Política

Dilma impressionou

Perfeito o editorial do Estadão de hoje. Assino em baixo e publico:

De volta ao hotel onde estava hospedada em Nova York, depois de pronunciar, como compete ao Brasil, o discurso de abertura de nova sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff fez uma breve pausa antes de se preparar para a etapa seguinte de sua agenda – encontros bilaterais com os chefes de governo do Chile, Colômbia, França e Grã-Bretanha – e compartilhou uma Veuve Clicquot com membros de sua comitiva. Havia, de fato, o que comemorar. Durante 25 minutos, diante de líderes e representantes diplomáticos de 194 países, ela fizera um pronunciamento que impressionou pela limpidez, correção e maturidade, para expor a posição do País em relação às questões centrais da atualidade mundial.

Poderia se ressaltar ainda o vigor de sua fala, mas esse atributo, por si só, não torna mais respeitáveis os argumentos desfiados. É o caso do ranço ideológico que permeava, ano após ano, a contundente oratória do então presidente Lula naquela mesma tribuna. Foi um alívio não ouvir de Dilma, por exemplo, a descrição maniqueísta do mundo dividido entre a cupidez do Norte e os padecimentos do Sul, marca registrada da visão simplória de seu antecessor sobre a natureza e a solução dos problemas internacionais. Já para Dilma, mais importante do que execrar os culpados pela presente crise econômica é promover “um novo tipo de cooperação” entre países emergentes e desenvolvidos. Porque a crise, indicou, é também de “governança e coordenação política”.

Trata-se de “substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo”. De mais a mais, se os Estados Unidos são em boa parte responsáveis pela situação, “que pode se transformar em uma grave ruptura política e social”, entre outras coisas porque permitem que conflitos partidários sustem a aprovação de projetos para revitalizar a economia, a China adota uma política cambial (mantendo o yuan artificialmente baixo) que desequilibra as relações de troca entre os países e, por extensão, retarda a recuperação econômica global. Lula pensaria duas vezes antes de fazer críticas ao governo com o qual imaginava, bisonhamente, celebrar uma aliança contra o capitalismo loiro, de olhos azuis.

Dilma não fez o Brasil de vítima da recessão que avança no exterior. Mas observou que, embora o País ainda tenha sido pouco afetado, “nossa capacidade de resistência não é ilimitada”, o que reforça o sentido de urgência de seu apelo para a redefinição dos compromissos que regem as relações internacionais. Não foi apenas ao discorrer sobre a economia que ela – a primeira mulher a abrir uma temporada de debates no plenário da ONU – se guardou de separar os países entre “bons” e “maus”. Respeitando os fatos, apontou que violações de direitos humanos existem em toda parte, sem exceção. “Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas”, exortou.

Como era de prever, reiterou a posição brasileira pela reforma do Conselho de Segurança, com a inclusão de representantes dos países em desenvolvimento entre os seus membros permanentes, defendendo explicitamente a aspiração do País a um lugar no colegiado. Também como se esperava, apoiou a reivindicação palestina ao reconhecimento do seu Estado e ao seu ingresso na ONU como membro de pleno direito – o tema principal desta 66.ª sessão do organismo. “Apenas uma Palestina livre e soberana”, raciocinou, “poderá atender os legítimos anseios de Israel por paz com seu vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno.” Foi uma paráfrase da clássica tese de que Israel não terá para si o que insiste em negar à Palestina.

Escaldada, talvez, pelo fracasso da pretensão de Lula de mediar o conflito, Dilma se absteve de entrar nos meandros de sua eventual solução, salvo para consignar que o Brasil já reconhece o Estado palestino nas fronteiras de 1967. Com o pouco que disse, foi mais coerente do que o americano Barack Obama. Ele nem sequer aludiu a esse ponto, como se já não o tivesse endossado, ao condenar a iniciativa palestina no seu discurso mais pró-Israel desde que chegou à Casa Branca – onde espera continuar depois de 2012.

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Política

Flávio diz que aliados desconfiam da eleição, mas têm medo de falar

Prime Line AV/Folhapress

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que políticos aliados também teriam dúvidas sobre o resultado da eleição presidencial de 2026, mas evitariam manifestar suas opiniões publicamente por receio de represálias judiciais. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Glenn Greenwald, divulgada nesta sexta-feira (6), nos Estados Unidos.

“Eu tenho a certeza que, no fundo, no fundo, todos desconfiam do resultado da eleição, mas têm medo de falar”, declarou Flávio, que admitiu não ter provas de fraude .

O senador também mencionou o receio de processos judiciais como um fator que impediria manifestações mais contundentes. O parlamentar afirmou que sua estratégia será questionar supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha petista, sem contestar judicialmente a contagem dos votos.

