Trânsito

CNH, cadeirinha, farol: veja mudanças na lei de trânsito sancionadas por Bolsonaro

Foto: Divulgação

Mudanças na lei de trânsito foram sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (13). Dentre as alterações estão a ampliação de 20 para até 40 pontos do limite para a suspensão da Carteira Nacional de Trânsito (CNH) e o aumento da validade do documento para até 10 anos.

Desde que foi apresentado pelo próprio presidente, em 2019, o texto passou por diversas mudanças na Câmara e no Senado. As novas regras passam a valer 180 dias após a publicação da lei, que foi realizada nesta quarta-feira (14), no Diário Oficial da União

Os trechos retirados por Bolsonaro serão reanalisados pelo Congresso Nacional, que pode restaurar as medidas ou derrubá-las em definitivo.

O projeto original foi criticado por entidades de segurança viária, que pediram, na época, diálogo e estudos técnicos para embasar as futuras regras.

O Congresso manteve ampliação do limite de pontos para a suspensão da CNH, mas acrescentou um escalonamento, conforme o nível de gravidade das infrações cometidas, e a exigência de não constar infrações gravíssimas na carteira do motorista.

Da mesma forma, as normas para o transporte de crianças, onde o governo propôs a troca da multa por advertência por escrito, em caso de não cumprimento, acabaram sendo endurecidas pelos parlamentares.

Veja as principais mudanças, como ficou na lei, como é atualmente e como era a proposta do governo:

Suspensão da CNH por pontos

Como ficou: haverá uma escala com três limites de pontuação, para que a CNH seja suspensa:

20 pontos, se o condutor tiver duas ou mais infrações gravíssimas em um período de 12 meses;

30 pontos, se tiver apenas uma infração gravíssima no mesmo período;

40 pontos, se não constar entre as suas infrações nenhuma infração gravíssima nesse intervalo.

No caso de motoristas profissionais, a medida foi flexibilizada: eles poderão atingir o limite de 40 pontos independente da natureza das infrações cometidas.

Como é atualmente: a suspensão ocorre quando o condutor atinge 20 pontos em 12 meses ou por transgressões específicas.

Como o governo queria: a suspensão ocorreria quando o condutor atingisse 40 pontos em 12 meses ou por transgressões específicas.

Renovação da CNH

Como ficou: estipula o prazo de dez anos para renovação dos exames de aptidão física e mental para a renovação da habilitação de condutores, de acordo com as seguintes situações:

10 anos para condutores com menos de 50 anos;

5 anos para condutores com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos;

3 anos para condutores com 70 anos ou mais.

O texto diz ainda que em caso de indícios de deficiência física ou mental ou de progressividade de doença que diminua a capacidade de condução, o perito examinador pode diminuir os prazos para a renovação da carteira.

Como é atualmente: o artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que o exame é renovável a cada 5 anos ou, no caso de idosos acima de 65 anos, a cada 3 anos.

Como o governo queria: que o exame de aptidão física e mental seria renovável a cada 10 anos. No caso dos idosos, acima de 65 anos, a renovação seria a cada 5 anos.

Cadeirinha para crianças

Como ficou: o dispositivo de cadeirinhas ou assento de elevação será obrigatório para crianças de até 10 anos que não atingiram 1,45 metro de altura, e elas devem ser transportadas no banco traseiro. Segue mantida a penalidade de infração gravíssima para quem descumprir a obrigatoriedade.

Como é atualmente: o CTB diz que as crianças com idade inferior a 10 anos devem ser transportadas nos bancos traseiros. Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 2008 determina o uso de dispositivos de retenção no transporte de crianças de até 7 anos e meio. Entre 7 anos e meio e 10 anos, a criança deve usar o cinto de segurança.

O artigo 168 do CTB diz que o descumprimento dessas regras é infração é gravíssima, com multa e retenção do veículo até a regularização da situação.

Como o governo queria: até 7 anos e meio, crianças deveriam ser transportadas nos bancos traseiros e com cadeirinha adaptada ao tamanho e peso. Entre 7 anos e meio e 10 anos, seriam “transportadas nos bancos traseiros” e utilizariam cinto de segurança.

Ainda segundo a proposta do governo, a violação às regras seria punida apenas com advertência por escrito. Ou seja, a advertência poderia substituir a multa e a medida administrativa (retenção do veículo) aplicadas até então.

