Judiciário

Juiz Marcelo Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados e combinar com o MP, destaca reportagem Veja

Foto: Reprodução/Veja

Em outubro do ano passado, um advogado pouco conhecido em Brasília, mas famoso em algumas rodas do Rio de Janeiro, telefonou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Havia muito se ouvia falar dele em gabinetes importantes da capital. Assustado, o criminalista acabara de ser alvo de mandados de busca e teve celulares e computadores apreendidos pela Polícia Federal. Nythalmar Dias Ferreira Filho, de 31 anos, queria uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, um crítico ferrenho dos métodos considerados pouco ortodoxos empregados pelos investigadores da Lava-Jato. Ele se dizia vítima de perseguição e queria consultar o ministro sobre a possibilidade de obter um acordo de colaboração. Em troca de benefícios, se propunha a testemunhar e apresentar provas de graves ilegalidades que, segundo ele, foram cometidas pelo braço fluminense da operação. Sem saber exatamente do que se tratava, Mendes não o atendeu. O advogado, porém, não estava blefando e insistiu com outras autoridades. O que ele estava disposto a contar, afinal, tinha tudo para se transformar em mais um ruidoso escândalo judicial.

Cinco meses depois dessa primeira tentativa, Nythalmar assinou um acordo com a Procuradoria-Geral da República. VEJA teve acesso à íntegra dos anexos apresentados pelo advogado — os resumos dos segredos que o colaborador se compromete a revelar às autoridades. O alvo principal do delator é o juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O magistrado ganhou notoriedade pelo seu trabalho à frente da 7ª Vara Federal em processos que resultaram na prisão de políticos importantes, como o ex-presidente Michel Temer e o ex-governador Sérgio Cabral, e de empresários do porte de Fernando Cavendish, ex-do­no da construtora Delta, e Eike Batista, que já foi um dos homens mais ricos do país. Segundo o criminalista, Bretas não é imparcial. Muito pelo contrário. Ele se comporta como policial, promotor e juiz ao mesmo tempo: negocia penas, orienta advogados, investiga, combina estratégias com o Ministério Público, direciona acordos, pressiona investigados, manobra processos e já tentou até influenciar eleições — evidentemente tudo à margem da lei.

Arte diálogo entre Nythalmar e Bretas

Nythalmar promete apresentar provas de todas essas acusações. A principal delas é a gravação de uma conversa entre ele, o juiz e um procurador da República encarregado da Lava-Jato. Em 2017, os três discutiam uma estratégia para convencer o empresário Fernando Cavendish a confessar seus crimes mediante o oferecimento de algumas vantagens judiciais. No áudio, cuja transcrição faz parte do material obtido por VEJA, o juiz diz a Nythalmar, representante de Cavendish, que havia sondado o Ministério Público sobre um acordo e, caso tudo saísse como combinado, poderia “aliviar” a pena do empresário. “Você pode falar que conversei com ele, com o Leo, que fizemos uma video­conferência lá, e o procurador me garantiu que aqui mantém o interesse, aqui não vai embarreirar”, diz Bretas ao advogado. Leo é o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O procurador também participava da conversa, realizada através de videoconferência. Na se­quência, Bretas garante que a sentença do empresário será abrandada.

“E aí deixa comigo também que eu vou aliviar. Não vou botar 43 anos no cara. Cara tá assustado com os 43 anos”, diz o juiz. Conhecido pela rigidez de seus veredictos, Bretas, ao citar os tais “43 anos”, se referia ao pânico que se espalhou entre os investigados quando ele anunciou sua decisão de condenar por corrupção o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão logo no início da Lava-Jato, em 2016. A sentença imposta a Pinheiro, naquele momento a maior da operação, gerou um temor generalizado nos réus. “Foi boa então você ter colocado 43 no Othon, né?”, elogia o advogado no diálogo gravado. Entre risadas, Bretas confirma: “É, ooo”. A conversa produziu os resultados esperados pela trinca. Logo Cavendish começou a confessar seus crimes e mais tarde assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público. O empreiteiro, entre outras revelações, confessou o pagamento de milhões em propina a vários políticos e, em troca, ganhou o direito de responder ao processo em liberdade.

