De acordo com o Novo Jornal, Paulo de Tarso revelou que há servidor ganhando R$ 62 mil mensais, ou 143% acima do teto salarial dos servidores públicos do País. Disse também que há médico com salário mensal de R$ 31 mil e um agente educacional do Fundac com salário-base de R$ 632 e salário final de R$ 17 mil.
Tudo isso, segundo o secretário, foi encontrado até agora numa auditoria, servidor a servidor, secretaria a secretaria, da folha salarial. Paulo de Tarso informou, também, que o atual governo não encontrou a elaboração das folhas de pagamentos centralizada em um único órgão, mas feita de forma independente e sem controle pelas secretarias. O que dá margem a muitas distorções e fraudes, de acordo com o secretário.
Os nomes dos marajás não foram nem serão revelados, de acordo com o secretário, por problemas de ordem legal. Mas a auditoria vai continuar.
Não deixa de ser interessante o secretário vir a público falar das mazelas e das graves distorções nas folhas de pagamento do Estado. O cidadão comum tem o direito de saber de que forma é empregado o resultado dos tributos que paga.
Mas o mais interessante será a divulgação plena da auditoria, quando ela for concluída, e mais ainda: a adoção, por parte da atual administração, de providências de caráter legal e administrativo para varrer os super-salários do serviço público do Estado e evitar que se eternizem e se multipliquem.
Esta, sim, seria uma ação do atual governo digna do aplauso de todos os cidadãos do Rio Grande do Norte. Com exceção, é claro, de algumas centenas (por enquanto) de privilegiados que, graças a muitos artifícios, se assenhoram do dinheiro público. Obviamente, sob as vistas e cumplicidade de muitos.
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É melhor não mexer nesse vespeiro! Coitados desses "servidores", que recebem essa fortuna e não usufruem porque precisam fatiar esse valor com os seus chefes (que devem ser políticos importantes ou politiqueiros influentes).
Ué? Os salários de servidores públicos, não deveriam, digamos, ser públicos?
O povo ordeiro precisa se mexer. O Rio Grande do Norte é um dos estados mais pobres da república e não devemos nos curvar diante de tal descalabro. Estamos vivendo um período de profundas transformações no mundo, assim como estão sendo varridos do mapa político mundial os ditadores, temos o dever de cobrar providencias por aqui também. Espero que o Sr. Paulo de Tarso, homem integro, não seja mais um a ser repudiado pelos que mandam e desmandam no RN há décadas, por está descobrindo os Marajás, que muitos deles servem de instrumento para repassar parte destes salários. Parabéns por abordar um assunto tão sério e que consome os nossos impostos e, que depois, ficam querendo criar ou aumenta-los ainda maia.