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FOTO: CMN lembra 50 anos do Golpe Civil e Militar de 1964 no Brasil‏

Hom. 50 Anos do Golpe Militar - Foto ELPÍDIO JÚNIOR (1)O vereador Fernando Lucena (PT) realizou nessa terça-feira (01) sessão solene para lembrar os 50 anos do Golpe Civil e Militar de 1964. O parlamentar lembrou na sessão os 21 anos ditatoriais fascistas ocorridos no Brasil e homenageou as famílias vítimas do período repressor.

Para o vereador, a ditadura foi imperdoável e inaceitável. “Esse foi o pior momento da história brasileira. Esse período terrível teve sequestros, torturas, assassinatos, estupros, desaparecidos políticos, entre outras atrocidades”, destacou o vereador.

Fernando Lucena ressaltou as consequências do período ditatorial nos anos seguintes no Brasil. “Nós contraímos uma dívida externa imensa, que pagamos até o governo Lula. Enfrentamos inflações de até 350% ao ano, desemprego, miséria, nossos professores e estudiosos mandados para fora do país. Um terror”, lamentou.

O vereador e sua família foram vítimas diretas da ditadura. “Meu pai foi torturado, ficou em coma, jogado feito um animal e sobreviveu. Eu fui perseguido e nossa família foi exilada dentro do próprio país”, contou Lucena.

Durante a sessão solene, ex presos políticos e torturados contaram suas histórias sobre o período fascista. “Eu militava no ensino secundarista do Colégio Atheneu e fui da resistência, inclusive armada. No Rio de Janeiro fui preso, torturado, conduzido ao exército e levei choques elétricos, entre outras coisas. Depois fui transferido para a Bahia e posteriormente para Pernambuco e em ambos também fui torturado. Foram quatro anos de prisão”, contou Juliano Siqueira ex vereador e preso político.

“O povo brasileiro tem que saber a real história desse país, desses 21 anos fascistas. Pessoas foram mortas, famílias nem conseguiram enterrar seus entes queridos pois o corpo desapareceu. Eu particularmente tenho por causa desse período um compromisso com a democracia socialista”, finalizou Juliano Siqueira.

Participaram da solenidade pelos 50 anos do Golpe Civil e Militar de 1964, representantes da OAB, Central Única de Trabalhadores, Diretórios Estudantis, Centros Acadêmicos, movimentos sociais e partidos de esquerda e sobreviventes.

Sobre o golpe

O golpe militar ocorrido em 1964 estabeleceu no Brasil uma ditadura militar  que permaneceu até 1985. Ao longo dos anos o regime militar foi endurecendo o governo e tornando legalizadas práticas de censura  e tortura, por exemplo. Os militares combateram sem piedade qualquer ameaça comunista ou manifestantes contra o governo, marcando a história do Brasil por um período negro de atos autoritários ao extremo.

A decisão de se dar um golpe político por parte dos militares não foi algo repentino, aconteceu como consequência de uma série de fatos políticos acumulados no período republicano após Getúlio Vargas. Quando este presidente resolveu colocar um fim a sua própria vida a situação política nacional já estava abalada, a vacância do cargo máximo na política brasileira permitiu uma preocupante conjuntura de sucessão presidencial. Juscelino Kubitscheck foi eleito em pleito eleitoral direto para o governo seguinte, o então presidente desenvolveu um governo que lhe foi possível conquistar o apoio popular, mas por vários momentos os militares esboçaram um golpe de Estado. O sucessor na presidência foi Jânio Quadros, o qual foi eleito com enorme apoio popular, conquistando uma aprovação nas urnas que até então não havia sido vista. A vitória imperativa fez com que Jânio Quadros acreditasse em um auto-golpe de Estado. Crendo que o povo o apoiaria sempre, arquitetou um plano de renúncia para voltar ao poder através de um pedido amplo de retorno que só aceitaria se lhe fosse dado poderes absolutos. O plano de renúncia de Jânio Quadros não funcionou e o cargo de presidente acabou ficando disponível para o seu vice, João Goulart.

João Goulart  era um jovem político que havia aparecido na cena política nacional como Ministro do Trabalho do segundo governo de Getúlio Vargas. Jango, como era chamado, tinha claras aproximações com ideologias e políticas de esquerda, o que o fazia ser considerado como uma ameaça. Para piorar, quando Jango recebeu a notícia da renúncia de Jânio Quadros estava em viagem política na China comunista. Os políticos de direita tentaram de várias formas impedir a posse do vice-presidente, mas Brizola, primo de Jango e governador do Rio Grande do Sul, sustentou o retorno e a posse legítima de João Goulart.

