Diversos

Após dar um salto, STF flerta com o descrédito

Nunca antes na história de sua existência centenária o Supremo Tribunal Federal foi tão respeitado pelo contribuinte como hoje. No julgamento do mensalão, o tribunal fez o que todos imaginavam que jamais seria feito no Brasil: igualou o criminoso graúdo ao pobre-diabo.

Depois de corrigir a cegueira, regular a balança e afiar a espada, o STF decidiu desafiar a sorte. Por cinco votos contra cinco está empatada a votação que poderá representar o casamento do Supremo com a glória ou sua reconciliação com o descrédito.

Na sessão desta quinta-feira, quem melhor resumiu a cena foi Marco Aurélio Mello: “Sinalizamos para a sociedade brasileira a correção de rumos, visando um Brasil melhor. Cresceu o Supremo como órgão de cúpula do Judiciário junto aos cidadãos. Mas estamos a um passo, ou melhor a um voto de desmerecer a confiança que no Supremo foi depositada.”

Voltando-se para o colega Celso de Mello, Marco Aurélio cutucou: “Que responsabilidade, ministro!” É do decano do STF o voto que decidirá se os mensaleiros vão para a cadeia imediatamente ou se terão direito de interpor um derradeiro recurso –o embargo infringente—, que pode levar à redução de penas e até à prescrição.

“A repercussão que isso terá é incomensurável”, lamuriou-se Gilmar Mendes. Num chiste, Marco Aurélio insinuou que o Supremo está prestes a entrar na linha de tiro das ruas: “Vossa excelência fique tranquilo, ministro Gilmar, porque eu soube que os vidros do plenário foram blindados.”

Se a votação está empatada é porque o tribunal se dividiu quanto ao nó da questão: são cabíveis os recursos modificativos contra decisões do plenário do STF, espécie de Olimpo do Judiciário? Os partidários do ‘não’ dispõem de argumentos bastante  ponderáveis. O principal deles, exposto pela ministra Cármem Lucia e esmiuçado por outros colegas é o de que o STF passaria a ser o único tribunal superior a admitir os tais embargos infringentes. O STJ, onde são julgados, entre outros, os governadores de Estado, não os admite. No dizer de Marco Aurélio, “o sistema não fecha”.

Se é assim, pergunta a plateia aos seus botões, por que diabos a maioria dos ministros não opta pela solução mais lógica? Gilmar Mendes foi ao ponto: “Só há duas explicações possíveis para que as provas sejam reanalisadas pelo mesmo órgão julgador, ambas graves. Ou o trabalho custoso do já sobrecarregdo plenário é inútil ou joga-se com a odiosa manipulação da composição do tribunal”. E Marco Aurélio: “Talvez já não tenhamos o mesmo tribunal.”

Em debates como esse, a entrelinha por vezes grita mais do que a linha. O que Gilmar e Marco Aurélio disseram –sem declarar explicitamente— foi que os últimos ministros enviados por Dilma Rousseff ao Supremo deram ao plenário uma fisionomia mais, digamos, simpática aos mensaleiros.

Para usar expressões caras ao recém-chegado Luís Roberto Barroso: um julgamento que ficou “fora da curva” pode agora ser puxado para dentro da curva. Gilmar deu nome e sobrenome ao problema: José Dirceu. “O pano de fundo é a afirmação de que houve exasperação de penas. E o exemplo citado é a pena de 2 anos e 9 meses aplicada a José Dirceu no crime de quadrilha.”

Noutro julgamento recente, o do senador Ivo Cassol (PP-RO), os “novatos” Roberto Barroso e Teori Zavaschi alteraram com seus votos a maioria que se havia formado no julgamento do mensalão nas condenações por formaçõ de quadrilha. Com isso, o STF serviu a Cassol um refresco que, se forem aceitos os embargos infringentes, poderá ser estendido a mensaleiros como Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino..

Gilmar iluminou a incongruência. No caso do deputado-presidiário Natan Donadon, os desvios foram de R$ 8 milhões e o pedaço da sentença relativo à formação de quadrilha somou 2 anos e 3 meses. No escândalo do mensalão, disse Gilmar, os desvios foram de R$ 170 milhões, e a pena de quadrilha imposta ao “chefe” Dirceu foi de 2 anos e 9 meses. Comparando um caso com o outro, arrematou Gilmar, o episódio Donadon deveria ser analisado por um “Juizado de Pequenas causas.”

