Saúde

Vacinas contra covid-19: os inesperados ‘efeitos colaterais’ positivos dos imunizantes na pandemia

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As vacinas contra a covid-19 protegem contra a infecção ou evitam casos graves da doença?

Essa pergunta tem levantado muitos debates entre a comunidade científica nas últimas semanas.

Pelo que se sabe até o momento, as vacinas já aprovadas em vários países (inclusive no Brasil) foram desenvolvidas e têm uma boa eficácia para prevenir quadros de covid-19 que apresentam sintomas (guarde bem a palavra sintomas).

Mas isso não significa que os benefícios delas se limitam a isso: a experiência de mundo real, nas campanhas de imunização mais adiantadas em alguns países, indica que as doses utilizadas atualmente trazem outros benefícios no combate à pandemia.

Dados de Israel — onde a vacinação está mais avançada —sugerem resultados além do esperado, com uma queda dramática nos casos, nas hospitalizações e nas mortes por covid-19. Também há indícios de que as vacinas ajudam a combater sintomas leves, mas que mesmo assim necessitavam de visita dos pacientes a hospitais.

Mesma estratégia, vários desdobramentos

Para entender como os cientistas chegaram a essas conclusões, é preciso voltar para o dia 9 de abril de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento que definiria as regras do jogo.

Nas diretrizes, a entidade estabeleceu os requisitos mínimos para que uma vacina contra o “novo” coronavírus fosse aprovada.

Entre uma série de critérios técnicos e especificidades, uma regra se destacou como a mais importante: um imunizante contra a covid-19 deveria apresentar uma taxa de eficácia mínima de 50% contra um desses três desfechos: a infecção em si, a doença sintomática ou as formas graves da enfermidade.

Uma definição dessas não é exatamente uma novidade: há vacinas usadas contra outras doenças infecciosas que são ótimas para impedir que o vírus invada o organismo de um indivíduo e comece a se replicar ali dentro, causando uma série de transtornos.

É o que ocorre, por exemplo, nas doses que resguardam contra o sarampo e a febre amarela. Quem as toma fica bem protegido dos vírus causadores dessas moléstias.

Já outros produtos, por sua vez, não são capazes de barrar a infecção em si, mas impedem que ela evolua e afete demais o organismo, o que exigiria internação e toda uma atenção médica especializada.

O imunizante contra a gripe se encaixa perfeitamente nesta categoria: quem recebe a dose no início do outono permanece com um risco considerável de pegar o vírus pelos próximos meses. Mas, se isso realmente acontecer, os sintomas da doença serão bem mais leves e não exigirão longas estadias em enfermarias e unidades de terapia intensiva.

Isso é bom para o indivíduo, que não sente sua saúde prejudicada, e para o sistema de saúde como um todo, que não entra em colapso com a chegada de vários pacientes ao mesmo tempo, principalmente no inverno, quando a circulação dos vírus que afetam o sistema respiratório cresce bastante.

O que foi feito na covid-19?

A pandemia, claro, trouxe alguns desafios extras à corrida científica: a humanidade precisava de uma solução com rapidez, afinal não era factível esperar anos para o desenvolvimento de uma vacina.

Foi para acelerar o processo que todas as farmacêuticas e os centros de pesquisa desenharam os testes clínicos de seus candidatos a imunizantes para saber se eles seriam eficazes contra a doença com sintomas, o segundo desfecho estabelecido pela OMS.

Na atual conjuntura, não seria factível medir se os imunizantes preveniriam a infecção (o primeiro desfecho) por dois motivos principais.

Primeiro, porque uma parcela considerável dos infectados com o coronavírus não apresenta sintoma nenhum. E, segundo, uma estratégia dessas exigiria um aparato e um investimento financeiro absolutamente gigantescos.

“Cada estudo envolveu dezenas de milhares de voluntários e, para saber se cada um desses participantes não pegou o vírus, seria necessário fazer testes de diagnóstico em todos por várias semanas seguidas. Já imaginou o custo disso?”, questiona a microbiologista Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência.

A outra opção seria avaliar o poderio dos imunizantes contra os quadros mais graves, que exigem hospitalização e apresentam maior risco de morte.

A dificuldade estaria no tempo de observação necessário: nos EUA, estima-se que, a cada 200 pessoas infectadas pelo coronavírus, uma morre.