O presidente empossado tentou aplicar uma política de esquerda, foi muito combatido pelos direitistas e criticado como uma ameaça comunista. O estopim necessário para explodir um golpe militar se deu quando Leonel Brizola e João Goulart fizeram um discurso na Central do Brasil, Rio de Janeiro, no dia 13 de março, declarando as reformas de base, lideradas pela reforma agrária. Nos dias seguintes os oposicionistas se organizaram e promoveram seis dias depois a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, o movimento de base religiosa tinha como objetivo envolver o povo no combate ao maléfico comunismo. Assim, a religião, o povo e o interesse norte-americano formavam a sustentação que permitiria o golpe militar.

O golpe começou a tomar forma prática quando no dia 28 de março de 1964 se reuniram em Juiz de Fora, Minas Gerais, os generais Olímpio Mourão Filho e Odílio Denys juntamente com o governador do estado, Magalhães Pinto. A reunião visava estabelecer uma data para início da mobilização militar para tomada do poder, a qual ficou decidida como 4 de abril de 1964. Mas Olímpio Mourão Filho não esperaria até abril para iniciar o golpe, ainda no dia 31 de março tomou uma atitude impulsiva partindo com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro por volta das três horas da manhã. O general Castello Branco ainda tentou segurar o levante ligando para Magalhães Pinto, segundo o militar o movimento ainda era prematuro, entretanto não dava mais para parar.

Como legalista, ao lado de João Goulart, o general Armando de Moraes Âncora não estava satisfeito, mas quando recebeu a ordem do presidente para prender Castello Branco não a cumpriu. O general Âncora alegou que não queria iniciar uma guerra civil no país e então quando as tropas do governo se encontraram com as dos golpistas se uniram e continuaram a caminhada rumo ao Rio de Janeiro para efetivar o golpe que ocorreu no dia 31 de março de 1964 por volta das dezessete horas. João Goulart, ao se deparar com as tropas, também evitou uma guerra civil abandonando a presidência e se refugiando no Uruguai.

O Congresso Brasileiro providenciou então as medidas que tornaria legalizado o golpe, o senador Auro Soares de Moura Andrade declarou o cargo de presidente vago alegando que o presidente havia abandonado o Brasil. As eleições presidenciais foram prometidas para 1965, porém não realizadas, os militares passaram a eleger os presidentes indiretamente durante a ditadura que se tornaria mais severa a cada ano. O povo se mostrou confuso com o que estava acontecendo, mas o aparente crescimento econômico fez com que a população se acomodasse. Mais a frente a censura fez com que se calasse.

O golpe impediria tentativas de implantação de uma política comunista no Brasil, com os anos viriam os Atos Institucionais e o regime que tomara o poder através de um golpe se estabeleceria sobre bases legais, porém autoritárias.

Opinião dos leitores

  1. Rasgaram a Constituição,. Ao renegar a necessidade das Reformas de Base propostas por João Goulart, criaram um exército de famintos disciplinados, cujos filhos e netos cansaram de ser pobres e hoje alimentam os índices de criminalidade. Deixaram o país com uma divida externa de mais de 100 bilhões de dólares. A roubalheira correu solta no governo dos milicos, sua crias mais influentes Maluf, Abi Ackel.

  2. O que está em julgamento são os governos assassinos do generais que traíram a pátria ao se vender aos interesses americanos e da nossa elite podre. Não aguentam ver uma ex guerrilheira no comando do país, bota a turma do pijama pra dormir.

  3. O Júlio Dalcin, lendo os comentários entendo que:
    Deixa ver se entendi, quer dizer que os militares mataram mais que os "comunistas", que também mataram, sequestraram e roubaram, estão PERDOADOS?
    Ou seja, se EU roubar 10 bancos e matar 10 vigilantes e se VOCÊ roubar 2 bancos e só matar só 2 vigilantes, EU devo ser investigado e VOCÊ perdoado?
    Que lógica é essa? Onde isso existe? Só mesmo no Brasil onde a escola não ensina a raciocinar.
    O que está ocorrendo é uma perseguição aos militares e PERDÃO aos outros assassinos.

