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EFEITO PANDEMIA: “O futebol brasileiro está caminhando a passos largos para quebrar”, alerta presidente do Atlético-MG

Presidente Sette Câmara, do Atlético-MG — Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

A onda da Covid-19 que avassalou o futebol mundial ainda não tem hora para recuar. A falta de perspectivas de retorno dos jogos, e até mesmo em que condições isso acontecerá, assusta os dirigentes do futebol brasileiro. O Atlético-MG foi um dos clubes que tentou se preparar para o Tsunami de forma antecipada, com redução de salários, férias antecipadas dos jogadores, corte de pessoal e gastos e retorno aos treinos. O presidente do clube, Sérgio Sette Câmara, entretanto, não conseguirá ter noites de sono tranquilas em um curto prazo.

O mandatário, um dos líderes da Comissão Nacional de Clubes, que debate periodicamente o futuro do futebol brasileiro com a CBF, traça um quadro geral alarmante do esporte mais popular em terras brasileiras. Sem receitas de jogos, exposição de marcas, vendas de direitos de televisão, e com os boletos batendo à porta mensalmente, a conta não fecha.

“O futebol brasileiro está caminhando a passos largos, na minha opinião, para quebrar” – Sérgio Sette Câmara.

O advogado e presidente do Atlético desde dezembro de 2017 foi o convidado do podcast GE Atlético nessa quinta-feira e tentou cristalizar o cenário em que se encontra não só o Galo, mas praticamente todos os clubes profissionais do país. Ele defende a união das agremiações, até mesmo com a criação de uma nova associação. Algo que chegou a existir com o finado Clube dos 13.

Até lá, entretanto, os trabalhos são para definir a volta da bola rolando. Na Europa, já há sinalizações positivas. O Alemão já recomeçou. A Premier League retorna em 17 de junho. Dias depois, será a vez do Campeonato Italiano. Porém, impossível deliberar sobre datas no Brasil. É o que relata o dirigente. Além disso, Sette Câmara enfatiza que os jogos oficiais sendo disputados novamente não serão a solução final para a crise econômica agravada nos clubes.

– Se ilude quem acha que a volta do futebol irá resolver os problemas. Não vai. Não teremos bilheteria (jogos de portões fechados) e teremos despesas. O time terá de viajar, terá que pagar viagem de avião, hotel, terá que pagar… A ficha ainda vai cair ainda para a maioria das pessoas, inclusive na imprensa. Bom colocar as barbas de molho. Tenho falado disso há tempos, mas muitos me criticam, falam que estou exagerando.

“Eu participo de grupos com outros presidentes, tenho conversado na CBF. E a verdade é que ninguém tem perspectiva de volta. E quando voltar, o que vier de receita não será suficiente para as despesas dos clubes. Estamos caminhando para uma situação dificílima”.

Se as conversas com a CBF e outros clubes não são capazes ainda de traçar uma projeção de volta dos jogos, o diálogo a nível estadual sequer existe com a Federação Mineira. Não é a primeira vez que Sette Câmara reclama de falta de comunicação da FMF com o Galo. A entidade até fará reunião em 10 de junho com a secretaria de saúde estadual, justamente para debater o retorno do Módulo I do Mineiro, paralisado após a nona rodada (faltam seis datas).

– Gosto do Adriano (Aro, presidente da FMF). Acho que é um rapaz bacana, competente. Mas nessa parte aí eu não estou entendendo. O Atlético é o time hoje, queira ou não, mais importante filiado da Federação Mineira. É o único clube mineiro na Série A. Não estou aqui querendo criticar, mas acho que falta uma atenção com um clube tão importante quanto o Atlético por parte da Federação, no sentido de nos dar ao menos uma luz. “O campeonato não vai voltar, vai voltar, o que você acha?”. Mas tudo bem. Não tem problema. Acho que a gente vai acabar mais adiante conversando. Também não tem perspectiva mesmo, né? Estamos aí fazendo conjectura.

