Política

‘Bolsonaro está mudando o país. É natural a indignação da esquerda’, diz empresário sucesso com vídeos no YouTube em entrevista

Leandro Ruschel faz sucesso com vídeos no YouTube. Frame/YouTube

Leandro Ruschel é um gaúcho com 39 anos que alterna sua vida entre Brasil e Estados Unidos e é sócio-fundador de duas empresas: a Liberta Global, que ensina brasileiros a operar no mercado de ações americano, e o Grupo L&S, que já treinou mais de 40.000 investidores. Mas ele atingiu mais de 300 mil seguidores no Twitter e vídeos no YouTube com mais de um milhão de visualizações por outros motivos.

Ruschel tornou-se conhecido nas redes sociais por abominar o PT e os petistas, por citar o pensador Olavo de Carvalho e por críticas ásperas à imprensa. Para ele, jornalistas atacam tudo o que está relacionado ao governo federal e ao presidente Jair Bolsonaro, e fazem isso porque são de esquerda. Assim como os professores, principalmente os de universidades públicas.

Também defende a proposta de escolas sem partido.

É a favor das pautas liberais e de muitos pontos da chamada agenda de costumes do governo.

Mais importante do que os tropeços é o caminho, acredita. “Bolsonaro mudou todos os paradigmas, está mudando o país. É natural a indignação e frustração da esquerda.”

Acha que o Brasil segue o rumo certo nas mãos de Bolsonaro e de seu ministro da Economia, Paulo Guedes. “Mas podia estar num ritmo mais acelerado. Talvez por tantas dificuldades criadas pelo Congresso, as coisas demorem a acontecer. De qualquer forma, estou otimista.”

O empresário se mostrou favorável à investigação do senador Flávio Bolsonaro, mas defendeu o vereador Carlos, o outro filho do presidente, pela postagem recente que foi considerada um risco à democracia. “Ele só foi mal interpretado.”

Veja mais trechos da entrevista:

R7 – As mudanças prometidas pelo governo na área econômica estão acontecendo, e no ritmo que você esperava?

Ruschel – Eu esperava um ritmo bem mais acelerado, mas se perde muito tempo na tramitação das reformas na Câmara, com a tentativa de passar emendas o tempo todo que só servem para adiar a aprovação. Assim que se aprovar definitivamente a Previdência no Senado, mesmo com a redução do impacto nas contas menor do que o proposto pelo governo, vão entrar outras mudanças bem positivas. A MP da Liberdade Econômica, por exemplo, é uma reforma de base importante essencial para as empresas privadas. Assim como a reforma tributária.

R7 – Não lhe parece haver uma constante indecisão do governo sobre o que pretende fazer na economia? O caso da nova CPMF não é um exemplo disso? Uma hora o governo não a aceita, logo em seguida a anuncia.

Ruschel – Há duas coisas a levar em conta no caso da CPMF. É, sim, uma intenção do ministro Paulo Guedes, que considero equivocada por não combinar com uma economia liberal, mas também é uma medida com enorme carga impopular, o que explica o presidente não admiti-la. De um lado você tem uma busca de receita de um ministro e de outro o Bolsonaro pensando no quanto isso pode afetar sua imagem com a população. São duas forças. E o saldo, seja qual for a decisão, nunca vai ser positivo.

R7 – Você sugere que tipo de mudança tributária no país?

Ruschel – Para mim, a solução é a simplificação do regime tributário, pegando os impostos que já existem, cortando alguns e simplificando outros. Mas não acho saudável a criação de novos tributos.

R7 – Além dos impostos altos, qual seria outra frente que o governo deveria atacar para mudar a economia do país?

Ruschel – O dinheiro público é mal administrado e gasta-se muito com funcionalismo. A gente tem que lembrar que a Constituição de 1988 criou uma série de questões obrigatórias ao Estado, com percentuais para a saúde, educação, mas não deu flexibilidade para esses gastos. Então o orçamento ficou todo amarrado. O Estado é obeso, não entrega o que deveria, os servidores não são premiados por qualidade e não há qualquer incentivo para que busquem resultados. Por isso o Estado nunca foi o propulsor do desenvolvimento nacional. Cabe à iniciativa privada buscar o crescimento.

