Judiciário

Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

Foto: (Cristiano Mariz/.)

O restaurante requintado no centro de Brasília ainda estava vazio quando Sergio Moro chegou para almoçar na última quarta-feira. Para o ministro da Justiça, nem isso é ato corriqueiro. Dois dias antes, sua assessoria fizera uma precursora no local, verificou as entradas e as saídas, observou a configuração das mesas e concluiu que era preciso reservar quatro — uma para o ministro e seus convidados, uma para a equipe de segurança e outras duas que deveriam permanecer vazias formando um raio de isolamento em torno da mesa principal. Os agentes são os primeiros a entrar no estabelecimento. Moro aparece em seguida. Duas senhoras logo o reconhecem e o cumprimentam efusivamente. O maître indica a mesa, localizada estrategicamente num dos cantos. O ministro se senta, mas parece incomodado com o fato de ficar de costas para dois homens que ocupam uma das mesas que deveriam estar vazias. Falha. A menos de 2 metros de distância, os seguranças, atentos, não tiram os olhos dos intrusos. Isso já é parte da rotina do ministro mais popular de Jair Bolsonaro, embora muita coisa tenha mudado nestes primeiros nove meses de governo.

As ameaças contra ele, por exemplo, se intensificaram. O ministro não gosta de falar sobre o assunto, porém admite que os cuidados com a segurança precisaram ser redobrados. Os desafetos que colecionou ao longo de cinco anos de Operação Lava-­Jato ganharam o reforço de facções criminosas como o PCC. “Sempre recebi ameaças, mas agora toda cautela é necessária, porque estamos enfraquecendo essas organizações”, ressalta. Ele teme principalmente pela família. “Vocês viram o absurdo que fizeram com a minha filha?” O ministro se refere ao curta-­metragem que circulou pela internet que conta a história do sequestro da filha de um certo ministro “Célio Mauro”, tramado para exigir a liberdade do ex-presidente “Luiz Jararaca da Silva”. No filme, dentro do cativeiro há mensagens em favor da liberdade do verdadeiro Lula. Por ordem de Moro, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso. “Está cheio de louco por aí. É bom ter cautela”, diz.

O ex-juiz também tem sido alvo de múltiplas especulações. No início do governo, ele era o talismã, a âncora que deixava claro o compromisso do presidente Bolsonaro com o combate à corrupção. Em Brasília, o ministro conheceu a outra face do poder. No Congresso, enfrenta a resistência dos parlamentares, muitos deles envolvidos até o pescoço com a Lava-Jato. No Supremo Tribunal Federal (STF), assiste ao que pode vir a ser o desmantelamento dos principais pilares que sustentaram o sucesso da operação. Mas é de dentro do próprio governo que surgem os maiores fantasmas. Moro é alvo da desconfiança de alguns aliados, muitos deles despachando em gabinetes importantes no 3º andar do Palácio do Planalto, bem pertinho do presidente, de onde pipocaram informações de que o ministro já foi demitido, já levou descomposturas humilhantes do chefe e, a mais recorrente, de que estaria pavimentando o caminho para disputar a Presidência da República em 2022 — no que seria um ato imperdoável de traição a Bolsonaro, que se anunciou candidato à reeleição.

Essa hipótese, combinada com uma série de acontecimentos políticos, tem provocado fissuras na relação entre dois grupos que caminharam juntos desde a eleição — os bolsonaristas e os lavajatistas. O primeiro vê no segundo a ameaça a um projeto de poder. O segundo vê no primeiro sinais de afastamento do compromisso de priorizar o combate à corrupção. “É tudo intriga”, diz o ministro. Moro garantiu que não vai disputar a Presidência da República, que Bolsonaro é seu candidato em 2022 e que as relações entre os dois são “ótimas”. A maior preocupação do ministro, no momento, é com o futuro da Operação Lava-Jato, especialmente com o STF, que está julgando ações que podem pôr a perder boa parte do trabalho já realizado pela força-tarefa e beneficiar corruptos notórios, como o ex-presidente Lula e o ex-deputado Eduardo Cunha. Sobre a declaração do ex-­procurador-geral da República Rodrigo Janot de que iria matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar, revelada por VEJA na semana passada, foi lacônico: “É difícil acreditar nessa história”.

O almoço terminou por volta das 14 horas. Um pouco antes disso, um garçom pediu para tirar uma foto ao lado do ministro. “Lá em casa o senhor tem seis votos”, disse o rapaz. Moro, que havia acabado de garantir que não será candidato a nada, sorriu meio sem graça, mas não retrucou. Paciente, posou ao lado de outros dois funcionários do estabelecimento que lhe pediram a mesma coisa. Àquela altura, o restaurante já estava lotado — e o ministro ainda passou pelo constrangimento de cruzar todo o salão sob aplausos dos clientes, aos quais ele retribuiu com acenos de agradecimento. A seguir, os principais trechos da entrevista a VEJA.

“MEU CANDIDATO EM 2022 É O PRESIDENTE BOLSONARO”

Bolsonaristas mais radicais acreditam que Moro está usando o governo como trampolim para uma futura candidatura à Presidência da República. O ministro diz que não tem perfil de político e que essa hipótese nunca lhe passou pela cabeça.

“Eu digo ao presidente que essas notícias sobre uma eventual candidatura minha são intrigas. Ele sabe que eu não vou ser candidato. Primeiro por uma questão de dever de lealdade. Como é que você vai entrar no governo e vai concorrer com o político que o convidou para participar do governo? Também não vou me filiar ao Podemos nem vou ser candidato a vice. Não tenho perfil político-partidário. Meu candidato em 2022 é o presidente Bolsonaro e pretendo fazer um bom trabalho como ministro até o fim.”

“NUNCA CHEGUEI PERTO DE PEDIR DEMISSÃO”

O ministro diz que demorou um pouco a entender o funcionamento de algumas engrenagens em Brasília mas se surpreendeu com a máquina de intrigas. Diz que é vítima de muitas teorias conspiratórias e que não consegue identificar com precisão a origem delas.

“Brasília é uma cidade onde as intrigas ganham uma dimensão irreal. As mais recentes afirmavam todo dia que eu estava saindo do governo. Há dentro do governo, no Congresso e no Supremo interesses múltiplos que nem sempre são convergentes, mas não entendo muito a lógica dessas intrigas. Toda relação de trabalho tem seus altos e baixos. Minha relação com o presidente é muito boa, ótima. Nunca cheguei perto de pedir demissão. As pessoas inventam histórias. Sei que é mentira, o presidente sabe que é mentira. Não sei direito de onde essas intrigas vêm.”

“TENTATIVA DE ME INDISPOR COM O PRESIDENTE”

Moro, no entanto, admite que parte dessas intrigas tem origem dentro do próprio governo, inclusive da Polícia Federal, que está sob a jurisdição do Ministério da Justiça.

“Esse caso envolvendo o deputado Hélio Negão (aliado e amigo do presidente Bolsonaro) é curioso. Um delegado do Rio de Janeiro recebeu a informação de que um tal Hélio Negão estaria envolvido numa fraude previdenciária. A descrição da testemunha dava conta de que o suspeito tinha características físicas completamente diferentes das do deputado. Espalhou-se que a Polícia Federal estava investigando ilegalmente o deputado com o aval da cúpula. Foi mais uma tentativa de me indispor com o presidente.”

“A INTIMIDAÇÃO ACABARÁ EXISTINDO”

O Congresso derrubou uma sequência de vetos do presidente Bolsonaro e reativou parte da Lei de Abuso de Autoridade, que prevê punições até de prisão para juízes e membros do Ministério Público que exorbitarem de suas funções.

“Até entendo os motivos que levaram à edição da lei pelos parlamentares: um receio quanto a abusos. O risco, porém, é o efeito inibidor, principalmente juízes, promotores e policiais deixarem de cumprir o seu dever por receio de ser indevidamente responsabilizados. Esse temor pode impactar a segurança pública. A intimidação acabará existindo, e isso não é excesso de drama. Mas não acho que houve uma vingança do Congresso em resposta à Operação Lava-Jato, como alguns defendem.”

“QUEM ME CONSIDERA VILÃO ESTAVA DO OUTRO LADO DA LEI”

Muitas das propostas que o Ministério da Justiça apresentou no chamado pacote anticrime acabaram sofrendo alterações no Congresso. Moro descarta a possibilidade de estar sendo vítima de boicote ou retaliação por parte dos parlamentares.

“O combate à corrupção é uma conquista da sociedade nos últimos anos. O Brasil foi elogiado no mundo inteiro pelos avanços. Algumas pessoas me dizem que recuperaram o sentimento de dignidade de ser brasileiro. É um erro pensar que o combate à corrupção é uma batalha da Lava-Jato. Essa é uma tarefa que cabe ao governo, ao Congresso, ao Judiciário, à sociedade civil e à imprensa. Sou apenas um agente da lei, mas cumprir a lei pode ser às vezes um desafio contra interesses poderosos. Os avanços contra a corrupção foram produto de ação institucional. Quem me considera vilão estava do outro lado da lei.”

“QUAL É O RISCO À DEMOCRACIA?”

O ministro diz que as políticas implementadas pelo ministério já tiveram impacto no dia a dia da população e critica quem vê nas ações e propostas do governo ameaças à democracia.

“O balanço desses primeiros meses de governo é positivo. A taxa de homicídios tem caído. Sete mil pessoas deixaram de perder a vida. A queda da taxa de homicídios também é trabalho do governo federal. As organizações criminosas estão na defensiva e enfraquecidas. As celas onde estão presos integrantes de organizações criminosas não respondem mais a um comando central. Falam em risco à democracia. É um exagero. O governo não tem o controle do Congresso, não tem o controle do Judiciário. A imprensa fala o que ela quer. Qual é o risco à democracia?”

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. BG
    E os CALHORDAS chorando pelo ladrão de 09-dedos. Tem jeito não da prisão para o cemiterio e fim de papo.

  2. Oportunista….medíocre….energúmeno……mala falsa……mentiroso…..mal feitor…..vigarista……cheleleu , oh cheleleu

  3. Ainda bem que a população brasileira esta vendo e é testemunhas, só os ladrões, corruptos, bandidos, reclamam das ações do Ministro da Justiça Sérgio Moro.
    Por quê será heim!!!!!!!!!!!!!

  4. Pra mim é o brasileiro número 1. Primeiro juiz brasileiro a impor medo nos nos peixes graúdos. Os corruptos faziam de tudo pra que seus processos não caíssem nas mãos dele. Precisa dizer mais alguma coisa?

  5. Bolsonaro irá ser candidato em 2022? Ele não iria acabar com a reeleição? Ah lembrei, não se escreve o que ele fala.

    1. É triste ver um lulista reclamando pela evolução do Brasil .

    2. Ele tem o interesse de acabar com à reeleição, contando que o legislativo endureça as leis contra a corrupção, que votasse a previdência de forma rápida ( que não aconteceu e foi desidratada). Ele não é ditador, só o congresso pode fazer a reforma política e finalmente acabar com a reeleição. Seria ótimo, dessa forma ex político e bandido tb não poderiam tentar concorrer a um cargo que outrora fora ocupado pelo mesmo.

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Judiciário

Familiares de vítimas de tragédia em Capitólio-MG pedem indenização de R$ 18 milhões

Foto: reprodução

Cinco familiares de vítimas da tragédia que ocorreu nos cânions em Capitólio (MG) e um sobrevivente foram à Justiça por indenizações que chegam a R$ 18 milhões.

Segundo a petição inicial da ação contra o município, o valor foi estabelecido “para fins meramente fiscais, posto que é impossível dimensionar o valor de uma vida, quanto menos de 5 vidas perdidas”.

A ação acusa a administração municipal de omissão de regular a atividade turística adequadamente, e diz que a tragédia poderia ter sido evitada se não fosse a “falha no serviço público”.

A prefeitura de Capitólio afirmou, em nota, que não recebeu nenhuma notificação a respeito do assunto. Ela reitera que “desde o primeiro momento do acontecido tem trabalhado para acolher os familiares das vítimas e garantir para que nunca mais algo parecido volte a acontecer”.

O município também disse que, assim que receber a notificação judicial, “agirá de forma responsável para lidar com a situação”.

Ao todo, dez pessoas morreram no dia 8 de janeiro de 2022, após o desabamento de uma rocha em um Cânion na cidade de Capitólio, Minas Gerais. A pedra se despendeu do sustento e atingiu lanchas de turistas que estavam no local.

Segundo os bombeiros, outras 32 pessoas ficaram feridas na ocasião e foram atendidas em hospitais nas cidades próximas.

Condição das famílias

De acordo com as colocações na petição, a indenização seria uma forma de auxílio financeiro aos familiares que perderam seus entes que contribuíam com a renda familiar.

No caso de uma das vítimas fatais, é declarado que o falecido contribuía com seu salário-mínimo e doava integralmente seu Ticket alimentação de R$ 300 aos pais.

Já outra era um aposentado que ajudava os irmãos com as contas. Uma das famílias de outra vítima alega que o falecido recebia um salário de R$ 3 mil e arcava com as despesas da mãe, que é doméstica e da avó, com que morava.

A família de uma quarta pede indenização pois a vítima era diarista e com seu salário pagava as despesas da casa. Por fim, a última vítima tratava-se de uma estudante, mas que também trabalhava como autônoma para ajudar a família.

Os autores são pessoas pobres na acepção jurídica/econômica e assim o declaram na forma da Lei, ressaltando que as famílias passam por uma severa crise financeira”, destaca a petição.

CNN Brasil

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Polícia

Adolescente suspeito de abusar sexualmente de uma criança é encontrado morto na Grande Natal

Foto: reprodução

Janderson Carlos Silva de Azevedo, de 17 anos, foi encontrado morto, com diversas marcas de tiros, em uma estrada carroçável no distrito de Mangabeira, em Macaíba, nesse sábado (06). A suposta motivação para o crime é que chama a atenção.

Segundo informações da polícia, o jovem teria sido morto após abusar sexualmente de uma criança de 8 anos. O abuso teria sido cometido depois de uma aposta em uma disputa de jogo on-line. O vencedor do desafio teria relação com o perdedor.

De acordo com familiares do adolescente, ele teria sido retirado de casa, no bairro Guarapes, na zona Oeste de Natal, por dois homens encapuzados e morto em seguida. Os relatos apontam ainda que a mãe da criança e o pai do adolescente já tinha ido à delegacia para registrar o caso.

No corpo dele, os peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia encontraram nove perfurações por arma de fogo, inclusive na cabeça. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil vai investigar o caso.

Com informações de Portal da Tropical e g1-RN

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Geral

VÍDEO: Veja o momento em que o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo é socorrido após ser baleado na cabeça

Foto: reprodução/Instagram

O campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Pereira do Nascimento Lo, de 32 anos, teve morte cerebral após ser baleado, na madrugada deste domingo (7/8), em um show no Clube Sírio, no bairro de Indianópolis, na zona sul de São Paulo.

Leandro Lo imobilizou um homem durante uma briga durante o show em São Paulo. Depois de ser imobilizado, o homem sacou a arma e atirou na cabeça do lutador de jiu-jítsu. De acordo com o advogado, depois do tiro, o agressor deu dois chutes na atleta no chão e fugiu.

VEJA MAIS: Campeão mundial de jiu-jítsu, Leandro Lo é morre com tiro na cabeça durante show em São Paulo

“Ele chegou, pegou uma garrafa de bebida da nossa mesa. O Lo apenas o imobilizou para acalmar. Ele deu quatro ou cinco passos e atirou”, disse uma testemunha ao G1.

Veja momento em que lutador foi socorrido:

 

Com informações de Metrópoles e G1

Opinião dos leitores

  1. “A arma empodera o covarde e coloca em risco toda sociedade. Joaquim de Carvalho- JORNALISTA.

  2. Muitos lutadores vão para shows com o objetivo de brigar. Mostrar que são poderosos. No fim, quem sofre é a família.

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Política

Fiesp enfrenta rebelião interna após divulgação de manifesto

Foto: Junior Ruiz/Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) enfrenta uma rebelião interna após a divulgação nesta sexta-feira (5) do manifesto a favor da democracia, especialmente nas cidades do interior.

Os empresários descontentes dizem à CNN, sob a condição de anonimato, que a entidade se transformou em “ferramenta política”.

A CNN teve acesso a uma carta enviada por um dos vice-presidentes do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) endereçada ao presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva. “A Fiesp nunca foi e nunca deverá ser usada como uma ferramenta política, muito menos sensível a ideologias contrárias aos interesses de nossa sociedade”, diz a carta.

No documento, o empresário, que prefere não ter seu nome divulgado, diz que foi procurado por outros associados. “Como prata da casa, sinto-me orgulhoso em ser procurado por outros presidentes de nossas respeitadas Ciesps que me procuraram para protestarem pelos desvios de finalidade de nossa instituição mãe”.

“Hoje ela se verga e, oficialmente, se pactua a interesses mesquinhos de homens públicos, muito dos quais execrados pela grande opinião pública”, continua a carta.

A Fiesp e o Ciesp são entidades distintas, mas muito próximas e no passado já chegaram a ter o mesmo presidente. Enquanto a Fiesp reúne os sindicatos de empresas, o Ciesp congrega as próprias companhias.

De acordo com relatos feitos à CNN, o manifesto foi interpretado entre essa parcela do empresariado descontente como um ataque ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e um apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Josué Gomes da Silva é filho do já falecido José de Alencar, que foi vice-presidente nos dois governos de Lula.

Até a publicação pelos jornais nesta manhã, apenas 18 dos 132 sindicatos filiados à Fiesp assinaram o documento. Preferiram não referendar o manifesto setores importantes como máquinas e equipamentos, eletroeletrônico, têxtil, aço, entre outros. Procurada a Fiesp, preferiu não comentar o assunto.

Segundo apurou a reportagem, o estatuto da Fiesp dá autonomia à presidência para fazer esse tipo de manifestação. Gomes da Silva teria procurado a diretoria, da qual recebeu a aprovação. E convidado os sindicatos a assinarem o documento, mas a adesão foi reduzida.

O manifesto da Fiesp, intitulado “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, teve apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical, e de movimentos sociais.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Opinião dos que geram renda e emprego neste país, não queremos um ladrão no comando do país.

  2. São 132 sindicatos, apenas 18 assinaram. Veja como até os sindicatos estão querendo Bolsonaro, mesmo perdendo receitas, mas estão ganhando credibilidade. Participo de um sindicato, e o nosso presidente vota em Bolsonaro. Tivemos várias ganhos com Bolsonaro.

  3. Resumo: queremos que LULA volte, retorne a obrigatoriedade do IMPOSTO SINDICAL e acabe com o PIX, simples assim…

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Política

Band RN realiza neste domingo (7) o primeiro debate entre aos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte

A Band RN realiza neste domingo (7) o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. A transmissão inicia às 21h. O debate será mediado pela jornalista Anna Ruth Dantas.

Fátima Bezerra (PT), Fábio Dantas (Solidariedade), Styvenson Valentim (Podemos) e Danniel Moraes (PSOL) confirmaram presença.

A candidata Clorisa Linhares (PMB) também estará presente. Ela conseguiu na Justiça o direito de participar do debate.

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Esporte

Campeão mundial de jiu-jítsu, Leandro Lo morre com tiro na cabeça durante show em São Paulo

Fotos: reprodução/Instagram

O mundo do jiu-jítsu acordou nesta manhã com uma notícia trágica. Leandro Lo, multicampeão mundial na arte suave e um dos maiores nomes da modalidade, foi assassinado com um tiro na cabeça durante uma festa no Clube Sírio, em São Paulo, na madrugada deste sábado para domingo. O lutador chegou a ser levado ao Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, mas não resistiu.

Segundo o advogado da família, Ivã Siqueira Junior, a vítima teve uma discussão com o rapaz e, para acalmar a situação, imobilizou o homem. Após se afastar, o agressor sacou uma arma e atirou uma vez na cabeça do lutador.

O boletim de ocorrência, que identifica como autor do disparo o policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, segundo apurou o  Combate.com. Confira a descrição do ocorrido feita pela Polícia Militar de São Paulo, ainda antes da confirmação da morte cerebral do atleta.

“Preliminarmente, trata-se de ocorrência envolvendo o multicampeão mundial de jiu-jítsu Leandro Ló Pereira do Nascimento e o policial Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo. Conforme relatam as testemunhas, o policial Henrique, após breve discussão, se dirigiu à mesa da vítima Leandro, pegando uma garrafa da mesa, em ato contínuo a vítima se levantou, tirou a garrafa da mão do autor e, em golpe de luta, o derrubou e imobilizou. Neste momento, colegas da vítima separaram ambos e pediram “para deixar isso quieto”. O autor, após se levantar, deu a volta na mesa e, de fronte a vítima, sacou sua arma e desferiu disparo, o qual atingiu a região frontal da cabeça da vítima (testa, lado esquerdo). Vítima encontra-se em estado gravíssimo no Hospital Municial Dr. Arthur Ribeiro de Saboya.”

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Polícia Militar de São Paulo, uma ocorrência foi aberta à 1h57 da manhã. Segundo o G1, ele foi identificado, mas está foragido, e o advogado da família de Lo, Ivã Siqueira Junior, que confirmou a morte cerebral da vítima. A reportagem do G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde de São Paulo, mas a família de Lo não autorizou o órgão a divulgar qualquer informação. O G1 também foi tentado contato com o Esporte Clube Sírio, mas não obteve resposta.

Com informações de g1 e Combate.com

Opinião dos leitores

  1. Eu ando com 31 azeitonas.
    16 para pronto uso e 15 reserva. Quando viajo levo 46, mais uma caixa com 50 unidades.

    1. Esse maluco não perde tempo para lacrar e ja fala as coisas sem pensar.

  2. O policial que era para garantir a segurança do cidadão, mata quem paga os seus salários. E olha que é um cara armado e preparado para isso. Imagina os outros sem preparo, apenas com sangue nos olhos e armas na mão. Tá tudo errado. Já são mais de 400% de armas a mais na mão de “bandidos bons e maus”.

  3. Um agente público (policial), de folga, em um show privado, com uma arma na cintura, arruma confusão e ainda mata uma pessoa! Quero só ver o comentários!

    1. Deco que você ou alguém próximo nunca seja vítima de uma barbaridade dessa!

  4. Tenho um amigo no Rio, lutador de Jiu-jítsu, que se desentendeu com um manobrista, começou a fazer iaaa, iaaa, o manobrista sacou a arma e passou fogo nele. Ainda bem que escapou, ficou uns seis meses fora de combate, mas escapou.

    1. O que é-nos importa nessa notícia é o fato da vítima ser lutador. Poderia ser qualquer pessoa! O bandido estava estava mal intencionado e quere do fazer o mal.

  5. Lutador de Jiu jitsu na frente de uma arma não é nada, o cara pode ser o fodão, mas contra uma azeitona quente ele perde feio. Outra coisa é polícia armado fora de serviço, um verdadeiro perigo para a sociedade.

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Gastronomia

Confira as receitas de uma Caranguejada de patolas ao leite de coco e de Camarão crocante

CARANGUEJADA DE PATOLAS AO LEITE DE COCO
Ingredientes:
1 k de patolas de caranguejo
1 litro de leite de coco
1 litro de água
1 cebola roxa
1 cebola branca
1 tomate
1 pimentão verde
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
1 – 2 unidades de pimenta dedo de moça e/ ou pimenta de cheiro.
100 ml de azeite
1 maço de coentro/ cebolinha
4 dentes de alho
1 colher de sopa de azeite de dendê (opcional)

Modo de preparo:
Corte todos os insumos e reserve separadamente. Aqueça uma panela com o azeite e refogue na seguinte sequência:
Cebolas roxa e branca, o mix de pimentões, o alho, o tomate, a pimenta de cheiro e a dedo de moça.

Adicione o leite de coco e a água, o sal e deixe abrir fervura. Processe no liquidificador mais da metade do caldo.
Retorne para a panela, acrescente as patolas de caranguejo e deixe ferver para apurar o sabor, em média por 20 minutos.
Ajuste o sal, desligue o fogo e adicione o coentro e a cebolinha. Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 50 min
Tempo de cozimento: 8 min

DICA RÁPIDA 

CAMARÃO CROCANTE

Ingredientes:
10 camarões médios/grandes limpos e com a calda
200g de farinha de trigo
2 ovos
100g de macarrão cabelo de anjo
1L de óleo para fritar
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Tempere o camarão com sal e pimenta do reino. Triture o macarrão com as mãos grosseiramente. Deixando os pedaços de aproximadamente 1cm. Misture levemente os ovos com um garfo e tempere com sal e pimenta do reino.

Tempere a farinha de trigo com uma pitada de sal. Empane o camarão passando na farinha de trigo, no ovo e no macarrão apertando bem ao camarão para fixar. Esquente o óleo, quando estiver quente coloque os camarões, aos poucos para que ele frite bem, até ficar dourado. Retire e deixe escorrer para retirar o excesso de óleo. Sirva com molho tarê ou molho agridoce de pimenta.

Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 8 min

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Política

Jadson e Lawrence fecham com a oposição em Messias Targino

Neste sábado, 7, em visita a Messias Targino, a oposição do município fechou com as candidaturas de Jadson para estadual e Lawrence para federal.

Lawrence e Jadson, acompanhado do prefeito de Mossoro, Allyson, mostraram grande prestígio reunindo um bom número de pessoas no município. Entre elas: pré-candidatos e lideranças locais.

O ex-candidato a prefeito de Messias Targino, David Jales, o ex-prefeito Élio Jales, os vereadores Pompeu Jales, Lala Ribeiro e Jussara Medeiros, foram algumas das lideranças que encabeçaram esse movimento de apoio de toda a oposição de Messias Targino em torno da dobradinha de Lawrence e Jadson.

Opinião dos leitores

  1. Com o aproximar das eleições as hienas saem a procura de comida ( voto ), não se deixem enganar, esses politicos mente sempre que respira.

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Política

Eleição ao governo do RN será a mais concorrida em 40 anos

Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

No ano em que completa quatro décadas, desde a retomada das eleições diretas para governadores, a disputa eleitoral ao governo será a mais concorrida no Rio Grande do Norte, com nove candidatos.

O número de candidaturas ao Executivo Estadual para o pleito de 02 de outubro, supera a quantidade de postulantes nas eleições de 2018, quando oito candidatos disputaram votos dos eleitores potiguares.

Em 1982, quando o processo de redemocratização estava em curso no país, quatro candidatos concorreram ao governo do Rio Grande do Norte, número que persistiu até às eleições de 1994.

De 1982 para cá, ocorreram dez eleições diretas para governador. Durante a Ditadura Militar (1964/1985), a última eleição direta havia ocorrido em 1965. A partir de então, os governadores eram indicados pelo governo militar e eram eleitos de forma indireta pelos votos de deputados estaduais, na Assembleia Legislativa.

Antes de 2018, o recorde de candidatos ao governo foi registrado em 2002, quando sete partidos lançaram candidatos ao Executivo, um mais que em 1998, ano em que se estabeleceu o instituto da reeleição para governadores e presidente da República.

Para a eleição de senador da República, este ano também registra-se um recorde de candidatos com a disputa de uma vaga – nove, superando o número de candidatos ao Senado Federal em 2006, ano em que renova-se 1/3 das vagas.

O maior número de candidatos a senador ocorrem em 2018, com 13 concorrentes, mas estavam em jogo duas vagas para o Senado da República.

Todos os candidatos aos cargos majoritários passaram em convenção partidária, que teve prazo de realização encerrado na sexta-feira (05), enquanto os partidos precisam encaminhar pedidos de registros de candidaturas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) até a segunda-feira (15).

Confira os candidatos a governador(a) do Estado oficializados em convenção:

Maria de Fátima Bezerra (PT), 67 anos, solteira, nasceu em 19 de maio de 1955, em Nova Palmeira (PB), é professora. Foi deputada estadual e federal, senadora e agora tenta a reeleição.

Fábio Berckmans Veras Dantas (Solidariedade), 50 anos, casado, nasceu em 06 de outubro de 1971, em Natal (RN), advogado e empresário do agronegócio, foi deputado estadual e vice-governador do Estado.

Eann Styvenson Valentim Mendes (Podemos), 41 anos, casado, nasceu em 07 de fevereiro de 1977, em Rio Branco (AC), é senador da República, disputa governo pela primeira vez.

Antonio Bento da Silva (PRTB), 60 anos, nasceu em 17 de abril de 1962, em Pedro Velho (RN), contador.

Danniel Alexandre Ferreira de Morais (PSOL), 40 anos, casado, nasceu em 05 de maio de 1982, Natal (RN), é administrador.

Clorisa Linhares de Vasconcelos Vale (PMB), 50 anos, casada, nasceu em 28 de maio de 1972, em Recife (PE), serventuária da justiça federal. Ex-vereadora em Grossos ((RN).

Rosália Maria Fernandes (PSTU), 55 anos, solteira, nasceu em 16 de agosto de 1967, em Marcelino Vieira (RN), assistente social.

Karlo Rodrigo Lúcio Vieira (Democracia Cristã), 42 anos, casado, nasceu em 17 de julho de 1980, em Natal (RN), tem o ensino médio, é empresário.

José Nazareno Edson da Silva (PMN), 47 anos, nasceu em Campo Grande (RN), representante comercial, é professor de idiomas, empresário na área de energia solar.

Confira os candidatos a senador(a) do Estado oficializados em convenção:

Rogério Simonetti Marinho (PL), 59 anos, casado, nasceu em 26 de novembro de 1963, em Natal, foi vereador em Natal, deputado federal, ex-ministro de Estado, é economista.

Carlos Eduardo Nunes Alves (PDT), 63 anos, advogado, casado, nasceu em 05 de junho de 1959, no Rio de Janeiro (RJ), é advogado. Foi deputado estadual e quatro vezes prefeito e de Natal.

Rafael Huette da Motta (PSB), 36 anos, nasceu em 15 de agosto de 1986, nasceu em Natal (RN), engenheiro de produção, foi vereador em Natal, é deputado federal.

Dario Barbosa de Melo (PSTU), 69 anos, casado, nasceu em 28 de maio de 1953, em Recife (PE), é professor aposentado da rede estadual de ensino.

Francisco Raimundo de Freitas (PSOL), 35 anos, nasceu em 27 de outubro de 1987, em Alexandria (RN), é servidor público municipal.

Marcelo Bezerra Guerreiro (PRTB), 54 anos, solteiro, engenheiro civil e produtor rural.

Shirlei Barros de Medeiros (Democracia Cristã), 41 anos, veterinária.

Marcos Antonio Ribeiro (UP), 58 anos, solteiro, nasceu em 19 de setembro de 1973, em Natal (RN), eletricista, é ativista do MBL, lê e escreve.

José Silvestre de Moura (PMN), 62 anos, casado, nasceu em 1º de janeiro de 1959, em Natal (RN), pastor evangélico ensino médio.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Vou repetir, vai acontecer com Fátima, o mesmo que aconteceu com Robinson, não irá nem pra o segundo turno e vou de Sterverson e Bolsonaro, é CAPITÃO LÁ E CAPITÃO CÁ.

  2. Nessa disputa só contam 2 nomes sérios, Fátima Bezerra e Styvenson Valentim, mas sem dúvidas a governadora Fátima leva essa já no primeiro turno.

    O capítulo seria um bom nome se não fosse tão arrogante, o que o leva para um patamar de decaída na política do estado.

    Por essa razão e ao mesmo tempo, o fato de reconhecer que a atual gestora herdou um estado quebrado e fez uma administração correta, retirando o nosso estado que o governo de seu concorrente ajudou a deixar, de caos e atraso, estou com Fátima Bezerra, creio que ela merece uma chance, além do mais, nossa capital e o nosso estado já sofreram muitas percas com os aventureiros que dizem ser mudança.

    Fátima Governadora!

  3. Com o aproximar das eleições as hienas saem a procura de comida ( voto ), não se deixem enganar, esses politicos mente sempre que respira.

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Geral

Em artigo, ex-presidente da Fiern alerta para falta de compromisso do atual gestor da Federação

 

Em artigo publicado nesse domingo, o ex-presidente da Federação da Industria do Estado do Rio Grande do Norte Flávio Azevedo alerta para as graves consequências da falta de compromisso do atual gestor da Fiern, Amaro Sales, em acordo firmado para definição do próximo presidente da Confederação Nacional da Indústria. Segundo Flávio Azevedo, a quebra de compromisso de Sales no processo sucessório traz a pecha de infidelidade do atual presidente da Fiern.

Azevedo observa que, tradicionalmente, as Federações das regiões Norte e Nordeste formam coalizão cujo número de votos é suficiente para influir decisivamente na eleição do presidente da mais importante entidade sindical patronal do Brasil.

O ex-presidente da Fiern lembra que Amaro Sales e o presidente da Federação da Indústria da Bahia, Antonio Ricardo Alban, se colocaram como  candidatos a presidente da CNI. O acordo seria o mais votado receber o apoio do concorrente. Amaro recebeu apenas dois votos.

E descumprindo o acordo, declarou apoio ao candidato a ser indicado pelo atual presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade. “Caso mantida, a intenção do presidente da FIERN poderá fragilizar a posição do seu colega nordestino Ricardo Alban e será inédita na história das eleições da CNI. E apenas confirmará a falta de liderança e de representatividade de Amaro Sales no colégio de representantes da Indústria Brasileira, de onde deverá sair com a pecha de infidelidade e deslealdade com seus companheiros e com sua Região Nordeste”, escreve Flávio Azevedo.

Leia o artigo na integra publicado no jornal Tribuna do Norte desse domingo:

Eleições, intenções e posições

Flávio Azevedo
Ex-presidente da FIERN e empresário

A eleição para escolha da próxima Diretoria da CNI (Confederação Nacional da Indústria) poderá seguir caminhos nunca antes trilhados. Tradicionalmente, as Federações das regiões Norte e Nordeste formam coalizão cujo número de votos é suficiente para influir decisivamente na eleição do presidente da mais importante entidade sindical patronal do Brasil
Nesse contexto, nos últimos 45 anos foram eleitos presidentes da CNI os nordestinos Domício Velloso, Albano Franco, Fernando Bezerra e Armando Monteiro.

O atual presidente da entidade é o mineiro Robson Braga de Andrade, eleito em 2010, resultado de hábil articulação e demonstração de liderança de Armando Monteiro Neto, tirando o foco da tradicional União Norte-Nordeste. Robson Andrade vem se mantendo no cargo há quase treze anos, graças a seguidas prorrogações de mandato, afrontando disposição estatutária da CNI que limita a presença de um mesmo presidente no cargo – no máximo – a oito anos.

Nessa senda, vem surgindo candidatos à sucessão do atual presidente, cuja última prorrogação de mandato termina em novembro/2020. O presidente da CNI e respectiva Diretoria são eleitos  por maioria simples, pelo Conselho de Representantes da CNI, composto pelos presidentes das 27 Federações de Indústrias filiadas à CNI.

Os presidentes das Federações das Indústrias da FIERN (RN) e da FIEBA (Bahia), Amaro Sales e Antônio Ricardo Alban, respectivamente, se apresentaram como candidatos representando a Região Nordeste, detentora de 9 dos 27 votos no Conselho de Representantes da CNI.

Considerando que normalmente (embora não necessariamente) cada Região apresenta apenas um candidato, os nove presidentes das Federações das Indústrias da Região Nordeste se reuniram em Brasília para escolher seu representante, ficando estabelecido que o mais votado receberia a solidariedade do concorrente para partir em busca de uma composição com o representante da Região Norte. Amaro Sales recebeu apenas dois votos: o do presidente da Federação de Alagoas e o seu próprio voto.

Para perplexidade de todos, no dia seguinte, o presidente da FIERN, descumprindo o compromisso assumido, declarou seu compromisso de votar com o candidato a ser indicado pelo presidente Robson Andrade.

Caso mantida, a intenção do presidente da FIERN poderá fragilizar a posição do seu colega nordestino Ricardo Alban e será inédita na história das eleições da CNI. E apenas confirmará a falta de liderança e de representatividade de Amaro Sales no colégio de representantes da Indústria Brasileira, de onde deverá sair com a pecha de infidelidade e deslealdade com seus companheiros e com sua Região Nordeste.

Opinião dos leitores

  1. Esqueceu de mencionar a Guvernadora Fátima do PT, que não tem compromisso com o Rio Grande do Norte.

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