Economia

‘A queda do dólar está só começando’: o impacto da pandemia sobre a moeda americana

FOTO: GETTY IMAGES

Um dos efeitos da recessão econômica causada pela pandemia covid-19 é que o mundo foi inundado de dólares.

O Federal Reserve (Fed), o Banco Central (BC) dos Estados Unidos, reduziu drasticamente a taxa de juros para quase 0%.

Quando isso acontece, o país tende a ficar ‘menos atraente’ aos olhos dos investidores estrangeiros, que tendem a buscar outros mercados com retornos maiores sobre seu capital.

Paralelamente, o Fed deu sinal verde para a impressão de dinheiro, com o objetivo de mitigar os efeitos da crise.

De fato, 2020 foi o ano em que mais dólares foram emitidos do que nunca. Essa injeção de dinheiro permitiu financiar o aumento dos gastos fiscais e deu oxigênio aos mercados.

Mas, ao mesmo tempo, ajudou a empurrar o valor do dólar para baixo em relação às principais moedas do mundo nos últimos 10 meses – com algumas exceções, como o real brasileiro.

Isso pode ser verificado em um dos índices que acompanham a evolução da moeda, o Bloomberg Dollar Index (BBDXY), que atingiu a máxima de quase 1.300 pontos em 23 de março – e, depois disso, começou uma queda que não deu trégua até agora.

Atualizado anualmente, o índice mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas globais, incluindo de países emergentes, que têm a maior liquidez nos mercados de câmbio e os maiores fluxos comerciais com os EUA. O real brasileiro não faz parte dessa cesta.

Trata-se de uma queda superior a 12% nos últimos 10 meses (percentual que pode variar um pouco dependendo do índice que acompanha a evolução da moeda).

Atualmente, está em seu nível mais baixo desde o início de 2018 e muitos especialistas concordam que a moeda continuará a se desvalorizar.

‘Dólar vai continuar caindo’

“O colapso do dólar apenas começou”, diz Stephen Roach, professor da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e ex-presidente do banco de investimentos Morgan Stanley na Ásia, à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Roach prevê que a moeda poderá cair mais de 35% até o final deste ano com base em três grandes motivos.

O primeiro é que há um aumento acentuado do déficit em conta corrente dos Estados Unidos, ou seja, o país paga mais no exterior pela troca de bens, serviços e transferências do que recebe.

Sua projeção é de que esse déficit continue a impulsionar a queda da moeda.

A segunda é a valorização do euro, depois que os governos da Alemanha e da França concordaram com um pacote de estímulo fiscal, além da emissão de títulos.

E a terceira é que Roach prevê que o Federal Reserve pouco faria para impedir a queda do dólar.

Com os Estados Unidos cada vez mais dependentes de capital estrangeiro para compensar seu crescente déficit de poupança interna, explica ele, e com as políticas adotadas pelo Fed que criam um grande excesso de liquidez, “o argumento para um forte enfraquecimento do dólar parece mais convincente do que nunca”, argumenta.

Em relação aos efeitos que uma desvalorização do dólar tem sobre os mercados emergentes (como Brasil, México, Argentina, Colômbia, Peru ou Chile na América Latina), o especialista sugere que podem ocorrer aumentos em algumas bolsas desses países.

Enquanto o Federal Reserve não aumentar as taxas de juros, que é o que Roach presume que acontecerá, “a fraqueza do dólar deve causar aumentos nos mercados acionários estrangeiros em geral e nas ações dos mercados emergentes em particular.”

“Sem exageros”

No entanto, outros economistas argumentam que, embora a moeda esteja um pouco fraca este ano, em nenhum caso um “crash” deve ser esperado.

“A queda do dólar não deve ser exagerada”, escreveu Mark Sobel, presidente para os EUA do Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF), no início de janeiro no site do centro de estudos.

Sua posição é que há uma perspectiva “desalentadora” para o dólar.

“O dólar pode cair neste ano, mas uma perspectiva muito negativa não se justifica”, disse Sobel.

