Judiciário

O TSE ameaça a Lei da Ficha Limpa e a sociedade Brasileira de corruptos

O Blog reproduz reportagem da Isto É desta semana, a Lei da Ficha Limpa foi uma das maiores conquistas da sociedade Brasileira. Não deveria ter “ameaças” nem “arranjos”a mesma. Segue:

Sem fazer barulho, Tribunal Superior Eleitoral libera candidatura de político que teve as contas de sua gestão rejeitadas. A decisão atinge a alma da lei da ficha limpa e cria jurisprudência que pode beneficiar dez mil candidatos barrados.

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Considerada o caminho mais curto para livrar a política brasileira dos maus gestores e de gente acostumada a se apropriar de dinheiro público, a lei da ficha limpa começou a valer este ano, mas, na semana passada, uma resolução sem muito alarde do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou sua aplicação sob ameaça. O TSE decidiu que o fato de um administrador ter as contas de sua gestão rejeitadas não é motivo para impedi-lo de ser candidato. Os ministros entenderam que a inelegibilidade somente pode ser declarada se houver provas suficientes de que o político teve culpa pelos desvios ou falhas no uso de recursos públicos. A decisão que atingiu a alma de uma das mais populares leis brasileiras foi tomada durante a análise da ação que impugnou a candidatura do vereador de Foz do Iguaçu, Valdir de Souza Maninho, por ordenamento irregular de despesas quando ele era secretário de Esportes do município. O TSE liberou o candidato alegando que o Tribunal de Contas não comprovou sua culpa. O mais paradoxal é que a jurisprudência criada prejudica a execução da ficha limpa no exato momento em que o próprio TSE investe mais de um milhão de reais em campanhas no rádio e na televisão em defesa da lei.

A interpretação abre uma brecha que pode beneficiar cerca de dez mil candidatos barrados com base no artigo da lei que exige a aprovação de contas durante gestões anteriores. “Foi aberto um flanco destrutivo na lei e isso partiu de quem menos se esperava: do próprio tribunal. A decisão dos ministros terá um efeito danoso porque a rejeição de contas é o principal item da norma, é o coração dela”, reclama o juiz eleitoral Marlon Reis, um dos maiores articuladores da lei da ficha limpa. No Rio Grande do Norte, por exemplo, nada menos do que 95% dos candidatos barrados podem se livrar dos processos. “Os ministros dilaceraram o papel e a importância das decisões dos órgãos de controle”, comenta o procurador do Rio Grande do Norte, Carlos Thompson. Em outros Estados, como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, as falhas na aplicação de recursos públicos são responsáveis por mais da metade dos pedidos de indeferimentos de candidaturas.

A lista de casos que guardam semelhanças à do verea­dor de Foz do Iguaçu é extensa e inclui especialmente prefeitos que tentam reeleição e ex-prefeitos em busca de um novo mandato. Em todo País, não faltam exemplos de quem agora têm boas chances de obter sucesso nos recursos ou até de inibir ações de opositores que insistam em falar desses processos. O senador Cícero Lucena (PSDB-PB), por exemplo, enfrenta a reação de adversários na disputa pela prefeitura de João Pessoa, que tentam impugnar sua candidatura no TSE com base em duas condenações do Tribunal de Contas da União referentes à gestão na capital paraibana. Problemas semelhantes enfrentam outros integrantes do Congresso Nacional. O deputado federal Oziel Oliveira (PDT-BA) tenta voltar ao comando da pequena Luís Eduardo Magalhães, apesar de ainda responder por irregularidades em um convênio assinado em 2004, quando era prefeito. Mesmo condenado pelo TCU, o deputado federal José Vieira (PR-MA) também disputa a prefeitura de Bacabal.

