Polícia

BNDES: Delação de Palocci detalha esquema mundial criminoso do PT; total de 489 milhões de reais

NEGÓCIO FECHADO – Celso Amorim, Lula e John Kufuor, em Gana, em 2008: acertos combinados nas missões no exterior  (Valter Campanato/Agência Brasil)

Homologada recentemente pela Justiça Federal e com detalhes antecipados pela coluna Radar, de VEJA, a delação de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, traz no capítulo 21 uma descrição completa do esquema de roubalheira internacional montado pelo PT para obras realizadas em países como Gana, Venezuela, Cuba e Angola. Lula fazia os acertos com as autoridades estrangeiras e mandava a conta para o BNDES. Em troca dos juros camaradas do banco e do acesso aos mercados de fora, as empreiteiras superfaturavam o trabalho para poder irrigar o caixa petista com o pagamento de propinas. Antes da assinatura dos contratos já se sabia que muitos dos governos amigos não pagariam a conta. E como essa fatura tem sido quitada até hoje? Com o seu, o meu, o nosso dinheiro. Alguns projetos nem foram finalizados. Ficaram no lucro as construtoras e, é claro, o PT.

Segundo pessoas que tiveram acesso à delação e foram entrevistadas por VEJA, embora careça de provas, o testemunho de Palocci contém as peças que faltavam no quebra-cabeça da pilhagem nas obras internacionais do BNDES, abrindo essa parte da caixa-­preta do banco. Ele mesmo uma peça importante no esquema, intermediando conversas com as construtoras envolvidas, o ex-ministro conta como as ordens de Lula chegavam, qual era a exata divisão do butim entre as empreiteiras e o porcentual de propina cobrado em cada projeto. Todas essas informações permaneciam inéditas, assim como a soma da roubalheira. Somente nesse pacote de contratos no exterior firmados entre 2010 e 2014, as empreiteiras nacionais faturaram mais de 10 bilhões de reais e pagaram propinas ao PT no valor total de 489 milhões de reais.

O CAMINHO DO COFRE – Estrada da Andrade Gutierrez, em Gana, e detalhe do documento de liberação: a obra rendeu ao PT cerca de 10 milhões de reais (Google Street View/Reprodução)

O esquema no BNDES era complexo e, diferentemente do que ocorria no mensalão e no petrolão, sua operação ficava restrita à alta cúpula do partido. Tudo começava com uma visita de Lula a um mandatário amigo, como o angolano José Eduardo dos Santos ou o ganês John Kufuor. O petista e os presidentes companheiros fechavam um compromisso de ajuda financeira e, ato contínuo, representantes do famoso clube das empreiteiras — Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS — visitavam os gabinetes dessas autoridades no exterior por meio de missões organizadas pelo Itamaraty e fechavam projetos a ser financiados pelo BNDES. O presidente do banco — primeiro Guido Mantega, depois Luciano Coutinho — aprovava o repasse da verba. Na sequência as construtoras entravam com processo a fim de obter os seguros necessários para tocar os trabalhos por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), os quais eram aprovados prontamente pelos ministros da Camex. As empreiteiras, então, pagavam ao PT e às autoridades dos países onde haviam conseguido o projeto. Parte do esquema já tinha sido revelado pelas delações de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez.

Do total de 489 milhões de reais em propinas pagas à alta cúpula petista entre 2009, no fim do segundo mandato de Lula, e 2014, ano em que culminou a reeleição de Dilma Rousseff, 364 milhões vieram da Odebrecht. Mais 100 milhões de reais saíram dos contratos da Andrade Gutierrez, que pagava um “pedágio” de 1% em cada um deles. A Queiroz Galvão tinha um acordo diferente: superfaturava em 10% suas obras, que renderam 25 milhões de reais ao esquema petista. Nunca na história deste país havia se montado uma estrutura tão grande e complexa para arrecadar propinas com obras no exterior com a ajuda do BNDES.

