Economia

Dólar bate R$ 5,80 um dia após Fachin anular condenações de Lula

Foto: REUTERS/Thomas White

O dólar opera em forte alta nesta terça-feira (9), acima de R$ 5,80, após fechar em R$ 5,7788 na véspera repercutindo a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Às 9h33, a moeda norte-americana subia 0,74%, vendida a R$ 5,8213. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,8443. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, o dólar avançou 1,7%, cotada a R$ 5,7788 – maior valor desde 15 de maio de 2020. No mês, a moeda acumula avanço de 3,11%. No ano, de 11,40%.

Cenário

Com a decisão de Fachin, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível para as eleições presidenciais de 2020. A decisão de Fachin será posteriormente avaliada pelo plenário do STF.

No fim de semana, a imprensa publicou levantamento do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) segundo o qual Lula teria mais potencial de voto do que Bolsonaro.

O receio de investidores de que o governo enverede por um caminho mais populista aumentou nas últimas semanas, depois de uma série de episódios em que, para o mercado, o presidente Jair Bolsonaro agiu deixando de lado princípios de uma política econômica liberal.

Destaque para a decisão do presidente de trocar o comando da Petrobras e os alertas feitos por ele de atuação em outras estatais e setores da economia, como energia.

Os mercados esperam ainda pela PEC Emergencial, que será discutida nesta terça-feira na Câmara, com possibilidade de ter sua admissibilidade analisada, para então ter o mérito votado em dois turnos no plenário da Casa na quarta, afirmou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

G1

Opinião dos leitores

  1. Que absurdo não é mesmo? Tava tudo indo tão bem com o dólar baixo e a bolsa nas alturas!!

    Ou não?

  2. Eita!
    Preparem que até o dia 20 a gasolina tem que chegar a R$8,50 e como esse governo incopetente já tem uma desculpa pra enfiar a não no bolso do brasileiro e transferir pros ricos, agora vai sem dó nem piedade.

  3. Quando Lula ganhou as eleições em 2003 dólar chegou a 4 reais. Presidente da FIESP disse q empresarios deixariam o país(como se tivessem condições de competir la fora, acostumados com os benefícios fiscais e juros subsidiados(alguns)). Depois o dólar recuou abaixo de 3 reais.

  4. Nenhum juiz, nenhum desembargador, nenhum ministro do STJ votou pela absolvição do maior corrupto da história do Brasil. Sabe pq? Pq Estão PROVADOS nos processos todos os crimes com os seus comparsas( que serão beneficiados com essa esdrúxula decisão). A solução q Fachin encontrou para livrar o ex presidente foi anulando todos os processos com uma tese rejeitada várias vezes pelo STF. Simples assim.
    Os crimes foram praticados e provados.

    1. Não tem nada provado. Cadê as provas?
      Lula vem aí e quem não aguentar que se deite e chore na cama que é lugar quentinho.

    2. Se o cidadão pensa que, quem votou no larápio e se convenceu que ele é um dos maiores pilantras, vai votar novamente, está enganado.

  5. Esse canalha, cachaceiro, semi-analfabeto, corrupto e lavador de dinheiro continua prejudicando o Brasil. Até quando? Aviso aos incautos: essa palhaçada do Fachin não analisou o mérito das ações, ateve-se apenas à competência da Vara que o julgou. As provas continuam TODAS lá, válidas e provando que esse sujeito foi o maior bandido que já surgiu na política brasileira. E não serão detalhes processuais que irão mudar essa realidade.

    1. Toma uma maracujina porque você está muito nervosinho a essa hora da manhã. Pra relaxar, faz o seguinte mantra:
      Olê, olē, olē, olá, Lulaaa! Lula!
      Repita esse mantra treze vezes por dia e seja feliz.
      Paz e amor, irmão ✌️

    2. Fica na tua palestrante de butiquim.
      Teu miliciano deu um prejuízo de 100 bi 10 dias atrás e você não vomitou pelos dedos.
      O mercado reagiu assim, com receio do teu miliciano cair no populismo.
      Auxiliar de estagiário de direito.

    3. Descrição "cagada e cuspida" de dois indivíduos carimbadinhos com legenda na testa: JAIR e FLÁVIO. Foi o que surgiu na cachola imediatamente, no exato momento em que ouvi esses adjetivos tão bem escolhidos.

    4. CADÊ AS PROVAS? ALGUÉM MOSTRE AS PROVAS? CONTA BANCARIA, ESCRITURA PÚBLICA DOS IMÓVEIS ETC… O MORO FEZ PARTE DE UM ESQUEMA PARA NÃO DEIXAR O PT VOLTAR, SÓ QUE ELES NÃO CONTAVAM QUE O GENOCIDA DO BOLSONARO IRIA PARA DISPUTA REAL, APOSTA DELES ERA A POLARIZAÇÃO PT X PSDB, SÓ QUE O DISCURSO ANTI PARTIDO FEZ OS INCAUTOS ACHAREM QUE BOLSONARO ERA O NOVO O ANTÍTESE DA POLARIZAÇÃO. AI NÃO TIVERAM COMO VOLTAR ATRÁS E SEGUIRAM O PLANO. TANTO QUE MORO VIROU MINISTRO COM A PROMESSA, OBVIO NÃO CUMPRIDA POR BOLSANARO DE TORNA-LO MINISTRO DO STF, E AINDA CORRE O RISCO DE SER PRESO. PQ O FACHIN FIZ ISSO PARA LIVRA O MORO E O PRÓPRIO STF

    1. Um dia antes o dólar estava custando R$ 1,00 e a gasolina R$ 0,50, ?

    2. Um dia antes o dólar estava custando R$ 1,00 e a gasolina R$ 0,50, ?
      BG do control C, control V

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar dispara e Bolsa de Valores desaba após anulação de condenações de Lula

Foto: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

O dólar disparou e a bolsa de valores desabou, no meio da tarde de hoje, depois da notícia de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin anulou todas as condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela 13ª Vara Federal de Curitiba no âmbito da operação Lava Jato.

Assim, Lula ficaria elegível para a eleição presidencial de 2022. A decisão de Fachin será posteriormente avaliada pelo plenário do STF.

Às 15h56, o dólar à vista saltava 1,73%, a R$ 5,78 na venda. O real tem o segundo pior desempenho global na sessão com as perdas lideradas pela lira turca (-2,7%). Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, operava em forte queda de -3,76%, a 111.393 pontos.

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou hoje todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava Jato. Com a decisão, que ainda será avaliada pelo plenário do Supremo, Lula volta a ser elegível, podendo disputar as eleições de 2022 se assim o quiser.

Ao conceder o habeas corpus a Lula, Fachin declarou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, origem da Lava Jato, não tem competência para julgar os processos do tríplex do Guarujá (SP), do sítio de Atibaia (SP) e do Instituto Lula. Agora, caberá à Justiça Federal do Distrito Federal analisar os três casos.
A decisão, porém, não tem relação com as acusações de que o ex-juiz Sergio Moro tenha sido parcial na condução dos processos, como alega a defesa de Lula. Fachin não concorda com este entendimento, e o caso está sendo julgado pela Segunda Turma do STF.

