Judiciário

COVID: “Algumas dessas mortes eram, como em toda parte do mundo, inevitáveis, mas, muitas, evitáveis”, diz Barroso, que ainda cita ‘sentimento de abandono Brasil afora’

FOTO: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse nesta quinta-feira (4), na abertura da sessão da corte eleitoral, que muitas das mortes por Covid-19 no país eram evitáveis e que é legítimo o “sentimento de abandono Brasil afora”.

Barroso disse ainda que o país passa por um momento de desvalorização da vida. O ministro lembrou o recorde negativo de 1.840 mortes registradas em 24h na quarta-feira (3). O Brasil passa pelo pior momento desde que a pandemia começou, no início de 2020.

“Nós tivemos na data de ontem [quarta-feira] 1.840 mortos pela Covid-19 no Brasil. Nós estamos batendo recordes negativos. Algumas dessas mortes eram, como em toda parte do mundo, inevitáveis, mas, muitas, evitáveis. Nós estamos, infelizmente, vivendo um momento de desvalorização da vida, em que pessoas nos deixam e passam a ser tratadas puramente como números. É muito triste o que está acontecendo no Brasil, e é legitimo o sentimento de abandono que as pessoas têm pelo Brasil afora”, disse o ministro.

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 1.332. A variação foi de 29% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Já são 42 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil; 7 dias acima de 1,1 mil; e, pelo quarto dia, a marca aparece acima de 1,2 mil. Foram cinco recordes seguidos de sábado até a quarta.

Diversos estados enfrentam escassez de vagas em UTIs, correndo o risco de ver o sistema de saúde entrar em colapso. Em meio à crise sanitária, governos estaduais e o governo federal não conseguem se entender sobre uma estratégia comum para combater a pandemia.

O presidente Jair Bolsonaro é contrário às medidas de restrição de mobilidade, que foram intensificadas por diversos governadores nos últimos dias para conter o avanço da doença. Bolsonaro tem dito que o governo federal faz sua parte na pandemia e, para reforçar o argumento, publicou em redes sociais uma lista com os repasses de verbas da União para estados em 2020. A atitude gerou revolta dos governadores, que alegaram que a maior parte dos repasses é obrigatória, e não tem a ver com gastos para a pandemia.

Estados também cobram do governo federal mais agilidade na compra de vacinas. Até a quarta-feira, 7.351.265 pessoas haviam recebido a primeira dose de vacina contra a Covid. O número representa 3,47% da população brasileira.

‘Desorganização’

Na sessão do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, também se manifestou sobre a pandemia. Ele disse que o Brasil é o único país em que a segunda onda foi pior que a primeira e que isso é fruto da desorganização do país.

“Nós chegamos, único país do mundo em que a segunda onda da pandemia vem sendo muito pior que a primeira. E isso lamentavelmente em face de desorganização, em face de ausência de liderança, em face de diferenças políticas que vem infelizmente deixando de lado o mais importante, que é cuidar da população”, disse Moraes.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. A culpa é desses caras.
    Entregaram a responsabilidade a quem não tem.
    Bote mais poderes na mão do consórcio Nordeste.
    E vire as costas, deixem eles deitarem e rolarem que melhora bastante.
    Estão se fazendo de doido é??
    O povo sabe porque está assim, essa cachorrada.
    Se encontramos nas urnas em 2022.
    Fátima e um monte desses governadores, vão rodar.
    Vcs vão vê!!

  2. Culpa o STF e da inércia dos Estados, tomaram pra si a responsabilidade não vemos nada de extraordinário em atitudes tomadas pelos estados. Pelo contrário, no lugar de amplia a rede de atendimento com mais leitos, terminaram foi diminuindo. Não dá pra entender.

  3. O STF deu poder a 5.568 Prefeitos e 27 Governadores, é óbvio que isso não iria dar certo. Mas querem atribuir a culpa ao Presidente. SÓ OS HIPÓCRITAS NÃO VEEM ISSO!!!

    1. Mentira! Só o presidente que boa fez nada, maior exemplo é não usar máscara e não gerar aglomeração.

  4. Tática do bolsonarismo para se enganar:
    1a. Mentir;
    2a. Xingar;
    3a. É falar mau dos outros pra justificar dos erros de bolsonaro;
    4a. É burrice mesmo.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  5. Tenha calma CIDADAO INDIGNADO, com isso vc pode ter um AVC, infartar, etc. Temos que acreditar em algo ou alguém, eu não acredito em ladrões condenados, sinto verdadeira alergia deles, tento então errar menos, ademais, quem não acreditar não deve votar mesmo, fique só na mítica e vê viver.

