Política

Aloprados: 6 anos depois, Justiça abre ação penal e petistas vão ao banco de réus

Num instante em que o PT inquieta-se com a proximidade do julgamento do mensalão no STF, um segundo fantasma ressurge do passado para assombrar a legenda na eleição municipal de 2012. Sem estrondos, o juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, titular da 7Vara Criminal da Seção Judiciária de Mato Grosso, abriu há quatro dias uma ação penal contra os petistas envolvidos no caso que ficou conhecido como escândalo do Dossiê dos Aloprados.

Datado de 15 de junho, o despacho do magistrado converteu em réus nove personagens que tiveram participação na tentativa de compra de documentos forjados que vinculariam o tucano José Serra à máfia das ambulâncias superfaturadas do Ministério da Saúde. Entre os encrencados, seis são petistas. Os outros três são ligados a uma casa de câmbio usada para encobrir a origem de parte do dinheiro que seria usado na transação.

O caso escalara as manchetes às vésperas do primeiro turno das eleições gerais de 2006, quando a Polícia Federal prendeu em flagrante, no Hotel Íbis, próximo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, dois petistas portando R$ 1,7 milhão (uma parte em dólares). Exposto no noticiário da época (veja foto lá no alto), o dinheiro seria usado na transação. Relegado ao esquecimento, o episódio parecia condenado ao arquivo. Engano. Acaba de renascer.

Deve-se a ressurreição a três procuradores da República: Douglas Santos Araújo, Ludmila Bortoleto Monteiro e Marcellus Barbosa Lima. Lotados no Ministério Público Federal de Cuiabá, eles formalizaram em 14 de junho, quinta-feira da semana passada, uma denúncia contra os acusados. Recebida pelo juiz Paulo Cézar, a peça deu origem à ação penal aberta no dia seguinte.

No seu despacho, o magistrado determinou a citação dos réus para que respondam às acusações “no prazo de dez dias”. As citações serão feitas por meio de cartas precatórias, já que a maioria dos acusados não mora em Cuiabá, sede da 7Vara Criminal de Mato Grosso. São os seguintes os ‘aloprados’ que serão intimados a prestar contas à Justiça:

1Gedimar Pereira Passos: policial federal aposentado, foi preso em flagrante pela Polícia Federal no hotel de São Paulo. Gedimar (foto à esquerda) portava R$ 700 mil em dinheiro. Integrava o comitê da campanha à reeleição de Lula, em 2006. Foi escalado pelo PT para pagar o dossiê urdido contra o tucano Serra.

2Valdebran Carlos Padilha da Silva: empresário matrogrossense, era filiado ao PT e operava como coletor informal de verbas eleitorias para o partido. Foi ele quem informou ao PT federal sobre a existência do dossiê. Estava junto com Gedimar Passos no hotel paulistano. Também foi preso. Carregava R$ 1 milhão.

3Jorge Lorenzetti: ex-diretor do Banco do Estado de Santa Catarina, é amigo de Lula, para quem assava churrascos na Granja do Torto, em Brasília. Lorenzetti (foto à direita) integrou o comitê de campanha do PT, em 2006, como chefe do Grupo de Trabalho de Informação. Chefiava uma equipe voltada a ações de espionagem e “inteligência”. Comandou a malograda tentativa de compra do dossiê.

4Expedido Afonso Veloso: ex-diretor do Banco do Brasil, também compôs a equipe do comitê reeleitoral de Lula. Reportava-se a Lorenzetti. Foi escalado para viajar a Cuiabá a fim de analisar os dados contidos no dossiê montado contra Serra.

5Oswaldo Martines Bargas: amigo de Lula dos tempos de militância sindical no ABC paulista, integrava o núcleo de “inteligência” da campanha nacional do PT. Recebeu de Lorenzetti a ordem para acompanhar Expedido Veloso na viagem a Cuiabá. Juntos, deveriam presenciar uma entrevista dos vendedores do dossiê –os empresários matogrossenses Darci e Luiz Antônio Vedoin, pai e filho— à revista IstoÉ. A entrevista, informa o Ministério Público, era parte da trama. Destinava-se a dar visibilidade às denúncias contra Serra.

