Polícia

BNDES: Delação de Palocci detalha esquema mundial criminoso do PT; total de 489 milhões de reais

NEGÓCIO FECHADO – Celso Amorim, Lula e John Kufuor, em Gana, em 2008: acertos combinados nas missões no exterior  (Valter Campanato/Agência Brasil)

Homologada recentemente pela Justiça Federal e com detalhes antecipados pela coluna Radar, de VEJA, a delação de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, traz no capítulo 21 uma descrição completa do esquema de roubalheira internacional montado pelo PT para obras realizadas em países como Gana, Venezuela, Cuba e Angola. Lula fazia os acertos com as autoridades estrangeiras e mandava a conta para o BNDES. Em troca dos juros camaradas do banco e do acesso aos mercados de fora, as empreiteiras superfaturavam o trabalho para poder irrigar o caixa petista com o pagamento de propinas. Antes da assinatura dos contratos já se sabia que muitos dos governos amigos não pagariam a conta. E como essa fatura tem sido quitada até hoje? Com o seu, o meu, o nosso dinheiro. Alguns projetos nem foram finalizados. Ficaram no lucro as construtoras e, é claro, o PT.

Segundo pessoas que tiveram acesso à delação e foram entrevistadas por VEJA, embora careça de provas, o testemunho de Palocci contém as peças que faltavam no quebra-cabeça da pilhagem nas obras internacionais do BNDES, abrindo essa parte da caixa-­preta do banco. Ele mesmo uma peça importante no esquema, intermediando conversas com as construtoras envolvidas, o ex-ministro conta como as ordens de Lula chegavam, qual era a exata divisão do butim entre as empreiteiras e o porcentual de propina cobrado em cada projeto. Todas essas informações permaneciam inéditas, assim como a soma da roubalheira. Somente nesse pacote de contratos no exterior firmados entre 2010 e 2014, as empreiteiras nacionais faturaram mais de 10 bilhões de reais e pagaram propinas ao PT no valor total de 489 milhões de reais.

O CAMINHO DO COFRE – Estrada da Andrade Gutierrez, em Gana, e detalhe do documento de liberação: a obra rendeu ao PT cerca de 10 milhões de reais (Google Street View/Reprodução)

O esquema no BNDES era complexo e, diferentemente do que ocorria no mensalão e no petrolão, sua operação ficava restrita à alta cúpula do partido. Tudo começava com uma visita de Lula a um mandatário amigo, como o angolano José Eduardo dos Santos ou o ganês John Kufuor. O petista e os presidentes companheiros fechavam um compromisso de ajuda financeira e, ato contínuo, representantes do famoso clube das empreiteiras — Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS — visitavam os gabinetes dessas autoridades no exterior por meio de missões organizadas pelo Itamaraty e fechavam projetos a ser financiados pelo BNDES. O presidente do banco — primeiro Guido Mantega, depois Luciano Coutinho — aprovava o repasse da verba. Na sequência as construtoras entravam com processo a fim de obter os seguros necessários para tocar os trabalhos por meio do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), os quais eram aprovados prontamente pelos ministros da Camex. As empreiteiras, então, pagavam ao PT e às autoridades dos países onde haviam conseguido o projeto. Parte do esquema já tinha sido revelado pelas delações de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez.

Do total de 489 milhões de reais em propinas pagas à alta cúpula petista entre 2009, no fim do segundo mandato de Lula, e 2014, ano em que culminou a reeleição de Dilma Rousseff, 364 milhões vieram da Odebrecht. Mais 100 milhões de reais saíram dos contratos da Andrade Gutierrez, que pagava um “pedágio” de 1% em cada um deles. A Queiroz Galvão tinha um acordo diferente: superfaturava em 10% suas obras, que renderam 25 milhões de reais ao esquema petista. Nunca na história deste país havia se montado uma estrutura tão grande e complexa para arrecadar propinas com obras no exterior com a ajuda do BNDES.

