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A história secreta do descobrimento do Brasil: entenda o papel da Ordem dos Templários na política que deu a Portugal a posse do país

(johncopland/Getty Images)

Domingo, 8 de março de 1500, Lisboa. Terminada a missa campal, o rei d. Manuel I sobe ao altar, montado no cais da Torre de Belém, toma a bandeira da Ordem de Cristo e a entrega a Pedro Álvares Cabral. O capitão vai içá-la na principal nave da frota que partirá daí a pouco para a Índia. Era uma esquadra respeitável, a maior já montada em Portugal, com treze navios e 1 500 homens. Além do tamanho, tinha outro detalhe incomum. O comandante não possuía a menor experiência como navegador. Cabral só estava no comando da esquadra porque era cavaleiro da Ordem de Cristo e, como tal, tinha duas missões: criar uma feitoria na Índia e, no caminho, tomar posse de uma terra já conhecida, o Brasil.

A presença de Cabral à frente do empreendimento era indispensável, porque só a Ordem de Cristo, uma companhia religiosa-militar autônoma do Estado e herdeira da misteriosa Ordem dos Templários, tinha autorização papal para ocupar – tal como nas cruzadas – os territórios tomados dos infiéis (no caso brasileiro, os nativos destas terras).

No dia 26 de abril de 1500, quatro dias depois de avistar a costa brasileira, o cavaleiro Pedro Álvares Cabral cumpriu a primeira parte da sua tarefa. Levantou onde hoje é Porto Seguro a bandeira da Ordem e mandou rezar a primeira missa no novo território. O futuro país estava sendo formalmente incorporado às propriedades da organização.

O escrivão Pero Vaz de Caminha, que reparava em tudo, escreveu para o rei sobre a solenidade: “Ali estava com o capitão a bandeira da Ordem de Cristo, com a qual saíra de Belém, e que sempre esteve alta.” Para o monarca português, a primazia da Ordem era conveniente. É que atrás das descobertas dos novos cruzados vinham as riquezas que faziam a grandeza e a glória do reino de Portugal.

Uma ideia delirante leva os portugueses ao mar

No começo do século 15, Portugal era um reino pobre. A riqueza estava na Itália, na Alemanha e em Flandres (hoje parte da Bélgica e da Holanda). Então como foi que os lusitanos encabeçaram a expansão européia? A rica Ordem de Cristo foi o seu trunfo decisivo. Fundada por franceses em Jerusalém em 1119, com o nome de Ordem dos Templários, acabou transferindo-se para Portugal em 1307, época em que o rei da França desencadeou contra ela uma das mais sanguinárias perseguições da História (veja na página 40). Quando o infante d. Henrique, terceiro filho do rei d. João I, tornou-se grão-mestre da Ordem, em 1416, a organização encontrou o respaldo para colocar em prática um antigo e ousado projeto: circunavegar a África e chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos muçulmanos, que então controlavam os caminhos por terra entre os dois cantos do mundo.

No momento em que d. Henrique, à frente da Ordem de Cristo, resolveu dar a volta no continente africano, a idéia parecia uma doidice. Havia pouca tecnologia para navegar em oceano aberto (o Meditarrâneo é um mar fechado) e nenhum conhecimento sobre como se orientar no Hemisfério Sul, porque só o céu do norte estava mapeado. Mais ainda: acreditava-se que, ao sul, os mares estavam cheios de monstros terríveis (veja na página ao lado). De onde teria vindo então a informação de que era possível encontrar um novo caminho para o Oriente? Possivelmente dos templários, que durante as cruzadas, além de se especializarem no transporte marítimo de peregrinos para a Terra Santa, mantiveram intenso contato com viajantes de toda a Ásia.

A proposta visionária recebeu o aval do papa Martinho V, em 1418, na bula Sane Charissimus, que deu caráter de cruzada ao empreendimento. As terras tomadas dos infiéis passariam à Ordem de Cristo, que teria sobre elas tanto o poder temporal, de administração civil, quanto o espiritual, isto é, o controle religioso e a cobrança de impostos eclesiásticos.

Entre o lançamento oficial da empreitada e a conquista do objetivo último decorreria um longo tempo, precisamente oitenta anos. Apenas em 1498, o cavaleiro Vasco da Gama conseguiria chegar à Índia. Morto em 1460, d. Henrique não assistiu ao triunfo da sua cruzada. Mas chegou a ver como, no rastro dela, Portugal ia se tornando a maior potência marítima da Terra.