Os pesquisadores então levariam vários meses para atingir um número mínimo de óbitos suficiente para realizar os cálculos estatísticos que determinam a taxa de eficácia — e, como vimos mais acima, o prazo para criar uma solução nesta área nunca foi tão apertado.

Diante das limitações, todos os competidores acabaram seguindo pelo caminho do meio: os testes clínicos de fase 3 foram pensados para estabelecer o quanto as candidatas a vacinas protegem contra a covid-19 sintomática, como explicamos nos parágrafos anteriores.

Foi assim que muitas candidatas evoluíram nos ensaios clínicos, foram aprovadas ou são atualmente analisadas pelas agências regulatórias.

Abaixo, você confere um comparativo das características dos sete imunizantes que são (ou eventualmente serão) utilizados no Brasil, de acordo com as últimas informações:

Foto: Reprodução/BBC

Ponto de inflexão

E aqui aparece uma controvérsia importante nessa história: como se define um sintoma de covid-19?

Cada farmacêutica e cada centro de pesquisa estabeleceu critérios próprios para enquadrar o que seria um quadro suspeito de infecção pelo coronavírus.

“Nos testes da CoronaVac, da Sinovac e do Instituto Butantan, por exemplo, os voluntários eram orientados a avisar qualquer incômodo que sentiam, por mais leve que fosse”, descreve Pasternak.

Esses participantes passavam então pelo teste de RT-PCR, aquele feito com o swab no nariz e na boca que avalia a presença do vírus no organismo, para saber se estavam com a doença ou não.

“Já a farmacêutica Moderna estabeleceu que, para realizar um exame desses, o indivíduo deveria ter no mínimo dois sintomas ou um sinal bem claro de covid-19, como falta de ar”, completa a especialista.

Essa diferença, claro, teve impacto nos resultados das análises preliminares. Não é exagero especular que um número considerável de participantes que recebeu a vacina da Moderna até tenha desenvolvido quadros leves e moderados da enfermidade. Porém, como eles não foram submetidos aos métodos de diagnóstico, não ficaram sabendo que estavam com a infecção.

Esse é um dos motivos que fazem os cientistas não focarem tanto as suas análises nas taxas de eficácia: no mundo real, pode ser que os 50,4% da CoronaVac se tornem um pouquinho maior, enquanto os 94% da Moderna acabem ligeiramente reduzidos — e não há problema nenhum nisso.

“Precisamos entender que a vacina não é como um remédio, em que a gente trata a pessoa. Vacina é algo que protege a coletividade, a comunidade. Elas não podem ser analisadas do ponto de vista individual, mas, sim, como protegem toda uma população”, explica a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin, uma organização internacional sem fins lucrativos que fomenta a imunização no mundo todo.

Observações paralelas

Para comprovar segurança e eficácia, toda nova vacina passa por um verdadeiro rito científico, que envolve uma série de etapas.

“Tudo começa com experimentos em culturas de células animais, onde observamos se aquela molécula tem potencial para funcionar em humanos”, ensina o médico Jorge Kalil, professor titular de imunologia clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Se os resultados forem bons, o produto passa para os testes em seres humanos, que são divididos em três fases.

“Iniciamos com um número limitado de voluntários na fase um e, conforme o conhecimento avança, evoluímos para dezenas de milhares de participantes na fase três”, resume Kalil, que também é diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo.

Os imunizantes contra a covid-19 passaram (e continuam a passar) por toda essa maratona.

A taxa de eficácia sobre a covid-19 sintomática foi estabelecida justamente nessa fase três dos testes clínicos.

Mas isso não foi a única coisa que os cientistas medem: eles aproveitam toda a estrutura para fazer estudos e medições “paralelas”, que são conhecidos como desfechos secundários.

Eles não são o objetivo principal daquele trabalho, mas são conhecimentos que também ajudam a entender o poderio daquele candidato a imunizante.

“Além de sabermos que a CoronaVac teve uma taxa de eficácia global de 50% contra a doença sintomática, a pesquisa mostrou uma proteção de 78% contra sintomas leves com necessidade de buscar assistência médica. Esse foi um desfecho secundário observado”, exemplifica Kalil.

Portanto, por mais que os estudos clínicos tenham sido desenhados para avaliar a capacidade das vacinas evitarem quadros sintomáticos de covid-19, muitos dos testes já indicavam que os benefícios poderiam ser mais promissores.