“Ante o exposto, […] concedo a ordem de habeas corpus para declarar a incompetência da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba para o processo e julgamento das ações penais n. 5046512-94.2016.4.04.7000/PR (tríplex do Guarujá), 5021365-32.2017.4.04.7000/PR (sítio de Atibaia), 5063130-17.2018.4.04.7000/PR (sede do Instituto Lula) e 5044305-83.2020.4.04.7000/PR (doações ao Instituto Lula), determinando a remessa dos respectivos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal”, escreveu o ministro na decisão.

UOL, com informações da agência Reuters

 

Opinião dos leitores

  1. Pronto!! Se lembraram da Bolsa de valores kkkkkkkkkkkkk
    Agora é todo dia..e o tal risco brasil tambem vai ser ressuscitado.

    1. O dólar vinha baixo na casa de 2,00 com o excelentíssimo trabalho de de Bolsonaro e sua trup,ai lula tem os processos suspenso ai o dólar foi pra 5,90 ai vc diz que a culpa e do pt né.

  2. Tenho minhas dúvidas se o ministro Bruttus acertou ou errou, mais que o cabaré pode pegar fogo pode.

  3. Fuck you TODOS OS BANQUEIROS canalhas! Façam o que os banqueiros e especuladores fizeram em 1929.

  4. Aproveita e solta , Pezão, Ed. Cunha, a CORJA toda. O Brasil é o País da SACANAGEM. Já que o LADRÃO MOR está livre , livrem os outros também. OU PAÍS para ter LADRÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

    1. Isso tudo é graças a manobra do PR pra salvar o filho, se desfez da 2 instância para o seu filhote não ir preso, daí lula foi solto, agora ele arranca os cabelos culpa todo mundo e solta suas fases news

  5. Julgado pela 2ª Turma??? ihhh,,, Vão canonizar Lula o Santo 51 de primeira e condenar todos os demais por peculato… piada né?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Bolsa sobe e dólar recua com aprovação da PEC do auxílio emergencial no Senado

Foto: Nelson Almeida / AFP

O mercado financeiro reage positivamente à aprovação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que retoma o auxílio emergencial, no Senado.

O dólar comercial opera em queda desde a abertura e está sendo negociado a R$ 5,57, um recuo de 1,59% frente ao real.

Na B3, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, sobe 2,17% aos 113.599 pontos.

As ações com maior peso no índice apresentam alta expressiva. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) sobem 4,18%, enquanto as preferenciais (PETR4, sem direito a voto) avançam 5,05%.

Já os papéis PN do Bradesco (BBDC4) sobem 4,56%, enquanto os PN do Itaú avançam 4,03%.

Segundo turno

O segundo turno da votação da PEC no Senado aconteceu hoje, com aprovação do texto base, e agora ele segue para a Câmara.

O auxílio será financiado com créditos extraordinários, e fica fora do teto de gastos, da regra de ouro e da meta de resultado primário.

Mas, o texto limitou o custo total desse gasto a R$ 44 bilhões. A expectativa é que sejam pagas quatro parcelas de R$ 250.

Avanço fiscal tímido

Os analistas da Levante Ideias de Investimento observam que o texto apresentou avanço pelo lado fiscal, embora tímido.

“Do ponto de vista fiscal, o texto é um avanço, mas muito tímido. Mas deve renovar os ânimos dos investidores no pregão”, escreveram os analistas da Levante em relatório a clientes.

Para eles, a ideia de deixar o Bolsa Família fora do teto de gastos traria desgaste na credibilidade do governo.

“A possibilidade de deixar o programa Bolsa Família fora do teto de gastos, por meio de uma emenda, foi descartada. A equipe econômica entrou em ação para evitar esse novo custo, que impactaria diretamente a credibilidade da regra fiscal e também as contas públicas”, escreveram os analistas da Levante Ideias de Investimento.

Covid-19 no radar

Mas apesar da boa notícia da PEC, os investidores seguem cautelosos devido ao elevado número de mortes causadas pela Covid-19, que bateu ontem novo recorde, além de medidas restritivas no Pará, fase vermelha em SP e mau humor no exterior, escreveram em relatório os analistas do Travelex Bank.

Na Europa, os principais índices acionários recuaram. A Bolsa de Frankfurt caiu 0,17%, e a de Londres perdeu 0,37%. O íncide Cac, da Bolsa de Paris, encerrou estável, com leva alta de 0,01%.

Nos Estados Unidos, os índices operam no azul, mas próximos à estabilidade. O S&P 500 sobe 0,08%; o Dow Jones avança 0,24% e o Nasdaq tem alta de 0,02%

O Globo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar supera R$ 5,70 e Ibovespa cai com decisões tributárias do governo

Foto: Bruno Rocha/Estadão Conteúdo

O dólar opera em alta na sessão desta terça-feira (2). Às 12h40, a moeda americana avançava 1,23% em relação à divisa brasileira para R$ 5,7110.

Na B3, o clima era igualmente ruim no primeiros negócios do dia. Às 12h40, o índice recuava 1,07% para 109.162 pontos. Isso porque o mercado segue preocupado com as indefinições fiscais que rondam o país neste momento de tentativa de retomada econômica.

Nesse sentido, a PEC Emergencial deve ser apresentada nesta terça-feira e votada na quarta no Senado. A dúvida é se haverá contrapartidas — e quais serão — à extensão do auxílio emergencial.

Em um podcast ao youtuber conhecido como Primo Rico, o ministro Paulo Guedes disse que as novas parcelas serão de R$ 250, mas que virão com contrapartidas. Ele, no entanto, disse ser contra a cortar os gastos mínimos que são aplicados em educação e saúde.

Também está no radar dos investidores a isenção dos impostos sobre combustíveis e sua consequente alta em outros tributos, a exemplo da Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL), de instituições financeiras como os bancos.

O presidente Jair Bolsonaro disse que a suspensão da cobrança do PIS/Cofins por dois meses sobre o diesel tem como objetivo dar tempo ao governo para estudar uma desoneração definitiva. “O que acontece: quando você zera imposto, pela Lei de Responsabilidade Fiscal tem que arranjar recurso em outro lugar. Então fizemos um limite, esses dois meses é um prazo para a gente estudar, para a gente ver como, de forma definitiva, a gente vai zerar os impostos federais”, afirmou.

Lá fora

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira (2), num possível movimento de realização de lucros, após reagirem com entusiasmo ao noticiário recente dos EUA no pregão anterior.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,86% em Tóquio hoje, a 29.408,17 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,21% em Hong Kong, a 29.095,86 pontos, e o Taiex ficou praticamente estável, com perda marginal de 0,04%, a 15.946,88 pontos, no retorno de um feriado em Taiwan.

