Esporte

Documento comprova que dirigente da Fifa deu dinheiro a cartolas

A BBC obteve um documento que detalha a alegação de que o dirigente Jack Warner entregou a uma representante de uma federação do Caribe uma mala fechada com envelopes de dinheiro que deveriam ser distribuídos a membros da União Caribenha de Futebol (CFU, na sigla em inglês) durante um encontro para promover a candidatura de Mohamed Bin Hammam à presidência da Fifa.

A alegação faz parte de um relatório assinado pela secretária-geral da CFU, Angenie Kanhai. O documento de duas páginas, em papel timbrado da CFU com data de 15 de julho de 2011, foi preparado para o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, mas deveria ser enviado por meio do comitê executivo da CFU.

O documento acabou sendo enviado para o comitê de ética da Fifa, que investiga a denúncia de que Bin Hammam teria tentado subornar membros da CFU com “presentes” no valor de cerca de R$ 100 mil cada. Kanhai viajou para Zurique, onde prestaria depoimento nesta sexta-feira em audiência do comitê que julga as acusações.

Warner, Bin Hammam e dois membros da CFU, Debbie Minguell e Jason Sylvester, se recusaram a cooperar com a investigação do comitê de ética da Fifa, comandada pelo ex-diretor do FBI Louis Freeh.

Por isso, a aparente cooperação de uma figura importante da CFU — Warner era, na prática, o chefe de Kanhai — representa um desdobramento significativo.

MALA COM ENVELOPES

O relatório assinado por Kanhai detalha o que aconteceu durante o encontro da CFU no Hyatt Hotel, em Trinidad, nos dias 10 e 11 de maio. No documento, ela afirma:
“Fui indicada para coordenar o encontro especial da CFU por Jack Warner, que era na época o presidente da CFU. Warner inicialmente pediu que o encontro fosse realizado em 18 de abril de 2011, mas a data em maio acabou definida.

“O objetivo do encontro especial era oferecer a Bin Hammam a oportunidade de se dirigir aos delegados da CFU.

“Em 10 de maio de 2011, Warner me avisou que tinha presentes, que deveriam ser distribuídos aos delegados. Warner não me contou o que eram os presentes, mas disse que eles deveriam ser distribuídos no hotel naquela tarde. Após consultar minha equipe, Jason Sylvester e Debbie Minguell, sugeri a Warner que os presentes fossem distribuídos entre 15h e 17h daquele dia.

“Durante a sessão da manhã de 10 de maio, Warner anunciou aos presentes que eles deveriam recolher os presentes mencionados acima. Fui informada que deveria ir ao escritório dele para pegar os presentes que seriam distribuídos.

“Cheguei ao escritório de Warner por volta de 14h30 de 10 de maio e peguei uma mala fechada com a chave no bolso da frente.

“A mala continha 26 envelopes, esses envelopes não estavam marcados e estavam dobrados e fechados. Não vi nenhum envelope aberto e deixei que Debbie Minguell e Jason Sylvester distribuíssem os envelopes.

“No dia seguinte, encontrei Debbie e Jason no café da manhã no hotel e eles me informaram que os envelopes continham dinheiro.”

WARNER NEGA

O relatório prossegue e diz:

“Conversando com o representante das Bahamas, fui informada que ele devolveu o envelope. O representante de Turks e Caicos devolveu o envelope a Minguell na manhã de 11 de maio.

“Após o encontro, entrei em contato com Warner, que pediu que a mala e os envelopes que tivessem sobrado fossem devolvidos a ele.”

Embora Bin Hammam, Minguell e Sylvester corram o risco de ser banidos do futebol após o julgamento no comitê de ética, todas as acusações contra Warner foram retiradas no mês passado, quando ele renunciou de seus cargos na Fifa e nas entidades regionais do futebol caribenho.