  4. Pois é Fatima Moraes, só que foram as forças armadas, que covardemente usaram de força desproporcional contra meia duzia de gatos pingados.

    1. Grande, a Fátima, quando se refere à "comissão" como "uma das composições que só vêem com um olho", pretende incluir também o DOI/CODI, por exemplo, que era um órgão basicamente ocupado pela Polícia Civil; grupos tipo milícia, agregados a políticos da "situação" à época, que foram criados à revelia da própria "autoridade revolucionária", mas com a sua complacência, etc. Muita coisa estranha ocorreu fora das fileiras militares, que ficaram com a fama, o que influenciou pessoas como você, por exemplo, a acreditarem que só os militares foram responsáveis pela tortura e morte dessa "meia dúzia de gatos pingados".

    2. Além do mais, Júlio Dalcin, e para mais ou menos comprovar o que digo, sobre os militares não serem os únicos culpados pelas atrocidades cometidas, recomendo acompanhar o movimento (vide a mídia) que pretende a Revisão da Lei de Anistia. O que tem de civil com medo que isso seja aprovado não está no "gibi". Vai ser uma pedreira fazer isso ser aprovado. Tem muito político (e colaboracionistas) ainda, que estiveram envolvidos com as atrocidades atribuídas aos militares (entenda-se: à "Revolução"). Basta pesquisar, tem muita fonte à disposição.

  5. Essa tal comissão da verdade não deveria se chamar comissão de caça aos militares?
    Vão julgar as TORTURAS, SEQUESTROS E ASSASSINATOS SÓ DE UM LADO? CADÊ AQUELES QUE ERAM CONTRA O REGIME E COMETERAM OS MESMOS TIPOS DE CRIME E OUTROS MAIS?
    Foram SÓ os militares que tiraram vidas? Foram só os militares que usaram da força para chegar aos fins?
    Isso está LONGE de SER JUSTO e VERDADEIRO, essa comissão é uma das composições que só vêem com um olho. Caçam os militares e DEIXAM IMPUNES OS "COMUNISTAS" QUE TAMBÉM MATARAM, ROUBARAM, DESTRUÍRAM E SEQUESTRARAM!!! Essa comissão parece mais UMA INQUISIÇÃO!!!

    1. Não se esquecendo dos traidores da "causa". Assistindo uma palestra por ocasião do tema que grassa nestes dias, ouvi do palestrante que, acuado pelas tropas que encurralaram os "terroristas", José Genoino, este mesmo metido no "mensalão", teria dito "não me matem não que eu entrego". Se isso ocorreu, e eu acho que é bem possível, essa atitude teria causado a morte de alguns daqueles que ele entregou. Isso tem um peso penal, mas o que se percebe é que este indivíduo, além de ter sobrevivido ainda se veste de mártir, falseando a sua verdadeira vocação.

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Geral

PEGA A VISÃO: Lula diz que Brasil saiu da Copa porque jogadores “não se conversavam”

Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou pela primeira vez, nesta sexta-feira (10/7), sobre a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. Segundo o petista, a derrota do Brasil aconteceu porque os jogadores “não se conversavam”.

O titular do Planalto também criticou a contratação de fotógrafos particulares por parte do atletas brasileiros durante o Mundial.

“É que nem a Seleção Brasileira. Como eles não se conversavam, caíram fora da Copa. Cada jogador com um fotógrafo especial, cada jogador com uma câmera, ou seja, eles não conversaram que era preciso derrotar os adversários para poder controlar a Copa do Mundo”, afirmou Lula.

A declaração foi dada durante reunião no Palácio do Planalto com ministros, representantes do setor de mineração e especialistas para discutir uma política brasileira para o tema.

No domingo, a Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo após derrota para a Noruega, por 2 x 1.

Com o resultado, o país se despediu do torneio na 11ª colocação geral, marcando a pior campanha do time no torneio em 60 anos. O Brasil não perdia nas oitavas desde a Copa de 1990, quando caiu para a Argentina, após derrota por 1 x 0.

A outra foi para a Espanha, em 1934, por 3 x 1.

Com informações de Metrópoles

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Brasil

[VÍDEO] Negociador da PM desafia bandido durante sequestro: “Então mata”

Foto: Reprodução

Um negociador da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) desafiou um dos criminosos que ameaçava matar reféns durante um sequestro em Pontes e Lacerda (MT), na madrugada dessa quinta-feira (9/7), ao dizer: “Então mata”. Entre as vítimas estava o presidente do Sindicato Rural do município, Juliano Queiroz.

