Política

Confira resumo da coletiva de Moro que confirmou sua saída do Ministério da Justiça

Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou a demissão nesta sexta-feira (24). O ex-juiz federal deixa a pasta após um ano e quatro meses no primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro.

A demissão foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado para o posto pelo agora ex-ministro. A Polícia Federal é vinculada à pasta da Justiça.

Ao anunciar a demissão, em pronunciamento na manhã desta sexta-feira no Ministério da Justiça, Moro afirmou que disse para Bolsonaro que não se opunha à troca de comando na PF, desde que o presidente lhe apresentasse uma razão para isso.

“Presidente, eu não tenho nenhum problema em troca do diretor, mas eu preciso de uma causa, [como, por exemplo], um erro grave”, disse Moro.

Moro disse ainda que o problema não é a troca em si, mas o motivo pelo qual Bolsonaro tomou a atitude. Segundo o agora ex-ministro, Bolsonaro quer “colher” informações dentro da PF, como relatórios de inteligência.

“O presidente me disse mais de uma vez, expressamente, que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações, que ele pudesse colher relatórios de inteligência, seja diretor, seja superintendente. E realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação”, declarou.

Moro fez uma comparação da situação com o período em que conduziu os processos da Operação Lava Jato como juiz: “Imaginem se durante a própria Lava Jato, ministro, diretor-geral, presidente, a então presidente Dilma, o ex-presidente, ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações sobre as investigações em andamento?”, questionou.

Segundo Moro, a autonomia da Polícia Federal “é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um estado de direito”.

De acordo com o relato de Moro, ele disse a Bolsonaro que a troca de comando na PF seria uma interferência política na corporação. Ele afirmou que o presidente admitiu isso.

“Falei para o presidente que seria uma interferência política. Ele disse que seria mesmo”, revelou Moro.

O agora ex-ministro contou que Bolsonaro vem tentando trocar o comando da PF desde o ano passado.

“A partir do segundo semestre [de 2019] passou a haver uma insistência do presidente na troca do comando da PF.”

Moro afirmou que sai do ministério para preservar a própria biografia e para não contradizer o compromisso que assumiu com Bolsonaro: de que o governo seria firme no combate à corrupção.

“Tenho que preservar minha biografia, mas acima de tudo tenho que preservar o compromisso com o presidente de que seríamos firmes no combate à corrupção, a autonomia da PF contra interferências políticas”, declarou.

‘Não assinei exoneração’

Moro afirmou ainda que ao contrário do que aparece no “Diário Oficial”, ele não assinou a exoneração de Valeixo, nem o diretor-geral da PF pediu para sair.

Na publicação, consta a assinatura do então ministro e a informação de que Valeixo saiu “a pedido”.

“Eu não assinei esse decreto e em nenhum momento o diretor da PF apresentou um pedido oficial de exoneração”, disse.

‘Carta branca’

Moro também disse que, quando foi convidado por Bolsonaro para o ministério, o presidente lhe deu “carta-branca” para nomear quem quisesse, inclusive para o comando da Polícia Federal.

“Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive nos órgãos judiciais, como a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal”, afirmou o agora ex-ministro.

No anúncio, Moro chegou a se emocionar e a ficar com a voz embargada. Foi quando ele disse que havia pedido ao presidente uma única condição para assumir cargo: que sua família ganhasse uma pensão caso algo de grave lhe acontecesse no exercício da função.

“Tem uma única condição que coloquei. Eu não ia revelar, mas agora isso não faz sentido. Eu disse que, como estava saindo da magistratura, contribuí durante 22 anos, pedi que, se algo me acontecesse, que minha família não ficasse desamparada”, disse Moro.

Demissão do diretor da PF

Moro foi surpreendido com a publicação da exoneração de Valeixo nesta sexta-feira. Fontes ligadas ao ministro disseram que ele não assinou a exoneração, apesar de o nome dele constar, ao lado do nome de Bolsonaro, no ato que oficializou a saída de Valeixo.

Moro foi anunciado como ministro de Bolsonaro em novembro de 2018, logo após a eleição presidencial. O magistrado ganhou notoriedade como juiz de processos da Operação Lava Jato, entre os quais o que condenou o ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá.

