Esporte

EFEITO PANDEMIA: “O futebol brasileiro está caminhando a passos largos para quebrar”, alerta presidente do Atlético-MG

Presidente Sette Câmara, do Atlético-MG — Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

A onda da Covid-19 que avassalou o futebol mundial ainda não tem hora para recuar. A falta de perspectivas de retorno dos jogos, e até mesmo em que condições isso acontecerá, assusta os dirigentes do futebol brasileiro. O Atlético-MG foi um dos clubes que tentou se preparar para o Tsunami de forma antecipada, com redução de salários, férias antecipadas dos jogadores, corte de pessoal e gastos e retorno aos treinos. O presidente do clube, Sérgio Sette Câmara, entretanto, não conseguirá ter noites de sono tranquilas em um curto prazo.

O mandatário, um dos líderes da Comissão Nacional de Clubes, que debate periodicamente o futuro do futebol brasileiro com a CBF, traça um quadro geral alarmante do esporte mais popular em terras brasileiras. Sem receitas de jogos, exposição de marcas, vendas de direitos de televisão, e com os boletos batendo à porta mensalmente, a conta não fecha.

“O futebol brasileiro está caminhando a passos largos, na minha opinião, para quebrar” – Sérgio Sette Câmara.

O advogado e presidente do Atlético desde dezembro de 2017 foi o convidado do podcast GE Atlético nessa quinta-feira e tentou cristalizar o cenário em que se encontra não só o Galo, mas praticamente todos os clubes profissionais do país. Ele defende a união das agremiações, até mesmo com a criação de uma nova associação. Algo que chegou a existir com o finado Clube dos 13.

Até lá, entretanto, os trabalhos são para definir a volta da bola rolando. Na Europa, já há sinalizações positivas. O Alemão já recomeçou. A Premier League retorna em 17 de junho. Dias depois, será a vez do Campeonato Italiano. Porém, impossível deliberar sobre datas no Brasil. É o que relata o dirigente. Além disso, Sette Câmara enfatiza que os jogos oficiais sendo disputados novamente não serão a solução final para a crise econômica agravada nos clubes.

– Se ilude quem acha que a volta do futebol irá resolver os problemas. Não vai. Não teremos bilheteria (jogos de portões fechados) e teremos despesas. O time terá de viajar, terá que pagar viagem de avião, hotel, terá que pagar… A ficha ainda vai cair ainda para a maioria das pessoas, inclusive na imprensa. Bom colocar as barbas de molho. Tenho falado disso há tempos, mas muitos me criticam, falam que estou exagerando.

“Eu participo de grupos com outros presidentes, tenho conversado na CBF. E a verdade é que ninguém tem perspectiva de volta. E quando voltar, o que vier de receita não será suficiente para as despesas dos clubes. Estamos caminhando para uma situação dificílima”.

Se as conversas com a CBF e outros clubes não são capazes ainda de traçar uma projeção de volta dos jogos, o diálogo a nível estadual sequer existe com a Federação Mineira. Não é a primeira vez que Sette Câmara reclama de falta de comunicação da FMF com o Galo. A entidade até fará reunião em 10 de junho com a secretaria de saúde estadual, justamente para debater o retorno do Módulo I do Mineiro, paralisado após a nona rodada (faltam seis datas).

– Gosto do Adriano (Aro, presidente da FMF). Acho que é um rapaz bacana, competente. Mas nessa parte aí eu não estou entendendo. O Atlético é o time hoje, queira ou não, mais importante filiado da Federação Mineira. É o único clube mineiro na Série A. Não estou aqui querendo criticar, mas acho que falta uma atenção com um clube tão importante quanto o Atlético por parte da Federação, no sentido de nos dar ao menos uma luz. “O campeonato não vai voltar, vai voltar, o que você acha?”. Mas tudo bem. Não tem problema. Acho que a gente vai acabar mais adiante conversando. Também não tem perspectiva mesmo, né? Estamos aí fazendo conjectura.

Enquanto espera e se prepara para voltar a disputar o Campeonato Mineiro e iniciar o Brasileirão com Jorge Sampaoli e Alexandre Mattos no comando da equipe, o Atlético precisa pagar as contas. Conseguiu diminuir os atrasos salariais. Preocupação primária do clube que traçou demissão de mais de 50 funcionários.