CALOTE – Fachada do Aeroporto de Nacala, em Moçambique: o país africano ainda não pagou a obra feita pela Odebrecht (Brunno Fernandes/VEJA)

A pedra fundamental da roubalheira foi lançada em 15 de dezembro de 2009, quando quatro ministros, um secretário e dois assessores especiais sentaram-se à mesa da sala contígua ao gabinete de Miguel Jorge, então chefe da pasta do Desenvolvimento. Além de Jorge, que comandava a Camex, estavam presentes os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Antônio Patriota (Itamaraty) e Reinhold Stephanes (Agricultura); o secretário Nelson Machado (Fazenda); e os assessores Laudemir Müller (Desenvolvimento Agrário) e Sheila Ribeiro (Casa Civil). Na tarde daquela terça-feira, os oito aprovariam financiamentos estapafúrdios para Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão em quatro países: Cuba, Gana, Moçambique e Nicarágua. O custo dos projetos discutidos naquele dia somava 1,2 bilhão de dólares — em valores atualizados, aproximadamente 4,8 bilhões de reais. Todos renderam depois propinas ao PT e nenhum deles possuía justificativa técnica para ser aprovado.

Para Gana, país que quatro anos antes fora visitado por Lula e agraciado com uma linha de crédito no BNDES, foi aprovado o financiamento de 250 milhões de dólares para uma hidrelétrica que, um mês depois, soube-se que era impossível construir. A área de alagamento da barragem ultrapassaria a fronteira com o vizinho Togo, que não havia sido consultado. O contratempo não atrapalhou os planos de ninguém. Alguns meses depois, a obra foi simplesmente substituída por uma estrada de terra de 100 quilômetros, com o custo reduzido em exíguos 10 milhões de dólares. Ou seja, o negócio custou apenas 4% do valor de uma usina. A roubalheira era descarada e desafiava a lógica.

VERGONHA – Rio Grande de Matagalpa, na Nicarágua, obra financiada pelo BNDES devido à intervenção do governo (no detalhe do documento oficial): a hidrelétrica que deveria ser feita ali pela Queiroz Galvão nunca saiu do papel (./.)

Como isso foi aprovado? A Andrade Gutierrez justificou o alto valor com dois tópicos: “benefícios e despesas indiretas”, o que correspondia a 33% do total, e “contingências e custos comerciais”, o equivalente a 7%. O corpo técnico do BNDES questionou a empresa sobre o que, exatamente, significavam as duas rubricas. A desculpa apresentada — e prontamente aceita pelos ministros da Camex — foi que os custos eram “compatíveis com as dificuldades com que as empresas estrangeiras podem se defrontar na operação em um novo mercado”. Na verdade, todas as reuniões e trocas de memorandos não passavam de jogo de cena. Já se sabia desde o começo que o negócio deveria ser autorizado, por mais absurdo que fosse. A prioridade, agora se confirma, era encher o caixa do PT.

A Odebrecht conseguiu aprovar um aditivo de 128 milhões de dólares para a construção da zona de desenvolvimento ao redor do célebre Porto de Mariel, em Cuba, e mais 300 milhões de dólares para duas obras em Moçambique: o Aeroporto de Nacala (entregue em 2014) e o Porto da Beira (que jamais saiu do papel). A hidrelétrica Tumarín, um projeto da Queiroz Galvão que contaria com a participação da Eletrobras para a construção na Nicarágua — uma promessa pessoal de Lula ao presidente Daniel Ortega —, não se materializou. O problema é que nem o regulamento do BNDES (por falta de garantias) nem a Eletrobras (por se tratar de um investimento no exterior) permitiam a empreitada, avaliada em 512 milhões de dólares. Mas um recado da Casa Civil, à época chefiada por Dilma Rousseff, destravou o negócio: “A Presidência da República tem todo o interesse nesse empreendimento”.

CARTÃO-POSTAL – Porto de Mariel, em Cuba: obras na ilha integraram pacote de propinas da Odebrecht fechado com Lula (Yamil Lage/AFP)

Digitais da negociata foram detectadas pela primeira vez por uma investigação iniciada nos Estados Unidos, onde a Eletrobras teve a transação de seus papéis na bolsa de Nova York interrompida justamente por suspeita de fraude. A empresa perdeu mais de 600 milhões de reais devido aos esquemas criminosos em que se envolveu. Para se livrar do imbróglio, a companhia precisou contratar, ao custo de mais de 400 milhões de reais, o escritório Hogan Lovells, que detectou mais de 200 milhões de reais em propinas — só na construção-fantasma de Tumarín foram 25 milhões de reais.

