Política

Cúpula do Ministério dos Transportes cai por corrupção

A presidente Dilma Rousseff decidiu neste sábado afastar do cargo os representantes do Ministério dos Transportes envolvidos em denúncia apontada em matéria de VEJA desta semana. A reportagem revela um esquema de pagamento de propina para caciques do PR, Partido da República, em troca de contratos de obras.

Dilma conversou com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, neste sábado e acertou o afastamento dos envolvidos. São eles: Mauro Barbosa da Silva, chefe de gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do gabinete do ministro; Luís Antônio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); e José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec. O desligamento dos funcionários será formalizado a partir da próxima segunda-feira, pela Casa Civil.

“Para garantir o pleno andamento da apuração e a efetiva comprovação dos fatos imputados aos dirigentes do órgão, os servidores citados pela reportagem serão afastados de seus cargos, em caráter preventivo e até a conclusão das investigações”, diz o Ministério dos Transportes, em nota.

Senadores da oposição ouvidos por VEJA neste sábado haviam exigido uma postura mais firme da presidente Dilma sobre ao caso. Por enquanto, Nascimento continuará à frente do cargo. O ministro disse que vai instaurar uma sindicância interna para apurar “rápida e rigorosamente” o envolvimento de dirigentes da pasta e seus órgãos vinculados nos fatos mencionados pela revista.

“Além de mobilizar os órgãos de assessoramento jurídico e controle interno do Ministério dos Transportes, o ministro decidiu pedir a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). As providências administrativas para o início do procedimento apuratório serão formalizadas a partir da próxima segunda-feira”, diz a nota.

O ministro rechaçou qualquer ilação ou relato de que tenha autorizado, endossado ou sido conivente com a prática de quaisquer ato político-partidário envolvendo ações e projetos do Ministério dos Transportes.

Caso – A edição de VEJA mostra que, no último dia 24, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes no Palácio do Planalto para reclamar das irregularidades na pasta. Ao lado das ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e MÍriam Belchior (Planejamento), ela se queixou dos aumentos sucessivos dos custos das obras em rodovias e ferrovias, criticou o descontrole nos aditivos realizados em contratos firmados com empreiteiras e mandou suspender o início de novos projetos. Dilma disse que o Ministério dos Transportes está sem controle, que as obras estão com os preços “inflados” e anunciou uma intervenção na pasta comandada pelo PR — que cobra 4% de propina das empresas prestadoras de serviços.

A presidente também cobrou explicações sobre a explosão de valores dos empreendimentos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na nota, o ministro Alfredo Nascimento disse que desde janeiro vem tomando as providências para redução dos custos de obras.

“Tal preocupação atende não apenas a necessidade de efetivo controle sobre os dispêndios do ministério, mas também a determinação de acompanhar as diretrizes orçamentárias do governo como um todo. Característica de sua passagem pelo governo federal em gestões anteriores e, obedecendo à sua postura como homem público, Alfredo Nascimento atua em permanente alinhamento à orientação emanada pela presidente”.

Reunião – Com planilhas e documentos sobre a mesa, Dilma elevou o tom no encontro com representantes da pasta: “O Ministério dos Transportes está descontrolado”. A presidente chamou de “abusiva”, por exemplo, a elevação do orçamento de obras em ferrovias, que passou de 11,9 bilhões de reais, em março de 2010, para 16,4 bilhões neste mês — salto de 38% em pouco mais de um ano. Dilma também se irritou em especial com a Valec, estatal que cuida da malha ferroviária, e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelas rodovias.

O secretário-executivo do ministério, Paulo Sérgio Passos, o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, e o diretor de Engenharia da Valec, Luiz Carlos Machado de Oliveira, também estavam na reunião em que Dilma mais falou do que ouviu.

“Vocês ficam insuflando o valor das obras. Não há orçamento fiscal que resista aos aumentos propostos pelo Ministério dos Transportes. Eu teria de dobrar a carga tributária do país para dar conta”, disse Dilma, quando a reunião caminhava para o fim. Ela deu o diagnóstico: “Vocês precisam de babá. E terão três a partir de agora: a Míriam, a Gleisi e eu”.