Com informações do Poder 360

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Brasil

A INTIMIDADE ENTRE MORAES E O BANQUEIRO PRESO: “Não basta ser pai, tem de participar rsrs”, disse o ministro a Vorcaro, em diálogo que escancara camaradagem

(Foto:Reprodução/Youtube Esfera Brasil e Antônio Augusto/STF)

Se restava alguma dúvida sobre o nível de proximidade entre a alta toga e o capital financeiro, o teor dos diálogos travados entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o banqueiro Daniel Vorcaro liquida qualquer discussão. Em uma sequência inédita de mensagens revelada pela perícia da Polícia Federal, a relação ultrapassa o mero verniz institucional e ingressa em um terreno de pura afeição familiar.

Alexandre de Moraes diz a Vorcaro: “Não basta ser pai, tem de participar rsrs”. A resposta do dono do Banco Master veio no mesmo patamar de subserviência e afeto: “Você é paizão. Manda abraço pra todos”.

O tom de camaradagem entre o Ministro e o empresário acusado de comandar uma fraude de bilhões não parou por aí. Dois dias após o afetuoso trocadilho sobre a paternidade, era o próprio ministro quem fazia questão de monitorar os passos e o deslocamento aéreo do banqueiro. “Me avise quando pousar”, cobrou Moraes.

 

Mensagens:

12.nov.2025, 20h42: Vorcaro escreveu: “Show”

12.nov.2025, 20h48: Moraes escreveu: “Não basta ser pai, tem de participar rsrs”

12.nov.2025, 21h11: Vorcaro escreveu: “Você é paizão”

12.nov.2025, 21h11: Vorcaro escreveu: “Manda abraço pra todos

12.nov.2025, 21h12: Moraes escreveu: “Pode deixar”

14.nov.2025, 13h24: Moraes escreveu: “Me avise quando pousar”

14.nov.2025, 13h25: Vorcaro escreveu: “Ok”

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Brasil

CASO MASTER: Fachin homologa delação de fundador da Reag que promete revelar paradeiro de R$ 20 bilhões de Vorcaro

Reprodução

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, homologou a proposta de delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, investigado no caso Banco Master.

No acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Mansur se comprometeu a indicar o caminho para localizar cerca de R$ 20 bilhões ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de detalhar supostos esquemas de lavagem de dinheiro por meio de fundos de investimento.

A colaboração também poderá trazer novos elementos sobre as fraudes investigadas pela Polícia Federal. A homologação ocorreu após a PGR solicitar urgência na análise do acordo, diante do risco de perda de ativos.

Com informações do G1

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Economia

CULPA DE LULA: Sem ter como apontar o BC, presidente recusa corte de gastos e joga a fatura da inflação na população

Reprodução

A teimosia do Governo Lula em não cortar gastos se traduz em juros abusivos no cartão de crédito, financiamento da casa própria e do carro fora do alcance, crediário caro no comércio e menos empregos com o fantasma da recessão bater à porta do trabalhador. A tentativa de empurrar a culpa para o Banco Central perdeu a força com Gabriel Galípolo no comando da instituição, deixando claro que a fatura da Selic nas alturas é o preço direto que o brasileiro paga pela gastança do comando petista.

Mesmo após multiplicar gastos sem qualquer critério durante a campanha e esbanjar ao longo de todo o mandato anterior, Lula segue patinando na popularidade, acumulando 45% de desaprovação. Resistindo a fazer o ajuste fiscal necessário para abrir espaço para a queda sustentável da taxa e da dívida pública, o presidente prefere alimentar ideias absurdas da ala radical, como o tabelamento de juros. Ao recusar o combate real ao déficit e ignorar o aviso claro do mercado de que uma recessão se avizinha, o petista demonstra que seu projeto pessoal continua colidindo com as reais necessidades do país.

 

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Polícia

[VÍDEO] CADÊ O POLICIAMENTO? Bandido vestido de motociclista de app assalta casal no calçadão da Praia do Meio à luz do dia


A insegurança que toma conta do Rio Grande do Norte ganhou mais um capítulo na tarde desta sexta-feira (6). Em plena luz do dia e em uma das áreas turísticas mais movimentadas da capital, um casal foi vítima de um assalto à beira-mar, na Praia do Meio, em Natal.

Segundo as informações apuradas, o criminoso usava um capacete e uma camisa semelhante à utilizada por trabalhadores de aplicativo de transporte e entrega para disfarçar a aproximação. Ele abordou o casal na calçada, arrancou violentamente as correntes e colares das vítimas e, em seguida, atravessou a pista correndo, subiu em uma motocicleta que o aguardava do outro lado e fugiu em disparada.

A ação criminosa, registrada em vídeo, expõe a necessidade obvia de policiamento Ostensivo no calçadão e a ousadia dos bandidos que atuam livremente na orla urbana.

Com informações da ZN News

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Geral

PROSEG: Empresa nega vínculo com suspeito preso na Operação Alter Ego

A PROSEG Consultoria e Serviços Especializados Ltda. divulgou nota nesta sexta-feira (6) negando qualquer vínculo com o homem preso na Operação Alter Ego, da Polícia Civil do RN.

Segundo a empresa, o investigado nunca integrou seu quadro médico nem prestou serviços por meio da contratante. A PROSEG afirma que os profissionais em atuação são identificados em relatórios mensais enviados aos órgãos públicos contratantes.