Lesão corporal e homicídio com embriaguez

Como ficou: uma das principais mudanças feitas no Congresso prevê que em casos de lesão corporal e homicídio causados por motorista embriagado, mesmo que sem intenção, a pena de reclusão não pode ser substituída por outra mais branda, que restringe direitos.

Como é atualmente: a legislação diz que a prisão pode ser substituída por penas restritivas de direitos se o crime for culposo (sem intenção). Dessa forma, se um motorista embriagado ou sob efeito de drogas pratica lesão corporal e até homicídio, a condenação pode ser convertida em uma pena alternativa.

Como o governo queria: não havia mudanças nessas punições no projeto original.

Exame toxicológico (categorias C, D e E)

Como ficou: exame toxicológico é mantido. Ele serve para verificar o consumo de substâncias psicoativas que, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção.

Quem tem menos de 70 anos também terá que se submeter ao exame a cada 2 anos e meio, independentemente da validade da CNH. Objetivo é impedir que eventual mudança do prazo da carteira implique em alteração na periodicidade do exame.

Como é atualmente: condutores das categorias C, D e E, como caminhoneiros, motoristas de van e ônibus, com CNH com validade de 5 anos devem fazer o exame no prazo de 2 anos e meio. Para condutores idosos o prazo é 1 ano e meio. Se reprovado, tem suspenso o direito de dirigir pelo período de 3 meses.

Como o governo queria: eliminar a obrigatoriedade do exame.

Luz diurna nas estradas

Como ficou: seguiu o projeto do governo de manter obrigatório o uso de faróis acesos durante o dia em rodovias de pista simples. Porém, retira a obrigatoriedade do uso quando essas vias estiverem em perímetros urbanos.

Como é atualmente: uma norma de 2016 diz que o condutor é obrigado a manter o farol aceso de noite e dia “nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias”, sejam essas de pista simples ou não — em caso de descumprimento, a infração é média.

Como o governo queria: o texto dizia que os veículos sem luzes diurnas de rodagem (conhecidas pela sigla em inglês DRL), deveriam manter acesos os faróis mesmo durante o dia, em rodovias de pista simples, túneis e sob chuva, neblina ou cerração.

O projeto afirmava ainda que a infração para quem não acendesse a luz seria leve. No entanto, seria aplicada apenas “no caso de o proprietário ser pessoa jurídica e não haver identificação do condutor”.

Luzes diurnas de rodagem serão obrigatórias em veículos no Brasil

Moto no corredor

Como ficou: o governo vetou a proposta da Câmara para definir regras para a circulação de motocicletas, motonetas e ciclomotores quando o trânsito estiver parado ou lento.

De acordo com o texto dos deputados, os motociclistas deveriam transitar com velocidade compatível com a segurança dos pedestres e demais veículos nessas situações.

A proposta também criaria ainda uma “área de espera” para motociclistas junto aos semáforos.

Como é atualmente: o CTB não proíbe, e também não regulamenta, o uso de motocicletas entre as faixas de trânsito. Em 1997, o artigo 56 restringiria o uso das motos no corredor, porém, foi vetado pelo então presidente, Fernando Henrique Cardoso.

No entanto, existem relatos de motociclistas enquadrados no artigo 192 do CTB, que fala que o condutor de qualquer veículo não pode “deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais”

Como o governo queria: no projeto original não havia alteração quanto à circulação de motos no corredor.

Multa mais branda para capacete sem viseira

Como ficou: a lei altera trecho do Código de Trânsito que trata da obrigatoriedade do uso do capacete, retirando a menção sobre a viseira – o que, atualmente, é considerado infração gravíssima. O não uso da viseira no capacete ou dos óculos de proteção ganhou um artigo separado na lei, tornando-se infração média.

Como é atualmente: o artigo do CTB sobre regras para motociclistas obriga o uso de capacetes sempre com viseira ou óculos de proteção — a multa atual é gravíssima e há suspensão do direito de dirigir.

E também existe uma resolução específica sobre o uso incorreto da viseira: ela diz que que o motociclista não pode conduzir o veículo com a viseira levantada nem com óculos de proteção fumê. Nesse caso, seria aplicado o artigo 169 do CTB, com aplicação de multa leve.

Como o governo queria: o projeto estabeleceria uma punição específica para quem usasse capacete sem viseira ou óculos de proteção. O ato se tornaria uma infração média, com multa e retenção do veículo até que a situação fosse regularizada. Andar com a viseira levantada também seria uma infração média.