Um porto aberto na encruzilhada do mundo

D. Henrique sagrou-se cavaleiro em 1415, na batalha de Ceuta, no Marrocos, em que os portugueses expulsaram os muçulmanos da cidade. No ano seguinte, o príncipe virou comandante da Ordem. Como a sucessão do trono português caberia a seu irmão mais velho, d. Duarte, Henrique assumiu o cargo de governador do Algarve. Solteiro e casto, dividia o seu tempo entre o castelo de Tomar, sede da Ordem, e a vila de Lagos, no Algarve. Em Tomar, cuidava das finanças, da diplomacia e da carreira dos pilotos iniciados nos segredos do empreendimento cruzado.

O castelo era um cofre de recursos e informações secretas. Lagos era a base naval e uma corte aberta. Vinham viajantes de todo o mundo, de “desvairadas nações de gentes tão afastadas de nosso uso”, escreveu o cronista Gomes Eanes de Zurara, na Crônica da Tomada de Guiné. Os personagens desse livro revelam um pouco do cosmopolitanismo do porto de Lagos: havia gente das Ilhas Canárias, caravaneiros do Saara, mercadores do Timbuctu (hoje Mali), monges de Jerusalém, navegadores venezianos, alemães e dinamarqueses, cartógrafos italianos e astrônomos judeus.

Uma das regras de ouro da diplomacia era presentear. Assim, o príncipe juntou uma biblioteca preciosa. Entre mapas, plantas e tabelas havia um exemplar manuscrito das Viagens de Marco Polo. Não por acaso a primeira edição impressa dessa obra foi feita não em latim ou em italiano, mas em português, em 1534.

A Ordem combatente dos padres-soldados

Conquistada pelos cristãos na Primeira Cruzada, em 1098, Jerusalém estava de novo cercada pelos árabes em 1116. Foi quando os nobres franceses Hugo de Poiens e Geoffroi de Saint-Omer juraram, na Igreja do Santo Sepulcro (o templo dos cristãos), viver em perpétua pobreza e defender os peregrinos que vinham à Terra Santa. Nascia a Ordem dos Cavaleiros Pobres de Cristo, renomeada, em 1119, como Ordem dos Cavaleiros do Templo – a Ordem dos Templários.

Na época, várias organizações católicas congregavam devotos sob regimento próprio. A dos Templários, entretanto, era diferente: seus membros eram monges-guerreiros. As normas da Ordem eram secretas e só conhecidas, na totalidade, pelo comandante- em-chefe (o grão-mestre) e pelo papa. Desde o início, os templários foram desobrigados de obedecer aos reis. Podiam, assim, ter interesses próprios. Ao entrar na companhia, o novato conhecia só uma parte das regras que a guiavam e, à medida em que era promovido, sempre em batalha, tinha acesso a mais conhecimentos, reservados aos graus hierárquicos superiores. Ritos de iniciação marcavam as promoções. Foi essa estrutura que permitiu, mais tarde, à Ordem de Cristo manter secreto os conhecimentos de navegação no Atlântico.

Enquanto as cruzadas empolgaram a Europa, os templários receberam milhares de propriedades por doação ou herança e desenvolveram intensa atividade econômica. Nos seus feudos, introduziram métodos racionais de produção e foram os primeiros a criar linhagens de cavalos em estábulos limpos. Uma rede de postos bancários logo se espalhou por vários países. Peregrinos a caminho da Terra Santa depositavam seus bens no ponto de partida e ganhavam uma carta de crédito com o direito de retirar o equivalente em moeda local em qualquer estabelecimento templário. Daí para gerirem as finanças de reis como o da França foi um passo.

Mas a sua exuberância gerou inveja. Enquanto houve cruzadas, os templários exibiram orgulhosamente o manto branco com a cruz vermelha – a mesma que depois as naus portuguesas usariam. Com a queda da Cidade Santa, em 1244, e a expulsão das tropas cristãs da Palestina, em 1291, a mística se dissipou e a oposição monárquica tornou-se explícita. Nas décadas seguintes, a confraria seria extinta em toda a Europa. Com a exceção de Portugal.

Calúnia e difamação

O rei da França, Felipe IV, o Belo, devia dinheiro à Ordem dos Templários. Os templários franceses eram os mais poderosos da Europa. Controlavam feudos e construções no interior e em Paris. Entre eles, o Templo, um conjunto de igrejas e oficinas que, reformado em 1319, virou o presídio da Bastilha, mais tarde destruído durante a Revolução Francesa.

