Economia

Estados elevam ICMS do diesel pela segunda vez após isenção de impostos federais

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

POR FOLHA DE SÃO PAULO:

Pela segunda vez após a isenção de impostos federais sobre o preço do óleo diesel, estados elevarão a partir desta quinta (1) o preço de referência para a cobrança de ICMS sobre o combustível. Desta vez, a alta ocorrerá em 19 estados e no Distrito Federal.

A elevação ocorre em um momento de queda do preço nas refinarias. Segundo os governos estaduais, reflete o aumento no preço médio em nas bombas relação à primeira quinzena de março.

Como é cobrado nas refinarias, o ICMS dos combustíveis é calculado sobre um preço de referência conhecido como PMPF (preço médio ponderado ao consumidor final). Sobre esse valor, incidem alíquotas que variam entre 12% e 25%, dependendo do estado.

De acordo com o consultor Dietmar Schupp, a alta média do preço de referência será de 3,1%, tanto para o diesel S-500, vendido nas estradas, quanto para o S-10, com menor teor de enxofre e obrigatório nos centros urbanos.

Também haverá aumento nos preços de referência para o cálculo do ICMS sobre a gasolina (6,1%, em média) e do gás de botijão (3,1%), também beneficiado por isenção de impostos federais.

No caso do diesel S-500, apenas Bahia, Maranhão, Rondônia, Roraima e Santa Catarina decidiram não reajustar o preço de referência para a próxima quinzena. O Amapá e o Espírito Santo, por outro lado, reduzirão o valor, em 2,8% e 0,2%, respectivamente.

O PMPF é alterado duas vezes por mês e publicado em resolução do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Os estados alegam que apenas acompanham as variações dos preços das bombas, com base em pesquisas realizadas quinzenalmente.

“O valor do preço final ao consumidor, que é a base de cálculo do ICMS, não tem qualquer relação com a vontade dos estados”, diz o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

“Os preços dos combustíveis têm se elevado significativamente por causa da alteração da política de preços da Petrobras em 2018, que passou a se alinhar pela cotação do petróleo no mercado internacional, o qual tem se elevado, e ainda se extrema com a atual condição cambial.”

O comitê frisa que não houve alterações das alíquotas de ICMS, mas a variação do preço de referência pressiona o preço nas bombas, já que o consumidor passa a pagar mais centavos por litro de imposto.

Na semana passada, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o litro do diesel S-500 foi vendido, em média no país, a R$ 4,269, queda de 0,1% em relação à semana anterior.

Foi a primeira redução no ano, já refletindo, ainda que parcialmente, a isenção dos impostos federais em vigor desde o primeiro dia de março e corte de 3,8% anunciado pela Petrobras há uma semana.

O preço da gasolina, que também foi reduzido nas refinarias, em 4%. Nas bombas, houve queda de 0,7%, para um preço médio de R$ 5,551 por litro. A partir desta quinta, os preços voltam a ser pressionados pela alta no PMPF em 20 estados e no Distrito Federal.

No caso da gasolina comum, apenas Bahia, Maranhão, Paraná, Rondônia e Roraima decidiram por não elevar o preço de referência para a cobrança do imposto.

Já o preço do gás de cozinha ficou praticamente estável em relação à semana anterior, depois de pequena queda provocada pelo repasse da isenção de impostos federais. Segundo a ANP, o botijão de 13 quilos foi vendido na semana passada por R$ 83,25, em média,

Em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou ao Congresso projeto de lei para alterar o modelo de cobrança do ICMS sobre os combustíveis, em uma tentativa de eliminar esse efeito de pressão nos momentos de alta.

A ideia é que o imposto passe a ser calculado em reais por litro e não mais como um percentual sobre o preço final. A medida, defendida pelo setor de combustíveis, evitaria que o imposto subisse ainda mais em momentos de escalada de preços.

Os estados têm resistência à mudança e dizem que o tema deve ser discutido no âmbito da reforma tributária. Nesta terla (30), o governo decidiu tirar a urgência da tramitação do projeto de lei.