Afora o desafio ao bom senso, a aceitação dos embargos infringentes forçaria o STF a admiti-los em todas as outras ações penais que já tramitam nos seus escaninhos. Marco Aurélio injetou na sessão uma dose de realismo fantástico:

“Só eu tenho mais de 200 [processos] na fila do plenário, aguardando espaço na pauta. Tenho um processo que liberei há mais de dez anos para julgamento. E isso é uma frustração para o julgador. Há alguma coisa errada. Mas queremos ficar com o disco arranhado na mesma faixa.” É contra esse pano de fundo que metade do STF votou pela aceitação dos embargos infringentes.

Dono do voto que irá definir a parada na próxima quarta-feira, Celso de Mello deveria trocar no final de semana os compêndios jurídicos por um bom livro. Chama-se “Why Things Bite Back”. O autor é Edward Tenner. Há uma boa tradução para o português (“A Vingança da Tecnologia”, editora Campus, 1997). Tem 474 páginas.

A parte que mais interessa às togas do Supremo vai da página 22 à 25. Conta a experiência do major John Paul Stapp. Médico e biofísico, Stapp foi selecionado pela Força Aérea dos EUA como cobaia de testes para medir a resistência humana a grandes acelerações. Desafiou a velocidade pilotando um trenó com propulsão de foguete.

Em 1949, Stapp bateu o recorde de aceleração. Não conseguiu, porém, festejar o feito. Os acelerômetros do trenó-foguete não funcionaram. Desolado, Stapp encomendou ao engenheiro que o ajudava, o capitão Edward Murphy Jr., diligências para identificar a falha. Ele descobriu que um técnico ligara os circuitos do veículo ao contrário.

No relatório em que informa sobre a barbeiragem, o capitão Murphy Jr. anotou: “Se há mais de uma forma de fazer um trabalho e uma dessas formas redundará em desastre, então alguém fará o trabalho dessa forma”. Em entrevista a jornalistas, o major Stapp batizou de “Lei de Murphy” o diagnóstico do auxiliar. Resumiu-o assim: “Se alguma coisa pode dar errado, dará”.

Aplicada ao caso dos embargos infringentes, a “Lei de Murphy” ajuda a entender a atmosfera de descrédito que ameaça o STF. Podendo decidir de duas maneiras, Celso de Melo insinua que votará junto com a metade do Supremo que preferiu ligar os fios do julgamento do mensalão ao contrário.

MensalaoInfringentesArteFolhaJosias de Souza – UOL

Opinião dos leitores

  1. O grande problema é que os Embargos Infrigentes vinham sendo aceitos pelos STF.
    Mudar a regra agora será o atestado que o julgamento foi político, motivado por ideologias, e não um julgamento jurídico.
    Ministros que até ano passado defendiam o cabimento dos embargos de uma hora para outra decidiram que o recurso antes aceito não é mais cabível.

    Veja como o Ministro FUX decidiu no início do ano passado, em trecho de voto em habeas corpus (HC 104705-SE), afirmando literalmente que:

    “A respeito do tema, está previsto no parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal o cabimento de embargos infringentes e de nulidade, quando em apelação ou recurso em sentido estrito, por maioria, for proferido julgamento desfavorável ao acusado. No âmbito do Supremo, a matéria está disciplinada no regimento interno, admitindo-se os infringentes como via adequada para impugnar decisão condenatória, não unânime, proferida em ação penal, quando julgada improcedente a revisão criminal e, ainda, em face do desprovimento de recurso criminal ordinário (RISTF, artigo 333, incisos I a III e V).

    Em 2011, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, admitiu que os embargos infringentes existem; já no caso do chamado ‘mensalão’, ele diz que o tipo de recurso, que dá aos condenados o direito a um novo julgamento, é “inadmissível”.
    Em 2011, num parecer aprovado por Gurgel, a subprocuradora Cláudia Sampaio admitiu a existência dos embargos infringentes, alegando que a nova lei não fazia referência à sua anulação. Ela tratava do julgamento que condenou, por sete votos a três, o ex-deputado José Gerardo. Os procuradores, então, afirmaram que, neste caso, os infringentes não poderiam ser aceitos porque o regimento interno do STF exige ao menos quatro votos a favor do réu. Essa necessidade, diz o parecer, prevalece para que os embargos sejam aceitos.