“Não existe como você ter uma afirmação: ‘Vai acontecer isso, é assim que vai ser’. É um quadro angustiante. Tenho passado muitas noites sem dormir. Ou você acha que é fácil eu levantar e descer a caneta mandando 50, 60, 70 pais de família embora? É duro demais”.

Por falar em salários, o presidente do Galo toca em outro ponto: a Lei Pelé prevê que um atleta profissional possa se desvincular de um clube após três meses sem receber salários (incluindo o que recebe de direitos de imagem). Como atrasos salariais são previstos de forma categórica nos clubes, um efeito dominó seria jogadores de grande valor de mercado ficando livres, e os clubes perdendo patrimônios milionários.

– O que me preocupa muito, e isso é questão a ser discutida a nível nacional, é sobre direitos federativos e econômicos dos atletas. Sabemos que depois de três meses de atraso no salário ou imagem o atleta passa a ter direito de entrar em juízo para desfazer o vínculo. E vários atletas, do Atlético inclusive, custaram verdadeiras fortunas. A ideia de fazer a contratação do atleta é fazer, colocar a camisa do clube, ter o retorno técnico e também financeiro. É um patrimônio. E a receita de TV e de venda de atletas são as maiores. Muitas vezes, em casos mais recentes, a venda de direitos econômicos superou a receita da televisão. Então, como vai ser isso? Como pagar salário quando não tem receita?

Veja outras respostas de Sette Câmara:

Despesas na volta do futebol

– Se nós voltarmos o campeonato, tem o custo dos testes também, tá? Não vamos esquecer isso, não. Um clube que tenha que fazer jogos em um espaço de tempo menor, em 48h, essa possibilidade apareceu, caso voltassem os torneios sul-americanos, um clube gastaria em média R$ 300 mil só de testes. A gente voltou (a treinar) porque eu tenho que ter fé e esperança de que nosso negócio futebol uma hora vai voltar. E a gente pretende estar preparado pra essa volta. Mas, quando você olha pro quadro atual do país, o número de mortes aumentando… Tudo bem, voltou o comércio, mas as aglomerações seguem proibidas.

Volta aos treinos como “esperança”

Estamos trabalhando na esperança de que alguma coisa clareie, para a gente poder voltar. Eu sei, como eu disse, que mesmo voltando os jogos não vai resolver nosso problema. A crise vai continuar batendo na porta. Mas nós vamos, pelo menos, ter a possibilidade de buscar patrocínio, etc. O que está acontecendo? Os patrocinadores estão correndo, porque não tem cabimento ficar pagando patrocínio pra um clube e não aparece a marca na camisa, não aparece na televisão. Se pelo menos voltasse o futebol, neste aspecto alguma coisa poderia acontecer. A gente mesmo tem uma possibilidade de patrocínio aí, não é só o Atlético, é uma coisa pra Atlético, Cruzeiro e América, que disse que pode vir a nos dar um apoio, mas condiciona à volta do futebol. São situações que vamos ter que equacionar.

“Também não posso enfrentar o mundo querendo impor que aconteça determinado tipo de campeonato, que volte os jogos, e assumir o risco de amanhã ser responsabilizado por torcedores, jogadores ou parentes infectados. É uma situação realmente muito difícil”.

Mudanças na lei para proteger os clubes

– Eu acredito que pra isso acontecer vamos ter que estar fazendo um acordo que envolva os próprios atletas, sindicados, e não sei se vamos encontrar eco na maioria deles. A gente sabe que tem gente que é muito consciente nesse meio, mas tem outros que não, que não estão nem um pouco preocupados e querem saber de receber o seu. Isso é muito complexo, porque envolve a legislação específica de cada país. Aqui temos a Lei Pelé, a Fifa teria que entrar dando um respaldo. A gente sabe que a Fifa olha pro futebol muito com olhos da Europa. O futebol sul-americano não é a prioridade. O futebol lá está voltando aos poucos. Aqui, o quadro é diferente. O Brasil caminha a passos largos pra ser, se não o primeiro, o segundo país do mundo com maior número de infectados, e espero que não, mas também de pessoas que venham a óbito. Essa é uma situação que pode ser. Eu já vinha, um tempo atrás, eu uma grande reunião, com vários presidentes, pedido pra se incluir esse tema na pauta. Mas, não sei por que cargas d’água, a coisa não foi levada adiante.