O sul-coreano Kospi também voltou de um feriado, mas com alta de 1,03%, levando a Bolsa de Seul a 3.043,87 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto se desvalorizou 1,21% nesta terça, a 3.508,59 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve perda de 0,70%, a 2.332,76 pontos.

Na segunda-feira, os mercados asiáticos tiveram ganhos robustos, após a aprovação no fim de semana de um pacote fiscal trilionário na Câmara dos Representantes dos EUA e do aval concedido à vacina contra Covid-19 da Johnson & Johnson para começar a ser aplicada no país.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho hoje, e o S&P/ASX 200 caiu 0,40% em Sydney, a 6.762,30 pontos. Nesta madrugada, o RBA, como é conhecido o BC da Austrália, decidiu manter seu juro básico na mínima histórica de 0,10%, mas disse que poderá estender seu programa de compras de ativos.

CNN Brasil, com Reuters

Opinião dos leitores

  1. O liberal Guedes afirmou que para o dólar chegar a R$5,00 , teria que ser feita muita m… Na economia do país. Adivinha?

  2. Pagamos o combustível e o gás de cozinha em dólar e recebemos nosso salário em Real, é JUSTO isso ?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Alguns bancos já oferecem conta em dólar no Brasil; veja como funciona

Foto: Reuters/Ricardo Moraes

Enquanto Banco Central (BC) e parlamentares discutem avanços no universo das transações internacionais no Brasil, com a nova lei cambial aprovada na Câmara dos Deputados, alguns bancos se adiantaram ao debate e já oferecem a possibilidade de seus clientes terem conta corrente em outras moedas que não apenas o real.

Hoje, ter conta em moeda estrangeira no Brasil é permitido apenas para um grupo restrito de instituições, que inclui os bancos, casas de câmbio, emissoras de cartão, embaixadas e algumas outras atividades especializadas.

A possibilidade de ampliar as contas internacionais para pessoas e empresas no país foi um dos pontos de debate do projeto de lei que institui o novo marco regulatório do mercado de câmbio. O texto segue agora para ser votado no Senado. As restrições a essas contas, porém, devem continuar ainda por algum tempo mesmo depois de a nova lei entrar em vigor, já que o Banco Central planeja fazer uma flexibilização gradual.

Poder ter uma conta em outra moeda no Brasil é um jeito mais fácil de fazer movimentações no exterior sem precisar levar o dinheiro daqui para lá. Isso pode ser feito por meio de transferências, saques ou pagamentos com cartão de débito realizados fora e descontados diretamente da conta no Brasil. É uma alternativa, por exemplo, aos cartões internacionais pré-pagos, que pagam imposto, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mais alto.

Por outro lado, o BC teme que a expansão rápida de contas em outras moedas no país possa estimular os brasileiros a fazerem suas reservas em dólar e criar o risco de uma dolarização da economia, como aconteceu na Argentina. Por isso, a intenção da instituição é rever as regras atuais lentamente.

Menos imposto

Mais comuns, as transações com o cartão pré-pago internacional são consideradas compra no exterior e pagam o IOF de 6,38%, adicionado sobre o valor movimentado. Já no caso das contas internacionais, o IOF é cobrado na hora em que o dinheiro é colocado na conta, quando é convertido do real para a outra moeda, e é de 1,1%.

O depósito deve ser feito em reais na conta normal do banco e, daí, transferido para a conta internacional, com a conversão de uma moeda para a outra sendo feita neste momento e com base na cotação do dia.

É nessa hora que o IOF é aplicado, e por isso cobra os mesmos 1,1% de uma conversão de câmbio normal, como é na troca em dinheiro em uma casa de câmbio. Os saques ou pagamentos com o cartão de débito, depois, não pagam mais o imposto. Quando o saldo da conta em moeda estrangeira é transferido de volta para a conta em reais, há uma nova cobrança de IOF, de 0,38%.

Um cálculo feito pelo banco C6 aponta que a economia por deixar de pagar o IOF mais caro do cartão pré-pago é de R$ 450 para cada 1.000 euros movimentados (o cálculo considerou um euro a R$ 6 com margem de 2% adicionada pelo banco).

Os bancos digitais BS2 e C6 são alguns que já oferecem esse serviço para pessoas físicas. Eles conseguem fazer isso por meio de agências internacionais próprias ou parceiras. As contas em dólar ou em euro são vinculadas à conta corrente que o cliente já tenha em reais no banco. Veja como funciona:

BS2

O BS2 oferece desde o fim de 2019 a opção de conta internacional para pessoas físicas no Brasil. Em novembro, chegou a 100 mil clientes na opção. No fim de janeiro, abriu a modalidade também para pessoas jurídicas. Por enquanto, a única opção disponível é em dólar.

Os correntistas têm um cartão de débito internacional que pode ser usado em lojas e estabelecimentos de outros países, além de compras online (para os sites que aceitam residência no Brasil). A primeira via do cartão é gratuita.

Se o pagamento for em dólar, não há nova conversão, porque o saldo da conta já é em dólares. Se for em outra moeda, como euro ou peso argentino, por exemplo, será feita a conversão do dólar para a moeda da compra, considerando a cotação do momento. O desconto é feito diretamente do saldo disponível na conta.

O depósito deve ser feito em reais na conta digital normal do banco e convertido para dólar com base na taxa de câmbio do dia. Sobre cada conversão incide a cobrança de IOF de 1,1%.

Os clientes também podem fazer saques em vários países, em caixas eletrônicos da rede Cirrus.

A abertura da conta é gratuita e também não há taxas de manutenção. Há, porém, tarifas por algumas operações. Os saques custam US$ 5 (R$ 27) e enviar ou receber uma ordem de pagamento, que são uma espécie de transferência, custa US$ 12 (R$ 65). As transferências feitas para outras contas internacionais do próprio BS2 são gratuitas.

O valor aplicado pelo banco no câmbio é o da cotação do dólar comercial em reais do dia, acrescido de uma margem de 2%.

C6

O banco digital oferece desde o fim de 2019 a opção de conta corrente em dólar e, em dezembro, passou a oferecer a opção também em euro.

Qualquer correntista do banco pode solicitar a conta internacional, que vem acompanhada de um cartão de débito internacional da MasterCard e que pode ser usado em qualquer local onde a bandeira seja aceita. Se o cliente tiver as duas contas – em dólar e em euro – terá um cartão para cada uma delas.

Os saques podem ser feitos com o cartão em qualquer caixa eletrônico da rede Cirrus no mundo. Cada saque custa US$ 5 para a conta em dólar e € 5 na conta em euro.

Abrir a conta custa US$ 30 (R$ 161), o que já inclui a emissão do cartão. Clientes com mais de R$ 20 mil em investimentos no banco são isentos. A manutenção das contas é gratuita a não ser que elas fiquem sem movimentação por 12 meses. Neste caso, é cobrada uma tarifa de US$ 10 (R$ 54).

