Saúde

Você acha que a Saúde está um caos? Vai piorar a partir de amanhã, as cooperativas dos Anestesiologistas e Médicos vão parar

Você acha que a Saúde está um caos? Vai piorar a partir de amanhã, as cooperativas de Anestesiologistas e dos Médicos vão parar porque já estão sem receber a 90 dias. Aqui no RN só vai parar essa esculhambação quando colocarem um gestor na CADEIA, estão brincando com vidas, e muitas. Segue reportagem de Alex Costa na Tribuna do Norte:

O caos da saúde pública do Rio Grande do Norte permanece e deve se agravar ainda mais com a paralisação dos serviços da Cooperativa dos Médicos (Coopmed) e da Cooperativa dos Anestesiologistas (Coopanest) a partir de amanhã. A falta de pagamentos, que soma uma dívida de R$6,4 milhões, é o que motiva a paralisação das atividades que atinge os atendimentos ambulatoriais dos pronto-atendimentos clínicos de Natal e suspende as cirurgias de média e alta complexidade já agendadas através do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais conveniados.

Alex FernandesOntem, 87 pacientes estavam internados no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel aguardando uma cirurgia ortopédica

Ao todo, serão comprometidos aproximadamente 37.044 atendimentos mensais, entre partos, serviços de pediatria, urgências, serviços ambulatoriais, bem como as cirurgias de média e alta complexidade ortopédicas, pediátricas, oncológicas e cardíacas. Algumas unidades estão impossibilitadas de atender a população, tendo em vista que não funcionam sem a atuação dos médicos da Coopmed. “A situação é caótica e não podemos abrir mão da paralisação. Já são três meses de inadimplência e os médicos precisam receber o pagamento pelos trabalhos realizados”, afirmou a gerente administrativa da Coopmed, Cleide Fernandes.

O contrato com a Coopmed é pago através de uma parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Natal, que são responsáveis – respectivamente – por 60% e 40% do valor acordado. Segundo a gerente administrativa da cooperativa médica, a Prefeitura não repassa os recursos há 90 dias (meses de maio, junho e julho) e o Governo do Estado está em atraso há 60 dias (junho e julho). A dívida em conjunto soma R$ 6,4 milhões. Ao todo, mais de 500 cooperados estão sem receber o pagamento pelos serviços.

OUTRO CONTRATO

Cleide informou ainda que um outro contrato das cooperativas com o Governo do Estado – exclusivamente para atendimento no Hospital Walfredo Gurgel – ainda não foi renovado e soma dívida de R$ 119 mil.

O único hospital que teve a sua dívida paga foi o Deoclécio Marques, de Parnamirim, que recomeçou “timidamente” a realização das cirurgias ortopédicas desde o último sábado. “Por lá não vai parar. Porém, não é motivo de alegria, visto que não será possível atender a toda a demanda de cirurgias ortopédicas num só hospital e não há material cirúrgico suficiente para realizar d procedimentos: está em falta”, alertou.

No último final de semana, foram transferidos 30 pacientes do HMWG para a realização das cirurgias ortopédicas no hospital de Parnamirim. Oitenta e sete pacientes ainda aguardam a mesma cirurgia no Walfredo Gurgel.

Um deles é José Hélio de Sousa, de 44 anos. Natural de Elói de Sousa, o paciente aguarda a realização da cirurgia há 16 dias. Deitado em uma maca improvisada no chão do hospital, o pedreiro diz estar se sentindo uma pessoa abandonada ao ver-se dependente do serviço público de saúde potiguar. “É uma vergonha ter que passar por isso. Estou com o braço quebrado em dois pontos, com muitas dores há mais de duas semanas e ainda estou no chão do hospital. Quer humilhação maior do que esta?”, esclareceu o paciente à reportagem da TRIBUNA DO NORTE.

OFICIAL

Cleide Fernandes esteve ontem na Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e conversou com o coordenador financeiro do órgão. “Fiquei sabendo que o valor que compete ao Estado repassar ainda não foi liberado pela Secretaria Estadual de Planejamento”, informou.

