Judiciário

Decisão de Lewandowski pode ou não dar brechas de Lula reverter inelegibilidade

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, de conceder acesso à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva às provas da operação Spoofing pode significar a reversão da inelegibilidade do petista. Na segunda-feira (28), o ministro determinou a disponibilização aos advogados do conteúdo, com menções diretas ou indiretas ao ex-presidente, apreendido na investigação do grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades.

Lewandowski também determinou que conversas sobre processos e investigações contra o petista sejam entregues à defesa, no prazo de dez dias. As mensagens foram trocadas entre procuradores da operação Lava Jato em Curitiba e o ex-juiz federal Sergio Moro, que conduzia os casos na Justiça Federal do Paraná. Parte do material foi publicado pelo site The Intercept Brasil e outros veículos de imprensa.

A Polícia Federal (PF) prendeu, em julho de 2019, o hacker Walter Delgatti Neto, acusado de invadir o celular dos procuradores e de outras autoridades. Ele e outros suspeitos foram presos na operação Spoofing. Segundo a PF, mais de mil números de telefone foram alvos da ação do grupo de hackers. Na casa de um dos presos, a PF encontrou R$ 100 mil.

Decisão mostra que mensagens são autênticas?

A decisão de Lewandowski dessa segunda-feira (28) traz um componente novo ao episódio do vazamento das mensagens na imprensa. Segundo o ministro, a PF constatou, através de uma perícia no material, que o conteúdo não sofreu alterações.

Uma das linhas de discurso dos procuradores e de Moro ao se referir ao episódio era alegar que o conteúdo poderia ter sido editado pelo hacker antes de entregar as mensagens aos jornalistas. Moro e os procuradores afirmavam que não reconheciam a autenticidade das conversas divulgadas.

Segundo Lewandowski, porém, a PF concluiu que não houve alterações. O ministro destacou em sua decisão trechos de relatórios da PF sobre o tema.

“Todos os dispositivos arrecadados foram submetidos a exames pelo Serviço de Perícias em Informática do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que objetivaram a extração e análise do conteúdo do material, com a elaboração de Laudo Pericial de Informática específico para cada item aprendido”, diz um dos trechos destacados.

“Dessa forma, qualquer alteração do conteúdo em anexo aos Laudos (remoção, acréscimo, alteração de arquivos ou parte de arquivos), bem como sua substituição por outro com teor diferente, pode ser detectada”, diz outro trecho.

A advogada Juliana Bertholdi, pós-graduada em Direito Público com ênfase em Direito Penal e Processual Penal, porém, faz um alerta sobre a possível autenticidade das mensagens.

“Da decisão proferida, pode-se depreender que todo o material que consta da Ação Penal 1015706-59.2019.4.01.3400 (Operação Spoofing) foi devidamente periciado. Não consta, no entanto, qualquer comparação expressa com o material que veio à tona na mídia. Assim, a decisão é insuficiente para concluir sobre a autenticidade da integralidade do material disponibilizado nas reportagens realizadas até o momento, ou mesmo para negar-lhes veracidade”, explica.

Na decisão, Lewandowski também ressalta a necessidade de manter em sigilo o conteúdo que não diz respeito a Lula. “Considerando que os arquivos arrecadados compreendem cerca de 7 TB de memória, envolvendo inclusive terceiras pessoas, advirto que os dados e informações concernentes a estas deverão permanecer sob rigoroso sigilo”, escreveu o ministro.

Então ministro da Justiça, Moro chegou a dizer que as provas da Operação Spoofing seriam apagadas para não expor as conversas de autoridades hackeadas. O STF proibiu a destruição de provas.

Lula quer reverter condenações da Lava Jato

Com o material em mãos, a defesa de Lula pode usar as mensagens para reforçar argumentos de que os processos contra o petista foram conduzidos de forma ilegal pela força-tarefa da Lava Jato e por Moro.

“Quanto à destinação do material, caberá aos defensores delinear a estratégia de sua utilização, a depender do conteúdo que for encontrado. Seu uso em favor da Defesa é lícito em qualquer processo respondido pelo ex-presidente” explica Bertholdi.

Lula foi condenado em segunda instância em dois processos da Lava Jato. O primeiro foi o caso do tríplex no Guarujá. Ele já está sendo analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o ex-presidente já cumpriu parte da pena preso em Curitiba.