    Ministros Gilmar Mendes e Carmen Lucia igualmente votaram a favor dos embargos em ocasisões anteriores.
    O site Consultor Jurídico publicou um texto lembrando que os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia também já defenderam os embargos infringentes no STF. Uma decisão ocorreu em 2003 a outra neste ano.

    Em março deste ano, ao julgar o cabimento dos Embargos Infringentes em um Recurso Extraordinário, a ministra Cármen Lúcia foi mais explícita ao defendê-los. “Os Embargos Infringentes são cabíveis, portanto, contra decisão de Turma ou do Plenário, mas não contra decisão monocrática”, votou. Referia-se justamente ao caso que julgava: não conheceu dos Embargos porque eles foram interpostos contra uma decisão monocrática sua.

    Contradição
    Para o advogado Fabrício de Oliveira Campos, do escritório Oliveira Campos Advogados, caso prevaleça a tese de Joaquim Barbosa, o STF cairá em contradição, já que a corte tem admitido recursos não previstos na Lei 8.038/1990, como os Embargos de Declaração e os de Divergência. Esse, inclusive, é um dos argumentos da defesa dos réus do mensalão.

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Geral

Moraes, Dino, Gilmar e Zanin formam aliança contra condução de Fachin no STF

Fotos: Fellipe Sampaio/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal — Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — passaram a atuar de forma alinhada diante da condução do presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à crise envolvendo o Banco Master.

O grupo cobra uma defesa pública mais enfática dos ministros e busca influenciar pautas de maior impacto, além de se contrapor a iniciativas de Fachin, como a criação de um código de conduta.

As críticas internas variam: Moraes aponta falta de apoio, Gilmar avalia que declarações de Fachin ampliam a exposição do tribunal, e Dino defende foco em problemas estruturais do Judiciário. Zanin, embora mais discreto, também demonstra insatisfação com a condução do tema.

A crise reconfigurou os blocos dentro do STF. De um lado, o grupo dos quatro; de outro, Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Kassio Nunes Marques atua como intermediário, enquanto Dias Toffoli aparece isolado.

O pano de fundo é o avanço das investigações envolvendo o Banco Master e a possibilidade de delações que atinjam ministros. Parte da Corte avalia que a postura de Fachin tem gerado desgaste e falta de unidade interna.

Fachin, por sua vez, afirma que mantém a defesa institucional do tribunal e diálogo com os colegas, além de reforçar a necessidade de regras éticas e transparência para preservar a credibilidade do Judiciário.

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VÍDEO: Homem morre após se afogar na praia de Barra do Maxaranguape, no litoral Norte

Um homem morreu após se afogar na praia de Barra do Maxaranguape, no litoral Norte potiguar, no fim da tarde deste domingo (12).

A vítima, moradora da Zona Norte, estava com a família quando entrou no mar e se afogou. O Corpo de Bombeiros conseguiu retirá-lo da água com apoio do helicóptero Potiguar 02. Equipes do SAMU tentaram reanimar a vítima por cerca de 1h30, com massagens cardíacas e uso de desfibrilador, mas ele não resistiu.

A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e o Instituto Técnico-Científico de Perícia.

Com informações do Via Certa Natal

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Governo do Estado esclarece que não comprou eletrodomésticos à empresa Prosseg e diz que houve erro na publicação no Diário Oficial

Foto: reprodução

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN, esclareceu que não realizou compra de eletrodomésticos no valor de R$ 16,9 milhões junto à empresa Prosseg Consultoria e Serviços Especializados.

Segundo a pasta, a informação divulgada anteriormente decorreu de um erro na publicação do Diário Oficial do Estado do RN, que já está sendo corrigido.

De acordo com a Sesap, o contrato refere-se, na verdade, a uma licitação regular para contratação de serviços de mão de obra médica voltados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

A secretaria afirmou que o equívoco foi identificado internamente e que as medidas necessárias foram adotadas para garantir a correção das informações.

Leia a íntegra da nota da Sesap:

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) esclarece que não há processo de aquisição de eletrodomésticos no contrato junto à empresa Prosseg.