A empresa classificou como falsas as informações que circulam em blogs e redes sociais e afirmou que adotará medidas judiciais contra os responsáveis pela divulgação do conteúdo. Também lamentou os impactos das acusações sobre sua reputação e seus profissionais.

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Brasil

MARKETING: Governo Lula usa “Tropa de Elite” para divulgar PEC da Segurança enquanto foge da redução da maioridade penal e cerco ao crime organizado

Reprodução

O marketing do Governo Lula continua a todo vapor na tentativa de ganhar o brasileiro, desta vez com a pose de linha-dura contra a criminalidade. A presidência comandada pelo PT divulgou nas redes sociais um vídeo promocional embalado pela trilha sonora do filme Tropa de Elite para comemorar a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado.

A peça publicitária aposta em uma estética policial ostensiva — com direito a imagens de agentes armados, viaturas, suspeitos detidos e uso de gírias — em uma tentativa de faturar em cima de um tema no qual a gestão petista acumula desgaste histórico.

A promessa de recriar o Ministério da Segurança Pública por MP, conseguiu a aprovação de um texto marcado por manobras e recuos estratégicos. Para aprovar a proposta sem grande desgaste com sua base ideológica, o governo articulou nos bastidores para deixar de fora medidas de enfrentamento de verdade, como a redução da maioridade penal e o endurecimento real do combate ao crime organizado.

Com informações da Revista Oeste 

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Brasil

ENAMED: Lula sanciona lei da “OAB da Medicina”, mas barra repasse de 2% de faculdades para o SUS

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Lula sancionou na tarde desta sexta-feira (06) a lei que institui a obrigatoriedade do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), popularmente batizado de “OAB da Medicina”. A medida efetiva a exigência de notas mínimas de proficiência para que estudantes de medicina possam exercer a profissão no Brasil.

As avaliações obrigatórias serão aplicadas em três etapas ao longo da graduação: no final do segundo, do quarto e do sexto ano do curso. Apesar de defender a exigência de proficiência para conter o avanço desordenado de faculdades privadas de baixa qualidade, o Palácio do Planalto fez um veto estratégico no texto final sancionado.

O governo derrubou o trecho que obrigava as instituições de ensino privadas a repassarem 2% do seu faturamento líquido ao Sistema Único de Saúde (SUS) como contrapartida pelo uso da estrutura e dos hospitais públicos na realização de estágios curriculares e atividades práticas, aliviando o caixa dos grandes grupos educacionais sob a justificativa de dificuldade na definição de critérios equânimes.

Com informações da CNN Brasil

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Geral

[VÍDEO] Deputada federal Duda Salabert propõe que intervalo de almoço seja contado como hora trabalhada

Uma proposta apresentada pela deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) pretende incluir os intervalos de almoço e repouso na jornada de trabalho, com pagamento correspondente ao período. O projeto de lei foi apresentado nesta quinta-feira (5).

A parlamentar argumenta que trabalhadores com jornada de oito horas acabam permanecendo nove horas vinculados ao emprego por causa do intervalo, sem receber pelo período.

Na justificativa, afirma que a pausa é importante para a saúde, mas nem sempre representa tempo livre, já que o funcionário precisa permanecer próximo ao local de trabalho.

Nas redes sociais, Duda defendeu que a remuneração do intervalo também beneficia as empresas, que passam a contar com funcionários mais descansados e atentos às atividades.

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Geral

[VÍDEO] “Lula não tem responsabilidade fiscal e governo está despreparado para lidar com problemas”, diz economista


Imagens: Reprodução/UOL

O economista Alexandre Schwartsman criticou a política fiscal do governo Lula (PT) e afirmou que o presidente não tem responsabilidade com as contas públicas. Em entrevista ao UOL, ele contestou a declaração do petista de que seu histórico de governos comprovaria compromisso com o equilíbrio fiscal. “Se tivesse, não precisaria ficar falando”, afirmou.

Schwartsman apontou o aumento da dívida pública, que, segundo ele, passou de cerca de 72% do Produto Interno Bruto (PIB) para mais de 86% ao final deste ano. Também citou o crescimento de aproximadamente R$ 430 bilhões nos gastos do governo federal desde 2022, já descontada a inflação.

“Isso parece uma série de coisas, mas eu garanto para vocês que não parece responsabilidade fiscal”, declarou. O economista também disse que o governo está “despreparado para lidar com esse problema”, por suas próprias convicções.

Schwartsman ainda questionou a participação do ex-ministro Guido Mantega na reunião de Lula com economistas para discutir medidas fiscais. “Guido Mantega foi o ministro que destruiu o superávit primário”, afirmou, criticando a escolha do ex-ministro para debater o equilíbrio das contas públicas.

Com informações de UOL

Opinião dos leitores

  1. Só sei que LULA é nosso presidente, eleito democráticamente e fará Flávio Dino seu sucessor em 2030.

    1. Vá se tratar Gustavo. Procure urgente um psiquiatra e trate logo dessa sua escravidão mental,

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