Saúde

‘É segura, evita casos graves e ajuda a frear pandemia’, dizem especialistas sobre a coronavac

Foto: Divulgação/Instituto Butantan

A vacina CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, segundo informou o Instituto Butantan em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (12).

O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O Butantan também afirmou que a vacina não apresentou reações alérgicas.

Para especialistas, apesar do índice abaixo dos 78%, divulgados na semana passada, a vacina é boa e vai ajudar a frear a pandemia do coronavírus no Brasil.

“A gente nunca falou desde o início ‘eu quero uma vacina perfeita’. A gente falou ‘eu quero uma vacina para sair dessa situação pandêmica’. E isso a CoronaVac permite fazer”, avaliou a microbiologista Natália Pasternak, que participou da coletiva de imprensa do governo de São Paulo para anunciar os dados.

“[A CoronaVac] não vai pôr fim à pandemia instantaneamente. Vai ser o começo do fim. Não significa que não vai poder ver outras vacinas, melhores”, continuou.

“É uma vacina possível para o Brasil, adequada para o Brasil, compatível com a nossa capacidade de produção local”, continuou. A CoronaVac pode ser armazenada em temperaturas normais de refrigeração, de 2ºC a 8ºC, que são as utilizadas na rede de frio do país.

A cientista lembrou que é necessário que muitas pessoas tomem a vacina para que ela funcione em conter a pandemia. “Uma vacina só é tão boa quanto a sua cobertura vacinal. A efetividade dessa vacina no mundo real vai depender da vacinação”, disse Pasternak.

A pesquisadora Mellanie Fontes-Dutra, idealizadora da Rede Análise Covid-19 e pós-doutoranda em bioquímica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ressalta a necessidade de uma boa campanha de vacinação para acabar com a pandemia.

“É a nossa vacina. Ela vai nos ajudar, vai salvar vidas e, junto de outras vacinas, campanhas de vacinação, medidas de enfrentamento e adesão da sociedade, iniciaremos nossa saída da pandemia”, avaliou.

“É uma vacina boa, que foi testada de forma adequada e do padrão de maior rigor de testes clínicos, num estudo com protocolo pré-publicado”, acrescentou.

O imunologista e pesquisador da USP Gustavo Cabral disse que a eficácia geral era a esperada, já que a tecnologia utilizada é a mesma da vacina da gripe, cuja eficácia fica em torno de 40% a 60%.

Ele considera importante reforçar que o Brasil não teve casos graves nos vacinados que tiveram a Covid-19. “Isso é muito bom. Não ter casos graves, pra mim, é maravilhoso”.

“Também não tivemos nenhuma reação adversa grave. Para nós, cientistas, isso traz uma confiança muito boa. É uma vacina boa, que não tem efeito adverso, não gerou efeito grave, não levou a hospitalização”, completou Cabral.

Para o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a eficácia alta para casos graves e mortes é particularmente importante.

“Na prática, me parece, pelo gráfico, que essa eficácia global de 50,4% é menos relevante do que a eficácia altíssima que tem pra casos graves e mortes. Porque, na prática, o que a gente quer é evitar internação e óbito. Antes de ler todo o resultado, eu não criticaria e descartaria a vacina pelo fato desse número”, disse

Hallal explicou que, pensando em imunidade coletiva, o índice pode ser considerado baixo. Mas utilizar uma vacina com eficácia de 50% é “infinitamente melhor” do que não usar nada. “Sem dúvidas, a vacina é capaz de reduzir a circulação do vírus”, completou.

O professor ressalta que suas considerações são preliminares e ainda aguarda a publicação completa dos resultados para aprofundamento da análise.

78% de eficácia em casos leves

Na semana passada, o Butantan já havia anunciado que, nos testes no Brasil, o imunizante atingiu 78% de eficácia em casos leves e 100% em casos graves e moderados (ou seja, a vacina protegeu contra mortes e complicações mais severas da doença).

“Há uma tendência da vacina de diminuir a intensidade clínica da doença”, explicou o diretor de pesquisa do instituto, Ricardo Palacios, na coletiva desta terça (12).

Na opinião da infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio RIbas, em São Paulo, “o número mais importante continua sendo os 78%, porque ele consegue ter um impacto muito grande na carga da doença no nosso país e na sobrecarga do trabalho dos profissionais de saúde. Num primeiro momento não ficaremos livre desse vírus, não é o momento de relaxar, mas é o momento que vemos, de fato, uma luz no fim do túnel. A melhor vacina é a que estará disponível para a nossa população”.

