Diversos

EXPOSIÇÃO VIRTUAL: Revista Época e uma excelente reportagem sobre sexo, chantagem e internet

As estudantes Giana Laura, de 16 anos, e Júlia Rebeca, de 17 anos, nunca se conheceram. Separadas pela extensão geográfica do país – Giana em Veranópolis, Rio Grande do Sul, e Júlia em Parnaíba, litoral do Piauí –, suas histórias se cruzaram nas manchetes da imprensa, por causa de um desfecho trágico. Com apenas quatro dias de diferença, as duas jovens se mataram, pela mesmíssima razão. Elas haviam descoberto que imagens íntimas delas, compartilhadas com pessoas em quem confiavam, se multiplicavam pela internet. Envergonhadas e desesperadas, totalmente inexperientes, decidiram fugir de uma situação que lhes parecia intolerável. Ao escolher o suicídio, tornaram-se vítimas, mais um par de vítimas, de um perigo assustadoramente próximo da nova geração: a exposição excessiva na internet, e suas terríveis consequências.

As circunstâncias em que as imagens foram divulgadas ainda estão sob investigação. A polícia de Parnaíba apura como um vídeo de poucos segundos, em que Júlia aparece numa relação sexual com uma jovem e um rapaz, se difundiu num aplicativo de bate-papo usado em celulares, o WhatsApp. “É provável que ela mesma tenha compartilhado com alguns amigos num grupo do aplicativo”, afirma o delegado Rodrigo Moreira Rodrigues, da Delegacia Regional da Polícia Civil de Parnaíba. Em Veranópolis, a polícia suspeita que um amigo de 17 anos de Giana enviou a alguns colegas uma imagem da garota com os seios desnudos, capturada por webcam numa conversa entre eles, há seis meses.

As mortes de Giana e Júlia soam como tragédias repetidas. Casos semelhantes se sucedem em outros países. Nos Estados Unidos, Jesse Logan, de 18 anos, se suicidou, em 2008, depois que seu ex-namorado divulgou fotos nuas feitas por ela. No ano seguinte, Hope Witsell, de apenas 13 anos, tomou a mesma decisão quando fotos dela seminua foram divulgadas em sua escola, e ela virou alvo de bullying. Com o acesso quase universal a celulares e tablets, divulgar flagrantes de momentos privados é uma questão de poucos – e irresistíveis – cliques. Fotos que revelam o corpo e vídeos de momentos a dois são capturados por câmeras cada vez mais poderosas e enviados ao parceiro ou pretendente, como parte do jogo de sedução. Ou como prova de confiança. A prática, comum entre adolescentes no mundo inteiro, ganhou até nome: “sexting”, um neologismo formado pela mistura das palavras sexo e texting (o ato de mandar mensagens de texto pelo celular).

O sexting seria inofensivo não fosse por uma fatalidade estatística: muitas dessas imagens acabam divulgadas publicamente e viram motivo para linchamento moral. Algumas vítimas não suportam a humilhação e fazem o que fizeram Júlia e Giana. Quem resiste à brutal exposição e à torrente de piadas descreve a experiência como devastadora. “Ele tirou minha vida, não tenho mais vida. Não consigo sair, não consigo estudar, trabalhar”, disse ao programa Fantástico, da TV Globo, uma jovem de 19 anos de Goiânia conhecida como Fran. Ela acusa um ex-parceiro (ele nega) de ter divulgado no WhatsApp vídeos e fotos em que ela se expõe nua para ele, fazendo gestos alusivos a sexo. As imagens se espalharam pela internet e começaram a ser imitadas de forma jocosa até por pessoas famosas, sempre associadas ao nome da jovem. Fran disse que teve de deixar o emprego como vendedora de loja, afastou-se da faculdade e mudou de aparência, na tentativa de não ser mais reconhecida nas ruas.