Enquanto espera e se prepara para voltar a disputar o Campeonato Mineiro e iniciar o Brasileirão com Jorge Sampaoli e Alexandre Mattos no comando da equipe, o Atlético precisa pagar as contas. Conseguiu diminuir os atrasos salariais. Preocupação primária do clube que traçou demissão de mais de 50 funcionários.

“Não existe como você ter uma afirmação: ‘Vai acontecer isso, é assim que vai ser’. É um quadro angustiante. Tenho passado muitas noites sem dormir. Ou você acha que é fácil eu levantar e descer a caneta mandando 50, 60, 70 pais de família embora? É duro demais”.

Por falar em salários, o presidente do Galo toca em outro ponto: a Lei Pelé prevê que um atleta profissional possa se desvincular de um clube após três meses sem receber salários (incluindo o que recebe de direitos de imagem). Como atrasos salariais são previstos de forma categórica nos clubes, um efeito dominó seria jogadores de grande valor de mercado ficando livres, e os clubes perdendo patrimônios milionários.

– O que me preocupa muito, e isso é questão a ser discutida a nível nacional, é sobre direitos federativos e econômicos dos atletas. Sabemos que depois de três meses de atraso no salário ou imagem o atleta passa a ter direito de entrar em juízo para desfazer o vínculo. E vários atletas, do Atlético inclusive, custaram verdadeiras fortunas. A ideia de fazer a contratação do atleta é fazer, colocar a camisa do clube, ter o retorno técnico e também financeiro. É um patrimônio. E a receita de TV e de venda de atletas são as maiores. Muitas vezes, em casos mais recentes, a venda de direitos econômicos superou a receita da televisão. Então, como vai ser isso? Como pagar salário quando não tem receita?

Veja outras respostas de Sette Câmara:

Despesas na volta do futebol

– Se nós voltarmos o campeonato, tem o custo dos testes também, tá? Não vamos esquecer isso, não. Um clube que tenha que fazer jogos em um espaço de tempo menor, em 48h, essa possibilidade apareceu, caso voltassem os torneios sul-americanos, um clube gastaria em média R$ 300 mil só de testes. A gente voltou (a treinar) porque eu tenho que ter fé e esperança de que nosso negócio futebol uma hora vai voltar. E a gente pretende estar preparado pra essa volta. Mas, quando você olha pro quadro atual do país, o número de mortes aumentando… Tudo bem, voltou o comércio, mas as aglomerações seguem proibidas.

Volta aos treinos como “esperança”

Estamos trabalhando na esperança de que alguma coisa clareie, para a gente poder voltar. Eu sei, como eu disse, que mesmo voltando os jogos não vai resolver nosso problema. A crise vai continuar batendo na porta. Mas nós vamos, pelo menos, ter a possibilidade de buscar patrocínio, etc. O que está acontecendo? Os patrocinadores estão correndo, porque não tem cabimento ficar pagando patrocínio pra um clube e não aparece a marca na camisa, não aparece na televisão. Se pelo menos voltasse o futebol, neste aspecto alguma coisa poderia acontecer. A gente mesmo tem uma possibilidade de patrocínio aí, não é só o Atlético, é uma coisa pra Atlético, Cruzeiro e América, que disse que pode vir a nos dar um apoio, mas condiciona à volta do futebol. São situações que vamos ter que equacionar.

“Também não posso enfrentar o mundo querendo impor que aconteça determinado tipo de campeonato, que volte os jogos, e assumir o risco de amanhã ser responsabilizado por torcedores, jogadores ou parentes infectados. É uma situação realmente muito difícil”.