Mas por que esses financiamentos eram liberados na Camex, e não dentro do próprio BNDES? A explicação: quem aprova ou reprova a liberação de verbas do banco a projetos internacionais é o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig), formado por representantes técnicos e políticos. No entanto, as regras do órgão dizem que a aprovação dos repasses precisa ser unânime, e seus integrantes, quando deparavam com projetos, digamos, suspeitos, jogavam os processos para a Camex. Nas trinta atas obtidas por VEJA com exclusividade, que cobrem as reuniões entre 2007 e 2011, nenhum financiamento foi recusado.

NO ESQUEMA – Guido Mantega e Antonio Palocci: a roubalheira era comandada pela alta cúpula do governo petista (Ueslei Marcelino/Reuters)

O caso mais famoso envolve um dos grandes filões internacionais da Odebrecht: Angola. O país, que era comandado por José Eduardo dos Santos desde 1979, absorvia 19% de todas as exportações de engenharia feitas pelo Brasil até 2009 — um valor que já superava 1 bilhão de dólares. A Odebrecht era dona de 85% dessa carteira — e queria mais. O Cofig teimava em dizer que Angola não dispunha mais de crédito perante o Brasil, pois o país estava inadimplente com o BNDES. Lula não queria saber. Ele receberia o ditador angolano em Brasília e pretendia, no final do encontro, anunciar a extensão da linha de crédito. Em agosto de 2010, há a aprovação de mais 200 milhões de dólares em crédito para o país africano, e Lula recebeu um forte abraço de seu amigo.

O apetite da Odebrecht era tão grande que já incomodava Palocci. Apesar de ser ele o arrecadador oficial da campanha de Dilma Rousseff, foi Paulo Bernardo, ministro do Planejamento de Lula, quem procurou Marcelo Odebrecht em 2011 para cobrar os 64 milhões de reais devidos pelo negócio realizado com Angola. Palocci se dizia cansado de ver a Odebrecht monopolizar os contratos naquele país e havia prometido a outras construtoras pedaços maiores do bolo de obras angolanas. Palocci, na verdade, não sabia que essa batalha estava perdida. Nos últimos dias de dezembro de 2010, quando Lula já se retirava do Palácio do Planalto, Emílio Odebrecht recebeu do filho, Marcelo, uma pauta com assuntos para tratar com o presidente. Emílio deveria abordar diversos contratos e discutir a continuidade do apoio à empreiteira. Emílio garantiu que seria mantida a “amizade”. Naquela mesma noite, fechou o acordo de 300 milhões de reais para as eleições de Dilma. A maior parte via caixa dois. As propinas internacionais, como se sabe agora, foram importantes para tornar essa amizade mais sólida — e lucrativa.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. E o FHC mentor e pai da corrupção, quando será denunciado?
    Deveria estar preso com o comparsa Luladrao…
    Ele entregou à Lula todas as maracutaias engatilhadas… A Lula e sua gang coube executar e aumentar a roubalheira.
    #fhcnacadeia

  2. No currículo da honestidade dos recentes governos brasileiro, vendo a voto de 02 ex ministros da casa civil, um foi condenado e faz delação premiada o outro foi decretada a prisão e converteram em uso de tornozeleira eletrônica – como nunca antes na história desse país.
    Existem 02 ex presidentes condenados;
    Uma ex presidente denunciada;
    Tem ainda um caminhão de parlamentar denunciados, salvos temporariamente pelo vergonhoso foro privilegiado, cujo presidente da câmara não leva o tema a votação. Lembrando, o mesmo presidente da câmara que votou em caráter de urgência a lei contra abuso de autoridade. Assim ele se diz um parlamentar que trabalha pelo país.
    Pense numa cambada de gente honesta… Por isso e muitas outras esse país dá um passo a frente e dois para trás!