Pela manhã, os estados reunidos no Comsefaz haviam enviado carta ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) pedindo a retirada do projeto da pauta, alegando que a mudança tem impacto nas finanças estaduais e no aumento de carga tributária.

A principal crítica é sobre a proposta de unificar as alíquotas nos estados, cujo resultado, segundo o texto, “é ocasionar, impreterivelmente, aumento de carga tributária para parte do país e consequentemente, pressionar a elevação do preço do varejo”.

 

Opinião dos leitores

  1. Amigo, dos 38 milhões enviados aos governos estaduais, apenas 18 milhões foram aplicadas na população. Ou seja, temos que cobrar dos governadores

  2. A aliquota de ICMS é inalterada. Reduza o preço dos combustíveis que o valor do ICMS cai tb. Depois que o governo zanunciou que zeraria teve ao menos e aumentos que anularam a falácia.
    Conversa fiada.

  3. As intenções desses governadores estão mais do que óbvias. Eles são os verdadeiros culpados por muitos aumentos de preços (aumentando impostos) e pelos óbitos por COVID (impedem o tratamento precoce e não adequaram o sistema público de saúde). Usam o sofrimento do povo para fazer política e para conseguir (e desviar) recursos do governo federal.

  4. A máscara caiu sobre os preços dos combustíveis. Esses governadores estão lá pensando no povo. O objetivo é tentar boicotar o governo federal a todo custo, nem que para isso o povo sofra pague a conta. Nem nessa hora de calamidade eles pensam diferente. Caiu a máscara desses canalhas. Mas ano que vem tem eleição. Vamos ver se povo acorda mesmo.

  5. Governadores agindo para dar errado, depois aculpa é do Governo Federal e da Petrobras, simple assim!

  6. Antes que alguém afirme ou critique que eu escrevo brasil minúsculo, adianto que e o meu entendimento sobre esse país de gente hipócrita.

  7. Tudo dentro da normalidade. Parece que a maioria não entende que moramos no brasil. Se fosse uma notícia sobre diminuir o valor do combustível etc aí sim iria ficar muito preocupado.

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Política

Governo desconfia que a CPI está ‘armando’ para prender o ex-ministro Pazuello

O governo trabalha com a informação, levada por aliados no Congresso, de que a CPI da Pandemia tenta criar um pretexto para decretar a prisão do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que deve depor no dia 19.

Na avaliação dos governistas, o objetivo seria desmoralizar o general e o próprio governo, na tentativa de reverter a impressão de que até agora a CPI não conseguiu evoluir no sentido de comprometer o presidente da República de tal modo que pudesse desestabilizar o atual governo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Para não ser preso, Pazuello teria de obter no STF um habeas corpus preventivo para depor como investigado, com direito de ficar calado.

 

A suspeita é baseada na tentativa de construir um clima hostil para o ex-ministro, acusando-o de “desrespeitar” a CPI.

O primeiro “desrespeito” seria a alegação de contato com infectados por covid para adiar seu depoimento, versão que membros acham mentirosa.

A mais recente tentativa de “armar” a prisão do ex-ministro é que a CPI teria “detectado” que ele manobra para não depor como testemunha.

DIÁRIO DO PODER

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Política

PICANHA DO MITO: Picanha de churrasco de Bolsonaro é vendida a R$ 1.799 o quilo

O presidente Jair Bolsonaro recebeu amigos e familiares para um churrasco no Palácio da Alvorada no último domingo (9.mai.2021). Entre as carnes oferecidas aos convidados estava uma picanha de boi da raça wagyu, de origem japonesa, vendida a R$ 1.799,99 o quilo. A informação é do blog Cozinha Bruta, da Folha de S. Paulo.

Uma das fotos do churrasco foi compartilhado pelo perfil de Instagram “Churrasco do Tche”. O churrasqueiro Tchê levou peças de carne com embalagem personalizada com o slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.

 

O profissional se define como “churrasqueiro dos artistas” e tem fotos ao lado do ator Eri Johnson, do cantor Gusttavo Lima, da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Na foto do churrasco compartilhada por Tchê, a embalagem estampa o endereço do perfil de Instagram do Frigorífico Goiás, em Goiânia. O local também postou a imagem, chamando a carne de “picanha mito”.