ACUSAÇÕES - A delação tem oito anexos que tratam de manobras, combinações, estratégias, acordos e negociações ilegais que teriam sido feitas pelo juiz e pelos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro – ./. Foto: Veja

No anexo da delação, em que detalha a importância do áudio apresentado como prova da suposta atuação irregular de Marcelo Bretas na Lava-Jato, o advogado diz que a conversa “demonstra de forma inequívoca que o juiz responsável, juntamente com os membros da força-tarefa, montou um esquema paraestatal, ilegal de investigação, acusação e condenação”. “O diálogo demonstra claramente que o juiz não só tinha ciência das colaborações antes de serem fechadas, bem como participava, negociava e intermediava com a ciência, participação e cooperação do MPF nas investigações, fato este gravíssimo”, relata o delator. Para garantir o direito de qualquer cidadão a um juiz imparcial, a lei proíbe que julgadores se aliem a acusadores ou a advogados em busca de um resultado judicial comum, que participem da produção de provas ou integrem as negociações para a formalização de acordos de colaboração. Qualquer atitude nesse sentido fere o devido processo legal e torna-se uma afronta ao estado democrático de Direito. No ano passado, o STF anulou uma condenação no caso Banestado por considerar que o então juiz Sergio Moro atuou de forma ilegal ao colher o depoimento de um delator e anexar documentos ao processo sem avisar a defesa.

Desde 2016, Nythalmar Ferreira atuava na Vara comandada por Marcelo Bretas. A proximidade dele com o juiz sempre suscitou rumores de que o jovem advogado recebia tratamento privilegiado, especialmente devido à sua rápida ascensão profissional e à invejável carteira de clientes que conquistou, o que lhe rendeu, inclusive, a investigação por tráfico de influência que resultou nas buscas em seu escritório. No acordo de delação, o advogado faz um raio-X de suas relações com o juiz da Lava-Jato fluminense e relata que de fã incondicional de pautas lavajatistas passou a presenciar pressões para que réus confessassem crimes em troca de penas mais brandas ou, no caso de empresários, a sobrevivência de seus negócios. Em um dos episódios mais notáveis desse comportamento impróprio, revela o delator, o juiz intermediou um acordo informal com o ex-governador Sérgio Cabral em que a moeda de troca seria poupar a ex-primei­ra-dama Adriana Ancelmo das investigações de corrupção.

No Anexo II do acordo de colaboração, Nythalmar afirma que, por volta de maio de 2018, a pedido do filho de Cabral, procurou Bretas com a proposta de livrar Adriana. O juiz concordou, ajustou os detalhes com o procurador Eduardo El Hage, então chefe da Lava-Jato no estado, e deu orientações para que Cabral e a ex-primeira-dama redigissem uma carta de próprio punho “abrindo mão de todo o patrimônio”. Para dissimular a combinação, Nythalmar afirma que o MP recorreu da decisão — tudo acertado entre as partes. Preso em Bangu 8, Sérgio Cabral passou a confessar seus crimes a Bretas em junho de 2018. Em agosto do mesmo ano, o magistrado revogou a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo e autorizou que ela respondesse às acusações em liberdade. O delator informou que tem guardada uma gravação que “demonstra a participação, ciência e aquiescência de acordo similar” ao do ex-governador.

Desde o início da operação, os investigadores da Lava-Jato nunca esconderam suas desconfianças em relação à atuação dos juízes dos tribunais superiores de Brasília. No Anexo IV da delação, Nythalmar revela que Bretas e os procuradores se uniram numa manobra que constrangeria o ministro Gilmar Mendes, relator dos casos que envolviam o Rio de Janeiro. Em São Paulo, havia uma investigação que tinha como alvo o ex-presidente da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (Dersa) Paulo Preto, apontado por delatores como operador financeiro do PSDB. Gilmar, como se sabe, tem ligações históricas com políticos do partido — ele foi indicado ao STF pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na tentativa de pegar algum elo entre o investigado e o ministro, Bretas e os procuradores fluminenses tentaram transferir essa investigação para o Rio de Janeiro. Além do constrangimento, a mudança de jurisdição poderia ser usada como argumento para a escolha de um novo relator do caso. O objetivo da manobra era abrir “caminho, na visão deles, para a Lava-Jato de São Paulo ocorrer no Rio de Janeiro com mais tranquilidade, sem ser tolhida ou vigiada pelo ministro Gilmar Mendes”. O delator informou que é possível recuperar a troca de mensagens que existe entre ele e o juiz que detalham ponto a ponto essa estratégia.