Depois de aproximadamente 30 minutos de negociação, os quatro suspeitos se renderam e foram presos. Durante as tratativas, os criminosos exigiram a presença da imprensa local e a realização de uma transmissão ao vivo como condição para se renderem.

“A imprensa não pode entrar em risco, meu nobre. Não existe isso. Já tá com sua cara aqui. Então mata. Mata. Ó, tem juízo, cara. Se você der um tiro, a gente invade e mata todo mundo. Vai ser maluco, rapaz. Tenha paciência e venha para cá”, disse o policial.

Segundo a PM, a corporação foi acionada após denúncias de que os homens encapuzados haviam invadido uma casa onde acontecia uma confraternização familiar. Juliano, produtor rural, advogado e presidente do Sindicato Rural do município, onde comemorava o aniversário da filha quando os suspeitos renderam familiares e convidados.

Equipes da Força Tática e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) cercaram o local. Durante a ação, os policiais flagraram uma movimentação na parte dos fundos da casa, onde os suspeitos tentavam abrir o portão para deixar o imóvel em uma caminhonete. A equipe conseguiu interceptar a tentativa de fuga.

Ao entrarem na residência, os militares encontraram as dez vítimas sendo mantidas reféns. De acordo com a corporação, algumas estavam com armas apontadas para a cabeça e eram ameaçadas de morte pelos assaltantes.

Também foram constatadas lesões na cabeça de algumas das vítimas.

Após a chegada dos profissionais de imprensa, os quatro suspeitos desistiram da ação e se entregaram. Eles foram presos em flagrante.

Metrópoles

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Política

Lula nega apoio ao pai de Motta na Paraíba e ‘azeda’ o clima com presidente da Câmara

Foto: Ricardo Stuckert

O Planalto estranhou a súbita disposição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), em andar com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal. Bombeiros entraram em cena para descobrir qual era o desconforto do parlamentar, já que o governo não tem intenção de fazer o assunto andar. O problema é o apoio de Lula aos candidatos ao Senado pela Paraíba. O petista sinalizou apoio a dois nomes, nenhum deles conta com apoio de Motta.

Motta pedirá votos para Nabor Wanderley (Rep), seu pai, que acabou preterido por Lula apesar da submissão do presidente da Câmara.

O PT estadual até fechou com Motta e vai apoiar as indicações do deputado. O problema é Lula, que escanteou Wanderley.

Lula apoiará Veneziano Vital do Rêgo, para prender o rabo do MDB. O senador precisa renovar o mandato em outubro.

O outro nome é o de João Azevedo, do PSB, atual governador do Estado. O partido, da chapa de Lula, também terá apoio do petista.

Diário do Poder

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Polícia

BRUTAL: Advogado e ex-vereador de Pedro Velho (RN) é assassinado a tiros em restaurante

Foto: Reprodução/Instagram

O advogado e ex-vereador de Pedro Velho (RN), Cassiano José, foi assassinado a tiros nesta sexta-feira, em Arez, na Grande Natal.

De acordo com as primeiras informações, Cassiano estava almoçando com sua esposa em um restaurante na zona rural do município, quando foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça e morreu no local.

As circunstâncias do crime, com traços de execução, ainda serão investigadas pela Polícia Civil.

Cassiano foi eleito vereador de Pedro Velho, em 2016. Atualmente, atuava como advogado criminal, eleitoral e administrativo. Ao longo da carreira profissional, também integrou a Polícia Militar do Rio Grande do Norte e a Polícia Civil da Paraíba.

A Prefeitura de Pedro Velho lamentou o crime e emitiu Nota de Pesar.

 

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Geral

Ex-ministro Silvio Almeida não é encontrado pela Justiça e atrasa processo no STF

Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Quase quatro meses após ser denunciado, o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida ainda não foi localizado pela Justiça para ser notificado no processo em que é acusado de importunação sexual contra a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco.

Segundo apurou a CNN Brasil, a Justiça de São Paulo não conseguiu encontrar Almeida nos endereços informados inicialmente. Diante das tentativas frustradas, a PGR (Procuradoria-Geral da República) indicou novos locais onde o ex-ministro pode ser procurado.