 

A Folha de S. Paulo entrou em contato com o local. De acordo com o frigorífico, a “picanha mito” está em falta. É possível, no entanto, comprar a mesma carne com outra embalagem. Uma peça, com cerca de 350g, custa aproximadamente R$ 600.

Na foto publicada por Tchê, vê-se duas peças da picanha. Ou seja, R$ 1.200 por 700g de carne.

O preço é divulgado no site do frigorífico como promocional. O valor normal da peça é anunciado como R$ 1.200,99.

PASSEIO DE MOTO

No domingo (9.mai), Bolsonaro causou outra aglomeração. Sem máscara, ele distribuiu apertos de mão e tapinhas nas costas e posou para fotos com apoiadores.

Ele recebeu no rosto, ainda, um beijo da deputada Bia Kicis (PSL- DF), que também compareceu ao ato sem máscara.

O cenário produzido pelo presidente neste domingo é propício para a transmissão do coronavírus. A pandemia matou ao menos 423.229 pessoas no Brasil até o momento.

Centenas de motociclistas se concentraram em frente ao Palácio da Alvorada na manhã desse domingo.

PODER360

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Saúde

Sesap não tem data para receber lote de CoronaVac no RN

O Ministério da Saúde (MS) recebeu do Instituto Butantan, nessa segunda-feira (10), mais 2 milhões de doses da CoronaVac, Com isso, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) é a de que uma nova remessa do imunizante chegue ao Rio Grande do Norte ainda nesta semana, entretanto, não existem definições sobre prazos ou quantitativo a ser repassado ao Estado. “O Ministério da Saúde não enviou a pauta com data nem quantitativos”, informou a Sesap/RN em nota.

Créditos: DivulgaçãoPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covidPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covid

No final de semana, o Estado recebeu 15,6 mil doses da CoronaVac, o que permitiu a retomada da segunda dose (D2) em Natal, paralisada desde o último dia 5. Esta foi a quarta vez que a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS Natal) paralisou a aplicação da D2, por falta do imunizante. O lote enviado no final de semana, no entanto, é insuficiente para atender o número de pessoas que estão com o esquema vacinal incompleto por falta da CoronaVac. Em todo o Estado, mais de 87 mil pessoas aguardam a segunda dose dessa vacina.

Para a manhã desta terça-feira (11), são esperadas 8.720 doses da vacina Pfizer, que deverão chegar ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves por volta das 10h10, conforme informações da Sesap. “Todas as doses serão encaminhadas à Unicat e distribuídas imediatamente. Por recomendação do Ministério da Saúde, as doses são destinadas ao município de Natal, assim como acontece em todos os Estados brasileiros, onde todas as doses da Pfizer são destinadas somente às capitais”, esclareceu a Sesap/RN.

A Secretaria solicitou ao Ministério da Saúde, por meio de um ofício, a substituição da Pfizer pela CoronaVac para tentar resolver o problema dos atrasos relacionados à aplicação da D2, mas até essa segunda-feira, o MS não havia respondido à solicitação da pasta estadual. “A Secretaria aguarda retorno até esta terça-feira (11)”, descreveu.

Com a perspectiva de distribuição de novos lotes da CoronaVac para todo o País, a Sesap declarou que o titular da pasta, Cipriano Maia, propôs, em audiência com o Ministério da Saúde, que as próximas remessas do imunobiológico sejam entregues de acordo com a quantidade de doses necessárias para completar o esquema vacinal em cada Estado. A resposta à sugestão foi negativa. “O Brasil tem hoje um déficit de 2 milhões de pessoas, em 21 estados, com doses atrasadas da CoronaVac. Mas o Ministério da Saúde negou a nossa proposta de distribuição do imunizante de acordo com as necessidades de cada Estado”, acrescentou a Sesap.

Atualmente, a distribuição é feita levando em consideração o critério da proporcionalidade da população, ou seja, o número de habitantes de cada unidade federativa.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

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Saúde

Brasil aplicou 1ª dose em mais de um milhão de pessoas, nesta segunda

O Brasil atingiu nesta segunda (10) mais uma importante marca na campanha nacional de imunização contra Covid-19 ao superar um milhão de primeiras doses aplicadas em 24h: exatas 1.160.693.