Nas últimas semanas, VEJA conversou com parlamentares, assessores presidenciais, policiais e empresários, consultores e empreiteiros. Ouviu deles a confirmação de que o PR cobra propina de seus fornecedores em troca de sucesso em licitações, dá garantia de superfaturamento de preços e fecha os olhos aos aditivos, alvo da ira da presidente na reunião do dia 24.

O esquema seria encabeçado pelo deputado Valdemar Costa Neto, que em 2005 foi obrigado a renunciar a uma cadeira na Câmara abatido pelo escândalo do mensalão. E também pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que aliás faltou ao encontro com Dilma alegando “compromissos pessoais”.

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CASO MASTER: Vorcaro promete falar com “transparência sobre todos os assuntos” e colaborar com a PF

Foto: Reprodução

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março na Papuda, em Brasília, divulgou uma carta por meio de seu advogado na terça-feira (13) afirmando que está disposto a esclarecer suas relações e colaborar com as investigações do Caso Master.

“Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações”, afirmou Vorcaro no documento divulgado por seu advogado.

A manifestação ocorreu após reportagem do UOL apontar uma suposta ligação do ex-banqueiro com uma rede de prostituição e exploração de mulheres estrangeiras no Brasil. Segundo a CNN, Vorcaro contesta a autenticidade de uma mensagem atribuída a ele.

De acordo com o analista da CNN Elijonas Maia, Vorcaro já tentou negociar acordos de delação premiada duas vezes, mas as propostas foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de colaboração efetiva e informações novas.

Na carta, Vorcaro também afirmou estar disposto a colaborar para que “todos conheçam a verdade por inteiro”. Ele tem novo depoimento à Polícia Federal previsto para quinta-feira (15), por videoconferência.

Com informações da CNN Brasil

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Esquerda articula apoio à reeleição de Hugo Motta para tentar barrar PL na Câmara

Foto: Reprodução

Partidos de esquerda devem apoiar em peso a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia é impedir que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, conquiste o comando da Casa. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo lideranças partidárias ouvidas pela coluna, o apoio a Motta busca dificultar o avanço de uma candidatura bolsonarista. A esquerda deverá reunir cerca de 120 deputados na próxima legislatura.

Motta pretende repetir a estratégia de 2025, quando conseguiu reunir apoio majoritário antes da eleição e chegou à disputa praticamente sem adversários.

Somadas às bancadas do PT, PCdoB, PSB e PDT, além de partidos do Centrão, como Republicanos e a federação União Progressista, as forças favoráveis a Motta reuniriam 251 votos, considerando os deputados eleitos. Para conquistar a presidência da Câmara, são necessários pelo menos 257 votos dos 513 parlamentares.

No PL, os deputados Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, ambos do Rio de Janeiro, já se articulam para disputar o comando da Câmara em 2027.

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CASO MASTER: Escritório de Temer negociou contrato de até R$ 30 milhões para viabilizar venda do banco ao BRB

Foto: Reprodução

O escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer firmou um contrato de até R$ 30 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, para tentar viabilizar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). O acordo, assinado em setembro de 2025, foi revelado pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (14).

O contrato previa o pagamento de R$ 10 milhões em honorários iniciais, sendo R$ 5 milhões na assinatura e outros R$ 5 milhões após 30 dias. Os R$ 20 milhões restantes seriam pagos apenas se a operação fosse concluída com autorização do Banco Central, o que não ocorreu.

Entre as atribuições do escritório estavam o acompanhamento de processos relacionados ao Banco Central e ao Tribunal de Contas da União (TCU), além da busca de mediação junto a órgãos competentes para viabilizar a negociação.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro mostram que o publicitário Elsinho Mouco, interlocutor de Temer, intermediou a contratação e cobrou repetidamente o pagamento dos honorários. Em novembro de 2025, uma semana antes da prisão do banqueiro, Elsinho informou que parte do dinheiro havia sido recebida, mas os registros não permitem determinar o valor pago.

As conversas também revelam contatos telefônicos diretos entre Temer e Vorcaro durante as negociações. Procurados pelo jornal, o ex-presidente e Elsinho Mouco não se manifestaram.