As derrotas no Oriente Médio alimentaram uma onda de calúnias segundo as quais os cavaleiros teriam feito acordos com os muçulmanos, fugido de campos de batalha e traído os cristãos. Aproveitando o clima, em 13 de outubro de 1307, Felipe invadiu, de surpresa, as sedes templárias em toda a França. Só em Paris foram detidos 500 cavaleiros, muitos sendo degolados.

Dois processos foram abertos: um dirigido pelo rei contra os presos e o outro conduzido pelo papa Clemente V contra a Ordem. O papa era francês, morava em Avignon e era aliado do rei. Torturas brutais e confissões arrancadas pela Inquisição viraram peças difamatórias escandalosas. O sigilo da Ordem foi usado contra ela e as etapas dos rituais de iniciação foram convertidas em monstruosidades. Os santos guerreiros foram acusados de cuspir na cruz, adorar o diabo, cultuar Maomé, manter práticas homossexuais e queimar crianças. Todos os seus bens foram confiscados. Esperava-se uma fortuna, mas, como pouco foi efetivamente recolhido, criou-se a lenda de que tesouros teriam sido transferidos em segurança para outro país.

Santuário de fugitivos

Para muitos, esse país teria sido Portugal. O rei d. Diniz (1261-1325) decidiu garantir a permanência da Ordem em terras portuguesas: sugeriu uma doação formal dos seus bens à Coroa, mas nomeou um administrador templário para cuidar deles. Nem o processo papal nem a execução do grão-mestre Jacques de Molay, em 1314, o intimidaram. Em 1317, reiterando que os templários não haviam cometido crime em Portugal, d. Diniz transferiu todo o patrimônio dos cruzados para uma nova organização recém-fundada: a Ordem de Cristo.

Assim, Portugal virou refúgio para perseguidos em toda a Europa. De vários países chegavam fugitivos, carregando o que podiam. O castelo de Tomar virou a caixa-forte dos segredos que a Inquisição não conseguiu arrancar. Dois anos depois, em 1319, um novo papa, João XXII, reconheceu a Ordem de Cristo. Começava para os cavaleiros uma nova era, com uma nova missão.

De cavaleiros a funcionários do Estado

Nas primeiras décadas de existência da Ordem de Cristo, os ex-templários estabeleceram estaleiros em Lisboa, fizeram contratos de manutenção de navios e dedicaram-se à tecnologia náutica, aproveitando o conhecimento adquirido no transporte marítimo de peregrinos entre a Europa e o Oriente Médio durante as cruzadas. Ao mesmo tempo, preparavam planos para voltar à ação, contornando a África por mar e, aliando-se a cristãos orientais, expulsar os mouros do comércio de especiarias.

Em 1416, quando assumiu o cargo de grão-mestre, d. Henrique lançou-se à diplomacia. Passaram-se cem anos desde que os templários haviam sido condenado nos processos de Paris e o Vaticano estava preocupado com a pressão muçulmana sobre a Europa, que crescera muito no século 14.

Com isso, em 1418, o Infante consegue do papa um aval ao projeto expansionista. Daí em diante, cada avanço para o sul e para o oeste será seguido da negociação de novos direitos. Em um século, os papas emitiram onze bulas privilegiando a Ordem com monopólios da navegação na África, posse de terras, isenção de impostos eclesiásticos e autonomia para organizar a ação da Igreja nos locais descobertos.

Até a metade do século 15, os cavaleiros saíram na frente, sem esperar pelo Estado português. Uma vez iniciada a colonização, eventualmente doavam à família real o domínio material dos territórios, mantendo o controle espiritual. À corte, interessada em promover o desenvolvimento da produção de riquezas e do comércio, cabia então consolidar a posse do que havia sido descoberto.

Pilhando mouros

No Marrocos, os novos cruzados atacaram Tânger, em 1437, e Alcácer-Ceguer, em 1458. O ímpeto guerreiro preponderou sobre o mercantilismo real até 1461, quando o cavaleiro Pedro Sintra encontrou ouro na Guiné. Aí, a pressão comercial da monarquia começou a ficar maior. Mesmo assim, ainda houve expedições contra os mouros marroquinos em Asilah e Tânger, outra vez, em 1471.

Mas à medida que foi sendo consolidado o comércio na rota das Índias, a partir da sua descoberta em 1498, a coroa foi absorvendo gradualmente os poderes da Ordem. Até que em 1550 o rei d. João III fez o papa Júlio III fundir as duas instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei de Portugal, e o seu filho tem o direito de sucedê-lo também no comando dos cruzados.