Ao todo, foram mais de 1,77 milhão de vacinas, o melhor resultado para o mês de maio e o segundo melhor para o País desde o início da vacinação, em 17 de janeiro.

Houve também a aplicação de 615.674 segundas doses, o que elevou o número de brasileiros 100% imunizados a mais de 18 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

 

Desde o início da campanha, 36,4 milhões de brasileiros receberam ao menos uma dose e 18,3 milhões estão completamente imunizados.

Com a redução da faixa etária e mais doses, o recorde de 1,83 milhão de doses do dia 23 de abril está cada vez mais próximo de ser quebrado.

De acordo com a plataforma independente vacinabrasil.org, estamos em 4º lugar no ranking da vacinação no mundo, com 54,8 milhões de doses.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. A esquerdalha piraaaaaaa.
    Não vão ter mais o que falar. A CPI até agora foi só palanque pra Bolsonaro. Tá igual ao vídeo da reunião ministerial kkk..

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Saúde

Hospital do Coração passa a oferecer a Pesquisa de Anticorpos Neutralizantes que identifica imunidade ao Covid-19

Foto: Divulgação

Hospital do Coração passa a oferecer em seu laboratório a Pesquisa De Anticorpos Neutralizantes para o Covid-19, com resultado em até 12 horas.

O teste IgC-S1 feito pelo Hospital é o exame laboratorial mais preciso para medir a resposta imunológica para o Covid-19. O exame detecta se a pessoa está imunizada ( por já ter se vacinado ou por já ter tido a doença).

Os exames podem ser colhidos todos os dias, das 6h às 17h, incluindo domingos e feriados. Não é necessário jejum e o exame é totalmente automatizado e de alta performance.

Opinião dos leitores

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Cidades

Paradas sucateadas se multiplicam em Natal

Os usuários de transporte público em Natal enfrentam outro problema além dos longos minutos à espera do ônibus: a permanência em paradas com estrutura deficitária ou até mesmo inexistentes em diversos pontos da capital. Especialmente durante o momento de maior demanda pelo transporte público, entre as 6h e 17h, é comum notar as paradas lotadas sem chance de abrigo para a maioria das pessoas que aguardam o deslocamento ou para todas elas, nos locais onde o indicativo de parada do transporte público se resume a uma placa afixada em um poste. Durante os dias chuvosos, a situação é ainda mais crítica.

 

Na tentativa de mitigar os históricos problemas nesses abrigos, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) prevê a substituição de 600 paradas de ônibus e implementação de novas estruturas. A expectativa é que as obras comecem no segundo semestre deste ano. A STTU que esses serviços solucionaram o problema em todos os bairros da capital com pontos de paradas de ônibus.

O projeto de substituição das paradas de ônibus em Natal está em licitação na Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov). O valor estimado das obras é de R$ 8 milhões.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

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Saúde

Governo federal cria Secretaria de Enfrentamento à Covid-19

Mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter elevado a Covid-19 ao status de pandemia, o governo criou um novo órgão para centralizar as ações de enfrentamento do novo coronavírus. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (10), uma semana após o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 fará parte da estrutura do Ministério da Saúde e deverá articular os trabalhos com Estados e municípios. “A nova unidade deverá propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais e municipais” informou a Secretaria Geral da Presidência da República. O decreto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União e vai promover remanejamentos e transformações de cargos e funções internas do Ministério da Saúde, sem ocasionar aumento de despesas.

“A secretaria está incumbida de propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, bem como de definir e coordenar as ações do Plano Nacional da Vacinação contra a Covid-19”, disse a SG.

ESTADÃO

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Política

CPI da Covid quer quebrar sigilo de presidente da Anvisa para saber se houve pressão de Bolsonaro

Senadores da CPI da Covid planejam pedir a quebra do sigilo telefônico e telemático do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres. A intenção é verificar se ele sofreu pressão do presidente Jair Bolsonaro ou de outro integrante do governo para atrasar a análise do registro de vacinas.