Um dos entraves à aplicação da lei da ficha limpa é que, ao exigir provas sobre a culpa dos gestores no mau uso de recursos públicos, o TSE entende que caberia aos Tribunais de Contas avançarem nas análises técnicas e nas argumentações jurídicas a ponto de produzirem provas, o que não é uma prerrogativa desses tribunais. Além disso, o TSE provoca insegurança jurídica ao dar argumentos aos políticos ficha suja a recorrer da condenação. Em alguns Estados, esses recursos podem anular completamente os efeitos da ficha limpa, uma vez que quase a totalidade dos pedidos de impugnação foi feita com base em pareceres técnicos de Tribunais de Contas.

Em resposta às reações contrárias, o TSE alega apenas que a exigência de provas mostrando a culpa dos gestores está prevista na própria lei. Para o ministro Arnaldo Versiani, quando a decisão do Tribunal de Contas não menciona a existência de dolo, “merece prevalecer o direito à elegibilidade”. “O problema é que esse argumento não leva em conta o fato de que esses tribunais fazem apenas a análise técnica”, contrapõe o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti.

Essa não é a única decisão do TSE comemorada por políticos encurralados pela Justiça. Em junho, os ministros determinaram que a rejeição das prestações de contas de campanhas eleitorais anteriores não é motivo de impugnação de candidaturas. A decisão dividiu a Corte e foi desempatada pelo ministro Dias Toffoli. O próprio Arnaldo Versiani foi criticado por ter definido que a responsabilidade por julgar a legalidade dos gastos dos prefeitos é das Câmaras Municipais e não dos Tribunais de Contas. O ministro ignorou o fato de que esses julgamentos, quando feitos por vereadores, se baseiam em critérios políticos e negociações partidárias. Práticas que, como tantas outras, poderiam ser expurgadas do País, não fossem decisões que colocam em risco os avanços da democracia.

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NOVO MINISTÉRIO: Delegado de carreira e atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira é cotado para comandar Segurança Pública

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), é cotado para assumir o novo Ministério da Segurança Pública, que o presidente Lula pretende criar após a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado, nesta terça-feira (3).

Silveira é delegado de carreira da Polícia Civil de Minas Gerais, aposentado como delegado-geral. Formado em Direito, ingressou na corporação em 1997 e presidiu a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados em 2009.

O ministro também foi deputado federal por dois mandatos, entre 2007 e 2015, e senador por Minas Gerais, entre 2022 e 2023. Desde janeiro de 2023, comanda o Ministério de Minas e Energia.

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COMBATE A GOLPES: Anatel dá 90 dias para operadoras bloquearem SMS de remetentes não cadastrados

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as operadoras de telefonia celular adotem novas medidas para combater golpes por mensagens de texto (SMS). As empresas terão até 90 dias para bloquear mensagens enviadas por códigos curtos que não estejam cadastrados em um sistema de identificação de remetentes.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (4). As operadoras deverão criar um cadastro público que permita identificar as empresas responsáveis pelo envio de mensagens, como bancos, lojas e prestadores de serviços.

As novas regras também estabelecem prazo de 60 dias para que cada código curto seja utilizado exclusivamente por uma empresa, salvo exceções justificadas. As operadoras terão ainda de implementar sistemas automatizados para identificar mensagens suspeitas, tentativas de fraude e falsificação de identidade.

A medida busca dificultar golpes em que criminosos se passam por instituições financeiras ou empresas para obter dados pessoais e bancários das vítimas.

Com informações do Poder360

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[VÍDEO] Homem é preso suspeito de se passar por médico e atender em três cidades do RN

Um homem de 33 anos foi preso nesta quarta-feira (4), suspeito de exercer ilegalmente a medicina em hospitais públicos e unidades de pronto atendimento de Poço Branco, Taipu e Monte Alegre, no Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu durante a Operação Alter Ego, deflagrada pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, o suspeito utilizava dados pessoais, carimbo e número de registro de um médico inscrito no Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). O profissional verdadeiro nunca teria trabalhado no RN.

A Polícia Civil aponta que o investigado realizou atendimentos de urgência e prescreveu medicamentos controlados e injetáveis a pacientes do SUS. Ele também usava redes sociais e aplicativos de mensagens para se apresentar como médico e teria criado e-mails fraudulentos para enganar órgãos de fiscalização.