Na oportunidade, Bolsonaro garantiu autonomia a Moro na escolha de cargos de segundo e terceiro escalão. O ministro teria “carta branca” no combate à corrupção.

“Conversamos por uns 40 minutos e ele [Moro] expôs o que pretende fazer caso seja ministro e eu concordei com 100% do que ele propôs. Ele queria uma liberdade total para combater a corrupção e o crime organizado, e um ministério com poderes para tal”, declarou Bolsonaro à época.

“É um ministério importante e, inclusive, ficou bem claro em conversa entre nós que qualquer pessoa que porventura apareça nos noticiários policiais vai ser investigada e não vai sofrer qualquer interferência por parte da minha pessoa”, acrescentou Bolsonaro.

Interferências

Após o início do governo, Moro e Bolsonaro tiveram uma relação marcada por episódios de interferência do presidente no ministério. Bolsonaro chegou a dizer que tinha poder de veto nas pastas, pois “quem manda” no governo é ele.

Um dos episódios de interferência ocorreu em fevereiro de 2018, quando Moro, após reclamação de Bolsonaro, revogou a nomeação de Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Cientista política, mestra em estudos de conflito e paz pela Universidade de Uppsala (Suécia) e fundadora do Instituto Igarapé, Ilona Szabó atuou na ONG Viva Rio e foi uma das coordenadoras da campanha nacional de desarmamento.

Bolsonaro é a favor de facilitar o acesso da população a armas e ignorou sugestões feitas pelo ministro da Justiça para o decreto das armas.

Valeixo

A situação da PF também abalou a relação entre Bolsonaro e Moro. O presidente pretendia desde o ano passado tirar Valeixo do comando do órgão.

Delegado de carreira, Valeixo foi superintendente da PF no Paraná e atuou na Lava Jato. A experiência o fez ser escolhido por Moro para chefiar a PF.

A liberdade que Moro teve para escolher Valeixo e superintendentes regionais da PF foi minada aos poucos. Em agosto de 2018, sem o conhecimento da cúpula da Polícia Federal, Bolsonaro anunciou a troca do superintendente do Rio de Janeiro.

A fala gerou ameaça de entrega de cargos na PF. A troca na superintendência ocorreu, mas Moro e Valeixo continuaram nas suas funções.

Coaf

A relação entre ministro e presidente também foi abalada, segundo o jornal “O Globo”, pelo fato de Moro ter pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, a revisão de uma decisão que restringiu o compartilhamento de relatórios do Coaf com os ministérios públicos e a Polícia Federal.

O movimento do ministro irritou o presidente Jair Bolsonaro, pois a liminar atendia a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

Um relatório do Coaf apontou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A defesa argumentou que dados dessas movimentações foram repassados ao Ministério Público sem a autorização judicial.

No caso do Coaf, a transferência do órgão para o Banco Central levou à queda de um dos principais aliados de Moro na Lava Jato, o auditor Roberto Leonel, demitido do comando da estrutura.

Coronavírus

Com a pandemia do novo coronavírus, Moro e Bolsonaro deram outros sinais de descompasso.

Moro defendeu em falas públicas o isolamento como forma de tentar conter o contágio, mais alinhado ao que dizia o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Bolsonaro, por sua vez, fala em isolar somente idosos e pessoas com doenças crônicas. Ele prega a volta do comércio, a retomada das aulas e reabertura de fronteiras com Uruguai e Paraguai.

Supremo

Visto por analistas políticos como um possível postulante ao Planalto em 2022, desde a escolha para chefia a pasta da Justiça, Moro figurou como um possível indicado por Bolsonaro para as duas vagas no STF que serão abertas com as aposentadorias dos ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

Bolsonaro costumava elogiar o perfil de Moro, mas também declarou o desejo de indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para a Corte.

Perfil

Nascido em 1972 em Maringá, no norte do Paraná, Moro ganhou visibilidade como juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba – especializada em crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.

Ele ficou conhecido nacionalmente por ser o juiz responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Antes da operação, Moro trabalhou no caso Banestado e atuou como auxiliar da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, em 2012, no caso do Mensalão do PT.