O engano decorre de um erro no conteúdo publicado no Diário Oficial do Estado, o qual já foi identificado pela equipe responsável. A publicação está sendo devidamente corrigida para garantir a precisão das informações prestadas à população.

Trata-se, na verdade, de uma licitação devidamente realizada para a contratação de serviços de mão de obra médica destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A Sesap reforça seu compromisso com a transparência e a divulgação responsável de informações, e segue à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Opinião dos leitores

  1. Erro Foi???

    Se não fosse as redes sociais. É por isso que o PT e sua turma, querem silenciar as redes sociais!

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Após 16 anos no poder, Viktor Orbán reconhece derrota para a oposição de centro-direita na Hungria

Viktor Orbán e Péter Magyar — Foto: REUTERS

O líder nacionalista veterano da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a derrota neste domingo após uma vitória eleitoral esmagadora do partido de oposição Tisza.

Resultados baseados em 46% dos votos apurados mostraram o partido Tisza, de centro-direita e pró-União Europeia, liderado por Peter Magyar, conquistando 135 assentos — ou uma crucial maioria de dois terços — no parlamento de 199 membros, à frente do partido Fidesz, de Orbán.

“Os resultados eleitorais ainda não são finais, mas a situação é compreensível e clara”, disse Orbán na sede de campanha do Fidesz. “O resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro.”

A derrota de Orbán também poderá significar a eventual liberação de fundos da UE para a Hungria, que o bloco havia suspendido devido ao que Bruxelas chamou de erosão dos padrões democráticos por parte de Orbán. Além disso, deve privar o presidente russo, Vladimir Putin, de seu principal aliado na UE, assim como impactar outros círculos de direita ocidentais, incluindo a Casa Branca.

Quem é Peter Magyar

Magyar, cujo sobrenome significa literalmente “húngaro”, ganhou notoriedade há dois anos, depois que sua ex-esposa, Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, renunciou a todos os cargos políticos após um indulto em um caso de abuso sexual que causou indignação pública.

Magyar rapidamente se distanciou do partido governista e o acusou de corrupção e de disseminar propaganda, dizendo que estava desiludido com o Fidesz.

Nascido em 1981 em uma família de advogados, Magyar também estudou direito. Casou-se com Varga em 2006 e, quando a carreira dela a levou para Bruxelas, Magyar ingressou no corpo diplomático da Hungria e trabalhou com legislação da UE. Após retornar à Hungria, trabalhou em um banco estatal e depois chefiou uma agência de empréstimos estudantis.

Magyar e Varga, que se divorciaram em 2023, têm três filhos. Magyar se descreve como religioso e diz que gosta de cozinhar e jogar futebol com seus amigos e filhos.

Com informações de Valor e g1

Opinião dos leitores

  1. Cabra macho! Tá de parabéns!
    Honrou as calças que veste.
    Não fez igual ao vagabozo covarde que fugiu com o rabo entre as pernas(levando as joias).

  2. Esse aí foi GENTE e não golpista bandido como o daqui: assumiu a derrota feito HOMEM e não um rato fugindo…

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ABC goleia o Laguna e vence a primeira na Série D

Foto: reprodução/YouTube FNF

Após estrear perdendo na Série D para o Maguary-PE, o ABC goleou o Laguna-RN no Frasqueirão neste domingo (12) pelo placar de 4 a 0. Com o resultado, o ABC salta para a terceira colocação do grupo A8.

O Alvinegro abriu o placar aos 32 minutos do primeiro tempo com Igor Bahia, de cabeça. O segundo gol veio aos 9 minutos da segunda etapa, com Luiz Fernando acertando o ângulo em um chute de fora da área. Luiz Fernando também marcou o terceiro, aos 26 minutos do 2º tempo. Igor Bahia marcou o segundo dele e fechou o placar, de pênalti, já no fim da partida.

O Mais Querido volta à campo contra o Imperatriz-MA na quarta-feira (16), às 19h, no estádio Frei Epifânio, no Maranhão, pela 4ª rodada da Copa do Nordeste. Pela Série D, o próximo jogo do ABC é o Clássico-Rei contra o América, marcado para o dia 22, às 19h, na Arena das Dunas.

