Diversos

De ansiedade a depressão: após quase um ano, crianças vivem consequências da pandemia

Foto: Luísa Tenente/G1

Ansiedade, depressão, regressão no desenvolvimento e piora de quadros de déficit de atenção e sintomas do autismo. Estas são algumas constatações de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisa as consequências decorrentes das restrições impostas pela pandemia a crianças e adolescentes, que estão fora da escola há praticamente um ano.

A filha mais velha da professora Elvira Beringer, Gabriela, de 11 anos, chegou a passar por psiquiatra e precisou de acompanhamento psicológico desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 em Belo Horizonte. Ela tinha acabado de mudar de escola, não teve tempo de se adaptar ao ensino remoto e, além disso, passou a ter medo de o avô, com câncer, morrer de Covid-19.

“No início, teve desmotivação por causa da internet. E também precisou de acompanhamento psicológico desde março, porque estava muito triste, com muito medo de o avô morrer por causa da Covid-19. O avô acabou morrendo, mas por causa de câncer. Ela ficou traumatizada. Chegou bem próximo da depressão”, disse a mãe.

A pesquisa coordenada por Débora Miranda, do Departamento de Pediatria da UFMG, apontou que as crianças e adolescentes foram os que sentiram maior impacto na pandemia, já que muitos adultos, aos poucos, retomaram a rotina de trabalho.

“A gente nunca espera que a criança regrida no desenvolvimento. O que a gente espera, na pediatria, é que o desenvolvimento seja uma constante. Mas a gente tem visto, durante a pandemia, a criança regredindo, perdendo habilidades que já tinha adquirido”, afirmou.

Foi o que aconteceu com a filha caçula de Elvira, Manoela Beringer, de apenas 2 anos. A menina ainda não frequentava a escola no ano passado, mas sempre interagia com outras crianças quando ia ao Parque Ecológico Marcos Mazzoni, no bairro Cidade Nova, Região Nordeste de Belo Horizonte. Quando a pandemia chegou, a família ficou trancada em casa nos primeiros seis meses.

“Minha filha já começava a juntar algumas sílabas, a falar algumas coisas. Mas seis meses sem pôr o pé pra fora de casa, ela parou. Isso aconteceu também com outra mãe que conheci no parquinho. A filha de 3 anos parou de falar ‘mamãe e papai’”, contou Elvira, que espera a reabertura das escolas infantis para matricular a menina.

A expectativa do retorno também é grande para a doméstica Andréa de Oliveira. Ela tem três filhos, o mais novo diagnosticado com uma doença rara. Os dois mais velhos, Luiz Henrique, de 17 anos, e Ana Carla, de 16, estão nos anos finais do ensino médio. Ambos tiveram aulas remotas. “Minha internet não é tão boa, não, mas eles faziam as atividades, porque senão, não recebiam a cesta básica”, contou.

A filha aproveitou a pandemia para arrumar emprego.

“Minha filha tava tão nervosa que arrumou emprego. Isso foi até bom, né? Não sei o que vou fazer quando as aulas voltarem na escola. Aí ela vai estudar à noite, depois do serviço, porque parar ela não vai, não”, contou. “O mais velho, quando fizer 18 anos, já vou dar um jeito de arrumar um emprego pra ele também”, disse.

Já Luiz Henrique, que fica em casa com o irmão mais novo, engordou 40 quilos durante o último ano. Um problema recorrente entre crianças e adolescentes, segundo a professora Débora Miranda.

“A gente sabe que as crianças estão ficando de seis a oito horas de frente à TV ou ao computador. Isso piora sono, aumenta sintomas associados à doença mental. Aumenta a obesidade e todos os riscos relacionados a isso. A gente aumenta a exaustão, o cansaço das crianças”, afirmou.

Crianças especiais ficam sem amparo das escolas de BH

Por ter doença rara, o filho mais novo da Andréa, Artur, de 14 anos, precisa de acompanhamento especial na escola. Ele está matriculado em uma instituição da rede municipal do bairro Urca, próximo à casa onde mora com a mãe e os irmãos.