Punido recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) por ter participado de atos políticos ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Bretas até há pouco tempo não escondia sua proximidade com detentores de mandatos eletivos. O mais notório deles, o ex-governador do estado Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo após um processo de impeachment. Witzel e seu adversário nas eleições de 2018, o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), protagonizam um tormentoso anexo do acordo de delação de Nythalmar. Sob o título de “interferências nas eleições de 2018”, o terceiro capítulo da colaboração premiada do advogado acusa Bretas de ter atuado deliberadamente para influenciar o resultado das eleições que alçaram Witzel ao Palácio Guanabara. Às vésperas do primeiro turno da disputa de 2018, o juiz teria vazado o depoimento de um ex-assessor de Paes, então líder nas pesquisas de intenção de voto, acusando o candidato de envolvimento em fraude de licitações e recebimento de propina. O delator informou ter ouvido do próprio Bretas a revelação de que ele nutria antipatia pelo ex-­prefeito e que “foi importante que a população fluminense soubesse quem era Eduardo Paes antes da eleição”.

Ainda de acordo com o delator, em busca de um armistício, já no segundo turno, o candidato Paes teria se comprometido, caso eleito, a nomear uma irmã de Bretas para uma secretaria no futuro governo. Nesse mesmo período, Nythalmar afirma ter havido outra negociação incomum envolvendo o juiz, Eduardo Paes e Wilson Witzel. Segundo ele, após ser derrotado por Witzel, Paes fez um acordo informal com o magistrado, por meio de um advogado de sua campanha, garantindo que abandonaria a política “em troca de não ser perseguido”. Witzel, por outro lado, nomeou Marcilene Cristina Bretas, a irmã do juiz, para um cargo na Controladoria-Geral do Estado. A VEJA, o juiz Marcelo Bretas disse que não conhece o teor da delação de Nythalmar, mas afirmou que não há irregularidades no trabalho da 7ª Vara e desqualificou as acusações de que atua­ria com parcialidade na condução da Lava-Jato fluminense. “A pessoa pode falar o que quiser. Já há algum tempo querem achar alguma coisa para indicar (contra mim), mas vamos esperar que alguém demonstre alguma coisa, porque falar realmente é muito fácil”, disse. O áudio, no caso, atrapalha o raciocínio do magistrado.

Aprovado pela Procuradoria-Geral da República, o acordo de delação do advogado ainda precisa ser homologado pela Justiça. Se isso acontecer — e se ele efetivamente conseguir provar todas as graves acusações que fez —, estará aberto o caminho para um segundo capítulo da Vaza-Jato. Em 2019, a partir da divulgação de diálogos captados por criminosos virtuais, a atuação da força-tarefa da Lava-Ja­to em Curitiba foi posta em xeque, manchando a credibilidade da operação e a imparcialidade do ex-­juiz Sergio Moro. Com as revelações de Nythalmar, o braço carioca da operação passa a correr o mesmo risco.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Foi criado uma quadrilha dentro do sistema judiciário brasileiro para dá o golpe, tirar direitos do povo, entregar o pré sal e entregar nosso patrimônio. Todos devem pagar pelo que fizeram com o país, começando pelo moro e o dallagnol.

  2. Nada demais em dar um “incentivo” para que um criminoso cobfesse seus malfeitos. Delação premiada funciona assim. Ao que parece, o juiz não obteve vantagem pessoal. Então, segue o jogo.

    1. As pessoas nem sabem ou entendem as relações do judiciário e já começam a criticar o juiz. Lembre-se que TUDO Isso é uma narrativa da esquerda comprada pela direita para dar voz a apenas dois candidatos: Lula e Bolsonaro e de quebra vem Cabral, Cunha e sua turma. Aprendam pensar. Depois critiquem os Juízes.

  3. Calígula inalador de ozônio acusou o golpe. Ruminante fraco que nem o chefe miliciano dele…

  4. Lembro no inicio da lava jato, uma programa da veja hospedado no youtube com Guilherme Boulos e um jornalista chamado Demetrio Magnoli. Nesse programa o sr. Demetrio ja dizia que o PT, ao perder o poder, iria criar inúmeras narrativas que pudessem creditar o retorno de toda a quadrilha. Dão a entender que toda a corrupção, comprovada através de delações, documentos e horas de interrogatórios, não passaram de “perseguição” de um grupo de juízes. E o pior é que tem um bando de toPTeras que acreditam.