A quebra de sigilo telemático consiste em obter dados de uma pessoa que estão no meio cibernético, como email, redes sociais e aplicativos de mensagens. O diretor da agência, que é contra-almirante da Marinha, falará nesta terça-feira (11) na comissão e também será questionado sobre o assunto.

Torres é considerado aliado próximo de Bolsonaro, por isso haverá perguntas se ele sofreu algum tipo de pressão para acelerar ou retardar a análise do registro de vacinas e se ele já deixou o posicionamento ideológico contaminar alguma decisão.

Alguns senadores disseram que o processo de registro da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, estará entre os questionamentos feitos ao presidente da agência reguladora. A vacina foi alvo de diversos ataques de Bolsonaro.

A vacina russa Sputnik V também estará entre os principais questionamentos. Alguns membros da comissão dizem acreditar que a agência reguladora está boicotando a aprovação do imunizante, que tem sido usado em diversos países.

Entre outros pontos, os membros do colegiado devem questionar Torres sobre o episódio no qual ele saiu sem máscara em um ato favorável ao governo Bolsonaro. “A expectativa que nós temos com relação ao depoimento [Barra Torres] é que ele nos convença que a Anvisa não participou do boicote às vacinas”, disse o relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

 

Otto Alencar (PSD-BA), membro titular da CPI, também disse que o presidente da Anvisa terá de explicar por que ainda não ocorreu a aprovação da Sputnik. “O almirante vai prestar as informações e esclarecer se teve uma análise retardada ou correta da vacina. Precisamos saber se uma análise superficial da vacina deve ser considerada.”

Nesta semana, o principal foco da CPI será investigar as articulações para compra de vacinas contra a Covid-19 e também o aparato de comunicação oficial e informal do governo, que consiste nas mensagens propagadas por apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.

Além de Barra Torres, os senadores irão ouvir o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten nesta quarta-feira (12).

Já na quinta-feira (13) será a vez de Carlos Murillo, que até janeiro deste ano era presidente regional da Pfizer no Brasil. Atualmente, ele é presidente da farmacêutica americana para a América Latina.

Confira matéria completa na Folha.

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Economia

Auxílio emergencial alcança 39 milhões de beneficiários, 6,5 milhões menos que o previsto

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) superestimou, em cerca de 6,5 milhões de pessoas, a previsão do número de beneficiários do auxílio emergencial 2021. Agora, as novas parcelas são destinados a um público menor e em um valor mais baixo, de no máximo R$ 375 mensais por família.

Em 18 de março deste ano, ao divulgar a assinatura de duas medidas provisórias sobre o pagamento do benefício, o Ministério da Cidadania informou que o novo auxílio emergencial “deverá atender 45,6 milhões de pessoas“.

 

Na noite da última quinta-feira (6/5), porém, ao finalizar o primeiro ciclo de créditos, a pasta informou ter depositado o auxílio emergencial para 39,1 milhões de famílias.

Trata-se de uma distorção de 16,6% entre o número divulgado inicialmente pelo governo federal e a realidade.

Na prática, isso significa que a tesoura usada pelo governo sobre a lista de beneficiários foi mais afiada ainda. No ano passado, mais de 67,9 milhões de brasileiros chegaram a receber o benefício.

Ao renovar o programa, após pressão da sociedade e de parlamentares, o governo deixou claro que o auxílio emergencial 2021 seria devido apenas a quem fazia parte do programa em dezembro do ano passado. Na ocasião, os recursos eram destinados a 56,7 milhões de pessoas.

Logo, se um pai de família, por exemplo, ficou desempregado em janeiro deste ano, não pôde mais pedir o auxílio. Em situação contrária, se tiver sido beneficiado, mas consiga um emprego, poderá ser considerado inelegível e não mais receber o pagamento. “Têm direito ao auxílio emergencial 2021 os trabalhadores que estavam recebendo, em dezembro de 2020, o auxílio emergencial de que trata o art. 2º da Lei nº 13.982, de 2020, e a extensão do auxílio emergencial de que trata a MP nº 1.000, de 2020”, ressaltou o governo, em nota publicada em março.