Da mesma forma que no BS2, o depósito deve ser feito em reais na conta normal e transferido daí para a internacional. Isso pode ser feito a qualquer momento pelo aplicativo, e o saldo fica disponível da hora.

A conversão para o dólar ou o euro é feita sob a taxa de câmbio do momento, e há a cobrança de 1,1% em IOF. De acordo com o banco, é usada a cotação comercial das moedas no dia, acrescidas de margem de 2%, válida para as operações em horário comercial.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Como o Real foi a moeda que mais se desvalorizou nessa crise da pandemia, fica difícil comprar dólar…

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

‘A queda do dólar está só começando’: o impacto da pandemia sobre a moeda americana

FOTO: GETTY IMAGES

Um dos efeitos da recessão econômica causada pela pandemia covid-19 é que o mundo foi inundado de dólares.

O Federal Reserve (Fed), o Banco Central (BC) dos Estados Unidos, reduziu drasticamente a taxa de juros para quase 0%.

Quando isso acontece, o país tende a ficar ‘menos atraente’ aos olhos dos investidores estrangeiros, que tendem a buscar outros mercados com retornos maiores sobre seu capital.

Paralelamente, o Fed deu sinal verde para a impressão de dinheiro, com o objetivo de mitigar os efeitos da crise.

De fato, 2020 foi o ano em que mais dólares foram emitidos do que nunca. Essa injeção de dinheiro permitiu financiar o aumento dos gastos fiscais e deu oxigênio aos mercados.

Mas, ao mesmo tempo, ajudou a empurrar o valor do dólar para baixo em relação às principais moedas do mundo nos últimos 10 meses – com algumas exceções, como o real brasileiro.

Isso pode ser verificado em um dos índices que acompanham a evolução da moeda, o Bloomberg Dollar Index (BBDXY), que atingiu a máxima de quase 1.300 pontos em 23 de março – e, depois disso, começou uma queda que não deu trégua até agora.

Atualizado anualmente, o índice mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas globais, incluindo de países emergentes, que têm a maior liquidez nos mercados de câmbio e os maiores fluxos comerciais com os EUA. O real brasileiro não faz parte dessa cesta.

Trata-se de uma queda superior a 12% nos últimos 10 meses (percentual que pode variar um pouco dependendo do índice que acompanha a evolução da moeda).

Atualmente, está em seu nível mais baixo desde o início de 2018 e muitos especialistas concordam que a moeda continuará a se desvalorizar.

‘Dólar vai continuar caindo’

“O colapso do dólar apenas começou”, diz Stephen Roach, professor da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e ex-presidente do banco de investimentos Morgan Stanley na Ásia, à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Roach prevê que a moeda poderá cair mais de 35% até o final deste ano com base em três grandes motivos.

O primeiro é que há um aumento acentuado do déficit em conta corrente dos Estados Unidos, ou seja, o país paga mais no exterior pela troca de bens, serviços e transferências do que recebe.

Sua projeção é de que esse déficit continue a impulsionar a queda da moeda.

A segunda é a valorização do euro, depois que os governos da Alemanha e da França concordaram com um pacote de estímulo fiscal, além da emissão de títulos.

E a terceira é que Roach prevê que o Federal Reserve pouco faria para impedir a queda do dólar.

Com os Estados Unidos cada vez mais dependentes de capital estrangeiro para compensar seu crescente déficit de poupança interna, explica ele, e com as políticas adotadas pelo Fed que criam um grande excesso de liquidez, “o argumento para um forte enfraquecimento do dólar parece mais convincente do que nunca”, argumenta.

Em relação aos efeitos que uma desvalorização do dólar tem sobre os mercados emergentes (como Brasil, México, Argentina, Colômbia, Peru ou Chile na América Latina), o especialista sugere que podem ocorrer aumentos em algumas bolsas desses países.

Enquanto o Federal Reserve não aumentar as taxas de juros, que é o que Roach presume que acontecerá, “a fraqueza do dólar deve causar aumentos nos mercados acionários estrangeiros em geral e nas ações dos mercados emergentes em particular.”

“Sem exageros”

No entanto, outros economistas argumentam que, embora a moeda esteja um pouco fraca este ano, em nenhum caso um “crash” deve ser esperado.

“A queda do dólar não deve ser exagerada”, escreveu Mark Sobel, presidente para os EUA do Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF), no início de janeiro no site do centro de estudos.

Sua posição é que há uma perspectiva “desalentadora” para o dólar.

“O dólar pode cair neste ano, mas uma perspectiva muito negativa não se justifica”, disse Sobel.

Um dos argumentos é que o dólar já caiu bastante (13% em 2020 em relação ao pico em março).

Outra é que em meio às incertezas globais, não é tão certo que os investidores prefiram arriscar e apostar em outras moedas que não o dólar.

Paralelamente, o economista também diz acreditar que pode haver condições monetárias relativamente mais favoráveis nos EUA e que o atual ciclo de dólar forte está simplesmente chegando ao fim.

Efeitos na América Latina

Na América Latina, a queda do dólar veio com defasagem em relação a outras partes do mundo.

Um dos motivos que explicam esse atraso na queda em relação às moedas das economias latino-americanas é que são mais arriscadas, como explica Diego Mora, executivo sênior da consultoria XTB Latam, sediada no Chile.

“A desvalorização do dólar na América Latina começou há apenas quatro ou cinco meses”, diz Mora em entrevista à BBC News Mundo.

Ao analisar as maiores economias da região, o analista afirma que o México é o país onde o dólar mais se desvalorizou, seguido pelo Chile, Colômbia e Brasil.

As consequências do colapso variam substancialmente, dependendo dos diferentes atores econômicos.

Por um lado, os consumidores latino-americanos se beneficiam – aponta o especialista – porque muitos dos bens que consomem são importados, como automóveis e produtos tecnológicos.

Porém, a história não é tão simples, pois ao mesmo tempo os preços de alguns alimentos subiram, alerta.

Milho, trigo, cacau e outros produtos básicos aumentaram mais de 30% devido à desvalorização do dólar.

Hakan Aksoy, gerente sênior de portfólio da empresa francesa de gestão de ativos Amundi, diz esperar que, com o dólar mais fraco, os preços das commodities subam no mercado internacional, o que beneficia os países latino-americanos, produtores dessas matérias-primas.

A isso se deve a relação inversa entre o preço das commodities e o comportamento da moeda americana. Historicamente, quando o dólar se desvaloriza, o preço das commodities sobe – e vice-versa.

Isso porque a maioria das commodities é cotada em dólares, de forma que os consumidores e empresas fora dos EUA veem seu poder de compra aumentar quando suas moedas se fortalecem. A maior demanda global por esses produtos acaba elevando seu preço.

Por outro lado, um dólar mais fraco significa que haverá uma política fiscal e monetária mais flexível nos EUA, diz ele à BBC News Mundo.