Buscar receitas no deserto de fontes

– Vai chegar uma hora que nenhum clube vai ter mais receita nenhuma, não vai ter de onde tirar. Agora, com a volta do futebol na Europa, de repente a gente consegue fazer a negociação de algum atleta. Aí sim. Se a gente conseguir isso aí, a gente dá um respiro. Que é, na verdade, pra sobreviver. O foco é conseguir passar por esse momento difícil com menos arranhões possível. Por isso temos tomado medidas que infelizmente são impopulares. Mas você tem que olhar pro clube em primeiro lugar. Temos trabalhado muito em cima do negócio chamado fluxo de caixa. Se você não toma medidas duras pra fazer com que a coisa aconteça até o fim do ano, você fica pelo caminho. E creio que alguns clubes não estão tendo o mesmo tipo de zelo que estamos tendo aqui no Atlético. E vocês vão ver que, durante o ano, muita coisa complicada vai acontecer. Espero que a gente esteja fora.

União dos clubes e linha de crédito

– Temos que criar rapidamente uma associação dos clubes de futebol. Não estou falando que é uma liga, é diferente. Mas é ter uma associação com gente com competência executiva, empresarial, à frente, para defender os interesses dos clubes como um todo, em bloco. Para buscar junto às entidades, e aí falo de Governo, as soluções para o nosso futebol. O futebol brasileiro hoje é responsável por 2% do PIB, ele dá inúmeros empregos diretos e indiretos, talvez milhões. Incluindo a imprensa, por exemplo. Mas cadê os nossos políticos para defender os interesses do futebol? Tem um Projeto de Lei que está andando, mas é pra quebrar o galho de alguma coisa do Profut. Mas não vai resolver o problema. Futebol precisa de linha de crédito, igual os artistas conseguiram recentemente. O futebol precisa abrir também, os políticos terão de fazer isso para os clubes sobreviverem.

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. amém, sonho com esse dia que essa leseira vai se acabar. Um professor estuda 5 anos, mais 2 no mestrado, mais 4 no doutorado pra ganhar pouco enquanto um monte de analfabeto corre atrás de uma bola para ganhar milhões, esse é o brasil!

  2. Depois que começaram a moda dos supersalários, tem mais é que se lascar. Na pegada que vinha, Palmeiras, Flamengo (e algum outro com patrocínio de financeira) iriam disparam na frente, e o resto ia ficar se matando por uma vaga no G4.
    Triste fim, poderiam se espelhar em algumas ligas estadunidenses e seus tetos.

  3. Quebrado já está há muito tempo, agora o momento é apenas de reconhecer o atual estado falimentar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Zenaide Maia aparece em mais uma pesquisa entre os eleitos ao Senado e abre distância dos concorrentes

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece em posição consolidada na disputa por uma das duas vagas ao Senado pelo RN, segundo pesquisa do Instituto Exatus divulgada nesta terça-feira (28). O levantamento indica que ela figura entre os nomes mais bem colocados tanto no cenário estimulado quanto no espontâneo, reforçando consolidação na corrida eleitoral.

No cenário estimulado, quando os entrevistados recebem uma lista prévia de nomes e podem escolher até dois candidatos, o senador Styvenson Valentim aparece com 48,6% das intenções de voto. Em seguida, aparece Zenaide Maia, com 33,8%, ocupando posição entre os nomes que estariam eleitos caso o pleito fosse hoje.

Na sequência, aparecem Rafael Motta (18,7%), Coronel Hélio (15,3%) e Samanda Alves (12,6%), compondo o grupo dos cinco primeiros colocados.

Já no cenário espontâneo, quando os eleitores respondem livremente em quem pretendem votar, sem apresentação prévia de nomes, Styvenson aparece com 25,08%. Zenaide Maia aparece logo depois, com 9,45%, também figurando entre os mais citados.

