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Após dar um salto, STF flerta com o descrédito

Nunca antes na história de sua existência centenária o Supremo Tribunal Federal foi tão respeitado pelo contribuinte como hoje. No julgamento do mensalão, o tribunal fez o que todos imaginavam que jamais seria feito no Brasil: igualou o criminoso graúdo ao pobre-diabo.

Depois de corrigir a cegueira, regular a balança e afiar a espada, o STF decidiu desafiar a sorte. Por cinco votos contra cinco está empatada a votação que poderá representar o casamento do Supremo com a glória ou sua reconciliação com o descrédito.

Na sessão desta quinta-feira, quem melhor resumiu a cena foi Marco Aurélio Mello: “Sinalizamos para a sociedade brasileira a correção de rumos, visando um Brasil melhor. Cresceu o Supremo como órgão de cúpula do Judiciário junto aos cidadãos. Mas estamos a um passo, ou melhor a um voto de desmerecer a confiança que no Supremo foi depositada.”

Voltando-se para o colega Celso de Mello, Marco Aurélio cutucou: “Que responsabilidade, ministro!” É do decano do STF o voto que decidirá se os mensaleiros vão para a cadeia imediatamente ou se terão direito de interpor um derradeiro recurso –o embargo infringente—, que pode levar à redução de penas e até à prescrição.

“A repercussão que isso terá é incomensurável”, lamuriou-se Gilmar Mendes. Num chiste, Marco Aurélio insinuou que o Supremo está prestes a entrar na linha de tiro das ruas: “Vossa excelência fique tranquilo, ministro Gilmar, porque eu soube que os vidros do plenário foram blindados.”

Se a votação está empatada é porque o tribunal se dividiu quanto ao nó da questão: são cabíveis os recursos modificativos contra decisões do plenário do STF, espécie de Olimpo do Judiciário? Os partidários do ‘não’ dispõem de argumentos bastante  ponderáveis. O principal deles, exposto pela ministra Cármem Lucia e esmiuçado por outros colegas é o de que o STF passaria a ser o único tribunal superior a admitir os tais embargos infringentes. O STJ, onde são julgados, entre outros, os governadores de Estado, não os admite. No dizer de Marco Aurélio, “o sistema não fecha”.

Se é assim, pergunta a plateia aos seus botões, por que diabos a maioria dos ministros não opta pela solução mais lógica? Gilmar Mendes foi ao ponto: “Só há duas explicações possíveis para que as provas sejam reanalisadas pelo mesmo órgão julgador, ambas graves. Ou o trabalho custoso do já sobrecarregdo plenário é inútil ou joga-se com a odiosa manipulação da composição do tribunal”. E Marco Aurélio: “Talvez já não tenhamos o mesmo tribunal.”

Em debates como esse, a entrelinha por vezes grita mais do que a linha. O que Gilmar e Marco Aurélio disseram –sem declarar explicitamente— foi que os últimos ministros enviados por Dilma Rousseff ao Supremo deram ao plenário uma fisionomia mais, digamos, simpática aos mensaleiros.

Para usar expressões caras ao recém-chegado Luís Roberto Barroso: um julgamento que ficou “fora da curva” pode agora ser puxado para dentro da curva. Gilmar deu nome e sobrenome ao problema: José Dirceu. “O pano de fundo é a afirmação de que houve exasperação de penas. E o exemplo citado é a pena de 2 anos e 9 meses aplicada a José Dirceu no crime de quadrilha.”

Noutro julgamento recente, o do senador Ivo Cassol (PP-RO), os “novatos” Roberto Barroso e Teori Zavaschi alteraram com seus votos a maioria que se havia formado no julgamento do mensalão nas condenações por formaçõ de quadrilha. Com isso, o STF serviu a Cassol um refresco que, se forem aceitos os embargos infringentes, poderá ser estendido a mensaleiros como Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino..