  3. BG
    Esses MAFIOSOS eram para terem pego prisão PERPETUA, cambada de criminosos mentirosos e canalhas.

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Política

BASTIDORES: Flávio Bolsonaro articulou visita de Bolsonaro à casa de Vorcaro

Foto: Reprodução/Metrópoles

Uma troca de mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o empresário Thiago Miranda revela bastidores de uma articulação para uma visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à residência do banqueiro, em Brasília.

Segundo os registros, a movimentação teria ocorrido em março de 2025 e envolvia a exibição de um documentário ligado ao projeto “A Colisão dos Destinos”. O encontro, no entanto, não chegou a ser realizado.

As mensagens, às quais a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, teve acesso, foram enviadas em 27 de março de 2025 por Thiago Miranda a Daniel Vorcaro. No conteúdo, o empresário afirma que Flávio Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) teriam solicitado a organização de uma visita do ex-presidente Jair Bolsonaro à casa do banqueiro.

A ideia seria assistir ao documentário “A Colisão dos Destinos” em um encontro reservado. Na conversa, Vorcaro respondeu positivamente à proposta, demonstrando abertura para receber o grupo. Apesar disso, a reunião não chegou a ser concretizada.

Em nota, Flávio afirmou que sua interlocução com o banqueiro teve como objetivo exclusivo tratar de possíveis investimentos relacionados ao filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Bolsonaro.

Ele afirmou que não houve exibição privada do documentário na residência de Vorcaro e negou participação na organização de qualquer encontro. Segundo ele, a proposta da exibição teria caráter apenas de apresentação do conteúdo do projeto cinematográfico.

Miranda confirmou a existência da proposta de encontro, mas que a reunião não foi realizada. Sua defesa afirmou que a iniciativa tinha como finalidade apresentar ao investidor as linhas gerais do conteúdo do filme, sem participação na produção ou estratégia do projeto.

Matéria do Intercept Brasil

Na quarta-feira (13), o site Intercept Brasil publicou áudios e mensagens que mostram Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos de patrocínio ligados ao filme “Dark Horse”. A reportagem também aponta Thiago Miranda como responsável por aproximar o senador do banqueiro Daniel Vorcaro.

 

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Polícia

[VÍDEO] Integrantes de facção são presos em megaoperação com helicóptero no Seridó

Imagens: Divulgação/PCRN

Sete suspeitos de integrarem facção criminosa foram presas nesta quinta-feira (14) durante a “Operação Liberdade II”, deflagrada pela Polícia Civil em Serra Negra do Norte, no Seridó potiguar. A ação contou com apoio do CIOPAER e uso de helicóptero para cumprir mandados contra suspeitos de integrar uma organização criminosa.

Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Segundo a PCRN, os alvos faziam parte de uma célula estruturada de um grupo criminoso que atuava na região do Seridó, com funções divididas entre venda de drogas, movimentação de dinheiro ilícito e apoio logístico às atividades ilegais.

Diversos materiais apreendidos durante a ação serão analisados e devem reforçar as investigações em andamento.

A ofensiva contou com cerca de 80 policiais civis e apoio aéreo do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que usou helicóptero para dar suporte às equipes em campo.

A “Operação Liberdade II” é um desdobramento de uma investigação iniciada com a “Operação Liberdade I”, realizada em setembro de 2024, que apura a atuação de grupos criminosos na região.

 

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Geral

Fundo ligado a Vorcaro deu R$ 1 milhão a filme de Temer, admite produtor

Foto: Rafaela Felicciano/ Metrópoles

Horas após negar patrocínio de Daniel Vorcaro à produção, o marqueteiro Elsinho Mouco voltou atrás e admitiu que um fundo ligado à família Vorcaro investiu no filme sobre a história do ex-presidente Michel Temer (MDB). A informação é da coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles.

Produtor executivo da obra, Elsinho afirmou que negou a existência do patrocínio inicialmente porque os contatos poderiam conter cláusulas de confidencialidade. No entanto, após o noticiário, o jurídico da produção decidiu abrir os dados.

De acordo com o marqueteiro, o fundo Moriah Asset, vinculado à família Vorcaro, adquiriu uma cota de R$ 1 milhão há quase três anos, no final de 2023. Ele destacou que nenhum patrocinador investiu mais de 10% do valor total da produção.