Um dos argumentos é que o dólar já caiu bastante (13% em 2020 em relação ao pico em março).

Outra é que em meio às incertezas globais, não é tão certo que os investidores prefiram arriscar e apostar em outras moedas que não o dólar.

Paralelamente, o economista também diz acreditar que pode haver condições monetárias relativamente mais favoráveis nos EUA e que o atual ciclo de dólar forte está simplesmente chegando ao fim.

Efeitos na América Latina

Na América Latina, a queda do dólar veio com defasagem em relação a outras partes do mundo.

Um dos motivos que explicam esse atraso na queda em relação às moedas das economias latino-americanas é que são mais arriscadas, como explica Diego Mora, executivo sênior da consultoria XTB Latam, sediada no Chile.

“A desvalorização do dólar na América Latina começou há apenas quatro ou cinco meses”, diz Mora em entrevista à BBC News Mundo.

Ao analisar as maiores economias da região, o analista afirma que o México é o país onde o dólar mais se desvalorizou, seguido pelo Chile, Colômbia e Brasil.

As consequências do colapso variam substancialmente, dependendo dos diferentes atores econômicos.

Por um lado, os consumidores latino-americanos se beneficiam – aponta o especialista – porque muitos dos bens que consomem são importados, como automóveis e produtos tecnológicos.

Porém, a história não é tão simples, pois ao mesmo tempo os preços de alguns alimentos subiram, alerta.

Milho, trigo, cacau e outros produtos básicos aumentaram mais de 30% devido à desvalorização do dólar.

Hakan Aksoy, gerente sênior de portfólio da empresa francesa de gestão de ativos Amundi, diz esperar que, com o dólar mais fraco, os preços das commodities subam no mercado internacional, o que beneficia os países latino-americanos, produtores dessas matérias-primas.

A isso se deve a relação inversa entre o preço das commodities e o comportamento da moeda americana. Historicamente, quando o dólar se desvaloriza, o preço das commodities sobe – e vice-versa.

Isso porque a maioria das commodities é cotada em dólares, de forma que os consumidores e empresas fora dos EUA veem seu poder de compra aumentar quando suas moedas se fortalecem. A maior demanda global por esses produtos acaba elevando seu preço.

Por outro lado, um dólar mais fraco significa que haverá uma política fiscal e monetária mais flexível nos EUA, diz ele à BBC News Mundo.

Assim, “os países emergentes podem tomar empréstimos com mais facilidade, o que ajuda suas demandas de financiamento externo”, assinala Aksoy.

Tudo isso seria positivo para o crescimento e a percepção de risco dos investidores.

O consenso entre os analistas é que, apesar das diferenças entre os países, a desvalorização do dólar traz mais benefícios do que desvantagens para a região.

“Um dólar desvalorizado é definitivamente positivo para as economias latino-americanas”, diz Joseph Mouawad, administrador de fundos da Carmignac, especializada em mercados emergentes. “Um dólar fraco vem com preços mais altos das matérias-primas”.

Em relação à dívida em dólares dos países latino-americanos, Diego Mora explica que, como há mais moeda no mundo e as taxas de juros são baixas, os Estados Unidos têm menos poder de negociação.

Assim, “a dívida em dólares dos países latino-americanos pode ser renegociada com juros menores”.

No entanto, a queda do dólar frente ao real brasileiro não deve ser tão expressiva, acredita André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos.

Ele diz acreditar que a moeda deve chegar ao fim deste ano cotada a R$ 5,30, acima da previsão do mercado, de R$ 5,01. O dólar terminou o pregão da última sexta-feira (5/2) cotado a R$ 5,42.

Sua perspectiva menos otimista, diz ele, deve-se ao nível historicamente baixo da taxa básica de juros, a Selic, e ao risco país.

“Os juros baixos não equilibram os riscos que temos. O Brasil tem sido mal visto em relação a outros países emergentes. Uma das percepções de risco tem a ver com a situação fiscal extremamente difícil para o governo”, conclui.

