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Bolsonaro diz que Brasil vai manter comércio com Irã

Foto: Adriano Machado/Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (7) que o Brasil manterá o comércio com o Irã, mas disse que vai conversar com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre a decisão do governo iraniano de convocar a encarregada de negócios do Brasil em Teerã.

“Temos comércio com o Irã e vamos continuar esse comércio”, disse Bolsonaro a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada.

Questionado se o governo pode tomar alguma medida em resposta à decisão do Irã de convocar a encarregada de negócios em Teerã para conversar, após manifestação do governo brasileiro a respeito da morte de um general iraniano em um ataque de drone norte-americano, Bolsonaro disse que antes precisa falar com o ministro de Relações Exteriores.

“O Ernesto está fora do Brasil, chegando aqui vou conversar com ele”, disse, acrescentando que o Irã não adotou qualquer medida contra o Brasil, mas que o país precisa “ter a capacidade de se antecipar a problemas”.

Bolsonaro também afirmou na entrevista que “por enquanto” está mantida a viagem a Davos para o Fórum Econômico Mundial neste mês. Na véspera, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente poderia desistir de ir a Davos e também de uma visita oficial à Índia ainda neste mês.

“Taxação” da energia solar”

Jair Bolsonaro também afirmou ter sido informado de que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) abriu mão da proposta de reduzir incentivos à chamada geração distribuída de energia, que envolve principalmente a instalação de placas solares em telhados e terrenos por consumidores.

Bolsonaro, que tem agenda com o diretor da Aneel Rodrigo Limp, afirmou que assim não haverá mais necessidade de mobilização do Congresso para barrar eventual tentativa da agência de, segundo ele, “taxar” a produção de energia solar.

“Decidi, ninguém mais conversa (sobre o assunto)”, disse Bolsonaro a jornalistas ao deixar o Palácio do Alvorada na manhã desta terça-feira. “Tanto é que a Aneel no dia de ontem, pelo que estou sabendo, não vai mais precisar nem de projeto da Câmara.”

O presidente havia procurado os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e recebido apoio dos dois parlamentares para derrubar eventual retirada de estímulos à modalidade de produção de energia, o que poderia envolver a aprovação de projetos de lei vetando as mudanças em avaliação no regulador.

A proposta da Aneel, em fase de audiência pública, começou a ser discutida em 2019.

A agência considerava que a ausência de alterações nas atuais regras para remuneração de instalações de geração distribuída geraria custos bilionários nas próximas décadas aos consumidores que não possuem esses sistemas para produzir a própria energia. A proposta, no entanto, vinha enfrentando forte resistência de investidores do setor de energia solar, que reúne milhares de empresas.

Reuters

 

Opinião dos leitores

  1. Vá firme, Presidente Bolsonaro. Neste jogo não há empate: ou se está de um lado, ou do outro .

  2. Presidente aproveite e veja se eles querem comprar o PT.
    Esse partido usa uma bandeira vermelha igual eles, tem ideologia parecida,
    a maioria de seus cumpanheiros usam barba, eles dizem que são santos,
    não mentem, não são corruptos, não traem .
    Isto seria bom para todos.

  3. Recue não. Na nota do Itamaraty foi dito q brasil apoia a luta contra terrorismo. Se referindo a morte do iraniano. Agora aguente o tranco.

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Ratinho é absolvido após sugerir uso de ‘metralhadora’ contra deputada Natália Bonavides; ação judicial pedia R$ 2 milhões de indenização

Foto: reprodução SBT | Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O apresentador Ratinho foi absolvido em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) após declarações feitas em um programa de rádio, em 2021, contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).

“Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não? Natália, você não tem o que fazer?”, disse Ratinho reagindo a um projeto de lei apresentado por Natália Bonavides, que propunha retirar a expressão “declaro marido e mulher” do Código Civil.

Caso fosse condenado, o apresentador poderia pagar indenização de R$ 2 milhões e a Rádio Massa, de sua propriedade, seria obrigada a veicular campanhas de combate à violência de gênero por um ano.