Gilmar iluminou a incongruência. No caso do deputado-presidiário Natan Donadon, os desvios foram de R$ 8 milhões e o pedaço da sentença relativo à formação de quadrilha somou 2 anos e 3 meses. No escândalo do mensalão, disse Gilmar, os desvios foram de R$ 170 milhões, e a pena de quadrilha imposta ao “chefe” Dirceu foi de 2 anos e 9 meses. Comparando um caso com o outro, arrematou Gilmar, o episódio Donadon deveria ser analisado por um “Juizado de Pequenas causas.”

Afora o desafio ao bom senso, a aceitação dos embargos infringentes forçaria o STF a admiti-los em todas as outras ações penais que já tramitam nos seus escaninhos. Marco Aurélio injetou na sessão uma dose de realismo fantástico:

“Só eu tenho mais de 200 [processos] na fila do plenário, aguardando espaço na pauta. Tenho um processo que liberei há mais de dez anos para julgamento. E isso é uma frustração para o julgador. Há alguma coisa errada. Mas queremos ficar com o disco arranhado na mesma faixa.” É contra esse pano de fundo que metade do STF votou pela aceitação dos embargos infringentes.

Dono do voto que irá definir a parada na próxima quarta-feira, Celso de Mello deveria trocar no final de semana os compêndios jurídicos por um bom livro. Chama-se “Why Things Bite Back”. O autor é Edward Tenner. Há uma boa tradução para o português (“A Vingança da Tecnologia”, editora Campus, 1997). Tem 474 páginas.

A parte que mais interessa às togas do Supremo vai da página 22 à 25. Conta a experiência do major John Paul Stapp. Médico e biofísico, Stapp foi selecionado pela Força Aérea dos EUA como cobaia de testes para medir a resistência humana a grandes acelerações. Desafiou a velocidade pilotando um trenó com propulsão de foguete.

Em 1949, Stapp bateu o recorde de aceleração. Não conseguiu, porém, festejar o feito. Os acelerômetros do trenó-foguete não funcionaram. Desolado, Stapp encomendou ao engenheiro que o ajudava, o capitão Edward Murphy Jr., diligências para identificar a falha. Ele descobriu que um técnico ligara os circuitos do veículo ao contrário.

No relatório em que informa sobre a barbeiragem, o capitão Murphy Jr. anotou: “Se há mais de uma forma de fazer um trabalho e uma dessas formas redundará em desastre, então alguém fará o trabalho dessa forma”. Em entrevista a jornalistas, o major Stapp batizou de “Lei de Murphy” o diagnóstico do auxiliar. Resumiu-o assim: “Se alguma coisa pode dar errado, dará”.

Aplicada ao caso dos embargos infringentes, a “Lei de Murphy” ajuda a entender a atmosfera de descrédito que ameaça o STF. Podendo decidir de duas maneiras, Celso de Melo insinua que votará junto com a metade do Supremo que preferiu ligar os fios do julgamento do mensalão ao contrário.

MensalaoInfringentesArteFolhaJosias de Souza – UOL

Opinião dos leitores

  1. O grande problema é que os Embargos Infrigentes vinham sendo aceitos pelos STF.
    Mudar a regra agora será o atestado que o julgamento foi político, motivado por ideologias, e não um julgamento jurídico.
    Ministros que até ano passado defendiam o cabimento dos embargos de uma hora para outra decidiram que o recurso antes aceito não é mais cabível.

    Veja como o Ministro FUX decidiu no início do ano passado, em trecho de voto em habeas corpus (HC 104705-SE), afirmando literalmente que:

    “A respeito do tema, está previsto no parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal o cabimento de embargos infringentes e de nulidade, quando em apelação ou recurso em sentido estrito, por maioria, for proferido julgamento desfavorável ao acusado. No âmbito do Supremo, a matéria está disciplinada no regimento interno, admitindo-se os infringentes como via adequada para impugnar decisão condenatória, não unânime, proferida em ação penal, quando julgada improcedente a revisão criminal e, ainda, em face do desprovimento de recurso criminal ordinário (RISTF, artigo 333, incisos I a III e V).