Documento em carro com recall

Como ficou: a lei torna o recall uma condição para o licenciamento anual do veículo a partir do segundo ano após o chamamento.

Como é atualmente: não há impedimento para emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) caso o veículo não tenha passado por algum recall.

Como o governo queria: a proposta era impedir que o CRLV fosse emitido na venda de um veículo se o proprietário anterior não tivesse realizado algum recall.

Outras mudanças

Multas administrativas

A lei dá a isenção de pontos na carteira de motorista em algumas situações de infrações de natureza administrativa, por exemplo:

conduzir veículo com a cor ou característica alterada;

conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório;

portar no veículo placas em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran;

deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de habilitação do condutor.

No entanto, a aplicação das penalidades e medidas administrativas continuam.

Penalidade de advertência

O texto define que para infrações leves ou médias deve ser imposta a penalidade de advertência por escrito, em vez de multa, se o infrator não tiver cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.

Atualmente, a legislação já permite essa possibilidade se a autoridade de trânsito “entender esta providência como mais educativa” e desde que o motorista não tenha cometido a mesma infração nos últimos 12 meses.

Cadastro positivo

A mudança cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), em que serão cadastrados os condutores que não tenham cometido infração de trânsito sujeita a pontuação nos últimos 12 meses.

O cadastro positivo vai possibilitar que estados e municípios concedam benefícios fiscais e tarifários aos condutores cadastrados.

Escolas de trânsito

O lei prevê a criação de “escolas públicas de trânsito” para crianças e adolescentes. O intuito é oferecer aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.

G1

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Trânsito

STTU informa desvios de itinerário em linhas de ônibus devido às obras da Caern

Foto: Divulgação 

A Secretaria de Mobilidade Urbana informou que, em razão das obras de esgotamento sanitário realizadas pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), a Avenida das Fronteiras será interditada a partir desta segunda-feira (26) até o dia 15 de fevereiro de 2026.

Com a interdição, algumas linhas do transporte público urbano terão seus itinerários temporariamente alterados. A STTU orienta os usuários a ficarem atentos às mudanças para evitar transtornos.

Linhas N-05 e N-72

As linhas N-05 (Vale Dourado/Ribeira, via Petrópolis) e N-72 (Vale Dourado/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha) terão alterações apenas no sentido Ribeira/Mirassol.

Sentido Ribeira/Mirassol (desvio):
Avenida Belarmino Tomaz Landim – Direto – Rua Ponte Nova – Rua Henrique Dias – Rua Vivaldo Cavalcanti – retomando o itinerário normal.

Sentido Vale Dourado:
Sem alterações, mantendo o itinerário habitual.

Linha S-50

A linha S-50 (Serrambi/Santa Catarina) também sofrerá alteração temporária no sentido Santa Catarina.

Sentido Santa Catarina (desvio):
Avenida das Fronteiras – Rua Antônio Viana – Avenida Santarém – Rua Ponte Nova – Rua Santa Luzia (à esquerda) – Rua Presidente Médici – retomando o itinerário normal.

Sentido Serrambi:
Sem alterações, seguindo o percurso habitual.

A STTU reforça que as mudanças são temporárias e têm como objetivo garantir a segurança viária durante a execução das obras. Agentes de mobilidade estarão monitorando a área para orientar condutores e usuários do transporte público.

Novo Notícias 

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Geral

Gol nomeia presidente interino após morte de fundador

Foto: Reuters/Adriano Machado

A Gol Linhas Aéreas comunicou que Antonio Kandir, atual vice-presidente do conselho de administração, assumirá interinamente o comando da companhia após a morte do fundador Constantino de Oliveira Júnior, ocorrida no sábado (24). A decisão foi divulgada em fato relevante publicado pela empresa no domingo (25).

Segundo a aérea, Kandir integra a estrutura administrativa da Gol há cerca de duas décadas e já participou de diferentes instâncias de gestão ao longo da história da companhia. A empresa ressaltou que não haverá mudanças na condução dos negócios. “As operações, a estratégia e os compromissos da companhia permanecem inalterados”, informou, destacando que a gestão segue sob responsabilidade da diretoria executiva e do conselho.