A CoronaVac foi testada com profissionais de saúde. Palacios explicou que os ensaios foram feitos assim porque essa população tem a maior exposição ao vírus – muito maior que a das outras pessoas no geral.

“[O teste] não é a vida real exatamente. É um teste artificial, no qual selecionamos dentro das populações possíveis, selecionamos aquela população que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta”, afirmou.

“A gente quer comparar os diferentes estudos, mas é o mesmo que comparar uma pessoa que faz uma corrida de 1km em um trecho plano e uma pessoa que faz uma corrida de 1 km em um trecho íngreme e cheio de obstáculos. Fizemos deliberadamente para colocar o teste mais difícil para essa vacina, porque se a vacina resistir a esse teste, iria se comportar infinitamente melhor em níveis comunitários”, disse.

G1

Opinião dos leitores

  1. É essa "vachina" que Fatão prometeu a seu rebanho? Que tomem e sejam felizes. Essa gororoba vem do mesmo país de onde "vieram" (brincadeira, claro) aqueles respiradores pelos quais a governadora do RN pagou 5 milhões e… Bem, não tem respirador algum e o dinheiro foi pro bolso de alguém.

  2. Para um país que tem a cloroquina como “salvação”, essa vacina com 50%, está 1ª de luxo.

  3. É pessoal teremos que nos contentar com a Coronavac e a vacina da Oxford, quem estiver sonhando com a Pifzer ou a da Moderna pode acordar que ñ é sonho é pesadelo, graça ao nosso incompetente presidente e ao igual ministro especialista em logistica que nem se quer comprou as seringas. Vamos ter que toma a Coronavac e agradecer por ter aumenos ela.

  4. Já deram a ideia e acho 100% apropriada.
    Quem é da esquerda toma a vacina chinesa e não precisa se incomodar com o resto, assunto encerrado.
    Mas vou aqui fazer meu comercial:
    Vendo paraquedas com 50% de chance de abrir. Tenho preço promocional.
    Quem comprar o paraquedas, leva de graça uma caixa de anticoncepcional com 50% de eficácia e mais 01 caixa de Viagra com 50% de possibilidade de funcionar.
    Aproveitem a oportunidade…..

  5. Com esses números nem o gado entende rapaz. Eu acho que Dória vazou esses 50% só pra ver o gado e o Bozo falando asneiras. Aí o bixo pegou, a imprensa divulgou e agora o Bozo nem toca mais no assunto, ficou com a cara de tacho rsss

  6. ‘Grande merda a opinião desses especialistas pois : se não fosse segura, não evitase os casos graves e não ajudasse a frear pandemia’ eles teriam produzido o que? Um cházinho?

    1. kkkkkkkkk. está foi a melhor. Quer produzir mais bolsovacas? Já não basta esse rebanho imenso de almas sebosas fazendo arminha?

    2. Venha cá neco, não sejas tão bobo neco. Sei que gostas de companhia mas hoje tu vais ter que pastar sozinho.

    1. Meu Deus! E agora?
      Confio na opinião dos especialistas do assunto ou na opinião cheia de argumentos cientificamente embasados sabe-se lá de onde do Luciano?
      Agora lascou.

    2. Aluísio, aí vc lasca né, com uma resposta dessas Luciana Morais Gado vai sair de fininho e ficar caladinha. Vá de vagar. O gado não aguenta muita pressão não.

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TSE dá 24 horas para Meta comprovar igualdade de tratamento entre Lula e Flávio

Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu prazo de 24 horas para que a Meta, dona do WhatsApp, Facebook e Instagram, comprove o cumprimento das medidas determinadas pela Corte para garantir igualdade na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no 2º turno.

A decisão ocorre após as campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) acionarem a Justiça Eleitoral, alegando que suas publicações estão sendo prejudicadas nas plataformas da empresa.

Segundo o ministro, a Meta descumpriu os prazos estabelecidos pelo tribunal ao tentar ampliar, por conta própria, o período de 72 horas para cinco dias. “A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento, sobretudo em processo cuja utilidade depende do tempo”, afirmou.

Caso a empresa não comprove o cumprimento integral das determinações, a multa diária poderá aumentar de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

Entre as medidas exigidas estão esclarecimentos sobre os sistemas de recomendação, análise de anúncios das duas campanhas, investigação de possíveis redes de perfis falsos e informações sobre conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial.

O ministro também determinou a apresentação de relatórios individualizados, em português, sobre os anúncios políticos e as restrições ao impulsionamento de publicações.