O potencial de que novos casos se repitam é enorme. Parece quase impossível manter imagens íntimas a salvo do olhar público, uma vez que elas sejam feitas. Uma análise da Internet Watch Foundation sugere que, de todo o material feito de forma amadora e encontrado em sites, 88% fora distribuído sem o consentimento de seus autores. O vazamento pode ser até obra de hackers, que invadem arquivos digitais e espalham imagens por sites na internet. As celebridades costumam estar entre as principais vítimas. Em muitos casos, o perigo está onde menos se espera: os responsáveis pela divulgação têm a confiança da própria vítima. É o paquera cuja conquista decide exibir para amigos. Um ex-namorado ou ex-marido magoado, que torna públicas as lembranças de tempos mais felizes – e íntimos. As vítimas quase sempre são mulheres. Além de imagens, costumam ser divulgados o perfil em redes sociais, números de telefone e outras informações que permitem identificar onde a vítima mora. “É um desejo de onipotência do agressor”, diz o psicólogo José Leon Crochík, da Universidade de São Paulo. “Ao divulgar essas imagens, ele quer mostrar que domina o outro, que pode destruí-lo pela ridicularização.”

O vazamento de imagens é proporcional ao tamanho do fenômeno. Um levantamento da consultoria de tecnologia eCGlobal Solutions, com quase 2 mil brasileiros de mais de 18 anos, revela que 32% dos homens já enviaram fotos em que aparecem nus e 17% já mandaram vídeos. Entre as mulheres, 29% compartilharam imagens em que aparecem sem roupa, e 9% vídeos. Em 2012, o Portal Educacional entrevistou quase 4 mil estudantes com idades entre 14 e 17 anos. Entre eles, 6% afirmaram já ter mostrado partes íntimas do corpo para desconhecidos por meio da webcam ou ter aparecido nus ou seminus em fotos na rede. Apesar de a incidência entre jovens ser menor, ela é mais preocupante. “Eles têm mais dificuldades de medir consequências e são mais impulsivos”, afirma o psiquiatra Jairo Bouer, colunista de ÉPOCA. Por isso, há chances maiores de que o conteúdo do que fazem se torne público. Quem fez não teme divulgar, e quem recebe não mede as consequências destrutivas de distribuir. Ao mesmo tempo, as implicações de um escândalo desse tipo podem ser críticas para os jovens. O repertório emocional deles é limitado para lidar com a crueldade pública e a censura social, como as mortes de Júlia e Giana tristemente demonstram.

A popularização do sexting sugere uma mudança de comportamento. Em parte, ela é causada pela onipresença da tecnologia. Os jovens têm nas mãos, em tempo integral, um dispositivo que permite fazer registros e compartilhá-los imediatamente: o celular. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, jovens entre 10 e 17 anos lideram o aumento do uso de celulares no Brasil.  Na faixa entre 15 e 17 anos, 67,5% dos adolescentes têm um aparelho. Esses celulares têm programas (chamados de aplicativos) como o WhatsApp, que permitem transmitir imagens instantaneamente e sem custo para grupos ou pessoas determinadas. A popularidade desses aplicativos cresce entre os adolescentes. Eles fogem das redes sociais, cujo conteúdo fica explícito para centenas de amigos e para os pais. A maior rede social do mundo, o Facebook, já sentiu os efeitos dessa mudança demográfica. No começo do mês, executivos da empresa admitiram estar perdendo usuários jovens. Os aplicativos de bate-papo para onde os jovens migram, porém, dão a eles uma falsa sensação de segurança. De grupo em grupo, as imagens íntimas se espalham pela rede e se tornam dolorosamente públicas. Não é por acaso que os últimos escândalos de sexting começaram pelo WhatsApp. Quando tecnologias como o Google Glass, óculos-computador do Google, chegarem ao mercado, o impacto sobre a privacidade será ainda maior. Esse tipo de aparelho permite capturar imagens sem que quem seja filmado se dê conta da invasão. É muito mais difícil se proteger de um vídeo ou de uma foto indesejada.