O segundo caso é o do sítio em Atibaia, que não chegou ao STJ para ser analisado e ainda aguarda o fim da tramitação em segunda instância.

Por causa da condenação concluída em segunda instância, a do tríplex, Lula foi impedido de concorrer à eleição de 2018, por ser considerado ficha suja. Uma anulação da sentença mudaria o quadro. “Caso as condenações que hoje obstam sua candidatura pela Lei da Ficha Limpa sejam revertidas por atuação dos defensores do ex-presidente, Lula poderá concorrer em 2022”, explica Bertholdi.

Suspeição de Moro

A principal aposta da defesa de Lula para reverter a condenação está em um habeas corpus no STF. O documento pede que Moro seja considerado parcial ao julgar o ex-presidente. A alegação da defesa é de que Moro agiu politicamente ao condenar o petista.

Mesmo os casos já sentenciados podem ser revistos a partir da apresentação de novas provas, segundo Bertholdi. “Caso seja comprovado que havia de fato atuação imparcial do julgador e auxílios prestados ao Ministério Público, impactando na paridade de armas com a Defesa, deve-se inclusive reconhecer a nulidade absoluta do processo, que pode ser arguida e reconhecida a qualquer tempo”, explica a advogada.

As mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil já haviam sido anexadas ao pedido em 2019. O caso está parado na Segunda Turma após um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) do ministro Gilmar Mendes.

Nesse processo, os ministros Edson Fachin (relator) e Cármen Lúcia já votaram contra o pedido de Lula. Faltam os votos de Gilmar Mendes e Lewandowski, que são críticos ferrenhos da Lava Jato e devem aderir à tese da defesa, e do novo ministro do STF, Kassio Nunes Marques, indicado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A defesa também aguarda no STF o julgamento de um pedido de suspeição dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato. O caso ainda não tem previsão para ser analisado pelos ministros da Segunda Turma.

A defesa do ex-presidente Lula afirmou que não vai se manifestar sobre a decisão de Lewandowski.

De onde veio a decisão de Lewandowski a favor de Lula

Lula tentou ter acesso aos dados apreendidos na operação Spoofing diversas vezes. Em julho, a defesa já havia entrado com um habeas corpus pedindo acesso às conversas. O caso foi enviado por Edson Fachin para análise do Plenário e ainda não foi julgado.

O pedido atendido por Lewandowski nesta semana foi feito no âmbito de uma reclamação envolvendo o acordo de leniência da Odebrecht. O HC chegou ao STF depois que a Lava Jato de Curitiba afirmou não ter documentação referente às comunicações feitas com autoridades dos Estados Unidos sobre a leniência da empreiteira.

Uma reportagem da Agência Pública, porém, mostrou que o MPF e autoridades norte-americanas mantiveram conversas sobre o acordo de leniência. A matéria se baseia em mensagens trocadas entre procuradores.

“As informações prestadas pela força-tarefa da ‘lava jato’ são incompatíveis com a lógica, com outros elementos existentes nos autos originários e, ainda, com a densidade normativa contida nos acordos firmados pelo Brasil com os Estados Unidos e com a Suíça em matéria de cooperação penal internacional”, disse a defesa de Lula na peça encaminhada ao STF.

Lewandowski já havia determinado que a Lava Jato desse acesso à Lula ao material do acordo de leniência, o que acabou paralisando uma ação penal contra o petista no Paraná, que teve parte dos crimes prescrita em dezembro, por causa da demora no julgamento.

Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. Está tudo combinado, e a anulação das condenações dos maiores ladrões da história da humanidade será feita a conta-gotas, para não chocar a sociedade brasileira de uma só vez. Os criminosos de colarinho branco são como Ed Kemper, Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, Dennis Rader, etc: são psicopatas que roubam bilhões
    do dinheiro público e não sentem nenhum remorso quando falta dinheito para a Educação, Saúde e Segurança Pública. O pior de tudo é que esses canalhas têm uma "rede de proteção" na imprensa e no judiciário.

  2. Nunca votei num 13, mas se provar que é inocente na próxima voto em Lula para reconhecer que Bolsonaro tem razão e a Lava Jato já passou da hora de acabar. Se a justiça errou, vamos ter que corrigir.