E esses indícios estão sendo confirmados agora, com os primeiros resultados de vida real das campanhas de imunização contra o coronavírus.

O exemplo israelense

Com cerca de 8,8 milhões de habitantes, Israel foi o primeiro país do mundo a iniciar e expandir rapidamente uma campanha de vacinação contra a covid-19.

“O país se tornou um estudo de caso perfeito, pois está usando a mesma vacina [da Pfizer/BioNTech] em toda a população e aplicando as doses num ritmo muito rápido”, observa Pasternak.

Foto: GETTY IMAGES

Dados divulgados na última semana pelo Ministério da Saúde de Israel e pelas farmacêuticas responsáveis pelo imunizante revelam resultados além do esperado, com uma queda dramática nos casos, nas hospitalizações e nas mortes por covid-19.

“As últimas análises revelam que indivíduos não vacinados têm 44 vezes mais risco de desenvolver infecção sintomática e 28 vezes mais probabilidade de morrer pela doença”, afirmam as entidades, em comunicado divulgado à imprensa.

Repare: os testes de fase três do imunizante de Pfizer e BioNTech foram construídos para observar e medir a eficácia contra a covid-19 sintomática. Mas, na experiência da vida real, tudo indica que as doses sejam também capazes de evitar a infecção (o primeiro quesito citado pela OMS) e os quadros muito graves (o terceiro quesito).

Além de Pfizer/BioNTech, os imunizantes de Moderna e AstraZeneca/Universidade de Oxford já mostram efeitos parecidos nos lugares onde são aplicados em larga escala.

“Isso significa que as vacinas podem ter um impacto na transmissão viral e, quanto mais gente protegida, mais difícil o vírus encontrar alguém vulnerável”, raciocina Garrett.

Pé no acelerador

Há um ingrediente extra que demanda ainda mais rapidez nas campanhas de imunização: a descoberta de novas variantes do coronavírus.

Já se sabe que essas versões do agente infeccioso se espalham com maior facilidade e podem até atingir pessoas que tiveram a doença nos meses anteriores.

Outro medo é que essas mutações no código genético viral tornem as vacinas menos eficazes ou até as deixem totalmente desatualizadas.

É justamente por isso que a vacinação deve ser acelerada. “As variantes são preocupantes, mas os imunizantes que temos no momento dão conta dos tipos que foram descritos até agora. Por isso, não podemos dar margem e tempo para que outras versões apareçam e escapem de vez da solução que possuímos”, alerta Pasternak.

A microbiologista destaca que, além de botar o pé no acelerador da vacinação, é preciso investir mais em sequenciamento genético e vigilância genômica para identificar essas novas ameaças em sua origem, antes que elas se espalhem para outros cantos.

Por ora, a campanha de proteção contra a covid-19 feita no Brasil ainda está aquém do desejado. “Nós podemos aumentar o ritmo se tivermos as doses necessárias. Nosso país é capaz de vacinar 80 milhões de pessoas contra a gripe todos os anos”, destaca Kalil.

Segundo o site Our World In Data, o Brasil administrou até o momento 11,9 milhões de vacinas contra a covid-19. Pelo menos 5,6% da população recebeu uma dose desde janeiro, quando as primeiras candidatas começaram a ser aprovadas e usadas no público-alvo.

De acordo com informações oficiais, o Brasil já garantiu para 2021 cerca de 520 milhões de doses, divididas em seis fornecedoras diferentes:

Foto: Reprodução/BBC

Além da negociação direta com as farmacêuticas, o país também vai receber 42,5 milhões de doses pela Covax Facility, um mecanismo criado pela OMS e outras instituições para a distribuição de imunizantes aos países menos desenvolvidos.

Ainda há a promessa e tratativas para compra de outras 13 milhões de doses do laboratório Moderna.

Se todos os prazos forem cumpridos, o Brasil teria mais de 575 milhões de doses até o final do ano.

Apesar de parecer um número suficiente para proteger todos os brasileiros, os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que as tratativas estão muito atrasadas: poderíamos ter garantido lotes muito antes, durante o segundo semestre de 2020.

A própria Pfizer divulgou que ofereceu uma reserva de 70 milhões de doses em agosto e setembro do ano passado, mas não recebeu nenhuma resposta do Governo Federal.