Após ser interrogado, o homem foi encaminhado ao sistema prisional. A polícia investiga se outras pessoas facilitaram contratos e cadastros que permitiram sua atuação nas unidades de saúde.

Com informações do g1 RN

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VIOLÊNCIA CONTRA INDÍGENAS: Gilmar Mendes cobra explicações sobre ataques após eleições

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que órgãos federais e o governo de Mato Grosso do Sul prestem esclarecimentos, em até cinco dias, sobre relatos de ataques e ameaças contra comunidades indígenas no estado após o segundo turno das eleições presidenciais.

A determinação envolve a Advocacia-Geral da União (AGU), os ministérios dos Povos Indígenas, da Justiça e dos Direitos Humanos, a Funai e o Ministério Público Federal. O ministro também pediu à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil uma relação das comunidades afetadas e detalhes dos episódios.

“Entendo necessário que os órgãos públicos envolvidos apresentem informações oficiais sobre as apurações realizadas e as providências que estão sendo adotadas para prevenir e cessar os atos de violência e ameaças”, afirmou Gilmar.

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação que aponta violações sistemáticas de direitos indígenas em Mato Grosso do Sul. Após denúncias de violência no contexto eleitoral, o governo federal enviou uma comitiva interministerial à região para apurar os fatos.

Com informações da Veja

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SEM APOIO: Postura de Trump após fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA frustra aliados

Foto: Reprodução

A postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem frustrado aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esperavam uma reação mais contundente da Casa Branca após a saída do senador do Brasil. O grupo apostava na retomada de sanções contra ministros do STF e na concessão de asilo político ao parlamentar.

Entre as expectativas estava a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, sob o argumento de perseguição política. Aliados também cogitavam sanções contra Cristiano Zanin, pela prorrogação do horário de votação nas eleições, medida que havia sido solicitada pelo próprio PL.

Outra frustração envolve o asilo político. Até agora, Flávio possui apenas autorização de permanência temporária nos Estados Unidos. Embora Trump tenha afirmado que o senador pode ficar no país pelo “tempo que quiser”, não anunciou a concessão de asilo.

O presidente norte-americano também declarou que não pretende se encontrar com Flávio e afirmou manter uma boa relação com Lula, vencedor das eleições presidenciais brasileiras.

Com informações da CNN Brasil

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ELEIÇÕES NOS EUA: Os três brasileiros que disputaram o pleito são eleitos; veja quem são

Fotos: Reprodução

Três brasileiros conquistaram vagas no Legislativo estadual dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3). Felipe Sousa-Lazaballet, Rita Mendes e Priscila Sousa venceram disputas pelo Partido Democrata.

Natural de Duque de Caxias (RJ), Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, foi eleito para representar o Distrito 42 na Câmara Estadual da Flórida. Ativista comunitário, ele chegou aos EUA sem documentos e tem como bandeiras os direitos dos imigrantes e da comunidade LGBTQ+.

Em Massachusetts, Rita Mendes foi reeleita deputada estadual pelo 11º Distrito de Plymouth, que inclui a cidade de Brockton, onde há forte presença de brasileiros.

Também em Massachusetts, Priscila Sousa conquistou uma vaga na Câmara dos Representantes pelo 6º Distrito de Middlesex, na região de Framingham. Formada em Ciência Política, ela atua em iniciativas voltadas à comunidade brasileira e à representação de imigrantes.

Com informações da CNN Brasil

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SEGURANÇA PÚBLICA: Após aprovação de PEC, Lula anuncia criação de novo ministério

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente Lula reafirmou nesta terça-feira (3) que vai criar o Ministério da Segurança Pública após o Senado aprovar a PEC da Segurança. A proposta recebeu 75 votos favoráveis no segundo turno, sem nenhum contrário.

“Vamos somar a esse avanço a criação do Ministério da Segurança Pública, com foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para enfrentar as facções e as milícias”, afirmou Lula em publicação no X.