A Operação Lava Jato, que teve a primeira fase deflagrada em 17 de março de 2014, começou com a investigação de lavagem de dinheiro em um posto de combustíveis e chegou a um esquema criminoso de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras. Posteriormente, a ação alcançou outras estatais.

Em mais de quatro anos de Lava Jato, o magistrado sentenciou 46 processos, que condenaram 140 pessoas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre os políticos condenados 13ª Vara Federal de Curitiba estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB).

Doleiros, ex-diretores da Petrobras e empresários ligados a grandes empreiteiras do país também já foram condenados por Moro.

G1

Opinião dos leitores

  1. Ninguém pode alegar que foi enganado. Basta ver o histórico dele como militar e como deputado federal.

  2. Nove Dedos Santo de Araque ladrão Pingunço deu um tiro no dedo e saiu rico; Dilmanta deu um tiro na mandioca, acertou em estocar vento, foi expulsa e saiu rica e falando besteira; já o mílico, ah o milico, deu um tiro para cima, acertou Moro, e morreu. Pense num cabra besta, tinha quase tudo para ser um ótimo presidente, apoio popular, das forças armadas, de bons técnicos, fôlego, mais preferiu ir nadar com os políticos que tanto criticou. Agora não se apruma mais, nesse rumo, iremos retirando quantos forem precciso serem retirados do poder.

  3. Cabra macho, não se curvou a politicagem, esse cara chegasse a presidente, realmente o Brasil mudaria. É para o Bozo a única saída honrosa será um tiro no ouvido!

  4. Parabéns Sérgio Moro. Orgulho do BRASIL. Verdadeiramente um PATRIOTA.

    Fora BOZO! Mourão Presidente!!!

  5. Infelizmente, Bolsonaro começa a se mostrar imagem diferente da esperada pelos seus eleitores. A quem quer proteger? Votei nele esperando mudanças para melhor no país. Mas, parece que estamos retornando a velhos e odiosos tempos … Que Mourão assuma e mantenha o compromisso com aqueles que os elegeram!

  6. Segundo Tancredo Neves "Esperteza, quando é muita, come o dono." A ambição de ser ministro do STF fez o Moro silenciar para rachadinhas, amizade com milícias e para o lucro desproporcional de uma loja de chocolates de um dos filhos de Bolsonaro. Jogou sua carreira de juiz federal no lixo e comprometeu sua credibilidade. Talvez sobre uns TONTOS para votar nele na próxima eleição. A justiça divina tarda mais não falha.

  7. Canalhice desse presidente! Isso só mostra a qualidade de governantes que sempre tivemos! Bando de indecentes! Agora vai fazer igual aos outros canalhas, fatiar os cargos e dar aos larápios do congresso nacional, em especial ao partido mais inescrupuloso que temos o PP. ACABOU-SE!

  8. É amigos. Fomos vítimas de mais um, talvez o maior estelionato eleitoral da história.
    Há abutres, hienas e toda sorte de carniceiros felizes com a destruição. Os que se alimentam da morte e da miséria, sorrindo apontando os dedos, "tá vendo? Eu sabia…"
    Para esses operários das ruínas, eu digo que não tenho bandido de estimação. Tínhamos duas opções no segundo turno de. 2018. Uma era a certeza do fracasso. Eleger o PT seria chancelar toda prática nefasta que culminou na situação de penúria do Brasil. A outra era uma incerteza. Uma esperança. Uma intenção de mudança. Não me refiro ao candidato, mas ao eleitor que o elegeu.
    Hoje o rei ficou nu, embora seu ornamento e paramento já não escondia tanto a verdade por trás do discurso transformador
    Acontece que a presença de Moro ainda dava alguma credibilidade moral ao governo. Caiu o principal pilar do presidente. Pilar que ainda sustentava seu discurso. Como ele mesmo pregou em campanha, a verdade será conhecida e libertará. Olha aí. O rei nu, sem apoio, sem moral, chafurdando com a velha política que diz combater.
    Sigamos em frente. Uma hora acertarmos. O que importa é que nosso país se desenvolva e se livre de corrupção, violência e populismo.