CALOTE – Fachada do Aeroporto de Nacala, em Moçambique: o país africano ainda não pagou a obra feita pela Odebrecht (Brunno Fernandes/VEJA)

A pedra fundamental da roubalheira foi lançada em 15 de dezembro de 2009, quando quatro ministros, um secretário e dois assessores especiais sentaram-se à mesa da sala contígua ao gabinete de Miguel Jorge, então chefe da pasta do Desenvolvimento. Além de Jorge, que comandava a Camex, estavam presentes os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Antônio Patriota (Itamaraty) e Reinhold Stephanes (Agricultura); o secretário Nelson Machado (Fazenda); e os assessores Laudemir Müller (Desenvolvimento Agrário) e Sheila Ribeiro (Casa Civil). Na tarde daquela terça-feira, os oito aprovariam financiamentos estapafúrdios para Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão em quatro países: Cuba, Gana, Moçambique e Nicarágua. O custo dos projetos discutidos naquele dia somava 1,2 bilhão de dólares — em valores atualizados, aproximadamente 4,8 bilhões de reais. Todos renderam depois propinas ao PT e nenhum deles possuía justificativa técnica para ser aprovado.

Para Gana, país que quatro anos antes fora visitado por Lula e agraciado com uma linha de crédito no BNDES, foi aprovado o financiamento de 250 milhões de dólares para uma hidrelétrica que, um mês depois, soube-se que era impossível construir. A área de alagamento da barragem ultrapassaria a fronteira com o vizinho Togo, que não havia sido consultado. O contratempo não atrapalhou os planos de ninguém. Alguns meses depois, a obra foi simplesmente substituída por uma estrada de terra de 100 quilômetros, com o custo reduzido em exíguos 10 milhões de dólares. Ou seja, o negócio custou apenas 4% do valor de uma usina. A roubalheira era descarada e desafiava a lógica.

VERGONHA – Rio Grande de Matagalpa, na Nicarágua, obra financiada pelo BNDES devido à intervenção do governo (no detalhe do documento oficial): a hidrelétrica que deveria ser feita ali pela Queiroz Galvão nunca saiu do papel (./.)

Como isso foi aprovado? A Andrade Gutierrez justificou o alto valor com dois tópicos: “benefícios e despesas indiretas”, o que correspondia a 33% do total, e “contingências e custos comerciais”, o equivalente a 7%. O corpo técnico do BNDES questionou a empresa sobre o que, exatamente, significavam as duas rubricas. A desculpa apresentada — e prontamente aceita pelos ministros da Camex — foi que os custos eram “compatíveis com as dificuldades com que as empresas estrangeiras podem se defrontar na operação em um novo mercado”. Na verdade, todas as reuniões e trocas de memorandos não passavam de jogo de cena. Já se sabia desde o começo que o negócio deveria ser autorizado, por mais absurdo que fosse. A prioridade, agora se confirma, era encher o caixa do PT.

A Odebrecht conseguiu aprovar um aditivo de 128 milhões de dólares para a construção da zona de desenvolvimento ao redor do célebre Porto de Mariel, em Cuba, e mais 300 milhões de dólares para duas obras em Moçambique: o Aeroporto de Nacala (entregue em 2014) e o Porto da Beira (que jamais saiu do papel). A hidrelétrica Tumarín, um projeto da Queiroz Galvão que contaria com a participação da Eletrobras para a construção na Nicarágua — uma promessa pessoal de Lula ao presidente Daniel Ortega —, não se materializou. O problema é que nem o regulamento do BNDES (por falta de garantias) nem a Eletrobras (por se tratar de um investimento no exterior) permitiam a empreitada, avaliada em 512 milhões de dólares. Mas um recado da Casa Civil, à época chefiada por Dilma Rousseff, destravou o negócio: “A Presidência da República tem todo o interesse nesse empreendimento”.

CARTÃO-POSTAL – Porto de Mariel, em Cuba: obras na ilha integraram pacote de propinas da Odebrecht fechado com Lula (Yamil Lage/AFP)

Digitais da negociata foram detectadas pela primeira vez por uma investigação iniciada nos Estados Unidos, onde a Eletrobras teve a transação de seus papéis na bolsa de Nova York interrompida justamente por suspeita de fraude. A empresa perdeu mais de 600 milhões de reais devido aos esquemas criminosos em que se envolveu. Para se livrar do imbróglio, a companhia precisou contratar, ao custo de mais de 400 milhões de reais, o escritório Hogan Lovells, que detectou mais de 200 milhões de reais em propinas — só na construção-fantasma de Tumarín foram 25 milhões de reais.