R7 – O ministro Paulo Guedes também é contra o que chama de “dinheiro carimbado” e diz que os prefeitos sabem melhor do que o governo federal onde gastar. Essa concepção não eleva o risco de darmos força e dinheiro a políticos corruptos regionais?

Ruschel – Eu, como administrador, defendo sempre as unidades locais. Eu sei que no Brasil, principalmente em regiões mais pobres, há coronéis que detêm o poder e só fazem o que querem, para beneficiar seu grupo, mas contra isso deve haver fiscalização e cobrança. Descentralizar aumenta a importância regional nas decisões. Nos Estados Unidos, por exemplo, a segurança é feita por delegados e até juízes eleitos pela comunidade, a proximidade com o poder é real e não definida pelo governo central.

R7 – Como você avalia as constantes polêmicas criadas nesse governo. Discussões como a relacionada à beleza de Brigitte Macron, esposa do presidente da França, não atrapalham o andamento das mudanças prometidas pelo governo?

Ruschel – Sinceramente, acho que não. Muitas dessas polêmicas são na verdade cortina de fumaça de pessoas que querem tirar o foco do que realmente importa para elas, como é o caso da aprovação da Lei de Abuso de Autoridade, acertada nos bastidores do Congresso enquanto o país discutia outras bobagens. Mas, claro, sou contra comentário pejorativo contra esposa de presidente, esse tipo de coisa não leva a nada. Mas muita polêmica é exagerada também, a imprensa pinça uma única declaração do presidente e deixa de lado tudo o que o governo vem fazendo.

R7 – Você acha que a imprensa erra ao cobrar o governo?

Ruschel – Não, a imprensa está no papel dela de cobrar e exigir, mas destaca coisas dispensáveis e dá pouco espaço para temas importantes como a MP da Liberdade Econômica, extremamente importante, mas muito mal divulgada. Também é inegável que há dois pesos e duas medidas. Eu escrevi inclusive que achava engraçado o peso que estavam dando às movimentações suspeitas do Flávio Bolsonaro [o ex-assessor do filho do presidente, Fabrício Queiroz, movimentou R$ 1,2 milhão] e do David Miranda [deputado federal do PSOL, casado com Glenn Greenwald, editor do Intercept, que teria movimentado R$ 2,5 milhões]. O Flávio, por ser filho do presidente, não sai do noticiário, e o David Miranda, mesmo movimentando o dobro, mal aparece.

R7 – Não é natural que se cobre mais de um governo que afirmou que não aceitaria nenhum tipo de corrupto? Não aconteceu o mesmo com o PT quando chegou ao governo?

Ruschel – Em parte, eu concordo, também sou favorável a toda investigação. Se o Flávio é culpado, tem que ser condenado, mas é fato que a mídia é mais de esquerda. Passou anos aceitando tudo o que o PT fazia sem questionamentos e agora se sente frustrada.

R7 – Essa reação da imprensa contra o governo não é intensificada pela postura de Bolsonaro contra alguns meios de comunicação?

Ruschel – Sem dúvida isso acontece. Ele se defende atacando. Por estar ressentido pela forma como é tratado, ataca e a imprensa também responde, e isso vira um círculo vicioso sem fim.

R7 – Muita gente vê em declarações do presidente Bolsonaro, entre as quais a defesa do regime militar, uma ameaça à democracia. Você vê algum risco?

Ruschel – Não vejo, e digo mais. Acho que o termo democracia costuma ser utilizado por muita gente que quer fazer coisas erradas e se apoia nessa palavra e na defesa das instituições para justificar sua atitude. Quando o Supremo determinou a censura a uma publicação, por exemplo, alegou risco à democracia e às instituições. O Rodrigo Maia, acusado de falsidade ideológica na Lava Jato, fala em ataque ao Congresso quando é questionado por seus crimes. E sobre esse governo, não vi uma única atitude ou medida que tenha colocado a democracia em risco.

Talvez ele [Bolsonaro] passe a ter uma postura mais questionadora com os outros poderes agora que a Previdência vai ser aprovada e, assim, as coisas comecem a melhorar”. (Leandro Ruschel)

R7 – Você concorda que o Brasil está dividido: quem é contra é totalmente contra o governo, quem é a favor é totalmente a favor? Esse Fla-Flu prejudica o governo?