De qualquer forma, o câmbio é uma das variantes econômicas mais difíceis de prever, alertam os economistas.

Em 2020, por exemplo, o dólar fechou o ano cotado a R$ 5,19. Mas a expectativa do mercado em janeiro, ou seja, pré-pandemia de covid-19, era que a moeda americana terminaria negociada a R$ 4,09.

BBC

Opinião dos leitores

  1. O real foi q moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar em janeiro/2021.
    O governo Bolsonaro é um fracasso

  2. Guedes disse que se o governo fizesse tudo certo o dólar não passaria de $5… Agora não posso mais levar minha empregada na disney

  3. Que bom, quem torce pelo pior do Brasil vai se arrepender, isso é se tiver um pingo de caráter.

    1. Não eh questão de torcer contra ou a favor , mas de enxergar a realidade sem viés ou viseira: o Real foi uma das moedas no mundo que mais perdeu valor frente ao dólar na pandemia , basta pesquisar. Os motivos são vários, desde a questão fiscal como também o propagação do vírus aqui, negacionismo da vacinação e o possível atraso do retorno econômico devido a isso. O Brasil foi um dos emergentes que mais sofreu com a pandemia… Pq será?

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Economia

Diesel dispara 20% e transporte público de Natal ameaça colapsar

Foto: Reprodução

O aumento de cerca de 20% no preço do diesel, que já sofreu dois reajustes em apenas uma semana no RN pela refinaria Clara Camarão, já começa a pressionar o transporte público de passageiros no RN. Empresas do setor alertam para possíveis cortes de linhas e redução de horários, impactando diretamente moradores de Natal e da Região Metropolitana.

Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste, o combustível representa a maior parte dos custos operacionais. Com a alta, margens ficam ainda mais apertadas, e linhas de menor rentabilidade podem ser suspensas. Quem mora em bairros periféricos, como parte da Zona Norte e Zona Sul, pode ser o mais afetado.

O presidente da federação, Eudo Laranjeiras, informou que a entidade deve procurar o Governo do RN para discutir alternativas emergenciais que evitem um colapso no transporte. Medidas sugeridas incluem subsídios, ajustes tarifários e apoio financeiro às empresas.

O aumento do diesel acompanha uma tendência nacional, influenciada pela alta do petróleo no mercado internacional, variação do câmbio e política de preços da Petrobras. Apesar das tentativas do governo federal de conter os impactos, o preço continua pressionando o dia a dia das empresas.

Possíveis consequências

Operadores já admitem revisar rotas, reduzir a frequência de viagens e priorizar linhas mais lucrativas. A medida pode deixar menos ônibus circulando e dificultar a vida de quem depende diariamente do transporte público em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e cidades próximas.

O setor alerta que, sem intervenção rápida, a população enfrentará redução de oferta e aumento de tarifas. O cenário reforça a necessidade de soluções imediatas para garantir a mobilidade urbana no RN.

Para a universitária Marília Gomes, que depende do transporte urbano para se deslocar diariamente de para a faculdade e o estágio, uma possível redução de horário pode ser desastrosa. “Um transtorno inimaginável”, classificou.

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Música

Humberto Gessinger volta a Natal com turnê “Acústicos Engenheiros do Hawaii” e ingressos entram na reta final

Foto: Divulgação

Natal se prepara para receber um dos nomes mais emblemáticos do rock nacional. O cantor e compositor Humberto Gessinger retorna à capital potiguar no dia 22 de maio de 2026, às 21h, no Teatro Riachuelo, com o espetáculo da turnê “Acústicos Engenheiros do Hawaii”, que entra em sua fase final de circulação pelo Brasil. Com a grande procura do público, os ingressos já estão na reta final de vendas, e alguns setores, como a Pista Premium, já estão esgotados.

A apresentação integra a programação do Projeto Toca Brasil e promete uma noite especial para os fãs que acompanham a trajetória de Gessinger ao longo das últimas décadas. Os ingressos restantes estão disponíveis na bilheteria do Teatro Riachuelo e no site uhuu.com, com valores a partir de R$ 125.