Assim, “os países emergentes podem tomar empréstimos com mais facilidade, o que ajuda suas demandas de financiamento externo”, assinala Aksoy.

Tudo isso seria positivo para o crescimento e a percepção de risco dos investidores.

O consenso entre os analistas é que, apesar das diferenças entre os países, a desvalorização do dólar traz mais benefícios do que desvantagens para a região.

“Um dólar desvalorizado é definitivamente positivo para as economias latino-americanas”, diz Joseph Mouawad, administrador de fundos da Carmignac, especializada em mercados emergentes. “Um dólar fraco vem com preços mais altos das matérias-primas”.

Em relação à dívida em dólares dos países latino-americanos, Diego Mora explica que, como há mais moeda no mundo e as taxas de juros são baixas, os Estados Unidos têm menos poder de negociação.

Assim, “a dívida em dólares dos países latino-americanos pode ser renegociada com juros menores”.

No entanto, a queda do dólar frente ao real brasileiro não deve ser tão expressiva, acredita André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos.

Ele diz acreditar que a moeda deve chegar ao fim deste ano cotada a R$ 5,30, acima da previsão do mercado, de R$ 5,01. O dólar terminou o pregão da última sexta-feira (5/2) cotado a R$ 5,42.

Sua perspectiva menos otimista, diz ele, deve-se ao nível historicamente baixo da taxa básica de juros, a Selic, e ao risco país.

“Os juros baixos não equilibram os riscos que temos. O Brasil tem sido mal visto em relação a outros países emergentes. Uma das percepções de risco tem a ver com a situação fiscal extremamente difícil para o governo”, conclui.

De qualquer forma, o câmbio é uma das variantes econômicas mais difíceis de prever, alertam os economistas.

Em 2020, por exemplo, o dólar fechou o ano cotado a R$ 5,19. Mas a expectativa do mercado em janeiro, ou seja, pré-pandemia de covid-19, era que a moeda americana terminaria negociada a R$ 4,09.

BBC

Opinião dos leitores

  1. O real foi q moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar em janeiro/2021.
    O governo Bolsonaro é um fracasso

  2. Guedes disse que se o governo fizesse tudo certo o dólar não passaria de $5… Agora não posso mais levar minha empregada na disney

  3. Que bom, quem torce pelo pior do Brasil vai se arrepender, isso é se tiver um pingo de caráter.

    1. Não eh questão de torcer contra ou a favor , mas de enxergar a realidade sem viés ou viseira: o Real foi uma das moedas no mundo que mais perdeu valor frente ao dólar na pandemia , basta pesquisar. Os motivos são vários, desde a questão fiscal como também o propagação do vírus aqui, negacionismo da vacinação e o possível atraso do retorno econômico devido a isso. O Brasil foi um dos emergentes que mais sofreu com a pandemia… Pq será?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar cai e bolsas mundiais sobem com sanção de Trump a pacote de US$ 900 bilhões

Foto: Pixabay

O dólar opera em queda nesta manhã e as bolsas sobem no Brasil e no mundo, após a sanção do pacote de US$ 900 bilhões por Donald Trump. Após chamar o projeto de desgraça e deixar sua assinatura para praticamente o último minuto, o presidente americano deu aval ao projeto, que prevê alívio a famílias americanas, pequenas empresas e companhias aéreas, além de bilhões de dólares para distribuição de vacinas no país.

Às 9h09, o dólar recuava 0,56%, a R$ 5,177 . Na última sessão, na quarta-feira da semana passada, a moeda americana fechou em alta, a R$ 5,20. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, subia 0,16% logo após a abertura, a 117.990,82 pontos.

No exterior, o mercado também reagiu com otimismo à sanção do pacote. A Bolsa de Frankfurt subia 1,49% e a de Paris, 1,14%. Como é feriado em Londres, a Bolsa não abriu nesta segunda-feira na cidade.

Na visão do estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, o pacote deve dar suporte para que a economia dos EUA atravesse um período mais turbulento até que a vacinação atinja uma escala maior e permita uma recuperação mais estrutural do país.

Os investidores também comemoram o avanço da imunização pelo mundo, como na Europa, que lançou uma campanha de vacinação em massa no domingo, e o acordo comercial entre União Europeia e o Reino Unido.

Na Ásia, as bolsas também fecharam em alta após a sanção de de Trump. Em Tóquio, onde os ganhos foram liderados pelas ações de eletrônicos, o índice Nikkei fechou em alta de 0,7%. Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,44%.

Em Seul, o índice Kospi teve valorização de 0,06%, e a bolsa de Taiwan registrou alta de 1,06%. Já a bolsa de Hong Kong fechou em baixa, com o índice Hang Seng perdendo 0,27%.

Previsão de juros mais altos em 2021

No Brasil, o mercado ajustou suas estimativas e passou a ver a taxa básica de juros ligeiramente mais alta no fim de 2021, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

O levantamento semanal mostrou que os especialistas consultados passaram a ver a taxa Selic a 3,13% no fim do ano que vem. A mediana das projeções apontava para 3% na semana passda. Em 2020, a taxa terminará o ano em 2%.

Para a inflação, os economistas ainda calculam taxa de 4,39% em 2020, mas reduziram as contas para a alta do IPCA em 2021, de 3,37% para 3,34%.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), permanece a estimativa de contração de 4,40% em 2020, mas o cenário para o crescimento em 2021 foi melhorado a 3,49%, de 3,46% na semana anterior.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Ainda bem que Caligula tem o celular na mão pra digitar pq a boca tá ocupada, se é que vcs me entendem.
    Ele é tão asno que não lê e não sabe que Trump negou e depois assinou, por livre e espontânea pressão.

  2. Pedro, Calígula está perdendo, se somar Mané, Samuel Url e vc dá 3 x 1….kkkkkk, a conta é fácil.

    1. A vaquinha do Bozo lambe as bolas até de quem o Minto manda.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Real lidera ganhos entre moedas emergentes com queda do dólar

Foto: Marcelo Del Pozo/Reuters

A desvalorização do dólar desde o começo de novembro tem beneficiado as moedas de países emergentes. Entre elas, o real é a divisa que mais se beneficiou. Depois de bater R$ 5,99 no auge da pandemia, em maio, o dólar ostentou um patamar alto até outubro, quando bateu R$ 5,73. Ao fim de novembro caiu para R$ 5,20 e hoje está em R$ 5,11.

Um levantamento da Infinox Capital, formadora de mercado futuro atrelada à B3, apontou que a valorização do real frente ao dólar foi 10,30% entre outubro e novembro. Segundo o responsável por novos negócios na divisão de trading na Infinox, Victor Hugo Cotoski, existe um movimento favorável às moedas emergentes. “Os investidores utilizaram essas moedas nos ativos de riscos, o que confirma o aumento do apetite de risco por países emergentes, como o Brasil”, explica.