  5. Não vi nada demais. A suposta negociação foi apenas para convencer o cara a confessar seus crimes. Por que um criminoso iria confessar seus delitos se não obtiver alguma vantagem? Aliás, a tal “delação premiada” baseia-se nisso. E o juiz, ao que parece, não auferiu vantagem pessoal com isso. No Brasil, muitas vezes o poste quer mijar no cachorro. Segue o jogo.

  6. Não esperava nada diferente vindo de um juuzeco que vai para palanque dançar com Crivella e o Genocida “em nome de Deus”, fazendo política tacanha.

    1. Eu só vi um caçador de bandido no trecho em destaque. Leu alguma coisa além da manchete, amigo? Mexer com gente poderosa é isso mesmo, gravar um juiz… tem que respeitar esses mafiosos. E tem analfabeto funcional que ainda se deixa levar pelas narrativas encharcadas de interesses.

    1. Criança, vc saiu de qual sarjeta? Beijos de Luz do Calígula kkkk

  7. Aqui juntou a manada de zebu guzerá mugindo: Calígula (biba), Direita (des)honesta, dentre outros puxa-sacos pagos. Este blog virou uma estrebaria… mas nessa matéria aqui, o gado num solta nem peido…

    1. Calma criança, cuide do coração para não infartar, ainda quero tiver por aqui na Vitória do Bozo kķkkk bjs de Luz do Calígula

    2. O interessante é que aqui, ” no comentários do leitor”, o juiz já foi condenado . kkkkkkk Mil vezes canalhas . Seres desprezíveis que são sanguessugas do erário público e comedores de pão com mortadela. Estamos de olho!!!

  8. Hô BG, veja, Globo, UOL, foice de São Paulo e Estadão, aqui não. Não rebaixe ou se iguale a esses jornalecos escrôtos, sem credibilidade.

  9. Normal demais isso nos tribunais. O que está errado é uma revista que hoje presta um desserviço a população querer denegrir um juiz que mostrou ao brasileiro quem são os políticos que eles elegeram. Os juizes só mostraram a todos que para se ganhar dinheiro e ficar rico feito essas empreiteiras ou ao Eike tem que pagar propina a político.

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Esporte

Arena renova patrocínio do América, ABC e União para a temporada 2026

Foto: Divulgação

A Casa de Apostas Arena das Dunas anunciou a renovação do patrocínio master aos dois maiores clubes do Rio Grande do Norte, ABC e América. A parceria, iniciada no segundo semestre do ano passado, entra novamente em vigor e segue até o final da temporada 2026, contemplando as competições estaduais e nacionais disputadas pelas equipes ao longo do ano.

A empresa também confirmou a renovação do patrocínio ao time de futebol feminino Sociedade Esportiva União, reforçando seu compromisso com o fortalecimento do esporte feminino no estado.

As parcerias foram confirmadas pelo diretor-presidente da Arena e preveem investimento direto no futebol potiguar, além da exposição da marca Casa de Apostas Arena das Dunas na parte frontal das camisas oficiais de jogo dos três clubes.

A renovação do apoio ao ABC, ao América e ao União, reforça a atuação da Casa de Apostas Arena das Dunas como incentivadora do esporte potiguar.

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Judiciário

Em parecer, OAB diz que Banco Central deve liberar registros do Master

Foto: Rayra Paiva Franco/O Panorama

A OAB do Paraná avisou: o Banco Central errou ao barrar totalmente o acesso a informações sobre o Banco Master. Pelo parecer, sigilo absoluto viola a Lei de Acesso à Informação (LAI) e não pode ser usado como desculpa para esconder dados básicos sobre o caso do empresário Daniel Vorcaro.

O BC negou fornecer qualquer registro da liquidação do Master e das conversas com o ministro Alexandre de Moraes, alegando sigilo bancário e empresarial. Para a OAB-PR, a regra é clara: sigilo é exceção, não regra. Informações institucionais e procedimentais devem ser liberadas, mesmo que partes sensíveis precisem ser tarjas ou anonimização.

Segundo o parecer, assinado pelo presidente da OAB-PR, Luiz Fernando Casagrande Pereira, e pela advogada Giulia de Rossi Andrade, negar acesso integral “mostra fragilidade jurídica” e fere princípios de proporcionalidade, publicidade e motivação administrativa. Ou seja: o BC tratou tudo como se fosse segredo absoluto, sem explicar o porquê.

Em resumo, a OAB deixa claro: pedir informação é um direito; a LGPD não derruba a LAI; sigilo total é ilegal; e órgãos públicos devem liberar o que for possível, tarjar o que é sensível e justificar qualquer restrição.

