Saúde

Como processadora de carne se tornou maior foco de Covid nos EUA

Com 3,7 mil trabalhadores, Smithfield é a quarta maior empregadora de Big Sioux e também o local do maior surto de coronavírus nos Estados Unidos' (Foto: BBC)

Em uma fábrica de processamento de carne de porco em Dakota do Sul, o surto do coronavírus se espalhou na velocidade de um incêndio florestal, levantando dúvidas sobre o que a empresa fez para proteger os trabalhadores.

Mas como um foco de covid-19, em um dos Estados menos densamente povoados dos EUA, se tornou o maior da primeira economia do mundo?

Na tarde de 25 de março, Julia abriu seu laptop e acessou um perfil falso no Facebook.

Ela criou essa conta quando ainda estava na escola, com o objetivo de seguir secretamente os passos dos garotos por quem estava apaixonada.

Mas desta vez, depois de muitos anos, ela estava entrando na conta novamente para cumprir um propósito muito mais sério.

“Você pode investigar Smithfield?”, escreveu em um perfil chamado Argus911, o canal de denúncias no Facebook do jornal local, o Argus Leader.

“Eles têm um caso positivo (de covid-19) e planejam permanecer abertos”.

Por “Smithfield”, ela quis dizer a fábrica de processamento de carne de porco Smithfield, localizada na cidade de Sioux Falls, no Estado de Dakota do Sul. Ela pertence ao grupo Smithfield Foods, com sede em Smithfield, na Virgínia, tido como o maior produtor de carne de porco do mundo. Em 2013, ela foi comprada pelo grupo chinês WH Group, no que foi considerada – e ainda é – a maior aquisição de uma empresa americana por um grupo chinês.

A fábrica, uma enorme estrutura branca de oito andares, localizada nas margens do rio Big Sioux, é a nona maior processadora de carne de porco dos Estados Unidos.

Um dos maiores empregadores da cidade

Ao operar com capacidade total, a estrutura é capaz de processar até 19,5 mil porcos recém-abatidos por dia, cortando, moendo e transformando-os em milhões de quilos de bacon, salsichas de cachorro-quente e presuntos fatiados.

Com 3,7 mil trabalhadores, é também a quarta maiora empregadora da cidade, de 182 mil habitantes.

“Obrigado pela denúncia”, respondeu a conta Argus911, “qual era o emprego do funcionário que teve diagnóstico positivo?”

“Não temos muita certeza”, respondeu Julia.

“Tudo bem, obrigado”, disse Argus911. “Entraremos em contato”.

Às 7h35 da manhã seguinte, o Argus Leader publicou um artigo em seu site intitulado “Um funcionário da Smithfield Foods testa positivo para o coronavírus”.

O repórter confirmou com um porta-voz da empresa que um funcionário havia contraído o vírus e estava cumprindo uma quarentena de 14 dias em casa.

Sua área de trabalho e outros espaços comuns foram “completamente desinfetados”.

Mas a fábrica, considerada pelo governo Trump como parte da “indústria crítica” americana, continuaria totalmente operacional.

“A comida é uma parte essencial de nossas vidas, e nossos mais de 40 mil trabalhadores americanos, bem como milhares de pequenos agricultores e nossos muitos outros parceiros da cadeia de suprimentos são uma parte crucial da resposta de nossa nação a covid-19”, disse Kenneth Sullivan, diretor da Smithfield, em um vídeo postado em 19 de março justificando a decisão de manter a fábrica aberta.

“Estamos tomando as precauções máximas para garantir a saúde e o bem-estar de nossos funcionários e consumidores”, acrescentou.

No entanto, Julia ficou alarmada.

‘Meus pais não sabem inglês. Eles não podem se defender’

“Há rumores de que houve casos antes mesmo disso”, disse ela. “Ouvi falar de pessoas da Smithfield, especificamente, que foram hospitalizadas. Mas isso só é sabido pelo boca a boca.”

Julia não trabalha na fábrica. Ela é uma estudante na casa dos 20 anos, isolada em casa depois que sua universidade foi fechada devido à pandemia de covid-19.

Foram seus pais, funcionários da Smithfield, que lhe disseram o que estava acontecendo na fábrica naquele dia.