6Hamilton Broglia Feitosa Lacerda: atuava em 2006 como coordenador da campanha do ex-senador Aloizio Mercadante. Então candidato ao governo de São Paulo, Mercadante media forças com Serra, que prevaleceu nas urnas. Hamilton Lacerda (foto à esquerda) foi filmado pelo circuito interno de câmeras do hotel Íbis entregando dinheiro a Gedimar Passos, o policial federal que foi preso em flagrante. Foram duas remessas. Numa, as notas estavam acondicionadas numa valise. Noutra, em sacolas.

7Fernando Manoel Ribas Soares: era sócio majoritário da Vicatur Câmbio e Turismo Ltda, empresa utilizada no esquema para lavar parte dos dólares que financiariam a compra do dossiê.

8Sirley da Silva Chaves: Também ex-proprietária da Vicatur, recrutou pessoas humildes para servir como “laranjas” na aquisição de parte dos dólares apreendidos pela PF no hotel de São Paulo.

9Levy Luiz da Silva Filho: cunhado de Sirley, foi um dos “laranjas” utilizados no esquema. Em troca de uma comissão de R$ 2 mil, emprestou o próprio nome e recolheu as assinaturas de outros sete integrantes de sua família –um laranjal que incluiu dos pais aos avós. Rubricavam boletos de venda de moeda americana em branco. Eram preenchidos na Vicatur.

Para redigir a denúncia encaminhada ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima valeram-se de informações coletas em inquérito da Polícia Federal e numa CPI do Congresso. Só o trabalho da PF, anexado ao processo de número 2006.36.00.013287-3, reúne mais de 2.000 folhas. Foram inquiridas cinco dezenas de pessoas. Realizaram-se 28 diligências. Quebram-se os sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos.

Imaginava-se que o esforço resultara em nada. Mas os procuradores encontraram nos volumes do processo matéria prima para a denúncia. E o juiz considerou que ficou “demonstrada a existência da materialidade e de indícios de autoria” dos crimes. Daí a conversão da denúncia em ação penal e a transformação dos acusados em réus.

No miolo da denúncia do Ministério Público, obtida pelo blog, ressoa uma pergunta que monopolizou o noticiário na época do escândalo: de onde veio o dinheiro? A resposta contida nos autos, por parcial, frustra as expectativas. Mas não completamente. Os procuradores anotam que “grande parte do dinheiro” apreendido pela PF no hotel de São Paulo não teve a origem detectada. Por quê? “Apresentava-se em notas velhas, sem sequenciamento de número de ordem e sem identificação da instituição financeira.” Porém…

Foi possível rastrear uma “parte diminuta das cédulas” recolhidas pela PF na batida policial de 15 de setembro de 2006. Eram dólares. “Cédulas novas, que estavam arrumadas em maços sequenciais.” Servindo-se dos números de série das notas, a Divisão de Combate ao Crime Organizado de Brasília requisitou informações ao governo dos EUA. “Em resposta, o Departamento de Justiça Americano informou que os dólares tiveram origem em Miami”, anotam os procuradores na denúncia.

Seguindo o rastro do dinheiro, descobriu-se que parte dos dólares fez escala numa casa bancária da Alemanha, o Commerzbank. Dali, o lote foi remetido, em 16 de agosto de 2006, para o Banco Sofisa S/A, sediado em São Paulo. Para desassossego dos “aloprados”, o Federal Bureau of Investigation dos EUA farejou a origem de outro naco de dólares apreendidos pela PF. Coisa de US$ 248,8 mil. Compunham um lote de US$ 15 milhões adquirido em 14 de agosto de 2006 pelo mesmo Banco Sofisa junto à filial do alemão Commerzabak em Miami.

Munido das informações, os investigadores acionaram o Banco Central. A quebra dos sigilos bancários levou à seguinte descoberta: parte dos dólares apreendidos no hotel paulistano em poder de Gedimar Passos e Valdebran Padilha havia saída do Banco Sofisa para a corretora de câmbio Dillon S/A, sediada no Rio. Dali, as notas foram repassadas, em várias operações de compra, à Vicatur Câmbio e Turismo Ltda., também do Rio.