Mas por que esses financiamentos eram liberados na Camex, e não dentro do próprio BNDES? A explicação: quem aprova ou reprova a liberação de verbas do banco a projetos internacionais é o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig), formado por representantes técnicos e políticos. No entanto, as regras do órgão dizem que a aprovação dos repasses precisa ser unânime, e seus integrantes, quando deparavam com projetos, digamos, suspeitos, jogavam os processos para a Camex. Nas trinta atas obtidas por VEJA com exclusividade, que cobrem as reuniões entre 2007 e 2011, nenhum financiamento foi recusado.

NO ESQUEMA – Guido Mantega e Antonio Palocci: a roubalheira era comandada pela alta cúpula do governo petista (Ueslei Marcelino/Reuters)

O caso mais famoso envolve um dos grandes filões internacionais da Odebrecht: Angola. O país, que era comandado por José Eduardo dos Santos desde 1979, absorvia 19% de todas as exportações de engenharia feitas pelo Brasil até 2009 — um valor que já superava 1 bilhão de dólares. A Odebrecht era dona de 85% dessa carteira — e queria mais. O Cofig teimava em dizer que Angola não dispunha mais de crédito perante o Brasil, pois o país estava inadimplente com o BNDES. Lula não queria saber. Ele receberia o ditador angolano em Brasília e pretendia, no final do encontro, anunciar a extensão da linha de crédito. Em agosto de 2010, há a aprovação de mais 200 milhões de dólares em crédito para o país africano, e Lula recebeu um forte abraço de seu amigo.

O apetite da Odebrecht era tão grande que já incomodava Palocci. Apesar de ser ele o arrecadador oficial da campanha de Dilma Rousseff, foi Paulo Bernardo, ministro do Planejamento de Lula, quem procurou Marcelo Odebrecht em 2011 para cobrar os 64 milhões de reais devidos pelo negócio realizado com Angola. Palocci se dizia cansado de ver a Odebrecht monopolizar os contratos naquele país e havia prometido a outras construtoras pedaços maiores do bolo de obras angolanas. Palocci, na verdade, não sabia que essa batalha estava perdida. Nos últimos dias de dezembro de 2010, quando Lula já se retirava do Palácio do Planalto, Emílio Odebrecht recebeu do filho, Marcelo, uma pauta com assuntos para tratar com o presidente. Emílio deveria abordar diversos contratos e discutir a continuidade do apoio à empreiteira. Emílio garantiu que seria mantida a “amizade”. Naquela mesma noite, fechou o acordo de 300 milhões de reais para as eleições de Dilma. A maior parte via caixa dois. As propinas internacionais, como se sabe agora, foram importantes para tornar essa amizade mais sólida — e lucrativa.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. E o FHC mentor e pai da corrupção, quando será denunciado?
    Deveria estar preso com o comparsa Luladrao…
    Ele entregou à Lula todas as maracutaias engatilhadas… A Lula e sua gang coube executar e aumentar a roubalheira.
    #fhcnacadeia

  2. No currículo da honestidade dos recentes governos brasileiro, vendo a voto de 02 ex ministros da casa civil, um foi condenado e faz delação premiada o outro foi decretada a prisão e converteram em uso de tornozeleira eletrônica – como nunca antes na história desse país.
    Existem 02 ex presidentes condenados;
    Uma ex presidente denunciada;
    Tem ainda um caminhão de parlamentar denunciados, salvos temporariamente pelo vergonhoso foro privilegiado, cujo presidente da câmara não leva o tema a votação. Lembrando, o mesmo presidente da câmara que votou em caráter de urgência a lei contra abuso de autoridade. Assim ele se diz um parlamentar que trabalha pelo país.
    Pense numa cambada de gente honesta… Por isso e muitas outras esse país dá um passo a frente e dois para trás!