Já o secretário estadual de Saúde Pública, Isaú Gerino, afirma que o Estado não deve às cooperativas. “O valor já foi repassado ao município, que está com a responsabilidade de entregar esse valor aos cooperados. A parte que nos compete é 60% do valor total da dívida e isso sempre foi feito”, alegou o titular da pasta, em contradição com o que foi anunciado pela Coopmed.

Segundo Isaú, o que pode ter acontecido é que o município não repassou o valor aos cooperados e está causando todo esse problema.  Em contato com a secretária municipal de Saúde, Maria do Perpétuo Socorro e com o secretário municipal de Comunicação Social, Gerson de Castro, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE não obteve o retorno das ligações.

A Coopmed e a Coopanest já notificaram a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina (Cremern) a respeito da paralisação dos serviços pela falta de pagamento e pela imprevisibilidade do recebimento dos salários atrasados.

Cremern cobra melhorias no atendimento

O Conselho Regional de Medicina (Cremern) esteve na manhã de ontem reunido com a Comissão Estadual de Direitos Humanos para falar sobre as violações desses direitos no Walfredo Gurgel. De acordo com o presidente do Cremern, Jeancarlo Cavalcante, a entidade já entrou com duas ações contra o estado que permanecem pendentes e não cumpridas.

A primeira ação foi peticionada na 1º Vara da Justiça Federal no dia 18 de agosto, solicitando a readequação e reabertura imediata do setor de reanimação do HMWG. A conseqüência, caso o Estado não cumprisse essa determinação, seria a retirada dos recursos utilizados para propagandas. “Até agora o setor não foi reaberto e a decisão judicial não foi cumprida”, disse Jeancarlo Cavalcante.

A segunda ação tramitou na 4ª Vara da Justiça Federal, solicitando atenção especial ao dano moral coletivo sob o qual os pacientes do mesmo hospital estão  impugnados. Pacientes de UTI em leitos do politrauma e em centros de recuperação de operados é considerado um absurdo pelo Cremern. “A vida dessas pessoas está em risco, tendo em vista que não são atendidas adequadamente. É preciso dar um basta nisso já”, colocou.

O Cremern entrou com uma ação de agravo regimental nesta segunda-feira, visando a apreciação do caso com urgência por parte da Justiça.

SAMU Natal

Desde o dia 30 de agosto que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Natal, o Samu Natal, está em greve por tempo indeterminado e funciona apenas com 30% do efetivo. Somado a esse problema, o coordenador geral da entidade, Edilson Pinto, pediu demissão no último sábado, alegando ter perdido o controle sobre o caos instalado. “O serviço no momento não corresponde às expectativas da coordenação. Então achei por bem sair”, informou, por telefone, à reportagem da TRIBUNA DO NORTE.

Entre as reivindicações estão o aumento dos salários e a melhoria das condições de trabalho, bem como a construção de novos pontos de apoio e a renovação da frota.

O coordenador administrativo do Samu Natal, Kleiber Mendonça, assumiu o cargo de Edilson Pinto. As reivindicações ainda não tem previsão de serem atendidas pelo município.

Hospital da PM será afetado

As unidades de tratamento intensivo do Hospital da Polícia Militar, tanto o setor Neonatal quanto o Adulto, também prevem paralisação das atividades a partir de amanhã. Segundo Cleide, a vigência do contrato entre da Coopmed e a Coopanest com o Estado e com a Prefeitura de Natal está prevista até dezembro de 2012, podendo ser automaticamente renovável. “As chances de renovação são pequenas, tendo em vista que a inadimplência impede  que as cooperativas confiem de prestar o serviço aos órgãos públicos. Em compensação, é a única forma que a população possui de ter o mínimo de atendimento médico”, assegurou.

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isso no País de Mossoró a DESgovernadora se dedica exclusivamente a eleição de sua candidata Cláudia Regina. A população que necessita de atendimento de saúde está entregue a própria sorte!

  2. Caro Bruno,
    Acho que o Governo Federal precisa URGENTE fazer uma intervenção aqui no RN, antes que chegemos a um colapso total e o Estado fique ingovernavel.