Na sequência, o Núcleo de Inteligência da PF varejou a clientela da casa de câmbio Vicatur. Chegou-se, então, ao ‘laranjal’ composto de pessoas humildes. Gente que, sem renda para adquirir dólares, foi usada para dificultar o rastreamento do dinheiro. Inquirido, Levy Luiz da Silva Filho, um dos réus do processo, confessou que servira de laranja. Mais: reconheceu que, em troca de uma comissão de R$ 2 mil, coletara as assinaturas de sete familiares. Juntos, “compraram” na Vicatur o equivalente a R$ 284.857 em moeda americana.

Os procuradores escreveram na denúncia: “Ocorre que, não por mera coincidência, verificou-se que a soma exata de R$ 248,8 mil vendidos a clientes finais pela empresa Vicatur (todos ‘laranjas’conforme depoimentos prestadoso) correspondia à mesma soma dos valores apreendidos” com os petistas Gedimar e Valdebran.

“Desse modo”, concluíram os procuradores, “constata-se que Gedimar Pereira Passos, Valdebran Padilha, Expedito Veloso, Hamilton Lacerda, Jorge Lorenzetti e Osvaldo Bargas se associaram subjetiva e objetivamente, de forma estável e permanente, para a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro”.

Crimes que “tinham por fim a desestabilização da campanha eleitoral de 2006 ao governo do Estado de São Paulo através de criação de vínculo entre o candidato do PSDB [Serra] à máfia dos Sanguessugas [que superfaturava ambulâncias com verbas do Ministério da Saúde] e, com isso, favorecer o então candidato do PT [Mercadante].”

Em notícia veiculada em junho do ano passado, a revista Veja revelara que, em conversas com companheiros de partido, um dos ‘aloprados’, Expedito Veloso (foto ao lado), revelara que o verdadeiro mentor do plano do dossiê fora Aloizio Mercadante. Nessa época, o então senador chefiava o Ministério da Ciência e Tecnologia, sob Dilma Rousseff. As conversas foram gravadas e expostas no site da revista.

No áudio, Expedito declara a certa altura: “O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e a autorização do senador. Ele, inclusive, era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo”. Segundo Expedito, Mercadante associara-se ao presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia, morto no final de 2010.

“Faltavam seis pontos para haver segundo turno na eleição de São Paulo”, prosseguiu Expedito. “Os dois [Mercadante e Quércia] fizeram essa parceria, inclusive financeira. […] As fontes [do dinheiro] são mais de uma. […] Parte vinha do PT de São Paulo. A mais significativa que eu sei era do Quércia.”

Mercadante negou as acusações. Ele chegara a ser indiciado pela PF no inquérito aberto em 2006. Mas, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República, o STF anulou o indicamento por falta de provas. Agora, em ofício enviado ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima voltaram a excluir Mercadante da grelha.

Anotaram: “Relativamente ao crime eleitoral, a autoridade policial, em seu relatório, entendeu que a omissão de receita ou despesa em prestaçãoo de contas de campanha é crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, o qual prevê que ‘constitui falsidade ideológica a ação de omitir, inserir ou fazer inserir declaraçãoo falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais’.”

“No entanto”, prosseguem os procuradores no texto, “certo é que o próprio STF já afastou a modalidade especial de falsidade ideological, por ausência de comprovação de dolo por parte do senador Aloizio Mercadante. Aliado a isso, os laudos de exame financeiro não demonstraram que os recursos provieram de campanha eleitoral.”

Mais adiante, vem a conclusão que excluiu Mercadante da nova denúncia: “Logo, de todo o conjunto probatório colhido, verifica-se a ausência de prova quanto à saída de recursos da caixa de campanha eleitoral, bem como a comprovação da existência de caixa dois para trânsito de recursos por meios ilícitos…”

Afora Mercadante, também o deputado Ricardo Berzoini foi mantido longe da denúncia. Ele presidia o PT em 2006. Coordenava o comitê reeleitoral de Lula. O núcleo de inteligência da campanha, ninho dos ‘aloprados’, reportava-se a Berzoini. Mas ficou entendido que quem comandou a ‘alopragem’ foi Lorenzetti, o churrasqueiro de Lula.

Texto de Josias de Souza

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Política

MENTE SEM PISCAR: Rogério Marinho chama Lula de “pai da mentira” e diz que Lulinha virou “craque dos negócios”

Foto: Waldemir Barreto

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, comentou em seu perfil no Instagram, a participação do presidente Lula, na sabatina do Jornal Nacional, ocorrida nessa quinta-feira: “Lula mente sem pudor. Diz que acabou com a fome enquanto o povo enfrenta comida cara, salário corroído e família endividada. O pai da mentira criou a carestia e volta a enganar o povo e zombar da miséria que o PT espalhou”.