“Fui procurado com perguntas sobre o apoio financeiro do Banco Master ao filme 963 DIAS. Como contratos de patrocínio podem conter cláusulas de confidencialidade, respondi que a lista de patrocinadores seria conhecida no dia da estreia, nos créditos ao final da exibição. Diante da noticiário recente, nosso jurídico entendeu que o interesse público deveria prevalecer sobre o sigilo. Complemento, portanto, a informação, dizendo que o filme teve orçamento total de aproximadamente 12 milhões de reais. E que o Fundo Moriah Asset, vinculado à família Vorcaro, adquiriu uma cota de 1 milhão de reais há quase três anos, no final de 2023. Nenhum patrocinador investiu mais de 10% do valor total da produção”, disse Elsinho em nota enviada à coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles.

A informação do patrocínio ao filme de Temer já havia sido confirmada à coluna por interlocutores de Vorcaro. O documentário se chamará “963 dias” e retratará o período do governo Michel Temer. O lançamento está previsto para o final de junho.

Igor Gadelha – Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!

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Geral

Pedro Luccas lança audiovisual “Tudo do Meu Jeito em Forró” no dia 6 de junho no Teatro Riachuelo

Com influências que vão da bossa nova ao ritmo nordestino, artista apresenta show que marca o lançamento do novo projeto e reforça sua versatilidade no palco.

Com uma trajetória marcada pela diversidade de influências e pela construção de uma identidade musical própria, o cantor Pedro Luccas sobe ao palco do Teatro Riachuelo Natal no dia 6 de junho para apresentar o show “Tudo do Meu Jeito em Forró”, espetáculo que celebra o lançamento do seu novo audiovisual.

O projeto, que acaba de ser lançado, reúne 14 faixas e já está disponível em todas as plataformas digitais, além do canal oficial do artista no YouTube. O trabalho traduz a essência musical de Pedro Luccas, reunindo diferentes referências e consolidando sua proposta artística. “É com grande carinho que lançamos esse DVD que marca uma nova fase do nosso trabalho. O show será um momento especial pra marcar o lançamento junto ao nosso público”, afirma o cantor.

De coração — definição que o próprio artista resume como “potiguarioca” — Pedro Luccas construiu sua relação com a música ainda na infância, quando se mudou para Natal e, aos 11 anos, iniciou os primeiros passos no universo musical. Autodidata no violão e influenciado pela bossa nova, começou cedo a desenvolver uma identidade marcada pela sensibilidade e pela mistura de estilos.

Com passagem pela Fundação Hélio Galvão, onde estudou guitarra, o artista rapidamente ingressou no circuito musical da capital potiguar, acumulando apresentações em casas e eventos da cidade. Ao longo dos anos, consolidou seu nome no cenário local, sendo presença constante em eventos públicos e privados.

No palco, o show “Tudo do Meu Jeito em Forró” apresenta um repertório que reflete sua trajetória, combinando elementos da música brasileira com o tempero nordestino. Dono de uma voz marcante e presença envolvente, Pedro Luccas aposta em uma apresentação que equilibra emoção, ritmo e interação, convidando o público a cantar, dançar e viver a experiência junto ao artista.

A expectativa é de uma noite que sintetiza sua vivência musical e celebra um novo momento da carreira, reforçando seu posicionamento como um dos nomes em evidência no cenário potiguar.

Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro e pela plataforma Uhuu.

Serviço:
Show Pedro Luccas – “Tudo do Meu Jeito em Forró”
Data: 06 de junho de 2026 (sábado)
Horário: 21h
Local: Teatro Riachuelo Natal
Vendas: Bilheteria do teatro (terça a sábado, das 14h às 20h, exceto feriados) e Uhuu
Classificação: 14 anos (menores acompanhados dos pais ou responsável)
Realização: Idearte Entretenimento

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Geral

Santo Antônio do Povo terá Mano Walter, Luan Estilizado, Márcia Fellipe e Mara Pavanelly em Ceará-Mirim

O prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Henrique, apresentou na manhã desta quinta-feira, durante coletiva de imprensa realizada na sede da Prefeitura Municipal, o calendário oficial de eventos do município para os meses de junho e julho de 2026. A programação reúne grandes eventos culturais, esportivos e comemorativos que prometem movimentar a economia, fortalecer a cultura popular e atrair visitantes de toda a região do Mato Grande e do Rio Grande do Norte.