Julia faz parte do grupo chamado “Filhos de Smithfield”, descendentes de imigrantes de primeira geração e cujos pais são funcionários da fábrica, que denunciaram o surto.

“Meus pais não sabem inglês. Eles não podem se defender”, disse Julia. “Alguém tem que falar por eles.”

Sua família, como muitas em Sioux Falls, fez todo o possível para evitar o contágio. Os pais de Julia usaram todas as suas férias restantes para ficar em casa.

Depois do trabalho, deixavam os sapatos do lado de fora e tomavam banho imediatamente. Julia comprou bandanas de tecido para eles, para que eles cobrissem a boca e o nariz enquanto trabalhavam.

Para Julia, alertar a mídia era apenas um passo lógico na tentativa de mantê-los em boa saúde, criando pressão pública para fechar a fábrica e fazer com que seus pais ficassem em casa.

O primeiro foco nos Estados Unidos

Mas isso foi apenas o começo de quase três semanas de ansiedade, durante as quais seus pais continuaram a frequentar uma fábrica que sabiam que poderia estar contaminada pois não podiam perder seus empregos.

Não havia distanciamento social. Eles trabalhavam a menos de 30 centímetros de distância um do outro e de seus colegas. Entravam e saíam de vestiários lotados, corredores e cafés.

Durante esse período, o número de casos confirmados entre funcionários da Smithfield aumentou lentamente, de 80 para 190 e depois para 238.

Em 15 de abril, quando a Smithfield finalmente fechou sob pressão do governo de Dakota do Sul, a fábrica havia se tornado o foco número um nos Estados Unidos, com 644 casos confirmados entre funcionários e pessoas infectadas por eles.

Descobriu-se depois que as infecções oriundas da Smithfield foram responsáveis por 55% dos casos confirmados no Estado, que ultrapassou em muito os vizinhos mais populosos, se consideramos os números per capita.

De acordo com o jornal The New York Times, o número de casos originários da Smithfield Foods até excedeu os relatados no USS Theodore Roosevelt, o porta-aviões que teve mais de 600 membros da tripulação infectados, e na cadeia do condado de Cook, em Chicago, onde houve mais de 300 casos.

Esses números foram divulgados um dia após a morte do primeiro funcionário da Smithfield, em um hospital local.

“Ele pegou o vírus ali. Antes, era muito saudável”, disse sua mulher Angelita à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol.

“Meu marido não será o único a morrer”, acrescentou.

Microcosmo de disparidades

A fábrica de processamento de carne de porco Smithfield, localizada em um Estado liderado por um republicano e um dos cinco que não implementou nenhuma medida obrigatória de quarentena, tornou-se um microcosmo que ilustra as disparidades socioeconômicas que a pandemia global descortinou.

Enquanto muitos profissionais em todo o país estão trabalhando de casa, os funcionários da indústria de alimentos, como os da Smithfield, são considerados “essenciais” e devem permanecer na linha de frente.

“Empregos de trabalhadores essenciais têm salários abaixo da média nos Estados Unidos, em alguns casos com margens significativas. É o caso, por exemplo, de assistentes de saúde e caixas de supermercados, duas posições absolutamente essenciais na linha de frente, que requerem presença física dos trabalhadores”, explica Adie Tomer, do Brookings Institute, um think tank americano.

Tomer destaca que nesses setores a maior parte dos trabalhadores é majoritariamente afro-americana ou hispânica.

A força de trabalho da Smithfield é composta principalmente por imigrantes e refugiados de países como Mianmar, Etiópia, Nepal, Congo e El Salvador.

Existem 80 idiomas diferentes falados no chão da fábrica. As estimativas do salário variam, em média, de US$ 14 a US$ 16 por hora.

E o turno é longo: trata-se de um trabalho exaustivo, que exige que o funcionário permaneça em uma linha de produção geralmente a menos de 30 centímetros dos seus colegas.

A BBC conversou com seis funcionários da Smithfield, antigos e atuais, que disseram que, apesar de terem medo de continuar trabalhando, não conseguiram escolher entre proteger seus empregos ou sua saúde.

“Tenho muitas contas para pagar. Meu bebê está chegando, tenho que trabalhar”, disse um funcionário de 25 anos cuja esposa está grávida de oito meses.

