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De ansiedade a depressão: após quase um ano, crianças vivem consequências da pandemia

Foto: Luísa Tenente/G1

Ansiedade, depressão, regressão no desenvolvimento e piora de quadros de déficit de atenção e sintomas do autismo. Estas são algumas constatações de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisa as consequências decorrentes das restrições impostas pela pandemia a crianças e adolescentes, que estão fora da escola há praticamente um ano.

A filha mais velha da professora Elvira Beringer, Gabriela, de 11 anos, chegou a passar por psiquiatra e precisou de acompanhamento psicológico desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 em Belo Horizonte. Ela tinha acabado de mudar de escola, não teve tempo de se adaptar ao ensino remoto e, além disso, passou a ter medo de o avô, com câncer, morrer de Covid-19.

“No início, teve desmotivação por causa da internet. E também precisou de acompanhamento psicológico desde março, porque estava muito triste, com muito medo de o avô morrer por causa da Covid-19. O avô acabou morrendo, mas por causa de câncer. Ela ficou traumatizada. Chegou bem próximo da depressão”, disse a mãe.

A pesquisa coordenada por Débora Miranda, do Departamento de Pediatria da UFMG, apontou que as crianças e adolescentes foram os que sentiram maior impacto na pandemia, já que muitos adultos, aos poucos, retomaram a rotina de trabalho.

“A gente nunca espera que a criança regrida no desenvolvimento. O que a gente espera, na pediatria, é que o desenvolvimento seja uma constante. Mas a gente tem visto, durante a pandemia, a criança regredindo, perdendo habilidades que já tinha adquirido”, afirmou.

Foi o que aconteceu com a filha caçula de Elvira, Manoela Beringer, de apenas 2 anos. A menina ainda não frequentava a escola no ano passado, mas sempre interagia com outras crianças quando ia ao Parque Ecológico Marcos Mazzoni, no bairro Cidade Nova, Região Nordeste de Belo Horizonte. Quando a pandemia chegou, a família ficou trancada em casa nos primeiros seis meses.

“Minha filha já começava a juntar algumas sílabas, a falar algumas coisas. Mas seis meses sem pôr o pé pra fora de casa, ela parou. Isso aconteceu também com outra mãe que conheci no parquinho. A filha de 3 anos parou de falar ‘mamãe e papai’”, contou Elvira, que espera a reabertura das escolas infantis para matricular a menina.

A expectativa do retorno também é grande para a doméstica Andréa de Oliveira. Ela tem três filhos, o mais novo diagnosticado com uma doença rara. Os dois mais velhos, Luiz Henrique, de 17 anos, e Ana Carla, de 16, estão nos anos finais do ensino médio. Ambos tiveram aulas remotas. “Minha internet não é tão boa, não, mas eles faziam as atividades, porque senão, não recebiam a cesta básica”, contou.

A filha aproveitou a pandemia para arrumar emprego.

“Minha filha tava tão nervosa que arrumou emprego. Isso foi até bom, né? Não sei o que vou fazer quando as aulas voltarem na escola. Aí ela vai estudar à noite, depois do serviço, porque parar ela não vai, não”, contou. “O mais velho, quando fizer 18 anos, já vou dar um jeito de arrumar um emprego pra ele também”, disse.

Já Luiz Henrique, que fica em casa com o irmão mais novo, engordou 40 quilos durante o último ano. Um problema recorrente entre crianças e adolescentes, segundo a professora Débora Miranda.

“A gente sabe que as crianças estão ficando de seis a oito horas de frente à TV ou ao computador. Isso piora sono, aumenta sintomas associados à doença mental. Aumenta a obesidade e todos os riscos relacionados a isso. A gente aumenta a exaustão, o cansaço das crianças”, afirmou.

Crianças especiais ficam sem amparo das escolas de BH

Por ter doença rara, o filho mais novo da Andréa, Artur, de 14 anos, precisa de acompanhamento especial na escola. Ele está matriculado em uma instituição da rede municipal do bairro Urca, próximo à casa onde mora com a mãe e os irmãos.

Durante todo o ano passado, ele ficou sem qualquer contato com as atividades escolares. E os prejuízos poderão ser ainda maiores.

“Ele ficou sem aula nenhuma, sem acompanhamento nenhum. Não vou mentir, a escola até entrou em contato, mas tudo muito devagar. Ele precisa de acompanhamento e, comigo trabalhando, não dá. Com esta pandemia, ele passou a ficar muito nervoso”, contou Andrea que, enquanto trabalha, deixa o caçula aos cuidados do irmão mais velho. “Joga celular o dia inteirinho”, falou.

O tempo prolongado de crianças e jovens dentro de casa ainda pode trazer outros problemas, segundo a pesquisadora.

“O problema não é a contaminação, mas é quando deixa com vizinha, creche clandestina, aí fica a margem de qualquer regulação. Ou quando deixa criança com outra criança. Muitas mulheres continuam trabalhando e precisam deixar com alguém. Muitas vezes estas pessoas não são adequadas. A mortalidade infantil cresceu muito no ano passado”, afirmou.

A pesquisa sobre saúde mental conduzida por ela e outros pesquisadores da UFMG está na segunda fase de aplicação de um questionário online, que ficará disponível até março. Podem participar pais com filhos de 6 a 17 anos, independente de ter participado da fase anterior.

Volta às aulas presenciais na capital ainda é incerta

Por enquanto, o único anúncio de retorno das aulas presenciais é para crianças de 0 a 5 anos, de escolas municipais e particulares de Belo Horizonte. A volta, esperada para março, ainda não tem data cravada no calendário.

“O critério para reabertura não está tão rígido mais, de termos 20 casos por 100 mil habitantes. Mas abrir escolas com a pandemia acima de 300 casos por 100 mil habitantes também não dá. Está estabilizado no alto e, com uma nova cepa chegando, as incertezas aumentam”, diz o infectologista integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte Carlos Starling.

Para o Sindicato das Escolas Particulares (Sinep), o fato de não ter uma data para o retorno gera incertezas. “Há uma falta de expectativa de retorno por parte da prefeitura, a palavra que têm usado, é que ‘estamos esperançosos’, ou ‘se houver possibilidade’, sempre um ‘se’ traz insegurança, incerteza. Nossa postura desde o princípio é de ter diálogo, a favor da ciência, sem utilizar qualquer tipo de ataque ou sentimento de ódio”, diz a presidente Zuleica Reis.

Já o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais classifica o retorno agora como “irresponsável”.

“Nós, mais do que ninguém, queremos o trabalho presencial. A educação não se faz de forma virtual. Mas queremos voltar com segurança. Nós entendemos que não é o momento de voltar. Já tem duas semanas que estamos com mais de mil mortes por dia, mostrado pelo consórcio de imprensa. Isso não pode ser normal”, avalia Valéria Morato, presidente do sindicato.

Starling vê com preocupação os impactos do possível retorno das aulas presenciais, especialmente após o aparecimento da variante brasileira do vírus. “Ela acomete pessoas mais jovens com frequência maior que a cepa anterior . Exemplo clássico que nós temos disso foi a ocorrência de nove óbitos de crianças yanomamis no Amazonas. Existem muitas incertezas”, disse.

Apesar de alguns grupos de pais e de pediatras realizarem protestos na última semana pedindo o retorno às aulas presenciais em Belo Horizonte, Starling rechaça a comparação de reabertura de escolas com a de comércio.

“Esta comparação de escola e comércio a gente não faz. Em bar, as pessoas vão porque querem, vão por conta própria, interesse pessoal e não há uma obrigatoriedade de ir, não tem chamada, não tem prova”.

Para Débora Miranda, o retorno às aulas presenciais, quando ocorrer, deve ser cauteloso e facultativo. “Os pais com medo podem ter a opção de aguardar, de esperar, de preservar seus riscos. Tem gente que mora com idosos. Mas eu acho que as coisas têm que ser facultadas”, disse.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Segundo o dicionário a palavra assintomático significa não ter sintomas.portanto não ter sintomas não significa não ter o vírus.O jovem e crianças são sim transmissores sem sintomas.Se assim não fosse pq seria necessário o uso de máscaras para essa faixa etária,?

  2. Correção: NÃO é consequência da pandemia, é consequência da má gestão de governos estaduais e municipais que insistem em fechar as escolas. Esse vírus NÄO ataca crianças e adolescentes, como as próprias estatísticas comprovam. Portanto, fechar escolas é um crime contra a infância e adolescência.

    1. Não ataca crianças e adolescentes como diz.Porem.esss faixa etária tem um potencial gigantesco de transmissao .Alunos voltam pra casa após longas horas fora de casa.Ai é que mora o perigo.

    2. Crianças e adolescentes são assintomáticas e NÃO transmitem o vírus. Pesquise e confira.

    3. Direita Honesta, não é porque você não tem sintomas que você não é um vetor de transmissão, o mesmo exemplo se aplica a quem toma a vacina, não é porque está imunizado que não se pode transmitir. Pesquise e confira.

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Geral

Banco Central confirma o fim de notas de dinheiro em papel por conta do avanço do PIX

Foto: Eduardo Valente / Agência O Globo

O Banco Central confirmou a retirada gradual das cédulas de dinheiro em papel da primeira família do real (lançadas em 1994), mas as notas continuam válidas enquanto estiverem em circulação: bancos e caixas devem recolhê-las ao receber e substituí-las por séries mais novas, em um processo lento de substituição que não invalida o poder de compra das cédulas antigas.

O dinheiro em papel vai desaparecer do Brasil?

Não, o papel-moeda não vai sumir imediatamente. Apenas as cédulas da primeira família do real (R$2, R$5, R$10, R$20, R$50 e R$100 de 1994) estão sendo retiradas progressivamente de circulação.

As famílias posteriores de notas continuam normais e serão as principais substitutas. O recolhimento é feito pelos bancos quando as notas voltam aos cofres, sem obrigatoriedade de troca imediata para o cidadão.

As minhas notas antigas ainda têm valor?

Sim, as cédulas da primeira família continuam válidas e podem ser usadas em pagamentos enquanto forem aceitas. O BC reforça que não houve declaração de perda de valor econômico imediato.

Bancos podem reter essas notas quando recebê-las e não reintroduzi-las no sistema, mas isso é um processo gradual que leva tempo.

Quais cédulas de dinheiro em papel estão sendo recolhidas?

São as notas da primeira família do real emitidas em 1994, incluindo os valores de R$2 a R$100. Essas cédulas têm mais de 30 anos e estão sendo substituídas por séries posteriores.

* Importante: As cédulas da primeira família continuam valendo e podem ser usadas normalmente, mas serão retidas pelos bancos quando entrarem no sistema bancário.

Notas de outras famílias e séries continuam circulando normalmente sem restrições.

Os bancos vão se recusar a aceitar minhas notas?

Alguns bancos podem começar a reter as cédulas antigas quando elas retornam aos cofres, mas não podem negar o recebimento em depósitos ou contas. A norma orienta o recolhimento, não a recusa.

Comércios e caixas devem continuar aceitando as notas enquanto estiverem em circulação. O processo de substituição é lento e não gera urgência para troca.

O que você deve fazer agora com suas cédulas de dinheiro em papel antigas?

Usualmente continue usando normalmente suas notas antigas no dia a dia. Não há necessidade de correr para trocar imediatamente, pois o recolhimento é gradual.

Se você arrecada ou coleciona notas, essa retirada pode aumentar o interesse numismático pelas cédulas de 1994. O valor colecionável depende do estado de conservação e da raridade de cada exemplar.

O Antagonista

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Justiça dos EUA autoriza que Moraes seja notificado por email em processo da Trump Media sobre liberdade de expressão

Foto: Rosinei Coutinho/STF e Kevin Dietsch/Getty Images via AFP

A Justiça dos Estados Unidos autorizou que as empresas Rumble e Trump Media notifiquem o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por email em um processo que discute liberdade de expressão e decisões judiciais brasileiras sobre plataformas digitais.

A decisão foi tomada na sexta-feira (22) por um tribunal federal da Flórida. As empresas têm 30 dias para comprovar o envio da notificação aos endereços eletrônicos ligados ao STF e ao gabinete do ministro.

Segundo a ação, Moraes teria determinado bloqueios de perfis e remoção de conteúdos em plataformas digitais, o que as companhias classificam como “censura extraterritorial”.

O juiz considerou válida a notificação por email porque um dos endereços já foi usado em comunicações anteriores com a Rumble e o outro é público no site do STF.

Caso Moraes não responda dentro do prazo, as empresas poderão pedir julgamento à revelia, quando o processo segue sem manifestação da defesa.

A ação tramita nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Rumble e Trump Media, dona da rede Truth Social, pedem que decisões do STF não tenham validade em território americano, alegando violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão.

A Rumble está suspensa no Brasil após descumprir ordens judiciais e não indicar representante legal no país. O advogado das empresas, Martin De Luca, afirmou que a decisão “destravou” o processo e cobrou uma resposta do ministro brasileiro.

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DATAFOLHA: Para 38%, governo Lula é ruim ou péssimo, enquanto 32% consideram ótimo ou bom

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula é visto como ruim ou péssimo por 38% dos brasileiros e como ótimo ou bom por 32%, segundo nova pesquisa Datafolha. Outros 28% classificam o governo como regular.

O percentual oscilou dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, divulgado no último sábado (16).

A parcela que considera a gestão positiva oscilou positivamente dois pontos percentuais, enquanto a negativa oscilou um ponto para baixo.

Aprovação e desaprovação agora empatam em 48%. No levantamento anterior 45% aprovavam o trabalho do petista, e 51% o desaprovavam.

Esta foi a primeira rodada do instituto realizada integralmente após a revelação, pelo site Intercept Brasil, de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rival de Lula na disputa eleitoral, pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios, em entrevistas presenciais realizadas na quarta (20) e na quinta-feira (21). A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-07489/2026.

Folhapress

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Livia nunca desistiu do sonho de ser mãe e sua história emocionou toda a equipe do DNA Fértil

A maternidade tem acontecido em diferentes tempos da vida. Muitas mulheres escolhem priorizar carreira, estabilidade emocional, relacionamentos ou simplesmente enfrentam desafios inesperados no caminho até a realização desse sonho. Com os avanços da medicina reprodutiva, histórias antes consideradas improváveis hoje se transformam em histórias de esperança, amor e perseverança.

Foi assim com Lívia Libório, que realizou o sonho da maternidade através da Fertilização In Vitro (FIV) no DNA Fértil. Mas essa história começou muito antes da gestação. Entre expectativas, tentativas e emoções intensas, ela descobriu que o tempo de uma maternidade por reprodução assistida vai muito além dos nove meses.

“Uma mãe, a partir de uma reprodução assistida, tem um ‘tempo gestacional’ muito maior que nove meses. Começa na vontade, nas tentativas e nas frustrações. No nosso caso, foram duas tentativas, muita expectativa e dois corações cheios de amor à espera do nosso tão desejado filho”, relata Lívia.

Após uma primeira tentativa sem sucesso, ela destaca que o acolhimento da equipe foi essencial para seguir acreditando. “Seguir nessa caminhada com o DNA Fértil fez toda a diferença para que a primeira frustração não tomasse o lugar da nossa esperança. A nossa fé, a empatia, o amor e o acolhimento de toda a equipe nos fizeram seguir. Todos vibravam e torciam pela realização do nosso sonho, e nós sentimos isso”, afirma.

Referência em reprodução assistida no Rio Grande do Norte, o DNA Fértil acompanha diariamente histórias de mulheres que decidiram não desistir do sonho da maternidade. Em muitos casos, o suporte emocional aliado à tecnologia, ao acompanhamento individualizado e aos avanços científicos tornam possível transformar esperança em vida.

Mais do que tratamentos, cada história representa amor, persistência e a coragem de continuar acreditando.

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Prefeito Jaime Calado inaugura pavimentação da estrada que liga Coqueiros a Uruaçu

Na tarde desta sexta-feira (22), o prefeito Jaime Calado, ao lado da senadora e primeira-dama Zenaide Maia, inaugurou a pavimentação da estrada que liga as comunidades de Coqueiros e Uruaçu.

A obra possui 1.258 metros de extensão e mais de 7.500 metros quadrados de pavimentação em paralelepípedo. O investimento total foi de R$ 960.019,00, com aplicação direta de R$ 742.301,61 na execução da obra.

A solenidade reuniu moradores e lideranças locais na comunidade de Coqueiros. Representando a população, Nazareno Alexandre relembrou as dificuldades enfrentadas pelos moradores nos deslocamentos diários e afirmou que a pavimentação representa “um sonho que se tornou realidade”.

Durante o evento, Zenaide destacou que a obra “é um exemplo de dignidade no acesso das pessoas às comunidades”. A senadora acrescentou que, apesar das dificuldades enfrentadas pela gestão municipal, isso não impede “o desejo de fazer mais pelo povo”.

O prefeito Jaime Calado apresentou ações realizadas durante suas gestões na região, como a reforma da Escola Municipal Maria Judite, a urbanização da comunidade com implantação de praça e a substituição de casas de taipa por moradias de alvenaria. Ele também anunciou novidades na mobilidade, entre eles uma reunião entre lideranças locais e o Departamento Municipal de Trânsito – Demutran para discutir a implantação de uma linha de transporte para a comunidade.

“A minha felicidade é ver que Coqueiros está feliz”, afirmou o prefeito. Segundo ele, a obra representa valorização para a região e põe fim às dificuldades de acesso enfrentadas pelos moradores. “Acabou o sofrimento”, declarou.

Participaram da solenidade os vereadores Nonato Queiroz, Nazareno Tavares, Ulisses Costa, Léo Medeiros, Valda Siqueira, Rayure Protásio, Delma Silva, Anderson Morcego, Aninha Siqueira, Thiago Soares e Márcia Soares, além da deputada estadual Terezinha Maia e secretários municipais.

Após a cerimônia, a programação contou com apresentação da dupla Vivi Brito e Boyzinho do Piseiro.

A obra foi viabilizada por meio de emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Fernando Mineiro.

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PT gastou mais de R$ 500 mil para impulsionar posts nas redes sociais após áudio de Flávio a Vorcaro

Foto: Evaristo Sá/AFP e Andressa Anholete/Agência Senado

O PT gastou R$ 514 mil para impulsionar publicações no Facebook entre os dias 13 e 20 de maio, período após a divulgação do áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversa com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”. Os dados são da biblioteca de anúncios da Meta e foram publicados pelo jornalista Lauro Jardim, em seu blog, no O Globo.

Os maiores investimentos do partido ocorreram em São Paulo, com R$ 97 mil, e Minas Gerais, com R$ 49 mil. No mesmo período, o PL gastou apenas R$ 13 mil em anúncios na plataforma.

Nos últimos 30 dias, o PT investiu R$ 1,4 milhão em publicações sobre política, eleições e temas sociais. Já o partido de Jair Bolsonaro desembolsou R$ 63 mil.

No dia em que vieram à tona as negociações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, o PT aplicou cerca de R$ 350 mil em posts com declarações do presidente Lula defendendo investigação rigorosa sobre o caso Banco Master e punição “independente de quem for”.

Já o PL impulsionou uma publicação com gasto inferior a R$ 5 mil. No post, o partido questiona: “Virou crime financiar filme?” e afirma que produções culturais recebem investimentos privados “toda semana”, sem uso de dinheiro público ou Lei Rouanet.

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Governo Lula dobra gastos e paga R$ 21 milhões em anúncios no Instagram e Facebook

Foto: Evaristo Sá/AFP

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou R$ 21 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook até meados de maio de 2026. O valor é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando foram gastos R$ 11,45 milhões.

Os dados são da biblioteca de anúncios da Meta, dona das duas plataformas. Pela legislação eleitoral, o governo pode divulgar programas, obras e campanhas institucionais até 4 de julho.

Parte da verba foi usada para promover ações e investimentos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará e Pernambuco.

O Novo PAC foi uma das principais vitrines do governo nas redes, com gasto de R$ 3,3 milhões em anúncios sobre obras e investimentos pelo país.

A campanha sobre isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil consumiu R$ 2,85 milhões em publicidade.

Outro destaque foi a divulgação da proposta de fim da escala 6×1, que recebeu cerca de R$ 2,1 milhões em anúncios. A proposta prevê redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial.

A área de segurança pública também apareceu entre as prioridades, com R$ 1,5 milhão em campanhas sobre combate ao crime, golpes e violência.

O governo ainda investiu R$ 931 mil na divulgação das novas regras para obtenção da CNH, incluindo o fim da obrigatoriedade do curso teórico presencial em autoescolas.

Especialistas avaliam que o aumento dos gastos segue uma estratégia de reforçar a divulgação de entregas do governo em período pré-eleitoral.

Propaganda pré-campanha

Dez temas em que o governo gastou mais dinheiro para divulgar anúncios

  • ENTREGAS
    R$ 4.295.700 — 20,43%
  • PAC
    R$ 3.321.000 — 15,81%
  • IMPOSTO DE RENDA
    R$ 2.850.400 — 13,55%
  • 6X1
    R$ 2.096.000 — 9,98%
  • SEGURANÇA PÚBLICA
    R$ 1.505.000 — 7,16%
  • CNH
    R$ 931.900 — 4,43%
  • GÁS POPULAR
    R$ 831.800 — 3,96%
  • PÉ-DE-MEIA
    R$ 631.900 — 3,00%
  • COMBUSTÍVEIS
    R$ 586.400 — 2,79%
  • REFORMA CASA BRASIL
    R$ 552.500 — 2,63%
  • OUTROS
    R$ 3.445.300 — 16,39%

Fonte: Meta / Informação: Estadão

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Geral

Nova defesa de Vorcaro muda estratégia e quer apresentar delação mais robusta e reduzir peso das provas contra o banqueiro

Foto: divulgação

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro decidiu mudar sua estratégia jurídica após a saída do advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, especialista em delação premiada.

Sem desistir de um possível acordo de colaboração, a nova defesa pretende apresentar uma proposta mais consistente às autoridades e, ao mesmo tempo, tentar afastar Vorcaro do núcleo principal das fraudes investigadas. As informações são da coluna Quarta Instância, no portal R7.

A estratégia será sustentar que não há provas de participação direta do ex-banqueiro nos crimes nem comprovação de intenção criminosa nas ações apuradas.

Juca deixou o caso depois que as primeiras negociações de delação fracassaram. A Polícia Federal rejeitou a proposta e a Procuradoria-Geral da República demonstrou forte desconfiança em relação ao acordo.

Investigadores avaliam que Vorcaro omitiu informações importantes e tentou proteger familiares e figuras políticas mencionadas nas investigações.

Com a saída de Juca, o criminalista Sérgio Leonardo, amigo pessoal de Vorcaro, passou a comandar sozinho a defesa.

Além de buscar benefícios em uma eventual colaboração premiada, a defesa também quer contestar parte das provas já reunidas pelas autoridades.

Nos bastidores, investigadores entendem que a resistência da PF à delação ocorre porque as apurações já contam com um conjunto considerado robusto de provas, sem depender exclusivamente das informações de Vorcaro.

A decisão final sobre uma possível homologação do acordo caberá ao ministro do STF André Mendonça. Segundo interlocutores, o clima no gabinete do ministro é de cautela e rigor em relação à negociação.

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Política

Quase 90% dos eleitores de Flávio Bolsonaro apoiam candidatura após o caso ‘Dark Horse’, revela Datafolha

Foto: Reprodução

Quase 90% dos eleitores que declaram voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) defendem sua permanência na disputa presidencial mesmo após as revelações envolvendo o caso “Dark Horse”, ligado à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22).

De acordo com o levantamento, 88% afirmam que Flávio deve seguir na corrida eleitoral. Já 10% dizem que ele deveria desistir e apoiar outro candidato, enquanto 2% não souberam responder.

No recorte geral da pesquisa, o cenário é mais dividido: 48% dos entrevistados defendem que Flávio deveria abrir mão da candidatura, enquanto 44% afirmam que ele deve permanecer na disputa. Outros 8% não opinaram.

A pesquisa também indica que 72% dos eleitores de Flávio afirmam ter conhecimento do caso “Dark Horse”.

Entre os eleitores, 53% avaliam que ele agiu bem ao pedir recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto 37% afirmam que ele agiu mal e 10% não souberam opinar.

O levantamento ainda mostra que 67% dos eleitores do senador afirmam que a confiança em Flávio Bolsonaro não mudou após a divulgação das conversas, enquanto 18% dizem que diminuiu e 14% afirmam que aumentou. Outros 1% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 20 e 21 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-07489/2026.

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Polícia

[VÍDEO] INSEGURANÇA EM MOSSORÓ: Supostos integrantes da facção SDC fazem ameaças e afirmam que bairro “Malvinas é RN”

Imagens: Reprodução/Baraúna Agora

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra supostos integrantes da facção SDC-RN fazendo ameaças e afirmando que a região das Malvinas “é RN”. As imagens ganharam rápida repercussão em Mossoró e aumentaram a sensação de insegurança entre moradores de áreas periféricas da cidade.

Moradores relatam preocupação com a circulação frequente de vídeos e mensagens atribuídas a grupos criminosos, o que intensifica o clima de tensão em alguns bairros, conforme informações do perfil Baraúna Agora.

Até o momento, não há confirmação oficial das autoridades sobre a autenticidade do material divulgado nas redes sociais. O caso levanta novamente o debate sobre a falta de segurança pública no RN.

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