    Em 2011, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, admitiu que os embargos infringentes existem; já no caso do chamado ‘mensalão’, ele diz que o tipo de recurso, que dá aos condenados o direito a um novo julgamento, é “inadmissível”.
    Em 2011, num parecer aprovado por Gurgel, a subprocuradora Cláudia Sampaio admitiu a existência dos embargos infringentes, alegando que a nova lei não fazia referência à sua anulação. Ela tratava do julgamento que condenou, por sete votos a três, o ex-deputado José Gerardo. Os procuradores, então, afirmaram que, neste caso, os infringentes não poderiam ser aceitos porque o regimento interno do STF exige ao menos quatro votos a favor do réu. Essa necessidade, diz o parecer, prevalece para que os embargos sejam aceitos.

    Ministros Gilmar Mendes e Carmen Lucia igualmente votaram a favor dos embargos em ocasisões anteriores.
    O site Consultor Jurídico publicou um texto lembrando que os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia também já defenderam os embargos infringentes no STF. Uma decisão ocorreu em 2003 a outra neste ano.

    Em março deste ano, ao julgar o cabimento dos Embargos Infringentes em um Recurso Extraordinário, a ministra Cármen Lúcia foi mais explícita ao defendê-los. “Os Embargos Infringentes são cabíveis, portanto, contra decisão de Turma ou do Plenário, mas não contra decisão monocrática”, votou. Referia-se justamente ao caso que julgava: não conheceu dos Embargos porque eles foram interpostos contra uma decisão monocrática sua.

    Contradição
    Para o advogado Fabrício de Oliveira Campos, do escritório Oliveira Campos Advogados, caso prevaleça a tese de Joaquim Barbosa, o STF cairá em contradição, já que a corte tem admitido recursos não previstos na Lei 8.038/1990, como os Embargos de Declaração e os de Divergência. Esse, inclusive, é um dos argumentos da defesa dos réus do mensalão.

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[VÍDEO] DEBATE INTER TV: “Quem é Felipe Rodrigues da Silva”? Questionamento de Cadu de Lula a Allyson fica sem resposta

 


Vídeo: Reprodução/Inter TV Cabugi

Um questionamento feito pelo candidato ao Governo do Estado, Cadu de Lula (PT) ao adversário Allyson Bezerra (União Brasil) ficou sem resposta no debate da Inter TV Cabugi na noite desta quinta-feira (22). No início do segundo bloco, o petista perguntou sobre uma suposta ligação do ex-prefeito de Mossoró com Felipe Rodrigues da Silva.

“Candidato, você conhece Felipe Rodrigues da Silva?”, questionou Cadu de Lula antes de responder o candidato do União Brasil sobre o problema de água do município de Santa Cruz. Em seguida, Allyson Bezerra voltou a falar, mas em nenhum momento durante todo o debate respondeu a pergunta do adversário sobre sua suposta ligação com Felipe Rodrigues da Silva. 

A pergunta que ficou sem resposta pode ter passado despercebido por muita gente, mas não pelo Blog do BG. Quem é Felipe Rodrigues da Silva? Fica o questionamento.

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REAL TIME BIG DATA: Flávio Bolsonaro tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula


Foto: Reprodução/Internet

A disputa pela Presidência da República chega aos seus momentos decisivos em cenário de extrema polarização e empate técnico no limite da margem de erro. É o que aponta a última pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada na manhã desta sexta-feira (3).

No cenário de votos válidos, quando são excluídos os votos brancos, nulos e as abstenções, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança numérica com 52%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%. Dado o intervalo da margem de erro, os dois candidatos configuram empate técnico.