  6. O que temos de loucos alienados políticos. Pessoas defendendo esses trastes que estão no poder ou outros políticos. Bando de indecentes. Aberrações! Ainda conseguem defender esse louco que está no poder. Se tratem, trastes!

  7. Para as pessoas que sabem interpretar texto, reproduza a decisão do STF: " a União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavirus "

  8. Para as pessoas que sabem interpretar texto, essa foi a decisão do STF no início da pandemia: " União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões."

  9. Derem mais poder a João calça colada pra ele fazer politicagem com a doença alheia que melhora.
    Não esqueçam do consórcio Nordeste.
    Eles sabem comprar respiradores inexistentes e ventiladores pulmonar quebrados.
    Pronto feito isso, vai salvar muitas vidas.

  10. Não se pode cobrar de uma pessoa aquilo que ela não tem. O presidente não tem capacidade administrativa e nem noção de nada. É injusto colocar a culpa nele. Ele mesmo já falou que só sabia ser militar.

  11. Culpa sua que liberou as eleições 2020 seu crápula. Se tivesse adiado as eleições o aumento dos casos aqui no Brasil não teria começado em novembro/2020.

  12. Acredito verdadeiramente que poderíamos culpar o governo federal, por várias razões na condução dessa pandemia, mais o STF deu a faca e o queijo aos governadores e prefeitos, aí o angu se formou, se politizada uma questão de saúde pública, assim, podemos afirmar categoricamente, que não temos um, mais vários culpados, inclusive o STF, que foi se meter onde não devia, tem culpa ainda a população extremamente sem educaçao.

  13. A carapuça serviu no gado. A culpa é de vcs que aglomeram, não usam máscara e gritam mito. Receba! Aí papai, agora é mansão de seis ?? ???

  14. Vocês sabem que no governo Bolsonaro, o Brasil perdeu seu assento no bloco dos 10 países mais ricos do mundo? Pesquisar…
    Além de mais pobre, o Brasil foi o único país do mundo que a 2z° onde, estar matando mais do a primeira.

  15. Israel vacinou em massa, mais de 80%. Esse é o exemplo que vem de lá, mas Bolsonaro vai atrás do Spray.

  16. Dê mais poderes a prefeitos e governadores que melhora sr ministro.
    O plano agora é quebrar empresas e destruir empregos.
    Satisfeitos??

  17. A culpa é desses caras.
    Estão tirando a bunda da seringa.
    Foram eles que botaram as ações nas mãos de prefeitos e governadores.
    Foi, ou não foi??
    Panela que muitos mexem ou sai, ensossa ou salgada.
    Agora aguenta.
    Seus incompetentes.
    Desastratos.
    Aqui fexaram leitos e hospitais.
    E vcs vão fazer o que??
    Não vem que não tem.
    Vcs os culpados juntos com a galera da política.

    1. Quem colocou as ações nas mãos dos prefeitos e governadores foi a CONSTITUIÇÃO. Não se esqueça da carga de culpa de quem promove aglomerações, desincentiva o uso de máscaras e ridiculatiza quem tenta se proteger.

    2. Vivemos em um Estado Democrático de Direito, uma Federação, composta por União, Estados e Municípios. Bastar estudar, ler um livro, a Constituição.

  18. Realmente é desoladora nossa situação.
    Ministros do supremo afrontam o senso comum diariamente e os analfabetos funcionais não percebem.
    O cabeça de ovo diz q há desorganização.
    Como se organiza? Concentra a decisão no governo federal ou deixa sob responsabilidade de 27 estados e 5.500 prefeitos?
    Mas a culpa é do bozo….

    1. Verdade. Estão tirando o braço da seringa. Fizeram a merda e agora não tem como consertar.

    2. Você realmente acha que a turma do general desorientado lá em Brasília conhece os problemas da sua cidade mais do que as equipes da prefeitura? Que lógica é essa? Eles nem sabem que você existe!

    3. Claro que a culpa é do presidente, ele até hoje insiste na cloroquina e no uso de medicamentos sem eficácia para combater o Covid-19. A irresponsabilidade dele é vista pelo simples gesto de não usar máscaras.
      Acho que ele deve passar por um exame de sanidade mental, urgente.

  19. Não é um problema de desordem social, é algo parecido com a gripe espanhola, ninguém sabe como surgiu e nem sabe como agir.

