Diversos

Carlos Ghosn reaparece no Líbano e se diz inocente de acusação de crimes financeiros no Japão

Foto: Reuters

Em sua primeira aparição desde sua espetacular fuga do Japão para o Líbano, o ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn se disse inocente e vítima de “uma campanha de difamação” ao conceder, na manhã desta quarta-feira, a sua esperada coletiva à imprensa em Beirute, a capital libanesa. No Japão, ele é acusado de malversação financeira e sonegação fiscal.

Ghosn, que deu declarações em inglês e, em seguida, falará também em francês e árabe, falou de forma exaltada, gesticulando e recebendo até tímidos aplausos da plateia quando agradeceu a acolhida no Líbano. Ele se disse vítima de um golpe na Nissan e citou nominalmente os executivos Hiroto Saikawa, Hitoshi Kawaguchi e Masakazu Toyoda como alguns dos que conspiraram contra ele.

Saikawa, que era um protegido de Ghosn, denunciou o executivo na noite da prisão e o sucedeu no cargo, perdeu o emprego menos de um ano depois envolvido em seu próprio escândalo por supostamente ter recebido bônus corporativos em excesso.

Hitoshi Kawaguchi era chefe de Assuntos Governamentais na Nissan e, por isso, um importante interlocutor entre a montadora e o governo do Japão.

Ghosn porém evitou citar autoridades japonesas que o tenham prejudicado:

– Posso citar nomes do (governo do) Japão, mas estou no Líbano e respeito a hospitalidade do Líbano e não vou dizer nada que deixe isso mais difícil. Vou manter silêncio a respeito dessa parte, não quero falar nada que vá prejudicar o governo libanês.

Em sua entrevista, Ghosn lembrou que ficou preso por 130 dias, sem ter sido levado a julgamento e sob pressão para fazer uma confissão.

– Há um ano declarei minha inocência. Passei por seguidos confinamentos solitários, fiquei seis semanas sem ter contato com a minha família. Foram 14 meses de sofrimento – relatou Ghosn.

O brasileiro, que tem também nacionalidades francesa e libanesa, chegou a dizer que se sentia “refém de um país”, numa referência a suspostos abusos que diz ter sofrido de autoridades do Japão.

Segundo o ex-executivo, ele passou por interrogatórios de até 8 horas por dia, sem o acompanhamento de advogados, e foi pressionado a confessar os crimes.

– Os procuradores diziam, e isso está gravado, “se você não confessar, vamos atrás de você e de sua família”. O único objetivo deste sistema (judicial) é obter uma confissão que não necessariamente tem relação com a verdade.

Ghosn lembrou que a taxa de condenação no sistema judiciário japonês é de 99,5%, com índices mais altos para estrangeiros. E voltou a afirmar que não fugiu da Justiça, mas sim de perseguição política.

O executivo alegou ainda que sofreu uma campanha de difamação de “indivíduos vingativos na Nissan”. Atribuiu sua prisão à disputa de poder no comando da Nissan, enquanto o processo de integração com a Renault era conduzido. Ele foi o arquiteto da aliança global entre as montadoras japonesa e francesa.

Ghosn lembrou que a França aumentou seu poder no conselho do grupo e os japoneses se ressentiram por não ter os mesmos direitos na parceria.

– Eu fui CEO da Nissan por 17 anos, porque eu era Carlos Ghosn, eu tinha performance, eu tinha resultado, a empresa pagava dividendos, tinha dinheiro. Em 2017, começou um declínio na empresa e a responsabilidade foi atribuída a mim. Havia um nervosismo por parte da cúpula da administração – relatou.

Em seguida, acrescentou:

– Alguns dos japoneses acharam que a única maneira de ter influência sobre a Nissan era se livrar do Carlos Ghosn.

Quando Ghosn assumiu a gestão da Nissan, vindo da Renault, a montadora japonesa tinha acabado de fazer uma aliança com a francesa após quase ir à bancarrota. Seu sucesso à frente do grupo fez de Ghosn um herói no Japão, onde virou até personagem de mangá.

Ghosn era peça-chafe na aliança Nissan-Renault, que depois incorporou a Mistsubishi, em 2016. No entando, os bônus corporativos em excesso acabaram causando desconforto, sobretudo no Japão, onde a cultura empresarial não prevê pagamentos exorbitantes aos gestores.

O ressentimento entre os japoneses aumentou após uma reestruturação societária que levou a Renault a deter 43% da Nissan, enquanto a japonesa ficou com apenas 15% da montadora francesa.

O Globo

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Polícia

[VÍDEO] “Fui presa no exercício da profissão”, diz Deolane em audiência de custódia

Imagens: Reprodução/98 FM Natal

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra afirmou, durante audiência de custódia virtual, que foi presa “no exercício da profissão”. A declaração ocorreu após sua detenção na Operação Vérnix.