Outros parceiros entram no jogo

A Ordem de Cristo controlou o conhecimento das rotas e o acesso às tecnologias de navegação enquanto pôde. Mas com o ouro descoberto na Guiné, em 1461, o monopólio da pilotagem passa a ser cada vez mais desafiado. A partir de então, multiplicaram-se os contratos com comerciantes e as cessões de domínio ao rei para exploração das regiões descobertas. Aos poucos, a sabedoria secreta guardada em Tomar foi sendo passada para mercadores de Lisboa, Flandres e Espanha. Portugal naquela época fervilhava de espiões, especialmente espanhóis e italianos, que procuravam os preciosos mapas ocultados pelos cruzados.

Enquanto o tesouro de dados marítimos esteve sob a sua guarda, a estrutura secreta da Ordem garantiu a exclusividade para os portugueses. Em Tomar e em Lagos, os navegadores progrediam na hierarquia apenas depois que a sua lealdade era comprovada, se possível em batalha.

Só então eles podiam ler os relatórios reservados de pilotos que já haviam percorrido regiões desconhecidas e ver preciosidades como as tábuas de declinação magnética, que permitiam calcular a diferença entre o pólo norte verdadeiro e o pólo norte magnético que aparecia nas bússolas. E, à medida que as conquistas avançavam no Atlântico, eram feitos novos mapas de navegação astronômica, que forneciam orientação pelas estrelas do Hemisfério Sul, a que também unicamente os iniciados tinham acesso.

Mas o sucesso atraía a competição. A Espanha, tradicional adversária, também fazia política no Vaticano para minar os monopólios da Ordem, em ação combinada com seu crescente poderio militar. Em 1480, depois de vencer Portugal numa guerra de dois anos na fronteira, os reis Fernando, de Leão, e Isabel, de Castela, começaram a se interessar pelas terras d’além- mar.

Com a viagem vitoriosa de Colombo à América, em 1492, o papa Alexandre VI, um espanhol de Valencia, reconheceu em duas bulas, as Inter Caetera, o direito de posse dos espanhóis sobre o que o navegante genovês havia descoberto. E rejeitou as reclamações de d. João II de que as novas terras pertenceriam a Portugal. O rei não se conformou e ameaçou com outra guerra. A controvérsia induziu os dois países a negociarem, frente a frente, na Espanha, em 1494, um tratado para dividir o vasto novo mundo que todos pressentiam: o Tratado de Tordesilhas.

Vitória da experiência em Tordesilhas

Na volta da viagem à América, em 1493, Cristóvão Colombo fez uma escala em Lisboa para visitar o rei de Portugal, d. João II. Um gesto corajoso. O soberano estava dividido entre dois conselhos: prender o genovês ou reclamar do papa direitos sobre as terras descobertas.

Para sorte de Colombo, decidiu pela segunda alternativa. Como a reivindicação não foi atendida, acabou sendo obrigado a enviar os melhores cartógrafos e navegadores da Ordem de Cristo, liderados pelo experiente Duarte Pacheco Pereira, a Tordesilhas, na Espanha, para tentar um tratado definitivo, mediado pelo Vaticano, com os espanhóis. Apesar de toda a contestação a seus atos, a Santa Sé ainda era o único poder transnacional na Europa do século 15. Só ela podia mediar e legitimar negociações entre países.

O cronista espanhol das negociações, frei Bartolomeu de las Casas, invejou a competência da missão portuguesa. No livro História de las Indias, escreveu: “Ao que julguei, tinham os portugueses mais perícia e mais experiência daquelas artes, ao menos das coisas do mar, que as nossas gentes”. Sem a menor dúvida. Era a vantagem dada pela estrutura secreta da Ordem.

Não deu outra. Portugal saiu-se bem no acordo. Pelas bulas Inter Caetera, os espanhóis tinham direito às terras situadas mais de 100 léguas a oeste e sul da ilha dos Açores e Cabo Verde. Pelo acordo de Tordesilhas, a linha divisória imaginária, que ia do pólo norte ao pólo sul, foi esticada para 370 léguas, reservando tudo que estivesse a leste desse limite para os portugueses – o Brasil inclusive.

Graças aos conhecimentos amealhados pela Ordem, e à sua política de sigilo, os portugueses sabiam da existência das terras na parte do globo onde hoje está o Brasil sete anos antes da viagem de Cabral, e garantiram a posse bem antes da Descoberta. O resto é história.