Com isso, as primeiras remessas de vacinas foram enviadas a outros países. O Brasil só fechou a compra esta semana, como foi anunciado pelo agora ex-ministro da saúde, o general Eduardo Pazuello.

Os grupos prioritários descritos no último plano de operacionalização das vacinas contra a covid-19 do Ministério da Saúde incluem idosos, profissionais da linha frente no combate à pandemia, indivíduos com comorbidades e uma série de profissionais, como professores e forças de segurança.

No total, todas essas categorias somam mais de 77 milhões de pessoas.

A última meta estabelecida pelo governo federal era vacinar 50% da população brasileira (ou 105 milhões de indivíduos) até junho deste ano.

Porém, na velocidade atual, esse objetivo não será cumprido a tempo: de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), se o ritmo de vacinação for mantido, o Brasil demorará mais de dois anos e meio para imunizar toda a população com mais de 18 anos.

BBC

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Votação de Lula cai em 98% dos 5.569 municípios brasileiros em relação ao primeiro turno de 2022

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou em 98% dos 5.569 municípios brasileiros no primeiro turno de 2026, na comparação com o desempenho registrado em 2022. No total, o presidente perdeu cerca de 3,4 milhões de votos e passou de 48,43% para 45,16% dos votos válidos.

A queda ocorreu em municípios de diferentes tamanhos e perfis socioeconômicos, mas foi mais acentuada em algumas regiões. Uma das principais áreas de recuo está concentrada em Goiás, no interior de Minas Gerais e no Matopiba, região que reúne áreas do oeste da Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins e tem forte presença do agronegócio.

Em Guarani de Goiás, por exemplo, Lula caiu de 65% para 40% dos votos, uma redução de 25 pontos percentuais. No município, Flávio Bolsonaro (PL) teve 27% e Ronaldo Caiado (PSD), 32%.

Em Cachoeira Dourada (GO), na divisa com Minas Gerais, Lula recuou de 66% para 50%. No mesmo município, Flávio passou de 29%, obtidos por Jair Bolsonaro em 2022, para 41% neste ano.

Outra área de forte queda aparece na Região Sul, especialmente no centro do Paraná, no oeste de Santa Catarina e em grande parte do Rio Grande do Sul.

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Trump elogia rapidez da apuração no Brasil e critica sistema eleitoral dos EUA

Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta segunda-feira (5) a rapidez da apuração do primeiro turno das eleições brasileiras e aproveitou para criticar novamente o sistema eleitoral americano.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou: “125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, NO MESMO DIA!”.

Imagem: Reprodução

Na sequência, comparou a apuração brasileira com a dos Estados Unidos. “Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para ser manipulados, quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, escreveu.

Trump não comentou diretamente o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Na publicação, o presidente americano chegou a citar a Índia como local da eleição, mas corrigiu a informação posteriormente.

Antes do primeiro turno, Trump havia classificado a eleição brasileira como “muito importante” e afirmado que acompanhava o processo. O Departamento de Estado dos EUA, por sua vez, negou interferência no pleito e afirmou que respeita a soberania brasileira e defende eleições livres.

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Bolsa dispara 9,1% e passa dos 209 mil pontos, após 1º turno das eleições

Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O mercado financeiro reagiu com forte alta ao resultado do primeiro turno das eleições. O Ibovespa, principal índice da B3, superou pela primeira vez os 200 mil pontos e chegou a 209.605 pontos nesta segunda-feira (5), alta de 9,1%.

Por volta das 12h30, o índice estava em 208.193 pontos, com avanço de 8,37%. Na sexta-feira (2), a Bolsa havia encerrado o pregão aos 192,1 mil pontos.

A forte valorização ocorre após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Investidores reagiram positivamente à possibilidade de mudança na condução da política econômica e a expectativas de maior controle das contas públicas. A avaliação, porém, ainda depende das propostas dos candidatos e do cenário político até o segundo turno.

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Eleições de 2026 provocam mudanças em seis cadeiras da Câmara de Natal; veja quem deve assumir

Albert Dickson, Chagas Catarino, Felipe Alves, Robério Paulino, Júlia Arruda e Professor Carlos Silvestre | Fotos: Reprodução

A Câmara Municipal de Natal terá seis mudanças na composição a partir de 2027. Vereadores eleitos em 2024 conquistaram vagas para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa nas eleições deste ano e deixarão o Legislativo municipal.