Segundo Deolane, a investigação cita uma transferência de R$ 24 mil ligada a um cliente que ela representava como advogada entre 2019 e 2020. “Consta no próprio relatório da polícia o acompanhamento meu como advogada ao cliente”, declarou ao magistrado.

A defesa pediu a revogação da prisão preventiva ou a conversão da medida em prisão domiciliar, alegando que os fatos investigados são antigos, não envolvem violência e destacando que a influenciadora é mãe de uma criança de 9 anos.

A Justiça manteve a prisão preventiva por não identificar irregularidades no cumprimento do mandado. Inicialmente levada para a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, em São Paulo, Deolane foi transferida para a unidade de Tupi Paulista, no interior do estado.

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Política

[VÍDEO] Carla Zambelli deixa prisão na Itália após extradição ser anulada: “É uma vitória de Deus”

Imagens: Reprodução/Bruno Zambelli

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) deixou o presídio feminino de Rebibbia, em Roma, nesta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália anular decisões favoráveis à sua extradição para o Brasil.

Detida desde julho de 2025, ela obteve uma decisão da última instância da Justiça italiana que reverteu o entendimento anterior sobre seu retorno ao Brasil.

Logo após deixar a unidade prisional, a ex-parlamentar publicou um vídeo ao lado do advogado Pieremilio Sammarco, responsável por sua defesa na Itália. “Consagro a minha liberdade como uma vitória de Deus”, afirmou.

A decisão envolve recursos relacionados a dois processos que fundamentam o pedido de extradição: a condenação pela invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a condenação por porte ilegal de arma de fogo.

Apesar da soltura, o caso ainda depende de manifestação do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que terá até 45 dias para decidir sobre a extradição e informar oficialmente o governo brasileiro.

No Brasil, Zambelli possui condenações com trânsito em julgado no STF, incluindo os casos da invasão ao sistema do CNJ e do episódio envolvendo porte de arma nas vésperas das eleições de 2022.

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Política

Lula lidera ranking de “pior presidente da história” em pesquisa nacional

Foto:  Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera um ranking de percepção sobre o “pior presidente da história do Brasil”, segundo pesquisa do Instituto Veritá, encomendada pelo LeiaJá.

De acordo com o levantamento, 45,5% dos entrevistados apontaram Lula quando questionados sobre qual nome associam ao posto de pior presidente da história do país. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece na sequência, com 43,8% das respostas.

O cenário também inclui a ex-presidente Dilma Rousseff, citada por 5% dos eleitores. Outros nomes mencionados foram Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e José Sarney.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-05888/2026.

O estudo ouviu 3.404 eleitores com 16 anos ou mais em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Política

Quase 60% querem “mudar de presidente”, mostra levantamento Veritá

Foto: Reprodução

Quase 60% dos brasileiros dizem querer “mudar de presidente”, segundo pesquisa do Instituto Veritá encomendada pelo LeiaJá. O levantamento aponta que 59,7% dos entrevistados defendem uma mudança no comando do país.

Já 38,3% afirmaram preferir “seguir em frente com o presidente Lula”, enquanto 2% responderam ter “medo de mudar de presidente”.

A pesquisa Veritá/LeiaJá ouviu 3.404 eleitores com 16 anos ou mais em todas as regiões do país. O estudo está registrado no TSE sob o número BR-05888/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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Política

DESCONFIANÇA: 47,5% dos brasileiros dizem não confiar no STF, aponta pesquisa

Foto: Divulgação

Quase metade dos brasileiros afirma não confiar no STF, segundo pesquisa Veritá/LeiaJá divulgada no dia 17. O levantamento mostra que 47,5% dos entrevistados responderam “não confiar” na Corte.

Outros 25,4% disseram “confiar pouco”, enquanto 27,2% afirmaram “confiar muito”.

A pesquisa do Instituto Veritá, encomendada pelo LeiaJá, ouviu 3.404 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 11 e 15 de maio.

O estudo foi registrado no TSE sob o número BR-05888/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

 

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Política

Maioria dos brasileiros se declaram de direita ou centro-direita, diz pesquisa Veritá

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Quase 55% dos brasileiros se declaram de direita ou centro-direita, segundo pesquisa do Instituto Veritá/LeiaJá divulgada no dia 17.

O levantamento aponta que 54,6% dos entrevistados se identificam nesse campo político. Já 36,7% afirmaram ser de esquerda ou centro-esquerda, enquanto 8,7% disseram ocupar posição de centro.

Apesar da predominância da identificação com a direita, a pesquisa indica que parte expressiva do eleitorado segue defendendo forte participação do Estado.

Segundo os dados, 64,9% afirmaram que a responsabilidade pela geração de empregos deve ser do governo, e não das empresas privadas.

Dados do levantamento

A pesquisa do Instituto Veritá, encomendada pelo LeiaJá, ouviu 3.404 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 11 e 15 de maio.