Ruschel – Não acho ruim o Fla-Flu. Acho que no passado o que faltou foi esse Fla-Flu, mas não havia uma segunda opinião, todos aceitaram cegamente o que a esquerda fazia no poder. O Lula era o pai dos pobres, a esquerda dominou os debates e não admitia outra opinião para rever suas posições. Essa divisão do Brasil é importante e natural, afinal estamos acordando agora. Hoje todo mundo sabe, por exemplo, todos os nomes de ministros do Supremo, as pessoas têm opinião sobre vários assuntos, e antes não tinham.

R7 – Ao vetar, por exemplo, livros didáticos que citam identidade de gênero, a direita não está também admitindo uma única visão de mundo e encerrando o debate?

Ruschel – Mas não se coloca para debater esses assuntos crianças de quatro a cinco anos…

R7 – Um caso recente de veto a livros com essa abordagem ocorreu em São Paulo, quando apostilas do oitavo ano da rede estadual foram proibidas. Eram alunos de 13 a 14 anos, não tão jovens.

Ruschel – Eu não sei detalhes desse caso, mas, de qualquer forma, eram menores de idade, não acho correto discutir sexualidade com menores.

R7 – E contra a escola sem partido? Defender que alunos denunciem professores que ensinam conteúdos de esquerda também não é um contrassenso para quem defende visões múltiplas?

Ruschel – Há uma viés de esquerda inegável nas universidades, principalmente nas públicas. Acho salutar a discussão, mas não só com um viés ideológico. Eu recebo denúncias a todo momento de perseguições a pessoas que pensam diferente. Quem questiona sofre represálias. Sou a favor do máximo de discussão, o máximo de abertura, mas para todos os temas.

R7 – Tudo o que vem da esquerda é ruim?

Ruschel – Eu sinto falta de uma esquerda moderna, que sabe dialogar com moderação e pense em desenvolvimento do país. Há uma ala no Partido Democrata dos Estados Unidos que é considerada mais moderada, que vê e combate a ineficiência do Estado e que propõe melhorias para a economia.

R7 – Você se considera um seguidor do escritor Olavo de Carvalho, conselheiro do presidente Bolsonaro?

Ruschel – Sim, eu o considero muito. Ele tem trabalhos profundos, mas muita gente se concentra nas partes polêmicas, nas declarações do dia a dia. Tem estudos sobre Aristóteles, por exemplo, cursos sobre filosofia política que as pessoas preferem ignorar. Eu fiz uma entrevista com o professor Olavo para o meu canal do YouTube em 2014 que fez muito sucesso. Nela, que já tem mais de uma milhão de views, ele antecipa tudo o que acabou acontecendo no país.

R7 – Você defende um segundo mandato para o presidente Bolsonaro?

Ruschel – Para mim as mudanças teriam de ser mais rápidas e mais profundas. Os corruptos tinham que ser presos. Temos um sistema viciado e fico preocupado com a sinalização de que a Operação Lava Jato está perdendo força . Ainda há muito a ser feito, mas hoje eu votaria, sim, num segundo mandato. Só quero mais tempo para analisar. Eu olho para o olho do Bolsonaro e sinto verdade, sinto que ele quer realmente mudar o país, mas é fato que o ritmo não é o que eu gostaria. Talvez ele passe a ter uma postura mais questionadora com os outros poderes agora que a Previdência vai ser aprovada e, assim, as coisas comecem a melhorar.

R7 – O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, fez um post que causou polêmica no Twitter ao dizer que “pelas vias democráticas, as mudanças demoram mais”. Você concorda com ele?

Ruschel – Ele não quis dizer que defende a ditadura, ele afirmou que o ritmo vai ser lento. E demora porque o país precisa se reorganizar, é preciso afastar o totalitarismo de todas as instituições, é preciso cobrar mais de todos os poderes. Enquanto o Sergio Moro condenou 130 com a Lava Jato, o STF condenou um e cancelou a pena de duas pessoas. O Supremo não funciona e isso passa um sinal muito negativo para todos: ‘Se a Justiça não funciona, porque vou obedecer a lei?’

R7 – Você muitas vezes cita a classe política como atrasada e defensora do que há de pior no país, mas Bolsonaro ficou 27 anos no Congresso Nacional e é um representante dessa mesma classe. Você acha que ele tem o perfil para fazer as mudanças que você espera?