Com informações do g1

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[VÍDEO] Polícia apreende cerca de 300 kg de drogas na Grande Natal

 

A ROCAM apreendeu cerca de 300 quilos de drogas, uma prensa hidráulica e uma balança digital em uma residência no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. A operação ocorreu na noite de sábado (17). Ninguém foi preso.

A ação teve início após uma denúncia anônima informar que uma mulher poderia estar sendo levada para um possível “tribunal do crime”, estrutura clandestina utilizada por criminosos para julgar e punir pessoas.

Ao chegar ao endereço indicado, os policiais encontraram o portão da residência aberto. Além da carga de drogas e da prensa hidráulica, foram encontrados, em um dos quartos, vários invólucros com porções de substâncias com características semelhantes às de maconha, crack e cocaína. Uma balança digital também foi localizada no imóvel.

Todo o material foi encaminhado à Delegacia de Plantão da Zona Norte, responsável pelos procedimentos iniciais. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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[VÍDEO] Gusttavo Lima declara apoio a Flávio Bolsonaro durante show no Paraná: “Próximo 25 é 22”


O cantor sertanejo Gusttavo Lima declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República durante um show realizado neste domingo (18), na Expo Assis 2026, em Assis Chateaubriand, no Paraná.

No palco, o artista ergueu a bandeira do Brasil e fez referência ao número de urna do candidato e à data do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

“Que vocês nunca percam a fé, nunca percam a esperança, ok? Se Deus quiser, o próximo 25 é 22”, afirmou Gusttavo Lima ao público.

Outros nomes da música sertaneja também manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro, entre eles Leonardo, a dupla Zezé di Camargo e Luciano e Amado Batista. Leonardo anunciou seu voto durante uma apresentação no sábado (17), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

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[VÍDEO] Flávio diz que foi aos EUA defender empresas brasileiras, enquanto Lula foi defender criminosos

Durante o debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que viajou aos Estados Unidos para defender empresas brasileiras e acusou o presidente Lula (PT) de defender organizações criminosas.

A declaração ocorreu após Lula questionar o candidato sobre a relação da família Bolsonaro com o governo norte-americano.

Flávio respondeu que, enquanto ele foi aos Estados Unidos defender empresas brasileiras, Lula teria ido ao país “para defender o direito de organizações criminosas”.

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ATLASINTEL: Flávio Bolsonaro tem 51,1% dos votos válidos contra 48,9% de Lula no 2º turno

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,1% dos votos válidos no 2º turno da disputa presidencial, contra 48,9% do presidente Lula (PT), segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (19).

A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, os intervalos dos dois candidatos não se sobrepõem. Os votos válidos excluem brancos e nulos, seguindo o critério utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A pesquisa ouviu 4.998 eleitores entre os dias 13 e 18 de outubro, por meio de recrutamento digital. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Contratada pela Bloomberg, a pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-02418/2026.

Com informações da CNN Brasil

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[VÍDEO] CARLOS ANDREAZZA: Flávio, marcando Lula o tempo todo, foi o melhor


Vídeo: Reprodução/TV Band

A dinâmica física e a ocupação do palco durante o debate presidencial na Band foram pontos decisivos na avaliação de analistas políticos. Em análise pós-evento, o jornalista Carlos Andreazza destacou que o comportamento dos candidatos em relação às regras de circulação revelou diferenças táticas importantes entre as campanhas.

De acordo com Andreazza, a equipe de Lula fez reclamações sobre a postura do adversário, mas a prática de Flávio Bolsonaro consistiu em “marcar” o atual presidente de perto ao longo de todo o confronto, utilizando uma espécie de movimentação pendular.

Para o comentarista, o candidato da oposição se saiu melhor nesse aspecto físico de exploração espacial do cenário, aparentando ter passado por um treinamento prévio para dominar o espaço e manter constante presença visual na transmissão. 

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[VÍDEO] ELA NÃO CANSA? Janja é advertida por produção da Band após provocação a Flávio Bolsonaro em debate


Vídeo: Deltan Dallagnol/Redes Sociais

O clima acirrado no estúdio da TV Band durante o confronto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), estendeu-se para além dos púlpitos e atingiu a plateia. A primeira-dama Janja da Silva levou uma reprimenda da organização do evento ao descumprir as normas de silêncio impostas aos convidados.

De acordo com imagens divulgadas pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, a cúpula do evento precisou intervir após Janja gesticular e dirigir palavras ao senador durante sua participação no debate.

O descontrole do público forçou a mediadora a paralisar e refazer os alertas no encerramento da transmissão. Além de tentar silenciar o auditório, a organização orientou Flávio Bolsonaro a não caminhar atrás do adversário enquanto Lula discursava.