Mudanças na lei para proteger os clubes

– Eu acredito que pra isso acontecer vamos ter que estar fazendo um acordo que envolva os próprios atletas, sindicados, e não sei se vamos encontrar eco na maioria deles. A gente sabe que tem gente que é muito consciente nesse meio, mas tem outros que não, que não estão nem um pouco preocupados e querem saber de receber o seu. Isso é muito complexo, porque envolve a legislação específica de cada país. Aqui temos a Lei Pelé, a Fifa teria que entrar dando um respaldo. A gente sabe que a Fifa olha pro futebol muito com olhos da Europa. O futebol sul-americano não é a prioridade. O futebol lá está voltando aos poucos. Aqui, o quadro é diferente. O Brasil caminha a passos largos pra ser, se não o primeiro, o segundo país do mundo com maior número de infectados, e espero que não, mas também de pessoas que venham a óbito. Essa é uma situação que pode ser. Eu já vinha, um tempo atrás, eu uma grande reunião, com vários presidentes, pedido pra se incluir esse tema na pauta. Mas, não sei por que cargas d’água, a coisa não foi levada adiante.

Buscar receitas no deserto de fontes

– Vai chegar uma hora que nenhum clube vai ter mais receita nenhuma, não vai ter de onde tirar. Agora, com a volta do futebol na Europa, de repente a gente consegue fazer a negociação de algum atleta. Aí sim. Se a gente conseguir isso aí, a gente dá um respiro. Que é, na verdade, pra sobreviver. O foco é conseguir passar por esse momento difícil com menos arranhões possível. Por isso temos tomado medidas que infelizmente são impopulares. Mas você tem que olhar pro clube em primeiro lugar. Temos trabalhado muito em cima do negócio chamado fluxo de caixa. Se você não toma medidas duras pra fazer com que a coisa aconteça até o fim do ano, você fica pelo caminho. E creio que alguns clubes não estão tendo o mesmo tipo de zelo que estamos tendo aqui no Atlético. E vocês vão ver que, durante o ano, muita coisa complicada vai acontecer. Espero que a gente esteja fora.

União dos clubes e linha de crédito

– Temos que criar rapidamente uma associação dos clubes de futebol. Não estou falando que é uma liga, é diferente. Mas é ter uma associação com gente com competência executiva, empresarial, à frente, para defender os interesses dos clubes como um todo, em bloco. Para buscar junto às entidades, e aí falo de Governo, as soluções para o nosso futebol. O futebol brasileiro hoje é responsável por 2% do PIB, ele dá inúmeros empregos diretos e indiretos, talvez milhões. Incluindo a imprensa, por exemplo. Mas cadê os nossos políticos para defender os interesses do futebol? Tem um Projeto de Lei que está andando, mas é pra quebrar o galho de alguma coisa do Profut. Mas não vai resolver o problema. Futebol precisa de linha de crédito, igual os artistas conseguiram recentemente. O futebol precisa abrir também, os políticos terão de fazer isso para os clubes sobreviverem.

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. amém, sonho com esse dia que essa leseira vai se acabar. Um professor estuda 5 anos, mais 2 no mestrado, mais 4 no doutorado pra ganhar pouco enquanto um monte de analfabeto corre atrás de uma bola para ganhar milhões, esse é o brasil!

  2. Depois que começaram a moda dos supersalários, tem mais é que se lascar. Na pegada que vinha, Palmeiras, Flamengo (e algum outro com patrocínio de financeira) iriam disparam na frente, e o resto ia ficar se matando por uma vaga no G4.
    Triste fim, poderiam se espelhar em algumas ligas estadunidenses e seus tetos.

  3. Quebrado já está há muito tempo, agora o momento é apenas de reconhecer o atual estado falimentar.

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[VÍDEO] Reitor UFRN anuncia apuração de atos de violência no campus central e que vai acionar o MPF, Procuradoria Federal e TRE

O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) José Daniel Diniz Melo anunciou nesta terça-feira (20) a abertura de um processo para apurar os atos de violência e os danos ao patrimônio registrados durante uma manifestação realizada na segunda-feira (19), no campus central da instituição.

A universidade também encaminhará documentos ao Ministério Público Federal (MPF), à Procuradoria Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com informações sobre os acontecimentos e as providências adotadas.

Em vídeo divulgado nos perfis da instituição, o reitor informou que a Diretoria de Segurança Patrimonial acompanhou e registrou a ocorrência. Uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (20) definiu os encaminhamentos para investigar os fatos. O reitor reafirmou o compromisso da UFRN com a liberdade de expressão, mas ressaltou que a instituição não pode tolerar atos de violência nem desrespeito à universidade e à comunidade acadêmica.

Em nota divulgada mais cedo, a UFRN repudiou os atos de violência ocorridos:

NOTA OFICIAL

UFRN repudia atos de violência no Campus Central

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) manifesta seu mais veemente repúdio aos atos de violência ocorridos em 19 de outubro, no Campus Central da instituição.

A Universidade é um espaço de formação, pluralidade, diálogo e respeito às diferenças, que tem na liberdade de expressão e no estímulo ao pensamento crítico, princípios fundamentais de sua missão. A divergência de ideias, inerente à vida universitária e ao exercício democrático, não pode, sob qualquer circunstância, servir de justificativa para atos de intimidação, ameaças, violência ou desrespeito.

A mobilização política em questão, realizada sem autorização institucional e com o uso de equipamentos de som e fogos de artifício, foi acompanhada de atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público e provocando a interrupção de aulas e atividades administrativas.

Diante da gravidade dos fatos, a administração universitária adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a rigorosa apuração das ocorrências e a responsabilização dos envolvidos.

A UFRN reafirma seu compromisso com a proteção da sua comunidade acadêmica e a defesa intransigente dos princípios democráticos, da liberdade de expressão e do respeito às diferenças.

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[VÍDEO] Nikolas Ferreira expõe relatos de moradores do Nordeste esquecidos por Lula

Relatos de moradores do Nordeste sobre falta de saneamento, dificuldades de acesso à água e despesas com medicamentos foram reunidos em um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais nesta terça-feira (20).

“Sou nordestina, nasci em Mundo Novo e moro aqui na Bahia. Passei a vida inteira ouvindo Lula dizer que a nossa vida ia mudar. Eu envelheci”, diz o primeiro relato.

Na gravação, entrevistados também relatam o impacto do custo de vida no orçamento familiar e a falta de oportunidades de emprego e estudo, que leva jovens a buscar melhores condições em outros estados.

Aposentados e pessoas com doenças graves afirmam enfrentar dificuldades para comprar remédios e manter as despesas domésticas, chegando a reduzir gastos com alimentação.

O vídeo traz ao final a seguinte reflexão: “Na hora de votar, não se esqueça de quem esqueceu de você”

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CNJ determina que TJRN promova Henrique Baltazar a desembargador em até 48 horas

Foto: José Aldenir

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta terça-feira que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) promova o juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos ao cargo de desembargador, pelo critério de antiguidade, no prazo de 48 horas.

A decisão, tomada durante a 2ª Sessão Extraordinária, também anulou a votação administrativa de 1º de julho, quando a promoção do magistrado foi rejeitada por 10 votos a 4.

O caso envolve a recusa do juiz mais antigo da Corte à vaga destinada à promoção por antiguidade e questionamentos sobre o procedimento adotado pelo tribunal. A defesa de Henrique Baltazar foi representada pelo advogado Hallrison Dantas, que acompanha o processo desde o início.

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[VÍDEO] EXCLUSIVO: Veja o momento em que militante da esquerda rasga o ‘Pixuleco’ com uma faca na UFRN

Um vídeo obtido com exclusividade pelo BLOGDOBG mostra o momento em que um militante de esquerda se aproxima do boneco ‘Pixuleco’ e o rasga com uma faca, durante manifestação realizada na terça-feira (19), na UFRN.

Usando máscara para não se identificado, ele foge logo após a ação que desencadeou a confusão entre os manifestantes na UFRN.

Um homem que estava na caminhonete ainda percebe a má intenção, tenta evitar que o boneco seja atingido mas não consegue conter o jovem.

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85% defendem fim da indicação de ministros do STF pelo presidente, aponta pesquisa

Foto: Antonio Augusto/STF

Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (20) aponta que 85% dos brasileiros são favoráveis à retirada da prerrogativa do presidente da República de indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas 7% são contrários à mudança e 8% não têm opinião formada.

O resultado surge em meio ao debate sobre mudanças na composição da Corte. Até 2030, o próximo presidente poderá indicar pelo menos três ministros, considerando as aposentadorias previstas de Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

O presidente Lula (PT) tem defendido uma reforma do Judiciário, incluindo a discussão sobre a forma de escolha dos ministros e a possibilidade de estabelecer mandatos para os integrantes do STF. Em setembro, afirmou que a sociedade precisa participar desse debate.

Já o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem declarado que pretende indicar cinco ministros ao Supremo caso seja eleito. A bancada bolsonarista no Congresso também defende o impeachment de integrantes da Corte, o que poderia abrir novas vagas.

Atualmente, a Constituição estabelece que os ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pelo Senado Federal.

Com informações da Crusoé

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DISPUTA NO SENADO: Alcolumbre é acusado de usar gabinetes e apartamentos funcionais para buscar apoio à reeleição

Foto: Reprodução

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), centralizou a distribuição de gabinetes e apartamentos funcionais destinados aos senadores eleitos, em meio às articulações para permanecer no comando da Casa. A informação foi publicada nesta terça-feira (20) pelo jornal O Antagonista.

Segundo a reportagem, parlamentares eleitos afirmam que as decisões sobre os espaços passaram a depender diretamente de Alcolumbre. Um deles relatou que a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, telefonou para orientá-lo a procurar o presidente da Casa para tratar da escolha do gabinete.

O senador, que não pretende apoiar Alcolumbre na eleição interna, recusou o contato e afirmou enfrentar dificuldades para resolver a questão. “Ele vai prestigiar aqueles que se comprometeram a votar nele”, declarou ao jornal.

Outro senador eleito também se recusou a procurar Alcolumbre. “Todo senador tem um gabinete e todo senador vai ter um gabinete lá, então não vou falar com ele nem conversar com ele a respeito disso”, afirmou.

O parlamentar levantou a possibilidade de a distribuição dos espaços ser utilizada para negociar apoio político, mas não relatou ter recebido qualquer oferta direta de gabinete ou apartamento em troca de voto.

Alcolumbre articula sua permanência na Presidência do Senado para o próximo biênio. A eleição interna está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura.

Com informações de O Antagonista

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro promete retomar incentivo fiscal para shows, eventos e turismo

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu restabelecer o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro. A proposta foi apresentada em vídeo publicado nas redes sociais.

“Eu vou restabelecer o Perse para todos os setores de eventos culturais, shows e turismo, que hoje estão sufocados e endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro”, afirmou.

Flávio disse que a retomada do programa poderá estimular a realização de shows, gerar oportunidades para artistas e movimentar a economia. Segundo ele, o setor beneficia também comerciantes, taxistas, motoristas de aplicativos e pequenos empreendedores.

“Grandes artistas e pequenos artistas, se preparem. Vocês vão ter muito trabalho e todo o setor vai aquecer a economia”, declarou.

O Perse foi criado em 2021 para reduzir os impactos econômicos da pandemia sobre os setores de eventos e turismo, por meio de benefícios fiscais. Em 2024, o Congresso aprovou a continuidade do programa com limite de R$ 15 bilhões em renúncias fiscais. O benefício foi encerrado em abril de 2025, durante o governo Lula, após atingir o teto estabelecido.

Com informações do R7

Opinião dos leitores

  1. E a propósito: Flávio vai aceitar o desafio de Lula ou não?
    Ambos abrirem os sigilo bancário, fiscal e telefônico para todos os brasileiros saberem quem é corrupto e quem não é!!!

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[VÍDEO] Diretor do Real Time Big Data vê missão “extremamente difícil” para Lula virar eleição contra Flávio

O cientista político Bruno Soller, CEO do instituto Real Time Big Data, avaliou nesta terça-feira (20) que o presidente Lula (PT) enfrenta uma missão “extremamente difícil” para reverter o cenário eleitoral e vencer Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Acorda, Metrópoles.

“A missão do presidente Lula fica extremamente difícil. Porque ele precisa recuperar os votos desse eleitorado que votou por mudança”, afirmou Soller. Segundo ele, os levantamentos eleitorais indicam uma tendência de consolidação de Flávio na primeira posição, apesar dos empates técnicos registrados nas pesquisas.

Para o especialista, o desempenho do senador está relacionado ao sentimento de antipetismo e ao voto pragmático de eleitores que buscam uma alternativa ao atual presidente. “O eleitor faz um voto pragmático para o Flávio Bolsonaro”, destacou.

Soller também apontou que os recentes escândalos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) influenciaram o voto de parte do eleitorado. Na avaliação do cientista político, a vantagem obtida por Flávio no 1º turno torna ainda mais difícil uma reação de Lula na reta final da disputa.

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Novo pede cassação da chapa de Lula por abuso de poder político em ano eleitoral

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O partido Novo acionou o TSE para pedir a cassação da chapa do presidente Lula (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), além da inelegibilidade de ambos por oito anos. A ação, protocolada na segunda-feira (19), acusa o governo federal de abuso de poder político pela adoção de medidas de benefício econômico e apelo popular em ano eleitoral.

Segundo o partido, foram identificadas 35 medidas entre janeiro e outubro de 2026, sendo 12 durante a campanha eleitoral. Entre as iniciativas questionadas estão o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, a ampliação dos subsídios aos combustíveis, o programa Desenrola 3.0 e o fim da chamada taxa das blusinhas.

O Novo estima que as medidas tenham impacto fiscal de aproximadamente R$ 73 bilhões. A legenda também questiona a abertura de R$ 99,7 bilhões em créditos extraordinários por medidas provisórias, mecanismo destinado a despesas urgentes e imprevisíveis.

“Benefícios eleitoreiros anunciados nas vésperas do pleito, contas empurradas para o futuro e gastos sem compensação, tudo isso exige responsabilização”, afirmou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

Além da ação no TSE, o partido apresentou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar os efeitos fiscais das medidas. O Novo pede que Lula e Alckmin sejam notificados para apresentar defesa e, ao final do processo, tenham os registros ou diplomas cassados e sejam declarados inelegíveis por oito anos. As acusações ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral.

Com informações do Metrópoles

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André Fernandes traz o Bloco do 22 para Mossoró nesta quinta-feira

O deputado federal André Fernandes, o mais votado do Nordeste, idealizador do Bloco do 22 em Fortaleza, traz a iniciativa para Mossoró nesta quinta-feira, dia 22. O evento será realizado no Corredor Cultural da Avenida Rio Branco e promete reunir apoiadores e lideranças políticas em um grande ato de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro neste segundo turno.

A concentração está marcada para as 18h22, na Praça dos Esportes. O percurso seguirá por toda a Avenida Rio Branco, passando pelo Teatro Municipal Dix-huit Rosado, com retorno ao ponto de partida.

A mobilização contará com a presença confirmada do senador Rogério Marinho, do deputado federal General Girão, do deputado federal Sargento Gonçalves, de Cabo Deyvison, da deputada federal Carla Dickson e de outras lideranças do PL no Rio Grande do Norte. A expectativa dos organizadores é reunir um grande público e transformar o Bloco do 22 em um dos principais eventos de mobilização política do estado neste segundo turno.

Serviço

Evento: Bloco do 22 em Mossoró
Data: Quinta-feira, dia 22
Horário da concentração: 18h22
Local da concentração: Praça dos Esportes
Percurso: Avenida Rio Branco, passando pelo Teatro Municipal Dix-huit Rosado, com retorno à Praça dos Esportes

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