Com isso, os dois ocupam as posições que garantiriam eleição caso o pleito fosse hoje. Na sequência aparecem os demais postulantes e citações pulverizadas entre outros nomes.

O levantamento contratado pelo Grupo Agora RN ouviu 1.518 eleitores entre os dias 14 e 17 de abril, em todas as regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,51 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é RN-08384/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Deputado propõe honraria a Juliano Cazarré e repúdio a Fábio Porchat, após polêmica envolvendo o curso para homens

Foto: Reprodução/Instagram

A polêmica envolvendo o curso O Farol e a Forja, idealizado por Juliano Cazarré, saiu das redes sociais e chegou à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O deputado bolsonarista Rodrigo Amorim (PL) protocolou um Projeto de Lei para conceder a Medalha Tiradentes ao ator.

Em contrapartida, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisa nesta quarta-feira (29/4) uma proposta do mesmo parlamentar que visa declarar o humorista Fábio Porchat como persona non grata no Rio.

Ao justificar a homenagem, Amorim afirmou à coluna Fábia Oliveira, no Metrópoles, que, para além da carreira artística, Cazarré “é reconhecido por se posicionar publicamente em defesa de valores conservadores, manifestando opiniões alinhadas aos princípios de valorização da família e da liberdade religiosa”.

O deputado, no entanto, critica declarações públicas feitas por Porchat se referindo de forma “jocosa e desrespeitosa” ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

“O escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que sustentam a Nação”, argumentou.

Curso de masculinidade reacende debate

O caso ganhou força após Juliano Cazarré divulgar, na última semana, conteúdos e iniciativas voltadas à masculinidade, com foco em temas como liderança, espiritualidade e papéis sociais dos homens. A repercussão aumentou após Fábio Porchat ironizar a proposta em um vídeo publicado nas redes sociais.

Para Amorim, as críticas a Cazarré estariam relacionadas ao seu posicionamento firme.

“A homenagem reconhece a relevância de personalidades que, por meio de sua visibilidade pública, participam ativamente da construção do debate de ideias no país, reforçando o pluralismo e a liberdade de expressão como pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito”, declarou o deputado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Enem: Cultura de estudos e suporte emocional marcam preparação de alunos do Colégio Porto

Em meio à crescente pressão por desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio, uma escola em Natal têm buscado equilibrar resultados acadêmicos com o cuidado à saúde mental dos estudantes. No Colégio Porto, a preparação dos alunos da 3ª série do ensino médio tem sido estruturada a partir de uma cultura de estudos que une revisão de conteúdo, estratégia e acompanhamento individual. Uma combinação entre rigor acadêmico e acolhimento que tem impacto direto na confiança dos alunos.

A proposta parte do entendimento de que o último ano da educação básica é mais do que uma etapa de revisão. “A terceira série contempla todos os conteúdos ministrados ao longo do ensino médio, mas é também o ápice de uma cultura de estudos. A gente busca ajudar os estudantes a construir isso dia após dia, sem negligenciar a saúde integral desses meninos”, explica a orientadora pedagógica Kennia Ísis.

Um dos pilares dessa preparação é o acompanhamento próximo do aluno. Projetos de mentoria e monitoria funcionam como suporte contínuo, especialmente no contraturno, permitindo que dúvidas sejam trabalhadas de forma mais direcionada.

“O aluno não caminha sozinho. A monitoria oferece um suporte técnico e dinâmico, enquanto a mentoria atua no campo da estratégia. O mentor funciona como um treinador, ajudando a analisar desempenho, ajustar rotas e organizar a rotina de estudos”, detalha.

”Projeto de Vida” integra aprendizado e bem-estar

O Colégio Porto também aposta em uma abordagem integrada por meio do chamado Projeto de Vida, com encontros semanais voltados à organização da rotina, técnicas de aprendizagem e planejamento de futuro. A iniciativa inclui ainda atividades físicas regulares para reduzir o estresse e ações de suporte emocional conduzidas pelo núcleo de apoio pedagógico.

“É um trabalho que envolve o cognitivo, o físico e o emocional, evitando, inclusive, quadros de esgotamento ao longo do ano”, afirma Kennia.