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[VÍDEO] Filha da secretária de Saúde de Mossoró diz que se votarem nos “satanás” de Álvaro e Deyvison, depois não vão pedir favor a ela, não

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Joana Dantas, filha da secretária de Saúde de Mossoró, Morgana Dantas, falando sobre a prestação de serviços públicos como modo de chantagem eleitoral e ameaça no eleitores do candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) e do candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL).

Na gravação, Joana se refere aos candidatos Álvaro Dias e Cabo Deyvison como “satanás” e manda um “aviso”, em tom ameaçador, aos eleitores deles, dizendo que não fossem procurá-la depois em busca de favores. “Ó, vou logo dando um aviso aqui, não tem esses negócio com política não, tá entendendo? Mas quem tá apoiando o satanás lá pra governador, o outro satanás pra deputado federal, depois vocês num venham até mim falar ‘ei, a sua mãe tá podendo?’, não tá podendo não, viu?”, afirmou Joana.

“Minha mãe é aquela que cê pisa em cima, ela ainda lhe ajuda. […] Mas eu vou pedir ajuda da doutora Morgana pra arrumar uma cirurgia pra mim, não vai. Vocês passam por mim antes”, declarou. “E não é ela que é ruim não, viu? Sou eu”, completou.

Após a repercussão negativa do vídeo, Joana excluiu a publicação e postou nas redes sociais que tudo não passava de uma “brincadeira”, pedindo desculpas e disse que a mãe estava “abalada” com a situação e que não imaginava que tomaria essa proporção.

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Mulher de 64 anos fica ferida após ser atropelada durante ato de Lula e Haddad na Avenida Paulista

Foto: Adriana Negreiros/UOL

Uma mulher de 64 anos ficou ferida após ser atropelada por um motociclista durante o ato de campanha de Lula (PT) e Fernando Haddad (PT), neste sábado (3), na Avenida Paulista, em São Paulo.

O acidente ocorreu no cruzamento com a Rua Augusta. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima sofreu ferimentos leves na cabeça e foi levada ao Pronto-Socorro do Hospital Beneficência Portuguesa, onde permaneceu em atendimento.

De acordo com a Polícia Militar, o motociclista fazia uma entrega e teria tentado passar por um trecho ocupado pelos manifestantes. Após o atropelamento, ele teria empurrado a mulher e deixado o local. A PM informou que as circunstâncias do caso ainda estão sendo investigadas.

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Consolidada entre os mais citados em todas as pesquisas, Carla Dickson representa Michelle Bolsonaro e o conservadorismo no RN

Na reta final das eleições, a deputada federal Carla Dickson (PL-RN) chega à véspera da votação mantendo presença constante entre os nomes mais citados pelos eleitores do Rio Grande do Norte nos levantamentos divulgados ao longo da campanha. A parlamentar também consolidou uma posição de destaque no campo conservador do Estado e conta com o apoio declarado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

“Receber o apoio e a confiança de Michelle Bolsonaro tem um significado muito especial para mim. É uma responsabilidade enorme representar no Rio Grande do Norte um projeto que defende os valores da família, da liberdade e dos princípios conservadores. Chegar à reta final da campanha aparecendo bem colocada nas pesquisas, de forma consistente, mostra que o nosso trabalho está sendo reconhecido e que temos uma grande parcela do eleitorado caminhando conosco. Agora é seguir até o último momento, com fé, coragem e muito trabalho”, afirmou Carla Dickson.

A aproximação com Michelle ganhou ainda mais força durante a campanha, reforçando a identificação de Carla com a pauta conservadora e com uma parcela importante do eleitorado potiguar. A ex-primeira-dama declarou apoio à candidatura da deputada e passou a apresentar Carla como seu nome para a Câmara dos Deputados no Rio Grande do Norte.

Esse cenário se soma ao desempenho de Carla nos levantamentos eleitorais. Na pesquisa mais recente do Instituto Media, a deputada aparece entre os nomes citados espontaneamente pelos eleitores na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

A presença de Carla entre os nomes lembrados na reta final da campanha reforça uma trajetória construída ao longo do mandato e a mobilização realizada em diferentes regiões do Estado. Como representante do PL e aliada de Michelle Bolsonaro, a deputada busca consolidar nas urnas o espaço conquistado durante a campanha dentro do campo conservador potiguar.