Testemunhas de algumas das 25 federações que pertencem à CFU declararam que a ideia de dar presentes em dinheiro começou com Warner. Mas, apesar de ter abandonado seus cargos diretivos no futebol, Warner negou diversas vezes ter qualquer envolvimento com o pagamento de propinas.

Um comunicado divulgado em 20 de junho, Warner afirmou: “Estou convencido de que, já que minhas ações não foram além de facilitar o encontro que deu a Bin Hammam a oportunidade de promover sua candidatura à Presidência da Fifa, eu seria totalmente inocentado por qualquer árbitro objetivo”.

A descrição de Kanhai sobre os eventos em Trinidad sugere, no entanto, que Warner estava mais envolvido no escândalo de propinas do que ele admitiu anteriormente.

Mas, apesar de o relatório indicar uma clara cadeia de comando entre Warner e os funcionários que teriam distribuído o dinheiro, o documento não prova uma ligação direta entre o dinheiro e Bin Hammam.

COMITÊ DE ÉTICA

Trechos que vazaram do relatório de Freeh sobre o caso apontam que, embora não existam provas contundentes, há “evidências circunstanciais contundentes” de que Bin Hammam estava por trás do escândalo.

Procurada por telefone pela BBC nos últimos dias, Kanhai se recusou a comentar as informações de que teria entregue a polêmica mala de dinheiro de Warner.

Kanhai não retornou as diversas ligações até a publicação desta reportagem, e os pedidos para que Warner comentasse as informações também não foram respondidos.

As novas informações surgem em meio ao início da audiência do comitê de ética da Fifa que julga as alegações contra Bin Hammam. Nesta sexta-feira, o dirigente do Qatar de 62 anos, suspenso de qualquer atividade relacionada ao futebol desde 29 de maio, divulgou um comunicado em que se mostra pessimista quanto ao resultado do julgamento.

“Apesar da fragilidade das acusações contra mim, não estou confiante de que a audiência será conduzida da maneira como gostaríamos”, afirmou Bin Hammam.

“Parece provável que a Fifa tomou sua decisão semanas atrás. Então, nenhum de nós deve ficar muito surpreso se um veredicto de culpado for anunciado”.

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Política

[VÍDEO] BARRACO NO DEBATE: Cadu acusa Allyson de “jogar baixo o tempo todo” e candidato do União Brasil faz novamente papel de vítima

Durante o intervalo do debate entre os candidatos ao Governo do Estado, promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação na noite desta terça-feira (15), Cadu de Lula (PT) e Robério Paulino (PSOL) perderam a paciência com Allyson Bezerra (União Brasil).

Allyson provocou Cadu, que reagiu dizendo: “Você tá jogando sujo o tempo todo”. Robério ironizou dizendo que o ex-prefeito de Mossoró se fazia de “coitadinho” e ainda o chamou de “farsante”. “Vamos desmascarar esse coitadismo nos próximos debates”, disse o candidato do PSOL. Enquanto isso, Álvaro Dias (PL) assistia a confusão de camarote.

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Brasil

[VÍDEO] “NÃO VOU FAZER JULGAMENTO PRECIPITADO”: Lula foge de pergunta sobre proposta de mudar forma de escolher ministros do STF


Em entrevista à Rede Record, nesta terça-feira (15), após a sessão do STF que terminou sem uma decisão definitiva sobre a abertura de investigação do ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não respondeu se apoiaria uma proposta de mudança na maneira como os juízes são escolhidos para a Corte Suprema.

“Eu não vou ficar fazendo julgamento precipitado”, disse o presidente, que afirmou que foi o responsável por fazer a importante a primeira reforma no Poder Judiciário.

Apesar disso, Lula defendeu uma nova “reforma profunda do Poder Judiciário”: “As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e ter um filho, uma mulher ou um pai advogando”, disse.