O enfraquecimento do dólar está relacionado à disposição dos investidores internacionais em assumir mais riscos diante da iminência da vacinação. Com isso, as commodities e moedas dos países emergentes relacionadas a elas ganham espaço na carteira de investimentos. O petróleo teve um aumento de 10% e atualmente é vendido por US$ 47. “Com a volta da demanda, países exportadores de petróleo como o Brasil tendem a ter o aumento significativo na entrada de dinheiro americano”, comenta Cotoski.

Para 2021, porém, o cenário é incerto. A vacinação e a contenção da pandemia serão decisivas para criar um ambiente mais estável e aumentar o apetite dos investidores por risco. Cotoski afirma que a saúde fiscal do Brasil também deve pesar. “A gente pode ter uma surpresa de risco fiscal em janeiro e o mesmo volume ser tirado em dois ou três meses”, afirma. Ele relaciona o aumento do risco a eventuais mudanças na regra do teto de gastos para financiar a extensão do auxílio emergencial e outros gastos sociais.

Ainda que a política fiscal de contenção de gastos e o teto sejam mantidos, não há garantias em relação à manutenção da valorização da moeda brasileira, diz Cotoski. “Vai ter muita volatilidade em 2021 e pode, sim, o dólar voltar a níveis da máxima deste ano. Os ativos devem subir e descer com muita volatilidade, não só o real, mas as principais moedas emergentes.”

Efeitos da pandemia

O levantamento da Infinox aponta que, no auge da pandemia, a moeda brasileira foi a que mais se desvalorizou com relação ao dólar entre as divisas dos países emergentes, com queda de 33,1%. Os R$ 4,50 necessários para comprar US$ 1 chegaram a R$ 5,99 em maio.

A segunda moeda emergente com o maior desvalorização foi a mexicana. Porém, o peso mexicano conseguiu reverter totalmente as perdas em dezembro. Antes da pandemia, o dólar comprava 19,86 pesos mexicanos. Depois de bater 25,75 pesos mexicanos, a moeda americana retornou para 19,76 pesos mexicanos, uma valorização de 0,55% em relação ao período pré-pandemia.

A moeda emergente que vai terminar o ano com a maior desvalorização em relação ao dólar é a da Argentina. O dólar estava no patamar de 64 pesos argentinos em março e chegou a 82 pesos argentinos em dezembro, uma desvalorização de 28%.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Quero ver chegar a 2,60 como o genocida prometeu e o gado pediu. Reclamaram desse valor no governo Dilma!
    Hoje pagam 5,50 no paralelo e felizes.

    1. Essa choradeira só vai parar quando levar outra peia em 2022? Se conforme, companheiro, a eletroloula faliu e seus postes não acendem mais! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Com os Véios Bolsonaro e o Guedes o guru da economia, os resultados são surpreendentes.
    Mito 2022

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar tem forte queda e é cotado a R$ 5,14, no menor valor desde julho

Foto: Reuters

O dólar fechou em forte queda de 1,93% nesta quinta-feira (3), cotado a R$ 5,1401, refletindo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior em meio a expectativas de mais estímulo econômico nos Estados Unidos e otimismo em relação à distribuição de vacinas para a Covid-19. Esse foi o menor valor desde 22 de julho.

No Brasil, concentrava a atenção dos investidores a divulgação dos números do PIB (Produto Interno Bruto) do 3º trimestre.

Na parcial de dezembro, a moeda norte-americana acumula queda de 3,86%. No ano, o avanço ainda é de 28,19%. Veja mais cotações.

Nesta quinta-feira (3), o Banco Central fez leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Cenário local e externo

Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, principalmente fatores externos pressionavam a moeda norte-americana frente ao real nesta quinta-feira.

“Há expectativa de taxas de juros baixas em todo o mundo, esperanças em relação a um pacote de ajuda (fiscal) nos EUA e otimismo em relação a vacinas… Isso acaba contribuindo para o bom humor dos mercados”, afirmou à Reuters.

O líder da maioria na Câmara dos EUA, Steny Hoyer, expressou esperança de que um acordo de estímulo fiscal possa ser alcançado “nos próximos dias”, e qualquer legislação provavelmente precisará ser complementada com mais ajuda no próximo ano.

As esperanças de mais apoio para empresas e cidadãos da maior economia do mundo se somavam ao otimismo em torno da distribuição de vacinas para a Covid-19, depois que o Reino Unido aprovou nesta semana o imunizante da Pfizer e da BioNTech. A vacina poderá começar a ser aplicada aos mais vulneráveis já na semana que vem.

Na agenda do dia, o IBGE divulgou mais cedo que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre – retirando o país da recessão, mas sem recuperar as perdas da pandemia.

Os números do PIB vieram mais fracos do que o esperado. A expectativa do mercado era de um crescimento de 8,8% em relação ao trimestre anterior, segundo a mediana das estimativas levantadas pelo Valor Econômico.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia avaliou nesta quinta-feira que o crescimento econômico do terceiro trimestre, embora abaixo do esperado pelo mercado, confirma a retomada em V da atividade, quadro que dispensa a necessidade de auxílios do governo para o próximo ano.

Do lado mais estrutural, o foco dos mercados segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas de ajuste fiscal para garantir a saúde das contas públicas.

Na véspera, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que uma “recuperação robusta e inclusiva” da economia brasileira depende do avanço de reformas estruturais” e da sustentabilidade da dívida pública.

No exterior, a atividade empresarial da zona do euro contraiu com força em novembro depois que governos em todo o bloco retomaram as medidas de lockdown para tentar conter uma segunda onda de infecções por coronavírus. O PMI Composto da IHS Markit despencou a 45,3 em novembro de 50,0 em outubro — a marca de 50 separa crescimento de contração.

A economia do bloco vai contrair de novo neste trimestre, de acordo com pesquisa da Reuters, mas com esperanças de uma vacina e de suporte adicional do Banco Central Europeu, as estimativas de crescimento trimestral para o próximo ano foram melhoradas.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Já posso planejar ir aos EUA ?? com o amor ? ? da minha vida.
    Será que baixa mais hein??
    É mais romântico viajar pra Nova York ou Miami?

    1. Va para os EUA Não, tem países mais românticos, para vc e seu amor curtir Ex. Sudão, Irã, Arábia Saudita, Iêmen, Mauritânia, Afeganistão, Paquistão, Catar, Emirados Árabes Unidos e Iraque.

    2. Alguns dos países citados são aliados dos EUA e aceitam turistas homossexuais, aproveite a aposentadoria e vá um pouco além do comum.

    3. Calígula agora vai comprar muitos presentear par os sobrinhos musculosos

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar tem queda contra real de olho em otimismo internacional

Foto: Sergio Moraes/ Reuters

O dólar iniciou o mês de dezembro em queda contra o real, acompanhando o exterior, com o sentimento internacional sendo sustentado nesta terça-feira (1º) por dados fortes da China e esperanças em torno de vacinas contra o coronavírus.