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América vence o Central em Caruaru e assume liderança do grupo A8 na Série D

Imagem: reprodução/YouTube Metrópoles

O América venceu o Central-PE por 1 a 0 neste domingo (12), no Estádio Lacerdão, em Caruaru, pela Série D do Campeonato Brasileiro. A partida foi disputada sem público, após episódios de violência no último confronto entre os clubes.

O gol da vitória americana saiu no início do segundo tempo, após Cassiano finalizar com um chute forte, recebendo passe de Paulinho.

Com o resultado, o América mantém 100% na competição e lidera o grupo A8. Na estreia, o alvirrubro já havia vencido o Sousa-PB por 2 a 0. O América se recupera da derrota por 3 a 0 para o ABC, pela Copa do Nordeste, que encerrou uma sequência de 16 jogos invictos.

O próximo compromisso do América é contra o Fortaleza, pela Copa do Nordeste, na quinta-feira (16), às 19h. A partida acontece em João Pessoa-PB no Estádio Almeidão, pois a Arena das Dunas estará sendo preparada para receber o show da dupla Henrique e Juliano. Pela Série D, o alvirrubro volta à campo no dia 22 (quarta-feira), às 19h, para o Clássico-Rei contra o ABC pela terceira rodada da competição.

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Delegado revisa inquérito e conclui pela segunda vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

O presidente Jair Bolsonaro durante reunião ministerial em 22 de abril, a última com a presença de Sérgio Moro, que dois dias depois deixou o Ministério da Justiça / Foto: Narcos Corrêa/PR

A Polícia Federal concluiu novamente que não há provas de crime no inquérito que apura suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação.

O caso havia sido reaberto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro ao deixar o governo, em 2020.

Na nova análise, já sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a PF revisou as provas e manteve a conclusão de que não há elementos para responsabilização penal.

O relatório também cita que não foram encontradas evidências de interferência nem mesmo em materiais relacionados ao inquérito das fake news.

Com o envio do documento ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, caberá a ele decidir se solicita novas diligências ou o arquivamento definitivo do caso.

Opinião dos leitores

  1. Ele fez uma reunião ameaçando mudar delegados e até ministro que investigasse amigo ou familiar dele a toa né? Afastou 20 delegados da PF de investigações ligadas a ele só por esporte mesmo kkkkk

    1. Tu estava embaixo da mesa homi, com a cabeça escondida entre as pernas de quem estava nessa cadeira? E mesmo assim vc conseguiu escutar? Coragem da gota, chamando um delegado de mentiroso kkkkkk

  2. As narrativas para condenar o ex-Presidente estão caindo uma a uma…
    Processos arquivados:
    Não houve roubo de joias;
    Não houve importunação da “baleia” (ao contrário do atual presidente que almoçou uma paca – animal silvestre, proibido a caça);
    Não houve interferência na PF;
    E o Ministro do STF, Fux, que é Juiz de carreira, mudou seu voto, para inocentar todos envolvidos na suposta tentativa de golpe…
    Há uma luz no final no túnel…

  3. Dos mesmo produtores de “Querida, tentei dar um golpe; dos mesmos realizadores de “Cartão de vacina, o retorno”, “Bolso e a baleia” e “Umas joias da Arábias”.

  4. O BRASIL INTEIRO SABE QUE BOLSONARO NUNCA COMETEU CRIME ALGUM NO SEU GOVERNO. ATÉ HOUVE INTERFERÊNCIA NA PF NO GOVERNO BOLSONARO, MAS FOI INTERFERÊNCIA DO XANDÃO, O IMPEDINDO DE NOMEAR RAMAGEM. AÍ SIM, HOUVE INTERFERÊNCIA.

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PL registra 44 mil novos filiados após pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República

Foto: Beto Barata/ PL Nacional

O Partido Liberal ganhou 44.092 novos filiados entre dezembro de 2025 e março de 2026, após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A sigla soma agora 939.614 integrantes, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Já o Partido dos Trabalhadores perdeu 4.953 filiados, mas segue como a segunda maior legenda do país, com 1.668.670 membros, atrás do Movimento Democrático Brasileiro, que tem 2.022.593.

No mesmo período, o Missão registrou o segundo maior crescimento, com 17.255 novos filiados. Criado em novembro de 2025, o partido surgiu de dissidência do Movimento Brasil Livre.