Alheio ao tumulto na plateia, Lula aproveitou as considerações finais para ressaltar conquistas econômicas de seus mandatos, projetar um ciclo de crescimento para o Brasil e atacar a pauta de privatizações defendida pela oposição.

Com informações do Metrópoles

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PODERDATA/AYA: Flávio amplia vantagem sobre Lula e chega a 52% dos votos válidos contra 48% do petista


Fotos: Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR

A corrida presidencial para o segundo turno registra uma nova oscilação na reta decisiva da campanha. De acordo com os dados de intenção de voto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou sua vantagem e alcançou 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48%.

Na comparação com o levantamento anterior, o cenário contabiliza uma movimentação de quatro pontos na diferença entre os adversários: o parlamentar avançou dois pontos percentuais, ao passo que o atual chefe do Executivo recuou na mesma proporção.

Apesar da sinalização de crescimento para o candidato do PL e da contração na fatia do petista, analistas políticos reforçam que o levantamento estatístico reflete o retrato do momento das intenções do eleitorado, não configurando uma previsão definitiva do resultado que será apurado nas urnas.

VOTOS VÁLIDOS:

Flávio Bolsonaro (PL): 52% (+2 )

Lula (PT): 48% (-2 )

FICHA TÉCNICA

Instituto: PoderData/AYA

Abrangência: Nacional

Período de campo: 16 a 18 de outubro de 2026

Amostra: 3.000 entrevistas

Margem de erro: ±1,8 ponto percentual

Nível de confiança: 95%

Registro TSE: BR-02586/2026

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[VÍDEO] “Montou quadrilha” e “você me respeite”: Flávio e Lula protagonizam momento tenso durante debate da Band


Vídeo: Reprodução/Band

O debate presidencial promovido pela Band neste domingo (18) em parceria com o jornal Estadão foi marcado por momentos de forte tensão entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em um dos trechos mais acirrados do confronto, os dois políticos protagonizaram uma discussão direta envolvendo acusações de corrupção, histórico de governos e a gestão de recursos de aposentados.

Durante um momento de tensão e troca de farpas, Flávio Bolsonaro pediu respeito ao ser interrompido por Lula. “Você me respeita porque eu tive 56 milhões de votos. Então você tem que me respeitar. Tenha calma”, disparou o candidato do PL.

O presidente rebateu o adversário acusando-o de corrupção. “Quem montou quadrilha tem que explicar, explique”, alfinetou Lula. 

Flávio Bolsonaro seguiu questionando o histórico político do adversário e cobrou explicações sobre esquemas de corrupção associados a gestões petistas, rebatendo acusações direcionadas à sua família e afirmando que o modelo de governança do PT é marcado por irregularidades.

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[VÍDEO] “Me surpreende que o Lula tenha chegado tão mal preparado para o debate”, diz colunista do UOL


Vídeo: Reprodução/UOL

O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi alvo de duras críticas de analistas políticos na reta final da disputa eleitoral. Para o colunista do UOL João Paulo Charleaux, o chefe do Executivo chegou “surpreendentemente mal preparado” para um dos momentos mais cruciais da campanha e acumulou erros de postura ao longo do confronto.

Segundo a avaliação, o petista cometeu sucessivos equívocos de posicionamento no palco. “Me surpreende que o Lula tenha chegado tão mal preparado para um debate tão importante, numa eleição tão crucial. A quantidade de erros que ele comete por minutos é incrível, ele andou de costas para a câmera quase o tempo todo, quando na verdade ele deveria recuar sempre dando passos para trás, sem deixar de mostrar a face, a frente para a câmera, para o leitor. Ele fez isso o debate inteiro, ele andou de costas para a câmera quase mais do que andou de frente para a câmera”, pontuou o comentarista. 

João Paulo Charleaux também destacou que Lula recorreu com frequência a pausas para beber água, o que acabou transmitindo uma imagem de vulnerabilidade e desgaste, além de registrar episódios de risos irônicos considerados repetitivos e sem eficácia argumentativa.

Outro ponto negativo apontado na análise foi a dificuldade de o presidente se impor espacialmente e ditar os rumos do debate. O colunista ressaltou que, mesmo sendo o candidato com maior experiência política e bagagem de governo, Lula falhou em ocupar o centro das atenções, permitindo ser acuado por investidas do adversário, como o posicionamento de Flávio Bolsonaro logo atrás de seu púlpito, uma situação que poderia ter sido evitada com maior firmeza na condução de sua própria campanha.

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