No palco, o artista revisita sucessos que marcaram gerações, agora em formato acústico e com novas atmosferas sonoras. O repertório inclui clássicos eternizados pelos Engenheiros do Hawaii, como “Infinita Highway”, “Refrão de Bolero”, “Terra de Gigantes” e “Pra Ser Sincero”, além de outras canções que destacam a força poética e musical do compositor.

A turnê “Acústicos Engenheiros do Hawaii” percorre diversas cidades brasileiras nesta etapa final, e Natal está entre os destinos escolhidos para receber essa série especial de apresentações de encerramento, o que aumenta ainda mais a expectativa do público e explica a alta procura pelos ingressos.

O espetáculo também reforça a proposta do Projeto Toca Brasil, reconhecido por promover encontros memoráveis entre plateias e artistas consagrados da música brasileira em espaços culturais de referência.

A noite terá ainda a participação especial do cantor e compositor Alan Persa, artista potiguar que vem ganhando destaque por sua identidade musical sensível e apresentações marcantes, fortalecendo o diálogo entre nomes consagrados da música nacional e talentos da nova geração.

Serviço:
Humberto Gessinger – Turnê Acústicos Engenheiros do Hawaii
22 de maio de 2026 (sexta-feira)
21h
Teatro Riachuelo – Natal/RN
Ingressos: a partir de R$ 125
Vendas na bilheteria do Teatro Riachuelo (terça a sábado, das 14h às 20h) e no site uhuu.com
Classificação indicativa: 16 anos
Menores de idade precisam estar acompanhados dos pais ou responsável autorizado.
Abertura: Alan Persa
Projeto: Toca Brasil
Realização: Stallos Produções e FF Entretenimento

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Educação

Após nota baixa no Enamed, curso de medicina de Mossoró entra na mira do MEC

Foto: Ilustrativa

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), do Ministério da Educação (MEC), instaurou procedimento preparatório de supervisão sobre o curso de graduação em Medicina da Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró (Facene/RN). A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (19).

De acordo com o texto, a decisão tem como base o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. A portaria inclui cursos de Medicina que obtiveram conceito Enade 2 e registraram entre 50% e menos de 60% dos concluintes considerados proficientes.

Segundo o MEC, o processo foi instaurado na fase de procedimento preparatório, etapa inicial da supervisão prevista no Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017. Nessa fase, a instituição de ensino será notificada eletronicamente para apresentar manifestação inicial no prazo de 30 dias.

No Enamed, a Facene/RN, em Mossoró, teve conceito 2 e 52,4% dos concluintes acima da proficiência, o que é abaixo dos 60% que já colocariam o curso em faixa satisfatória (conceito 3).

O ENAMED substitui a prova do Enade para os cursos de Medicina e passou a ser a base de dados para indicar a qualidade do curso, além de poder ser usada pelo estudante como parte do caminho para programas de residência médica via Exame Nacional de Residência (Enare).

Pela metodologia do Inep, no ENAMED, “proficiente” é o concluinte que atingiu ou superou um padrão mínimo de desempenho esperado ao final do curso de Medicina. Ou seja, um aluno que, pela metodologia do exame, demonstra as competências e habilidades mínimas alinhadas às diretrizes curriculares nacionais para a formação médica. Para o ENAMED 2025, a nota de corte do nível Proficiente ficou em 60.

Ou seja, o conceito do curso, que varia entre 1 e 5, passa a depender, principalmente, de quantos concluintes atingiram a pontuação de “proficientes”. Dessa forma, quanto maior o percentual de proficientes, maior o conceito da instituição de ensino. E, para conceito 5, o curso precisa ter, pelo menos, 90% ou mais dos concluintes acima desse corte.

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Brasil

PF vê “drible” da CPMI em baixar arquivos excluídos de Vorcaro

Foto: Reprodução

Investigadores da PF (Polícia Federal) veem como um “drible” da presidência da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ter pedido à empresa Apple arquivos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que haviam sido excluídos pela PF antes de o material ser enviado ao colegiado.