“Se (o teste) for positivo, fico preocupado por não poder ajudar minha esposa.”

O caso da Smithfield não é o único

Fábricas de processamento de alimentos em todo o país estão enfrentando surtos de coronavírus com potencial para interromper a cadeia de suprimentos.

Uma fábrica de carne da brasileira JBS SA no Colorado foi fechada após cinco mortes e 103 infecções entre seus funcionários.

Dois trabalhadores de uma fábrica da Tyson Foods, em Iowa, no noroeste do país, também morreram, enquanto outros 148 ficaram doentes.

O fechamento de uma grande instalação de processamento de carne, como a de Sioux Falls, causa um distúrbio maciço e deixa um grande número de criadores sem lugar para vender seus animais.

Cerca de 550 fazendas independentes enviam seus porcos para o abate na fábrica de Sioux Falls.

Ao anunciar a paralisação, o diretor de Smithfield alertou para “repercussões graves, talvez desastrosas”, no fornecimento de carne.

Mas, de acordo com funcionários da fábrica, seus representantes sindicais e advogados da comunidade de imigrantes em Sioux Falls, o surto que levou ao fechamento da fábrica teria sido evitável.

Eles alegam que os pedidos iniciais de equipamentos de proteção individual foram ignorados, que os trabalhadores doentes foram incentivados a continuar trabalhando e que as informações sobre a propagação do vírus foram abafadas, mesmo quando corriam o risco de expor suas famílias e pessoas em geral.

“Se o governo federal deseja que a empresa permaneça aberta, então de quem é a responsabilidade de garantir que essas empresas estejam fazendo o que precisam para mantê-las em segurança?” questiona Nancy Reynoza, fundadora do Qué Pasa Sioux Falls, uma fonte de notícias em espanhol que recebeu denúncias de trabalhadores angustiados com a situação na Smithfield.

Oprimidos pelo medo

A BBC fez uma série de perguntas à Smithfield com base nas acusações dos trabalhadores, mas a empresa disse, em nota, que não comentaria casos individuais.

“Primeiro, a saúde e a segurança de nossos funcionários e da comunidade são nossa principal prioridade todos os dias”, afirmou o comunicado.

“Estabelecemos em fevereiro uma série de processos e protocolos rigorosos e detalhados (…) seguindo as orientações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, órgão do governo americano) para lidar com qualquer caso potencial de covid-19 em nossas operações.”

‘Meus pais são tudo o que tenho’

O surto deixou pessoas como Julia, cuja mãe tem condições crônicas de saúde, sobrecarregadas pelo medo de que seus pais arriscassem suas vidas tentando manter seus empregos.

“Meus pais são tudo o que tenho. Tenho que pensar na probabilidade de não tê-los na minha vida”, disse ela, com a voz embargada.

“Quero compartilhar o que está acontecendo para mostrar o que a empresa não está fazendo.”

Os pais de Julia eram esperados no trabalho na última terça-feira, 14 de abril, o último dia antes do anunciado do fechamento por 14 dias.

Mas no sábado, Helen começou a tossir.

No dia seguinte, quando a neve caía sobre Sioux Falls, Julia insistiu que sua mãe fizesse um teste. Helen tentou adiar, dizendo que não era nada.

“Minha mãe realmente odeia ir ao médico”, disse Julia, que finalmente venceu a discussão.

Helen acabou indo a um centro de testes no hospital local.

Realizado o exame, ela foi mandada de volta para casa.

“Se tenho covid-19, claramente peguei na fábrica”, disse ela. “Nesta semana, trabalhei em três andares diferentes. Comi em duas cafeterias diferentes. Imagine todos os lugares em que estive e toquei dentro dessa fábrica. Andei por todo o lugar”, acrescentou.

Na terça-feira, 14 de fevereiro, quando estavam programados para voltar ao trabalho, os pais de Julia acordaram às 4 da manhã, como normalmente fazem.

Eles chamaram seus chefes para explicar que não podiam ir ao trabalho enquanto esperavam o resultado do teste de Helen.

O telefone tocou à tarde.

Julia conversou com o médico pelo celular de sua mãe, enquanto seus pais observavam seu rosto tentando interpretar suas reações. Quando Julia ouviu as palavras “positivo para o covid-19”, deu um sinal de positivo com o polegar.

