Judiciário

Augusto Aras vai reavaliar ações de Dodge contra pautas bolsonaristas

Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O próximo procurador-geral da República, Augusto Aras , vai reavaliar ações e manifestações apresentadas por sua antecessora, Raquel Dodge , contra pautas caras ao presidente Jair Bolsonaro e poderá mudar o entendimento expresso por ela junto ao Supremo Tribunal Federal ( STF ). Aras não terá poder para retirar as ações já remetidas à Corte, mas existe a possibilidade legal de que apresente novos entendimentos no curso dos processos, principalmente ao fim da instrução dos autos, segundo fontes da Procuradoria-Geral da República ( PGR ) ouvidas pelo GLOBO. Essa, inclusive, é uma preocupação da equipe que assessorou Dodge.

Nos últimos seis dias de seu mandato, a procuradora-geral disparou “flechadas” contra iniciativas do governo e ideias alimentadas pelo bolsonarismo, entre elas a chamada “Escola Sem Partido”, a ampliação do porte e da posse de armas, a redução de assentos em conselhos com poder de decisão e a vedação de novas demarcações de terras indígenas. As iniciativas geraram uma rejeição imediata entre procuradores conservadores convidados por Aras para integrar seu gabinete na PGR.

Iniciativas de Dodge

Nos últimos seis dias de seu mandato, a procuradora-geral apresentou ações ou se manifestou contra propostas defendidas pelo governo

O Globo

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Geral

[VÍDEO] MALU GASPAR: Ministros do Supremo estão virando cabo eleitoral de candidato a presidente


Vídeo: Reprodução/GloboNews

O debate sobre a neutralidade e a atuação das cortes superiores voltou a esquentar o cenário político brasileiro após desdobramentos de decisões recentes da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma análise transmitida em um telejornal da GloboNews, a jornalista Malu Gaspar criticou duramente a postura de ministros das cortes, classificando a situação institucional do país como “surreal, absurda e inaceitável”.

“Se o ministro do Supremo quer fazer campanha, ele tira a toga e vai fazer campanha, vai fazer política. Se o ministro do Supremo resolve atuar a favor de um candidato, ministro do Supremo e ministro do TSE, eles deixam de ser juízes”, disparou a jornalista durante a transmissão.

No centro da crítica está a percepção de conflito de interesses quando membros do Judiciário e da Corte Eleitoral adotam decisões que favorecem ou prejudicam candidaturas específicas. Para a comentarista, a postura de magistrados que supostamente atuam a favor de candidatos compromete a lisura do processo democrático.

A polêmica ganhou força após episódios envolvendo o cancelamento e as regras de exibição de debates presidenciais na televisão, culminando em decisões que, segundo críticos, acabam interferindo de forma direta na dinâmica da disputa eleitoral.

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Geral

[VÍDEO] Augusto Cury diz que protagonismo do STF beira ao colapso da democracia e defende fim dos mandatos vitalícios de ministros


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a repercussão da decisão que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vazio durante o debate realizado na última quinta-feira (1º).

Em declaração à imprensa, Cury classificou o atual momento político e institucional do país como um cenário que “beira ao colapso da democracia”, apontando o que considera ser uma desproporcionalidade na atuação da mais alta corte do país.

Insegurança jurídica e protagonismo do STF

Questionado sobre a estabilidade institucional e sobre os rumos de sua campanha, Cury confirmou que mantém sua candidatura firme para o primeiro turno e afirmou que a insegurança jurídica no Brasil precisa ter um fim.

“O STF é o alicerce da democracia, mas um alicerce tem que ser discreto. Ninguém sabe o nome de um ministro da Suprema Corte americana, mas no Brasil nós sabemos de quase todos, e fora do país também. Na verdade, o STF tem um protagonismo completamente desproporcional, que beira a um colapso da democracia, infelizmente”, declarou o candidato.

Propostas para o Judiciário

Durante o pronunciamento, Cury defendeu reformas estruturais profundas na relação entre os Poderes. O candidato afirmou que, caso seja eleito presidente, buscará articular um pacto nacional entre os poderes para propor ao Congresso a mudança da Constituição com o objetivo de acabar com a vitaliciedade dos ministros do STF.

Pela proposta defendida pelo candidato, cada magistrado da Corte deveria cumprir um mandato fixo estipulado por ele em um limite máximo de oito anos, após o qual deixaria o cargo definitivamente.

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Geral

[VÍDEO] Ministra do TSE que proibiu TV Globo de mostrar púlpito vazio declarou voto em Lula


Vídeo: Reprodução/Revista Veja

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornou-se o centro de intensos debates políticos nesta sexta-feira (2) após proibir a TV Globo de exibir o púlpito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vazio durante o debate realizado na última quinta-feira (1º). A decisão gerou repercussão nos bastidores e chamou atenção para o perfil e o histórico profissional da magistrada – que já gravou vídeo declarando voto no presidente Lula. 