Às 9h10, o dólar recuava 0,65%, a R$ 5,3118 na venda, enquanto o contrato mais negociado de dólar futuro perdia 0,39%, a R$ 5,313.

Na véspera, a moeda norte-americana à vista teve alta de 0,39%, a R$ 5,3467 na venda.

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Reuters

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Dólar recua com otimismo com vacina e é negociado abaixo de R $ 5,40. Bolsa, em alta, ultrapassa os 106 mil pontos

Foto: Reuters

O dólar iniciou a semana em forte queda, abaixo de R$ 5,40, com a segunda-feira sendo marcada por otimismo no exterior após a divulgação de dados promissores da China e esperanças em torno de uma vacina contra a Covid-19.

Por aqui, os investidores digeriam os resultados do primeiro turno das eleições municipais, em meio à percepção de que a discussão de projetos importantes será retomada depois da conclusão das eleições. Ao mesmo tempo, estão atentos ao Boletim Focus divulgado esta manhã, em que o mercado vê inflação mais alta em 2020 e reduz projeção de queda do PIB.

Às 9h08, o dólar recuava 1,45%, a R$ 5,395 na venda, frente ao fechamento de sexta-feira, quando a moeda americana fechou a R$ 5,475. No acumulado do ano, o dólar tem alta de mais de 34% contra o real.

O sinal positivo prevalecia na bolsa paulista na abertura desta segunda-feira, com o Ibovespa ultrapassando 106 mil pontos pela primeira vez desde março. Às 10h14, o Ibovespa subia 1,34%, a 106.126,39 pontos.

“O Congresso volta ao trabalho (mesmo que em ritmo reduzido) com decisões importantes à frente, depois de um primeiro turno de eleição municipal que vinha sendo tratado como uma espécie de marco, a partir do qual as discussões fiscais, incluindo a criação de um novo programa de transferência de renda, poderia caminhar para um desfecho”, disse em nota a XP Investimentos.

Boletim Focus

O mercado voltou a melhorar a perspectiva para a economia brasileira em 2020, mas também elevou a estimativa para a inflação neste ano e no próximo, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

A projeção agora é de que o Produto Interno Bruto (PIB) encolha 4,66% em 2020, de uma expectativa anterior de retração de 4,80%, na segunda semana seguida de melhora. Para 2021, o cenário continua de crescimento de 3,31%.

O Globo

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar recua após alta de Trump e reaproximação de Guedes e Maia

Foto: Gary Cameron/Reuters

O dólar opera em queda nesta terça-feira (6), após o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ensaiarem uma reaproximação em jantar em Brasília, enquanto que no exterior era pressionado pelo maior apetite por risco global depois da alta hospitalar do presidente norte-americano, Donald Trump.

Às 12h17, a moeda norte-americana caía 1,17%, cotada a R$ 5,5027.

Na segunda-feira, o dólar fechou em queda de 1,78%, a R$ 5,5678. Com o resultado, passou a acumular baixa de 0,90% no mês, mas ainda tem alta de 38,85% no ano.

O Banco Central fará nesta sessão leilão de swap tradicional para rolagem de até 10 mil contratos com vencimento em março e julho de 2021.

Cena local externa

Por aqui, as atenções seguem voltadas para as discussões em torno do financiamento do novo programa social do governo, o Renda Cidadã, em meio a incertezas sobre a saúde das contas públicas e atritos entre o Executivo e o Legislativo.

Na véspera, após jantar, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediram desculpas mútuas nesta segunda-feira (5) pelos atritos protagonizados nas últimas semanas e ambos defenderam a pacificação e a continuidade da agenda de reformas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou sua previsão para o PIB do Brasil em 2020 e passou a prever queda um tombo de 5,8%. Em relatório anual que faz sobre a economia do país, destacou, porém, que é fundamental a manutenção do teto de gastos, como também a ampliação das redes de proteção social, em razão dos efeitos da pandemia de coronavírus.

No exterior, o apetite de risco dos investidores melhorou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou o hospital onde estava internado com Covid-19 e voltou à Casa Branca.

Os preços do petróleo eram negociados em alta em meio a interrupções na produção na Noruega e com um novo furacão no Golfo do México.

G1

Opinião dos leitores

  1. As mídiaslixo irão já criar uma reportagem para aumento do dólar e queda na bolsa, aguardem.
    Eles adoram o quanto pior melhor.

  2. O real é a moeda q mais se desvalorizou no mundo!
    E a bolsa brasileira tbm!
    Q feito do governo Bolsonaro kkkkkkkkkkk

    1. Você ainda está aqui?
      Os incomodados que se retirem para a Venezuela, Cuba, Coréia do Norte…
      Pegue alguns reais, troque por $ venezuelano, lote sua BOLSA com essas cédulas bolivarianas "tão valorizadas" e não volte mais.
      NÃO ENTENDEU QUE O VALOR DO DÓLAR EM RELAÇÃO AO REAL ONTEM CAIU??? QUER QUE O BG DESENHE? Sua torcida para que o nosso país se afunde não terá resultado.
      Mas acho que vc nunca entenderá! Que pena eu tenho de pessoas que pensam como vc.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Dólar começa a semana abaixo de R$ 5, com queda de 0,94%. Bolsa sobe 1,51%

Foto: Gary Cameron / Reuters

O dólar começou a semana em queda de 0,94%, a R$ 4,94. Na sexta-feira, a moeda americana registrou o maior recuo semanal frente ao real em 12 anos, o que fez com que a divisa encerrasse a semana abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez desde 13 de março.

O clima de otimismo fez a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) abrir em alta de 1,51%, aos 96.063 pontos.

Na sexta-feira, o movimento foi puxado por uma onda de otimismo que tomou conta dos mercados financeiros globais, depois que o governo dos Estados Unidos surpreendeu ao anunciar que a maior economia do planeta abriu 2,5 milhões de postos de trabalho em maio.

No cenário externo, as ações da China encerraram em alta nesta segunda-feira, com dados fracos sobre o comércio doméstico reforçando as esperanças de mais estímulos de política monetária para reforçar a economia atingida pelo coronavírus. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,52%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,24%.

O Globo

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Bolsa de valores abre em alta nos primeiros negócios da semana; dólar volta a cair

Foto: Paulo Whitaker/ Reuters

A bolsa de valores brasileira abriu em alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (25). O principal indicador do mercado acionário, o Ibovespa, subia 0,02% às 10h06, a 82.193,33 pontos.

Já o dólar voltava a cair e batia mínimas desde o fim de abril ante o real, com o mercado estendendo a reação ao conteúdo do vídeo ministerial com divulgação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e cujo material, na visão de analistas de mercado, não trouxe elementos novos com potencial para fortalecer chance de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Na sexta (22), o ministro Celso de Mello, do STF, decidiu permitir a divulgação do vídeo, com exclusão de apenas dois trechos, da reunião ministerial ocorrida no dia 22 de abril, na qual, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente teria tentado interferir no comando da Polícia Federal.