  3. BG
    Esses MAFIOSOS eram para terem pego prisão PERPETUA, cambada de criminosos mentirosos e canalhas.

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Política

Lula libera R$ 520 mi para propaganda antes da eleição, mais que o dobro de Bolsonaro em 2022

Foto: Folhapress

O governo Lula (PT) ampliou despesas em propaganda no primeiro semestre deste ano, às vésperas do início da campanha do presidente à reeleição, e destinou mais que o dobro dos gastos do governo Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período de 2022.

A gestão petista já empenhou R$ 520 milhões para a ação do Orçamento que é usada principalmente para custear as campanhas publicitárias da Secom (Secretaria de Comunicação Social) de janeiro a junho, antes de o calendário eleitoral impor travas aos gastos com comunicação. No ano da última disputa à Presidência, Bolsonaro encaminhou R$ 213,5 milhões no período.

Em anos eleitorais, a propaganda oficial fica concentrada principalmente no primeiro semestre porque a lei determina suspensão da publicidade institucional durante o período conhecido como defeso, que neste ano começa em 4 de julho. Ficam liberadas apenas exceções, como campanhas que a Justiça Eleitoral reconhece como de “grave e urgente necessidade pública”.

A legislação também impõe limites de verba que os governos podem empenhar no primeiro semestre. A cifra é calculada a partir dos valores empenhados nos três anos anteriores com diversos tipos de ações de comunicação, incluindo a Secom.

Na mesma ação do Orçamento que custeia propagandas, o governo também destinou cerca de R$ 7,6 milhões para contratar pesquisas de opinião. Em nota, o governo afirmou que segue os limites de despesas estabelecidos por lei.

“Eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização”, disse a Secom.

O levantamento feito pela Folha considera valores atualizados pela inflação e destinados à ação orçamentária de “comunicação institucional”, que é totalmente destinada para a Secom encomendar peças de propaganda sobre programas do governo. Foi contabilizado o valor empenhado, que representa a fatia do orçamento reservada oficialmente para pagar uma determinada despesa.

A gestão federal também tem verbas de “publicidade de utilidade pública”, que servem principalmente para campanhas do Ministério da Saúde. Elas também ficam travadas durante o período de defeso eleitoral, ressalvadas campanhas informativas e ligadas a temas como vacinação, com vedação ao uso de slogans do governo e menções a candidatos.

A campanha do governo de maior valor até aqui tem custo estimado em R$ 150 milhões e o slogan “conectando entregas e futuro”. É uma propaganda classificada como de posicionamento, com objetivo de distribuir anúncios sobre diversas bandeiras da gestão petista.

A Secom também empenhou ao menos R$ 80 milhões para a campanha sobre o fim da escala 6×1, em que seis dias de trabalho são seguidos de um dia de descanso.

Os recursos foram usados para produzir a campanha com o mote “tempo com a família”, lançada no começo de maio. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala foi aprovada pela Câmara e ainda precisa passar pelo Senado.

O governo Lula destinou R$ 45 milhões para promover a nova edição do Desenrola Brasil, que prevê renegociação de dívidas.

Como a Folha mostrou, a verba empenhada para campanhas de utilidade pública e para propaganda do governo atingiu cerca de R$ 1,6 bilhão no ano passado, o maior valor desde 2017. A Secom consumiu a principal fatia (R$ 968 milhões), enquanto o restante foi utilizado principalmente pelo Ministério da Saúde.

O Orçamento total de 2026 prevê menos despesas com propaganda em comparação com o ano passado, cerca de R$ 1,5 bilhão, sendo que a maior fatia foi destinada às ações de interesse público (R$ 825,3 milhões).

Neste mandato, o governo Lula ampliou de cerca de 20% para mais de 30% a fatia de gastos com campanhas publicitárias na internet. Com a mudança, o recurso destinado para Google e Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) superou pela primeira vez, no ano passado, o valor em anúncios pagos nas redes de televisão SBT e Band.

O governo também tem contratado influenciadores digitais para promover as suas bandeiras. A Secom ainda contratou no último ano três agências —a Briviacom Comunicação e Marketing, a Binder Comunicação e a BKR Agência de Publicidade— para gestão de uma conta de R$ 100 milhões destinada à produção de vídeos, podcasts e outras propagandas do governo.