Diante de um cenário tão alarmante, é de perguntar por que os jovens ainda se permitem fotografar e filmar em situações de intimidade. A resposta, terrivelmente simples, é que mostrar aspectos da vida cotidiana é parte da rotina diária deles. Em parte, isso é influenciado por celebridades como Pamela Anderson e Paris Hilton, cujos vídeos em cenas de sexo doméstico circularam na internet no início dos anos 2000. Eles glamorizaram uma situação que era, essencialmente, uma brutal exposição de intimidade. Desde então, as fronteiras entre o público e o privado se tornaram ainda mais borradas. “A nova geração entende a privacidade de uma maneira diferente”, diz a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Hoje você conhece o banheiro da casa deles pelas fotos que tiram no espelho. Seria uma exibição impensável décadas atrás.” Os autorretratos que dominam as redes sociais são conhecidos como “selfies”, palavra de origem inglesa que significa “próprio”. São tão populares que o termo foi incorporado em agosto à versão digital do dicionário Oxford – e, há duas semanas, escolhido pelos editores do dicionário como a palavra do ano.
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O fato de que muitos façam não significa que a sociedade seja compreensiva com quem cai na rede. A paulista G.N., de 28 anos, não pôde contar nem com o apoio da família quando o ex-namorado publicou fotos dela nua num perfil falso no Orkut, em 2006. “Eu passava o dia inteiro procurando minhas fotos e meus perfis falsos na internet”, diz G.N. As imagens haviam sido enviadas por ela durante o relacionamento à distância com um primo que morava na Itália e pedia provas de amor. Terminado o namoro, ele ainda mandou as fotos aos pais de G.N. pelo correio. Ela diz que eles não apoiaram sequer que ela denunciasse a violência e a culparam pelo vazamento das fotos. O problema nunca foi resolvido. Até hoje, G.N. esconde o rosto em redes sociais, para evitar ser identificada. Usa pseudônimo no crachá da empresa.

Vítimas de crimes, as mulheres expostas na internet não conseguem ver seus agressores punidos com rigor. “É difícil conseguir penas severas. Por isso, paira uma sensação de impunidade”, afirma Wanderson Castilho, presidente da E-NetSecurity, empresa de segurança da informação. São poucas as vítimas que aceitam passar por um processo judicial desgastante e levam a denúncia inicial adiante. Quando o fazem, esbarram na dificuldade de provar quem vazou as imagens. Foi o que aconteceu com a carioca M., hoje com 22 anos. Ela tinha 15 anos quando vídeos seus com conteúdo sexual foram parar na internet. M. foi vítima do ciúme da namorada de um ex-parceiro. A garota descobriu os vídeos íntimos que M. mandara a ele durante o relacionamento e a chantageou. M. não cedeu à pressão, e o vídeo foi parar nas mãos dos colegas de escola. Até hoje, sete anos depois, pode ser encontrado na internet, com direito à identificação, com nome e o bairro onde ela morava. M. chegou a registrar queixa na polícia. A denúncia não avançou porque ela não conseguiu provar que a garota era a responsável pelo vazamento. M. teve de se conformar em viver escondida sob um codinome. “Sinto falta de poder falar meu nome. Ele era lindo”, diz.
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Quatro projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados tentam desfazer as ambiguidades das leis atuais que encobrem os agressores. Os projetos de autoria do deputado João Arruda (PMDB/PR) e da deputada Rosane Ferreira (PV/PR) pretendem alterar a Lei Maria da Penha, para incluir explicitamente como violência psicológica a divulgação não autorizada pela internet de imagens, dados, vídeos ou áudios íntimos. Os projetos de lei apresentados pelos deputados Eliene Lima (PSD/MT) e Romário (PSB/RJ) sugerem criar uma nova lei no Código Penal, para tornar crime específico a divulgação desse tipo de material. “Minha proposta prevê detenção e indenização por despesas decorrentes dos problemas causados, como a necessidade de troca de domicílio, escola, faculdade, emprego, tratamentos médicos”, diz Romário. Os projetos de lei aguardam parecer na Comissão de Seguridade Social e Família. Não há previsão de quando serão votados.
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Se, de um lado, é preciso punir com maior rigor os agressores, de outro é preciso aumentar a vigilância sobre o que cai na rede. Quem pode ajudar nessa tarefa são as empresas por trás dos grandes mecanismos de busca, das redes sociais e dos programas de bate-papo. No Brasil, não há uma lei específica sobre a responsabilidade de companhias como Facebook e Google pelos conteúdos criminosos que circulam em suas páginas. Mas elas podem responder na Justiça pelo conteúdo ilícito publicado por seus usuários – desde que sejam informadas desse conteúdo. Basta uma notificação extrajudicial ou um e-mail mandado por um canal de comunicação do site. A partir daí, o prazo para a remoção de imagens e textos é de 24 horas. Se a empresa não o fizer, pode virar ré em processo civil. Um dia, porém, é tempo mais que suficiente para causar um estrago irreversível na vida de gente normal. A velocidade com que as imagens e vídeos são compartilhados garante isso. A situação poderá piorar ainda mais para as vítimas se o Marco Civil da internet, em discussão no Congresso, submeter a retirada dos conteúdos a decisão judicial, como consta da última versão do texto. Isso transformaria a vida da vítima num inferno.