Samanda de Lula (PT), eleita senadora, abrirá uma vaga para a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB). A tendência é que a cadeira seja ocupada pela ex-vereadora Júlia Arruda (PCdoB), atualmente secretária estadual das Mulheres.

Daniel Valença (PT), eleito deputado estadual, também deixará uma vaga para a federação. O nome seguinte na lista é o Professor Carlos Silvestre (PT).

Thabatta Pimenta (PV), eleita deputada federal, conquistou o mandato de vereadora em 2024 pelo PSOL. Por isso, a substituição seguirá a composição daquela eleição, com o professor Robério Paulino (PSOL) como possível sucessor.

Nina Souza (PL), eleita deputada federal, e Camila Araújo (PL), eleita deputada estadual, foram eleitas vereadoras em 2024 pelo União Brasil. Por isso, as duas vagas serão preenchidas por suplentes da legenda. Felipe Alves (União Brasil) é o primeiro nome da lista, seguido por Chagas Catarino (União Brasil).

Já Robson Carvalho (União Brasil), eleito deputado estadual, permaneceu na legenda durante as eleições deste ano. Com isso, a terceira vaga do União Brasil deverá ficar com Albert Dickson (União Brasil), seguindo a ordem de suplência.

A convocação dos suplentes ocorre de forma sucessiva. O primeiro nome é chamado para assumir o mandato e, caso se licencie, o próximo suplente pode ser convocado para ocupar a cadeira durante o afastamento.

Esse mecanismo já ocorreu em 2025, quando Felipe Alves assumiu a vaga de Nina Souza. Depois, ao se licenciar para comandar a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a cadeira passou para Chagas Catarino.

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Pessoas que não foram votar ou votaram em branco ou nulo para governo do RN somam 25,2%, totalizando 669.539 eleitores

Foto: Hugo Andrade/Inter TV

Um total de 669.539 eleitores do Rio Grande do Norte não deram um voto válido para o governo estadual no primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4). O número reúne abstenções, votos brancos e nulos e representa 25,2% dos 2,6 milhões de eleitores aptos no estado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na disputa pelo governo, foram 488.493 abstenções (18,3%), 104.522 votos nulos (4,8%) e 76.524 votos em branco (3,5%).

Para a Presidência, os números foram semelhantes: 488.812 eleitores não compareceram às urnas (18,3%), enquanto 65.943 anularam o voto (3%) e 33.172 votaram em branco (1,5%).

A abstenção ficou acima da registrada no primeiro turno de 2022, quando 18,1% dos eleitores potiguares não compareceram. Naquele ano, a taxa caiu para 17% no segundo turno. Em 2018, a abstenção no primeiro turno foi de 17,1%.

Apesar do percentual de ausência, eleitores relataram longas filas em algumas seções eleitorais do estado, com espera superior a três horas para conseguir votar.

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João Câmara registra maior votação de Benes Leocádio no RN e consolida força de grupo político

Foto: Divulgação

João Câmara entrou para a história da votação do Deputado Federal Benes Leocádio no Rio Grande do Norte. Com 6.021 votos, o parlamentar alcançou no município sua maior votação em todo o estado, superando os números registrados em Natal, São Gonçalo do Amarante e Mossoró, que são os maiores colégios eleitorais potiguares.

O resultado é apontado como reflexo da articulação política construída pela prefeita Aize Bezerra e pelo seu grupo político local.

Mas a força demonstrada nas urnas foi ainda maior. Dentro do mesmo sistema de articulação, um grupo também foi organizado por ela para apoiar o Deputado Dr. Bernardo, que teve em João Câmara mais de 3.200 votos.

Somados, os dois resultados representam quase 10 mil votos destinados a Deputados Federais dentro de uma mesma articulação política, um desempenho que chama atenção pelo tamanho e pela organização.

Mais do que números, o resultado revela a capacidade de mobilização de um grupo político quando existe uma pauta comum.

A votação expressiva de Benes e o desempenho de Dr. Bernardo colocam João Câmara novamente no centro do debate político estadual e demonstram que, quando um grupo se une em torno de objetivos comuns, a força das urnas pode ultrapassar os limites do município.

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Câmara terá 183 deputados de primeiro mandato em 2027; PL lidera renovação com 46 novatos em bancada de 121 parlamentares

 

A Câmara dos Deputados terá 183 parlamentares em primeiro mandato a partir de 2027. O número representa 35,7% das 513 cadeiras da Casa e corresponde à menor proporção de novos deputados registrada nas últimas quatro eleições.