Ruschel – Sim, faz sentido essa análise e costumam utilizá-la para dizer que ele ficou 27 anos como deputado e não mudou nada, mas isso pode significar também que ele nunca fez parte desse jogo de fato. Quando ele se candidatou a presidente da Câmara ganhou cinco votos. O que mostra que ele nunca foi desse grupo.

R7 – Você perdeu amigos por causa de suas opiniões?

Ruschel – Como eu tenho esse perfil contestador, de defender certos pontos de vista mais conservadores, então já sofro isso há tempos. Eu criticava o Lula e era até xingado quando ele estava no auge da popularidade. Sobre as discussões, amigos se separando de amigos e familiares colocados à parte, acho inevitável que isso aconteça. A gente vem de governos que destruíram o país. O que aconteceu no governo da Dilma Rousseff foi um atentado econômico que causou muito sofrimento a todos. Então, eu entendo a indignação.

R7 – Um de seus ex-amigos era o jornalista Rodrigo Constantino?

Ruschel – Nós começamos nos distanciando em relação às propostas do Bolsonaro, mas aí veio uma matéria dizendo que militantes pró-Bolsonaro, entre os quais eu, estariam perseguindo adversários do governo e seriam liderados pelo próprio presidente. E o Constantino era fonte nessa reportagem. Um absurdo, nunca houve esse trabalho. Eu decidi acionar judicialmente o jornal que publicou o texto e fui cobrar o Constantino. Ele não gostou e passou a me criticar depois disso. Eu estou sofrendo perseguição de seguidores dele por causa dessa briga porque recentemente ele fez um post dizendo que tenho motivações pessoais para defender o Bolsonaro, coisas assim.

R7 – Você, então, é vítima de perseguições. Mas essa não é uma tática desse Fla-Flu atual, que você diz não ser tão ruim?

Ruschel – Se eu achar que alguém falou ou fez uma coisa errada, sou obrigado a dizer algo. Nunca vou estimular violência ou incitar alguém a atacar outra pessoa. Mas sempre vou dar minha opinião, de forma dura, da maneira que eu achar necessário fazer.

R7

Opinião dos leitores

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VÍDEO: Motorista embriagado e sem CNH perde controle de carro, derruba poste, atinge outro veículo e trava trânsito na Ponte de Igapó

Um acidente grave na manhã deste sábado (28) bloqueou os dois sentidos da via sobre a Ponte de Igapó, em Natal. Um motorista embriagado e sem CNH perdeu o controle do carro que dirigia, um Ford Ka preto, derrubou um poste e atingiu outro veículo conduzido por uma mulher, que vinha no sentido oposto.

O motorista não se feriu e foi preso pela PRF. A mulher que conduzia o veículo atingido no acidente foi socorrida e encaminhada ao pronto-socorro, segundo informações do Via Certa Natal. Ainda de acordo com o Via Certa Natal, o trânsito ainda estava bastante lento no local até por volta das 9h20.

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Defesa pede a Moraes ‘livre acesso’ de filhos à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu neste sábado (28) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a flexibilização das regras de visitas durante a prisão domiciliar.

Os advogados querem que todos os filhos de Bolsonaro tenham livre acesso à residência, sem restrição de dias e horários. Hoje, as visitas dos filhos que não moram na casa são limitadas a quartas e sábados, em horários específicos.

Na sexta-feira (27), Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, e passou a cumprir prisão domiciliar por 90 dias, por decisão de Moraes, devido a questões de saúde. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe, Bolsonaro estava detido anteriormente na Papuda.

Na petição, a defesa argumenta que a regra atual cria diferença entre os filhos e outros familiares que já têm acesso livre à casa.

Atualmente, têm autorização para visitas Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan. Já o pedido de visita de Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos, ainda não foi analisado.

Flávio Bolsonaro já foi listado com um dos oito advogados do ex-presidente, o que permite a ele ter maior acesso ao pai.

A defesa também informou ao STF a lista de pessoas que trabalham na residência. São oito seguranças e motoristas, além de duas empregadas domésticas, uma manicure e um piscineiro.