Recentemente, Marinho usou seu perfil no X para criticar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho compartilhou uma reportagem do Poder360 sobre Lulinha morar em um condomínio de alto padrão no bairro La Moraleja, em Madri (Espanha), onde também ficam as mansões dos jogadores de futebol Vini Júnior e Rodrygo Goes, do Real Madrid. O senador também publicou uma imagem feita com inteligência artificial que mostra o filho de Lula na Plaza Mayor, um dos principais pontos turísticos da capital espanhola.

Na legenda da publicação, o senador declarou o seguinte: “Lulinha virou craque dos negócios: de Atibaia a Madrid, o padrão PT não falha. Enquanto o povo aperta o cinto, a família presidencial circula no luxo. Corrupção muda de endereço, mas o método continua”.

Com informações do Poder 360

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Economia

IRRESPONSABILIDADE: Investidores estão apreensivos, após Lula dizer que não está preocupado com a dívida pública brasileira

Foto: Reprodução/TV Globo

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a sabatina do Jornal Nacional reforçaram o temor do mercado em relação ao cenário fiscal em caso de uma reeleição do petista em outubro, segundo analistas ouvidos por VEJA Negócios nesta sexta-feira, 28. Na avaliação dos especialistas, entre os candidatos que já participaram das sabatinas, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) foram os que apresentaram propostas mais alinhadas às expectativas do mercado para a economia.

Na quinta-feira, Lula afirmou que não está preocupado com a trajetória da dívida pública, que passou de 72% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82% durante seu terceiro mandato. A própria equipe econômica projeta que o endividamento chegue a 87% do PIB até 2029. “A mim, não preocupa a dívida pública”, afirmou o presidente-candidato durante a sabatina promovida pela TV Globo.

Lula atribuiu o aumento da dívida ao baixo crescimento da economia nos últimos anos, o que teria elevado a proporção dos compromissos em relação ao PIB. “Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair”, disse.

O presidente também minimizou o atual nível de endividamento ao comparar a situação brasileira com a de outros países, como os Estados Unidos, cuja dívida alcançou o recorde de 40 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 120% do PIB americano.

Para Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, as declarações do presidente são preocupantes para o mercado. Segundo ele, ao afirmar que não está preocupado com a dívida, Lula sinaliza que o governo não pretende dar prioridade ao problema, o que não transmite tranquilidade aos investidores.

A comparação com os Estados Unidos também é inadequada, na avaliação de Trotta. Isso porque os países apresentam condições distintas de financiamento. Enquanto economias desenvolvidas conseguem conviver com níveis mais elevados de endividamento pagando juros relativamente baixos, o Brasil enfrenta uma taxa de juros real próxima de 10% ao ano.

“Ter uma dívida de 80% com o maior juro real do mundo é muito pior que ter uma dívida de 120% com juro quase perto de zero”, afirma Trotta.

Com informações de Veja

 

 

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Brasil

MINUTA DE CONTRATO: PF investiga se Luchsinger intermediou negócios junto aos Correios

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) apura uma suposta atuação da lobista Roberta Luchsinger para intermediar negócios junto aos Correios, segundo O Globo.

A suspeita surgiu a partir de uma minuta de contrato encontrada no celular da empresária e de uma mensagem enviada por ela em que menciona a estatal.

Roberta é alvo de um inquérito que apura a existência de um grupo que, com a participação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria praticado tráfico de influência em órgãos públicos.

O arquivo encontrado no celular da lobista se refere a um acordo entre a RL Consultoria e Intermediações, da qual ela é sócia, e a Safe Consig Tecnologia da Informação, especializada no fornecimento de uma plataforma para gerenciamento de empréstimos consignados de servidores públicos.

O documento previa o pagamento de uma comissão de 50% à consultoria de Roberta sobre as vendas realizadas pela Safe Consig.

“A título de comissão pelas vendas que realizar, fará jus ao percentual de 50%, que deverá ser calculado sobre o valor total verificado no sistema de financiamento da contratante Safe, mais especificamente sobre o valor líquido”, diz trecho da minuta do contrato.