O destaque imediato da programação é o tradicional Santo Antônio do Povo, um dos maiores eventos culturais da região, que acontecerá entre os dias 5 e 7 de junho com uma grande estrutura e atrações locais, regionais e nacionais.

Na sexta-feira, dia 5 de junho, sobem ao palco Mano Walter, Kátia e Aduílio, Raynel Guedes, Léo Fernandes, Valber Fernandes e Placílio Diniz. Já no sábado, dia 6 de junho, a programação contará com Luan Estilizado, Márcia Fellipe, Giannini Alencar, Jotavê, Magnu Show e Edyr Vaqueiro.Encerrando a programação, no domingo, dia 7 de junho, se apresentam Mara Pavanelly, Nuzio Medeiros, Israel Fernandez, Cunhado Show, Alex do Acordion, Fabiana Souto e Segundo Sanfoneiro.

Durante a coletiva, a Prefeitura também destacou os números positivos do evento em edições anteriores. Pesquisa da Fecomércio apontou que 74,8% dos empresários avaliaram o Santo Antônio do Povo como positivo para o comércio local, enquanto 68,6% ampliaram seus estoques durante o período da festa.

Além do São João, o calendário também contempla a Arena Copa Ceará-Mirim 2026, projeto que transforma a cidade em um grande espaço de convivência e transmissão dos jogos da Copa do Mundo, reunindo esporte, cultura, entretenimento e movimentação econômica.

Outro destaque da programação será o Festival de Quadrilhas, fortalecendo as tradições juninas e valorizando grupos culturais da cidade e da região.

A Prefeitura ainda confirmou a programação especial pelos 168 anos de Ceará-Mirim, que terá como uma das grandes atrações o cantor Pablo, em show marcado para o dia 29 de julho.

“Estamos organizando Ceará-Mirim para crescer através da cultura, do turismo e dos grandes eventos. Isso gera emprego, renda, movimenta o comércio e fortalece a identidade da nossa cidade. Ceará-Mirim vive um novo momento e vem se consolidando como um dos grandes polos de economia criativa do Rio Grande do Norte”, destacou o prefeito Antônio Henrique.

A gestão municipal reforçou ainda que o calendário foi planejado para permitir que comerciantes, empreendedores, ambulantes e toda a cadeia produtiva possam se organizar com antecedência, ampliando as oportunidades e fortalecendo a economia local durante todo o período festivo.

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VÍDEO: Whindersson diz que já gastou R$ 40 milhões “com drogas, com gente e com o que não presta”

O influenciador Whindersson Nunes, 31, contou que já chegou a acumular R$ 40 milhões em um ano, e gastou todo o valor com drogas. O relato foi feito em entrevista ao canal de Maya Massafera no YouTube.

“Já teve ano aí que eu ganhei uns R$ 40 milhões. E gastei tudo com droga. Gastei tudo com gente e com o que não presta. Com o que não presta e também com o que presta”, contou o humorista.

Ele ainda contou que não tem dinheiro guardado porque “brincou demais na vida”. “Tenho que trabalhar um tempinho”, disse.

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PESQUISA GERP: Flávio tem 50% e Lula, 43% no 2º turno

Foto: Divulgação / PR e Agência Senado

Levantamento da Gerp divulgado nesta quinta-feira (14) mostra o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026.

Segundo a pesquisa, Flávio Bolsonaro tem 50% das intenções de voto, contra 43% de Lula.

O levantamento foi realizado antes da divulgação do áudio em que Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro.

O Gerp também mediu o grau de decisão dos eleitores. Entre os entrevistados que declararam voto em Lula, 83% afirmaram que a escolha está “totalmente definida”, enquanto 6% disseram que ainda podem mudar de ideia.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 12 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,5%.

O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03369/2026. Segundo a Gerp, a pesquisa custou R$ 20 mil e foi financiada com recursos próprios.