Também foi apresentada a equipe médica que acompanhará o ex-presidente, formada por cardiologistas, cirurgião e fisioterapeuta. A lista completa de enfermeiros ainda será enviada.

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SEMANA SANTA: Igreja Católica inicia celebrações com o Domingo de Ramos (29); veja a programação completa no RN

Missa dos Santos Óleos na Catedral Metropolitana de Natal — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

A Arquidiocese de Natal divulgou a programação da Semana Santa no Rio Grande do Norte.

As celebrações começam no domingo (29), com o Domingo de Ramos, que marca o início do período mais importante do calendário católico.

Na Catedral Metropolitana de Natal, haverá missas às 7h, 11h e 19h.

Entre segunda (30) e quarta-feira (1º), as paróquias realizam momentos penitenciais, como via-sacra, confissões e celebrações.

Programação na Catedral

  • Terça-feira (31), às 17h: Missa do Crisma, presidida pelo arcebispo Dom João Santos Cardoso;

  • Quinta-feira, às 19h: Missa da Santa Ceia;

  • Sexta-feira, às 15h: Celebração da Paixão do Senhor, seguida de procissão;

  • Sábado, às 19h: Vigília Pascal;

  • Domingo (5): Missa da Ressurreição às 7h, 11h e 19h.

Confira a programação completa:

NATAL

Programação das missas em Natal — Foto: Divulgação

Programação das missas em Natal — Foto: Divulgação

REGIÃO METROPOLITANA

Programação Região Metropolitana — Foto: Divulgação

Região Metropolitana de Natal — Foto: Divulgação

INTERIOR DO RN

Interior do RN — Foto: Divulgação

Interior do RN — Foto: Divulgação

OUTRAS IGREJAS

Outras igrejas, segundo a Arquidiocese — Foto: Divulgação

 

 

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VÍDEO: Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, se pronuncia após Lindbergh Farias acusá-lo falsamente de ‘estuprador’

O deputado federal e relator da CPMI do INSS Alfredo Gaspar se manifestou após acusações feitas pelo parlamentares petista Lindbergh Farias, que o chamou de ‘estuprador’.

“Vocês vejam o que o PT é capaz de fazer, isso é uma coação no curso do processo… Essa é a safadeza da qual o PT tem coragem de fazer”, disse Gaspar.

Para rebater a falsa acusação, Gaspar apresentou um exame de DNA, mostrando que a jovem, de 21 anos, é filha de um primo dele com uma ex-empregada doméstica, em uma relação consensual, segundo Gaspar.

Gaspar também divulgou um vídeo da jovem apontada como suposta vítima. Na gravação, ela nega ter sido fruto de estupro e afirma não ter qualquer relação com o deputado.

VEJA TAMBÉM: VÍDEO: Jovem nega acusação, apresenta DNA e versão de Gaspar ganha força após denúncia da esquerda

Em nota, o deputado disse ter uma trajetória “limpa e honrada” e acusou adversários de tentarem desviar o foco das investigações da CPMI do INSS com ataques pessoais.

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HIPOCRISIA EXPOSTA: André Janones é expulso da OAB-MG por apropriação indébita e infrações éticas graves

Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Avante-MG) foi finalmente expulso da OAB-MG após acumular três infrações ético-disciplinares graves, incluindo a recusa em repassar a um cliente o valor integral de uma ação judicial que havia vencido, configurando clara apropriação indébita de recursos alheios, conduta que, por si só, já desqualifica qualquer profissional do Direito.

A decisão da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais expõe o que muitos já apontavam há tempos: o parlamentar, que se apresenta como paladino da moralidade e crítico ferrenho da corrupção alheia, carregava em sua trajetória profissional graves violações éticas que vão muito além de “erros administrativos” ou “desentendimentos”.

Enquanto Janones posava de justiceiro nas redes sociais e no Congresso, agia de forma incompatível com os princípios mínimos da advocacia, retendo indevidamente dinheiro que não lhe pertencia e acumulando sanções disciplinares até ser considerado indigno de continuar inscrito na OAB.

A expulsão é o reconhecimento formal de que alguém que se elegeu prometendo combater privilégios e abusos do poder público foi, ele próprio, reprovado pela entidade que regula a ética na advocacia.