Opinião dos leitores

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Brasil

[VÍDEO] “O BRASIL ODEIA VOCÊS”: Nikolas reage em tom indignado ao resultado da sessão do STF que terminou sem decidir sobre investigação de Moraes


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu ao fim da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (156, que terminou sem uma decisão definitiva sobre a possível abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas criticou a condução do julgamento e afirmou: “Minha paciência acabou. Depois de seis horas de circo, você tem o ministro Alexandre de Moraes votando para ver se ele pode ser investigado ou não”.

Na sequência, o deputado atacou Moraes e outros integrantes da Corte e afirmou: “O Brasil odeia vocês”. Nikolas também fez críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e chamou o ministro Gilmar Mendes de “boca de sapo”.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tava todo meloso no telefone com o Daniel Vorcaro e quer dar lição de moral. Conhecemos você, Nikolas.

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Judiciário

[CHARGE] ACABOU EM PIZZA? Desenho ironiza sessão sem desfecho no STF

Charge de @arturpiva Recista Oeste

Uma charge de Artur Piva publicada pela Revista Oeste ironiza o desfecho da tumultuada sessão desta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF), encerrada sem uma decisão sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no Caso Master.

No desenho, Flávio Dino aparece com um copo de uísque na mão e uma garrafa de Macallan sobre a bancada, enquanto diz: “Peço pizza, excelência!”. Ao redor dele, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin também seguram copos e acompanham a cena.

A provocação faz referência ao pedido de vista apresentado por Dino, que suspendeu o julgamento quando o placar estava em 4 a 3 contra a união dos casos de Moraes e André Mendonça. A “pizza” simboliza o temor de que, depois de horas de bate-boca e acusações, a crise termine sem uma resposta definitiva

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Judiciário

VOTO DECISIVO: Empate pode dar a Fachin poder para decidir julgamento de Moraes, mas regra divide juristas

Crédito: Fellipe Sampaio /SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, poderá ter o voto decisivo se houver empate no julgamento que analisa a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. A possibilidade ganhou força depois que Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli deixaram a votação.

Pelo regimento do STF, quando o empate ocorre por causa da ausência de ministros impedidos ou suspeitos, o presidente tem o chamado “voto de qualidade” e pode desempatar o julgamento.

A aplicação da regra, porém, não é consenso. Quatro juristas consultados pelo UOL afirmaram que existe margem para interpretação por causa do caráter inédito do caso. A principal dúvida é se as questões discutidas devem ser tratadas como matéria penal — situação em que o empate favorece o investigado — ou administrativa.

O julgamento desta terça-feira (15) não tinha como objetivo decidir se Moraes é culpado ou inocente, mas sim se existem elementos suficientes para abrir uma investigação sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

A sessão terminou terminou com o placar de 4 a 3 para manter separada a análise dos casos de Alexandre Moraes e André Mendonça envolvendo o caso Master, mas com o pedido de vistas do ministro Flávio Dino não houve uma definição não de o rito que será seguido pelo STF.

Dino havia votado para unir os processos, empatando o placar em 4 a 4, mas com a solicitação de mais prazo para examinar o remar, o voto foi desconsiderado pelo presidente Edson Fachin.

Com informações do UOL

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Brasil

ESTRAGO POLÍTICO: Moraes ganha tempo, mas sai enfraquecido; Lula pode pagar preço eleitoral

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) terminou sem uma decisão sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, após pedido de vista de Flávio Dino. Apesar de ganhar tempo, Moraes saiu politicamente enfraquecido, segundo análise da coluna de Igor Gadelha, no portal Metrópoles.

Antes da suspensão, o placar estava em 4 a 3 contra a proposta de julgar em conjunto os casos de Moraes e André Mendonça. O resultado indica que o grupo aliado de Moraes pode não ter maioria para impedir a abertura da investigação, principalmente se o próprio ministro não puder votar na análise do mérito.

A avaliação é de que a sessão também foi ruim para Lula no campo eleitoral. A atuação de Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin em defesa de uma análise conjunta deve ser explorada pela campanha de Flávio Bolsonaro para tentar ligar o presidente ao grupo favorável a Moraes no STF.