Em 13 de maio de 2024, Roberta enviou a seguinte mensagem a Saulo de Tasso, sócio da Safe Consig:

“Saulo me mandou revisado agora. Vou assinar, tá?”, afirmou a lobista.

A defesa de Saulo nega qualquer contato entre a empresa e Roberta. O outro sócio, Rodrigo Feitosa, também afirmou que a empresária e Lulinha não intermediaram a negociação.

Correios

Duas semanas após a mensagem, a Safe Consig foi contratada pelos Correios.

O acordo deu à estatal o direito de utilizar uma plataforma fornecida pela empresa para administrar a margem de empréstimos consignados de 84 mil funcionários.

O modelo prevê o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento.

O contrato foi assinado em 28 de maio de 2024.

Proximidade com Lulinha

Na ocasião, o acordo foi firmado pelo então presidente dos Correios, Fabiano Silva, e por Maria do Carmo Lara Perpétuo, então diretora Econômico-Financeira, Tecnologia e Segurança da Informação da estatal.

Fabiano integra o Grupo Prerrogativas, que reúne advogados e pesquisadores próximos ao governo Lula. O coordenador da iniciativa é Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha no caso que apura suposto tráfico de influência para beneficiar a amiga lobista.

Maria do Carmo, por sua vez, foi prefeita de Betim (MG) pelo PT.

Ambos já deixaram os Correios.

Em nota, a estatal afirmou não ter “conhecimento de irregularidades relacionadas à contratação ou à execução do contrato”.

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Brasil

FORBES: Brasil tem 255 bilionários em 2026; maioria dos super ricos ficou ainda mais estribada no governo Lula

Pelo quarto ano, Eduardo Saverin é o homem mais rico do Brasil. Foto: Divulgação/Forbes

Pelo quarto ano seguido e mesmo tendo perdido patrimônio no período, o confundador do Facebook Eduardo Saverin lidera a lista dos maiores bilionários do Brasil. De acordo com o ranking divulgado pela Forbes na última quinta-feira (27), o Brasil tem 255 bilionários em 2026, com fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão.

Entre os dez primeiros, quem mais subiu no ranking foi Ricardo Faria, da Granja Faria, que saltou da 21ª para a 10ª posição com o patrimônio quase dobrando. Já Carlos Alberto Sicupira foi o único do top 10 a cair de posição, recuando da 6ª para a 9ª colocação.

Dos 10 bilionários, nove são homens. A lista revelou que a maioria dos super ricos ficou ainda mais rica: 151 bilionários (59,2%) aumentaram a fortuna no período, 77 (30,2%) perderam riqueza e 27 (10,6%) mantiveram a fortuna.

Segundo os organizadores, a lista Forbes Bilionários Brasileiros é elaborada considerando várias fontes. Como ocorre com a Forbes nos Estados Unidos, a informação mais importante são as ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026.

Além de serem públicos, esses dados são oficiais e auditados. Assim, a publicação pondera que, visto que a lista considera apenas as informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o participante da lista concordar em fornecer esses dados. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou familiares pode ser consolidado ou separado.

Com informações do Correio 24h

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Brasil

INVERSÃO DE CULPA: “Não reclamo do comportamento do jornalista”, diz Lula, após criticar e interromper globais

Foto: Reprodução/ TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 6ª feira (28.ago.2026), que não reclama do “comportamento do jornalista”, em referência à sabatina realizada na Globo na 5ª feira (27.ago). Na entrevista, o petista criticou uma pergunta feita pela jornalista Renata Vasconcellos.

“Eu não reclamo do comportamento do jornalista porque ele está lá para falar de coisas que eles querem que sejam feitas, não aquilo que eu quero. Eu nunca espero que o jornalista vá fazer perguntas pra me agradar”, afirmou o presidente em declaração a jornalistas em Salvador (BA), antes de evento com o candidato ao governo da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT).

Na sabatina, ao ser questionado sobre dívida pública e a trajetória das contas do governo, Lula disse que esperava que uma jornalista da “qualidade e competência” de Renata pudesse iniciar a pergunta “falando diferente”.

Lula interrompeu a jornalista Renata Vasconcellos, da TV Globo, 11 vezes durante sua entrevista à emissora.