No Brasil onde a impunidade costuma proteger os poderosos, a medida da OAB-MG serve como raro exemplo de equilíbrio, ainda que tardia, e reforça a necessidade de que o eleitorado e as instituições olhem com mais rigor para o passado profissional daqueles que se candidatam a representar a sociedade, especialmente quando o discurso moralista esconde condutas que ferem os mais elementares deveres de honestidade e probidade.

Diário 360

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Combustível caro vira arma eleitoral e acirra guerra entre Lula e governadores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A alta no preço dos combustíveis entrou de vez no centro da disputa eleitoral e passou a pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema ganhou peso após pesquisas apontarem crescimento do senador Flávio Bolsonaro, com cenário de empate técnico em um eventual segundo turno.

Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o custo do diesel pode ter efeito direto no humor do eleitor, ao impactar frete, alimentos e inflação. O receio é de que a alta nos postos aumente o desgaste do governo em um momento decisivo da corrida presidencial.

Diante disso, o governo adotou medidas para tentar conter os preços, como zerar tributos federais e propor subsídios ao combustível. Ao mesmo tempo, passou a pressionar os estados para reduzir o ICMS, o que abriu um novo foco de conflito com governadores, que resistem à ideia de dividir o custo político e financeiro da medida.

A tensão aumentou com críticas públicas de aliados do governo. O ministro Guilherme Boulos acusou governadores de omissão por não reduzirem impostos, enquanto gestores estaduais, como Ronaldo Caiado, rebatem afirmando que a responsabilidade é da União.

Além do cenário interno, o contexto internacional também pesa. A escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel pressiona o mercado de energia e contribui para a volatilidade dos preços. Com isso, o combustível se consolida como um dos principais fatores capazes de influenciar diretamente o resultado das eleições.

Com informações da Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. A culpa é de quem prometeu abrasileirar os preços dos combustíveis e não cumpriu.
    É simples assim.

  2. Os Estados não podem ser responsáveis com a incompetência do governo federal. Simples assim.

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Ex-noiva de Vorcaro nega envolvimento no caso Master: “Não sabia de nada”

Foto: Reprodução / Redes sociais

A modelo Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, se pronunciou pela primeira vez após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master. Em carta divulgada nesta sexta-feira (27), ela afirmou que desconhecia qualquer irregularidade e disse ter sido surpreendida pelas informações divulgadas na imprensa.

No texto, Martha foi enfática ao negar qualquer conhecimento prévio sobre possíveis esquemas. Segundo ela, assim como a maioria dos brasileiros, tomou ciência do caso apenas após as reportagens, destacando que não havia sinais aparentes de problemas, já que o banco operava em um ambiente regulado e fiscalizado.

A modelo também relatou o impacto pessoal da repercussão, afirmando que vive um dos momentos mais difíceis de sua vida. Ela disse que a situação atingiu não apenas sua imagem, mas também sua família, incluindo a filha de seis anos, e classificou como injustas as críticas e ataques recebidos nas redes sociais.

Outro ponto abordado foi o vazamento de mensagens privadas entre ela e o ex-companheiro. Martha afirmou que teve sua intimidade violada e classificou o episódio como criminoso, ressaltando que o conteúdo divulgado não tem relação com as investigações em curso.

Por fim, negou ter sido beneficiada financeiramente por Vorcaro. Segundo ela, nunca participou de negócios do banqueiro nem recebeu bens ou vantagens, rechaçando as acusações e afirmando que todas as alegações nesse sentido são falsas.

Opinião dos leitores

  1. Nessas horas ninguém sabe de nada.
    Na hora do roubar fazer carnaval com o dinheiro do povo, sabem tudo.
    Gente vivendo feito princesa com dinheiro alheio.
    Bilhões foram roubados das pessoas.
    Dinheiro suado.

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Política

Liminar de Moraes que restringe Coaf é guinada em relação ao que ele mesmo decidiu há sete meses

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Uma decisão recente do ministro Alexandre de Moraes reacendeu o debate jurídico ao impor novas restrições ao uso de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). A medida é vista como uma mudança significativa em relação ao próprio posicionamento do magistrado adotado meses antes.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Em agosto de 2025, no mesmo processo, Moraes havia autorizado o compartilhamento desses relatórios sem necessidade de autorização judicial prévia, desde que houvesse procedimento formal e garantia de sigilo. Na ocasião, o entendimento seguia a linha já consolidada pelo Supremo Tribunal Federal desde 2019, permitindo o uso dos dados em investigações.