Outros partidos com saldo positivo foram o Partido Novo (+3.624) e a Unidade Popular (+1.004). No total, 23 das 29 siglas perderam filiados no período.

O Brasil encerrou março com 16.063.752 pessoas filiadas a partidos. O saldo geral foi positivo em 16.213, impulsionado principalmente pelo desempenho do PL, que compensou perdas em legendas como MDB e PRD.

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FGTS passa a ser liberado para fertilização in vitro e amplia acesso à reprodução assistida no Brasil


Uma mudança recente no Brasil começa a transformar o cenário da reprodução assistida: o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para custear tratamentos de fertilização in vitro (FIV) já está sendo permitido, ampliando o acesso de milhares de brasileiros ao sonho de ter filhos. A medida representa um avanço importante ao reconhecer a infertilidade como uma questão de saúde que também demanda suporte financeiro.

A fertilização in vitro é um dos tratamentos mais eficazes para casais e pessoas com dificuldade para engravidar, mas o custo ainda é um dos principais obstáculos. Com a liberação do FGTS, pacientes passam a contar com uma alternativa viável para iniciar ou dar continuidade ao tratamento, reduzindo o impacto financeiro e possibilitando um planejamento mais acessível.

Especialistas destacam que a medida acompanha uma realidade cada vez mais presente no país: o aumento dos casos de infertilidade, influenciado por fatores como o adiamento da maternidade, estilo de vida e condições clínicas. Ao permitir o uso de um recurso já pertencente ao trabalhador, a iniciativa contribui para democratizar o acesso à medicina reprodutiva e reduzir desigualdades no cuidado com a saúde.

No DNA Fértil, clínica referência em reprodução assistida no Rio Grande do Norte, a novidade é vista como um marco. “A liberação do FGTS para tratamentos como a fertilização in vitro muda completamente a perspectiva de muitos pacientes. Estamos falando de pessoas que, até então, precisavam adiar ou até desistir do sonho de ter um filho por questões financeiras. Essa medida traz esperança concreta e amplia o acesso à realização desse projeto de vida”, afirma a médica especialista em reprodução humana, Dra. Anna Beatriz.

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Eleição presidencial no Peru pode colocar no 2º turno dois candidatos de direita

Foto: REUTERS/Angela Ponce

Mais de 27 milhões de pessoas vão às urnas neste domingo (12) para escolher entre 35 nomes quem será o presidente que governará o Peru pelos próximos cinco anos, embora esse prazo seja incerto, dada a história recente do país.

Noos últimos nove anos, o Peru teve nada menos que nove presidentes, entre processos de impeachment e renúncias. As pesquisas de intenção de votos colocam candidatos denominados mais à direita como favoritos, mas com quase 1/3 de indecisos, nem isso está garantido.

Caso nenhum candidato alcance o patamar de mais de 50% dos votos neste domingo,  como apontam as pesquisas, será realizado um segundo turno, agendado para o dia 7 de junho.

Favoritos são de direita

O nome mais forte nesse primeiro turno das eleições é uma constante das últimas três campanhas eleitorais: Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, mais uma vez mostra força na etapa inicial do pleito, aparecendo como favorita para chegar ao segundo turno. Mas isso também aconteceu em 2011, 2016 e 2021, quando ela foi derrotada na votação final por Ollanta Humala, Pedro Pablo Kuczynski e Pedro Castillo, respectivamente.

Nas últimas semanas, quem cresceu nas pesquisas a ponto de alcançar o segundo lugar foi Carlos Álvarez, um ex-comediante e apresentador de televisão, que focou sua campanha em propostas radicais de segurança pública, prometendo prisão perpétua para quem cometer crimes graves e pena de morte em casos flagrantes.

Alinhado a pautas populistas, Álvarez se apresenta como um “não político” e critica a polarização das últimas eleições, não se identificando diretamente com as linhas ideológicas dos demais candidatos. Defensor da atenção à infância em termos de saúde e educação, sua base eleitoral é forte nas zonas rurais do Peru.

Conta a seu favor ser um nome muito reconhecido em todo o país, por suas sátira na TV imitando políticos locais e regionais, de Alberto Fujimori até a chilena Michele Bachelet e o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

InfoMoney

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