Deltan Dallagnol recusa promoção para continuar na Lava-Jato em Curitiba

Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo

Coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol decidiu não concorrer à promoção a uma vaga de procurador regional da República, responsável pela atuação na segunda instância da Justiça Federal. Ele apresentou nesta segunda-feira carta ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) em que recusa a hipótese de promoção para poder continuar à frente da coordenação da força-tarefa Lava-Jato em Curitiba (PR). Ele exerce a função há pelo menos cinco anos.

Se não tivesse apresentado a carta, o procurador estaria apto a ser escolhido para umas das dez vagas em aberto — nove delas em Brasília (DF) e uma em Porto Alegre (RS) —, e com isso seria obrigado a deixar a força-tarefa no Paraná.

A escolha de nomes se dá por critérios de merecimento e antiguidade, analisados em reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), marcada para o próximo dia 5 de novembro.

Atualmente, Deltan ocupa o posto de coordenador na condição de procurador natural de processos motivados por investigações originárias em Curitiba. Nos últimos anos, procuradores regionais foram cedidos à força-tarefa, mas sempre mediante autorização do Procurador-Geral da República (PGR).

Ele tinha até esta segunda-feira para apresentar uma recusa à promoção. No MPF desde 2003, o procurador integra o grupo que reúne um quinto dos procuradores mais antigos na carreira, aptos a serem promovidos por merecimento.

“A decisão foi tomada após conversar com os demais procuradores da força-tarefa e tomou em conta aspectos pessoais e profissionais”, informou Deltan na tarde desta segunda-feira, em nota divulgada por sua assessoria.

Procuradores próximos ao chefe da Lava-Jato vinham defendendo sua promoção como estratégia para tentar reduzir a pressão por sua saída do posto, em função do vazamento de suas mensagens particulares trocadas com diversos interlocutores por meio do aplicativo Telegram. O procurador resistia à ideia, por entender que o teor das mensagens não compromete o trabalho à frente do grupo anticorrupção.

O Conselho Superior do MPF é presidido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que nos últimos meses foi crítico ao que classificou de “personalismo” na atuação de procuradores em ações de combate à corrupção, citando o exemplo da Lava-Jato.

Atualmente Deltan é alvo de nove reclamações em outra instância: no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Nenhum deles tem relação com suas mensagens privadas que foram tornadas públicas, mas com manifestações públicas do procurador sobre temas relacionados ao combate à corrupção.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dr. Veneno disse:

    Inamovibilidade. É uma das características e prerrogativas do MP.

  2. Flavio disse:

    Vai sobrar para os vagabundos, com uma decisão dessas. Kkkkk

  3. Olavo disse:

    Sem o coach Moro, ele não arrisca maiores responsabilidades.

  4. rocha disse:

    Homem probo e que tem vergonha na cara, age desta forma… mostra para todos que dinheiro e vaidade não cabem na sua bagagem.
    Pena que os componentes do "stf" não pensam e agem desta maneira.

  5. Pablo disse:

    Alguém tem dúvidas que esse BRASILEIRO luta contra a corrupção na merda desse Brasil. Parabéns Deltan.

    • Eu disse:

      Os patrocinadores das palestras também não tem dúvidas.

    • Waldemir disse:

      Eu essa e para você
      Uma aranha morde um cidadao ele vira o HOMEN ARANHA
      Um gato morde uma cidadã ela vira
      MULHER GATO
      Um jumento morde um cidadão ele vira
      PETISTA

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