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Sábado tem rock da Bandigalado na Oktober Fest na Rampa

Foto: Divulgação

A Bandigalado Rock Natal será uma das atrações da Oktober Fest Natal, que vai acontecer no próximo sábado (17), no Museu da Rampa, a partir das 16 horas. Além da Bandigalado, irão se apresentar nossas coirmãs Uskaravelho, Mobydick e Dyonísia.

O último lote de ingressos (quase esgotados) ainda está disponível pelo App Outgo. Serão três palcos simultâneos (rock, forró e pagode) e dez cervejarias, com mais de trinta tipos de cerveja. Cada participante já recebe um litro de chope na entrada do evento.

A Bandigalado é uma banda de rock natalense composta por sete integrantes: Alexandre Azevedo (vocal), Lucien Dantas (bateria), André Macedo (baixo), Cláudio Macedo (guitarra base), Silvério Neto (guitarra solo), Misael Queiroz (guitarra solo) e Pedro Ratts (teclado).

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CASO MASTER: PF adia para depois das eleições relatório sobre envolvimento de ministros do STF com Vorcaro

Foto: Reprodução/Globo

A Polícia Federal (PF) só entregará em novembro o relatório sobre o possível envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. A decisão busca evitar novas turbulências durante o período eleitoral, segundo informações do comentarista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, nesta quarta-feira (14).

O adiamento foi acertado em reunião realizada na terça-feira (13) entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente do STF, Edson Fachin. A Polícia Federal fará uma análise detalhada das mensagens de Vorcaro e incluirá no documento os nomes de magistrados sobre os quais forem encontrados indícios de possíveis irregularidades.

O relatório também será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para parecer. Em seguida, Fachin deverá submetê-lo ao plenário do STF, que decidirá sobre a eventual abertura de investigações contra ministros da Corte.

Segundo a reportagem, a decisão agrada às duas alas do Supremo que divergiam sobre o andamento das investigações. Nos bastidores, ministros e investigadores avaliam que o resultado da eleição presidencial poderá influenciar o ambiente interno da Corte e a discussão sobre o caso.

Há ainda a possibilidade de arquivamento caso os elementos reunidos pela Polícia Federal sejam considerados insuficientes para justificar novas investigações.

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[VÍDEO] Flávio provoca Lula sobre debate da Band: “Vou esfregar a verdade na sua cara”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (14) em que provoca o presidente Lula (PT) sobre o debate da Band, marcado para domingo (18).

“Lula, como você é previsível, né? Bastou falar que não ia no debate da Band pra você, no minuto seguinte, falar que vai”, afirmou Flávio, que disse ter usado a declaração para conseguir a confirmação do adversário.

“Eu vou estar lá pra esfregar a verdade na sua cara”, declarou. Flávio também acusou Lula de divulgar mentiras durante a campanha e prometeu desmenti-lo ao vivo. “Te espero no debate da Band, Lula”, concluiu.

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Justiça do RN condena plataforma de apostas por bloquear saque de R$ 51 mil de cliente

Foto: Isabela Ortiz/g1

Uma plataforma de apostas foi condenada pela Justiça do Rio Grande do Norte após bloquear por mais de 14 meses o saque de R$ 51.365 de uma cliente. A decisão do Juizado Especial Cível e Criminal de Apodi, na Região Oeste, determinou a liberação do dinheiro e o pagamento de R$ 2 mil por danos morais.

A empresa, que não teve o nome divulgado, alegou que o bloqueio foi uma medida preventiva porque a aposta estava relacionada a uma partida de futebol da terceira divisão da Romênia, investigada por suspeita de manipulação de resultados.

O juiz Fábio Ferreira Vasconcelos, porém, considerou que a plataforma não apresentou provas de envolvimento da cliente em qualquer irregularidade. Os documentos indicavam apenas movimentações atípicas no mercado de apostas daquela partida.

Na sentença, o magistrado destacou que as empresas podem adotar medidas para prevenir fraudes, mas não podem reter indefinidamente o dinheiro dos usuários. A falta de informações claras e a demora de mais de um ano foram consideradas práticas abusivas, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

A Justiça também reconheceu que a retenção prolongada do valor e as tentativas frustradas de resolver o problema ultrapassaram um simples descumprimento contratual, justificando a indenização por danos morais.