Dentro desse acompanhamento, os estudantes passam por avaliações de interesse profissional, que cruzam aptidões e expectativas de futuro. Segundo a orientadora, esse processo contribui para dar sentido à rotina de estudos.

“Quando o aluno entende onde quer chegar, o estudo deixa de ser um peso e passa a ser um meio para alcançar um objetivo real.”

Simulados e estratégia de prova

A preparação inclui ainda simulados periódicos no formato do Enem, com aplicação fiel às condições da prova oficial, desde horários até regras e materiais permitidos. As avaliações utilizam a Teoria de Resposta ao Item (TRI), mesma metodologia adotada pelo exame, o que permite uma análise mais precisa do desempenho dos estudantes.

Para complementar, o Colégio Porto promove encontros com especialistas em estratégias de prova, com foco na interpretação da TRI e no desenvolvimento de técnicas para melhorar o rendimento. A ideia é que o estudante compreenda não apenas o conteúdo, mas também a lógica do exame.

Mais do que a aprovação em universidades, a proposta, segundo a escola, é formar estudantes capazes de gerir o próprio aprendizado e lidar com desafios futuros. “O resultado não é só o ingresso no curso desejado, mas a formação de um indivíduo que sabe organizar metas e emoções, competências que vão acompanhar esses jovens ao longo da vida”, conclui.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] “ATESTADO DE ÓBITO”: Homem desenterra irmã e leva esqueleto ao banco para sacar dinheiro na Índia

Um homem desenterrou o esqueleto da própria irmã para provar a morte dela diante de funcionários de um banco rural no estado de Odisha, na Índia. O objetivo era conseguir sacar um valor depositado na conta da mulher morta.

O episódio ocorreu na vila de Mallipasi, na segunda-feira (27), quando Jitu Munda levou os restos mortais até a agência bancária como forma de evidência. Segundo informações da polícia, a irmã do homem havia morrido cerca de dois meses antes e possuía aproximadamente 19.300 rúpias (cerca de R$ 1.020) depositadas na instituição.

De acordo com o relato das autoridades, Munda procurou o banco inicialmente para retirar o dinheiro, mas teve o pedido negado. Funcionários informaram que, por estar em nome da irmã, o valor só poderia ser liberado mediante apresentação de documentos, incluindo certidão de óbito e outros comprovantes legais.

Sem compreender o procedimento, o homem, descrito como analfabeto, decidiu abrir o local onde a irmã havia sido enterrada, recolheu os ossos em um saco e os apresentou diretamente aos funcionários como prova de falecimento.

A reação dentro da agência foi de susto. Funcionários ficaram alarmados ao ver o esqueleto e acionaram a polícia, chegando a se trancar dentro do prédio por um período. O caso rapidamente atraiu a atenção de moradores da região, que se dirigiram ao local para acompanhar a situação.

Equipes policiais foram enviadas ao banco e, após conversa com o homem, conseguiram convencê-lo a retornar os restos mortais ao local de sepultamento adequado. O material foi então novamente enterrado.

Segundo Kiran Prasad Sahu, responsável pela delegacia da região, o episódio evidencia falta de entendimento sobre procedimentos burocráticos. Ele afirmou que o homem foi orientado a obter a certidão de óbito para poder acessar os valores depositados.

As autoridades destacaram que Munda não tinha intenção de causar tumulto, mas agiu por desconhecimento das exigências legais para movimentação de contas após a morte do titular.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ABC negocia redução de dívidas tributárias e pode obter abatimento de R$ 15 milhões

Foto: Divulgação/ABC

A diretoria do ABC Futebol Clube apresentou ao Conselho Deliberativo os avanços na negociação de uma transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que pode reduzir a dívida do clube em cerca de R$ 15,2 milhões.

Segundo os dados, o passivo tributário federal é de R$ 24,9 milhões. A proposta em análise prevê pagamento de R$ 9,7 milhões, com desconto de até 70%, entrada de R$ 115,8 mil e parcelamento em até 84 meses.

O clube já protocolou proposta e recebeu uma contraproposta da PGFN, com condições para continuidade das negociações. A resposta foi recebida em abril e ainda aguarda formalização.