Inicialmente, o casal interpretou o gesto como se Helen não estivesse com o vírus. Julia tratou de desfazer o malentendido.

Seu pai foi imediatamente para a cozinha, onde Julia o viu tentando conter as lágrimas.

Uma questão politizada

No mesmo dia em que Helen recebeu seus resultados, a polêmica em torno da fábrica ganhou cores políticas.

O prefeito de Sioux Falls, Paul TenHaken, pediu formalmente à governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, que emitisse uma ordem para ficar em casa para os municípios vizinhos, bem como para criar um centro de isolamento.

Ela negou os dois pedidos.

Apesar do aumento no número de casos, Noem também continuou a se recusar a emitir uma ordem de quarentena obrigatória em Dakota do Sul, dizendo especificamente que essa ordem não teria impedido o que aconteceu em Smithfield.

Em vez disso, aprovou o primeiro teste estadual para a hidroxicloroquina, um medicamento que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cita frequentemente como um possível tratamento para o coronavírus.

Sem saída

Dois dias após o diagnóstico positivo de coronavírus da mãe, Julia acordou no sofá com dor de cabeça , tosse e garganta seca.

Pela primeira vez desde que a pandemia tomou conta de sua vida, ela dormiu a noite toda, mas acordou mais exausta do que nunca.

Depois de ligar para o número de emergência e informar que era filha de um trabalhador de Smithfield, Julia entrou no carro de sua mãe e dirigiu até o local do teste.

Ela estava de bom humor, apesar de quase tudo o que tentara evitar ao enviar a denúncia ao jornal local havia um mês.

A fábrica permaneceu aberta. Sua mãe estava com o vírus e seu pai foi exposto à doença. Sua cidade havia se tornado o epicentro da pandemia no Estado de Dakota do Sul. E muitos haviam morrido.

E agora, ela também poderia estar doente.

“Só quero chorar”, disse ela, enquanto se dirigia para o hospital.

Muitos imigrantes nos EUA estão na mesma situação que os pais de Julia. “Eles não sabem inglês. Eles não podem se defender”, diz a jovem.

‘Vá para casa, fique em casa, não vá a lugar nenhum’

Embora tenha chegado apenas 20 minutos após a abertura do centro de testes, Julia encontrou uma fila de 15 carros na frente dela. “Odeio filas”, desabafou, tomando um gole de sua garrafa de água e tossindo.

Depois de meia hora, estacionou no que parecia uma enorme garagem e viu uma placa que dizia: “Tenha seu cartão de identificação e seguro de saúde em mãos”.

“Ok, fiquei ansiosa”, disse ela. “Não quero fazer isso.”

Quando chegou a sua vez, um funcionário do centro vestindo um traje de proteção completo, máscara e luvas enfiou um longo cotonete na narina direita de Julia e depois na esquerda.

Ela fez uma careta e estremeceu.

“Você precisa de um lenço?”, perguntou o profissional de saúde. “Sim, por favor”, respondeu Julia.

Com instruções para “ir para casa, ficar em casa, não vá a lugar nenhum”, Julia conseguiu sair do centro. Foi um momento tão apavorante que ela começou a chorar e teve que parar o carro por um momento para se acalmar.

Julia estava sentada ao volante, observando os carros entrando e saindo do estacionamento. E lamentou que sua casa agora tivesse se tornado um possível novo foco da infecção.

Depois de alguns minutos, chegou a hora de voltar para casa que seus pais, Helen e Juan, haviam trabalhado tantas horas na fábrica para pagar. Um lugar onde todos ficariam em quarentena por pelo menos 14 dias.

“Agora é só esperar”, disse Julia. “Acho que não consigo pensar muito sobre isso. Mas vai passar.”

Julia receberia seus resultados em cinco dias.

Época, com BBC

Opinião dos leitores

  1. Relato angustiante. Imaginem casos como este acontecendo aos milhões, em todo o mundo. Enquanto isso, os canalhas do Partido Comunista Chinês se divertem com a desgraça que desencadearam.

    1. Kkkkk
      Manda teu presidente cortar as relações com a China. Kkkkkk
      Uma mentira contada mil vezes nem sempre se torna verdade, gado!