Ela teria de contratar um advogado e ir até um juiz para pedir a retirada. Demoraria ainda mais para que as imagens fossem bloqueadas. O texto também desobriga as empresas de guardar as informações de acesso dos usuários. Elas são fundamentais para localizar aqueles que, protegidos pelo anonimato, publicam fotos e imagens ilícitas. Os provedores conhecem o computador de origem, dia e hora de todas as postagens. Se as informações não forem armazenadas, a identificação dos criminosos e as provas do crime desaparecerão.

As empresas se dizem atentas aos crimes cometidos em suas redes e afirmam ter criado, nos últimos anos, campanhas e recursos técnicos para combater pornografia infantil, crimes de racismo e ameaças de morte. Afora esses casos, elas se recusam a controlar o que pode ou não pode ser publicado. “Lidar com conteúdo controverso é um dos maiores desafios que enfrentamos como empresa. Temos uma proibição clara relacionada à pornografia infantil e em outras áreas, mas determinar o que é ofensivo ou deixa de ser é mais complicado. O Google sempre tenderá a favorecer a liberdade de expressão”, afirma o Google por e-mail. O Facebook diz coisa semelhante: “Temos controles rígidos para remoção de conteúdos que violem nossas políticas, como nudez ou outro conteúdo de sugestão sexual, discurso de ódio, ameaças reais ou ataques diretos a um indivíduo ou grupo. O melhor caminho para que um conteúdo seja analisado e possivelmente removido é a denúncia pelos canais do Facebook. Toda denúncia submetida é analisada por nossa equipe”.

Para uma adolescente desesperada, pode não ser o suficiente. As redes sociais, que parecem aos jovens tão amigáveis, podem se converter, repentinamente, num ambiente hostil e insensível. Quando estranhos começam a marcar suas fotos no Facebook e a divulgá-las com insultos, os mecanismos de reprodução da internet demonstram sua enorme crueldade. Para lidar com uma situação desse tipo, pode-se ligar ou escrever para a empresa, mas provavelmente será tarde demais. Algum dano estará feito. É possível recorrer à lei para identificar e punir os agressores, mas talvez seja demorado, ou mesmo inútil. No fundo, a maneira mais segura de lidar com o risco de exposição na internet é evitar se expor em imagens potencialmente constrangedoras. No mundo ideal, não haveria problema em que um casal de namorados trocasse fotos nus ou se filmasse na intimidade. No mundo real, é possível que essas imagens sejam vistas pelos outros e acabem circulando nas redes, onde se transformarão em piada para estranhos sem escrúpulos. O lado seguro da calçada nem sempre é o mais divertido. Mas nele, com sorte, adolescentes como Giana e Júlia ainda estariam vivas.
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Revista Época (MARCELA BUSCATO E JÚLIA KORTE, COM CAMILA GUIMARÃES E ANA LUIZA CARDOSO)

Opinião dos leitores

  1. Não posso entender,muito menos aceitar ver em todas as páginas da Internet, vídeos e fotos de sexo explícito. Peço ajuda, para que isso seja retirado o mais rápido possível. Além de não querer ver isso,pois é podre,tenho crianças que usam esse computador. Tentei várias vezes excluir essa pouca vergonha,mas não consegui, Mais uma vez,solicito ajuda. Grata.

  2. As mulheres adoram exposição do corpo, querem mostrar as outras que são melhores.
    É da cabeça feminina. Adoram se expor de tudo que é jeito, depois ficam reclamando e morrendo.
    Veja bem ninguem vê fotos de homens nus na Internet, mais de mulheres tem aos milhares. E na natureza o corpo do macho é mais bonito.
    A mulher sabe que o seu grande e unico capital para consguir um parceiro e provedor é um rosto bonito e um corpo escultural que provoque desejo e atenção.