O processo corre sob sigilo no STF (Supremo Tribunal Federal) e está sob relatoria do ministro André Mendonça, que determinou a citação de Almeida, procedimento necessário para que o ex-ministro seja formalmente informado sobre a acusação e possa apresentar defesa.

Na semana passada, a Procuradoria devolveu o processo ao Supremo com a indicação de novos endereços onde Almeida poderá ser procurado. A dificuldade em localizar o ex-ministro atrasa a análise da denúncia: sem a resposta da defesa, o Supremo não pode decidir se aceita a acusação e transforma Almeida em réu.

Na denúncia, Gonet afirma que as provas reunidas na investigação corroboram o relato de Anielle Franco.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi uma das testemunhas ouvidas na investigação. Ele participou de uma reunião na qual Almeida teria importunado a então colega de governo.

O caso levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a demitir Almeida do Ministério dos Direitos Humanos em setembro de 2024.

O ex-ministro nega a acusação. Após ser denunciado, disse que responderia ao caso na Justiça e afirmou que a denúncia foi usada politicamente para afastá-lo da vida pública.

CNN

 

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Geral

[VÍDEO] Atacante da Seleção Brasileira, Matheus Cunha desembarca em Baía Formosa para curtir férias

Foto: Divulgação

O atacante da Seleção Brasileira na Copa, Matheus Cunha,  chegou nesta sexta-feira a Baía Formosa para curtir as férias.  Moradores da cidade praiana fizeram festa para receber o jogador, que concedeu autógrafos, fez fotos e distribuiu muita simpatia com todos, principalmente com a molecada na praça.

Matheus Cunha foi titular durante toda a campanha e terminou a Copa como um dos principais destaques da equipe. Vestindo a camisa 9, o atacante marcou três gols no Mundial, dois na vitória sobre o Haiti e um diante da Escócia, ainda na fase de grupos.

Além dos gols, Cunha chamou atenção pela movimentação em campo. Mesmo escalado como centroavante, o paraibano recuava constantemente para participar da construção das jogadas, atuando muitas vezes como um articulador da equipe.

Nas oitavas de final, contra a Noruega, foi dele a jogada que resultou no pênalti para o Brasil ainda no primeiro tempo, desperdiçado por Bruno Guimarães. No total, foram cinco partidas no torneio, atuando 293 minutos.

 

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Futebol

Novo técnico de Portugal, Jorge Jesus revela episódio com Neymar: “Você acabou!”

Foto: Reprodução/X

Jorge Jesus, apresentado como novo técnico da seleção portuguesa, revelou detalhes de sua passagem pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita. Ele contou sobre o período em que treinou Neymar e a decisão de barrar o craque, chegando a dizer que o atacante “acabou”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (10).

A fala do treinador ocorreu enquanto ele explicava sua filosofia de que não escala jogadores baseando-se apenas no nome. Jorge Jesus afirmou ter trabalhado com dois dos três melhores jogadores do mundo – Cristiano Ronaldo e Neymar – e que não hesitou em deixar o brasileiro no banco quando considerou ser o melhor para a equipe.

“O importante é o rendimento do atleta. Se o atleta não está a render, seja o jogador que for, se tiver que ser substituído, será, se não tiver que ser substituído, não será. O nome não conta”, disse Jesus, que complementou:

“Já treinei os dois melhores jogadores do mundo. Falta-me o terceiro, que já não vou treinar, que é o Messi. Treinei o Neymar, treinei o (Cristiano) Ronaldo. E um dia disse ao Neymar: ‘tu, finish, ok?’. Portanto, aquilo que eu achar melhor para a equipe, para a seleção, é assim que será feito”.

Jorge Jesus e Neymar no Al-Hilal

Neymar trabalhou por um curto período com Jorge Jesus no Al-Hilal, na Arábia Saudita. Após perder espaço na equipe, o meia-atacante adiantou negociações para seu retorno ao futebol brasileiro, fechando posteriormente com o Santos.

Sua estadia no clube saudita foi marcada por lesões. O jogador disputou apenas sete partidas, marcando um gol e fornecendo duas assistências. Neymar sofreu uma grave ruptura completa do ligamento cruzado anterior e dos meniscos do joelho esquerdo, o que o deixou fora dos gramados por grande parte de sua passagem pelo Al-Hilal.