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Geral

VÍDEO: Flávio Bolsonaro usa IA para ironizar desfile sobre Lula na Sapucaí: “Bloco do Luladrão”

Um vídeo criado com inteligência artificial e divulgado pelo senador e pré-candidato à Presidência da Repúbica Flávio Bolsonaro reacendeu a polêmica em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio. A peça ironiza a apresentação com um “samba-enredo” crítico ao governo e ao presidente.

A letra da música menciona “luxos” bancados com dinheiro público e faz referências à crise financeira dos Correios e às filas do INSS, afirmando que, apesar do discurso oficial, as despesas seguem em alta.

O desfile também foi alvo de questionamentos judiciais após a Embratur, vinculada ao Ministério da Cultura, destinar R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial do Rio, sendo R$ 1 milhão para cada agremiação — incluindo a escola de Niterói.

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral negou pedidos de liminar que buscavam barrar a apresentação sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. Para os ministros, não houve pedido explícito de voto, embora o caso possa ser reavaliado após o desfile.

A homenagem a Lula acontece neste domingo (15), às 22h, na abertura do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí. O presidente deve assistir ao desfile de um camarote oficial.

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PRF flagra carga ilegal de quase 40kg de lagosta em período de defeso e prende motorista no RN

Foto: PRF/divulgação

Durante uma fiscalização de rotina na BR-101, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu cerca de 40 quilos de lagosta transportados irregularmente em um veículo VW/Saveiro. A ocorrência foi registrada no km 162 da rodovia, e a carga ainda passará por pesagem oficial para confirmação do volume exato.

Os agentes constataram que o pescado era da espécie cabo-verde e que parte das lagostas estava ovada, o que agrava a infração ambiental. O motorista informou que a mercadoria teria sido comprada em Baía Formosa e seria vendida em Pipa, no litoral do Rio Grande do Norte.

Como o transporte ocorreu durante o período de defeso, que vai de 1º de novembro a 30 de abril, o condutor foi detido e encaminhado à Polícia Federal, junto com o veículo e o material apreendido. Ele poderá responder por crime ambiental, com pena de um a três anos de detenção, além de multa que pode chegar a R$ 100 mil, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

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Com um ministro a menos há 4 meses, STF recebeu 23,5 mil processos desde aposentadoria de Barroso

Foto: Jorge William / Agência O Globo

Com uma cadeira vaga há quase quatro meses, o Supremo Tribunal Federal já acumulou 23,5 mil novos processos desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, oficializada em 18 de outubro.

Desse total, 13,7 mil são recursos, o que resultou em uma média de 2.350 processos por ministro entre os dez integrantes em atividade.

O acúmulo ocorre em meio ao impasse no Senado sobre a indicação de Jorge Messias para a vaga.

No mesmo período, o Supremo conseguiu concluir cerca de 20,9 mil processos, segundo dados da plataforma Corte Aberta.

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VÍDEO: Henry Freitas agita multidão no sábado de Carnaval em Caicó

O cantor Henry Freitas agitou a multidão presente no sábado (15) de Carnaval em Caicó. Milhares de foliões curtiram um dos mais tradicionais carnavais do interior do RN sob o comando de Henry Freitas no trio elétrico do bloco Quentura do Frevo nas ruas caicoenses.

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Geral

Inmet faz alerta de chuvas intensas para cidades da região Oeste do RN

Imagem: reprodução/Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu neste domingo (15) aviso para 44 cidades do Oeste do Rio Grande do Norte, válido da meia-noite até as 23h59.

A região está sob alerta amarelo (perigo potencial) ao longo do dia e, desde a manhã de sábado (14), também enfrenta alerta laranja (perigo), que abrange 34 municípios e segue até o fim deste domingo.

O nível laranja indica previsão de chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou 50 a 100 mm por dia, além de ventos de 60 a 100 km/h, com risco de alagamentos, quedas de galhos, interrupções no fornecimento de energia e descargas elétricas.

Cidades sob alerta laranja

  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Antônio Martins
  • Coronel João Pessoa
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Itaú
  • João Dias
  • José da Penha
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Paraná
  • Pau dos Ferros
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Rodolfo Fernandes
  • São Francisco do Oeste
  • São Miguel
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Tenente Ananias
  • Umarizal
  • Venha-Ver
  • Viçosa

Alerta amarelo

 

No alerta amarelo, são previstas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 mm ao longo do dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h.