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Política

VÍDEO: Filho de Lula pode ser barrado: CPMI quer tornozeleira e passaporte retido

Foto: Reprodução/Redes sociais

A CPMI do INSS quer impedir que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, saia do Brasil. O pedido vai ao STF e pede retenção de passaporte e tornozeleira eletrônica, segundo informações do Metrópoles. A iniciativa é liderada pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) e assinada pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) e outros congressistas.

O objetivo é claro: barrar a ida de Lulinha a Madri, onde vive desde meados do ano passado, sob o pretexto do retorno às aulas dos filhos. Segundo o pedido, medidas drásticas seriam necessárias para garantir que o filho do presidente Lula não “escape” enquanto as investigações correm.

O alvo da CPMI é o suposto envolvimento de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Depoimentos apontam que Careca pagaria R$ 300 mil de “mesada” ao herdeiro do Planalto para abrir portas a sua empresa de cannabis medicinal. A Polícia Federal já investiga as conexões e viagens conjuntas entre os dois.

No fim do ano passado, a oposição tentou convocar Lulinha na CPMI, mas o governo barrou. Agora, com os depoimentos de Edson Claro à vista, novos requerimentos reforçam a pressão. Para a oposição, é hora de fechar o cerco.

 

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Política

Nominata do MDB fortalecida: Flávio de Beroi confirma pré-candidatura a deputado estadual

Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Nova Cruz, Flávio de Beroi, confirmou nesta terça-feira (13) a pré-candidatura a deputado estadual pelo MDB. A decisão foi anunciada ao lado do vice-governador e presidente estadual do partido no Rio Grande do Norte, Walter Alves.

Flávio de Beroi foi prefeito de Nova Cruz por dois mandatos consecutivos e encerrou a gestão com forte aprovação popular. Em 2024, consolidou a liderança política ao eleger o sucessor, Joquinha Nogueira, com quase 67% dos votos válidos, em uma das maiores votações da história recente do município.

Reconhecido como uma das principais lideranças políticas da região Agreste potiguar, Flávio chega para fortalecer a nominata do MDB para as Eleições 2026, ampliando a competitividade do partido na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O vice-governador Walter Alves destacou que o MDB trabalha na construção de nominatas robustas tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal, reunindo nomes com trajetória política e serviços prestados à população. “A pré-candidatura de Flávio de Beroi contribui diretamente para esse projeto de fortalecimento do partido em todo o estado”, disse.

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Política

Lideranças da Zona Norte declaram apoio à pré-candidatura de Eriko Jácome a deputado estadual

Foto: Divulgação

Lideranças políticas e comunitárias da Zona Norte de Natal se reuniram nesta terça-feira (13) para declarar apoio à pré-candidatura de Eriko Jácome a deputado estadual. Durante a reunião, os participantes destacaram o trabalho desenvolvido por Eriko Jácome no Legislativo municipal, ressaltando sua capacidade de articulação, o diálogo institucional e o compromisso com as demandas da população.

Vereador mais bem votado da Zona Norte, Eriko agradeceu o apoio e a confiança recebidos, destacando o senso de responsabilidade e a construção conjunta com a pré-candidata a deputada federal Nina Souza, além de reconhecer o apoio das lideranças e de todos que acompanham o projeto.

“Esse apoio reforça a confiança no trabalho desenvolvido até aqui e amplia a responsabilidade de seguir atuando com diálogo, seriedade e compromisso com políticas públicas que atendam todo o estado”, afirmou.

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Política

Natália Bonavides descarta Senado e evita riscos com reeleição

Foto: Reprodução

Natália Bonavides jogou a toalha: vai disputar apenas a reeleição como deputada federal. Esqueça o papo de Senado, rumores ou “mistério” do PT. A parlamentar confirmou o óbvio: em 2026, o destino dela é permanecer na Câmara, conforme informações da 96 FM.

A especulação de que Natália poderia substituir Fátima Bezerra na disputa pelo Senado surgiu quando alguns aliados governistas cogitaram mudanças no plano da esquerda. A ideia era simples: Fátima ficaria no Governo e Natália assumiria a corrida pelo Senado. Mas o cenário mudou.

Com Walter Alves fora do governo, o PT Nacional confirmou: Fátima será candidata ao Senado, e Natália segue firme em Brasília. Nem por um segundo a deputada pensou em mudar de rumo ou brincar de “substituta eventual”.