  3. Esse Rato molhado, não ganha mais eleição nem pra síndico.
    Só em lembrar que já votei nesse ladrão, me dá nojo.

  4. Eita, cadê o grande “herói” Sérgio Moro, cabo eleitoral de Bozo que trocou trabalhar na campanha dele por uma vaga no STF????
    Parece que o gado tem bandido de estimação mesmo.
    Muuuuuu

  5. LULA gigante…quando Moro for estudado tão somente como um péssimo exemplo de juiz nos livros de história, Lula ainda vai ser estudado como o maior Presidente que esse país já teve…
    Viva Lula e a esquerda…..e vcs, que usam argola nas ventas, preparem as bundas pra tomar ozônio…muuuummmmmmmmmmmm

    1. E os bilhões de reais recuperados por Moro e que tinham sido roubado da nação quando luladrão era comandante? Foi doação? A justiça recuperou injustamente? os acordos de delação e devolução das fortunas eram forjados? Ah tá

    2. Quis dizer o maior ladrão, né? Kkkkkk
      Relaxa que dói menos! Vão idolatrar o nhonho, ele tá querendo ressuscitar o PT! O tal partido que, quando votou a favor do impeachment da Wanda, disse que rasgava a constituição. Hoje tá usando pra ver se consegue alguma coisa.

    3. Lula o maior de todos os ladrões.
      Nada nem ninguém vai mudar.
      Já está na história.

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CLÁUSULA DE BARREIRA: MP defende soma de votos de partidos que se unirem após eleição para garantir acesso ao Fundo Partidário

Foto: Isadora Pereira/g1

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu que o Avante e a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, possam somar os votos obtidos separadamente nas eleições de 2026 para atingir a cláusula de barreira. O parecer foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (29) e gerou questionamentos de especialistas.

A soma dos votos permitiria ao grupo cumprir a cláusula de desempenho e ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão. Separadamente, tanto o Avante quanto a federação ficaram abaixo dos critérios exigidos em 2026.

O Avante já aprovou seu ingresso na federação, que também autorizou a entrada do partido. As legendas aguardam agora a decisão do TSE e pedem uma autorização provisória antes de 1º de janeiro de 2027, quando começa a próxima legislatura.

A PGE argumenta que, embora os votos não possam ser somados para alterar o quociente eleitoral ou a distribuição de cadeiras, não há impedimento para que sejam considerados conjuntamente no cálculo da cláusula de barreira.

O entendimento foi criticado pelo professor de Direito Constitucional Gustavo Sampaio, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Para ele, como as legendas disputaram as eleições separadamente, não deveriam ter direito a somar os resultados posteriormente para obter acesso aos recursos públicos.

“Se o partido concorreu isoladamente, se a federação concorreu isoladamente, eu quero acreditar que ela não tendo superado a cláusula de barreira perde acesso ao Fundo Partidário”, afirmou.

A federação, por sua vez, sustenta que a união não altera o resultado eleitoral, a lista de eleitos ou a distribuição de vagas. A PGE também citou uma decisão anterior do presidente do TSE, Nunes Marques, sobre o cálculo da cláusula de barreira, para reforçar o entendimento de que mudanças posteriores podem afetar apenas o acesso aos recursos e à propaganda eleitoral.

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Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar dívida de R$ 340 milhões

Foto: Divulgação

A Chilli Beans, rede brasileira de óculos e acessórios fundada por Caito Maia, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial nesta sexta-feira (30) para renegociar uma dívida de R$ 340 milhões. O acordo com os principais credores também prevê um aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação da empresa.

A negociação envolve Itaú, Akron Capital e Vega Asset. Segundo a companhia, o plano estabelece novas condições e prazos para o pagamento das dívidas com instituições financeiras, sem incluir fornecedores, funcionários e outros parceiros comerciais.

Caito Maia atribuiu o endividamento principalmente aos juros elevados e ao aumento da inadimplência entre os franqueados. Segundo ele, o índice chegou a 22% no período pós-pandemia, mas atualmente está em torno de 4%.

Apesar das dificuldades financeiras, a rede mantém cerca de 900 franquias no Brasil e está presente em mais de 14 países. Em outubro, abriu nove pontos de venda no mercado brasileiro e outras quatro unidades na América do Sul.