Super Interessante

 

Opinião dos leitores

  1. Muito boa matéria.
    Faça sempre relatos históricos.
    Servem para nos instruir e mostrar aos filhos.

  2. História fantástica de homens guerreiros! Viva a igreja católica, viva Portugal e viva a terra de Santa Cruz, o Brasil!!

    1. Viva o interesse em explorar nossas riquezas e escravizar os indios…

  3. Brasil foi descoberto pela Ordem de Cristo, nossa história é rica, heróica e gloriosa. Narrativas falaciosas foram disseminadas para implementar a luta de classes o conto do opressor e o oprimido.

  4. Parabéns a todos que descobriram o maior blog de Dodo a só mundo. Aqui o dono blog não escreve uma linha, só réplica, principalmente do site do Uol , kkkkkk famoso control C control V

    Parabéns BG o Maior Fofoqueiro do RN!!!!!!!!!!!!!

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DECISÃO INÉDITA: Conselho Superior do MPF decide se abre investigação contra Paulo Gonet


Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira (25) para tomar uma decisão inédita: definir se abre ou não uma apuração formal para investigar o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.

A análise do colegiado tem como ponto de partida menções ao chefe do MPF encontradas em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, que estão sob investigação no âmbito do chamado Caso Master.

Os nove integrantes do Conselho vão debater a conduta de Gonet em três frentes principais: a condução geral das investigações sobre o Banco Master, os desdobramentos que levaram à prisão de Daniel Vorcaro e a supervisão e o andamento das apurações relativas à instituição financeira.

Esta é a primeira vez na história do órgão que uma situação envolvendo o ocupante do cargo máximo do MPF é submetida a esse tipo de análise. Na sessão de hoje, os conselheiros decidirão se arquivam as referências a Gonet ou se encontram elementos mínimos para aprofundar o caso.

Caso a maioria do Conselho entenda que há indícios que justifiquem uma investigação, o rito prevê os seguintes desdobramentos:

Designação

Um subprocurador-geral da República será escolhido para analisar os dados em detalhes e checar a possível existência de crime.

Relatório

Ao fim da análise, o subprocurador apresentará um parecer conclusivo ao CSMPF.

Envio ao STF

Se o relatório apontar indícios de crime, o caso será remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem caberá a palavra final sobre a eventual abertura de um inquérito.

Com informações do G1

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Onda 22 reúne moradores e lideranças nas zonas Sul e Norte de Natal


Foto: Divulgação/Campanha Álvaro Dias

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), participou, na tarde e noite desta quinta-feira (24), de mais uma Onda 22 pelos bairros de Natal. Caminhada e encontros nas zonas Sul e Norte reuniram centenas de moradores, apoiadores e lideranças em uma agenda marcada pelo contato direto com a população.

Ao longo das mobilizações, Álvaro foi recebido em clima festivo, conversou com moradores e recebeu manifestações de apoio à sua candidatura. Durante os encontros, participantes também lembraram obras e ações realizadas por Álvaro quando esteve à frente da Prefeitura de Natal.

A agenda contou com o prefeito Paulinho Freire; a vice-prefeita Joanna Guerra; o presidente da Câmara Municipal de Natal e candidato a deputado estadual, Eriko Jácome; os vereadores Preto Aquino, Dinarte Torres e Luciano Nascimento; o secretário municipal de Esporte e Lazer, Hermes Câmara; o deputado estadual e candidato à reeleição Adjuto Dias; o candidato a deputado estadual Davi Fernandes; o ex-vereador Raniere Barbosa; o secretário municipal de Obras, Felipe Alves; e o ex-vereador Klaus Araújo.

Na Zona Sul, Álvaro participou de uma caminhada na Vila de Ponta Negra, acompanhado por moradores e apoiadores pelas ruas da comunidade.

Na Zona Norte, a Onda 22 chegou ao Conjunto Vila Verde 2, no Pajuçara, em encontro organizado pela liderança Lady Day, com a participação de Preto Aquino e Eriko Jácome. No Conjunto Panatis 3, no Potengi, Álvaro foi recebido pelos amigos de Márcio Gomes, suplente de vereador, e por moradores da região.

A noite seguiu no Conjunto Santa Cecília, onde Álvaro participou de encontro com os amigos da liderança Gil, acompanhado também por Adjuto Dias e Joanna Guerra.

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[VÍDEO] ANÁLISE CNN: Governo que “turbinou” apostas agora quer proibir


Vídeo: CNN Brasil/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agendou para esta sexta-feira (25) um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, para oficializar o anúncio de novas diretrizes voltadas à proteção das famílias e da economia popular. A principal iniciativa a ser apresentada é a proibição total das apostas esportivas (as chamadas bets) e dos cassinos online em todo o território nacional. A discussão tem gerado debates intensos sobre timing, coerência e motivação política. 