Com informações de Poder 360

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Cultura

Espetáculo “Francisco – Um Auto Popular” leva poesia e cultura nordestina ao palco do TAM

Foto: Divulgação

O palco do Teatro Alberto Maranhão será tomado pela poesia e pela fé no dia 10 de setembro com o espetáculo “Francisco – Um Auto Popular”, em apresentação única.

A montagem revisita a trajetória de São Francisco de Assis com linguagem nordestina, unindo teatro, música e dança em uma encenação poética e popular. O espetáculo é apresentado pela Cia. Atos Populares, com dramaturgia e direção de Vinicius Fortunato e coreografia de André Rosa.

Uma obra que mistura fé, cultura popular e emoção em um rito cênico que fala de simplicidade, natureza e humanidade.

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Geral

SABATINA NO JN: Lula fez “mansplaining” contra Renata Vasconcellos, diz Natuza

Foto: Reprodução

Após a sabatina com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na noite desta quinta-feira (27) no Jornal Nacional, a jornalista Natuza Nery afirmou que o petista fez “mansplaining” com Renata Vasconcellos.

Mansplaining, termo, difundido principalmente pelo feminismo, é quando um homem explica algo a uma mulher de maneira condescendente, assumindo que ela não entende do assunto ou que ele sabe mais do que ela, mesmo quando ela é especialista. A palavra une os termos em inglês man (homem) e explaining (explicando).

– Tem um momento que me incomodou. Quando ele não concorda com a pergunta da Renata e tenta explicar qual é a maneira correta de perguntar para ele. Tem um nome para isso que é o mansplaining – afirmou Natuza durante o Central das Eleições, na GloboNews.

Na sequência, a jornalista reforçou:

– Ele tentou ensinar a Renata a perguntar.

A pergunta de Renata abordava o crescimento da dívida pública durante o governo Lula. A jornalista destacou que o endividamento havia ultrapassado R$ 10 trilhões e chegado a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), além de questionar os efeitos dessa trajetória sobre os juros, o crédito, os investimentos e o orçamento das famílias.

Lula respondeu à questão dizendo esperar que uma jornalista “da tua qualidade, da tua competência” começasse o questionamento de outra maneira. Na sequência, ele próprio apresentou uma formulação alternativa.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

[VÍDEO] LACRADOR: A “meninice” de Allyson Bezerra ao passar correndo para provocar Álvaro Dias demonstra que ele não tem maturidade para administrar o RN

Imagem: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) passando correndo em frente à comitiva de Álvaro Dias (PL), seu adversário na eleição de 2026, que também realizava um ato de campanha nesta sexta-feira (28) no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

Álvaro Dias estava em cima de um palanque móvel, no início da concentração para dar a largada na movimentação política, quando de repente Allyson Bezerra passou correndo pelo candidato do PL. O ex-prefeito de Mossoró se notabilizou nas redes sociais pelos pulos e carreiras que dava quando visitava os municípios do RN. A performance lhe rendeu o apelido de “candidato TikTok”.

Ao passar correndo em frente à comitiva de Álvaro, sabendo que estava sendo filmado, com o único intuito de provocar para gerar uma reação e, consequentemente, obter engajamento nas redes sociais, Allyson comprovou mais uma vez que merece o apelido que lhe deram. A atitude infantil demonstra que o candidato, como apontam seus adversários, não tem a maturidade necessária para administrar o Rio Grande do Norte.

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Brasil

Luciano Hang reage à MP de Lula: ‘Querem destruir o varejo nacional’

Foto: Reprodução

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, divulgou um pronunciamento em suas redes sociais para rebater a Medida Provisória n° 1.357. O texto, do governo Lula, tenta zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 nas plataformas digitais do exterior. A proposta escancara uma manobra eleitoral da atual gestão, que criou a própria “taxa das blusinhas” de 20% em 2024 para engordar a arrecadação e agora tenta recuar do tributo por causa da impopularidade.

O fundador da Havan destacou o peso dos tributos sobre as empresas instaladas no território nacional, onde a taxação sobre quem produz alcança até 120%. A tributação excessiva vem acompanhada de burocracia, encargos trabalhistas, regras ambientais e juros elevados.

Hang ressaltou que não se opõe à concorrência com produtos importados, mas cobra isonomia de condições. “Se o imposto é zero para o estrangeiro, queremos imposto zero para o brasileiro também”, disse no vídeo publicado nesta sexta-feira, 28.