Municípios sob alerta amarelo

  • Água Nova
  • Alexandria
  • Almino Afonso
  • Antônio Martins
  • Apodi
  • Caraúbas
  • Coronel João Pessoa
  • Doutor Severiano
  • Encanto
  • Felipe Guerra
  • Francisco Dantas
  • Frutuoso Gomes
  • Governador Dix-Sept Rosado
  • Itaú
  • Janduís
  • João Dias
  • José da Penha
  • Lucrécia
  • Luís Gomes
  • Major Sales
  • Marcelino Vieira
  • Martins
  • Messias Targino
  • Olho d’Água do Borges
  • Paraná
  • Patu
  • Pau dos Ferros
  • Pilões
  • Portalegre
  • Rafael Fernandes
  • Rafael Godeiro
  • Riacho da Cruz
  • Riacho de Santana
  • Rodolfo Fernandes
  • São Francisco do Oeste
  • São Miguel
  • Serra Negra do Norte
  • Serrinha dos Pintos
  • Severiano Melo
  • Taboleiro Grande
  • Tenente Ananias
  • Umarizal
  • Venha-Ver
  • Viçosa

 

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Geral

Carnaval de Ceará-Mirim supera 60 mil pessoas nos dois primeiros dias e consolida sucesso de público e organização

Os dois primeiros dias do Carnaval de Ceará-Mirim 2026 já confirmam o sucesso da edição deste ano. Mais de 60 mil pessoas passaram pelos polos da festa, especialmente em Muriú e Jacumã, consolidando o evento como um dos maiores do Rio Grande do Norte.

A programação descentralizada, a grande estrutura montada e o planejamento estratégico garantiram tranquilidade aos foliões, turistas e veranistas. O esquema de segurança integrado contou com a atuação da Guarda Municipal, Polícia Militar e equipes de saúde, assegurando um ambiente organizado e preparado para atender o público com eficiência.

Outro ponto positivo foi a atuação das equipes de limpeza e apoio logístico, que trabalharam antes, durante e após os shows, mantendo os polos organizados e reforçando o cuidado com o espaço público e o litoral.

“Preparamos uma programação com muito carinho para nossa população, turistas e veranistas. O Carnaval foi fortalecido na gestão do ex-prefeito Júlio César e, hoje, Ceará-Mirim se consolida como um dos maiores carnavais do Rio Grande do Norte, com organização, segurança e participação popular”, afirmou o prefeito Antônio Henrique.

Além da grande presença de público, o evento já começa a refletir impacto positivo na economia local, movimentando comércio, rede hoteleira, ambulantes e prestadores de serviço.

Programação deste domingo no Polo Muriú:

* A partir das 12h – Orquestra
* A partir das 17h – Jonas Esticado, Circuito Musical, Giullian Monte, Swellen Pimentel, Vidama e Joãozinho

Opinião dos leitores

  1. O povo gosta de “pão e circo”, depois a conta chega. Chega faltando recursos para saúde, educação, etc…

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Geral

Márcia Felipe abre shows do polo Ginásio Nélio Dias no Carnaval de Natal

A programação do polo do Ginásio Nélio Dias no Carnaval de Natal teve início neste sábado (14), com uma noite de animação e grande participação do público da Zona Norte da capital. Aproximadamente 25 mil pessoas prestigiaram a abertura da festa, que contou com shows de Márcia Felipe, Pagode do Coxa, Cavaleiros do Forró e Soanata.

Responsável por abrir a programação, Márcia Felipe levantou o público com um repertório que fez os foliões cantarem em coro. Entre os sucessos, clássicos como “Sem Mentir” e “Sim Pra Mim”, além de hits tradicionais do axé que marcaram diferentes gerações.

“Ficamos muito felizes porque os potiguares sempre nos acolhem, nos recebem bem, com uma energia surreal. Eu sou a primeira artista da noite e todo mundo está com o astral lá em cima. Eu fico muito grata”, afirmou a cantora. Além do polo Nélio Dias, a artista também se apresentou no polo de Ponta Negra na mesma noite.