Agora, ao restringir a utilização dos RIFs e considerar ilícitas provas derivadas desses documentos em determinadas situações, a nova decisão levanta preocupações sobre possíveis impactos em investigações em andamento. Entre elas, apurações relacionadas ao chamado caso do Banco Master, que utilizam dados financeiros considerados relevantes por autoridades.

Relatórios do Coaf são elaborados quando há movimentações financeiras atípicas e costumam ser enviados a órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público. Esses documentos têm sido peças-chave em investigações de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e sonegação fiscal.

A mudança de entendimento pode abrir espaço para questionamentos jurídicos e até anulação de provas em processos sensíveis. Apesar disso, Moraes afirmou que a nova decisão busca “ampliar” a liminar anterior, sem reconhecer diretamente uma mudança de posição sobre o tema.

Opinião dos leitores

    1. Impecheament ja deste individuo,motivos mais do que suficiente existem.

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VÍDEO: “COISA RIDÍCULA”: Jornalista critica CPMI do INSS e diz que aposentados ficaram sem respostas

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @bandjornalismo

O jornalista da Band, Eduardo Oinegue, fez duras críticas à condução e ao desfecho da CPMI do INSS, afirmando que a comissão falhou em dar respostas aos milhões de brasileiros afetados por fraudes em benefícios previdenciários. Para ele, o resultado final deixa aposentados e pensionistas sem saber quem são os responsáveis pelos desvios.

Em seu comentário, Oinegue destacou a dimensão do problema, citando que cerca de seis milhões de beneficiários teriam sido atingidos por descontos indevidos, muitas vezes em valores pequenos, que passavam despercebidos mês a mês, mas que, somados, ultrapassariam bilhões de reais.

O jornalista também questionou a atuação das autoridades antes da investigação ganhar força, afirmando que o caso só avançou após denúncias da imprensa e a entrada da Polícia Federal. Segundo ele, a expectativa da população aumentou com a criação da CPMI, mas acabou frustrada.

Outro ponto criticado foi a divisão política dentro da comissão. Oinegue ressaltou que houve dois relatórios com listas distintas de indiciados — um mais direcionado a nomes ligados ao Partido dos Trabalhadores e outro a figuras associadas ao bolsonarismo — o que, na visão dele, aumentou a confusão sobre quem de fato teria cometido os crimes.

Por fim, o jornalista afirmou que a falta de consenso transforma a investigação em disputa política, deixando os aposentados sem respostas concretas. Para ele, a responsabilidade agora recai sobre a Polícia Federal, que deve seguir com as apurações para identificar os envolvidos no esquema.

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VÍDEO: Deputada chama Soraya de ‘sirigaita’ e clima esquenta na CPMI do INSS

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @jovempannews

A sessão da CPMI do INSS desta sexta-feira (27) foi marcada por troca de acusações e tensão entre parlamentares. A deputada Bia Kicis saiu em defesa do relator Alfredo Gaspar e atacou duramente a senadora Soraya Thronicke, a quem chamou de “sirigaita” durante a sessão.

A reação ocorreu após a apresentação de uma notícia-crime na Polícia Federal por Soraya e pelo deputado Lindbergh Farias, que acusam Gaspar de estupro de vulnerável e fraude processual em um suposto caso antigo. Kicis classificou a denúncia como “nojenta” e “abjeta”, afirmando que se trata de uma tentativa de desviar o foco das investigações.

Em tom de forte indignação, a deputada acusou adversários políticos de promoverem uma “jogada suja” para atingir o relator da comissão. Segundo ela, as acusações têm o objetivo de manchar a reputação de Gaspar e enfraquecer o trabalho desenvolvido na CPMI.

O relator nega as acusações e afirma que se trata de uma “cortina de fumaça”. Ele chegou a apresentar um vídeo em que a jovem apontada como suposta vítima nega o crime, reforçando sua versão dos fatos.

O episódio intensifica o clima de confronto político dentro da CPMI do INSS, que já vinha marcada por embates entre governo e oposição e terminou sem consenso após a rejeição do relatório final.

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