O faturamento passou de R$ 890 milhões em 2023 para R$ 1 bilhão em 2025. Para 2026, porém, a expectativa da empresa é de R$ 940 milhões, uma redução de 6% em relação ao ano anterior.

A recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com os credores novas condições para quitar suas dívidas, com posterior submissão do acordo à Justiça para homologação.

A Chilli Beans se prepara para completar 30 anos em 2027 e pretende manter os planos de expansão, mas com maior atenção à eficiência financeira.

“Eu sempre tenho boas expectativas para a Chilli Beans, mas ano que vem será um período de muito mais foco em qualidade e eficiência do que quantidade, especialmente em períodos de taxas de juros tão elevados”, afirmou Caito Maia.

Com informações de Exame

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LUDOPATIA: Afastamentos do trabalho por vício apostas batem recorde em 2026

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O número de trabalhadores afastados por vício em apostas chegou a 377 entre janeiro e agosto de 2026, superando os 312 registros de todo o ano passado. Os dados da Previdência Social, levantados pelo g1, representam um recorde e apontam o avanço da ludopatia no país.

O impacto financeiro também cresceu. Apenas até agosto deste ano, os benefícios concedidos somaram R$ 1,9 milhão. Desde junho de 2023, o custo para a Previdência chegou a pelo menos R$ 4,8 milhões.

A alta acompanha a expansão das apostas on-line. Até 2022, os afastamentos por ludopatia giravam em torno de dez por ano.

Especialistas alertam, porém, que os números não representam toda a dimensão do problema: o levantamento considera apenas segurados do INSS afastados por mais de 15 dias e casos registrados especificamente como jogo patológico. Pessoas com ansiedade e depressão relacionadas às apostas podem aparecer em outras classificações médicas.

Ludopatia

Reconhecida como doença pela psiquiatria desde 1980, a ludopatia tem mecanismos semelhantes aos da dependência de álcool e outras drogas. Segundo especialistas, o acesso permanente aos jogos pelo celular tornou o tratamento ainda mais desafiador. Não há pesquisas nacionais recentes sobre o problema. O levantamento mais atual citado é de 2023, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que estimou em 1,4 milhão o número de brasileiros com uma relação problemática com apostas.

O setor também enfrenta controvérsias sobre a fiscalização das plataformas. Enquanto empresas defendem que regras e mecanismos de controle ajudam a identificar jogadores em risco, especialistas questionam a eficácia dessas medidas. Uma casa de apostas anteriormente autorizada é investigada pelo Ministério Público por oferecer atendimento personalizado pelo WhatsApp e bebida alcoólica a uma cliente com ludopatia.

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Simone Tebet ganha força para vaga no STF em lista de cotados do governo Lula


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aliados da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet levaram seu nome ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como opção para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o fim de seu mandato, o chefe do Executivo terá a prerrogativa de indicar três magistrados para a Corte: além do assento vago com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso, novas duas vagas serão abertas com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Segundo interlocutores do Planalto, Lula já decidiu que reservará ao menos uma das indicações a uma mulher, restando definir a qual das vagas ela será destinada. Mestre em Direito pela PUC-SP, ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ex-professora universitária, Tebet aproximou-se do presidente ao apoiá-lo no segundo turno das eleições de 2022. Recentemente, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo, mas não se elegeu. Além de seu nome, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira também é cotada para integrar a Corte.

O cenário de escolhas ocorre após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Barroso. Apesar da recusa parlamentar, o presidente sinalizou a intenção de reapresentar o nome de Messias à apreciação da Casa.

Outro cotado para compor a lista de indicados é o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco. A escolha de Pacheco conta com a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tem o respaldo de integrantes do próprio STF.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo/Estadão

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Fachin acelera análise e planeja encerrar inquérito das fake news até dezembro


Foto: Fellipe Sampaio

Após o encerramento do período eleitoral, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, intensificou o ritmo de análise das apurações derivadas do inquérito das fake news. A investigação, aberta de ofício em 2019 e mantida por sete anos e meio sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, reuniu 104 procedimentos paralelos e somou cerca de 12 mil páginas ao longo de sua tramitação.