A ação havia sido movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusava o apresentador de sugerir violência contra a parlamentar. Com a decisão, o processo seguirá agora para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O TRF-5 entendeu que as falas, embora ofensivas, estavam direcionadas ao projeto de lei apresentado pela deputada, e não à sua condição pessoal ou de gênero. Para a 7ª Turma, Ratinho não extrapolou os limites da liberdade de expressão.

“Embora hostil e pouco elegante, a crítica foi direcionada não à condição feminina da parlamentar, mas ao projeto legislativo por ela apresentado. As manifestações, por mais antipáticas que fossem, não configuraram discurso de ódio nem violência política de gênero com repercussão difusa”, afirmou o desembargador Frederico Wildson da Silva Dantas em dua decisão.

Relembre a fala de Ratinho que gerou a ação:

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VÍDEO: Venezuelanos lotam a Times Square em Nova York e comemoram captura de Maduro

A captura de Nicolás Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos provocou reações imediatas entre venezuelanos no exterior. Em diversos países, o anúncio foi recebido com alívio, euforia e expectativa por mudanças.

Em Nova York, a Times Square virou palco de celebração. Grupos de venezuelanos comemoraram o que consideram o fim de um ciclo de autoritarismo e crise econômica.

Os manifestantes demonstraram esperança na reconstrução do país e em uma nova fase política, após anos de dificuldades que levaram milhões de pessoas a deixar a Venezuela.

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Aliado de Lula, Macron comemora queda de Maduro: “Venezuela está livre da ditadura”

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da França, Emmanuel Macron, comemorou neste sábado (3) a queda do regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Em publicação nas redes sociais, escrita em espanhol, afirmou que o povo venezuelano foi libertado da ditadura e tem motivos para celebrar.

Na publicação, Macron afirmou que “o povo venezuelano está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro e não pode senão celebrar”. Em seguida, declarou que “os venezuelanos podem contar com o apoio da França para erguer a voz de uma transição pacífica, democrática e plenamente respeitosa de sua vontade soberana”.

A manifestação ocorre após a ofensiva militar dos Estados Unidos, que resultou na captura de Maduro e encerrou quase 27 anos de governos chavistas. O ex-presidente deverá responder na Justiça americana por acusações ligadas ao narcotráfico e ao uso de armas.

Para Venezuela, declarações de Macron configuraram “intromissão inadmissível em assuntos internos de um Estado soberano”. Na opinião de Caracas, a fala revela “profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social do país” e atual governo “emana da vontade popular e da ordem institucional”.

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China pede que EUA garantam segurança e libertem Nicolás Maduro ‘imediatamente’

Foto: reprodução

A China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa e resolver a crise na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a deportação do líder venezuelano viola o direito internacional e cobrou garantias para a segurança pessoal do casal.

Pequim voltou a condenar a operação militar americana, classificando-a como uso ilegítimo da força contra um Estado soberano e uma afronta à soberania venezuelana. Segundo o governo chinês, a ação reflete um comportamento hegemônico que ameaça a estabilidade regional.

A China, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, reiterou que a crise no país deve ser resolvida sem interferência externa, pelo próprio povo venezuelano.

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Corpo de jovem que estava desaparecida após se afogar na praia de Tabatinga é encontrado

Imagem: Via Certa Natal

O corpo da jovem que estava desaparecida após se afogar no sábado (3), na praia de Tabatinga, foi localizado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 4h30 deste domingo (4). Familiares da vítima reconheceram o corpo que foi recolhido pela Polícia Técnica.

NOTA – CBMRN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) informa que o corpo da vítima que estava desaparecida nas águas da Praia de Tabatinga, no município de Nísia Floresta, foi localizado na madrugada deste domingo (4), por volta das 4h30.

Após a localização, familiares da vítima estiveram no local e realizaram o reconhecimento. Em seguida, a Polícia Técnica foi acionada e efetuou o recolhimento do corpo para a sede da unidade competente.