No material que foi excluído pela equipe de investigação, e depois baixado novamente e armazenado pela CPMI, havia imagens íntimas de Vorcaro, de sua ex-noiva e de parlamentares.

Na terça-feira (17), a PF foi novamente ao Senado Federal para retirar o material do sistema por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) e formatou os computadores.

Delegados ouvidos pela reportagem dizem que o material não era pertinente para a investigação.

Durante a ação, a PF diz que constatou a reintrodução dos dados anteriormente excluídos.

“A medida decorreu de solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple. O fato gerou novo fluxo de download e de armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”, declarou a PF oficialmente em nota.

O comunicado da PF gerou reação da CPMI.

Em nota, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rebateu ao dizer que a Constituição Federal confere às comissões parlamentares de inquérito poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, inclusive a prerrogativa de requisitar informações, documentos e dados diretamente de entidades públicas e privadas.

“Foi exatamente dentro desse contexto que a Presidência da CPMI, no exercício regular de suas atribuições institucionais, e em cumprimento de deliberação do colegiado, realizou solicitação de informações à empresa Apple, procedimento absolutamente legítimo, amparado pela Constituição e pela jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal”, pontuou.

O senador declarou que não se tratou de interferência em investigação em curso ou de manipulação ou reconstrução de prova sob cadeia de custódia.

Cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos rigorosos para rastrear, documentar e preservar vestígios e provas de crimes desde a coleta até o descarte, garantindo a integridade e idoneidade da prova penal, seguindo o Código de Processo Penal para evitar adulteração, contaminação de provas e assegurar sua legitimidade no julgamento.

Após vazamentos de dados íntimos e informações de entrada de pessoas não autorizadas na “sala-cofre” do Senado para ver as imagens, o STF determinou o bloqueio de todos os dados e, com isso, que a PF fosse retirar todo o material.

A PF comunicou ao ministro André Mendonça, do STF, sobre a reinserção dos dados anteriormente excluídos. Possíveis medidas em relação ao episódio ficam a cargo do relator do caso.

CNN

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Polícia

Mulher escreve bilhetes com pedido de socorro: ‘Ele vai me matar’

Foto: Reprodução

Um suspeito foi preso por manter a companheira em cárcere privado na zona Norte de Natal. A vítima ainda sofreu agressões, de acordo com a Polícia Militar. O caso só foi descoberto após a mulher jogar bilhetes pedindo socorro para casas vizinhas.

Em um dos bilhetes, a vítima escreveu: “Me ajude. Ele vai me matar. Bate muito em mim. Socorro, Polícia”. Já em outra mensagem enviada para uma casa vizinha, ela escreveu: “Por favor, me ajude. Ele vai me matar. Chame a polícia”.

A Polícia Militar foi acionada e ao chegar na casa, o homem tentou negar o caso, mas a vítima acabou aparecendo para os policiais. “Recebemos a informação de que uma senhora estava em cárcere privado e as fotos do bilhetes que ela tinha arremessado pelos muros das casas vizinhas. Alguém denúnciou e nós fomos ao local”, contou um policial militar que atendeu a ocorrência.

“Tentamos conversar, ele estava calmo, mas ela apareceu com o rosto bastante inchado e roxo. A gente tentou arrombar a porta e ele pulou o muro em fuga. Após alguns quarteirões, nós conseguimos capturá-lo”, acrescentou o PM.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, de 30 anos, que não teve o nome divulgado, possuía outros oito inquéritos – contra outras cinco mulheres diferentes – por crimes semelhantes.

Portal da Tropical

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Polícia

AGORA É NUNES MARQUES: Master e JBS repassam R$ 18 mi a consultoria que pagou filho do ministro

Foto: Fellipe Sampaio

O Banco Master, de Daniel Vorcaro, e a JBS, dos irmãos Batista, repassaram R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que realizou pagamentos ao filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. A informação é do jornal O Estadão.