Os valores das campanhas publicitárias não são detalhados no Portal da Transparência. O site mostra de forma genérica quanto cada agência recebeu. A Secom tem um portal próprio com informações sobre a distribuição dos anúncios, mas com atualização defasada.

A Folha levantou os custos de parte das propagandas a partir de informações registradas em notas de empenho no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) e de dados obtidos com pessoas que acompanham a execução das campanhas federais. Os valores foram depois confirmados pela Secom.

Na quarta-feira (24), o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro (RJ), pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a suspensão de todas as campanhas publicitárias do governo Lula, sob argumento de que a gestão federal já ultrapassou o teto de gastos com publicidade no primeiro semestre do ano eleitoral (que é calculado com base na média mensal dos anos anteriores à eleição). O ministro André Mendonça é relator do caso.

No último dia 17, a Justiça Federal no Distrito Federal atendeu a um pedido do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e mandou o governo suspender, especificamente, anúncios nas redes da campanha pelo fim da escala 6×1.

A Secom informou que apresentará à Justiça “os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários”.

Em 2022, o governo Bolsonaro pagou ao menos R$ 20 milhões para uma campanha sobre o bicentenário da Independência —o uso eleitoral da cerimônia motivaria uma das condenações em que o ex-presidente foi punido com inelegibilidade pelo TSE.

Um acórdão de 2024 do TCU (Tribunal de Contas da União) ainda apontou que campanhas de alto valor feitas em 2022 tiveram temática mal delimitada, como uma de R$ 100 milhões para “prestação de contas e balanço”, além de outra de R$ 120 milhões classificada como “always on”, estratégia voltada a manter por mais tempo na mídia diferentes mensagens do governo.

Parte destas campanhas do último ano do governo Bolsonaro foi empenhada após o período eleitoral, quando ele já havia sido derrotado.

Folha de S. Paulo

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Polícia

Homem é morto a tiros enquanto assistia jogo do Brasil na zona Norte de Natal

Foto: Reprodução 

Um homem foi assassinado a tiros em frente a um bar no conjunto Santa Catarina, no bairro Potengi, zona Norte de Natal. O crime aconteceu durante o jogo do Brasil pela Copa do Mundo. Ele foi identificado como Djailson Rafael da Silva, de 42 anos.

De acordo com a polícia, a vítima estava assistindo ao jogo da Seleção Brasileira quando foi surpreendido por um suspeito que teria chegado ao local em uma motocicleta preta. O homem foi atingido por vários disparos e morreu na hora.

No local, moradores relataram que Djailson não morava na região, mas sempre estava por lá. Nas casas, as pessoas achavam que os tiros fossem fogos de artifício por causa do jogo.

Segundo o que foi apurado pela reportagem da TV Tropical, as filhas da vítima estavam no local no momento do disparo. A esposa trabalhava em outro bar, nas proximidades, e recebeu a notícia pouco tempo depois.

Ainda conforme o que foi repassado pela polícia, Djailson já era conhecido pelas forças de segurança e possuía antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e estelionato. A motivação do crime é desconhecida.

O caso será investigado pela Polícia Civil. O corpo do homem foi removido do local pela Polícia Científica do Rio Grande do Norte.

Portal da Tropical

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Economia

Brasil em campo triplica receita de bares e restaurantes no RN

Screenshot

Foto: Magnus Nascimento 

O faturamento de bares e restaurantes do Rio Grande do Norte chega a triplicar em dias de jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, em comparação a dias comuns, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/RN). O aumento no movimento durante as partidas têm levado os estabelecimentos a reforçar equipes e ajustar a operação para atender à demanda extra de clientes.

De acordo com o presidente da Abrasel/RN, Thiago Machado, os estabelecimentos têm buscado diferentes estratégias para atrair o público durante os jogos. Segundo ele, muitos bares e restaurantes mantêm o cardápio habitual e apostam em promoções, além de transmitir as partidas nas televisões já disponíveis no local.