A medida, no entanto, vem acompanhada de forte polêmica nos bastidores políticos. De acordo com o analista de Política da CNN Caio Junqueira, a proibição das apostas é tratada nos bastidores como um improviso, visto que a discussão original do governo se restringia inicialmente aos cassinos virtuais.

“O anúncio, isso é meio óbvio até, tá sendo feito há nove dias do primeiro turno da eleição, Caio. E a gente sabe como essa questão de bets, o endividamento das pessoas está pesando muito, pressionando muito este governo.”, comentou Márcio Gomes, âncora do programa.

Para Caio Junqueira, o combate as bets é um problema real. “O governo Lula vem apresentando essa proibição das Bets como combate ao social e o problema é real, superendividamento, vício, famílias quebradas, mas tem um detalhe que pesa nessa discussão. Bom, quem criou as regras desse mercado foi o próprio governo Lula 3, a lei que regulamentou as apostas. Lá em 2023 foi proposta pelo governo, com a justificativa na época que era organizar um setor que já funcionava sem controle, mas que o objetivo era arrecadar”, disse o comentarista.

Especialistas e críticos apontam que, embora o combate ao vício e ao endividamento familiar gerados pelas apostas seja um consenso necessário, o principal ponto de atrito é o timing da intervenção: o anúncio ocorre a menos de 10 dias do primeiro turno das eleições, levantando questionamentos sobre a motivação da medida na reta final da disputa presidencial.

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[VÍDEO] LULA diz que Rafael Mota dividiu votos da esquerda em 2022 e ajudou eleger Rogério Marinho


Vídeo: Reprodução/Redes Sociais

Lula voltou a criticar a candidatura de Rafael Motta ao Senado em 2022. Durante um ato de campanha no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (24), o presidente chamou o ex-deputado federal de “rebelde” porque, à época filiado ao PSB, ele decidiu entrar na disputa mesmo após a governadora Fátima Bezerra (PT) fechar apoio à candidatura do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves. Para o petista, a divisão na esquerda favoreceu a vitória do senador Rogério Marinho (PL).

“No Rio Grande do Norte, a gente tinha um candidato a senador apoiado pela nossa governadora e um companheiro do PSB, rebelde, não aceitou a aliança e resolveu ser candidato a senador”, afirmou Lula, sem citar o nome de Rafael Motta, mas fazendo uma referência direta ao ex-deputado, que terminou a eleição em terceiro lugar, atrás de Carlos Eduardo e Rogério. Ao lembrar o episódio, o presidente pediu que seus aliados não desperdicem nenhum dos dois votos para o Senado em 2026.

Rafael agora é candidato ao Senado pelo PDT na chapa governista liderada pela PT, ao lado da vereadora Samanda Alves (PT). Na disputa está também a senadora Zenaide Maia (PSD), que, apesar de não estar na coligação petista, é vista como uma candidata progressista, alinhada a Lula e vice-líder do governo no Congresso Nacional.

O episódio relembrado pelo presidente é apontado por muitos petistas como motivo de desconfiança em relação a Rafael Motta, que já era rejeitado por ter votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. Na campanha pela Prefeitura de Natal em 2024, ele também fez duras críticas ao PT, à governadora Fátima Bezerra e à então candidata do partido, a deputada federal Natália Bonavides.

Esse histórico de idas e vindas de Rafael Motta tem levado muitos eleitores do campo progressista a enxergarem a candidatura dele novamente como um fator de divisão da base lulista no RN.

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Bets preparam brecha jurídica e cobram compensação bilionária de R$ 12 bilhões contra MP de Lula


José Cruz/Agência Brasil

A intenção do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de editar uma Medida Provisória (MP) para proibir as apostas online no Brasil já enfrenta resistência jurídica do setor. Representantes das bets avaliam que a proposta possui uma brecha crucial que abrirá caminho para uma enxurrada de ações na Justiça: a ausência de previsão de compensação financeira.

Atualmente, a tributação das casas de apostas injeta bilhões de reais anualmente nos cofres públicos. Estimativas debatidas dentro do próprio governo apontam que a proibição definitiva resultaria em uma perda de arrecadação da ordem de R$ 12 bilhões.

Diante disso, o setor argumenta que, caso o veto total se concretize, o Planalto será legalmente obrigado a indicar de onde virão os recursos para repor essa verba, garantindo a manutenção de repasses obrigatórios previstos em lei para áreas sensíveis como educação, segurança e esporte.