Com informações do g1 RN

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Prefeitura de Natal dá desconto de 100% nos juros de dívidas atrasadas; veja como aderir

Foto: Secom/Prefeitura do Natal

A Prefeitura de Natal concedeu desconto de 100% nos juros de dívidas municipais vencidas até 31 de dezembro de 2025. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (14) e permite o parcelamento dos débitos em até 48 vezes, com prazo de adesão até 31 de dezembro de 2026.

O benefício contempla dívidas como o IPTU, infrações urbanísticas e ambientais, além de outros débitos inscritos em Dívida Ativa. O desconto vale apenas para os juros de mora, sem redução do valor principal da dívida.

O parcelamento exige entrada de 5% do valor consolidado, com parcelas mínimas de R$ 50 para pessoas físicas e R$ 200 para pessoas jurídicas. Débitos tributários do exercício imediatamente anterior ao pedido, quando admitidos, poderão ser divididos em até 12 vezes.

Como aderir

O contribuinte deve apresentar requerimento à Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), acompanhado de documento de identificação e informações de contato. No caso de empresas, também são exigidos o contrato social e a identificação do sócio-gerente. Pedidos feitos por representantes precisam de procuração com poderes específicos.

A primeira parcela vence em até dez dias após a formalização do pedido, sem ultrapassar o último dia útil do mês. As demais vencem no dia 20 dos meses seguintes. O acordo pode ser rescindido em caso de três parcelas atrasadas, consecutivas ou não, ou atraso superior a 90 dias em uma única parcela. Nesse caso, a dívida retorna à situação anterior ao parcelamento.

Quem não pode aderir

Ficam de fora do benefício dívidas em cobrança judicial com bens penhorados já destinados a leilão, depósitos judiciais ou bloqueios por penhora on-line. Também estão excluídos débitos do Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITIV), laudêmios e tributos retidos e não recolhidos, salvo as exceções previstas no decreto.

O benefício também alcança créditos tributários de exercícios anteriores ainda não inscritos em Dívida Ativa, desde que atendidas as condições estabelecidas pela prefeitura.

Com informações do g1 RN

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Proposta que muda regras da segurança pública avança no Senado e segue para votação final

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto, que prevê mudanças na atuação das polícias e no combate ao crime organizado, segue agora para votação no plenário.

A proposta já havia tido seu texto principal aprovado em setembro, mas ainda restavam três pontos pendentes. O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), encerrou a análise devido à ausência dos parlamentares que solicitaram as votações separadas.

Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos no Senado. Se houver alterações, retornará à Câmara dos Deputados.

Enviada pelo governo Lula em abril de 2025, a proposta prevê maior integração entre as polícias federais, estaduais e municipais, punições mais duras para integrantes de facções criminosas, ampliação dos investimentos em segurança e possibilidade de criação de polícias municipais.

O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), retirou do texto a destinação de 30% da arrecadação das apostas esportivas aos fundos de segurança. A integração das forças policiais também enfrenta resistência de governadores de direita, que apontam risco de interferência federal.

Otto Alencar pretende negociar a votação da PEC com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a análise da proposta que acaba com a escala 6×1. A expectativa é votar o texto antes do 2º turno das eleições presidenciais.

Com informações da CNN Brasil

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“Gastômetro de Lula” chega a R$ 354 bilhões com perdão de dívidas de MEIs

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O chamado “Gastômetro de Lula”, ferramenta criada pelo jornal O Estado de S. Paulo para contabilizar medidas de impacto fiscal anunciadas pelo governo federal em ano eleitoral, alcançou R$ 354 bilhões. O novo levantamento inclui o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A medida pode provocar impacto de até R$ 12 bilhões nas contas públicas. O levantamento reúne iniciativas como linhas de crédito, subsídios, benefícios sociais e renúncias fiscais anunciadas ou ampliadas pelo governo.

Os R$ 354 bilhões não representam apenas despesas já realizadas. O cálculo também considera financiamentos, receitas tributárias que deixarão de ser arrecadadas e medidas ainda não implementadas.

Especialistas alertam que a ampliação dos benefícios pode pressionar as contas públicas e elevar o endividamento após as eleições.

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