CNN

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Política

Com perdas de mandato, PL se isola como maior bancada na Câmara

Foto: Marina Ramos

O Partido Liberal (PL) se isolou como maior bancada da Câmara dos Deputados após a perda dos mandatos de Dayany Bittencourt (União-CE) e Paulão (PT-AL). A vaga da deputada do União Brasil foi redistribuída para o PL, que agora somará 98 cadeiras na Casa. Até então, a sigla dividia o título de maior bancada com a federação União-Progressistas, que engloba União Brasil e PP, e conta com 97 deputados.

Quem assume a vaga no PL é a vereadora de Fortaleza (CE) Priscila Costa (PL), presidente do PL Mulher do Ceará, que foi pivô da briga entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Além do Partido Liberal, o Republicanos ganhou uma cadeira com a vaga perdida pelo PT em Alagoas e, agora, passa a ter 44 parlamentares. Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) assumirá a vaga que era ocupada por Paulão.

Veja como fica a composição da Câmara com as trocas:

– PL – 98 (+1);
– União-PP – 96 (-1);
– PT-PCdoB-PV — 80 (-1);
– PSD – 48 ;
– Republicanos – 44 (+1);
– MDB – 38;
– Podemos – 27;
– PSDB-Cidadania – 20;
– PSB – 17;
– PSol-Rede – 16;
– PDT – 10;
– Avante – 5;
– Novo – 5;
– Solidariedade – 4;
– PRD – 3;
– Missão – 1.

 

Metrópoles

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Mundo

Influencer é sequestrada duas vezes no mesmo dia durante férias na Itália

Foto: Reprodução

A executiva e influencer australiana Stephanie Strangis, de 36 anos, que costuma postar vídeos no Instagram em que se desafia em reformas residenciais, ao estilo “faça você mesmo”, viveu um pesadelo duplo quando tirava férias.

O interesse dela por reformas a levou à na Sicília (Itália), onde Stephanie, moradora de Melbourne (Austrália), encontrou um programa de venda de casas em ruínas ou abandonadas pelo valor simbólico de 1 euro (R$ 5,8).

Mas nada saiu como ela planejava: a australiana foi sequestrada duas vezes no mesmo dia. Os incidentes ocorreram em outubro do ano passado, mas só agora foram revelados.

O primeiro sequestro foi comandado por um grupo de praticantes de kitesurf e o segundo por um segurança local. Stephanie conseguiu se salvar de ambos, sem danos além do emocional.

Ela viajou com amigos, mas permaneceu sozinha em solo italiano para saber mais sobre a iniciativa de casas por 1 euro e para entrar em aulas de kitesurf oferecidas na cidade de Lo Stagnone. Durante a sua passagem pelo local ela participou de um encontro com outros praticantes do esporte, mas a confraternização não terminou bem para a australiana.

O grupo estava num bar quando decidiu ir de carro até outro estabelecimento. Stephanie entrou no veículo com homens, e o condutor começou a fazer um caminho suspeito, por uma estrada deserta e lamacenta, e a acelerar consideravelmente, afirmando que atingiria 160 Km/h. A executiva estranhou a situação, pediu para a velocidade ser diminuída e disse “Eu quero sair daqui, estou apavorada!”. Porém o seu pedido não foi atendido.

Ela afirmou que implorou repetidas vezes para poder sair do veículo e em todas recebeu negativas. Ela chegou até a gritar, mas o caminho era deserto e ninguém a socorreu. Depois de percorrer cerca de 12 quilômetros, o carro entrou em um condomínio fechado. Quando o grupo estacionou, Stephanie percebeu que a porta do seu lado estava destrancada, então abriu-a e saiu correndo em disparada para se salvar do sequestro, relatou o site “AOL”.

“Verifiquei a porta, ela abriu, e eu simplesmente corri. Eu corri pelo máximo de tempo que pude até achar um local para me esconder atrás. Verifiquei se eu estava sendo seguida e não estava. Fiquei ali por um tempo e depois corri por cerca de 2 quilômetros, até ver a cabine de um segurança”, contou a turista.

Nesse momento, quando ela achava que estava segura, ela encontrou, sem saber, o segundo sequestrador do pior dia daquelas férias. Stephanie pediu ajuda ao segurança que estava de plantão na cabine e ele se prontificou a ajudá-la e disse que poderia levá-la de carro até o local em que a executiva estava hospedada.