Opinião dos leitores

  1. Esse áudio soltado ontem não foi à toa. A esquerda estava guardando para apelar numa hora dessas. Aí vem logo o lindinho da Odebrecht e da prefeitura de Nova Iguaçu, com conversa que tem que prender Flávio, a mídia comprada caindo em campo e por aí vai. 7% de diferença causa até desistência do ex-presidiário. Ele é presidente graça a quem, entre outras armações ? AO THE INTERCEPT que ajudou a destruir a lava jato. Simples assim.

  2. Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!

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SELEÇÃO BRASILEIRA: Antes da Copa do Mundo 2026, CBF renova contrato com técnico Carlo Ancelotti até 2030


Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Antes mesmo do início da Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato do técnico Carlo Ancelotti por mais quatro anos. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira e o treinador italiano ficará no comando da seleção brasileira até o Mundial de 2030.

Há um ano cheguei ao Brasil. Desde o primeiro minuto, entendi o que o futebol significa para este país. Há um ano, estamos trabalhando para levar a Seleção Brasileira de volta ao topo do mundo. Mas a CBF e eu queremos mais. Mais vitórias, mais tempo, mais trabalho. Estamos muito felizes em anunciar que continuaremos juntos por mais quatro anos. Vamos juntos até a Copa do Mundo de 2030. Quero agradecer a CBF pela confiança. Obrigado, Brasil, pela calorosa recepção e por todo o carinho — disse Ancelotti.

Ancelotti foi anunciado como técnico da seleção brasileira em maio de 2025. Em um ano de trabalho, ele dirigiu o time brasileiro em dez jogos, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. A equipe, sob seu comando, marcou 18 gols e sofreu oito.

Segundo apurou o blog do Diogo Dantas, Ancelotti terá o mesmo salário firmado em maio de 2025: 10 milhões de euros anuais (R$ 59,3 milhões). O que dá R$ 5 milhões por mês, maior da história pago a um técnico da seleção brasileira. Os auxiliares diretos Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro terão uma valorização, também pedida por Ancelotti.

Depois de renovar o contrato, Ancelotti agora se concentra na convocação final para a Copa do Mundo, marcada para a próxima segunda-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O Brasil está no grupo C do Mundial, junto de Marrocos, Haiti e Escócia.

O presidente da CBF, Samir Xaud, celebrou a renovação de contrato de Carlo Ancelotti e destacou o projeto esportivo da entidade para os próximos anos.

Hoje é um dia histórico para a CBF e para o futebol brasileiro. A renovação de Carlo Ancelotti representa mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à Seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva. Trabalhamos diariamente para manter o Brasil no mais alto nível do futebol mundial, sem deixar de olhar com atenção para o desenvolvimento das demais seleções, das competições organizadas pela CBF e o fortalecimento de clubes e federações em todo o país — declarou Samir Xaud.

O Globo

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Geral

Açudes em Caraúbas, Rodolfo Fernandes e Antônio Martins sangram após recarga das chuvas; reservas hídricas do RN atingem mais de 52% da capacidade

Imagens: Alexandre Barbosa

Os açudes Apanha Peixe, em Caraúbas, Sossego, em Rodolfo Fernandes, e Corredor, em Antônio Martins, atingiram 100% da capacidade e começaram a sangrar nesta semana. Com as recentes chuvas, as reservas hídricas do Rio Grande do Norte chegaram a 52,34% da capacidade total, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte.

Os 69 reservatórios monitorados acumulam atualmente 2,77 bilhões de metros cúbicos de água, de uma capacidade total de 5,29 bilhões. Na última segunda-feira (11), o índice era de 50,91%.

Ao todo, 36 reservatórios registraram aumento no volume de água nos últimos dias.

O açude Apanha Peixe, com capacidade para 10 milhões de metros cúbicos, completou o volume máximo nesta quinta-feira. O açude Sossego, com capacidade para 2,35 milhões de metros cúbicos, saiu de 95,99% para 100% e também começou a verter.

Já o açude Corredor recebeu mais de 41% de recarga desde segunda-feira e atingiu a capacidade total de 4,64 milhões de metros cúbicos.