Cenários de votos totais e espontânea

Na pesquisa estimulada (votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos), a distância entre os concorrentes se mantém proporcional, preservando o empate técnico. Flávio Bolsonaro pontua com 49%, frente a 45% de Lula. Eleitores que declararam voto nulo ou em branco somam 5%, enquanto 1% não soube ou não quis responder. Segundo o instituto, o cenário histórico aponta uma curva ascendente para Flávio Bolsonaro, ao passo que Lula permanece estagnado no mesmo patamar desde o mês de junho.

Na modalidade espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, o empate técnico também prevalece: Flávio Bolsonaro lidera numericamente com 48%, seguido por Lula com 44%. Brancos e nulos totalizam 5%, e os que não sabem ou não responderam representam 3%.

O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 19 e 22 de outubro. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09670/2026.

Rejeição

O índice de rejeição reflete a mesma proximidade numérica, embora Lula apareça à frente neste quesito. O petista é rejeitado por 36% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Outros 28% afirmam rejeitar ambos os candidatos, e apenas 3% declaram não rejeitar nenhum deles.

Com informações da Revista Veja

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Gonet pede que STF rejeite pedido de acesso a visitas de Lulinha e mulher de Moraes no Senado


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta quinta-feira (22) contra uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que exige a divulgação dos registros de entrada e saída no Senado de pessoas ligadas à política e ao mercado financeiro. Entre os citados no pedido estão Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e José Ferreira da Silva, o Frei Chico, respectivamente filho e irmão do presidente Lula (PT), além do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outras quatro pessoas.

A manifestação da PGR foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator do mandado de segurança impetrado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter. O parlamentar recorreu à Suprema Corte após o Senado negar o fornecimento do histórico de visitas cobrado via Lei de Acesso à Informação, referente ao período de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2026. Enquanto o vereador sustenta que os dados são de interesse público e cruciais para a transparência, a Mesa do Senado indeferiu a solicitação argumentando que se trata de informações pessoais e protegidas por lei.

Em seu parecer, Gonet apontou obstáculos processuais para o prosseguimento do caso no STF. Segundo o procurador-geral, a Corte não possui competência para julgar a matéria, uma vez que o indeferimento do pedido foi assinado por órgãos administrativos do Senado, e não pela presidência da Casa. Além disso, o chefe da PGR destacou que o mandado de segurança exige a comprovação de violação de um direito individual direto, não podendo ser utilizado como instrumento para a defesa genérica do interesse coletivo.

Em manifestação prévia nos autos, o Senado defendeu o sigilo das entradas alegando que a exposição pública dos visitantes poderia expor fontes, interlocutores e contatos de congressistas, permitindo a reconstrução de agendas políticas e violando prerrogativas do mandato parlamentar. A instituição reforçou ainda que a coleta desses dados atende exclusivamente a fins de segurança institucional e que órgãos oficiais de investigação possuem caminhos próprios para acessá-los, se necessário.

Sem entrar no mérito sobre se os citados efetivamente estiveram nas dependências da Casa ou se os dados deveriam ser abertos, Gonet limitou-se às preliminares jurídicas e recomendou a rejeição sumária da ação. A decisão final caberá ao relator, ministro Luiz Fux.

Com informações da Jovem Pan

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Lula aposta no Sudeste e nas redes sociais para tentar virada histórica no 2º turno


Foto: Ricardo Stuckert

A poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afina as últimas táticas para tentar reverter o cenário do primeiro turno e garantir uma vitória nas urnas. A estratégia do candidato à reeleição aposta no reforço das propostas para um eventual quarto mandato, além de uma forte mobilização nas redes sociais e em grandes atos de rua na Região Sudeste.

Sem agendas públicas na última quinta-feira (22), Lula dedicou o dia à preparação para o último debate presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que será transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23). O presidente embarca à tarde para o Rio de Janeiro, cidade que sediará o confronto.