    1. Seu comentário é perfeito, não merece qualquer tipo de retificação.
      Ele (o PR) teve todas as oportunidades de fazer as necessárias mudanças que a população brasileira a ele confiou.
      Paciência Iracema, paciência!

    2. O melhor comentário que vi, até hj, nesse blog!!!! Parabéns guerreiro!!!

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Judiciário

Moraes autoriza nova data para visita de advogados a Bolsonaro internado

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O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou nesta terça-feira (17) a remarcação da visita dos advogados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado no Hospital DF Star, em Brasília. A nova data ficou para quarta-feira (18), após pedido da defesa.

Mais cedo, segundo os advogados, a visita havia sido autorizada para o mesmo dia, mas não pôde ser realizada. De acordo com a defesa, os advogados Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser alegaram impossibilidade de deslocamento imediato, já que residem em São Paulo e enfrentariam restrições de horário e acesso ao hospital.

Jair Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, causada por aspiração de conteúdo gástrico, conforme informações médicas apresentadas pela defesa.

Ainda nesta terça-feira, os advogados protocolaram no STF um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Segundo a defesa, esta é a sexta solicitação desde o início do cumprimento da pena, em novembro de 2025.

De acordo com os advogados, o quadro clínico do ex-presidente teria se agravado após a internação, com sintomas como febre, queda na oxigenação e episódios de hipotensão, o que motivou o novo pedido à Corte.

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Mundo

Irã confirma morte de chefe de segurança Ali Larijani após ataque atribuído a Israel

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A imprensa estatal do Irã confirmou nesta terça-feira (17) a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do país e ex-presidente do Parlamento, após um ataque atribuído a Israel. A informação foi divulgada em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, segundo o Infomoney.

Segundo a mídia iraniana, Larijani era uma das figuras mais influentes do regime, com atuação destacada na política interna e externa. Ele já presidiu o Parlamento e chegou a disputar eleições presidenciais, sendo considerado um articulador de peso nos bastidores do poder em Teerã.

Mais cedo, de acordo com autoridades israelenses, o ministro da Defesa Israel Katz afirmou que o Exército de Israel realizou um ataque noturno que resultou na morte de Larijani. A declaração foi feita antes da confirmação oficial iraniana.

De acordo com informações divulgadas por veículos estatais, Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij ligada à Guarda Revolucionária, também morreu na mesma ação.

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Política

Na mira da PF, Lulinha diz que volta ao Brasil se for chamado por Mendonça

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Um relatório da Polícia Federal indica que a mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para a Europa pode configurar tentativa de evasão do país. Segundo a defesa, ele está em Madri, na Espanha, e retornará ao Brasil caso seja convocado pelo ministro André Mendonça, do STF, conforme informações do Infomoney.

De acordo com o documento enviado ao STF em dezembro de 2025, a PF considerou que a viagem ao exterior, sem previsão de retorno, poderia indicar risco de fuga. O relatório foi encaminhado ao gabinete de Mendonça no mesmo período em que a corporação solicitou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha, medida posteriormente autorizada.

A investigação também cita possível relação de Lulinha com o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como operador de fraudes contra aposentados. Segundo a PF, há menção a uma suposta ligação entre ambos no contexto das apurações.

A defesa, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, contesta as conclusões e afirma que a tese de fuga é “ilação”. Segundo ele, Lulinha já colocou-se à disposição do STF para prestar esclarecimentos e informou ao ministro que retornará ao país caso seja formalmente chamado.

Ainda de acordo com a defesa, a mudança para a Espanha teria sido planejada desde 2023, antes das investigações. O advogado também afirmou que qualquer viagem realizada ao lado do lobista teve caráter pontual e nega irregularidades.

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Política

Álvaro Dias reage à decisão de Fátima e diz que RN vive “fracasso de uma gestão esgotada”

Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo do RN, Álvaro Dias (Republicanos), comentou a decisão da governadora Fátima Bezerra (PT) de não disputar o Senado e permanecer no cargo até o fim do mandato. A declaração foi feita após o anúncio da chefe do Executivo estadual.