A pesquisa do Instituto Media — Inteligência em Pesquisa Ltda. foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda. e ouviu 2.000 eleitores no Rio Grande do Norte entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026. A margem de erro para a amostra total é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-05948/2026.

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[VÍDEO] FLÁVIO BOLSONARO: “ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula”

Durante ato de campanha em Americana (SP), neste sábado (3), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a Corte precisa deixar de atuar como uma “delegacia de polícia”. Flávio acusou, sem citar nominalmente ministros, integrantes do Supremo de atuarem como “agentes políticos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ministros do STF não podem ser assessores, ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de nenhum outro viés ideológico”, declarou. O candidato também criticou decisões que, segundo ele, favoreceriam Lula. “Temos os amigos do Lula fazendo de tudo, dando canetada para tentar ajudar o Lula a se reeleger”, afirmou.

Flávio ainda defendeu mudanças na composição do STF e disse que, caso seja eleito, indicará ministros que, segundo ele, “respeitam a Constituição”. Ele também voltou a defender o fim da reeleição presidencial e afirmou que pretende cumprir apenas um mandato caso chegue à Presidência.

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[REVISTA OESTE] Golpe em gestação: Ministros apontam articulação de ala de Gilmar Mendes para contestar a eleição se Flávio Bolsonaro ganhar

Foto: Igo Estrela / Getty Images
Por Cristyan Costa para a Revista Oeste
 
“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.
 
No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
 
Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.
Construção da narrativa
 
Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”
 
O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.
 
É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.
 
Disputa de poder
 
Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.
 
Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.
 
O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.
 
Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.
 
Depois das urnas
 
É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.
 
Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.
 
Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.
 
Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.
 
Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.
Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Pega fogo 🔥 cabaré, o PT sabe como ninguém fazer todo tipo de maracutaia para se perpetuar no poder…

    1. Revista oeste? Kkkkk
      E contestar eleição é golpe? O que Aécio neves fez em 2015? Hipocrisia pouca não é nada né

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Caravana 22 reúne Álvaro Dias, Paulinho Freire, Styvenson e lideranças em grande mobilização na Zona Norte de Natal

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), percorreu, neste sábado (3), bairros da Zona Norte de Natal em mais uma grande mobilização da Caravana 22. A carreata, formada por carros e motocicletas, saiu da Avenida Itapetinga, em frente à Lagoa de Santarém, e percorreu ruas e avenidas da região reunindo apoiadores, candidatos e lideranças políticas.

A mobilização contou com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire; da vice-prefeita Joanna Guerra; do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim; do presidente eleito da Câmara Municipal de Natal, Aldo Clemente; das candidatas a deputada federal Nina Souza, Carla Dickson e Gabi Trajano; dos candidatos a deputado estadual Anne Lagartixa, Eriko Jácome, Léo Souza, Sargento Manassés e Davi Fernandes; além dos vereadores Irapoã Nóbrega, Kleber Fernandes, Luciano Nascimento, Subtenente Eliabe, Herberth Sena, Daniel Santiago e Preto Aquino.

A passagem da Caravana 22 pela Zona Norte marcou mais um ato de rua de Álvaro na reta final da campanha. Ainda neste sábado, o candidato segue para Mossoró, onde participa, às 18h22, da tradicional Descida do Alto de São Manoel, ao lado de Styvenson Valentim e do candidato ao Senado Coronel Hélio.

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Hospital Municipal de Natal São Padre Pio inicia acolhimento em enfermaria adulta

A partir desta sexta-feira (2), o Hospital Municipal de Natal São Padre Pio iniciou uma nova etapa nos seus atendimentos com a abertura dos leitos de enfermaria clínica médica adulta. As admissões são um marco para a rede de Urgência e Emergência da capital, o que vai auxiliar no fluxo, principalmente dos pacientes aguardando transferências nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) da capital.

A estrutura conta com 17 leitos de enfermaria clínica médica adulta, que auxiliam na internação de pacientes não graves, mas que precisam de cuidados médicos e de enfermagem contínuos.

Nesse primeiro momento foram admitidos os três primeiros pacientes, transferidos das UPAs Potengi e Satélite. A partir deste sábado (3), novos pacientes começam a dar entrada no bocal e a previsão é que as próximas transferências aconteçam de forma contínua, de acordo com a capacidade do hospital.