Durante todo o ano passado, ele ficou sem qualquer contato com as atividades escolares. E os prejuízos poderão ser ainda maiores.

“Ele ficou sem aula nenhuma, sem acompanhamento nenhum. Não vou mentir, a escola até entrou em contato, mas tudo muito devagar. Ele precisa de acompanhamento e, comigo trabalhando, não dá. Com esta pandemia, ele passou a ficar muito nervoso”, contou Andrea que, enquanto trabalha, deixa o caçula aos cuidados do irmão mais velho. “Joga celular o dia inteirinho”, falou.

O tempo prolongado de crianças e jovens dentro de casa ainda pode trazer outros problemas, segundo a pesquisadora.

“O problema não é a contaminação, mas é quando deixa com vizinha, creche clandestina, aí fica a margem de qualquer regulação. Ou quando deixa criança com outra criança. Muitas mulheres continuam trabalhando e precisam deixar com alguém. Muitas vezes estas pessoas não são adequadas. A mortalidade infantil cresceu muito no ano passado”, afirmou.

A pesquisa sobre saúde mental conduzida por ela e outros pesquisadores da UFMG está na segunda fase de aplicação de um questionário online, que ficará disponível até março. Podem participar pais com filhos de 6 a 17 anos, independente de ter participado da fase anterior.

Volta às aulas presenciais na capital ainda é incerta

Por enquanto, o único anúncio de retorno das aulas presenciais é para crianças de 0 a 5 anos, de escolas municipais e particulares de Belo Horizonte. A volta, esperada para março, ainda não tem data cravada no calendário.

“O critério para reabertura não está tão rígido mais, de termos 20 casos por 100 mil habitantes. Mas abrir escolas com a pandemia acima de 300 casos por 100 mil habitantes também não dá. Está estabilizado no alto e, com uma nova cepa chegando, as incertezas aumentam”, diz o infectologista integrante do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte Carlos Starling.

Para o Sindicato das Escolas Particulares (Sinep), o fato de não ter uma data para o retorno gera incertezas. “Há uma falta de expectativa de retorno por parte da prefeitura, a palavra que têm usado, é que ‘estamos esperançosos’, ou ‘se houver possibilidade’, sempre um ‘se’ traz insegurança, incerteza. Nossa postura desde o princípio é de ter diálogo, a favor da ciência, sem utilizar qualquer tipo de ataque ou sentimento de ódio”, diz a presidente Zuleica Reis.

Já o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais classifica o retorno agora como “irresponsável”.

“Nós, mais do que ninguém, queremos o trabalho presencial. A educação não se faz de forma virtual. Mas queremos voltar com segurança. Nós entendemos que não é o momento de voltar. Já tem duas semanas que estamos com mais de mil mortes por dia, mostrado pelo consórcio de imprensa. Isso não pode ser normal”, avalia Valéria Morato, presidente do sindicato.

Starling vê com preocupação os impactos do possível retorno das aulas presenciais, especialmente após o aparecimento da variante brasileira do vírus. “Ela acomete pessoas mais jovens com frequência maior que a cepa anterior . Exemplo clássico que nós temos disso foi a ocorrência de nove óbitos de crianças yanomamis no Amazonas. Existem muitas incertezas”, disse.

Apesar de alguns grupos de pais e de pediatras realizarem protestos na última semana pedindo o retorno às aulas presenciais em Belo Horizonte, Starling rechaça a comparação de reabertura de escolas com a de comércio.

“Esta comparação de escola e comércio a gente não faz. Em bar, as pessoas vão porque querem, vão por conta própria, interesse pessoal e não há uma obrigatoriedade de ir, não tem chamada, não tem prova”.

Para Débora Miranda, o retorno às aulas presenciais, quando ocorrer, deve ser cauteloso e facultativo. “Os pais com medo podem ter a opção de aguardar, de esperar, de preservar seus riscos. Tem gente que mora com idosos. Mas eu acho que as coisas têm que ser facultadas”, disse.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Segundo o dicionário a palavra assintomático significa não ter sintomas.portanto não ter sintomas não significa não ter o vírus.O jovem e crianças são sim transmissores sem sintomas.Se assim não fosse pq seria necessário o uso de máscaras para essa faixa etária,?