Nomeada por Lula para uma vaga de ministra substituta ou efetiva no TSE em 1º de agosto de 2025 com mandato de dois anos, Estela tem passagens recentes pela administração federal. No atual governo, ela atuou como secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de Flávio Dino, período em que ganhou projeção nacional por sua postura firme na regulação e no combate a abusos das grandes empresas de tecnologia (big techs).

Posteriormente, integrou a equipe da Presidência da República como assessora especial na assessoria internacional, liderada pelo ex-chanceler Celso Amorim. No próprio TSE, atuou como assessora no gabinete da Presidência em 2025, sob a gestão da ministra Cármen Lúcia.

Perfil e Formação

Especialista em direito digital e inteligência artificial, Estela Aranha possui uma carreira acadêmica e institucional sólida. É graduada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) desde 1999 e mestre em Direito Constitucional pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa).

Entre suas atuações de destaque, constam a participação no Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Inteligência Artificial e a presidência das comissões de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB no Rio de Janeiro (OAB-RJ), além de ter coordenado núcleos de estudos no IBCCRIM. Na área educacional, acumulou passagens como professora convidada em instituições de peso, como FGV, Mackenzie, EMERJ e IDP.

Com informações da CNN Brasil

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Geral

VOX BRASIL: Flávio Bolsonaro lidera 2° turno contra Lula com 48,2% a 45,2%


Fotos: Ricardo Stuckert/Agência Senado

Uma nova pesquisa do instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (2), aponta um cenário de forte acirramento na corrida presidencial. Em um eventual segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 48,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 45,2%.

Como a vantagem de 3 pontos percentuais de Flávio sobre Lula está dentro da margem de erro do levantamento que é de 2,15 pontos percentuais, os dois candidatos figuram em empate técnico. Brancos e nulos somam 2,5%, e eleitores que não sabem ou não opinaram representam 4,1%.

Nas demais simulações de segundo turno testadas pela pesquisa, o presidente Lula mantém a liderança. Contra o governador Ronaldo Caiado (PSD), o petista pontua 46,3% contra 42,1% do adversário. Já em uma disputa frente a frente com Augusto Cury (Avante), Lula abre ampla vantagem, marcando 46,8% ante 33,1% do escritor e psiquiatra.

Cenário de Primeiro Turno

Na disputa estimulada para o primeiro turno, a corrida segue igualmente equilibrada. Flávio Bolsonaro aparece ligeiramente à frente com 41,2% das intenções de voto, seguido de perto por Lula, que registra 40,4%.

Atrás dos líderes, os demais concorrentes aparecem distantes:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 3,3%

  • Renan Santos (Missão): 2,2%

  • Zema (Novo): 1,3%

  • Augusto Cury (Avante): 1,2%

  • Edmilson Costa (PCB): 0,2%

Os candidatos Wilson Grassi (Democrata), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Samara (UP) não pontuaram. Votos em branco, nulos ou em nenhum somam 3,2%, enquanto 7% dos entrevistados não souberam ou preferiram não opinar.

Metodologia

O levantamento do instituto Vox Brasil ouviu 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026. A margem de erro geral da pesquisa é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00148/2026.

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Política

“BATEU EM RETIRADA”: Caiado acusa Lula de provocar cancelamento do debate da Globo

Ronaldo Caiado (PSD) acusou Lula (PT) de provocar o cancelamento do debate da TV Globo, que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). Para ele, as decisões judiciais que mudaram as regras do programa foram uma “afronta à democracia brasileira”.

“O Lula provocou tudo isso. Ele foi provocado pelo Flávio na minha cidade, em Goiânia, dizendo: ‘Vai lá que eu vou lhe enfrentar’. E bateu em retirada”, declarou Caiado.

A Globo cancelou o debate após receber decisões do TSE e do STF que alteraram regras previamente acordadas. Lula já havia recusado o convite, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) desistiu horas antes e alegou “censura”.

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Política

[VÍDEO] Multidão lota o largo do Atheneu para o último comício de Álvaro Dias no 1º turno em Natal

Em clima de festa e emoção na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) realizou, nesta quinta-feira (1º), seu último comício em Natal antes do primeiro turno. Com o Largo do Atheneu lotado, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte chegou caminhando no meio do povo, abraçando apoiadores e sendo recebido por caravanas e lideranças de várias regiões do Estado.

Ao lado de Álvaro estavam o prefeito Paulinho Freire, a vice-prefeita Joanna Guerra, o candidato ao Senado Coronel Hélio e os candidatos a deputado federal General Girão, Carla Dickson, Coronel Brilhante, Sargento Gonçalves e Nina Souza, além de candidatos a deputado estadual, prefeitos, vereadores e outras lideranças.