A agenda do sábado (24), último dia permitido para atos de campanha, será concentrada nos dois maiores centros urbanos do país. Pela manhã, às 10h, o petista comanda uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). Já no período da tarde, às 16h, o encerramento oficial da corrida eleitoral ocorrerá com uma mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

A prioridade dada ao Sudeste na fase decisiva reflete o peso estratégico da região, que reúne 41,78% de todo o eleitorado nacional. Além disso, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ocupam os três primeiros lugares no ranking de maiores colégios eleitorais do Brasil, motivo pelo qual Lula também cumpriu agenda em Belo Horizonte na quarta-feira (21).

Com informações do Metrópoles

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Vazamento de petróleo contamina costa dos Emirados Árabes e força fechamento de praias


Foto: Reprodução/Getty Images

Um vazamento de petróleo provocado por um navio-tanque atingiu a costa de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, nesta sexta-feira (23). Diante do impacto ambiental imediato, o Ministério das Mudanças Climáticas e do Meio Ambiente do país determinou o fechamento total do acesso do público às praias da região.

Segundo o órgão ambiental, a interdição das praias continuará em vigor até que as equipes técnicas concluam as avaliações do dano e estabeleçam as medidas necessárias para garantir a segurança da população e a proteção do ecossistema marinho.

Operações de contenção do produto já foram iniciadas na tentativa de mitigar o alastramento da mancha de óleo no mar. As autoridades locais informaram que a embarcação responsável pelo incidente ainda não foi identificada e que as investigações continuam em andamento.

Com informações do Metrópoles

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Flávio Bolsonaro aposta em segurança, custo de vida e debate na Globo para tentar consolidar vantagem


Foto: Divulgação/Campanha Flávio Bolsonaro

Em uma disputa voto a voto na reta final do segundo turno, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) direciona suas últimas estratégias para conquistar os eleitores indecisos e a população de menor renda. Com um discurso centrado em críticas à segurança pública e ao custo de vida, o parlamentar também aposta na mobilização de sua militância para evitar que apoiadores deixem de votar no próximo domingo (25).

Além dos atos de rua promovidos por influenciadores e lideranças regionais, o ponto altíssimo do cronograma é o último confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para esta sexta-feira (23), no debate da TV Globo.

O itinerário de encerramento da campanha prevê mobilizações em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro no sábado (24). No início da semana, o candidato cumpriu agenda em Fortaleza e realizou seu último compromisso presencial no estado de São Paulo durante um encontro com aliados em Guarulhos, na quarta-feira (21/).

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] “MAIOR MOBILIZAÇÃO DO NORDESTE”: Nikolas Ferreira lidera ‘Bloquinho 22’ na reta final do 2º turno no Recife


Vídeo: Reprodução/Instragram Nikolas Ferreira

A três dias do segundo turno presidencial, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) liderou, nesta quinta-feira (22), o “Bloquinho 22” no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Em discurso direcionado aos apoiadores, o parlamentar classificou o evento como a maior mobilização popular já realizada na Região Nordeste e apostou em um desempenho recorde da direita nas urnas.

“Vocês hoje estão fazendo a maior manifestação de toda a história do Nordeste”, declarou o deputado em cima do trio elétrico. A mobilização na capital pernambucana reuniu lideranças conservadoras nacionais, como os políticos Lucas Pavanato (PL-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS), além de nomes do cenário político local.

Um dos momentos centrais do ato foi marcado por provocações ao ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Ao recordar uma antiga declaração em que o socialista afirmava que “em Pernambuco, bolsonarista não se cria”, Nikolas inflamou o público e puxou um coro chamando o ex-gestor de “desempregado”. A alusão diz respeito à derrota eleitoral de João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco no primeiro turno, em 4 de outubro, quando foi superado pela governadora reeleita Raquel Lyra (PSD). Ao deixar a prefeitura para disputar o Palácio do Campo das Princesas, Campos acabou sem mandato eletivo para o próximo período.

“Recife e Pernambuco, dê um tchau pra João Campos”, incitou Nikolas, sob gritos e aplausos dos manifestantes.