O uso de jurisprudência da própria AGU

Se o governo não apresentar uma solução para a compensação fiscal, as bets prometem recorrer a um argumento utilizado recentemente pela própria Advocacia-Geral da União (AGU).

Em abril de 2024, ao acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a prorrogação da desoneração da folha de pagamento, a AGU sustentou justamente que o projeto aprovado pelo Congresso carecia de medidas compensatórias para o impacto nas contas públicas. Na ocasião, o relator do caso, ministro Cristiano Zanin, atendeu ao pleito e suspendeu trechos da proposta. O impasse só foi solucionado posteriormente por meio de um acordo político para a reoneração gradual.

Agora, o setor de apostas planeja usar o mesmo raciocínio jurídico para barrar os efeitos da nova MP do Executivo.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. É pouco, o PT tem culpa no cartório, eles só sabem tornar insuportável a vida furibunda dos brasileiros.

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[VÍDEO] RACHA NO NOVO: Candidato ao Senado pelo DF rompe com candidatura do partido e declara apoio a Flávio Bolsonaro ao Planalto

Vídeo: Folha do Estado/Reprodução

A disputa pela concentração de votos no campo da centro-direita ganhou um novo capítulo nesta reta final do primeiro turno. Candidato ao Senado pelo Distrito Federal, Sebastião Coelho (NOVO) anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, divergindo da orientação oficial do próprio partido, que tem o governador mineiro Romeu Zema como candidato ao Planalto.

Ao explicar sua movimentação política, Coelho afirmou que as demais candidaturas da base “não andam” ou acabam se mostrando “nocivas” ao país. O postulante ao Senado destacou que sua escolha prioriza o que considera ser o melhor caminho para o futuro político da nação, optando por se alinhar ao nome do PL na disputa presidencial.

“Eu estou declarando apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Por quê? Porque nós temos a oportunidade de derrotar Lula agora no primeiro turno. As demais candidaturas, algumas não andam e outras são nocivas. Como, por exemplo, o moço de um partido, um jovem que está aí. Um outro intelectual que apareceu já demonstrou que ele não tem estofo para ser presidente da República”, comentou Sebastião Coelho.

O movimento reflete a intensa polarização e os rearranjos na reta final da campanha, período em que lideranças locais buscam reposicionar apoios para influenciar o eleitorado conservador e de centro-direita. Apesar de contrariar o partido, o candidato ao Senado acredita que a decisão é importante para o futuro do país.

“Flávio tem um coração perdoador e um moço que tem um coração perdoador, ele está capacitado para ser o presidente do nosso país. Alguns vão criticar, olha, o Sebastião, mas você não é do partido tal, eu não estou me importando com isso não pessoal, eu estou me importando com o futuro do meu país”, conclui o candidato.

Opinião dos leitores

  1. O Brasil inteiro está Mobilizado para eleger Flávio Bolsonaro no 1° turno e chutar o PT e o Lula. Gostou digita 22

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Geral

Novo Hospital Municipal de Natal zera fila de ecocardiogramas para crianças de até 15 anos


Foto: Prefeitura do Natal/Divulgação

Com apenas uma semana de portas abertas, o Novo Hospital Municipal de Natal já apresenta impactos diretos e positivos na rede pública de saúde infantil da capital. A gestão municipal anunciou que a unidade conseguiu zerar a fila de exames de ecocardiograma para pacientes de até 15 anos.

Além do avanço nos exames diagnósticos, o cenário nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também registrou uma marca inédita: nenhuma criança permanece aguardando transferência hospitalar na rede.

O ecocardiograma infantil é fundamental para avaliar a estrutura e o funcionamento do coração, o exame é decisivo para identificar e acompanhar suspeitas de cardiopatias em bebês, crianças e adolescentes.

Com o suporte do novo hospital, a rede conseguiu dar vazão imediata aos pacientes que necessitavam de internação e cuidados de alta complexidade, evitando retenções prolongadas nas unidades de urgência. Os resultados expressivos foram alcançados logo nos primeiros sete dias de operação do hospital, evidenciando o alívio imediato na demanda reprimida da saúde pediátrica em Natal.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao Ex prefeito Álvaro Dias e ao Atual Paulinho Freire.
    Se a Patrícia Bolivariana Natália Boa Vida tivesse no Cargo jamais o hospital municipal estaria funcionando, viraria promessa de campanha.