Ela aceitou a carona, acreditando estar segura com o vigilante, mas o homem começou a agir de forma estranha com ela, com elogios que pareciam flerte. Quando os dois estavam a cerca de 3 quilômetros da hospedagem da australiana, ele parou o carro e perguntou: “O que você vai me dar em troca dessa carona?”. Stephanie sentiu que estava em perigo e, novamente, conseguiu abrir a porta do carro e sair correndo.

Durante o caminho ela tentou se esconder dos faróis dos carros e esteve alerta para ver se não estaria sendo seguida. Além disso, ela fez compras de bebidas em máquinas de estabelecimentos com o seu cartão de crédito para que o seu trajeto pudesse ser rastreado caso ela fosse capturada novamente. Felizmente, a executiva conseguiu voltar em segurança para o hotel.

Extra

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Política

Lula dá bronca em Vieira por dizer que EUA podem intervir no Brasil

Foto: Marcelo Camargo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma bronca no ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por causa de um documento enviado à Câmara no qual o chanceler afirmava que havia risco de os Estados Unidos fazerem uma intervenção militar em território brasileiro.

Durante ligação telefônica, o petista disse que foi um erro o Itamaraty mandar um documento assinado pelo ministro em resposta a um requerimento do deputado Evair de Melo (Republicanos-ES). O congressista perguntava ao Ministério da Relações Exteriores as consequências de os EUA terem classificado como terroristas as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho. No início de junho, o Departamento de Estado dos EUA já havia negado publicamente a possibilidade de haver intervenção militar no Brasil. Essa informação foi antecipada pelo Drive, newsletter premium do Poder360.

Na 4ª feira (8.jul), o governo norte-americano voltou a rejeitar a avaliação do Itamaraty. Chamou a conclusão do governo brasileiro de “absurda”. Disse também que “os Estados Unidos estão adotando medidas decisivas, com base em suas próprias prerrogativas soberanas, para combater narcoterroristas”.

O fato de o documento ter sido uma resposta oficial do governo e enviada ao Congresso foi considerado um fator agravante tanto pelo Planalto como por integrantes das Forças Armadas. Na avaliação de Lula, o tema foge da alçada do Itamaraty.

O Itamaraty não fala publicamente sobre o episódio. Em reserva, o ministério nega que tenha havido a ligação de Lula para Vieira. O Poder360 mantém a sua apuração sobre o telefonema ter sido realizado e que a conversa do presidente com o ministro foi em tom de reprimenda.

Além de causar incômodo no Planalto e nas Forças Armadas, a declaração de Mauro Vieira também provocou desconforto dentro do próprio Itamaraty e na Embaixada dos Estados Unidos –que deve trabalhar para minimizar esse entendimento.

As comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado chamaram Vieira para explicar por que afirmou que os EUA podem fazer uma intervenção militar no Brasil. Os congressistas planejam questionar o ministro sobre o embasamento do posicionamento.

O Itamaraty avalia que a invasão à Venezuela e as operações militares no oceano Pacífico e no mar do Caribe é que abririam precedentes para uma ação parecida em território brasileiro. Por isso Vieira falou da possibilidade de intervenção militar dos EUA no Brasil.

Alguns diplomatas do Itamaraty que concordam com o texto assinado por Mauro Vieira tratam a questão como o que, em linguagem diplomática, é classificado como “cálculo de risco”. Essa ala da diplomacia brasileira avalia que a invasão norte-americana é pouco provável, mas que deve ser sempre considerada.

A principal preocupação é que, com a classificação do PCC e do CV como terroristas, a administração do presidente Donald Trump (Partido Republicano) possa aprovar uma operação militar sem precisar da autorização do Congresso dos EUA –só que essa é uma hipótese já refutada pelo governo norte-americano.

O Poder360 procurou o Itamaraty e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para perguntar se gostariam de enviar um posicionamento público sobre a reação de Lula. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

EUA REJEITAM DECLARAÇÃO

A porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado norte-americano, Amanda Roberson, deu entrevista ao Poder360 em 1º de junho de 2026. Afirmou o seguinte: “A lei americana das designações é muito clara: não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra que tem responsabilidade para ações militares no mundo. Essas designações têm como os seus princípios as suas consequências, restrições de vistos e também restrições financeiras para bloquear as atividades e o apoio aos grupos criminosos”.

Poder 360

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