O estudo foi registrado no TSE sob o número BR-05888/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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Polícia

[VÍDEO] Carro roubado é abandonado após perseguição e tiros na Zona Oeste de Natal

Imagens: Reprodução/Portal da Tropical

Uma perseguição policial a um carro roubado terminou em tiros e correria na zona Oeste de Natal, na tarde desta sexta-feira (22). O caso mobilizou equipes da Polícia Militar nos bairros Bom Pastor, Cidade da Esperança e Felipe Camarão.

Segundo informações da Tropical, o veículo, um T-Cross branco, havia sido roubado de uma mulher no bairro Lagoa Nova. Após o crime, o suspeito fugiu em alta velocidade.

Durante a perseguição, o motorista conduziu o carro pela contramão da avenida Capitão-Mor Gouveia, no Bom Pastor, colocando motoristas e pedestres em risco.

Já na altura da linha do trem, o suspeito tentou atravessar a via férrea, mas não conseguiu. O carro foi abandonado na rua Oeste, conhecida como rua da feira, em Cidade da Esperança.

Após deixar o veículo, o homem fugiu a pé pela comunidade Cidade de Deus, em Felipe Camarão, e conseguiu escapar da PM. Dentro do veículo, os policiais encontraram uma arma de fogo.

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Judiciário

Henrique Eduardo Alves é condenado por lavagem de dinheiro em caso da JBS

Foto: Reprodução

O TRE-RN manteve a condenação do ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves por lavagem de dinheiro em um processo que investiga repasses da JBS para a campanha dele ao Governo do RN em 2014, conforme reportagem do Blog Gustavo Negreiros.

A decisão foi tomada por unanimidade nesta quarta-feira (21). A Corte reconheceu a prescrição das acusações de corrupção passiva e falsidade ideológica eleitoral, mas manteve a pena de 3 anos e 9 meses de prisão por lavagem de capitais.

Segundo o relator do caso, desembargador Ricardo Procópio, Henrique Alves recebeu quase R$ 3 milhões da JBS por meio de doações oficiais ao PMDB Nacional e pagamentos feitos diretamente a fornecedores da campanha.

Durante o julgamento, o magistrado afirmou que as anotações ligadas às delações da JBS classificavam os valores como “propina dissimulada como doação”.

A defesa alegou que não houve contrapartida do então presidente da Câmara dos Deputados em troca dos repasses e tentou derrubar a acusação de lavagem de dinheiro. O argumento, porém, foi rejeitado pelo TRE.

O tribunal também reduziu a multa aplicada ao ex-deputado. O valor caiu de R$ 1,25 milhão para R$ 141 mil, corrigidos monetariamente.

Com informações do Blog Gustavo Negreiros

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Polícia

Laudo aponta álcool e cocaína no sangue de motorista que invadiu contramão na Rota do Sol

Foto: Reprodução/G1 RN

A Polícia Civil encerrou as investigações sobre o acidente de trânsito que resultou em duas mulheres mortas e uma criança gravemente ferida na RN-063, a Rota do Sol, em Parnamirim. O fato aconteceu no dia 2 de abril deste ano e envolveu dois veículos em uma colisão frontal.

Os laudos periciais da medicina legal apontaram que uma mulher de 40 anos, condutora do veículo que invadiu a contramão, dirigia sob o efeito de uma elevada concentração de álcool no sangue.

O exame toxicológico também confirmou a presença de metabólitos de cocaína em seu organismo. Latas de bebida alcoólica foram encontradas no interior do automóvel.

A batida provocou a morte imediata da motorista do outro carro, uma mulher de 44 anos, além de deixar uma criança ferida. Os exames da vítima sobrevivente deram negativo para qualquer substância.

Como a motorista que causou o acidente também faleceu na colisão, a Polícia Civil reconheceu a extinção da punibilidade e encaminhou o caso ao Poder Judiciário com sugestão de arquivamento.

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Judiciário

PM acusado de simular tiroteio que terminou com um morto e 3 feridos em Patu é condenado a 37 anos

Foto: Reprodução

O policial militar Marcos Antonio Lourenço foi condenado a 37 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por crimes praticados na RN-078, no município de Patu. A sentença foi definida em julgamento por júri popular após denúncia apresentada pelo Ministério Público do RN, conforme informações do NOVO Notícias.

De acordo com os autos, o policial perseguiu quatro pessoas que trafegavam em motocicletas e realizou disparos de arma de fogo usando um automóvel. A ação aconteceu em junho de 2023 e terminou com a morte de Biratan da Silva, além de deixar outras três pessoas feridas.

Durante o processo, o acusado alegou legítima defesa e afirmou ter reagido a um suposto ataque. As investigações do MPRN e laudos da Polícia Científica apontaram, porém, que o policial teria atirado contra o próprio carro para simular um confronto.

A Justiça determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. O magistrado também manteve a prisão cautelar após a condenação no júri popular.

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