Constantino Júnior morreu em decorrência de um câncer, conforme confirmado pela empresa. Ele fundou a Gol em 2001, foi o primeiro CEO da companhia e passou a integrar o conselho de administração em 2004, posição que ocupava até sua morte. À frente da gestão executiva, permaneceu por 11 anos, deixando o cargo em 2012.

Em nota, a Gol lamentou a perda e exaltou o legado do fundador, destacando sua visão estratégica e estilo de liderança. Antes da criação da companhia aérea, Constantino Júnior atuou no grupo Comporte Participações e, além da Gol, era presidente-executivo e um dos fundadores do Grupo Abra, holding que controla empresas como Avianca, GOL e Wamos Air.

Com informações da CNN

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Economia

Viagens do STM custaram R$ 11,8 milhões aos cofres públicos em 2025

Foto: José Cruz / Agência Brasil

As despesas com viagens de ministros e servidores do Superior Tribunal Militar (STM) ultrapassaram R$ 11,8 milhões ao longo de 2025, considerando gastos com diárias e passagens. O pico ocorreu em novembro, mês marcado pela realização da COP, quando apenas os deslocamentos dos 15 ministros somaram R$ 219 mil.

Segundo dados do próprio tribunal, os ministros realizaram 87 viagens durante o ano, com custo total superior a R$ 400 mil. Em nota, o STM afirmou que todos os deslocamentos passam por autorização prévia e são justificados pela participação em eventos institucionais ou atividades de capacitação, com o objetivo de fortalecer a atuação e a legitimidade da Corte.

Entre os gastos individuais, o maior valor foi registrado pelo ministro Guido Amin Naves, que consumiu R$ 43,7 mil em uma viagem de oito dias para participar de um fórum realizado na Alemanha. Já a assessora-chefe do tribunal, Helga Ferraz Jucá, acumulou despesas de R$ 38,9 mil em apenas três viagens, a maior parte relacionada a compromissos ligados à COP.

Também chamou atenção um deslocamento internacional de curta duração. Uma analista do STM realizou um bate-volta para Buenos Aires, na Argentina, ao custo de R$ 21,1 mil, valor que entrou na conta geral das despesas do tribunal com viagens em 2025.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. O derrame de dinheiro do contribuite Brasileiro que vive excorchado de impostos, não tem limites, enquanto isto hospitais publicos, educação e segurança são relegados. Essa “constituinte de 1988 tem que ser cancelada e uma nova ser criada.

  2. Essas divulgações de gastos desse PT-Perda total, só faz aumentar a raiva, a tristeza de ter um governo desses mas infelizmente não podemos fazer nada, só saber e qt mais divulgar, mais gastos vão acontecer, é fato até pq estamos em ano político, aí é que vão gastar msm, lamentável.

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Geral

Produtor Bira Haway morre no Rio aos 74 anos

Foto: Reprodução/Instagram

Morreu neste domingo (25), aos 74 anos, o produtor musical Ubirajara de Souza, conhecido como Bira Haway. Ele estava internado no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde não resistiu a complicações de saúde.

Bira era um dos nomes mais respeitados dos bastidores do samba e do pagode carioca. Pai do cantor Anderson Leonardo, do Grupo Molejo, que morreu em 2024, ele iniciou a trajetória artística como percussionista, ainda na noite paulistana. O apelido “Haway” surgiu a partir do estúdio onde gravava com frequência e o acompanhou por toda a carreira.

Antes de se consolidar como produtor, Bira também atuou como cantor e intérprete de escolas de samba. Um dos momentos marcantes foi quando defendeu a Estácio de Sá no primeiro ano do mestre Ciça à frente da bateria. A partir dos anos 1980, passou a se destacar como produtor, trabalhando com grupos que marcaram época, como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação.

Nos últimos meses, o produtor enfrentava problemas de saúde. Após amputar uma das pernas, recebeu alta hospitalar, mas voltou a passar mal na semana passada e foi internado com insuficiência cardíaca. Transferido para o Hospital Carlos Chagas, Bira Haway acabou falecendo, deixando um legado importante para a história do samba e do pagode no Brasil.

Com informações do G1

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Geral

PF encontra 150 kg de cocaína do PCC escondidos no casco de navio no Porto de Santos

Foto: Divulgação / Polícia Federal

Mergulhadores da Polícia Federal apreenderam cerca de 150 quilos de cocaína escondidos em um compartimento submerso do casco de um navio atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A embarcação tinha como destino a Holanda, e a droga foi localizada durante uma operação de inspeção realizada no sábado (24).