Segundo relatório do Coaf, obtidos pelo jornal, o Master enviou R$ 6,6 milhões à Consult Inteligência Tributária entre agosto de 2024 e julho de 2025. No mesmo período, a JBS repassou outros R$ 11,3 milhões.

Os valores correspondem à totalidade recebida pela empresa no intervalo analisado, apesar de a consultoria declarar faturamento de apenas R$ 25,5 mil.

A discrepância levou o Coaf a classificar as movimentações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa, “indicando que alguns dos valores podem ter origem não formal”.

Entre os pagamentos feitos pela consultoria, o órgão identificou 11 repasses que somam R$ 281.630 ao advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho de Nunes Marques. Os pagamentos foram realizados por meio do escritório do próprio advogado, do qual ele é o único responsável, segundo registros da OAB.

Em seu site profissional, retirado do ar, Kevin se apresentava como advogado “com um ano de experiência na OAB”. “Tenho me dedicado a entender profundamente as complexidades do sistema tributário brasileiro, buscando soluções eficientes e personalizadas para cada cliente”, dizia o texto.

Kevin Marques também atua como um dos procuradores da Refit, antiga Refinaria Manguinhos, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Seu pai era desembargador do tribunal quando foi indicado ao Supremo, em 2020.

A Consult Inteligência Tributária foi aberta em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, contador de Teresina (PI), cidade natal de Nunes Marques. A empresa tem endereços em Barueri (SP) e Brasília (DF).

Ao Estadão, Kevin Marques afirmou que os pagamentos são lícitos, decorrentes do exercício regular da advocacia “voltada ao fisco administrativo”. O ministro Kassio Nunes Marques não comentou o caso.

Em nota, a JBS declarou ao jornal que contrata consultores “para apoiar sua atuação” na área tributária, incluindo a Consult. O Banco Master foi procurado, mas não se manifestou.

A Consult informou que presta serviços de auditoria e consultoria tributária, além de desenvolvimento de sistemas e migração de dados. Sobre os pagamentos ao advogado, disse apenas que se referem a “prestação de serviços técnicos e de assessoria jurídica para a Consult, entre 2024 e 2025”.

Em novembro de 2025, após os repasses, o fundador da empresa deixou a sociedade e negociou o recebimento de R$ 13 milhões em lucros até 2028. Ele retornou ao quadro societário em março deste ano. Segundo a empresa, a mudança fez parte de uma reorganização interna.

 

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Trânsito

Avenida Romualdo Galvão é interditada por causa de obra

Foto: Divulgação

A Secretaria de Mobilidade Urbana informa mudanças no trânsito da Avenida Romualdo Galvão, no bairro de Lagoa Seca, em decorrência de obras emergenciais de drenagem executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).

O tráfego no sentido Petrópolis está sendo desviado à direita na Avenida Alberto Silva, com opções de acesso pela Avenida Senador Salgado Filho ou pela Avenida Alexandrino de Alencar. Como medida para reduzir o fluxo na área, veículos que trafegam pela Rua São José, no sentido Alecrim/Midway, não poderão cruzar a Avenida Prudente de Morais.

A intervenção foi necessária após a identificação de danos na tubulação de drenagem ao longo de aproximadamente 35 metros de extensão e três metros de profundidade. Durante o início dos serviços, a abertura de um buraco revelou o comprometimento da estrutura, exigindo a substituição integral e imediata da rede no trecho afetado, como forma de garantir a segurança de motoristas e pedestres.

Os serviços incluem a substituição das estruturas deterioradas, a revitalização da rede de drenagem e a recuperação do pavimento nas áreas impactadas.

A STTU ressalta que as alterações no trânsito têm caráter emergencial e permanecerão em vigor enquanto as equipes técnicas avaliam as melhores soluções operacionais para a região durante o período das obras.

A previsão é que, até a próxima segunda-feira (23), uma faixa da via seja parcialmente liberada para o tráfego de veículos.