Desde que assumiu a condução do processo no início deste mês, Fachin determinou o arquivamento dos oito primeiros processos examinados. A intenção do presidente do STF é concluir o pente-fino em todo o acervo e promover o encerramento definitivo do inquérito até o fim de dezembro.

A maioria dos arquivamentos efetuados até o momento teve como base pareceres emitidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR tem apontado a fragilidade dos conjuntos probatórios, a impossibilidade de avanço das diligências e a perda dos prazos legais para a conclusão das investigações. Entre os casos já encerrados está uma apuração sobre o ativista Guilherme Fiuza, arquivada por prescrição do suposto delito, e um procedimento contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro relativo a um fato pelo qual já havia sido julgado pela própria Corte.

Em nota recente, o ministro ressaltou que a gestão busca finalizar o caso com transparência. “Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos”, escreveu Fachin.

Histórico da apuração

Identificado sob o número 4.781, o inquérito das fake news gerou, desde a sua instauração, a análise de 325 apurações sigilosas no STF. Inicialmente focado em apurar ataques e críticas dirigidas à Corte e a seus integrantes, o procedimento teve seu escopo ampliado ao longo dos anos.

Recentemente, a inclusão do ministro André Mendonça no rol de investigados por Moraes — com base em relatório policial classificado como “sem valor probatório” — levou Fachin a desmembrar o pedido e defender o encerramento formal do inquérito.

Com informações do Estadão

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Tiroteio em loja de Halloween deixa um morto e seis feridos nos EUA


Foto: Reprodução/Noteworthy News

Um tiroteio ocorrido na noite dessa sexta-feira (30/10) em uma loja de artigos festivos na Califórnia, nos Estados Unidos, deixou uma pessoa morta e outras seis feridas. O ataque foi registrado no estabelecimento temporário Spirit Halloween, localizado dentro do shopping Solano Town Center, na cidade de Fairfield.

De acordo com o chefe de polícia local, Dan Marshall, três das vítimas feridas permanecem em estado crítico. O autor dos disparos fugiu do local após o ataque e continuava foragido até a última atualização da corporação.

Em nota oficial, a Polícia de Fairfield informou que detetives estão ouvindo testemunhas e colhendo elementos no local para identificar o atirador. O escritório do FBI em Sacramento anunciou o envio da sua Equipe de Resposta a Evidências (Evidence Response Team) para prestar apoio às investigações e solicitou que o público evite a região do shopping.

O caso em Fairfield ocorreu no mesmo dia em que outro tiroteio fatal foi registrado em uma unidade da mesma rede no estado de Michigan. Na ocasião, um homem foi atingido durante uma discussão no período da tarde, sendo socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro cogita disputar a Presidência antes de 2030


Vídeo: Reprodução/Metrópoles/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em transmissão ao vivo realizada no Instagram a partir dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30), que está disposto a disputar a Presidência da República antes do próximo pleito presidencial regular, previsto para 2030. O parlamentar abordou o tema ao comentar os desdobramentos de sua atuação política e a estratégia de oposição no Congresso Nacional.

Durante a transmissão, Flávio declarou que pretende manter atuação pública no exterior e colocou seu nome à disposição para concorrer ao Palácio do Planalto. Em seguida, ressaltou que sua fala não se limitava ao calendário eleitoral ordinário, conclamando seus apoiadores a se manterem unidos.

A declaração ocorre no contexto de ações movidas por interlocutores e aliados de sua base política que buscam contestar a chapa composta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A eventual procedência de recursos dessa natureza poderia, em tese, levar a novas determinações sobre o comando do Executivo federal.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Deus me livre. espero que lula e essa familia chibata deixem a gente em paz. Inferno sem fim é esse?

  2. Tem que entender que esse ciclo de embate que só prejudica o país tem de acabar. A direita precisa rever seus conceitos e nso pode ser refem de uma família. Ela nso é dona dos votios. Ninguém é. Os votos são do povo. Novas lideranças devem assumir o processo de renovação. Para nso cair na mesmice de velhas lideranças, não pode seguir o caminho da esquerda, onde Lula jamais permitiu o surgimento de uma sombra qye fugisse ao seu controle. Qualquer outra nova cabeça teria vencido o cansado Lula, nso fosse a teimosia de impor um nome Bolsonaro.