    1. Até sabe como agir. A humanidade venceu a Gripe Espanhola, mas, o presidente da república, se nega a reconhecer a existência da pandemia, como ato negacionistas, deixa de usar o item mínimo de prevenção ou de segurança: máscara facial, tipo N95.

    1. Fátão, um santo do pau ôco, que deu sumiço em 5 milhões de reais destinados a compra de respiradores. Infelizmente muitos potiguares não usaram esses respiradores para salvar suas vidas. Muito triste e revoltante.

    2. David ???? que crítica o mito não está elogiando outra pessoa não.

    3. O sr. Tem que provar o tal "sumiço", isso cabe a justiça julgar. Porém, o simples fato do cara negar a pandemia e suas consequências pelo simples fato de não suar máscaras, já prova categoricamente a ausência de capacidade cognitiva mínima, daí vem a expressão: gênio sem cérebro.

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Saúde

Raí Saia Rodada apresenta melhora, mas continua internado

Foto: Reprodução

O cantor Raí, da banda Saia Rodada, internado na quinta-feira (15) no Hospital Wilson Rosado em Mossoró (RN), teve uma melhora significativa dos sintomas iniciais, compatíveis com quadro clínico de ansiedade. As informações foram divulgadas em comunicado oficial pelo escritórito responsável pelo gerenciamento da carreira dele.

De acordo com o comunicado, o cantor vem apresentando boa evolução, mas por precaução, e seguindo orientação da equipe médica, o artista permanece sob cuidados e acompanhamento hospitalar, para a plena recuperação.

Sobre a agenda do cantor, o escritório Modo Full informou que foram cancelados os shows previstos para acontecer entre os dias 16 e 21 de janeiro.

Raí foi internado às pressas na manhã de quinta-feira (15). O artista deu entrada na unidade de saúde em uma ambulância, após um mal estar.

Nas redes sociais do cantor, as últimas postagens de stories mostram que ele estava fazendo show durante a madrugada na cidade de Caraúbas, também da Região Oeste do estado.

Novo Notícias 

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Geral

Crime vira maior fantasma de Lula e encurrala governo às vésperas da eleição

Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no ano eleitoral pressionado por um tema que hoje lidera a angústia do brasileiro: a criminalidade. Pesquisas recentes mostram que quase metade da população avalia como ruim ou péssima a atuação do governo no combate ao crime, enquanto 31% apontam a violência como o principal problema do país, superando economia e corrupção. A troca no comando do Ministério da Justiça, com a saída de Ricardo Lewandowski e a nomeação de Wellington César Lima e Silva, escancara a instabilidade da área, que já teve três ministros em apenas três anos.

A gestão Lewandowski deixou como herança projetos travados no Congresso, como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção, além de críticas pela falta de articulação política e de ações práticas contra o avanço de facções como PCC e Comando Vermelho. O desgaste interno no governo, sobretudo com a Casa Civil, também minou a condução da pasta. Agora, Lula aposta em um nome de confiança do núcleo do Planalto, mas assume o risco de reforçar a percepção de improviso em um tema decisivo para a eleição.

O cenário se agrava porque estados governados pelo PT, como Bahia e Ceará, lideram rankings negativos de violência, enquanto unidades comandadas por possíveis adversários de Lula exibem indicadores melhores e usam isso como munição política. Mesmo com queda gradual em alguns índices criminais, crimes como furtos, golpes virtuais e violência contra a mulher seguem em alta e alimentam a sensação de insegurança, que pesa mais do que estatísticas frias.

Com pouco tempo até o início da campanha, Lula enfrenta um Congresso disposto a endurecer o discurso e a pauta da segurança. A votação da PEC promete embates duros e o risco de projetos de apelo eleitoral. Sem resultados concretos para mostrar, o governo chega à disputa presidencial fragilizado em uma área sensível, onde a percepção pública aponta que o tempo foi perdido e a resposta, insuficiente.

Com informações da VEJA

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Geral

Fundo ligado a cunhado de Vorcaro comprou fatia de R$ 6,6 milhões da família de Toffoli em resort

Foto: @podcastdobalaio via Youtube

O pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, está por trás dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná. À época, a fatia adquirida da família Toffoli foi avaliada em R$ 6,6 milhões, dentro de um aporte total de R$ 20 milhões no empreendimento.