Outro destaque foi o açude Rodeador, em Umarizal, que passou de 64,66% para 83,33% da capacidade, acumulando mais de 17,8 milhões de metros cúbicos.

Atualmente, 19 reservatórios estão com 100% da capacidade. São eles:

  • Campo Grande, em São Paulo do Potengi;
  • os açudes públicos de Marcelino, Riacho da Cruz e Encanto;
  • Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes;
  • Beldroega, em Paraú;
  • Corredor, em Antônio Martins;
  • Apanha Peixe, em Caraúbas;
  • Curraes, em Patu;
  • Arapuã, em José da Penha;
  • Tesoura, em Francisco Dantas;
  • Inspetoria, em Umarizal;
  • Dinamarca, em Serra Negra do Norte;
  • e as lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.

Outros reservatórios estão próximos da sangria, como Novo Angicos, em Angicos, com 98,03%, e Pinga, em Cerro Corá, com 94,13%.

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, acumula 1,05 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 44,51% da capacidade total.

A Barragem de Oiticica, segunda maior do RN, chegou a 72,87% da capacidade, com mais de 541 milhões de metros cúbicos armazenados.

A barragem Santa Cruz do Apodi está com 69,24% da capacidade, enquanto a barragem Umari, em Upanema, atingiu 64,15%.

Apesar da melhora no cenário hídrico, dez reservatórios seguem em situação crítica, com menos de 10% da capacidade:

  • Itans, em Caicó (0,74%);
  • Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,13%);
  • Esguicho, em Ouro Branco (8,05%);
  • Dourado, em Currais Novos (4,53%);
  • Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,63%);
  • Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%);
  • Alecrim, em Santana do Matos (4,30%);
  • 25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%);
  • Totoro, em Currais Novos (2,27%);
  • e Mundo Novo, em Caicó (4,45%).

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Geral

MEC entregou menos de 40% dos livros em braille previstos para alunos cegos da rede pública em 2026

Foto: Pexels

O Ministério da Educação entregou menos de 40% dos livros em braille previstos para estudantes cegos da rede pública em 2026. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, apenas 7.354 exemplares haviam chegado às escolas até esta quarta-feira (13), de um total de 19.373 obras programadas para distribuição.

A previsão do órgão é concluir as entregas apenas em junho, já no fim do primeiro semestre letivo.

Os materiais fazem parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), responsável por fornecer obras adaptadas para alunos cegos e surdo-cegos da educação pública.

Especialistas afirmam que a falta dos livros compromete o aprendizado e a autonomia dos estudantes com deficiência visual, já que o braille é considerado essencial para o desenvolvimento cognitivo e para a realização de atividades fora da sala de aula.

O atraso já havia sido denunciado em fevereiro pela Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva. Na época, o FNDE prometeu entregar 22,3 mil livros até março, mas o número foi posteriormente reduzido para 19,3 mil após atualização cadastral.

A entidade afirma que o governo reagiu ao problema, mas de forma tardia e insuficiente. Segundo a associação, muitos estudantes já tiveram prejuízo pedagógico neste semestre devido à demora na distribuição.

O FNDE informou que a entrega ocorre de forma escalonada e atribuiu parte do problema à necessidade de recomposição do quadro de servidores. O órgão também destacou que não realizava concurso público havia 12 anos.

Representantes do setor afirmam que o principal gargalo não está na capacidade técnica das gráficas, mas em falhas de gestão e baixa prioridade dada à agenda de acessibilidade dentro do MEC.

Outro ponto levantado é a divergência nos números de estudantes cegos no país. Enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima cerca de 45 mil cegos em idade escolar, o Censo Escolar registrou pouco menos de 7 mil matrículas em 2025.

Segundo entidades da área, a diferença pode indicar falhas no sistema de cadastramento ou exclusão de estudantes da rede de ensino.

A produção dos livros em braille exige etapas técnicas que podem levar de cinco a oito meses, incluindo transcrição, adaptação, revisão por especialistas cegos e avaliação técnica antes da impressão final.

Entidades do setor alertam que, sem mudanças no cronograma e na gestão do programa, os atrasos podem se repetir em 2027 e transformar a crise em um problema permanente.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!

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