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Política

“Não vamos aceitar interferência”: Presidente da CPMI do INSS sobe o tom contra STF

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que a comissão não aceitará perder suas prerrogativas constitucionais. Em publicação nas redes sociais, o senador classificou decisões recentes da Corte como uma ameaça direta ao poder de investigação do Parlamento.

Segundo Viana, medidas do STF que têm liberado depoentes de comparecer à comissão geram “preocupação grave” e limitam o funcionamento da CPMI. Para ele, a Constituição garante às CPIs poderes equivalentes aos de autoridades judiciais, sendo esse um instrumento essencial de fiscalização.

O senador citou como exemplo a decisão do ministro Gilmar Mendes que dispensou a presença da empresária Leila Pereira em depoimento. Para Viana, esse tipo de intervenção esvazia o trabalho investigativo do colegiado.

Na avaliação do parlamentar, cabe exclusivamente à comissão definir quem deve ser ouvido e qual o alcance das apurações. “Não existe investigação sem liberdade para investigar”, destacou.

Por fim, Viana afirmou que o Congresso não pode ser reduzido a um “espectador” e reforçou que a CPMI seguirá reagindo a qualquer tentativa de limitar sua atuação.

Opinião dos leitores

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Geral

“Não é primeira-dama tradicional”: PT aposta em protagonismo de Janja para 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Janja Lula da Silva deve ser vista como uma “liderança” política, e não como uma primeira-dama convencional. A declaração reforça a estratégia do partido de valorizar o protagonismo da socióloga no cenário nacional.

Segundo Edinho, as críticas à atuação de Janja muitas vezes ignoram sua trajetória dentro do partido, onde milita desde a juventude. Para ele, o país começa a compreender que a primeira-dama tem atuação própria e posicionamentos públicos, especialmente em pautas como o bem-estar animal.

O dirigente destacou ainda que Janja deve ter papel relevante na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, repetindo a influência que teve no pleito de 2022. Apesar disso, indicou que ela não deve integrar formalmente a coordenação da campanha.

A avaliação dentro do PT é de que a primeira-dama continuará se posicionando sobre temas nacionais e dialogando diretamente com a população, mantendo uma agenda própria e ativa.

Com isso, o partido sinaliza uma mudança no perfil tradicional do cargo, apostando em maior visibilidade e participação política de Janja no debate público.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

  1. Isso mesmo, deixa ela falar…mas parece que vcs falam algo e não fazem, pq ela ta bem quietinha. Parece que ela se posicionar não faz bem pro Lula…pq será? Libertem Esbanja!!

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Política

VÍDEO: “Tem gente lucrando com a crise”, dispara Lula sobre alta da gasolina no Brasil

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu o aumento dos combustíveis no país a práticas oportunistas no mercado. Em declaração nesta quarta-feira (18), ele afirmou que há pessoas “tirando proveito da desgraça”, mesmo diante das medidas adotadas pelo governo para conter os preços.

Durante discurso, Lula questionou a alta de combustíveis como o etanol e a gasolina, mesmo com ações como a isenção de PIS/Cofins e subsídios. Para o presidente, não faz sentido que produtos que não dependem diretamente do petróleo tenham subido, levantando críticas ao comportamento de agentes do setor.

O chefe do Executivo também relacionou o cenário à escalada de tensões internacionais, citando o impacto do conflito envolvendo o Irã. Segundo ele, a disparada no preço do barril de petróleo no mercado global tem reflexos diretos no Brasil, apesar da distância geográfica.

Lula ainda criticou as grandes potências mundiais, como Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, responsabilizando-as pela instabilidade global e pelo impacto econômico indireto em países como o Brasil.

Em meio à pressão de caminhoneiros, o governo também avalia medidas mais duras. O ministro Renan Filho afirmou que empresas que descumprirem regras de frete podem ter o registro suspenso, com fiscalização eletrônica ampliada em parceria com o Confaz.

Opinião dos leitores

  1. Isso chama incompetência! Imagina um elemento desse numa pandemia… essa turma aí só sabe roubar! E por a culpa nos outros.

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