Aliados avaliam que, com a disputa presidencial apertada, Lula terá de se afastar publicamente de Moraes para reduzir o desgaste. Já a campanha de Flávio acredita que o senador pode sair ganhando qualquer que seja o resultado final do julgamento.

Com informações do Metrópoles.

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Judiciário

Bate-boca no WhatsApp: Fux manda Gilmar Mendes “não encher o saco” após cobrança no STF

Foto: Alejandro Zambrana/STF

Uma troca de mensagens pelo WhatsApp entre os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux expôs o clima de tensão entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Gilmar cobrou de Fux uma “postura institucional” e criticou uma suposta atuação conjunta com André Mendonça e Nunes Marques para pedir o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “Isto revela qq coisa menos postura institucional. Espero que nao se repita”, escreveu.

Fux reagiu: “Pra cima de mim não. Ninguém nesse mundo diz pra mim como agir”. No dia seguinte, Gilmar voltou a cobrar o colega: “Fux, soh cuide de atuar como Presidente da turma”.

A resposta veio em tom direto: “Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”

Com informações do Metrópoles 

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Geral

[VÍDEO] Styvenson mostra marca de tiro em carreta de exames e diz que população vai ficar sem atendimento

Reprodução

O senador Styvenson Valentim (Podemos), em vídeo publicado nas redes sociais, mostrou uma marca de tiro na carreta de exames de imagem instalada em frente a uma escola municipal, no bairro de Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal.

De acordo com o senador, a estrutura foi adquirida com recursos de emendas parlamentares e integra um projeto para ampliar a oferta de exames de imagem na capital. No vídeo, Styvenson critica o disparo e alerta para o risco de danos aos equipamentos.

“Essa carreta vai servir pro teu filho, cara, vai deixar de atender tua mulher, tua mãe, tua avó”, afirmou o senador se dirigindo ao autor desconhecido do tiro. Ele citou ainda equipamentos como tomógrafo e ultrassonografia e destacou que um eventual dano poderia interromper o atendimento à população.

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Geral

SEM DEFINIÇÃO: STF encerra sessão sem decidir como julgará casos de Moraes e Mendonça

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta terça-feira (15) a sessão extraordinária que discutiu a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A Corte também não definiu se o caso será analisado separadamente ou junto ao processo que envolve a atuação do ministro André Mendonça.

Na segunda parte da sessão, os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para reunir os processos envolvendo Moraes e Mendonça e levar a análise conjunta ao plenário no dia 23 de setembro.

Flávio Dino pediu vista, interrompendo o julgamento. Antes do encerramento, Luiz Fux e Cármen Lúcia anteciparam seus votos. A sessão terminou sem uma decisão definitiva sobre a questão de ordem.

O julgamento foi marcado por bate-bocas entre os ministros. Gilmar Mendes e André Mendonça elevaram o tom durante uma discussão sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Gilmar acusou Mendonça de fazer ilações contra Gonet e falou em “desfaçatez”. Mendonça respondeu: “Me respeite”.

Também houve divergências sobre a condução dos processos relacionados ao Banco Master. Dino questionou a decisão de Fachin de assumir a relatoria e criticou a condução da sessão.

Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar do julgamento, enquanto Dias Toffoli alegou suspeição. Os dois ficaram fora da votação.

Opinião dos leitores

  1. Isto é uma vergonha nunca na história no Brasil tinha visto isto o correto seria uma limpeza geral . Mudar geral ja

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Judiciário

[VÍDEO] “EU NÃO CONSIDERO CONEXOS”: Mendonça diferencia caso dele do julgamento de Alexandre de Moraes


Ao defender a manutenção da sessão desta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o pedido de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça afirmou que não considera o caso dele “conexo” com o de Moraes.

“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há em relação a mim foi um suposto relatório de inteligência ilegal com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros deste tribunal e outras autoridades numa atividade própria de uma PF paralela”, disse Mendonça.

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