A próxima etapa é a análise do Conselho Deliberativo, que deve avaliar e autorizar o avanço do acordo.

De acordo com o vice-presidente jurídico, Ennio Marques, o processo segue critérios técnicos e busca garantir segurança jurídica e transparência. A negociação faz parte do plano de reestruturação financeira do clube.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Pesquisa que favorece Lula é de empresa contratada pelo governo

Sidônio Palmeira, chefe da Comunicação, dando instruções a Lula – Foto: divulgação

Integrante do grupo de comunicação FSB, que presta serviços ao governo Lula (PT), a empresa de pesquisa Nexus divulgou levantamento (nº BR-01075/26) que aponta Lula cinco pontos (41% a 36%) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno, mas Flávio está apenas dois pontos à frente (42% x 40%) no Sul. Pode ter sido erro, na melhor hipótese: é a única pesquisa que aponta vantagem tão pequena do candidato do PL na região.

Os demais institutos apontam até 19 pontos em favor de Flávio na Sul. Procurado, o Nexus/FSB não explicou tamanha diferença. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Na pesquisa Genial/Quaest de 15 de abril, na região Sul Flávio aparece com 40% contra 23% do atual presidente Lula; 17 pontos de diferença.

No primeiro turno da CNT/MDA de 14 de abril, Flávio tem 40% e Lula, 28% na região Sul. No Paraná Pesquisa de 2 de abril foi 49,5% a 30,2%.

Até no último levantamento nacional Datafolha nacional, de 11 de abril, no Sul Flávio soma 39% contra 28% de Lula.

Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. NORMAL, A QUADRILHA SENDO QUADRILHA KKKK. 👉🏿 O SENADO TEM 12 BILHÕES DE MOTIVOS PARA APROVAÇÃO DO BESSIAS 💩💩

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PGR arquiva pedido para investigar Gilmar Mendes por homofobia contra Zema

Foto: Evaristo Sá/AFP e Reprodução/TV Cultura

A PGR (Procuradoria-Geral da República) arquivou um pedido para investigar o ministro do STF Gilmar Mendes por suposto crime de homofobia em declarações contra o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo).

PGR não viu crime nas declarações de Gilmar Mendes

“Não se verifica, no contexto apresentado, conduta que configure lesão efetiva e atual a direitos coletivos da população LGBTQIA+ que demande intervenção ministerial”, diz o despacho, assinado pelo procurador Ubiratan Cazetta, chefe de gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Entenda o caso

Em entrevista, Gilmar citou possibilidade de que se façam “bonecos de Zema como homossexual” ao reclamar de críticas do ex-governador ao STF. O ministro indagou, ainda, se isso não seria “ofensivo”. “Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso?”, disse Gilmar ao portal Metrópoles.

Gilmar reconheceu depois que declaração foi “inadequada”. Ele afirmou ter errado ao citar homossexualidade como “acusação injuriosa” e pediu desculpas. “Não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, publicou Gilmar no X.

Em resposta, Zema reagiu e disse que Gilmar “extrapola cada vez mais os limites”. “Inacreditável. Gilmar Mendes equipara a nossa sátira dos intocáveis com uma possível sátira do STF me representando como homossexual e ladrão. Se comporta como um INTOCÁVEL. Acima de tudo e todos. Que vergonha”, criticou Zema.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Moraes e esposa acionam Justiça contra Alessandro Vieira por danos morais

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado | Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, acionaram a Justiça contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por danos morais.

O motivo, segundo a ação assinada pelo escritório de Viviane, foram declarações à imprensa do senador associando Moraes ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e sugerindo a existência de circulação de recursos financeiros entre os familiares do ministro e a facção criminosa.

De acordo com a petição, Vieira “excedeu, em muito, o exercício regular de seu direito de livre manifestação, extravasando, inclusive, os limites de sua imunidade material parlamentar”.

A ação diz que as declarações são “fraudulentas, absolutamente inadmissíveis e abusivas”. O documento sustenta que a intenção de Vieira era “ferir” a honra, a dignidade e o decoro de Moraes e Viviane, resultando na violação “dos direitos de personalidade dos ofendidos”.