Às 10h00, o dólar recuava 1,44%, a R$ 5,4934 na venda. Na B3, o dólar futuro cedia 0,70%, a R$ 5,5015.

A expectativa pela decisão do ministro havia dominado o mercado naquele dia, e o veredicto de Celso de Mello foi conhecido por volta de 17h, quando as operações no mercado de dólar à vista estavam encerrando. O mercado futuro — que fecha às 18h —, porém, capturou as reações, e os contratos de dólar da B3 chegaram a ceder 0,81%, enquanto o dólar à vista havia fechado em queda de apenas 0,15%.

Portanto, a queda do mercado à vista nesta segunda refletia um ajuste ao movimento do segmento futuro na sessão anterior. Mas mesmo o dólar no mercado futuro ainda perdia fôlego nesta sessão, sinal de que o mercado via menos ruído político daqui para a frente.

“Por não ter nada de novo, tendo a acreditar que não deveria haver um aumento de probabilidade de qualquer cenário de impeachment ou complicação política”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos.

Mas o ruído político deve permanecer. “Não obstante, a crise política deve continuar, dessa vez com o foco nas acusações de Paulo Marinho sobre vazamentos da Operação Furna da Onça por um delegado da PF para Flávio Bolsonaro”, avaliou a Guide Investimentos.

De toda forma, a avaliação sobre o vídeo reduz o risco de curto prazo que vinha impondo ao real o pior desempenho frente a seus pares. Nesta sessão, a moeda brasileira, de longe, lidera os ganhos entre os principais rivais, num dia de performance mista para o dólar no mundo e sem a referência de Wall Street, cujas operações permaneciam fechadas pelo feriado do Memorial Day.

O Banco Central faz nesta sessão leilão de rolagem de até 2 bilhões de dólares em linhas e também de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional, também para rolagem.

R7

Opinião dos leitores

  1. O Presidente forte!! 99% da Mídia que adora um preá contra ele, a esquerda, os canalhas do PSDB liderados pelo Doria EMbratur , e ele consegue segurar , por isso que o PDT quer calar a internet através de um projeto de lei e aqui ficar igual a China ! rede social controlada ! e ainda falam que defendem a democracia , São uns vermes

    1. Deixa vir a eleição, essa claque minoritária de Bolsonaro não ganha eleição. Vide os petralhas, eram ruidosos também. As vozes das urnas os silenciaram. Hehehe

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar opera em alta e chega a R$ 5,20

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (18), com o foco dos investidores no anúncio sobre a nova taxa básica de juros no Brasil, que será divulgada às 18h, e na decisão do governo de pedir ao Congresso Nacional para reconhecer estado de calamidade pública em razão da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Às 10h49, a moeda norte-americana subia 2,47%, negociada a R$ 5,1293. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,2058. Veja mais cotações.

O Banco Central volta a atuar nos mercados nesta quarta-feira, ofertando aos mercados leilões de linha com compromisso de recompra no valor de até US$ 2 bilhões. A autarquia já havia realizado intervenção semelhante na terça-feira e na sexta da semana passada.

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 1,10%, a R$ 5,0056. Na máxima, bateu R$ 5,0845 – maior cotação nominal (sem considerar a inflação) já registrada no país.

Cenário externo e doméstico

No mundo, os mercados vivem mais um dia de nervosismo nesta quarta, em meio aos elevados temores de uma recessão global, apesar da série de medidas anunciadas por diferentes governos para combater os efeitos da pandemia.

No Brasil, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou a véspera que o governo pedirá ao Congresso Nacional para reconhecer estado de calamidade pública em razão da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a Presidência, se for reconhecido o estado de calamidade, a União não precisará cumprir a meta fiscal prevista para 2020. O orçamento deste ano, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, admite déficit fiscal de até R$ 124,1 bilhões nas contas públicas.

Expectativa de corte de juros no Brasil

As atenções do dia estão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que anuncia nesta quarta-feira (18) a nova taxa básica de juros. Com o novo corte surpresa nos juros anunciado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), aumentam as apostas do mercado de um corte mais expressivo na taxa Selic, atualmente em 4,25%.

Recentemente, os patamares cada vez menores da Selic foram apontados como um fator responsável pela disparada do dólar. A redução do diferencial de juros entre o Brasil e outros países torna rendimentos locais baseados na taxa básica de juros menos atraentes para o investidor estrangeiro, o que reduz a entrada de fluxos nos mercados brasileiros.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Aimmm culpa de Bolsonaro que não fez nada contra o coronavírus…
    Em 2015 quando o H1N1 matou muita gente o que foi feito?
    Sem considerar o resto do mundo onde o coronavírus se alastrou por todos os continentes e vem afetando o mercado mundial.
    O partido comunista chinês não tem nada haver com isso, a crise com vírus aviário, com peste negra, a sars, aiiimmm a culpa é de Bolsonaro

    1. É muita alienação…Nós já não estávamos dando sinais de recuperação e para piorar estamos atravessando uma pandemia e o presidente mostra todo o seu despreparo e desdem com a população, a somatória dessas duas coisas = Fuga de investidores. Não se preocupa não, se vc ainda não sentiu os sinais disso tudo, já já vc sentirá

    2. Ei curiosa os investidores estão fugindo para onde??? As bolsas do mundo todo em queda, só na China sobe, será que estão indo colocar dinheiro nas mãos do partido comunista da China?
      A crise é mundial, diga aí para onde os investidores estão indo que vou também, só não irei se eles estiverem rumo a Venezuela, Irã, Cuba, Coréia do Norte e outras democracias assim.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar reduz alta após marcar R$ 5 e fecha o dia cotado a R$ 4,78

Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo

Após abrir o dia negociado acima dos R$ 5, o dólar reduziu a alta e saltou 1,38% nesta quinta-feira (12). Com a variação, a moeda norte-americana passou a valer R$ 4,786, maior patamar nominal desde a criação do Plano Real.

A alta aconteceu apesar do anúncio do Banco Central de um leilão de venda à vista de até US$ 2,5 bilhões para esta quinta-feira, cancelando o anúncio de venda de até US$ 1,5 bilhão feito no dia anterior.

Às 9h11, o dólar avançava 5,68%, a R$ 4,9890 na venda. O contrato mais negociado de dólar futuro tinha alta de 3,88%, a R$ 5,0105.

R7

Opinião dos leitores

    1. Vá ler sobre o custo de carregamento das reservas. Especulador lava a burra. Há um nível adequado. Complicado, né? Sim, eleitor do Bozo. Pelo seu nível é de Haddad.

    2. Tem mortadela que pensa que reserva é grana pra gastar como der na telha.

    1. Manter essas reservas custam uma montanha de dinheiro.
      Tem mais é que se livrar de uma parte mesmo.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *