Diversos

De ansiedade a depressão: após quase um ano, crianças vivem consequências da pandemia

Foto: Luísa Tenente/G1

Ansiedade, depressão, regressão no desenvolvimento e piora de quadros de déficit de atenção e sintomas do autismo. Estas são algumas constatações de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisa as consequências decorrentes das restrições impostas pela pandemia a crianças e adolescentes, que estão fora da escola há praticamente um ano.

A filha mais velha da professora Elvira Beringer, Gabriela, de 11 anos, chegou a passar por psiquiatra e precisou de acompanhamento psicológico desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 em Belo Horizonte. Ela tinha acabado de mudar de escola, não teve tempo de se adaptar ao ensino remoto e, além disso, passou a ter medo de o avô, com câncer, morrer de Covid-19.

“No início, teve desmotivação por causa da internet. E também precisou de acompanhamento psicológico desde março, porque estava muito triste, com muito medo de o avô morrer por causa da Covid-19. O avô acabou morrendo, mas por causa de câncer. Ela ficou traumatizada. Chegou bem próximo da depressão”, disse a mãe.

A pesquisa coordenada por Débora Miranda, do Departamento de Pediatria da UFMG, apontou que as crianças e adolescentes foram os que sentiram maior impacto na pandemia, já que muitos adultos, aos poucos, retomaram a rotina de trabalho.

“A gente nunca espera que a criança regrida no desenvolvimento. O que a gente espera, na pediatria, é que o desenvolvimento seja uma constante. Mas a gente tem visto, durante a pandemia, a criança regredindo, perdendo habilidades que já tinha adquirido”, afirmou.

Foi o que aconteceu com a filha caçula de Elvira, Manoela Beringer, de apenas 2 anos. A menina ainda não frequentava a escola no ano passado, mas sempre interagia com outras crianças quando ia ao Parque Ecológico Marcos Mazzoni, no bairro Cidade Nova, Região Nordeste de Belo Horizonte. Quando a pandemia chegou, a família ficou trancada em casa nos primeiros seis meses.

“Minha filha já começava a juntar algumas sílabas, a falar algumas coisas. Mas seis meses sem pôr o pé pra fora de casa, ela parou. Isso aconteceu também com outra mãe que conheci no parquinho. A filha de 3 anos parou de falar ‘mamãe e papai’”, contou Elvira, que espera a reabertura das escolas infantis para matricular a menina.

A expectativa do retorno também é grande para a doméstica Andréa de Oliveira. Ela tem três filhos, o mais novo diagnosticado com uma doença rara. Os dois mais velhos, Luiz Henrique, de 17 anos, e Ana Carla, de 16, estão nos anos finais do ensino médio. Ambos tiveram aulas remotas. “Minha internet não é tão boa, não, mas eles faziam as atividades, porque senão, não recebiam a cesta básica”, contou.

A filha aproveitou a pandemia para arrumar emprego.

“Minha filha tava tão nervosa que arrumou emprego. Isso foi até bom, né? Não sei o que vou fazer quando as aulas voltarem na escola. Aí ela vai estudar à noite, depois do serviço, porque parar ela não vai, não”, contou. “O mais velho, quando fizer 18 anos, já vou dar um jeito de arrumar um emprego pra ele também”, disse.

Já Luiz Henrique, que fica em casa com o irmão mais novo, engordou 40 quilos durante o último ano. Um problema recorrente entre crianças e adolescentes, segundo a professora Débora Miranda.

“A gente sabe que as crianças estão ficando de seis a oito horas de frente à TV ou ao computador. Isso piora sono, aumenta sintomas associados à doença mental. Aumenta a obesidade e todos os riscos relacionados a isso. A gente aumenta a exaustão, o cansaço das crianças”, afirmou.

Crianças especiais ficam sem amparo das escolas de BH

Por ter doença rara, o filho mais novo da Andréa, Artur, de 14 anos, precisa de acompanhamento especial na escola. Ele está matriculado em uma instituição da rede municipal do bairro Urca, próximo à casa onde mora com a mãe e os irmãos.

Durante todo o ano passado, ele ficou sem qualquer contato com as atividades escolares. E os prejuízos poderão ser ainda maiores.

“Ele ficou sem aula nenhuma, sem acompanhamento nenhum. Não vou mentir, a escola até entrou em contato, mas tudo muito devagar. Ele precisa de acompanhamento e, comigo trabalhando, não dá. Com esta pandemia, ele passou a ficar muito nervoso”, contou Andrea que, enquanto trabalha, deixa o caçula aos cuidados do irmão mais velho. “Joga celular o dia inteirinho”, falou.

O tempo prolongado de crianças e jovens dentro de casa ainda pode trazer outros problemas, segundo a pesquisadora.

“O problema não é a contaminação, mas é quando deixa com vizinha, creche clandestina, aí fica a margem de qualquer regulação. Ou quando deixa criança com outra criança. Muitas mulheres continuam trabalhando e precisam deixar com alguém. Muitas vezes estas pessoas não são adequadas. A mortalidade infantil cresceu muito no ano passado”, afirmou.

A pesquisa sobre saúde mental conduzida por ela e outros pesquisadores da UFMG está na segunda fase de aplicação de um questionário online, que ficará disponível até março. Podem participar pais com filhos de 6 a 17 anos, independente de ter participado da fase anterior.

Volta às aulas presenciais na capital ainda é incerta

Por enquanto, o único anúncio de retorno das aulas presenciais é para crianças de 0 a 5 anos, de escolas municipais e particulares de Belo Horizonte. A volta, esperada para março, ainda não tem data cravada no calendário.

“O critério para reabertura não está tão rígido mais, de termos 20 casos por 100 mil habitantes. Mas abrir escolas com a pandemia acima de 300 casos por 100 mil habitantes também não dá. Está estabilizado no alto e, com uma nova cepa chegando, as incertezas aumentam”, diz o infectologista integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte Carlos Starling.

Para o Sindicato das Escolas Particulares (Sinep), o fato de não ter uma data para o retorno gera incertezas. “Há uma falta de expectativa de retorno por parte da prefeitura, a palavra que têm usado, é que ‘estamos esperançosos’, ou ‘se houver possibilidade’, sempre um ‘se’ traz insegurança, incerteza. Nossa postura desde o princípio é de ter diálogo, a favor da ciência, sem utilizar qualquer tipo de ataque ou sentimento de ódio”, diz a presidente Zuleica Reis.

Já o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais classifica o retorno agora como “irresponsável”.

“Nós, mais do que ninguém, queremos o trabalho presencial. A educação não se faz de forma virtual. Mas queremos voltar com segurança. Nós entendemos que não é o momento de voltar. Já tem duas semanas que estamos com mais de mil mortes por dia, mostrado pelo consórcio de imprensa. Isso não pode ser normal”, avalia Valéria Morato, presidente do sindicato.

Starling vê com preocupação os impactos do possível retorno das aulas presenciais, especialmente após o aparecimento da variante brasileira do vírus. “Ela acomete pessoas mais jovens com frequência maior que a cepa anterior . Exemplo clássico que nós temos disso foi a ocorrência de nove óbitos de crianças yanomamis no Amazonas. Existem muitas incertezas”, disse.

Apesar de alguns grupos de pais e de pediatras realizarem protestos na última semana pedindo o retorno às aulas presenciais em Belo Horizonte, Starling rechaça a comparação de reabertura de escolas com a de comércio.

“Esta comparação de escola e comércio a gente não faz. Em bar, as pessoas vão porque querem, vão por conta própria, interesse pessoal e não há uma obrigatoriedade de ir, não tem chamada, não tem prova”.

Para Débora Miranda, o retorno às aulas presenciais, quando ocorrer, deve ser cauteloso e facultativo. “Os pais com medo podem ter a opção de aguardar, de esperar, de preservar seus riscos. Tem gente que mora com idosos. Mas eu acho que as coisas têm que ser facultadas”, disse.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Segundo o dicionário a palavra assintomático significa não ter sintomas.portanto não ter sintomas não significa não ter o vírus.O jovem e crianças são sim transmissores sem sintomas.Se assim não fosse pq seria necessário o uso de máscaras para essa faixa etária,?

  2. Correção: NÃO é consequência da pandemia, é consequência da má gestão de governos estaduais e municipais que insistem em fechar as escolas. Esse vírus NÄO ataca crianças e adolescentes, como as próprias estatísticas comprovam. Portanto, fechar escolas é um crime contra a infância e adolescência.

    1. Não ataca crianças e adolescentes como diz.Porem.esss faixa etária tem um potencial gigantesco de transmissao .Alunos voltam pra casa após longas horas fora de casa.Ai é que mora o perigo.

    2. Crianças e adolescentes são assintomáticas e NÃO transmitem o vírus. Pesquise e confira.

    3. Direita Honesta, não é porque você não tem sintomas que você não é um vetor de transmissão, o mesmo exemplo se aplica a quem toma a vacina, não é porque está imunizado que não se pode transmitir. Pesquise e confira.

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Polícia

Justiça determina que Samanda retire publicação por fake news contra suplente de Zenaide

Foto: CMN

A Justiça Eleitoral determinou que Samanda Alves, candidata ao Senado, retire do ar um vídeo publicado em suas redes sociais difamando o suplente da senadora Zenaide Maia, Netinho Lins, após apontar que o material apresentava afirmações sem respaldo suficiente, em decisão que trata da divulgação de notícia sabidamente falsa. Ou seja, a candidata, no entendimento do Juiz da propaganda, cometeu o que se chama comumente de “fake news”.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), em caráter liminar. O desembargador eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho entendeu haver elementos que indicam, em análise preliminar, extrapolação dos limites da crítica eleitoral.

Na peça de Samanda, Netinho é apresentado como investigado por diversos crimes e associado ao chamado “escândalo do Banco Master” e a “fraude em licitações”.

Segundo a decisão, não foi identificado suporte objetivo suficiente para a afirmação de que o suplente “é investigado em diversos crimes”, especialmente por fraude em licitações. O magistrado também destacou que as notícias utilizadas no vídeo faziam referência a investigações envolvendo terceiros e que isso não autorizava equiparar a situação à afirmação de que Netinho seria formalmente investigado por diversos crimes.

A decisão aponta ainda que as imagens utilizadas para ilustrar a menção a “fraude em licitações”, com fotografias de identificação criminal, não correspondiam ao suplente de Zenaide.

O TRE determinou que Samanda remova a publicação no prazo de 24 horas após a intimação e se abstenha de republicar o mesmo vídeo ou conteúdo substancialmente idêntico. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 10 mil por publicação. A Meta também foi determinada a tornar indisponível o conteúdo.

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Geral

DATAFOLHA: 47% dos brasileiros reprovam ministros do STF; índice é o pior desde 2019

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A avaliação negativa dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior nível da série histórica do Datafolha, iniciada em 2019. Segundo pesquisa divulgada neste sábado (26), 47% dos brasileiros classificam o trabalho da Corte como ruim ou péssimo.

Outros 31% consideram a atuação regular, enquanto apenas 18% avaliam como ótima ou boa e 4% não souberam responder.

Entre eleitores de Lula (PT), 32% aprovam o trabalho dos ministros e 24% reprovam.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) a avaliação negativa do STF chega a 69%, enquanto apenas 6% aprovam.

A pesquisa também apontou que 45% são favoráveis à criação de um Código de Ética e Conduta para ministros do STF, proposta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Outros 33% são contrários.

A pesquisa, contratada por Folha e Globo, foi realizada de terça (22) a quarta (23) com 2.002 eleitores por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Os dados constam no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número de registro é BR-00304/2026.

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Geral

PESQUISA MEDIA/ O POTENGI/ GOVERNO DO RN: Allyson tem 31,5%, Álvaro 27,1% e Cadu 21,5%

Pesquisa do Instituto Media divulgada neste sábado (26) e publicada pelo site O Potengi mostra as intenções de voto para governador do Rio Grande do Norte. No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes ao entrevistado, Allyson Bezerra aparece com 31,5%, seguido por Álvaro Dias com 27,1%, e Cadu de Lula (PT), com 21,5%.

Professor Robério Paulino (Psol) registra 0,6%, e Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,4%. Não sabem ou não responderam somam 13,0%, enquanto 6,0% responderam branco ou nulo.

O Instituto Media entrevistou 2.000 eleitores no Rio Grande do Norte entre 21 e 25 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda., empresa do O Potengi, e registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-05948/2026. A margem de erro para o total da amostra é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Geral

Decisão do STF pode abrir brecha para bets continuarem funcionando mesmo após MP de Lula

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2020 pode ser usada para contestar a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proibiu as apostas online no país. A informação é do blog de Daniel Rittner, da CNN Brasil.

Naquele julgamento, o STF decidiu que a União não tem exclusividade para explorar loterias e reconheceu que estados podem operar e regulamentar modalidades lotéricas, dentro das regras federais.

A decisão levou estados como Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba a criarem licenças próprias para apostas.

Advogados do setor avaliam que o artigo 2º da nova MP, que estende a proibição às apostas de cota fixa nos estados e no Distrito Federal, pode ser inconstitucional.

Apesar disso, a avaliação jurídica é de incerteza sobre os próximos passos, inclusive pela possibilidade de questionamentos no próprio STF.

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Geral

[ANÁLISE] VALOR ECONÔMICO: Proibição de bets tem apelo eleitoral para Lula, mas não contorna problema do endividamento

Foto: Ricardo Stuckert

A motivação eleitoral da proibição das bets no Brasil, decidida nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é óbvia.

Pelo menos duas pesquisas mediram nos últimos meses a adesão a uma proibição total das apostas online e a maioria absoluta se mostrou favorável à interdição. Na mais detalhada delas, da Ideia, de julho, 56% dos entrevistados concordaram com a proibição.

Um sinal do apelo da medida é o fato de que o principal rival do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tachou a medida de “eleitoreira, hipócrita, populista”, mas ao mesmo tempo ponderou: “sempre fui contra os jogos”.

Renan Santos (Missão), em vídeo, procurou desqualificar a iniciativa como pouco efetiva. “Vou dizer exatamente o que vai acontecer: a Medida Provisória vai caducar. É só uma medida eleitoreira.” Frisou ser contra jogos.

Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás, lembrou que votou contra o tema quando era senador e não permitiu loterias no estado, quando governador. Romeu Zema (Novo) ainda não havia se pronunciado até o começo da tarde de sábado, mas passou a campanha inteira criticando as bets.

O alcance da medida, contudo, parece duvidoso. O governo justifica o fim do mercado de apostas online por um alegado impacto desta atividade no aumento do endividamento e, em particular, da inadimplência. A pesquisa de julho indicava que o eleitorado via baixa relação entre uma coisa e outra. Quando os entrevistados foram perguntados sobre que gastos mais contribuíam para o endividamento, 29% mencionaram gastos com supermercado; 28%, contas de consumo; 14%, aluguel; 10%, gasolina; 8%, educação; 7%, plano de saúde; 6%, transporte público; 5%, condomínio; e somente 2%, apostas online.

Ou seja: o eleitorado provavelmente não verá o fim das bets como uma medida do governo para reduzir o aperto financeiro da população.

Para os entrevistados, 33% consideravam as apostas um vício e 26%, uma fonte de perda de dinheiro. A reação maior vem das mulheres, como o próprio Renan Santos indicou em seu vídeo. “O cálculo do Lula é simples: quem usa mais as bets são homens. Homens não votam tanto nele. Esses homens estão gerando vícios e gastos em endividamento que estão irritando mulheres, tanto mães quanto esposas. Estas mulheres votam mais no Lula.”

Afora o fato de que há baixa percepção de correlação entre aumento de endividamento e apostas, o resto do raciocínio de Renan encontra lastro nas pesquisas. De acordo com a Ideia, 67% das mulheres e 50% dos homens eram a favor da proibição.

Tentar relacionar o aumento do endividamento com as apostas online é crucial para a estrutura narrativa da campanha de Lula, porque há pouco o que o governo possa apresentar como solução para contornar o que o eleitorado de fato vê como comprometedor para sua renda.

O Desenrola 3, lançado também na sexta-feira, novamente foca os consumidores que estão com dívidas em atraso, assim como foi nas versões anteriores. Não contempla aqueles que têm renda cada vez mais comprometida, mas que permanecem adimplentes. O universo de apostadores é amplo — já houve registros de apostas feitas por 43,8 milhões de CPFs desde a regulamentação da atividade, feita pelo próprio governo Lula —, mas estabelecer uma relação de causalidade entre aumento de inadimplência e jogo é algo complexo.

Nos próximos dias, a reação negativa à medida que pode ter mais impacto na opinião pública é a do universo do futebol. As casas de apostas online patrocinam 17 dos 20 clubes que estão na série A do Campeonato Brasileiro e pelo menos dois deles — Flamengo e Fluminense — divulgaram posicionamentos oficiais ainda na sexta-feira reclamando de insegurança jurídica, uma sinalização de que podem judicializar a questão.

No anúncio da medida, o governo federal não fez qualquer indicação de que compensará os atingidos de alguma forma. “Qualquer decisão precisa considerar segurança jurídica e previsibilidade”, reclamou o Fluminense. “Não se pode criar uma nova regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nelas, e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório”, afirmou o Flamengo.

Valor Econômico

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ALARMANTE: Presos viram “carcereiros” e recebem chaves de celas em Alcaçuz por falta de efetivo policial, aponta relatório da direção do presídio

A falta de policiais penais na Penitenciária Estadual de Alcaçuz tem levado presos que trabalham na unidade a receber as chaves das celas para trancar outros detentos. A situação é classificada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) como “alarmante” em um relatório da direção do presídio referente ao mês de agosto de 2026.

O documento revelado por reportagem da Tribuna do Norte publicada neste sábado (26) diz que o déficit de efetivo também provocou a desativação de postos de vigilância, falhas no monitoramento por câmeras e redução das rondas no perímetro.

Em um dos setores, foi registrado apenas um policial penal para 315 presos.

O relatório aponta ainda tentativas e indícios de preparação para fugas, incluindo abertura no teto de uma cela, cordas artesanais e danos na estrutura.

Desde maio, 17 presos fugiram de unidades do Complexo Penal de Alcaçuz.

A direção recomenda a recomposição imediata do efetivo para impedir a entrega de chaves a internos e retomar a exclusividade do poder de polícia aos agentes.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não comenta questões de segurança das unidades, mas declarou que Alcaçuz “se mantém sob controle, com segurança e disciplina”. A pasta informou ainda que a unidade passou por uma revista estrutural nesta semana, durante a Operação MUTE, sem apreensão de celulares ou outros aparelhos de comunicação.

Leia a íntegra da nota da Seap

“A Polícia Penal não comenta questões relacionadas à segurança das unidades prisionais. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária informa, no entanto, que a Penitenciária Estadual de Alcaçuz se mantém sob controle, com segurança e disciplina.

Nesta semana, a unidade foi incluída na Operação MUTE, ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), com a realização de revista estrutural. Durante a operação, não foram localizados celulares ou outros aparelhos de comunicação no interior do presídio.”

Com informações de Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

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Caravana 22 leva multidão às ruas de Ceará-Mirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante


A Caravana 22 percorreu, neste sábado (26), Ceará-Mirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, em mais um dia de mobilização da candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte. Ao longo do percurso, Álvaro foi recebido por moradores, lideranças políticas e apoiadores em grandes carreatas pelas ruas das três cidades.

Em Ceará-Mirim, a caravana começou pelo bairro Nova Ceará-Mirim e seguiu até o Centro do município. Álvaro foi recebido por lideranças políticas locais que apoiam sua candidatura, entre elas o ex-vice-prefeito Marcílio Dantas, o ex-vereador Marcílio Júnior e Roberto Lima, ex-presidente da Câmara Municipal de Ceará-Mirim. Durante o trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva, e Álvaro conversou com a população e apresentou propostas para o Estado.

Também acompanharam a agenda os candidatos a deputado federal General Girão, Coronel Brilhante, Gabi Trajano e Carla Dickson; os candidatos a deputado estadual Anne Lagartixa, Coronel Azevedo e Sargento Rivaldo; além do comunicador Salatiel de Souza.

Durante a passagem pela cidade, Álvaro também esteve no Mercado Municipal, onde experimentou o tradicional caldo de cana acompanhado de pastel, em um momento de contato com moradores e comerciantes locais.

Na sequência, a Caravana 22 chegou a Extremoz, no início da tarde, onde Álvaro foi recebido pela prefeita Jussara Sales (PL), principal liderança política do município, vereadores e apoiadores. A mobilização teve início no distrito de Estivas e seguiu em direção ao Centro, em uma grande carreata que movimentou as ruas da cidade.

Ao lado de Jussara Sales e do candidato ao Senado Coronel Hélio, Álvaro percorreu as ruas de Extremoz acompanhado por moradores e lideranças políticas. A prefeita, que apoia a candidatura de Álvaro ao Governo do Estado, mobilizou seu grupo político em torno da passagem da Caravana 22 pelo município. Também participaram Terezinha Maia e Davi Fernandes, candidatos a deputado estadual, além dos candidatos que já acompanhavam a agenda desde Ceará-Mirim.