Em alguns casos, até equipamentos extras são utilizados para garantir a exibição dos jogos. “Quem tem fôlego financeiro consegue decorar as casas, contratar som, contratar telão. Quem não tem fôlego faz o que dá. Se mantém aí, faz algumas promoções com o cardápio que já existe.”, explicou Thiago Machado.

Muitos estabelecimentos estão ajustando a operação e criando estratégias para atrair o público ao longo do dia, especialmente aqueles que não funcionam à noite e passam a abrir para acompanhar a transmissão, segundo o presidente da Abrasel.

Tribuna do Norte

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Polícia

[VÍDEO] Caminhonete invade contramão na BR-101 e provoca colisão com 3 carros em frente à Leroy Merlin, em Nova Parnamirim

Imagens: Reprodução/Via Certa Natal

Uma caminhonete invadiu a contramão e provocou um acidente envolvendo três veículos na marginal da BR-101, em frente à loja Leroy Merlin, em Nova Parnamirim, na Grande Natal.

O caso aconteceu em uma das vias marginais da rodovia federal e mobilizou motoristas que passavam pelo local no momento da colisão.

Segundo informações de testemunhas repassadas ao portal Via Certa Natal, o condutor da caminhonete apresentava sinais de desorientação e teria comportamento compatível com possível embriaguez.

Ainda de acordo com essas informações, o veículo perdeu o controle, entrou na contramão e atingiu outros três automóveis que trafegavam normalmente pela via.

Até o momento, não há registro de feridos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para atender a ocorrência, controlar o tráfego e iniciar os procedimentos de apuração das circunstâncias do acidente.

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Polícia

PF pede mais prazo para analisar provas contra Lulinha no caso INSS

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) informou ao ministro do STF, André Mendonça, que vai precisar de mais tempo para concluir a análise de materiais relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura possíveis irregularidades no INSS.

O pedido da PF envolve a continuidade da avaliação de dados obtidos a partir da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, autorizada pelo ministro em fevereiro, conforme a revista Oeste.

Segundo o relatório encaminhado ao STF, ainda estão em andamento diligências que incluem a perícia de celulares, computadores, HDs, pen drives e outros equipamentos apreendidos com investigados e alvos de medidas judiciais.

A PF afirma que o volume de material analisado exige mais prazo para a conclusão técnica das investigações.

Em decisão anterior, Mendonça havia determinado prazo de 60 dias para a finalização das perícias, destacando a necessidade de maior celeridade no andamento do caso.

Agora, a corporação solicita extensão desse prazo para concluir a análise completa do conteúdo recolhido.

 

Opinião dos leitores

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Judiciário

Moraes ouve defesa de Bolsonaro antes de decidir sobre prisão domiciliar

Foto: Reprodução

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, vai ouvir nesta terça-feira (30) a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se mantém ou não a prisão domiciliar humanitária.

A reunião com os advogados está prevista para ocorrer no gabinete do ministro, em Brasília.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar desde março, após decisão de Moraes com base em parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

No período da domiciliar, foram impostas medidas cautelares, como restrição de visitas e proibição do uso de celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa. Também ficou vedado o uso de redes sociais e a gravação de vídeos ou áudios, inclusive por terceiros.

O caso ganhou novo encaminhamento após o fim do prazo inicial de 90 dias da medida, encerrado na última quinta-feira (25). A continuidade da prisão domiciliar depende agora da avaliação do estado de saúde do ex-presidente e de um episódio envolvendo uma arma de fogo registrada em seu nome.

Segundo os autos, uma pistola foi apreendida em 15 de junho durante abordagem a um militar do Exército que integra a segurança de Bolsonaro, em uma blitz no Distrito Federal. O ex-presidente admitiu a posse do armamento em depoimento à Polícia Civil.

A decisão final de Moraes deve avaliar se houve ou não descumprimento das regras impostas na domiciliar e se o episódio pode ser enquadrado como falta grave, conforme entendimento da legislação de execução penal.

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Política

[VÍDEO] “Esquerdista” não define Lula nem o PT, diz secretário de comunicação do partido

Imagens: Reprodução/Jovem Pan News

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares afirmou que o termo “esquerdista” não define nem ele, nem o presidente Lula, nem o partido.

