Apneia do sono pode promover risco adicional à Covid-19, diz estudo

(Foto: Adi Goldstein/Unsplash)

Um estudo recente da Universidade de Warwick, na Inglaterra, aponta que pessoas diagnosticadas com apneia obstrutiva do sono podem ter maior risco às complicações da Covid-19. A pesquisa foi publicada no início de setembro na revista Sleep Medicine Reviews.

A apneia obstrutiva do sono é uma condição caracterizada pelo bloqueio completo ou parcial das vias aéreas durante o sono. Muitos dos fatores de risco associados a esse distúrbio, como diabetes, obesidade e hipertensão, são semelhantes àqueles associados aos sintomas mais graves da Covid-19. Por isso, os pesquisadores revisaram estudos e investigaram se o diagnóstico de apneia conferia um risco adicional além à infecção provocada pelo Sars-CoV-2.

Cientistas analisaram 18 estudos publicados até junho de 2020 que relacionavam apneia obstrutiva do sono e Covid-19, sendo que oito deles estavam relacionados ao risco de morte pela doença e dez estavam relacionados ao diagnóstico, tratamento e gestão da apneia do sono.

Com base na revisão dos artigos, evidências sugerem que muitos pacientes que precisaram de terapia intensiva tinham apneia obstrutiva do sono. Um dos estudos analisados, por exemplo, concluiu que pacientes hospitalizados por Covid-19 que tinham diabetes e estavam em tratamento para apneia obstrutiva do sono tinham risco 2,8 vezes maior de morrer no sétimo dia após a admissão hospitalar.

Com as taxas de obesidade e outros fatores de risco relacionados aumentando, os pesquisadores também acreditam que as taxas de apneia obstrutiva do sono também estejam crescendo. A revisão destaca que a pandemia também teve efeitos mundiais no diagnóstico, gerenciamento e tratamento em andamento de pacientes com esta e outras condições de sono. No futuro, pode ser necessário explorar novas vias de diagnóstico e tratamento para esses indivíduos.

Os pesquisadores defendem que é importante que as pessoas com diagnóstico de apneia obstrutiva do sono estejam cientes do risco adicional e tomem as precauções adequadas para reduzir sua exposição ao vírus. Mais pesquisas são necessárias para determinar se esses indivíduos precisam ser adicionados à lista de grupos vulneráveis ​​do coronavírus.

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