  2. Correção: NÃO é consequência da pandemia, é consequência da má gestão de governos estaduais e municipais que insistem em fechar as escolas. Esse vírus NÄO ataca crianças e adolescentes, como as próprias estatísticas comprovam. Portanto, fechar escolas é um crime contra a infância e adolescência.

    1. Não ataca crianças e adolescentes como diz.Porem.esss faixa etária tem um potencial gigantesco de transmissao .Alunos voltam pra casa após longas horas fora de casa.Ai é que mora o perigo.

    2. Crianças e adolescentes são assintomáticas e NÃO transmitem o vírus. Pesquise e confira.

    3. Direita Honesta, não é porque você não tem sintomas que você não é um vetor de transmissão, o mesmo exemplo se aplica a quem toma a vacina, não é porque está imunizado que não se pode transmitir. Pesquise e confira.

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Polícia

[VÍDEO] Moradores de condomínio em Parnamirim estariam sendo ameaçados por votar em Flávio Bolsonaro


Moradores do condomínio Ilhas do Atlântico, em Parnamirim, na Grande Natal, estariam sendo ameaçados por votar em Flávio Bolsonaro. Segundo informações divulgadas em vídeo, um homem conhecido como “Pinguim” estaria compartilhando mensagens, fotos, vídeos e áudios com ameaças a eleitores do candidato do PL.

Em uma das mensagens, o suspeito teria afirmado que faria uma lista com os nomes de quem votou em Flávio para uma possível retaliação.

Policiais das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM) foram ao condomínio à procura do homem, mas encontraram outro indivíduo, identificado como “Bicudo”. Com ele, segundo o relato, foram encontrados uma arma de fogo, drogas e um colete balístico. O material foi encaminhado à delegacia de plantão de Parnamirim.

A polícia continuava procurando o suspeito apontado como autor das ameaças.

Com informações do Via Certa Natal

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Política

DATAFOLHA: 25% dos eleitores de Flávio dizem votar nele para derrotar Lula

Foto: ALEXANDRE NETO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Um quarto dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) afirma escolher o candidato para derrotar Lula (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8). Entre os eleitores do presidente, 13% dizem votar nele para derrotar Flávio.

Considerando todo o eleitorado, 76% afirmam escolher quem consideram o melhor candidato, enquanto 19% dizem que o objetivo é derrotar o adversário.

O levantamento também mostra que 94% estão convictos de sua escolha e 6% admitem mudar de voto no segundo turno. A certeza do voto é de 94% tanto entre os eleitores de Flávio quanto entre os de Lula.

Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 2.520 pessoas nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro na Justiça Eleitoral é BR-02949/2026.

Com informações da Folha de S.Paulo

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Política

DATAFOLHA: 40% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O governo Lula (PT) é considerado ruim ou péssimo por 40% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8). Outros 35% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 24% a consideram regular.

Em uma pergunta separada sobre a aprovação do trabalho do presidente, 49% disseram desaprovar e 48% afirmaram aprovar.

Encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento ouviu 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-02949/2026.

Com informações da Folha de S.Paulo.

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Política

DATAFOLHA: Rejeição a Lula chega a 46%; Flávio tem 43%

Reprodução

Lula (PT) é rejeitado por 46% dos eleitores, enquanto 43% dizem que não votariam de forma alguma em Flávio Bolsonaro (PL), segundo a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno. A diferença é de três pontos percentuais, com empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Na pesquisa divulgada três dias antes do primeiro turno, os dois tinham 45% de rejeição. Agora, Lula oscilou um ponto para cima e Flávio, dois para baixo.

O levantamento mostra ainda que 3% rejeitam os dois candidatos e 8% não rejeitam nenhum deles. Os índices mantêm a rejeição elevada aos dois nomes que disputarão a Presidência em 25 de outubro.

Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro. O registro na Justiça Eleitoral é BR-02949/2026.

Com informações da Folha de S.Paulo.

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Geral

[VÍDEO] “TROUXA” e “BOLSONARISTA DE MERDA”: Pavanato bate boca em aeroporto com Boulos


Lucas Pavanato e Guilherme Boulos protagonizaram uma discussão no Aeroporto de Brasília, nesta quinta-feira (8), segundo vídeo divulgado pelo perfil Space Liberdade no X, antigo Twitter. Durante o bate-boca, Pavanato destacou sua votação na eleição para deputado federal.

“Fui o mais votado de São Paulo: 3 milhões de votos, seu trouxa”, provocou o deputado eleito, conforme o trecho reproduzido pela publicação. Boulos rebateu dizendo: “Estou cagando pra você, seu bolsonarista de merda”.

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Política

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Lula, Janja e deputados aliados por ataques e informações falsas na campanha

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em quatro ações, defesa do candidato denuncia disseminação de informações sem comprovação, acusações sobre cortes de programas sociais e tentativa de provocar medo no eleitorado

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a ofensiva jurídica contra a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre quarta-feira (7) e quinta-feira (8), foram protocoladas quatro novas ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, a primeira-dama Janja e os deputados André Janones e Lindbergh Farias. As medidas questionam publicações que, segundo a defesa, divulgam informações falsas sobre propostas de governo e tentam influenciar o eleitorado por meio do medo.

As ações contestam acusações de que Flávio pretende acabar com programas sociais, reduzir aposentadorias, retirar direitos trabalhistas e até favorecer o crime organizado. Os advogados comprovam que as afirmações não encontram respaldo no plano de governo registrado no TSE.

*Lula é acusado de espalhar informações falsas sobre programas sociais*

Em uma das ações, a defesa contesta vídeo publicado por Lula no Instagram afirmando que Flávio Bolsonaro cortaria R$ 200 bilhões do orçamento, atingindo programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo.

Segundo os advogados, o presidente utiliza uma manchete jornalística para dar credibilidade a acusações que não constam da reportagem apresentada como referência.

A defesa ressalta que o plano de governo de Flávio prevê expressamente a manutenção dos programas sociais existentes. A ação pede a retirada do conteúdo e direito de resposta.

Em outra representação, a campanha questiona a propaganda intitulada “Se Flávio vence, você perde”, que afirma que os brasileiros perderiam medicamentos gratuitos, aposentadorias e o sonho da casa própria.

A peça também associa o candidato ao crime organizado, afirmando que “a milícia vai ter um amigo no cargo mais alto da República”.

A defesa classifica a acusação como uma imputação grave, sem comprovação, e pede a remoção da propaganda, além da proibição de sua reprodução.

*Janja é acionada por vídeo sobre crime organizado e pandemia*

Outra representação tem como alvo a primeira-dama Janja, que publicou vídeo afirmando que, com Flávio Bolsonaro na Presidência, o crime organizado dominaria o Brasil e uma nova pandemia provocaria novamente a abertura de covas.

“Com Flávio Bolsonaro na presidência, ele vai dominar o Brasil”, declarou Janja, referindo-se ao crime organizado.

A defesa sustenta que a publicação ultrapassa os limites da crítica política e apresenta previsões alarmistas como fatos certos, sem indicar provas ou propostas que sustentem as afirmações.

A ação pede a retirada imediata do vídeo das redes sociais.

*Janones e Lindbergh são acusados de inventar propostas sobre aposentadorias*

A quarta ação envolve os deputados André Janones e Lindbergh Farias, que gravaram um vídeo em frente ao Ministério da Fazenda atribuindo a Flávio propostas de elevar a idade mínima de aposentadoria para 70 anos, desvincular os benefícios do salário mínimo e estabelecer jornadas de até 12 horas diárias.

“Esse é o programa do Flávio Bolsonaro”, afirmam os parlamentares na gravação, incentivando o compartilhamento do conteúdo, especialmente entre aposentados.