Crianças, jovens e adultos aproveitaram um repertório diversificado, com forró, pagode, funk e axé. Para Ramon, vocalista da banda potiguar Cavaleiros do Forró, a recepção do público foi especial. “Estivemos aqui também no ano passado e agradecemos ao prefeito Paulinho Freire. A nossa Zona Norte é riqueza demais, é um prazer estar aqui sempre. Trouxemos muita energia positiva, um repertório dançante e animado como a galera já conhece”, afirmou.

O impacto positivo do Carnaval não ficou apenas no público, mas também pôde ser sentido pelo comércio local. Jair Wilson, que trabalha há mais de 30 anos com o filho no Chapeuzinho do Espeto, destacou a organização do evento. “Esse evento de hoje aqui está excelente. Nós estamos dentro da festa. Então, eu dou nota 10 para a organização”, disse.

A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, ressaltou o esforço da gestão municipal para garantir uma programação acessível, estruturada e segura em todas as regiões da cidade. “A Prefeitura tem trabalhado para oferecer um Carnaval pensado para todos, com diversidade de atrações, estrutura ampliada e segurança reforçada. A proposta é que cada natalense possa viver a festa perto de casa, com conforto, tranquilidade e valorização da nossa cultura”, afirmou.

A primeira noite contou ainda com a presença do Rei Momo do Carnaval 2026, Ottis Ferreira, e da Rainha do Carnaval deste ano, Lorena Dantas, que participaram da celebração junto aos foliões.

Assim como nos demais eventos promovidos pela Prefeitura do Natal, foram montados espaços reservados e próximos ao palco para pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida (área PCD), garantindo acesso, inclusão e a participação igualitária de todos.

O Transporte Folião também tem feito a diferença neste Carnaval, com deslocamento gratuito. As linhas especiais identificadas como SE (Serviço Eventual) e todas as linhas da rede Corujão integram o projeto, operando sem cobrança de tarifa.

Saiba como chegar

Polo Nélio Dias (14h às 0h)

Chegada ao polo
• SE4 – Parque dos Coqueiros: a partir das 18h
• SE25 – Expresso Redinha/Nélio Dias: a partir das 14h

Saída dos shows (23h30 às 3h30)
• SE4 – até Parque dos Coqueiros
• SE5 – até Igapó
• SE6 – até Redinha
• SE15 – Zona Leste (dia 17 apenas): Praia do Meio, Cidade Alta, Alecrim e Dix-Sept Rosado
• SE16 – Zona Oeste/Sul: Bairro Nordeste, Bom Pastor, KM-06 e Rodoviária/Candelária

A programação deste domingo segue com os shows de Além do Normal, Luiz Caldas, Jonas Esticado e Dan Ventura.

Com apresentação de Esportes da Sorte, o Carnaval de Natal é uma realização da Prefeitura do Natal.

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Geral

Carnaval de Parnamirim: 100 mil pessoas lotam a avenida ao som de Banda Grafith e Márcia Felipe

O Carnaval do Povo de Parnamirim viveu mais uma noite histórica neste sábado (14), com público recorde e quase 100 mil pessoas circulando pela área dos shows. Em cima do trio, Banda Grafith e Márcia Felipe levantaram a multidão ao longo da Avenida Márcio Marinho, consolidando uma festa marcada por energia, organização e grandes apresentações. A estrutura preparada pela gestão Nilda garantiu segurança, atendimento em saúde, ações de assistência social e mobilidade urbana, assegurando tranquilidade para os foliões.

O impacto econômico também foi expressivo, com ambulantes e comércio local registrando forte movimentação. A prefeita Nilda Cruz acompanhou a programação de perto e celebrou o sucesso de público e organização.

A folia continua neste domingo com mais uma grande programação. No palco, se apresentam Bethown e Jubileu, Iva Cantora e Banda Caso Sério. No trio elétrico, a animação fica por conta de Dan Ventura e Rái Saia Rodada.

A programação inclui ainda o mini trio com Banda Kids e os pranchões com Maxson Comando e Soanata, além de Pedro Lyan e Circuito Musical, mantendo o ritmo de uma das maiores festas populares do Rio Grande do Norte.