O PL concentra o maior número de parlamentares que chegarão à Câmara pela primeira vez. Dos 183 deputados de primeiro mandato, 46 são da legenda. O PT aparece em seguida, com 22.

União Brasil terá 16 estreantes, enquanto o Republicanos terá 15. PSD e Podemos aparecem na sequência, com 14 e 13 deputados de primeiro mandato, respectivamente. A contagem considera a relação dos parlamentares eleitos que nunca exerceram mandato na Câmara.

São Paulo, dono da maior bancada estadual da Casa, também terá o maior número absoluto de novos deputados. Das 70 cadeiras destinadas ao estado, 26 serão ocupadas por parlamentares que chegam à Câmara pela primeira vez.

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TSUNAMI DE VOTOS: PL bate recordes no Congresso, elege 121 deputados e conquista 19 vagas no Senado

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O PL saiu do primeiro turno das eleições de 2026 com resultados recordes no Congresso. O partido de Flávio Bolsonaro elegeu 121 dos 513 deputados federais e conquistou 19 das 54 vagas ao Senado que estavam em disputa neste ano.

Na Câmara, o resultado mantém o PL como a maior bancada. Segundo projeção do UOL baseada em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trata-se do melhor desempenho de um partido desde 1986, quando o MDB conquistou 260 cadeiras. A legenda terá 51 deputados a mais que o PT, segundo colocado. Em 2018, o PSL elegeu 52 deputados e, em 2022, o PL conquistou 99 vagas.

Dois candidatos do PL também registraram as maiores votações para deputado federal. Nikolas Ferreira foi reeleito por Minas Gerais com mais de 3,1 milhões de votos, enquanto Lucas Pavanato, vereador de São Paulo, conquistou uma cadeira na Câmara com pouco mais de 3 milhões.

O crescimento também ocorreu no Senado. O PL conquistou 19 das 54 cadeiras disputadas, contra oito vagas obtidas em 2022. Em 2018, o PSL, partido de Jair Bolsonaro à época, havia elegido quatro senadores. Entre os nomes eleitos neste domingo está Michelle Bolsonaro, que conquistou uma vaga pelo Distrito Federal com quase 1 milhão de votos.

Nos estados, uma em cada cinco cadeiras em disputa nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal ficou com o PL. A legenda também elegeu cinco governadores no primeiro turno: Jorginho Mello, em Santa Catarina; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Sergio Moro, no Paraná; Marcos Rogério, em Rondônia; e Arthur Henrique, em Roraima.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] Valdemar descarta Alcolumbre e diz que PL vai apoiar Rogério Marinho para presidir o Senado

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido vai disputar a presidência do Senado em 2027 e trabalhar pela eleição do senador Rogério Marinho (PL-RN) para o comando da Casa. Em entrevista ao SBT News, ele também descartou um acordo para apoiar a permanência do atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP).

“O Rogério é o que reúne as melhores condições para ser presidente do Senado, é muito preparado. Nós vamos ter o PP do nosso lado, vamos ter o União Brasil, vamos ter o Republicanos. Nós fazemos maioria lá”, afirmou Valdemar. Questionado sobre uma eventual composição com Alcolumbre, respondeu que o nome do senador está “totalmente descartado”.

A declaração ocorre após o PL eleger 19 senadores neste domingo (4). Com os parlamentares que permanecem no exercício do mandato, a legenda deverá iniciar 2027 com 28 integrantes e será a maior bancada do Senado.

Valdemar afirmou ainda que o PL pretende participar das negociações pela presidência da Câmara e demonstrou resistência a apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, caso o partido fique com o comando do Senado, a negociação com outras legendas poderá envolver abrir mão da presidência da Câmara.

Com informações do SBT News

Opinião dos leitores

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GUAMARÉ: Urnas confirmam a força do prefeito Hélio; Benes vence nas 45 seções e Ezequiel lidera com ampla vantagem

Fotos: Divulgação

Quem acompanhou a apuração em Guamaré percebeu logo para onde o jogo caminhava. Urna após urna, o nome de Benes Leocádio aparecia na frente. No fim, foram 45 seções e 45 vitórias. Candidato do prefeito Hélio a deputado federal, Benes obteve 3.790 votos, 34,5% dos votos válidos. E não foi uma votação concentrada num bairro ou numa comunidade. Foi do Centro da cidade à Baixa do Meio, de Salina da Cruz a todos os conjuntos, assentamentos e comunidades rurais. Em nenhuma urna da cidade algum candidato teve mais votos que Benes.