A declaração foi dada durante entrevista à Jovem Pan, ao comentar como o presidente é frequentemente posicionado no espectro político.

Segundo Valadares, se a expressão “esquerdista” estiver associada a posturas sectárias, radicais ou fechadas ao diálogo, ele, Lula e o PT não se enquadram nessa definição.

O secretário afirmou ainda que essa é a forma como enxerga o termo, diferenciando essa classificação da atuação política do partido e do governo.

A declaração repercutiu nas redes sociais e ocorre em meio aos debates sobre o posicionamento ideológico do PT e do governo federal.

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Economia

[VÍDEO] Déficit de R$ 53 bilhões expõe pressão nas contas públicas e “descontrole”, diz economista

Imagens: Reprodução/CNN

O governo central registrou um déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29).

O resultado indica que as despesas do governo superaram as receitas no período, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública.

Em entrevista ao programa CNN Prime Time, a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, avaliou o número como um sinal de pressão sobre as contas públicas.

Segundo ela, o cenário sugere dificuldades na condução fiscal. “A gente vê vários sinais de falta de controle e disciplina nos gastos públicos”, afirmou.

A economista também destacou que o resultado reforça a percepção de desequilíbrio no ritmo das contas do governo, classificando o momento como de alerta para a política fiscal.

Os dados do Tesouro mostram o desempenho das contas do governo central, que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social.

Opinião dos leitores

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Saúde

RN reforça UTIs pediátricas e neonatais com 191 profissionais convocados para hospitais do Estado

Foto: Reprodução

O Governo do RN convocou 191 profissionais da saúde para reforçar a atuação em unidades de terapia intensiva pediátrica e neonatal no estado.

As nomeações foram publicadas no Diário Oficial desta terça-feira (30), edição nº 16.182, e incluem profissionais aprovados em concurso público da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Do total convocado, 74 profissionais serão lotados no Hospital Infantil Maria Alice Fernandes, em Natal. Desse total, nove substituem candidatos que não tomaram posse dentro do prazo legal. Os outros 65 atuarão na nova Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional, que contará com 10 leitos adicionais.

Outros 117 profissionais foram convocados para o Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu.

Eles atuarão na implantação do Serviço de Cuidados Intensivos Neonatais, com equipes compostas por técnicos, pediatras, enfermeiros, biomédicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes administrativos.

Os convocados devem cumprir os prazos e exigências legais para posse. O prazo é de até 30 dias corridos para apresentação da documentação e assinatura do termo de posse, podendo ser prorrogado por mais 30 dias, mediante solicitação.

Segundo a Sesap, com esta nova convocação, o total de profissionais chamados no último concurso já chega a 2.559 aprovados.

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Política

Fábio Dantas assume comando da federação PSDB/Cidadania no RN e passa a coordenar nominatas

Foto: Divulgação

A federação PSDB/Cidadania no RN definiu sua nova composição e confirmou o advogado e empresário Fábio Dantas na presidência do grupo no Estado. Ele, que neste ano assinou ficha de filiação ao PSDB, também passa a atuar na coordenação das articulações para formação de nominatas.

De acordo com a composição anunciada, a indicação de Fábio Dantas para o comando da federação partiu do presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira, que lidera o PSDB potiguar.

Fábio afirmou que o grupo trabalha na construção de chapas competitivas para as próximas eleições. Segundo ele, a meta é montar nominatas tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal.

Foto: Divulgação

“Estamos somando e montando fortes nominatas para representar não só o PSDB, mas também o Cidadania, que juntos vão apresentar 25 nomes à Assembleia Legislativa e os 9 nomes que concorrerão a deputado federal”, declarou.

O Cidadania indicou a advogada Laura Helena para a vice-presidência da federação. Ela é filha do ex-deputado Wober Júnior, liderança ligada ao partido.

A composição ainda inclui o jornalista Rodrigo Rafael como secretário e o advogado Julinho Queiroz como tesoureiro. Também foram anunciados nomes ligados ao PSDB e ao Cidadania que devem integrar o grupo nas disputas proporcionais, além de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e pré-candidatos no RN.

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