“A decisão não nos surpreende. Ela apenas confirma aquilo que o RN já sente na prática: o fracasso de uma gestão esgotada, sem rumo, sem força política e sem capacidade de apresentar soluções concretas para os problemas do estado”, afirmou o pré-candidato.

Álvaro também criticou o cenário político atual no estado e fez referência à relação interna do governo. “A governadora Fátima Bezerra chegou a um ponto de desgaste tão profundo que nem o próprio vice quis assumir o comando do governo. Isso diz muito”.

O ex-prefeito defendeu a necessidade de mudança na condução administrativa do estado. “O estado precisa de seriedade, eficiência, coragem para governar, experiência de gestão e compromisso verdadeiro com quem mais precisa”.

Por fim, ele apresentou o tom de sua pré-candidatura para 2026. “O nosso projeto representa exatamente essa mudança. Com postura, responsabilidade, aliados preparados e compromisso com resultados, vamos iniciar um novo tempo para o RN a partir de janeiro de 2027”.

 

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Geral

Banco Master paga empresa da nora de Jaques Wagner, líder do governo no Senado

Foto: Agência Senado

Uma empresa em nome da nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, recebeu pagamentos do Banco Master, segundo informações da coluna Milena Teixeira, do Metrópoles O caso envolve a atuação da empresa na prospecção de operações de crédito consignado.

De acordo com as informações, Bonnie de Bonilha, estudante de psicologia e formada em direito, foi contratada para atuar na captação de negócios para o banco. Ela é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado do senador.

O contrato foi firmado por meio da BK Financeira, empresa fundada em 2021. Bonnie é sócia do advogado Moisés Dantas, que confirmou a relação comercial e afirmou que o serviço prestado foi de prospecção e indicação de operações de crédito consignado, prática comum no mercado.

Segundo o advogado, todos os valores recebidos foram formalizados por meio de notas fiscais, com documentação disponível para eventual verificação. Procurada, Bonnie informou, por meio de sua assessoria, que o sócio responderia pelos esclarecimentos.

O senador Jaques Wagner declarou que não participou de qualquer intermediação ou negociação envolvendo a empresa e afirmou que cabe exclusivamente aos responsáveis prestar informações sobre os contratos.

Registros da Receita Federal mostram ainda que Bonnie também é proprietária de outra empresa, a BN Representações. De acordo com os dados oficiais, a companhia teve mudança recente de nome e atividade, deixando de atuar no comércio de flores para operar na área de tecnologia.

Opinião dos leitores

  1. Essa turma do PT é tão sem escrúpulos, que ao menor sinal de trovão, sai tirando o corpo ligeiro. É muito difícil de acreditar, que esse “metalúrgico ” entenda algo de petróleo, com certeza, de indicações ele é doutorado, vejam, lewandowiski, Mantega, Bonnie e vamos seguir o rastilho de pólvora, quem sabe não chegue em GM e GB, esses apaixonados defendem, com sua burrice, esses aloprados.

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Economia

Carnaval de Natal movimenta R$ 346 milhões e tem alta de 75,9%, aponta Fecomércio

Foto: Demis Roussos

O Carnaval de Natal movimentou mais de R$ 346 milhões em 2026, segundo levantamento do Fecomércio RN. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17) e apontam crescimento de 75,9% em relação a 2025, com público estimado em mais de 1 milhão de pessoas, conforme a Prefeitura.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Fecomércio RN, avaliou empresários e foliões durante o período carnavalesco. O estudo indica impacto direto no comércio, turismo e serviços, consolidando o evento como um dos principais do calendário da capital potiguar.

Segundo a Prefeitura, o resultado reflete a ampliação dos polos e o aumento da participação popular. O prefeito Paulinho Freire afirmou que os números ajudam a orientar ações futuras para atrair turistas, ampliar renda e fortalecer parcerias com a iniciativa privada.

Do lado econômico, o cenário foi considerado positivo. De acordo com o levantamento, 80,2% dos empresários avaliaram o movimento como bom ou muito bom. A nota média foi de 8,12, enquanto o gasto diário dos foliões chegou a R$ 237,24. Já o investimento médio dos empreendedores superou R$ 4,6 mil.