O contraste com a oposição é o que mais chama atenção. Nina Souza, segunda mais vota no estado, teve o apoio do grupo do ex-prefeito Adriano e obteve apenas 1.631 votos. João Maia, apoiado pelo ex-prefeito Mozaniel, ficou com 945 votos. Juninho Saia Rodada, apoiado pelo vereador Diego de Lisete, teve somente 292. Somando os três, a oposição chega a 2.868 votos. Benes, sozinho, fez quase mil votos de maioria.

Na reta final da campanha, em evento com Benes, o prefeito Hélio prometeu fazer dele o deputado federal mais votado da eleição. A oposição duvidou e provocou, dizendo que o povo queria mudança e que seus candidatos seriam os mais votados. As urnas responderam.

Ezequiel confirmou a regra

Para deputado estadual, a história foi não foi diferente. Ezequiel, segundo deputado mais votado no estado, também apoiado por Hélio recebeu 3.508 votos (32,5%) e venceu em 44 das 45 seções. A única exceção foi na urna de Lagoa de Baixo, uma seção pequena, onde o candidato teve apenas 7 votos a menos da votação do primeiro lugar.

Mesmo somando os candidatos da oposição, a conta chega a 2.040 votos, quase 1,5 mil a menos que Ezequiel. Júlio César, que tinha o apoio de Adriano obteve apenas 1.669 votos. Neilton Diógenes, apoiado pelo vereador Edinor, teve somente 371 votos.

“Os votos de Benes e Ezequiel não vieram de um lugar só. Vieram de todos os cantos da cidade. Isso se constrói com anos de trabalho, presença e articulação, e foi isso que as urnas de 2026 refletiram em Guamaré e chegamos a este domingo com o sabor da vitória”, declarou Hélio.

No Senado, os dois candidatos Hélio ficaram no topo

Styvenson Valentim foi o senador mais votado em Guamaré, com 6.033 votos. Zenaide Maia veio logo atrás, com 5.979. O terceiro colocado, Rafael Motta, teve 2.663, o que dá a Styvenson uma vantagem de 3.370 votos. Quando os dois nomes apoiados pelo prefeito ocupam as duas primeiras posições, não há muito o que interpretar.

No governo, Cadu cresceu e encostou em Allyson

Seria injusto não falar da disputa para governador, que foi bem mais apertada. Allyson fez 4.890 votos e Cadu, apoiado por Hélio, fez 4.811 votos. São apenas 79 votos de diferença numa cidade com mais de 11 mil votos válidos para o cargo. No Centro de Guamaré, Cadu venceu por 2.088 a 1.908. Em algumas comunidades, como Salina da Cruz, a diferença foi de apenas cinco votos. Para quem vinha muito atrás nas pesquisas, Cadu disparou e fez um resultado excelente que mostra muito potencial para virar o jogo no segundo turno.

No fim das contas, o dado mais importante deste primeiro turno está nas eleições para deputado. É nelas que se vê o que cada liderança tem de verdade, porque a disputa é local, o voto é de confiança e a campanha precisa chegar na casa do eleitor.

E aí o resultado é bem direto. De um lado, um grupo que chegou unido, com prefeito, vice e sete vereadores em torno das mesmas candidaturas. Do outro, uma oposição dividida, cada um com o seu candidato.

Opinião dos leitores

  1. Essa votação expressiva e recorde dos nossos senadores e deputados é a prova concreta da força de um grupo unido, coeso, sintonizado e, acima de tudo, coerente com suas escolhas. Não esqueçamos dos expressivos números de Cadu De Lula, saindo de um 3° lugar para extraordinários mais de 42%. Os números falam por si e demonstram a confiança da população em um projeto que mantém sua palavra, sua retidão e seu compromisso.

    Nossa gratidão a cada eleitor que confiou e ajudou a construir esse resultado. Agora é manter o empenho, a união e a disposição de todos, seguindo firmes e atentos às orientações do nosso maior líder, Hélio do Povo. Seguimos juntos, fortes, coerentes e determinados!

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