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Política

VÍDEO: Francisco do PT diz que pode disputar “mandato tampão”, mas defende Cadu

Imagens: Reprodução/98 FM Natal

O deputado estadual Francisco do PT afirmou que, se o partido quiser, ele pode disputar o governo do RN em uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, após a saída da governadora Fátima Bezerra para tentar o Senado em outubro. Mas, mesmo com esse cenário, ele diz que seu foco é a própria reeleição como deputado estadual.

Francisco, porém, já deixa claro que tem lealdade a outro nome do PT: Cadu Xavier. Para ele, se houver eleição indireta, o partido deveria lançar Cadu como candidato a governador, com a chance de disputar depois as eleições majoritárias em outubro.

O vice-governador Walter Alves, sucessor natural de Fátima, já avisou que vai renunciar para disputar uma vaga na Assembleia. Francisco diz que só haverá definição oficial depois dessa decisão e reforça que respeitará a escolha de Walter, mesmo que ela fuja ao alinhamento petista.

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Política

VÍDEO: José Dias se recusa a assumir governo em eleição indireta: “Administrar o caos? Não”

Imagens: Reprodução/98 FM Natal

O deputado estadual José Dias (PL) descartou qualquer candidatura ao governo do RN nas eleições indiretas previstas para substituir Fátima Bezerra (PT), que deve concorrer ao Senado. O vice dela, Walter Alves (MDB), anunciou que vai renunciar para disputar uma vaga na Câmara Federal, abrindo espaço para sucessão.

Em entrevista à 98 FM Natal nesta terça-feira (13), Dias foi direto: o estado está em “caos” financeiro e administrativo, e ele não se sente preparado para lidar com tamanho desastre. “Nunca me julguei competente para administrar o caos… E o que vão deixar para o RN é das coisas mais lamentáveis que você pode imaginar”, disse.

O parlamentar criticou a gestão atual sem apontar crimes, mas destacou o déficit de R$ 1,54 bilhão previsto para 2026 como prova de incompetência. Para ele, o próximo governador precisa não só de capacidade administrativa, mas também de habilidade política para enfrentar a crise.

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Política

Governo Lula lamenta mortes no Irã, mas não toca no regime

Foto: Reprodução/Shadati/Xinhua

O governo Lula disse acompanhar com “preocupação” os protestos no Irã, que já deixaram mais de 2 mil mortos, segundo ONGs de direitos humanos. Apesar disso, não há críticas diretas ao regime, e o governo confirmou que não há brasileiros mortos ou feridos.

Fontes do Planalto reforçam que a decisão sobre o futuro do Irã cabe aos próprios iranianos, evitando qualquer pressão mais incisiva. O alinhamento político e econômico entre Brasil e Irã, ambos membros do Brics, também limita a capacidade de Lula de se posicionar contra Teerã.

Para analistas, a postura reflete diplomacia cautelosa, mas também uma maneira de não romper laços com aliados estratégicos, mesmo diante de uma repressão brutal contra a população.

Enquanto isso, o mundo observa o Irã em chamas, mas o governo brasileiro prefere o silêncio e a neutralidade estratégica, sem desafiar o regime nem se comprometer com a defesa de direitos humanos.

 

Opinião dos leitores

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Política

Lula confirma Wellington César Lima a aliados como ministro da Justiça

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Lula confirmou a aliados nesta terça-feira (13) que Wellington César Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras, será o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele substitui Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na última sexta-feira (9) por motivos pessoais, segundo o Metrópoles.

Com a mudança, Lula chega ao terceiro ministro da Justiça em seu atual mandato. Antes de Lewandowski, a pasta passou por Flávio Dino (2023–2024) e agora por Wellington, em uma sequência que evidencia instabilidade no primeiro escalão. No total, o governo já registrou 15 trocas desde janeiro de 2023, e novas alterações ainda são esperadas com a aproximação do calendário eleitoral.

A indicação foi articulada pela ala petista baiana do Planalto, incluindo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o secretário de Comunicação, Sidônio Palmeira. Wellington já havia ocupado a função provisoriamente em 2016, durante o governo Dilma, mas deixou o cargo após 11 dias por decisão do STF que barrou acumulação de funções.

Mais recentemente, entre 2023 e 2024, ele esteve à frente da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, órgão que assessora diretamente o presidente e analisa projetos de lei, medidas provisórias e vetos. Com a nomeação, o governo reforça a presença de aliados próximos do núcleo baiano do PT na cúpula do Executivo.

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