A secretária de Cultura, Iracy Azevedo, destacou que os números refletem a estratégia da gestão municipal de descentralizar a festa, ampliar a programação gratuita e valorizar a cultura local.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o Carnaval tem papel estratégico na economia. Segundo ele, o crescimento do fluxo de pessoas e da movimentação financeira fortalece a cidade como destino turístico fora da alta estação.

O levantamento também traçou o perfil do público. Segundo o estudo, 59,7% dos foliões são moradores e 40,3% turistas. A maioria é formada por mulheres e pessoas entre 35 e 44 anos. A avaliação geral do evento chegou a 9,22, e 92,2% afirmaram que pretendem voltar nos próximos anos, indicando tendência de crescimento para as próximas edições.

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Geral

Comunicação de Lula envia nota e contesta interpretação sobre fala de “andar a pé” ligada ao preço dos combustíveis

Foto: Reprodução/Gov.BR

A comunicação do presidente Lula (PT) enviou nota ao Blog do BG para afirmar que, ao mencionar “andar a pé”, o gestor se referia à saúde, e não à economia. Segundo a assessoria, a interpretação de que a fala estaria relacionada ao preço dos combustíveis “não corresponde ao contexto original”.

De acordo com a nota oficial, a declaração foi feita durante a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro. Na ocasião, segundo a comunicação do governo, Lula tratava da importância da atividade física para a saúde e o bem-estar.

A assessoria informou ainda que, em nenhum momento, o presidente fez associação com o preço da gasolina ou qualquer menção ao tema dos combustíveis. A fala, segundo a nota, estava inserida em um contexto voltado à promoção de hábitos saudáveis.

Ainda conforme a comunicação presidencial, o título da matéria questionada levou a uma interpretação equivocada ao sugerir relação entre a fala e o preço dos combustíveis, embora o texto trouxesse elementos mais contextualizados ao longo do conteúdo.

A equipe do presidente reforçou que o objetivo da manifestação foi esclarecer o contexto da declaração.

Veja abaixo a nota:

Prezados do portal Blog do BG,

Em relação à matéria cujo título afirma que o presidente teria sugerido “andar a pé” como resposta ao preço dos combustíveis, esclarecemos que a interpretação do título apresentada não corresponde ao contexto original da fala.
A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi feita durante a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí (RJ) e estava relacionada à importância da atividade física para a saúde e o bem-estar. Em nenhum momento houve associação com o preço da gasolina ou qualquer menção ao tema dos combustíveis.
O título da matéria, portanto, leva o leitor a uma compreensão equivocada ao estabelecer uma relação que não ocorreu, apesar de o conteúdo trazer elementos mais contextualizados ao longo do texto.

Abaixo, encaminhamos o link do vídeo completo do evento, com a fala mencionada a partir de 1:00:00, para verificação do contexto original.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=8i8LmW0Vwqg&t=2s

Opinião dos leitores

  1. Disse uma bobagem sem tamanho e agora quer sair pela tangente. Como diz bobagens esse presidente.

  2. O Nine tem crise de sincericidio e depois volta atrás.
    Tá caro não compra, gasolina subiu tira a bunda do sofá e vá a pé.

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Saúde

Secretário de Saúde do RN pede desculpa por calote e diz que não tem como cumprir acordo e pagamento

Foto: Reprodução

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Mota, convidou, nesta segunda-feira (16), prestadores de serviços da pasta, como cooperativas médicas, anestesiologistas, hospitais privados e empresas terceirizadas que fornecem atendimento médico ao governo do Estado, para pedir desculpas, pasmem, acreditem, para se desculpar pelo calote.

O valor devido pelo Estado a essas empresas gira em torno de R$ 100 milhões em atraso. Durante a reunião, o secretário pediu desculpas a todos os fornecedores e afirmou que não tem como cumprir o parcelamento acordado em 2025 e que também não conseguirá efetuar o pagamento referente ao mês de fevereiro de 2026.

Segundo relato de participantes, o secretário assumiu o compromisso de retomar os pagamentos apenas a partir de março deste ano.