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Geral

DUELO À VISTA? Presença de Lula na Globo vira fator decisivo para Flávio Bolsonaro ir a debate


Arte: Metrópoles

A possível presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se tornou o principal fator de ponderação para o senador Flávio Bolsonaro (PL) definir se participará do debate da TV Globo, marcado para o dia 1º de outubro. Embora o martelo ainda não tenha sido batido, aliados do senador admitem que um eventual encontro com o petista aumenta consideravelmente o interesse em comparecer.

A avaliação interna na campanha liberal separa o cenário em dois momentos distintos: com Lula a presença do atual presidente abriria espaço para Flávio confrontar diretamente seu principal adversário na reta final da disputa. Sem o presidente, auxiliares avaliam que o risco seria maior, uma que o candidato do PL poderia se tornar o alvo central de ataques dos demais adversários.

Por essa razão, a decisão final será tomada na véspera do evento. O entorno de Flávio monitora de perto as pesquisas eleitorais para mensurar o custo-benefício da exposição televisiva e calibrar o tom dos discursos.

Do outro lado, Lula ainda não confirmou participação. O presidente vinha adotando a postura de evitar os debates ao longo da campanha, mas passou a reavaliar a estratégia diante do crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.

Formato enxuto

Para esta edição, a TV Globo convidou inicialmente quatro presidenciáveis: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

O formato mais restrito entrou diretamente nas contas das cúpulas de PT e PL. Até o momento, nenhum dos dois principais nomes cotados para o confronto participou de debates televisivos nesta eleição.

Com informações do Metrópoles

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Política

Walter Alves lidera nominata do MDB é um dos mais citados em duas pesquisas divulgadas nesta quinta(24)

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O candidato a deputado estadual Walter Alves lidera a nominata do MDB para a Assembleia Legislativa em duas novas pesquisas de abrangência estadual divulgadas pela Difusora de Mossoró e pelo portal SPN, nesta quinta-feira (24).

Os novos resultados se juntam a muitos outros que desde o início da campanha apontam Walter Alves como candidato do MDB mais citado pela população. E indicam ainda a possibilidade de o partido fazer três nomes para a ALRN.

“Essas novas pesquisas nos deixam ainda mais animados por ver mais uma vez nosso nome entre os mais citados e liderando nosso grupo político. Se Deus quiser, vamos sair dessa eleição muito fortalecidos”, afirmou Walter.

Na pesquisa Item/Difusora, Walter aparece entre os 10 mais citados. Esse levantamento ouviu 1.250 eleitores em 58 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 19 e 22 de setembro de 2026.

A margem de erro informada é de 2,77 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sob o número RN-02467/2026.

Na pesquisa Data Capital/SPN, Walter Alves está entre os 5 mais citados. Esse levantamento ouviu 1500 pessoas entre os dias 18 e 20 de setembro. O número de registro é RN-07960/2026.

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Brasil

Fachin pede manifestação da PGR após reviravolta no comando da Polícia Federal

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A novela envolvendo o comando da Polícia Federal (PF) ganhou novos capítulos nesta semana no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, decidiu solicitar uma manifestação oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso que envolve o afastamento e a posterior recondução de Andrei Rodrigues à chefia da corporação.

A confusão começou quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei, acusando a PF de monitoramento ilegal de autoridades após a divulgação de relatórios de inteligência sobre os casos Master e INSS.

No entanto, a articulação nos bastidores e o entendimento do ministro Flávio Dino pesaram na balança: Dino desautorizou a decisão de Mendonça, apontando vícios processuais — como a ilegitimidade do Partido Novo para propor a medida cautelar penal —, e garantiu a volta de Andrei Rodrigues ao cargo, além de Leandro Almada da Costa à Diretoria de Inteligência.

Após puxar as investigações para si, Fachin agora aguarda o parecer da PGR para os próximos passos da investigação que mexe com a cúpula da segurança pública e do Judiciário do país.

Com informações de O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. PARECE CÔMICO SE FOSSE TRÁGICO O FACHIN PEDIR A OPINIÃO DO GONET SOBRE O AFASTAMENTO DO SEU AMIGO NO CRIME,ALGUÉM APOSTA NA RESPOSTA QUE SERÁ DADA PRLA PGR,ESTAMOS VIVENDO UM DOS MOMENTOS MAIS TRÁGICO DA REPÚBLICA APÓS A REDEMOCRATIZAÇÃO.SOMOS HOJE UMA VERGONHA PARA O RESTANTE DO MUNDO.O SISTEMA DOMINANDO CADA ESPAÇO.

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