A ação contou com a atuação conjunta da Polícia Federal, da Marinha do Brasil e da Guarda Portuária de Santos. Segundo a PF, um inquérito será instaurado para apurar a autoria e as circunstâncias do crime de tráfico internacional de drogas, já que o entorpecente é atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O método utilizado — esconder cocaína no casco de navios — é recorrente nas operações da facção criminosa, que usa o Porto de Santos como principal rota de envio da droga para a Europa e a África. Levantamentos oficiais apontam que quase metade de toda a cocaína apreendida no Brasil nos últimos anos foi interceptada no porto paulista.

Dados da Receita Federal indicam que, entre 2019 e 2023, foram apreendidas 87,7 toneladas de cocaína em Santos, com destinos frequentes como Itália, França, Bélgica, Suécia, Nigéria e Marrocos. O porto é considerado estratégico para o PCC, que desde os anos 2000 disputa o controle da rota marítima com facções rivais.

Com informações do Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Carro capota nas dunas de Malembá e vítimas são resgatadas por terra e helicóptero

Vídeo: Reprodução/Blog Gustavo Negreiros

Um carro capotou nas dunas de Malembá, no litoral do Rio Grande do Norte, mobilizando equipes de resgate na região. O acidente envolveu um veículo particular e deixou duas pessoas feridas, exigindo uma operação complexa por causa do difícil acesso ao local.

Uma das vítimas foi socorrida por via terrestre, com apoio de equipes que chegaram rapidamente à área. Já a segunda pessoa apresentava ferimentos mais graves e precisou ser retirada de helicóptero, acionado para garantir agilidade e segurança no atendimento.

A aeronave utilizada no resgate pertence à Secretaria de Segurança Pública do estado, que atuou em conjunto com outros órgãos de emergência. A operação aérea foi considerada essencial devido às condições do terreno nas dunas.

Jipeiros que circulavam pela região no momento do acidente também ajudaram no resgate inicial, prestando apoio até a chegada das equipes especializadas.

Com informações do Via Certa Natal e Blog Gustavo Negreiros

Opinião dos leitores

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Geral

Lula se irrita com Toffoli, vê desgaste no STF e cogita saída do ministro

Foto: Lucio Tavora/Xinhua

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem demonstrado crescente irritação com a atuação do ministro Dias Toffoli na condução do inquérito do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal. Segundo relatos de aliados, o presidente acompanha de perto o caso e passou a externar desconforto com os efeitos institucionais provocados pela condução do processo, evitando qualquer movimento público de defesa ao magistrado.

Em conversas reservadas com auxiliares, Lula chegou a fazer críticas duras a Toffoli e, em desabafos, afirmou que o ministro deveria considerar deixar o STF, seja por renúncia ou aposentadoria. Apesar do tom, pessoas próximas ao presidente avaliam que dificilmente Lula fará um pedido direto para que Toffoli se afaste da relatoria ou do tribunal, embora uma nova conversa entre os dois esteja no radar.

O principal incômodo do presidente é o desgaste imposto ao Supremo, agravado por reportagens que expuseram vínculos de familiares de Toffoli com fundos ligados ao banco investigado. Lula também criticou o sigilo elevado imposto ao processo e manifestou receio de que a apuração seja esvaziada. A aliados, tem defendido que o governo sustente as investigações para demonstrar que o combate a fraudes não poupa figuras poderosas.

O caso ainda preocupa o Planalto por seu potencial político. O inquérito envolve personagens ligados tanto à oposição quanto a aliados do governo, o que indica que as investigações devem avançar independentemente de quem seja atingido. Lula, segundo interlocutores, vê no episódio um teste para a credibilidade institucional do STF e para o discurso do governo de enfrentamento a grandes esquemas financeiros.

Com informações da Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. E o contrato de 129 milhões pagos por uma causa perdida qual é a sua opinião sobre isso hein desonesto??
    Cadê Lulinha falço moralista??

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Geral

Tarcísio diz que Brasil não pode “se perder no ódio”

Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo (25) que o Brasil não pode se deixar conduzir pelo ódio e defendeu atenção constante contra o antissemitismo. A fala ocorreu durante cerimônia em memória das vítimas do Holocausto, realizada na Sinagoga da Congregação Israelita Paulista, com a presença de autoridades, líderes religiosos e representantes da comunidade judaica.