O prefeito Paulinho Freire reforça a importância do novo equipamento. “É uma alegria enorme ver os pacientes natalenses sendo bem assistidos em um equipamento grandioso como o nosso novo hospital. Esse é um marco histórico e vamos cada vez mais atuar para ampliar a assistência à população”, disse.

Para o secretário Municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, o momento é um grande marco para a saúde da capital. “Ontem, por volta das 23h, recebemos os primeiros pacientes adultos no hospital. Quero dizer que a população fique orgulhosa e esperançosa de que o novo hospital está funcionando e, em breve, estaremos com os leitos de UTI e realizando cirurgias também, o que vai melhorar ainda mais a saúde na capital”, falou.

O secretário reforça que, neste primeiro momento, o hospital funciona totalmente de porta fechada. Todos os pacientes que estão no local, seja para internação de enfermaria, ou os pacientes que estão entrando para fazer exames eletivos, estão sendo admitidos por regulação. “A regulação municipal chama os pacientes que estão nas UPAs, como também chama os pacientes eletivos para fazer seus exames”, explicou.

Hospital Municipal de Natal São Padre Pio

O Hospital Municipal de Natal São Padre Pio começou a receber pacientes de forma gradual. Na primeira etapa, funcionaram a enfermaria pediátrica e o Centro de Diagnóstico por Imagem, com realização de exames de ecocardiograma e ultrassonografia para pacientes regulados o que já contribuiu para zerar a fila de espera ecocardiogramas pediátricos para crianças e adolescentes de até 15 anos.

Entre as próximas etapas está a abertura dos leitos de UTI, além da instalação de equipamentos como tomógrafo e aparelho de raio-X fixo e posteriormente as atividades do centro cirúrgico.

A expectativa é que a primeira etapa de implantação do hospital seja concluída até o fim do mês de outubro.

Quando estiver em pleno funcionamento, a estrutura contará com diferentes serviços e especialidades, incluindo atendimento neonatal, ginecológico e obstétrico, centro cirúrgico, centro de diagnóstico e atendimento 24 horas para situações de maior complexidade.

Opinião dos leitores

  1. Concordo com a homenagem ao Padre Pio, porém ele não foi declarado santo pela Igreja Católica.

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Faltando 24 horas: Pesquisa ITEM coloca Taveira Júnior entre os 24 mais citados para deputado estadual

O deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior (PSDB) aparece entre os 24 nomes mais citados para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em pesquisa do ITEM divulgada pela Rádio Difusora de Mossoró. No levantamento espontâneo, Taveira registra 1,4% das intenções de voto e ocupa a 22ª colocação.

A pesquisa ouviu 1.250 eleitores em 60 municípios, distribuídos pelas 12 macrorregiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2,77 pontos percentuais.

Opinião dos leitores

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PESQUISA CNT-MDA/VOTOS VÁLIDOS: Lula tem 47,8% e Flávio Bolsonaro cresce 7 pontos percentuais e chega a 42,1% no 1º turno

Fotos: Estadão Conteúdo / Senado

A nova pesquisa CNT/MDA mostra Lula (PT) com 47,8% dos votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42,1%.

Em relação ao levantamento realizado pelo instituto em setembro, Lula avançou 1 ponto percentual, enquanto Flávio cresceu 7 pontos.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 3,6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,4%, Renan Santos (Missão), com 1,7%, e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Os demais candidatos, somados, representam 0,6% e foram agrupados na categoria “Outros”.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores, entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04756/2026.

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PESQUISA CNT/MDA: Lula tem 47,3% contra 43,1% de Flávio no 2º turno

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Na véspera do primeiro turno, uma nova pesquisa CNT/MDA aponta Lula (PT) com 47,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43,1%. A pesquisa foi divulgada neste sábado (3).

A diferença é de 4,2 pontos percentuais. Como a margem de erro é de 2,2 pontos, o cenário configura empate técnico. Segundo o levantamento, 7,6% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, enquanto 1,9% não soube ou não respondeu.

A CNT/MDA entrevistou 2.007 eleitores em todo o país, entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04756/2026.

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