Os fornecedores saíram da reunião surpresos com a situação, sem acreditar no que tinham ouvido. De acordo com relatos, eles ainda não sabem como irão cumprir suas próprias obrigações diante do cenário apresentado.

Opinião dos leitores

  1. Poxa… quem diria que deixar o PT administrando o Estado por 8 anos ia dar nisso, hein?
    Se o PT ocupar o deserto do Saara, em 1 ano falta areia…

  2. Que é isso Nossa Senhora de Guadalupe, nos jornais e na mídia comprada, o estado está a todo vapor, não falta nada, estradas colossais, turismo perfeito, segurança idem, saúde bombeando para pior, educação em declínio, em fim, estado loteado entre os incompetentes do partido, uma verdadeira zona, tudo isso com um presidente petista, que adora ajudar, construir, falar, prometer, bradar, MENTIR, onde iremos parar? Está parecendo uma carreta em fim de ladeira, totalmente sem freios, desastre anunciado e inevitável, também, quem manda colocar na direção da carreta, um motorista de carroça.

  3. Pois é, o trabalhador vai chegar em casa e pedir desculpas para os seus filhos e dizer que não tem dinheiro para comprar alimentos porque o Estado do RN lhe deve mas disse que não tinha dinheiro para pagar.

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Política

REVIRAVOLTA: Em mais uma ação, TRE/RN afasta cassação do prefeito de Lajes, Felipe Menezes

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE/RN) decidiu reformar sentença de primeira instância e afastou a cassação do mandato e a inelegibilidade do prefeito de Lajes, Felipe Menezes. A decisão foi tomada no julgamento de uma segunda Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) analisada pela Corte.

As ações apuravam suposto abuso de poder político, com uso da máquina pública em benefício da candidatura. No entanto, segundo o TRE/RN, não houve comprovação das irregularidades apontadas nos processos.

No primeiro julgamento, de acordo com o Tribunal, não ficou comprovado desvio de finalidade nas nomeações de cargos comissionados e contratações temporárias vinculadas ao Município de Lajes.

Já na segunda ação, conforme a Corte Eleitoral, também não foi identificada instrumentalização eleitoreira na execução de programas sociais durante o ano eleitoral de 2024.

Com as decisões, foram afastadas as sanções impostas anteriormente, restabelecendo a regularidade do mandato e a elegibilidade do gestor, segundo o TRE/RN.

A defesa foi realizada pelos advogados Artur Carvalho e Marcus Felipe Barros.

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Geral

INSS: Alvo da PF, Natjo de Lima movimentou R$ 1,1 bilhão desde 2023

Imagem: Arte Metropoles / Instagram / PF

Alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, o empresário Natjo Pinheiro Lima movimentou ao menos R$ 1,11 bilhão entre 2023 e 2025, segundo dados da Receita Federal do Brasil enviados à CPMI do INSS.

Apontado como líder do “núcleo cearense” do esquema, ele teve seu maior volume financeiro em 2024, com R$ 537 milhões. Em 2025, o valor caiu para R$ 268,8 milhões.

Papel no esquema

De acordo com o ministro do STF André Mendonça, Natjo era um dos líderes da organização criminosa, responsável pela coordenação financeira, divisão de recursos e estratégias do grupo.

Mensagens analisadas pela PF indicam disputa por valores com a deputada Gorete Pereira (MDB-CE).

Relações e padrão de vida

Natjo entrou no radar por ligação com a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-servidora do INSS. Os dois trocaram pagamentos e viajaram juntos ao exterior ao menos 15 vezes.

Apesar de renda declarada de cerca de R$ 7 mil, Cecília adquiriu dois carros de luxo em 2025, somando mais de R$ 900 mil.

Imóveis e bloqueios

O empresário comprou 19 imóveis à vista entre 2024 e 2025, totalizando R$ 31,5 milhões, a maioria em Fortaleza.

O principal bem é uma mansão de R$ 27,3 milhões, posteriormente bloqueada pela Justiça. O imóvel foi adquirido junto ao empresário Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima, CEO da Hapvida.

A investigação apura desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS por meio de entidades e empresas de fachada.

Com informações de Andreza Matais – Metrópoles

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