Por fim, a Caravana 22 chegou a São Gonçalo do Amarante, onde Álvaro foi recebido pela candidata a deputada federal Gabi Trajano (PL) e por lideranças locais que apoiam sua candidatura. Entre elas, o ex-vereador Adelson Martins, a vereadora Elaine Dantas e os suplentes de vereador Régia Girassol, Tarcísio Fernandes, Joca da Prótese e Getúlio Maciel.

O percurso começou no bairro de Regomoleiro e seguiu pelas ruas da cidade, acompanhado por moradores e apoiadores. Álvaro participou da mobilização ao lado de Gabi Trajano, da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, e da candidata a deputada federal Carla Dickson.

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IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS: Medidas eleitoreiras de Lula às vésperas do 1º turno exigirão reajuste de até R$ 42,3 bilhões no Orçamento 2027

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da campanha podem gerar impacto de até R$ 42,3 bilhões nas contas públicas em 2027. Os valores ainda não estão previstos no Orçamento enviado ao Congresso e exigirão ajustes para acomodar as novas despesas e a perda de receitas.

A maior pressão vem do reajuste do Bolsa Família, que terá impacto estimado em R$ 22 bilhões no próximo ano. O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, com os novos valores pagos a partir de outubro.

O Desenrola 3.0 prevê até R$ 15 bilhões para a compra de carteiras de dívidas e deverá começar a gerar despesas em 2027. Já o fim das bets deve representar uma perda de aproximadamente R$ 5,3 bilhões em receitas no próximo ano.

O governo diz que as medidas serão acomodadas dentro das regras fiscais, por meio de remanejamento de recursos, revisão de despesas e eventuais compensações. O impacto final dependerá dos gastos efetivamente realizados e das medidas adotadas para compensar a redução de receitas.

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Análise

[VÍDEO] CAIO JUNQUEIRA: Governo Lula aciona modo vale-tudo pela reeleição

O analista político Caio Junqueira, da CNN, afirmou que o governo Lula adotou, na reta final da campanha, uma estratégia que chamou de “modo vale-tudo” pela reeleição. Para Junqueira, o governo passou a anunciar medidas e ações que não haviam sido apresentadas ao longo do mandato, citando reajuste do Bolsa Família, o fim das bets e o uso de temas religiosos.

“O governo acionou nessa reta final de campanha o modo vale-tudo pela reeleição”, afirmou.

O resultado da eleição ainda é imprevisível, mas Lula chega ao momento decisivo com condições competitivas. Ele também alertou para os efeitos desse tipo de estratégia sobre as próximas disputas eleitorais. “O problema do vale-tudo, porém, é que ele bagunça o tabuleiro desta e principalmente das próximas eleições”, comentou Junqueira.

Opinião dos leitores

  1. O CACHAÇA QUIS ATINGIR A POLYMARKET, PARA O BRASILEIRO NÃO APOSTAR E NÃO SABER O RESULTADO DAS APOSTAS. FLÁVIO 57% X LULA 44%

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Geral

Grupo terrorista Hamas agradece a Lula por defender palestinos em discurso na ONU

oto: Ricardo Stuckert

O grupo terrorista Hamas elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o discurso do brasileiro na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ao Metrópoles, o representante político do grupo no Irã, Khaled Qaddoumi, classificou como “positiva” a posição de Lula sobre o conflito em Gaza.

Durante o discurso, Lula criticou as ações do governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza, mas também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, afirmou Lula.

Qaddoumi disse que o presidente brasileiro “escolheu estar do lado certo da história” e afirmou que Lula atua em defesa dos direitos dos palestinos. A posição de Lula sobre o conflito já havia sido elogiada pelo Hamas em 2024, após declarações do presidente brasileiro contra as ações israelenses em Gaza.

Com informações de Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esses são os tipos de pessoas que ele defende, não todos os jumentos que voltam nele, só aqueles envolvidos com coisa errada.

  2. Está bom demais. Está ótimo. PT é isso, só não vê o lamaçal em que esse partido está afundando o país quem faz muita força pra não enxergar.

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