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Geral

Lula endurece critérios para ceder ministérios e exige meta de votos do Centrão no Congresso


Foto: Ricardo Stuckert

Após ser reeleito para o seu quarto mandato presidencial em uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja adotar critérios mais rigorosos na negociação de cargos e ministérios com os partidos do Centrão.

Segundo interlocutores do Partido dos Trabalhadores (PT), a postura de Lula em relação ao bloco que apoiou majoritariamente a candidatura de oposição durante a campanha será marcada pela cobrança prévia de fidelidade parlamentar. A nova diretriz visa exigir das siglas compromissos formais quanto ao número de votos que cada bancada conseguirá entregar às pautas do Executivo no Congresso Nacional.

A mudança no tom das negociações busca evitar o impasse vivenciado na gestão anterior, quando legendas contempladas com pastas no governo não garantiram o apoio esperado nas votações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Apesar do endurecimento dos termos, os canais de interlocução já foram abertos. Emissários da gestão petista iniciaram contatos com caciques partidários para estruturar a base governista. Entre os encontros previstos está uma reunião entre Lula e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Geral

Flávio Bolsonaro diz que decidiu deixar o país com a esposa após alerta do pai


Foto: Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo a Miami, nos Estados Unidos, descumprindo o prazo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seus passaportes. Em transmissão ao vivo realizada no Instagram nesta sexta-feira (30), o parlamentar afirmou que a decisão de sair do país foi tomada em sigilo com sua esposa, Fernanda, após receber um alerta de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o relato de Flávio, a conversa com o ex-presidente ocorreu na última segunda-feira, ao final de uma visita de 30 minutos. Na ocasião, agentes da Polícia Federal aguardavam o senador para notificá-lo da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinava a apreensão de seus documentos de viagem. O parlamentar afirmou que o pai se emocionou ao se despedir e que ambos interpretaram a medida como o início de uma nova fase de ações judiciais.

O senador justificou a saída sob a alegação de que poderia ser alvo de novas restrições e utilizado como “moeda de troca” em eventuais negociações políticas envolvendo o ex-presidente. Durante a live, criticou a atuação de integrantes do Judiciário, defendeu aliados de críticas internas da oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado. Flávio também afirmou que pretende manter atuação política no exterior e manifestou disposição para disputar a Presidência da República no futuro.

A ordem do STF para a entrega dos passaportes foi proferida no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões financeiras entre o senador e o advogado Willer Tomaz. Entre os pontos investigados está a atribuição de perfil administrador ao parlamentar em uma conta bancária da empresa Alcazar Holding. Além disso, Flávio é alvo de apuração relatada pelo ministro André Mendonça sobre a captação de recursos para o filme Dark Horse. O senador nega a prática de qualquer irregularidade em ambos os casos.

A defesa informou à Justiça que não conseguiu contato com o senador antes do encerramento do prazo fixado para a entrega dos documentos, às 11h de terça-feira. A saída não comunicada surpreendeu aliados políticos, que defendiam sua permanência no país para exercer a liderança da oposição no Congresso Nacional.

Com informações de O Globo

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Política

Alcolumbre pauta PEC da Segurança para terça-feira (03) enquanto Governo Lula manobra para evitar derrota na redução da maioridade penal

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira(03) a votação da PEC da Segurança Pública após o texto ser retirado da pauta pois o governo não contava com os 49 votos necessários para aprovação.

A tensão principal gira em torno da tentativa do Governo de evitar a inclusão de emendas que tratam da redução da maioridade penal para crimes hediondos, pauta encampada pela oposição. O presidente Lula, que condiciona a própria criação do Ministério da Segurança à promulgação da matéria, tenta adiar o debate sobre a maioridade enquanto articuladores governistas já desenham o fatiamento do texto. A manobra visa promulgar apenas os trechos consensuais de integração das polícias e devolver a pauta do endurecimento penal para a Câmara, evidenciando a incapacidade da bancada governista de liquidar a votação no Senado de forma integral.

A proposta, que estabelece o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição para integrar as forças policiais e impor restrições duras ao crime organizado — como o fim das saídas temporárias e a prisão obrigatória em estabelecimentos de segurança máxima —, virou o pivô de um forte impasse entre o Palácio do Planalto e a oposição.

Com informações do G1

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