O empresário apelou ao Congresso Nacional para travar a tramitação da proposta se o governo federal não conceder a mesma desoneração às companhias locais. Hang ressaltou que a concessão de privilégios a companhias internacionais resultará no fechamento de estabelecimentos, demissões em massa e maior dependência externa de produtos básicos.

A crítica do empresário ganha força em meio ao estrangulamento do mercado interno, prejudicado pela taxa Selic alta, pela escassez de crédito e pela queda nas vendas. A crise afeta gigantes históricos do varejo e da indústria brasileira como um todo, que recorrem à Justiça para evitar a falência imediata.

A Casas Bahia enfrenta disputas bilionárias em sua recuperação extrajudicial para renegociar débitos de R$ 1,19 bilhão. Nesta semana, a paralisia financeira atingiu também o setor de alimentação, com o pedido de recuperação judicial da rede Habib’s por dívidas de R$ 265 milhões, e a base industrial, com a recuperação extrajudicial solicitada pela petroquímica Braskem em São Paulo.

Com informações da Revista Oeste

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Geral

Início do horário eleitoral deve aumentar ataques no vale-tudo entre Lula e Flávio, estampa Veja

Foto: Reprodução

Na primeira semana oficial de campanha, o debate esquentou. Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, a esquerda concentrou esforços em mobilização da militância, nas entregas do governo e na discussão sobre soberania nacional, em especial tentando contrapor a independência de Lula a uma alegada submissão bolsonarista a Trump. Já a direita estruturou sua ofensiva em torno de economia, corrupção, segurança e contestação das instituições.

Os escândalos tendem a ganhar mais espaço, mas, já em um primeiro momento, as revelações em torno de Lulinha colocaram o filho do presidente no ringue eleitoral: nada menos que 2 520 posts, com 23,5 milhões de interações, foram registrados em apenas uma semana. Também ganham corpo discussões que põem em xeque a lisura democrática, como a retomada do negacionismo em relação às urnas e as suspeitas sobre a Justiça Eleitoral.

O cenário no início da campanha eleitoral projeta uma disputa apertada. Segundo a última pesquisa BTG/Nexus, Lula tem 46% contra 45% de Flávio em um eventual segundo turno. Além disso, há a resiliente rejeição dos eleitores a ambos (49% para Lula e 48% para Flávio), além da alta desaprovação do petista (49%), o que sinaliza o acirramento do duelo de rejeições que pode definir a disputa. Nesse ponto, a artilharia contra o adversário pode render mais do que falar das próprias qualidades.

Depois de despejar mais de 200 bilhões de reais na economia ao longo do primeiro semestre, Lula chega ao início da propaganda eleitoral obrigatória em rádio e TV, na sexta-feira 28, ainda sem resposta satisfatória aos indícios de que Lulinha negociou com empresários acesso a gabinetes de seu governo. Já Flávio vem tentando fugir como pode da polêmica relativa ao financiamento de Dark Horse, embora eleitoralmente pareça ter resistido ao desgaste trazido pela revelação, em maio, de áudio no qual cobrava Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre um repasse de milhões de reais.

O início do horário eleitoral deve esquentar ainda mais o clima de vale-tudo entre as campanhas. A fotografia do momento é um fator preponderante para compreender como será a estratégia de cada um. Com 5 minutos e 31 segundos de cada bloco de 12 minutos e 30 segundos, o petista deve tentar emplacar uma agenda positiva, falando sobre as tratativas com o Congresso para zerar a “taxa das blusinhas”, proibir a escala 6×1 e aprovar a PEC da Segurança Pública.

Em peças nas redes sociais, a campanha tem destacado o combate à violência contra a mulher, o desemprego baixo e as defesas da soberania e do Pix. No lado de Flávio do ringue, a estreia no horário eleitoral, no qual terá 4 minutos e 20 segundos por bloco, combinará propostas para a segurança e o controle da inflação de alimentos com ataques a fragilidades de Lula nessas áreas.

Algumas das gravações que fez nas últimas semanas tiveram como cenário comércios varejistas, em que explora a comparação entre preços de itens da cesta básica hoje e sob o governo de seu pai, além de ironizar a promessa de Lula de que o povo voltaria a “comer sua picanha e tomar sua cervejinha”.

Com informações de Veja

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