Em seu discurso, Tarcísio disse que tragédias como o nazismo prosperaram porque sinais claros foram ignorados pelas lideranças da época e alertou que o risco de repetição existe quando há negação histórica e tolerância com discursos de intolerância. Para o governador, honrar as vítimas passa, necessariamente, por impedir que episódios semelhantes voltem a acontecer.

O chefe do Executivo paulista também destacou que São Paulo adotou oficialmente a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) e afirmou que o conceito será aplicado de forma prática no estado, reforçando o compromisso institucional no combate a qualquer forma de discriminação. Ao final, defendeu que a sociedade atue como promotora da paz e da esperança.

Durante o evento, o secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, afirmou que o PSD já decidiu apoiar Tarcísio “seja qual for a sua candidatura” nas próximas eleições. Segundo Kassab, o partido respeita o tempo do governador para definir seus passos políticos e deve iniciar discussões eleitorais internas a partir de abril.

Com informações do Poder360

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Mundo

VÍDEO: “Chega de ordens de Washington”, diz presidente interina da Venezuela

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @metropoles

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo (25) que está cansada da interferência dos Estados Unidos na política interna do país e defendeu que os venezuelanos resolvam seus próprios conflitos sem imposições externas. A declaração foi feita em um evento com trabalhadores do setor petrolífero em Puerto La Cruz, no estado de Anzoátegui, e transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

“Ya basta de las órdenes de Washington sobre los políticos en Venezuela; que la política venezolana resuelva nuestras diferencias y nuestros conflictos internos”, declarou Rodríguez, segundo reportagens internacionais. Ela enfatizou a importância de a Venezuela abrir espaços para o debate democrático interno e rejeitou ordens que, segundo ela, viriam de Washington.

A presidente interina também disse que a discussão política deve ocorrer com respeito, mas criticou aqueles que, em sua avaliação, apoiam ações externas que prejudicam o país. Em um tom mais duro, Rodríguez afirmou que pessoas que “busquen el daño y el mal” deveriam ser rejeitadas da vida nacional.

A fala ocorre em meio a pressões constantes dos EUA desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação militar no início de janeiro, quando ele foi levado para os Estados Unidos para responder a acusações criminais. Apesar de rejeitar a interferência externa, Rodríguez também afirmou que não teme abordar as diferenças com Washington por meio da diplomacia.

Com informações da CNN

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Política

Caso Master expõe desgaste no STF e investigadores veem permanência de Toffoli como insustentável

Foto: AFP via BBC

Investigadores que acompanham o Caso Master avaliam que a situação do ministro Dias Toffoli, do STF, tornou-se insustentável e tende a se agravar com o avanço das apurações. Segundo essa leitura, a crise não depende apenas das decisões do próprio ministro, já que parte das investigações ocorre fora do Supremo, especialmente em São Paulo, envolvendo fundos e estruturas financeiras que podem gerar novos fatos a qualquer momento.

A informação é da colunista Andréia Sadi, do g1. Esse diagnóstico já foi levado a ministros do STF, com alertas de que o caso pode ultrapassar o desgaste individual e se transformar em um problema institucional. A avaliação apresentada é de que o episódio tem potencial para “arrastar o tribunal para a lama”, colocando a Corte no centro de um escândalo de grandes proporções, mesmo que o relator tente organizar o processo internamente.

Nos bastidores do Supremo, cresce a defesa de uma saída considerada técnica e menos traumática: o envio do caso para a primeira instância. A medida afastaria Toffoli da linha de frente, reduziria a pressão sobre o STF e evitaria a criação de uma nova tese jurídica. Não seria uma solução honrosa, mas, na avaliação de ministros, a mais pragmática diante do cenário.

O impasse, porém, permanece. Integrantes da Corte não acreditam que Toffoli aceite se afastar voluntariamente, e reconhecem que faltou uma articulação institucional mais firme para buscar essa saída antes que a crise ganhasse dinâmica própria. Com o STF entrando no radar do debate eleitoral e novos desdobramentos podendo surgir fora do alcance do relator, a avaliação interna é de que esticar a corda pode empurrar o tribunal para uma crise política prolongada, sem prazo claro para acabar.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

  1. Esse caso Master deixa claro a podridão do STF e a covardia dos senadores, que deveria ter se reunidos extraordinariamente para tratar do caso, já que está em recesso

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