A peça pede que Vieira pague uma indenização de R$ 20 mil, tendo como base:

  • a gravidade das declarações, consideradas as condições pessoais dos ofendidos e do ofensor;
  • a repercussão negativa decorrente de tais declarações veiculadas por mídia social e impressa tradicional; e
  • os prejuízos causados à reputação e à honra dos autores.

Vieira foi o relator da CPI do Crime Organizado e, em seu relatório final, pediu o indiciamento de Moraes e dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O relatório foi rejeitado após manobra do governo.

O que diz Vieira

Procurado, o senador se referiu à ação como uma “intimidação” que “não vai frear seu trabalho”.

Segundo ele, na condição de relator da CPI do Crime, foram mencionadas pelo parlamentar a existência de “circulação de recursos” entre grupos sob apuração e pessoas ligadas a diferentes esferas, incluindo familiares de autoridades, o que motivou a controvérsia jurídica.

Vieira afirma ainda que suas declarações foram distorcidas. “Eu não disse isso. Em nenhum momento, está gravado. O que eu disse, repito, é provado e confessado, é que eles receberam sim, cerca de R$ 80 milhões do Banco Master, que hoje nós sabemos, era um grupo criminoso”, afirma.

Em declaração anterior, Vieira já havia esclarecido o teor da fala: “O que fiz foi relatar o provável processo de lavagem de dinheiro, realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento uma ligação direta entre o PCC e o referido escritório”, afirmou.

“A intimidação, e a tentativa de tentar constranger por meio de processo não vai parar o nosso trabalho, que é um trabalho que é feito no interesse dos brasileiros que merecem viver num país onde a lei seja igual para todos”, completa o parlamentar.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CASO MASTER: Ex-presidente do BRB pede transferência da Papuda para negociar delação

Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso na Operação Compliance Zero, sinalizou interesse em colaborar com as investigações.

A defesa pediu ainda ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência do presídio da Papuda para um local que permita conversas sigilosas com advogados.

O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. No documento, os advogados afirmam que Costa manifestou a intenção de cooperar com as autoridades, “possivelmente por meio de colaboração premiada”.

O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o banco Master sem lastro — ou seja, sem garantias que sustentem seu valor.

Segundo os advogados, a possibilidade de uma eventual colaboração premiada depende de três fatores:

  • a voluntariedade do investigado
  • análise técnica sobre a utilidade das informações e provas
  • uma decisão esclarecida sobre os termos e riscos do acordo

De acordo com a petição, a estrutura da unidade prisional e a necessidade de garantir o sigilo das conversas entre cliente e defesa impedem discussões detalhadas sobre os fatos investigados e o manuseio de possíveis provas.

Por isso, a defesa pede a transferência para um ambiente em que Costa possa exercer “de forma plena seu direito à autodefesa”, com garantia de confidencialidade nas comunicações entre advogados e cliente.

A petição menciona ainda que Paulo Henrique Costa é oficial da reserva das Forças Armadas, com patente de 2º tenente.

Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial.

Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada.

Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior, e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

Antes de assumir o BRB, ele era vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal, onde trabalhava desde 2001 até assumir o BRB.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TRE vê ilegalidade e derruba pesquisa que colocava Alysson com mais de 20% na liderança

Foto: José Aldenir/Agora RN

A pesquisa do instituto Data Census que apontava o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra na liderança da disputa ao Governo do RN com mais de 20% foi suspensa pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte.

A decisão, assinada pelo juiz Daniel Cabral Mariz Maia, atendeu ação do Partido Novo e determinou a retirada imediata da divulgação do levantamento (RN-05562/2026). O magistrado identificou falhas graves, como inconsistências no plano amostral, divergências entre dados declarados e aplicados, além de dúvidas sobre contratação e recursos.

Segundo a decisão, os problemas comprometem a “higidez da pesquisa”.

O TRE-RN fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, podendo ultrapassar R$ 100 mil conforme a Lei das Eleições. A medida vale para qualquer meio de divulgação, inclusive redes sociais.

Apesar disso, até o fechamento desta matéria, o conteúdo ainda permanecia no Instagram de Allyson Bezerra, em possível descumprimento da decisão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *