Economia

Estados elevam ICMS do diesel pela segunda vez após isenção de impostos federais

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

POR FOLHA DE SÃO PAULO:

Pela segunda vez após a isenção de impostos federais sobre o preço do óleo diesel, estados elevarão a partir desta quinta (1) o preço de referência para a cobrança de ICMS sobre o combustível. Desta vez, a alta ocorrerá em 19 estados e no Distrito Federal.

A elevação ocorre em um momento de queda do preço nas refinarias. Segundo os governos estaduais, reflete o aumento no preço médio em nas bombas relação à primeira quinzena de março.

Como é cobrado nas refinarias, o ICMS dos combustíveis é calculado sobre um preço de referência conhecido como PMPF (preço médio ponderado ao consumidor final). Sobre esse valor, incidem alíquotas que variam entre 12% e 25%, dependendo do estado.

De acordo com o consultor Dietmar Schupp, a alta média do preço de referência será de 3,1%, tanto para o diesel S-500, vendido nas estradas, quanto para o S-10, com menor teor de enxofre e obrigatório nos centros urbanos.

Também haverá aumento nos preços de referência para o cálculo do ICMS sobre a gasolina (6,1%, em média) e do gás de botijão (3,1%), também beneficiado por isenção de impostos federais.

No caso do diesel S-500, apenas Bahia, Maranhão, Rondônia, Roraima e Santa Catarina decidiram não reajustar o preço de referência para a próxima quinzena. O Amapá e o Espírito Santo, por outro lado, reduzirão o valor, em 2,8% e 0,2%, respectivamente.

O PMPF é alterado duas vezes por mês e publicado em resolução do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Os estados alegam que apenas acompanham as variações dos preços das bombas, com base em pesquisas realizadas quinzenalmente.

“O valor do preço final ao consumidor, que é a base de cálculo do ICMS, não tem qualquer relação com a vontade dos estados”, diz o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

“Os preços dos combustíveis têm se elevado significativamente por causa da alteração da política de preços da Petrobras em 2018, que passou a se alinhar pela cotação do petróleo no mercado internacional, o qual tem se elevado, e ainda se extrema com a atual condição cambial.”

O comitê frisa que não houve alterações das alíquotas de ICMS, mas a variação do preço de referência pressiona o preço nas bombas, já que o consumidor passa a pagar mais centavos por litro de imposto.

Na semana passada, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o litro do diesel S-500 foi vendido, em média no país, a R$ 4,269, queda de 0,1% em relação à semana anterior.

Foi a primeira redução no ano, já refletindo, ainda que parcialmente, a isenção dos impostos federais em vigor desde o primeiro dia de março e corte de 3,8% anunciado pela Petrobras há uma semana.

O preço da gasolina, que também foi reduzido nas refinarias, em 4%. Nas bombas, houve queda de 0,7%, para um preço médio de R$ 5,551 por litro. A partir desta quinta, os preços voltam a ser pressionados pela alta no PMPF em 20 estados e no Distrito Federal.

No caso da gasolina comum, apenas Bahia, Maranhão, Paraná, Rondônia e Roraima decidiram por não elevar o preço de referência para a cobrança do imposto.

Já o preço do gás de cozinha ficou praticamente estável em relação à semana anterior, depois de pequena queda provocada pelo repasse da isenção de impostos federais. Segundo a ANP, o botijão de 13 quilos foi vendido na semana passada por R$ 83,25, em média,

Em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou ao Congresso projeto de lei para alterar o modelo de cobrança do ICMS sobre os combustíveis, em uma tentativa de eliminar esse efeito de pressão nos momentos de alta.

A ideia é que o imposto passe a ser calculado em reais por litro e não mais como um percentual sobre o preço final. A medida, defendida pelo setor de combustíveis, evitaria que o imposto subisse ainda mais em momentos de escalada de preços.

Os estados têm resistência à mudança e dizem que o tema deve ser discutido no âmbito da reforma tributária. Nesta terla (30), o governo decidiu tirar a urgência da tramitação do projeto de lei.

Pela manhã, os estados reunidos no Comsefaz haviam enviado carta ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) pedindo a retirada do projeto da pauta, alegando que a mudança tem impacto nas finanças estaduais e no aumento de carga tributária.

A principal crítica é sobre a proposta de unificar as alíquotas nos estados, cujo resultado, segundo o texto, “é ocasionar, impreterivelmente, aumento de carga tributária para parte do país e consequentemente, pressionar a elevação do preço do varejo”.

 

Opinião dos leitores

  1. Amigo, dos 38 milhões enviados aos governos estaduais, apenas 18 milhões foram aplicadas na população. Ou seja, temos que cobrar dos governadores

  2. A aliquota de ICMS é inalterada. Reduza o preço dos combustíveis que o valor do ICMS cai tb. Depois que o governo zanunciou que zeraria teve ao menos e aumentos que anularam a falácia.
    Conversa fiada.

  3. As intenções desses governadores estão mais do que óbvias. Eles são os verdadeiros culpados por muitos aumentos de preços (aumentando impostos) e pelos óbitos por COVID (impedem o tratamento precoce e não adequaram o sistema público de saúde). Usam o sofrimento do povo para fazer política e para conseguir (e desviar) recursos do governo federal.

  4. A máscara caiu sobre os preços dos combustíveis. Esses governadores estão lá pensando no povo. O objetivo é tentar boicotar o governo federal a todo custo, nem que para isso o povo sofra pague a conta. Nem nessa hora de calamidade eles pensam diferente. Caiu a máscara desses canalhas. Mas ano que vem tem eleição. Vamos ver se povo acorda mesmo.

  5. Governadores agindo para dar errado, depois aculpa é do Governo Federal e da Petrobras, simple assim!

  6. Antes que alguém afirme ou critique que eu escrevo brasil minúsculo, adianto que e o meu entendimento sobre esse país de gente hipócrita.

  7. Tudo dentro da normalidade. Parece que a maioria não entende que moramos no brasil. Se fosse uma notícia sobre diminuir o valor do combustível etc aí sim iria ficar muito preocupado.

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Judiciário

Bolsonaro terá médico 24h, alimentação especial e culto liberado na Papudinha:

Foto: Reprodução

Na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará em uma Sala de Estado-Maior de 64 metros quadrados, com 10 metros de área externa, banheiro com água quente, cozinha equipada, lavanderia, quarto com cama de casal e TV, além de espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo.

Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado, após condenação definitiva por liderar a organização responsável pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Moraes reforçou que o tratamento diferenciado se dá pelo cargo que Bolsonaro ocupou, mas não configura benefício fora da Lei de Execução Penal.

Benefícios da transferência

  • Assistência integral de médicos particulares 24h, sem aviso prévio;

  • Deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, com comunicação ao STF em até 24h;

  • Sessões de fisioterapia com horários flexíveis;

  • Entrega de alimentação especial diária;

  • Atendimento médico pelo sistema penitenciário, 24h por dia;

  • Visitação semanal permanente da esposa e filhos;

  • Assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni;

  • Autorização para leitura;

  • Grades de proteção e barras de apoio na cama;

  • Instalação de aparelhos de fisioterapia (esteira e bicicleta);

  • Pedido de smart TV rejeitado.

Estrutura da cela

  • Área total: 64 m² + 10 m² de área externa;

  • Quarto com cama de casal e TV;

  • Banheiro com água quente;

  • Cozinha equipada e lavanderia;

  • Espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo;

  • Igual à cela ocupada por Anderson Torres.

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Geral

Presidente da Câmara de Natal e FECAM, Eriko Jácome firma parceria com Casa Durval Paiva para ampliar apoio a crianças em tratamento contra o câncer

Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Natal e a Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM) formalizaram, nesta semana, um acordo com a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, em um movimento voltado à ampliação de parcerias e convênios que fortaleçam a atuação da instituição junto aos poderes legislativos municipais no estado.

O presidente da Câmara de Natal e também da FECAMRN, vereador Eriko Jácome, esteve ao longo do dia em visita técnica às instalações da Casa Durval Paiva, na companhia de representantes da instituição, incluindo o diretor-presidente Rilder Flávio de Paiva Campos. O objetivo da agenda foi conhecer de perto a estrutura e os serviços oferecidos, bem como definir caminhos para cooperação institucional.

A Casa Durval Paiva, com 31 anos de atuação, acolhe crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas, além de seus familiares, oferecendo assistência integral que vai desde hospedagem e alimentação até suporte multidisciplinar em saúde, educação e assistência social. Segundo dados da própria instituição, mais de 2 mil pacientes já passaram pelo local e atualmente centenas recebem atendimento permanente.

Durante a visita, foram apresentados os principais setores da instituição e debatidas possibilidades de atuação conjunta entre os legislativos municipais e a Casa Durval Paiva. A ideia, segundo representantes da Câmara e da FECAM, é articular mecanismos de apoio e destinação de recursos que deem sustentação às atividades de acolhimento, prevenção e promoção de saúde que a Casa oferece.

Eriko destacou, ao longo do encontro, a importância de fortalecer articulações institucionais voltadas ao combate ao câncer infantojuvenil e ao suporte às famílias de pacientes. A iniciativa, segundo ele, busca não apenas reconhecer o trabalho da Casa, mas também ampliar a participação dos legislativos municipais no apoio a políticas públicas de saúde e assistência social no estado.

Para a direção da Casa Durval Paiva, parcerias com órgãos públicos e entidades representativas são essenciais para a continuidade e expansão dos serviços prestados. A instituição tem atuado, ao longo de sua trajetória, em projetos que abrangem desde diagnóstico precoce até atividades de reinserção social e educacional dos pacientes e seus familiares, com o objetivo de promover qualidade de vida e dignidade.

“A parceria entre a Câmara de Natal, a FECAM e a Casa Durval Paiva marca um passo institucional para consolidar apoio ao trabalho da Casa e integrar esforços para enfrentar os desafios do tratamento oncológico infantil no Rio Grande do Norte, com base em articulação legislativa e fortalecimento de redes de apoio”, afirmou Eriko.

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Política

VÍDEO: Veja a cela onde Bolsonaro vai ficar na Papudinha

Imagens: Reprodução/RecordNews

Com a transferência de Jair Bolsonaro para a “Papudinha”, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-presidente ficará em uma Sala de Estado-Maior de 64 metros quadrados, com 10 metros de área externa, banheiro com água quente, cozinha equipada, lavanderia, quarto com cama de casal e TV, além de espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo.

A cela é idêntica à ocupada pelo ex-ministro Anderson Torres e atende aos pedidos da defesa por melhores condições de custódia, incluindo visitas ampliadas e prática de atividades físicas.

O STF garantiu assistência integral 24 horas de médicos particulares, sem necessidade de aviso prévio, e deslocamento imediato a hospitais em casos de urgência, com comunicação ao tribunal em até 24 horas.

O ex-presidente terá cinco refeições diárias, incluindo café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia, além de espaço para visitas de advogados e familiares.

Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado após condenação definitiva por liderar a organização responsável pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

Moraes ressaltou que o “diferencial” da custódia se deve ao cargo ocupado, mas não configura privilégio fora da Lei de Execução Penal.

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Judiciário

Moraes determina transferência de Bolsonaro da PF para a Papudinha

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira (15), a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para uma Sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da PM do DF, a chamada “Papudinha”, dentro do Complexo da Papuda. A decisão atende pedidos da defesa por melhores condições de custódia. LEIA AQUI a decisão.

Segundo Moraes, o novo local permite ampliar visitas familiares, garantir horários mais livres para exercícios físicos e viabilizar sessões de fisioterapia. O ministro disse que as críticas às condições na PF “não se sustentam”, mas considerou a mudança conveniente diante das novas solicitações apresentadas pelos advogados.

Bolsonaro ficará em uma cela de 54 metros quadrados, com quarto, banheiro, cozinha, lavanderia, sala e uma área externa de pouco mais de 10 metros quadrados — estrutura semelhante à usada pelo ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Sala de Estado-Maior é um tipo de custódia especial prevista em lei para autoridades.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses, em regime inicial fechado, após condenação definitiva por liderar a organização envolvida nos atos de 8 de janeiro de 2023. Moraes frisou que o tratamento diferenciado se dá pelo cargo que Bolsonaro ocupou, mas não representa privilégio fora da Lei de Execução Penal.

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Judiciário

Toffoli indica peritos da PF, mas mantém dados do Banco Master sob controle da PGR

Foto: Arquivo/STF

O ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu retirar da Polícia Federal o acesso imediato aos celulares, computadores e outros equipamentos apreendidos na operação contra o Banco Master e entregou a custódia do material à Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida, tomada após idas e vindas do próprio ministro, acendeu alerta entre peritos e levantou suspeitas sobre o controle da investigação, segundo informações do Metrópoles.

Para tentar conter as críticas, Toffoli indicou quatro peritos da Polícia Federal para “acompanhar” a extração dos dados dentro da PGR, com acesso liberado ao material. Na prática, a PF, que fez a operação, fica fora do comando da perícia — etapa técnica essencial para garantir a integridade das provas digitais.

O caso envolve um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master e teve 42 alvos, entre eles o dono da instituição, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure. Inicialmente, Toffoli mandou o material ficar lacrado no STF, depois mudou de posição e autorizou que a PGR faça a extração e análise dos dados, desde que os aparelhos permaneçam carregados e fora da internet.

A decisão gerou reação imediata da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, que alertou para o risco de perda de provas. Segundo a entidade, a perícia criminal é função técnica da PF, não do órgão acusador.

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Geral

Dino proíbe envio de emendas a ONGs e entidades vinculadas a parentes de parlamentares e seus assessores

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta quinta-feira (15) o repasse de emendas parlamentares para ONGs e entidades do terceiro setor ligadas a parentes de parlamentares ou de seus assessores.

Segundo o ministro, a prática fere os princípios da impessoalidade e da moralidade e pode transformar recursos públicos em benefício pessoal ou familiar. Dino afirmou que esse tipo de destinação “desnatura” a finalidade das emendas e compromete a confiança da sociedade nas instituições.

A decisão faz parte do acompanhamento do plano aprovado pelo STF para ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares.

O ministro citou reportagens que apontam indícios de irregularidades no uso desses recursos para atender interesses privados. Ele lembrou que a lei já proíbe a contratação de parentes na administração pública e que tentativas de burlar essa regra, por meio de vínculos indiretos, podem configurar improbidade administrativa.

Dino destacou que não é aceitável, por exemplo, que uma entidade beneficiada por emenda contrate empresas formadas por parentes do parlamentar que destinou o recurso.

Para o ministro, o aumento dos repasses ao terceiro setor exige critérios rigorosos de controle. Mesmo com avanços na transparência, ele afirmou que ainda são necessários ajustes para garantir moralidade e impessoalidade.

Opinião dos leitores

  1. Besteira, é só fazer a emenda cruzada. Tem é que arrochar na fiscalização. Isso não fazem.

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Geral

Órgãos que apuram fraude no Banco Master viram alvo de pressão e inquéritos do Judiciário

Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

Dois meses após a liquidação do Banco Master, os órgãos responsáveis pelas investigações passaram a ser alvo de críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Receita Federal, Coaf e Banco Central já foram formalmente acionados para explicar sua atuação. A Polícia Federal também entrou no centro das críticas após o ministro Dias Toffoli apontar “falta de empenho” e “inércia” nas investigações.

Ao autorizar a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do dono do banco, Daniel Vorcaro, e buscas contra o empresário Nelson Tanure, Toffoli determinou que as provas ficassem sob custódia do STF. Após reação de juristas, recuou e transferiu o material para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No TCU, o ministro Jhonatan de Jesus tentou revisar a decisão do Banco Central que liquidou o banco, alegando possível precipitação. A iniciativa extrapolou as competências do tribunal, que não pode rever atos regulatórios.

Após reunião entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, ficou acertado que a inspeção será limitada, sem acesso a dados sigilosos.

Segundo a Polícia Federal, o Banco Master emitiu R$ 12 bilhões em títulos falsos. Executivos foram presos e alvos de buscas. Em uma dessas ações, foi encontrado no celular de Vorcaro um contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Também veio a público que um fundo ligado ao banco investiu em um resort que já pertenceu a familiares de Toffoli.

Após essas revelações, Moraes abriu investigação sigilosa para apurar possível quebra irregular de sigilo fiscal por parte da Receita Federal e do Coaf.

Receita Federal

A Receita afirma que não tem acesso a contratos privados e que qualquer consulta a dados sigilosos sem processo formal é passível de punição.

COAF

O Coaf, por sua vez, apenas monitora movimentações financeiras suspeitas e não realiza investigações nem tem acesso a contratos.

Banco Central

Já o Banco Central, responsável pela liquidação do Master, atua na fiscalização do sistema financeiro e é independente desde 2021, com mandato próprio para seus dirigentes.

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Geral

Lula tem reunião com Moraes, Receita e PF após STF abrir inquérito sobre vazamento em caso Master

Foto: Matheus Bonomi – Reuters

O presidente Lula (PT) teve uma reunião nesta quinta-feira (15) com autoridades ligadas ao caso Master e o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, com a justificativa de conversar sobre o combate ao crime organizado.

O encontro colocou na mesma sala o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, e o diretor da Receita, Robinson Barreirinhas, dias após o magistrado abrir uma investigação para apurar eventuais vazamentos no Fisco de informações sobre sua família relacionadas ao banco Master.

Segundo o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, foi firmado um compromisso de atuação conjunta entre as instituições, mas o caso Master não foi o foco principal da reunião.

“O tema foi tratado como uma diretriz de Estado. Não se trata de um caso específico, mas de combater todos os que se enquadram nesse perfil criminoso”, afirmou.

Também participaram da reunião os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Secom), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

O encontro ocorre em meio a debates sobre a centralização das políticas de segurança pública, tema que já gerou atritos entre o governo federal e governadores durante a discussão da PEC da Segurança.

Wellington afirmou que a cooperação respeitará a autonomia de cada órgão e negou que a reunião tenha sido motivada por conflitos internos.

“O tamanho do problema exige uma conjugação de esforços dessa escala”, disse.

O compromisso não constava na agenda oficial do presidente e foi incluído após o término da reunião. Segundo o ministro, a integração busca tornar mais eficaz o combate ao crime, com atuação coordenada entre Receita, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário.

“Cada instituição tem seu papel. O objetivo é ajustar essa sintonia, respeitando garantias legais e a autonomia dos órgãos”, afirmou.

Ainda nesta quinta-feira, Wellington deve se reunir com secretários para discutir a ampliação da cooperação com estados e outros parceiros.

“Não há como falar em integração real sem envolver quem está na linha de frente”, concluiu.

Opinião dos leitores

  1. Dedução facil da pauta: BLINDAR OS MENINOS E MENINAS ENVOLVIDOS NAS ALGAZARRAS DO MOMENTO, TODOS SAO MENORES, POBRES, RECEBEM BOLSA FAMÍLIA E ESTÃO PROTEGIDOS PELO ECA.

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Geral

Damares divulga igrejas e pastores investigados na CPMI do INSS após Malafaia chamar senadora de ‘linguaruda’; veja lista

Foto: Agência Senado/Lula Marques

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou os nomes de igrejas e líderes religiosos citados na CPMI que apura fraudes no INSS.

A publicação ocorreu após críticas do pastor Silas Malafaia, que a chamou de “linguaruda” por mencionar “grandes igrejas” sem revelar os envolvidos.

Segundo Damares, as informações são públicas, constam em documentos oficiais e foram aprovadas pela comissão.

Igrejas investigadas

  • Adoração Church – pedido de quebra de sigilo

  • Assembleia de Deus Ministério do Renovo – pedido de quebra de sigilo

  • Ministério Deus é Fiel Church – pedido de quebra de sigilo

  • Igreja Evangélica Campo de Anatote – pedido de quebra de sigilo

Pastores citados

  • Cesar Belucci – convidado à CPMI

  • André Machado Valadão – convidado e alvo de quebra de sigilo

  • Péricles Albino Gonçalves – convidado

  • Fabiano Campos Zettel – convidado

  • André Fernandes – convidado

Damares afirmou que a possível participação de igrejas em fraudes causa “tristeza”, mas reforçou que a CPMI tem o dever de investigar com imparcialidade e base documental.

Reação de Malafaia

Malafaia acusou a senadora de generalizar acusações e de “denegrir a Igreja Evangélica”. Em vídeo, exigiu que ela apresentasse nomes ou se calasse.

Próximos passos da CPMI

O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), defende a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. A CPMI já analisou 4.800 documentos, identificou 108 empresas suspeitas e pretende pedir ao STF a suspensão de 2 milhões de contratos de consignado suspeitos.

Opinião dos leitores

  1. Como sempre diz Boris Casoy. Cada vez mais temos de passar o Brasil a limpo. Corrupção quase generalizada. Que tristeza.

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Geral

PF avança em operação que investiga ex-nora de Lula e apreende fuzis

Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga fraudes em licitações para fornecimento de materiais didáticos a prefeituras do interior de São Paulo.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na capital paulista, além de medidas de bloqueio de bens autorizadas pela Justiça.

A operação apura desvios de recursos do Ministério da Educação (MEC) por meio de contratos direcionados e superfaturados.

Ex-nora de Lula no foco da investigação

Na fase anterior, a PF teve como alvo Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Lula. Ela é suspeita de receber propina do empresário André Gonçalves Mariano, apontado como operador do esquema.

Segundo a PF, Carla teria atuado em Brasília para facilitar a liberação de recursos do FNDE em favor da empresa Life Tecnologia Educacional.

Em uma agenda apreendida, o nome dela aparece com o apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar com o presidente.

Esquema milionário

A empresa Life recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três prefeituras paulistas. Os contratos, segundo a PF, foram direcionados e superfaturados, com parte do dinheiro desviada por meio de empresas de fachada.

A investigação aponta a atuação de empresários, agentes públicos, lobistas e doleiros em uma organização criminosa estruturada desde 2021.

Prisões e crimes investigados

Na fase de novembro, seis pessoas foram presas, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).

Os investigados podem responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Com informações da coluna de Mirelle Pinheiro, Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Eita! Entro na família tem que participar…cadê os bandidos e os mau-caráter defensores de ladrão pra dizer que é fake.

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