Documentos obtidos pelo Estadão mostram que Zettel foi o único cotista do fundo Leal entre 2021 e 2025, que, por sua vez, era o único cotista de outro fundo, o Arleen, ambos administrados pela Reag Investimentos. Foi por meio dessa estrutura que o fundo Arleen se tornou sócio das empresas responsáveis pelo resort, então controladas por irmãos e primo de Toffoli. Procurados, o ministro, seus familiares, a administração do Tayayá e a Reag não se manifestaram.

Toffoli não tem participação direta no resort, mas frequenta o local. O ministro é relator no STF do inquérito do caso Master, que envolve a Reag Investimentos e o banqueiro Daniel Vorcaro. O processo chegou ao Supremo após pedido da defesa de Vorcaro. Zettel chegou a ser preso e posteriormente solto no âmbito da mesma investigação. Ao Estadão, ele confirmou que foi cotista do fundo, disse ter deixado o investimento em 2022 e afirmou que o fundo foi liquidado em 2025.

A sociedade entre o fundo e a família Toffoli durou até 2025, quando as participações foram vendidas ao advogado Paulo Humberto Barbosa, hoje único dono do resort. Barbosa já atuou para a JBS em causas tributárias e tem ligações empresariais com nomes ligados ao grupo. Em dezembro de 2023, Dias Toffoli suspendeu o pagamento de parcelas da multa de R$ 10,3 bilhões da J&F, e, em março de 2025, passou a relatar no STF a investigação sobre a compra do Banco Master pelo BRB, apurada pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

Com informações do Estadão

Opinião dos leitores

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Geral

Fila do INSS dispara sob Lula e se aproxima de 3 milhões de pedidos em espera

Foto: Governo Federal

A fila de espera do INSS voltou a crescer e atingiu um novo recorde na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em novembro de 2025, o instituto acumulava 2,96 milhões de requerimentos pendentes de análise. Do total, cerca de 933 mil pedidos são do Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

O volume atual supera em 45,5% o maior patamar registrado no governo anterior, quando a fila chegou a 2,03 milhões de pedidos, em janeiro de 2020. Já em 2022, último ano da gestão Jair Bolsonaro (PL), o número havia sido reduzido para 1,09 milhão. Na prática, a fila cresceu cerca de 172% desde o início do atual governo, indo na contramão da promessa de campanha de zerar as análises de benefícios.

Para tentar conter o avanço da fila, o INSS publicou nesta terça-feira (13) uma portaria que retoma o pagamento de bônus a servidores que ampliarem a produtividade. Cada análise extra concluída renderá R$ 68 aos funcionários que aderirem ao programa, como forma de acelerar a liberação dos benefícios represados.

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, a estratégia também prevê uma cooperação entre regiões. Enquanto Sul e São Paulo registram prazos médios de até 45 dias, o Nordeste chega a 188 dias de espera. Além disso, o instituto vai criar filas extraordinárias focadas em benefícios com maior atraso, como salário-maternidade, aposentadoria por idade e revisões do BPC.

Com informações da Jovem Pan News

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Geral

Senador acusa Toffoli e Moraes de “abuso de poder” contra PF e Receita

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta quinta-feira (15) que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estariam cometendo um “abuso de poder escancarado” ao, segundo ele, tentar constranger e intimidar a Polícia Federal e a Receita Federal. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual o parlamentar criticou a postura dos magistrados diante das investigações envolvendo o Banco Master.

Vieira reagiu à decisão de Moraes de instaurar um inquérito para apurar um suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do STF. A investigação mira possíveis acessos irregulares a informações bancárias e fiscais no âmbito da Receita Federal e do Coaf, envolvendo o próprio Moraes e o ministro Dias Toffoli. No caso de Moraes, os dados estariam relacionados ao escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes; já em relação a Toffoli, as informações dizem respeito a negócios de familiares ligados ao Banco Master.

Para o senador, a abertura do inquérito seria uma reação às revelações que causaram constrangimento à Corte. “Não conseguem explicar relações com investigados e transações milionárias, então partem para a intimidação”, escreveu Vieira, sugerindo que a iniciativa busca deslocar o foco do conteúdo revelado para a apuração do vazamento.

No mesmo contexto, Toffoli criticou publicamente a Polícia Federal pela demora na deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. O ministro chegou a responsabilizar a PF por eventuais prejuízos à apuração e, inicialmente, determinou que os materiais apreendidos ficassem lacrados e sob custódia do STF. Horas depois, porém, recuou da decisão e autorizou o envio direto dos itens à Procuradoria-Geral da República.

Com informações de O Antagonista

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Geral

VÍDEO: Waack vê inquérito do STF como blindagem a interesses de ministros

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

O jornalista William Waack avaliou que o novo inquérito sigiloso aberto pelo Supremo Tribunal Federal serve, na prática, para proteger ministros da própria Corte. A investigação foi instaurada de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes, sem provocação da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República, para apurar suposto vazamento de dados sigilosos da Receita Federal e do Coaf envolvendo Moraes, Dias Toffoli e familiares.

Para Waack, o procedimento repete um método já adotado pelo STF. Em 2019, o tribunal abriu outro inquérito sigiloso, também de ofício, para investigar a disseminação de notícias consideradas falsas contra a Corte. À época, Toffoli presidia o Supremo e Moraes foi designado relator. A apuração segue em andamento até hoje, sem prazo definido para conclusão.

O jornalista aponta que o foco da nova investigação não seria o vazamento em si, mas o constrangimento causado pelo conteúdo revelado. Entre os episódios estão informações sobre um contrato milionário entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes e o dono do Banco Master, além de negócios envolvendo parentes de Toffoli ligados a investimentos em um resort de luxo.

Na avaliação de Waack, ao agir sem provocação dos órgãos competentes, o Supremo estaria atuando para resguardar interesses pessoais de seus integrantes, o que comprometeria a legitimidade da instituição. Segundo ele, esse tipo de postura tende a ocorrer quando autoridades passam a se comportar como se fossem donas das instituições que deveriam apenas representar.

Com informações da CNN

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Geral

Morre Galbê Maia, ex-prefeito de Jardim de Piranhas e irmão de Zenaide e João Maia

Foto: TSE

Morreu no fim da noite desta quinta-feira (15), em Natal, o ex-prefeito de Jardim de Piranhas, Galbê Maia, aos 82 anos. Ele estava internado, apresentava bom estado de saúde e chegou a caminhar pelos corredores do hospital, mas passou mal repentinamente e sofreu uma parada cardíaca.

Natural do Sítio Bom Lugar, no município de Brejo do Cruz (PB), Galbê nasceu em 2 de outubro de 1943 e construiu sua trajetória política e pessoal em Jardim de Piranhas, cidade onde exerceu o cargo de prefeito e manteve forte ligação ao longo da vida.

Galbê Maia era irmão da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), do deputado federal João Maia (PP-RN) e do deputado distrital Agaciel Maia. Era casado com Josidete Maia, que também já ocupou o cargo de prefeita do município.

A família ainda providencia informações sobre velório e sepultamento, mas há o desejo de que as cerimônias ocorram em Jardim de Piranhas, cidade onde Galbê construiu sua história política e familiar.

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Política

Posse marcada por ruído: novo ministro da Justiça se contradiz sobre reunião com Lula e caso Master

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O primeiro dia de Wellington César Lima e Silva à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi marcado por um desencontro público de versões envolvendo uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o encontro, o novo ministro afirmou que o caso envolvendo o Banco Master teria sido o “eixo” da conversa. Horas depois, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) negou que o tema tenha sido tratado.

A reunião ocorreu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abrir um procedimento para apurar possível vazamento de informações sigilosas de ministros da Corte e de familiares, envolvendo dados da Receita Federal e do Coaf. Moraes esteve presente no encontro, assim como outras autoridades do alto escalão do governo.

Questionado por jornalistas, Lima e Silva disse inicialmente que o caso Master havia sido central na discussão, sem detalhar os termos. Diante da repercussão, a Secom afirmou que o ministro se referia, na verdade, ao combate ao crime organizado de forma ampla, e não a um caso específico.

Após o esclarecimento oficial, o próprio ministro recuou e passou a minimizar a menção ao Banco Master. Em nova conversa com a imprensa, afirmou que o assunto pode ter sido citado de forma pontual por algum participante, mas garantiu que não houve debate direcionado ou tratamento específico sobre o banco.

Segundo Lima e Silva, o foco do encontro foi discutir medidas estruturantes de enfrentamento ao crime organizado, incluindo temas como apostas online, fintechs e crimes financeiros. Ele disse que eventuais referências a casos concretos teriam servido apenas como ilustração dentro de um debate mais amplo.

Além de Lula, Moraes e do novo ministro da Justiça, participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Secom Sidônio Palmeira, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, representantes da Fazenda, da Receita Federal e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Nos bastidores, integrantes do encontro afirmaram que o tema que mais preocupou as autoridades foi o avanço das bets e o impacto do vício em jogos, apontado como um problema crescente e associado a esquemas de crime organizado.

Paralelamente, segue em curso no STF a apuração determinada por Moraes para investigar se houve acesso indevido a dados fiscais e bancários de ministros da Corte. O procedimento busca identificar responsáveis, datas e justificativas para eventuais consultas irregulares aos sistemas oficiais.

O episódio reacende um histórico de tensões entre o Supremo e a Receita Federal. Em 2019, o próprio Moraes suspendeu investigações fiscais que atingiam ministros do STF, alegando desvio de finalidade, e afastou servidores suspeitos de quebra de sigilo.

Mais recentemente, em dezembro, veio à tona um contrato entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à esposa de Moraes, prevendo pagamentos milionários ao longo de três anos para atuação estratégica junto aos Três Poderes — informação que ampliou o escrutínio sobre o caso e o ambiente político em torno das investigações.

Com informações do O Globo

Opinião dos leitores

  1. Membro novo da quadrilha tem dessas coisas. Kkkkkk
    Já já , depois de conseguir seus primeiros milhões, vai está tinindo na mentira, nas enrolaçoes e outros crimes, mas sempre jurando toda “onestidade”. Se tornou um PTralhas, agora é um CRIMINOSO com C maiusculo.

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Geral

Moraes libera leitura na prisão e Bolsonaro poderá reduzir pena com livros

Foto: Divulgação/STF via AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a participar do programa de remição de pena por leitura enquanto cumpre condenação no Complexo da Papuda, no Distrito Federal. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (15), no mesmo despacho que determinou a transferência do ex-mandatário para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como Papudinha.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, Bolsonaro poderá abater até quatro dias da pena por cada livro lido e resenhado, com um limite anual de 48 dias. A autorização segue regras previstas na Lei de Execução Penal e regulamentadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No Distrito Federal, o programa é executado pelo sistema penitenciário local, responsável por definir os títulos disponíveis, acompanhar as leituras e avaliar as resenhas produzidas. Entre as obras que integram a lista autorizada está “Ainda estou aqui”, de Marcelo Rubens Paiva, que aborda o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar, além de clássicos como “Crime e Castigo”, de Dostoiévski, e “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell.

O pedido partiu da defesa do ex-presidente no início de janeiro e se soma a autorizações semelhantes concedidas a outros condenados pelos atos golpistas. Bolsonaro seguirá custodiado na Papuda enquanto aguarda a definição operacional do acesso ao acervo e o início formal das atividades de leitura.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

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Política

PF reage a decisão de Toffoli e avalia recurso por ingerência em perícia do caso Master

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A cúpula da Polícia Federal discute, junto à Advocacia-Geral da União (AGU), a possibilidade de recorrer da nova decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no âmbito da investigação contra o Banco Master. O magistrado determinou que peritos específicos, escolhidos por ele, sejam responsáveis pela análise do material apreendido na segunda fase da operação.

Internamente, a avaliação na PF é de forte incômodo com a medida, classificada como incomum e arbitrária. Investigadores apontam que a escolha de peritos sem vínculo com a apuração compromete a eficiência do trabalho, especialmente diante do grande volume de dados reunidos ao longo de meses de investigação.

Embora não haja questionamento quanto à capacidade técnica dos profissionais indicados, delegados e peritos avaliam que a ausência de familiaridade com o caso tende a atrasar significativamente o andamento das análises. O entendimento majoritário é de que a perícia integra uma carreira própria da Polícia Federal, cabendo à instituição definir quais servidores atuarão em cada investigação.

Outro ponto que causou desconforto foi a forma como a decisão chegou ao conhecimento da corporação. Integrantes da PF relataram terem tomado ciência da nova determinação por meio da imprensa. A ordem foi a terceira mudança promovida por Toffoli em menos de 24 horas sobre o destino do material apreendido.

Inicialmente, o ministro determinou que os documentos e equipamentos ficassem sob custódia direta de seu gabinete. Em seguida, autorizou o envio do material à Procuradoria-Geral da República (PGR). Por fim, definiu que a análise ficaria sob responsabilidade de peritos por ele designados.

Para integrantes da Polícia Federal, a sucessão de decisões reforça a percepção de interferência indevida na condução da investigação, o que pode abrir um novo embate institucional envolvendo o STF, a PF e a AGU nos próximos dias.

Com informações da CNN

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