Desde o registro da ocorrência, o CBMRN empregou todos os esforços possíveis nas buscas, com a atuação integrada de equipes de guarda-vidas, mergulhadores especializados, Unidades de Resgate Avançado, embarcação, e da aeronave Potiguar 02, que trabalharam de forma ininterrupta na tentativa de localizar a vítima.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos neste momento de dor.

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Suprema Corte venezuelana ordena que Delcy Rodríguez, vice de Maduro, assuma a Presidência

Foto: JUAN BARRETO / AFP

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite de sábado, que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.

Segundo a Sala Constitucional, Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa e a defesa do país, diante do que o tribunal classificou como “agressão militar estrangeira”. A decisão tem validade inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada por mais 90, com aval da Assembleia Nacional.

Caso Maduro não retorne ao cargo após 180 dias, a Constituição prevê a convocação de novas eleições.

Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça. Apesar disso, integrantes do chavismo, incluindo Rodríguez, vinham sustentando que ele seguia como único presidente legítimo.

Após a operação, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA iriam controlar a Venezuela durante a transição e chegou a mencionar positivamente o nome de Delcy Rodríguez. Até o momento, ela não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial.

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[VÍDEO] PROCURA-SE O MST: Líder do movimento, João Pedro Stédile, disse que enviaria brigadas de militantes para ajudar a Venezuela contra os EUA

Após a ação militar dos EUA na Venezuela que culminou na prisão de Nicolás Maduro, um fato foi relembrado nas redes sociais. A fala do líder do MST, João Pedro Stédile, sobre o envio de brigadas de militantes à Venezuela. Em outubro de 2025, Stédile disse que brigadas de militantes da América Latina estavam se organizando para ir à Venezuela diante da tensão crescente com os Estados Unidos naquela ocasião.

A proposta chegou inclusive a ser aprovada durante o Congresso Mundial em Defesa da Mãe Terra, realizado em Caracas entre os dias 8 e 10 de outubro, com delegações de 65 países.

“Nós, movimentos da América Latina, vamos fazer reuniões e já estamos fazendo consultas para, no menor prazo possível, organizar brigadas internacionalistas de militantes de cada um dos nossos países para ir à Venezuela e nos colocarmos à disposição do governo e do povo venezuelano”, disse Stédile em entrevista à Rádio Brasil de Fato, em outubro de 2025.

O líder do MST afirmou na época que os militantes não possuíam preparo militar, mas poderiam atuar de outras formas: “Podemos fazer mil e uma coisas, desde plantar feijão e fazer comida para os soldados a estar ao lado do povo se houver uma invasão militar dos Estados Unidos.”

Opinião dos leitores

  1. Vão lá ajudar o ditador do amor. Fiquem lá e não voltem mais. Levem todos que defendem o mesmo ideal.

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Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à Venezuela

Foto: Odd Andersen/AFP

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

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VÍDEO: Milhares de manifestantes se reúnem no Obelico, na Argentina, para celebrar a queda de Nicolás Maduro

Uma grande manifestação ocorreu no sábado (3), em torno do Obelisco de Buenos Aires, na Argentina, para comemorar a queda do narcoditador Nicolás Maduro e exigir uma transição democrática para a Venezuela.

Uma multidão se espalhou pela avenida 9 de julho com bandeiras venezuelanas e gritos de ordem.

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Conselho de Segurança da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela na segunda (5)

Foto: EFE

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou neste sábado a presidência do órgão, atualmente exercida pela Somália.

A convocação ocorre após os EUA lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e capturarem o presidente Nicolás Maduro em Caracas.

Em reação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito e alertou para o risco de um precedente perigoso, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. Ele também defendeu diálogo político, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela ao Conselho

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho condenando os ataques americanos, classificados como “brutais e ilegais”, e exigiu condenação formal, cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A reunião conta com o apoio da Rússia e da Colômbia, membros do Conselho de Segurança.

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