Para a defesa, a utilização da fachada do Ministério da Fazenda busca conferir aparência de informação oficial a propostas que, segundo os advogados, não existem.

Os parlamentares também são questionados pelo uso de expressão ofensiva contra o candidato. A ação solicita direito de resposta.

As quatro medidas apontam, sob diferentes fundamentos jurídicos, o que a defesa considera uma estratégia de atribuir ao candidato propostas inexistentes e consequências alarmistas de uma eventual vitória eleitoral.

As ações estão sob análise do TSE e incluem pedidos de remoção de conteúdos, direito de resposta e outras providências previstas na legislação eleitoral.

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Política

DATAFOLHA: Flávio abre segundo turno com 52% dos votos válidos; Lula tem 48%

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula (PT), na primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno. A vantagem numérica é de quatro pontos percentuais.

Nos votos totais, Flávio tem 49% e Lula, 45%. Outros 5% dizem que votarão em branco ou nulo, enquanto 1% está indeciso. O cálculo dos votos válidos exclui esses grupos.

O levantamento também mostra que 46% dos eleitores que votaram em Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema no primeiro turno pretendem votar em Flávio. Lula recebe 32% nesse grupo, enquanto 15% optam por branco ou nulo.

Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios nos dias 6 e 7 de outubro. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-02949/2026. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Com informções da Folha de São Paulo

 

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Política

Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

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O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) decidiu, nesta quinta-feira (8),  apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. Cury condicionou sua decisão ao cumprimento de oito acordos assumidos publicamente por Flávio, que assinou um Termo de Compromisso Público com o Brasil.

Entre os pontos estão o fim da reeleição presidencial, uma revolução na educação, valorização dos professores, ampliação da telemedicina no SUS, proteção às mulheres, fortalecimento do cooperativismo, financiamento para microempresas e aumento da produção de alimentos.

O documento também estabelece o compromisso de pacificação nacional, com Flávio afirmando que pretende governar para brasileiros de direita, esquerda, centro e para quem não se identifica com nenhuma corrente ideológica.

Cury afirma que o apoio decorre, entre outros pontos, de sua defesa da alternância de poder. O documento deixa claro ainda que o apoio não impede cobranças, críticas e questionamentos sobre o cumprimento dos compromissos assumidos.

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Política

Ato pró-Lula mobiliza estudantes e expõe pressão política nas instituições federais

Reprodução

Uma mobilização de estudantes da área da Saúde em apoio ao presidente Lula tomou as ruas de Natal nesta quinta-feira (8), em frente às instituições de ensino federal. O ato reuniu os apoiadores em frente HUOL e IFRN, posteriormente seguindo para a Praça Cívica, onde os manifestantes continuam reunidos.

A convocação que circulou nas redes sociais foi organizada com horário definido, orientação para confecção de cartazes, deslocamento em grupo, uso de roupas vermelhas ou camisas dos cursos e até instruções específicas para o momento da fotografia.

O material também orienta os participantes a não utilizarem crachás institucionais durante o ato e pede que os estudantes mantenham uma postura pacífica e organizada para transmitir a mensagem do movimento.

O Blog do BG tem recebido sucessivas denúncias de que estudantes que não são apoiadores de Lula tem sido coagidos, transformando o ambiente das instituições federais em espaço de disputa política.

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Política

APENAS UM MANDATO: Flávio diz que não disputará reeleição se chegar à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que, se eleito presidente, quer que o fim da reeleição já alcance seu próprio governo. O candidato também deixou para o Congresso Nacional a definição sobre manter o mandato de quatro anos ou ampliá-lo para cinco.

“Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato”, declarou. Flávio disse que não pretende disputar a reeleição em 2030 e que usará a força política de um presidente recém-eleito para tentar aprovar a mudança.

A PEC apresentada por ele em março proíbe a reeleição consecutiva para presidente, mas mantém essa possibilidade para governadores e prefeitos. O Congresso, segundo ele, poderá definir se a proibição também será estendida aos demais cargos.

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