Opinião dos leitores

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de bife dos pedreiros com tortilla de macaxeiras; e drink Pina Cocada

BIFE DOS PEDREIROS E TORTILLA DE MACAXEIRAS 

BIFE DOS PEDREIROS
Ingredientes:
1 filet mignon (1,5 kg aproximadamente)
2 pimentões vermelhos
3 cebolas branca
200g de queijo parmesão
Sal, pimenta do reino e azeite a gosto

Modo de preparo:
Limpar o filet mignon, tirar as pontas, deixando apena a parte do meio.
Cortar porções de 10cm, 4 porções.
Colocar os pimentões, a cebola numa assadeira/placa e temperar com azeite, sal e pimenta do reino.
Levar para assar no forno a 200 graus por 20 minutos.
Deixe esfriar, descascar, cortar finamente e reservar.
Com uma faca bem afiada abra o filé como um bife grande.
Com o bife aberto, rechear com o pimentão, a cebola e o parmesão, enrolar e amarrar com barbante de cozinha.
Aqueça bem uma panela de ferro mineira e selar a fogo forte 1 minuto por todos os lados aproximadamente.
Se quiser bem passado, finalizar no forno bem aquecido por 5 minutos.

Tempo de preparo: 15 min
Tempo de cozimento: 26 min

TORTILLA DE MACAXEIRAS
Ingredientes:
500g de macaxeira
Coentro
Alho
3 ovos
1L de água
Sal e pimenta do reino a gosto
Azeite
Óleo para fritar

Modo de preparo:
Descascar as macaxeiras e cozinhar em panela de pressão por 8 min. Dexar esfriar, fritar em pedaços pequenos.
Num bowl bater 3 ovos, o alho fatiado, o coentro, o sal e pimenta, amassar a macaxeira frita. Misturar bem.
Em uma frigideira coloque um pouco de azeite e coloque o creme da tortilla, deixando cozinhar 5 minutos por cada lado.

Tempo de preparo: 8 min
Tempo de cozimento: 20 min

DICA RÁPIDA

PINA COCADA

Ingredientes:
50ml Cachaça Cristal
50ml Redução de abacaxi
25ml Xarope coco queimado
5ml Limão Tahiti
Gelo a vontade

Modo de preparo:
Encha a taça coupet com gelo para resfriar.
Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira, com o gelo que estava na taça e misture bem.
Coe direto pra taça coupet.
Enfeite com um pouco da raspa do coco queimado, umas folhinhas do abacaxi e sirva em seguida.

Tempo de preparo: 7 min

REDUÇÃO DE ABACAXI
Ingredientes:
1 abacaxi

Modo de preparo:
Descasque o abacaxi e corte em cubos.
Bata no liquidificador até ficar bem batido.
Coe os bagaços e leve para o fogo baixo para reduzir durante 15 minutos após levantar fervura.
Duração de 15 dias em geladeira ou 6 meses no congelador.

Tempo de preparo: 8 min
Tempo de cozimento: 20 min

XAROPE DE COCO QUEIMADO
Ingredientes:
2 cocos secos
1 copo de açúcar
2 copos de água

Modo de preparo:
Raspe 2 cocos secos e leve ao fogo baixo com 1 copo de açúcar, mexendo sempre até dourar.
Adicione 2 copos de água e abafe.
Após esfriar, coar e levar pra geladeira ou congelador.
Duração de 30 dias em geladeira ou 12 meses no congelador.
O bagaço do coco pode ser levado ao fogo novamente, para dourar e servir de guarnição.

Tempo de preparo: 10 min
Tempo de cozimento: 15 min

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Geral

VÍDEO: Homem é preso em Areia Branca após tentar vender maconha a policiais da Rocam

Um homem foi preso no município de Areia Branca, litoral norte do RN, após tentar vender drogas a um grupo de policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) que estavam em horário de folga.

Os militares lotados em Natal foram escalados para reforçar o policiamento em Areia Branca durante o Carnaval. A ocorrência na manhã de sábado foi relatada pelo perfil @rocaniano14, no Instragram.

Segundo o publicação, os policiais de folga foram abordados pelo homem que lhes ofereceu maconha por R$ 40. Os militares então deram voz de prisão ao indivíduo, que também portava uma faca na cintura. Após ser detido, ele foi levado para a delegacia.

Opinião dos leitores

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