Além disso, é preciso cumprir uma série de regras para receber as novas parcelas.

Em uma tentativa de contemporizar o corte feito sobre o programa, o Ministério da Cidadania publicou a seguinte matéria, na semana passada: “Primeira parcela do auxílio emergencial 2021 chegou a 77 milhões de brasileiros“.

Esse dado, no entanto, inclui, além dos elegíveis, o número de integrantes de cada família. O auxílio emergencial 2021 é limitado a uma pessoa por família. Anteriormente, dois membros de um mesmo grupo familiar podiam se beneficiar, segundo legislação publicada pelo governo em abril.

 

Em 2020, uma família poderia receber até R$ 1,8 mil por mês. Hoje, o máximo que se pode receber é R$ 375 – apesar da crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus ter não só perdurado, mas se intensificado nesse período.

Outro dado que tem sido distorcido pelo Ministério da Cidadania em relação ao auxílio emergencial se refere ao valor médio dos depósitos.

A pasta informa que o valor médio é de R$ 250, pagos em quatro parcelas. Mulheres chefes de família monoparental têm direito a cotas de R$ 375, e indivíduos que moram sozinhos (ou seja, família unipessoal) recebem apenas R$ 150 mensais.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou, porém, a maior parte do público do auxílio emergencial deve receber a menor cota do benefício, no valor de R$ 150. São cerca de 20 milhões de pessoas, o equivalente a 43% do total.

Já a cota de R$ 250 será paga a 16,7 milhões de brasileiros e a maior, de R$ 375, a 9,3 milhões de mulheres.

Os números foram obtidos pela reportagem via Lei de Acesso à Informação (LAI) e se referem, contudo, à “estimativa” de 45,6 milhões de beneficiários do auxílio emergencial 2021.

Com o novo corte de beneficiários, o Metrópoles questionou, até então sem sucesso, ao Ministério da Cidadania sobre quantas pessoas receberam, respectivamente, as cotas de R$ 150, de R$ 250 e de R$ 375.

A pasta também foi interpelada sobre a inflação de 6,5 milhões de pessoas no anúncio do programa, mas não respondeu.

As mesmas perguntas foram direcionadas para a Dataprev, estatal responsável por analisar os dados. A empresa não respondeu. O espaço segue aberto.

METRÓPOLES

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Saúde

Cientistas pesquisam nova ‘vacina múltipla’ contra vários tipos de coronavírus

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, podem ter descoberto uma nova “vacina universal” que protegeria contra as principais formas variantes do coronavírus, incluindo os “resfriados comuns”. O imunizante seria um primeiro passo importante na prevenção de novas pandemias ou surtos de doenças virais respiratórias, segundo uma versão preliminar do estudo publicada nesta segunda-feira, 10, na revista especializada Nature.

De acordo com a pesquisa, a imunização em macacos com vacinas que utilizam nanopartículas de RBD (domínio receptor-obrigatório) do Sars-Cov-2, com adjuvantes de alúmen, conseguiram gerar anticorpos múltiplos contra a família do betacoronavírus. Esse gênero do coronavírus é o mesmo responsável pelos surtos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que surgiu na China, em 2002; de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada na Índia, em 2013; e pela atual pandemia da covid-19.

Os imunizantes protegeriam também contra as principais variantes identificadas do novo coronavírus, como para a britânica (B.1.1.7), a brasileira (P.1) e a sul-africana (B.1.351). O estudo ainda encontrou resposta imune em macacos para o SARS-Cov-1 (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e à cepa batCoVs.

A pesquisa aponta que vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e núcleo modificado também se mostram eficazes, porém em menor quantidade, contra o novo coronavírus e contra a cepa batCoV, presente em animais. Elas poderiam ainda prevenir a transmissão de novos tipos do coronavírus de animais para humanos.

Por enquanto, os testes só foram aplicados em macacos e o estudo foi publicado em uma versão inicial. A pesquisa ainda precisa passar por revisão da comunidade científica sobre as provas apresentadas antes de ser divulgada em seu formato final.

ESTADÃO

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