteriores, o candidato e o partido podem ser chamados pela Justiça Eleitoral para confirmar a alteração.

Mudanças por partido

O Republicanos lidera em número absoluto de candidaturas com alteração, com 75 casos. Em seguida aparecem PL, com 70, MDB, com 62, e Podemos, com 60.

Republicanos: 75 mudanças
PL: 70
MDB: 62
Podemos: 60
PSD: 52
PT: 47
PSDB: 42
União Brasil: 42
PSB: 41
Novo: 37
PP: 35
PDT: 32
Avante: 32
PSOL: 32
Solidariedade: 19
Mobiliza: 18
PV: 18
PRD: 15
Agir: 14
Democrata: 12
DC: 8
PCdoB: 6
Rede: 6
Cidadania: 5
UP: 3
PSTU: 2
PCB: 1
Missão: 1

Os dados ainda são parciais. Partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado (15) para apresentar os pedidos de registro.

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Geral

MPE pede que TRE-RN proíba “Cadu de Lula” como nome de urna

Foto: Reprodução/Facebook/Cadu Xavier

A tentativa de associar diretamente o nome de Lula à candidatura de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, pode não chegar às urnas. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) que impeça o petista de utilizar “Cadu de Lula” como nome de urna. A decisão caberá ao TRE-RN.

Motivo

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a expressão pode confundir o eleitor e sugerir um parentesco inexistente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer foi assinado nesta quinta-feira (13) pelo procurador Fernando Rocha de Andrade.

O MPE destacou que Cadu e seus pais não têm “Lula” no sobrenome e afirmou não ter encontrado registros anteriores que indiquem que o candidato seja conhecido publicamente por esse nome. A Procuradoria cita ainda a regra do TSE que permite apelidos e outras designações, desde que não provoquem dúvida sobre a identidade do candidato.

Caso Cadu não apresente outra opção, o Ministério Público sugere que seja adotado “Cadu Xavier”, nome pelo qual ele já é conhecido.

A expressão “Cadu de Lula” faz parte da estratégia de campanha do candidato para reforçar sua proximidade política com o presidente. Cadu utiliza o nome em redes sociais e materiais eleitorais, enquanto Lula declarou apoio à sua candidatura durante visita ao Rio Grande do Norte, em julho.

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Geral

MAIS UM: Oposição pede impeachment de Alexandre de Moraes após decisão que expôs fonte de jornalista

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O líder da oposição na Câmara, deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou na quarta-feira (12) um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A iniciativa veio após a decisão do ministro que autorizou uma operação da Polícia Federal contra Raimundo Soares Cutrim e Diogo Diniz Lima, apontados como pessoas que forneceram informações ao jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou reportagens investigativas sobre o ministro Flávio Dino.

Para a oposição, a decisão de Alexandre de Moraes representa uma violação ao sigilo da fonte jornalística, direito garantido pela Constituição Federal. O pedido de impeachment sustenta que a medida afronta o artigo 5º, inciso XIV, que protege o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.

O pedido será encaminhado ao Senado Federal, responsável por processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade. A abertura de um eventual processo, no entanto, depende de decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

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DO “INIMIGO DO POVO” AO ACORDO ELEITORAL: PT e Lula se reaproximam de Davi Alcolumbre nos bastidores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Até pouco tempo atrás, aliados do governo Lula e setores do PT tratavam Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) como obstáculo às pautas do Palácio do Planalto. O presidente do Senado Federal chegou a ser chamado de “inimigo dos trabalhadores” porque não destrava a PEC do fim da escala 6×1. A campanha do “Congresso inimigo do povo” também marcou o embate entre governo federal e Congresso Nacional.

Agora, porém, o discurso parece ter dado lugar à velha política dos acordos de bastidor. De acordo com a Folha de S.Paulo, Lula e Alcolumbre voltaram a se aproximar. De um lado, o governo quer acelerar a votação da PEC que acaba com a escala 6×1, uma das principais bandeiras eleitorais do PT para 2026. Do outro, Alcolumbre busca apoio do governo e do PT para continuar no comando do Senado a partir de 2027.

É o velho jogo da conveniência política. Quando Alcolumbre segurava as pautas de interesse do governo, virou alvo de pressão e foi associado à imagem de um Congresso Nacional que representava tudo o que havia de pior no Brasil. Agora que a eleição se aproxima, a conversa mudou. O “inimigo” voltou a ser amigo.

Opinião dos leitores

  1. Qualquer cabaré de beira de estrada é mais organizado e decente que as instituições públicas do atual DESgoverno… só tem trambiqueiro e ladrão nessa porra!!!! Cambada de vermes!!!!

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Geral

VIOLAÇÃO DO SIGILO DA FONTE: Jornalista maranhense diz que decisão de Alexandre de Moraes expôs fontes e cria ameaça à imprensa

Fotos: Reprodução redes sociais e Rosinei Coutinho/SCO/STF

O jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, alvo de investigação autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, afirmou à Folha de S.Paulo que não monitorou o ministro Flávio Dino nem seus familiares e classificou as medidas contra ele como um grave precedente para a liberdade de imprensa.

Luís Pablo teve computador e celular apreendidos pela Polícia Federal e diz que o acesso às suas conversas acabou expondo fontes jornalísticas. Ele afirmou que a situação pode comprometer seu trabalho e intimidar pessoas que poderiam fornecer informações à imprensa.

O jornalista investigava o uso de veículos oficiais pelo ministro e sua família. Ele nega ter perseguido Dino, recebido dinheiro para publicar reportagens ou cometido qualquer irregularidade.

Entidades como a Fenaj e a Abraji criticaram as decisões e alertaram para os riscos ao sigilo da fonte e ao exercício do jornalismo. A defesa de Dino e o Tribunal de Justiça do Maranhão negam irregularidades no uso dos veículos.

Com informações da Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. É impressão minha ou a água começou a bater na bunda de outros jornalistas? A ditadura vai sempre crescendo aos poucos e depois vai se tornando um dragão feroz.

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Geral

ESCÂNDALO DO INSS: Presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares se entregou à Polícia Federal após ser considerado foragido

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares), se entregou à Polícia Federal, na noite da quarta-feira (12), após ser considerado foragido. Ele é apontado pela PF como um dos líderes do esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Ele está entre os 48 indiciados pela investigação e teve a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça do STF. Carlos Roberto Ferreira Lopes, segundo as investigações, teria papel central no esquema.

A Polícia Federal aponta que ele controlava transferências financeiras, participava da distribuição dos recursos supostamente desviados e atuava na orientação das fraudes e na articulação política do grupo.

A Conafer afirmou, em nota, que a apresentação foi voluntária e negou que o gesto represente confissão ou reconhecimento de responsabilidade. A defesa informou que pretende apresentar documentos e elementos para contestar as acusações.

Além de Lopes, também foram indiciados no caso o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Com informações da Folha de S.Paulo

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