Ataques a Lula e Janja

O parlamentar mineiro também reservou críticas e provocações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à primeira-dama Janja da Silva. Em tom irônico, Nikolas agradeceu à primeira-dama por tê-lo chamado recentemente de “piá”.

“Queria agradecer a Janja, que me chamou de piá, porque todo lugar que eu vou agora eu vejo cartazes ‘somos todos piá’. E Janja, arruma a mala porque você vai virar ex-primeira-dama. E Lula, arruma a mala porque você vai virar ex-presidente do Brasil”, afirmou o parlamentar.

Encerrando o discurso, o deputado expressou otimismo sobre o resultado eleitoral do próximo domingo no Nordeste, região em que a esquerda historicamente obtém expressiva vantagem. “Domingo agora, diferentemente das outras eleições, quando começar a chegar os votos do Nordeste, o Nordeste vai dar a maior votação pra direita da história do país”, concluiu.

Com informações do Diário de Pernambuco

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[VÍDEO] “Nunca vi uma campanha tão suja”, diz Mário Sabino sobre debate político e postura de Lula


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

Em participação no programa Contexto, do portal Metrópoles, nesta quinta-feira (22), o jornalista e comentarista político Mario Sabino fez duras críticas à qualidade das campanhas eleitorais no país. Para ele, o debate político brasileiro tem se desviado sistematicamente dos problemas reais da população, priorizando polêmicas vazias.

Sabino classificou como danoso o fato de candidatos focarem a energia em disputas de narrativas e “factoides”, enquanto os cidadãos seguem sem clareza sobre como os postulantes ao cargo pretendem resolver os graves problemas econômicos e sociais do Brasil.

O comentarista foi enfático ao avaliar a atuação do atual presidente: “Nunca vi uma campanha tão suja e tão desprovida de substância como essa que nós estamos assistindo de ambos os lados”. Segundo Sabino, o ponto mais grave é que o chefe do Executivo nacional, por ocupar a principal cadeira da República, não deveria permitir ou dar margem para que aliados criem canais de difusão de “alivias” e desinformação.

No centro das críticas também está a falta de clareza nas propostas econômicas e sociais. Sabino apontou que discursos voltados a temas periféricos, como ataques a programas sociais, funcionalismo público ou propostas inexequíveis acabam dominando o noticiário e servindo apenas para apagar incêndios momentâneos, sem qualquer contribuição efetiva para o futuro do país.

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[VÍDEO] DEBATE INTER TV: “Você não tem lado, você larga a mão das pessoas no meio do caminho”, diz Cadu sobre falta de posicionamento de Allyson

Cadu de Lula (PT) criticou a falta de posicionamento de Allyson Bezerra (União) em relação à disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), durante o debate da Inter TV na noite desta quinta-feira (22).

“Mossoró já descobriu quem você é, o Oeste já descobriu quem você é. A gente vai ganhar no Oeste, vamos ganhar no Rio Grande do Norte, porque lá na sua terra, o povo já sabe quem você é. Você não dá pra confiar, porque você não tem posição, você não tem lado, você larga a mão das pessoas no meio do caminho”, afirmou Cadu.

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[VÍDEO] DEBATE INTER TV: Allyson critica gestão petista da Segurança Pública e cita aumento de homicídios e feminicídios

Ao discutir com o candidato Cadu de Lula (PT) sobre o tema da Segurança Pública no debate da Inter TV, na noite desta quinta-feira (22), o candidato Allyson Bezerra (União) citou o aumento no número de homicídios e feminicídios no RN, criticando a gestão petista na área.

“O candidato tá falando uma coisa aqui, mas ele não cita o dado. Vou citar pra você. Anuário Brasileiro de Segurança Pública: o Rio Grande do Norte aumentou em 19,6% o número de homicídios. Anuário Brasileiro da Segurança Pública: o Rio Grande do Norte, nos três primeiros meses desse ano, dobrou o número de morte de mulheres”, comentou Allyson

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