Ao falar sobre a decisão de realizar o último comício, Álvaro destacou a importância de encerrar a campanha perto da população. “As pessoas me aconselharam a não fazer o último comício, e eu disse: eu tinha que fazer. Eu não podia encerrar essa campanha política sem fazer o que fiz hoje aqui: chegar abraçado à população, apertar as mãos dos nossos amigos da cidade de Natal”, declarou.

Emocionado, Álvaro falou da caminhada eleitoral e da esperança que encontrou nas ruas. “Não poderia sair dessa campanha sem ver a esperança do povo do Rio Grande do Norte, abraço por abraço, sorriso por sorriso. Vamos juntos mudar o Estado do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Ao final, Álvaro agradeceu aos apoiadores que o acompanharam durante a campanha e encerrou a noite em meio às manifestações de carinho do público.

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Geral

CENSURA: Globo afirma que “decisões judiciais” que levaram a cancelamento do debate “representam uma interferência indevida na liberdade dos veículos de imprensa”

Foto: Reprodução / Jornal Nacional

A Globo afirmou que “as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate” com os candidatos a presidente, previsto para esta quinta-feira (1º), “causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais”.

“Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite”, informou a emissora, que lembrou da sua “longa tradição na organização de debates eleitorais”.

“Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia”, destacou a Globo.

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Política

[VÍDEO] “NÃO VOU COMPACTUAR COM A CENSURA”: Flávio Bolsonaro denuncia interferência do Judiciário nas eleições de 2026

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não vai “compactuar com censura e interferência do Judiciário nas eleições [de 2026]”. A declaração se deu depois que ele anunciou a decisão de não participar do debate que estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (1º) na TV Globo.

O candidato convocou os eleitores a decidirem a disputa presidencial já no primeiro turno. “Vamos resolver esse negócio já nesse domingo agora para que a gente possa dar um recado claro de que o Brasil tem jeito e ninguém aguenta mais essa situação de sequestro que a nossa democracia enfrentou”, disse ele.

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Brasil

URGENTE: Globo cancela debate presidencial após decisões do TSE e STF e desistência de Flávio

Reprodução

A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência de República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). O encontro seria o último antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

O cancelamento ocorreu após uma sequência de decisões judiciais. A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de mostrar o púlpito vazio de Lula (PT), enquanto Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão), contrariando decisões anteriores de Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques.

Lula já havia informado que não compareceria. Depois da decisão sobre o púlpito, Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu e alegou “censura”. Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estavam confirmados.

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Política

EDITORIAL BG: A toga tomou o lugar dos candidatos no debate da Globo

Arte Metrópoles

O debate presidencial da TV Globo, marcado para a noite desta quinta-feira (1º), foi atropelado pelo Judiciário antes mesmo de começar. Em poucas horas, decisões de ministros passaram a determinar o que a emissora poderia mostrar e até quem deveria estar no palco. A Justiça deixou de garantir as regras da eleição para interferir diretamente na organização de um programa jornalístico.

Primeiro, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Lula (PT), que decidiu não comparecer ao último debate antes do primeiro turno. A magistrada entendeu que a imagem poderia pressionar candidatos a participar, embora o comparecimento seja facultativo.

O argumento não convence. Mostrar o lugar vazio de um candidato convidado não é censura, punição nem constrangimento ilegal. É informar ao eleitor que aquele candidato escolheu não estar ali. Lula tem o direito de faltar, mas a emissora e o público também têm o direito de registrar sua ausência. Depois da decisão, Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar e classificou a medida como “censura”.

Para piorar ainda mais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no debate. A decisão contrariou entendimentos anteriores da ministra Cármen Lúcia e do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

O Missão possui apenas um deputado federal, enquanto a legislação assegura a participação aos candidatos de partidos ou federações com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. As regras da Globo permitiam que a emissora, diante da desistência de um convidado, chamasse outro candidato bem colocado na pesquisa Quaest, mas deixavam claro que isso ocorreria a seu exclusivo critério. Gilmar transformou uma possibilidade editorial em obrigação judicial.

Gilmar passou por cima dos dois colegas de STF e decidiu, sozinho, quem deveria participar de um debate promovido por uma empresa jornalística. Isso não é um detalhe jurídico. É uma interferência direta na liberdade de imprensa e no processo democrático.

Hoje, um ministro determina quem entra no debate. Outro decide qual imagem pode aparecer. Amanhã, o que impedirá o Judiciário de estabelecer as perguntas, escolher os temas ou definir o formato mais conveniente?

Em defesa da liberdade de imprensa e por respeito à democracia, a emissora deveria cancelar o debate. Essa seria uma resposta dura, mas necessária, diante de decisões que desmontaram as regras acertadas previamente e transformaram um encontro entre candidatos em um espetáculo comandado por ministros.

Debate eleitoral deve ser decidido por regras públicas, pela lei e pela autonomia jornalística, não pela vontade de uma toga.

 

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