A PEC amplia a integração entre as forças de segurança, fortalece o combate ao crime organizado e prevê regras mais rígidas para integrantes de facções e milícias. O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias federais.

A proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial. A criação do novo ministério era uma promessa de campanha de Lula.

Com informações do Poder360

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DISPUTA NO SENADO: Rogério Marinho calcula ter 44 votos e vencer Alcolumbre na eleição para presidente

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem apresentado aos colegas uma projeção otimista para a disputa pela Presidência do Senado. Segundo a coluna de Bela Megale, de O Globo, o parlamentar calcula ter 44 votos, três a mais que os 41 necessários para vencer a eleição.

Nas contas de Marinho, o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), teria 33 votos, enquanto Tereza Cristina (PP-MS) ficaria com quatro. O levantamento, porém, é visto com desconfiança por parte dos senadores.

Um dos motivos é a pressão do PL para que parlamentares declarem publicamente seus votos. Alcolumbre, por sua vez, trabalha com números diferentes e acredita contar com o apoio de pelo menos quatro integrantes do próprio PL.

O partido planeja oficializar nesta quarta-feira (4) a candidatura de Rogério Marinho à Presidência do Senado.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

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MAIORIDADE PENAL: Senado fecha acordo para tentar votar redução ainda nesta semana

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Senado fechou um acordo para tentar votar ainda nesta semana a redução da maioridade penal. A articulação prevê acelerar a tramitação de propostas que permitem responsabilizar criminalmente adolescentes a partir dos 16 anos.

A negociação ocorreu após a aprovação da PEC da Segurança Pública, nesta terça-feira (3). As propostas sobre maioridade penal foram retiradas do texto principal e passaram a tramitar separadamente.

Uma das propostas, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), prevê reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em determinados crimes graves. Outra, de Camilo Santana (PT-CE), estabelece 16 anos apenas para crimes hediondos.

Apesar do acordo, a votação ainda depende da aprovação de um calendário especial no Senado.

Com informações do g1

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ELEIÇÕES NOS EUA: Com vitória democrata no Congresso, Trump diz aceitar resultado, mas ameaça “onda de vetos”


Foto: Reprodução/Redes Sociais Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aceitará os resultados das eleições de meio de mandato (midterms), nas quais as projeções confirmam que o Partido Republicano perdeu o controle do Congresso norte-americano. Com a apuração em andamento, os democratas já garantiram 51 cadeiras no Senado, assegurando a maioria e lideram a contagem na Câmara dos Representantes, com 180 assentos conquistados contra 107 dos republicanos.

“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, declarou Trump em entrevista ao jornal The New York Times. “Vamos trabalhar com os democratas e, vocês sabem, esperamos trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo”, completou o mandatário.

Apesar do tom conciliador na entrevista, o presidente adotou uma postura mais agressiva nas redes sociais ao publicar a foto de um boné com a palavra “veto”. A publicação reforça declarações dadas por Trump na segunda-feira (2/) ao podcast Pod Force One, do New York Post, nas quais antecipou sua estratégia caso perdesse a maioria legislativa. “Acho que vou me tornar o ‘Sr. Veto’. Eles vão enviar algumas propostas, você veta, e eventualmente, após um ou dois meses de vetos, eles virão até nós para fazer um acordo”, sinalizou.

Já na madrugada desta quarta-feira (4), Trump usou as redes sociais para desvincular sua imagem do desempenho do partido, atribuindo o resultado negativo ao fato de não ser o candidato direto nas urnas.

“Meu nome não estava na cédula, e se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora!”, escreveu. A declaração contrasta com o discurso adotado pelo próprio presidente na reta final da campanha, quando apelou reiteradamente à sua base eleitoral: “Estou apenas pedindo a todos que finjam que meu nome está na cédula”.

O ciclo eleitoral de meio de mandato de 2026 renovou a totalidade dos 435 assentos da Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais.

Com informações do Metrópoles

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