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Cidades

Chuvas aumentam volumes de reservatórios do RN

Foto: Reprodução

O Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), monitora 47 reservatórios, com capacidades superiores a 5 milhões de metros cúbicos, responsáveis pelo abastecimento das cidades potiguares. O Relatório do Volume dos Principais Reservatórios Estaduais, divulgado nesta segunda-feira (08), indica que alguns reservatórios obtiveram aumento de volume com as últimas chuvas.

O açude Morcego, localizado em Campo Grande, acumula 6.581.554 m³, correspondentes a 98,11% da sua capacidade total, que é de 6.708.331 m³. No último relatório, divulgado em 18 de julho, o manancial estava com 6.412.519 m³, equivalentes a 95,59% da sua capacidade total.

A barragem Tabatinga, localizada em Macaíba, acumula 28.881.562 m³, percentualmente, 32,15% da sua capacidade total, que é de 89.835.678 m³. No último relatório divulgado, o reservatório estava com 27.438.187 m³, correspondentes a 30,54% da sua capacidade total.

A barragem de Poço Branco acumula 36.862.203 m³, percentualmente, 27,1% da sua capacidade total, que é de 136.000.000 m³. Na data do último relatório divulgado, o reservatório estava com 35.509.654 m³, correspondentes a 26,11% da sua capacidade total.

O açude Bonito II, localizado em São Miguel, acumula 2.695.875 m³, equivalentes a 24,81% da sua capacidade total, que é de 10.865.000 m³. No dia 18 de julho, o manancial estava com 2.661.975 m³, correspondentes a 24,50% da sua capacidade total.

As reservas hídricas superficiais totais do RN acumulam 2.362.836.839 m³, percentualmente, 53,98% da sua capacidade total, que é de 4.376.444.842 m³. No relatório divulgado no dia 18 de julho, as reservas hídricas acumulavam 2.393.220.863 m³, equivalentes a 54,68% da sua capacidade total.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula 1.504.189.524 m³, percentualmente, 63,39% da sua capacidade total, que é de 2.373.066.510 m³. No dia 18 de julho, o manancial estava com 1.523.151.793 m³, equivalentes a 64,18% da sua capacidade total.

Segundo maior reservatório do RN, Santa Cruz do Apodi acumula 260.089.555 m³, correspondentes a 43,37% da sua capacidade total, que é de 599.712.000 m³. No último relatório divulgado, o manancial estava com 263.673.240 m³, equivalentes a 43,97% da sua capacidade total.

Atualmente, dois reservatórios estão com 100% da sua capacidade, são eles: Flechas, localizado em José da Penha, e o açude público de Encanto.

Para saber sobre os volumes de outras barragens do RN acesse: http://sistemas.searh.rn.gov.br/monitoramentovolumetrico.

Situação das Lagoas

A lagoa de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da zona norte da capital, está com 9.891.025 m³, correspondentes a 89,76% do seu volume máximo, que é de 11.019.525 m³.

Já a lagoa do Bonfim, responsável pelo abastecimento da adutora Monsenhor Expedito, acumula 44.166.465 m³, percentualmente, 52,41% da sua capacidade total, que é de 84.268.200 m³.

A lagoa do Boqueirão, localizada em Touros, acumula 10.791.525 m³, equivalentes a 97,44% da sua capacidade total, que é de 11.074.800 m³.

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Mundo

Mulher paga amante para marido por R$ 2 mil: ‘Ele escolhe com quem dorme’

Foto: Reprodução

Uma mulher de 44 anos decidiu contratar uma amante para o marido, na Tailândia, e contou sobre a experiência nas redes sociais. Na publicação, ela explica que não se achava capaz de agradar o amado, ainda listou os requisitos para o papel de amante e o salário oferecido.

Para ocupar a vaga, a mulher precisava ter entre 30 e 35 anos, além do ensino médio completo. Pattheema também disse que as amantes tiveram que fazer um exame médico negativo para HIV.

“Você receberá pelo menos 15.000 baht (cerca de R$ 2 mil) por mês, terá acomodação e refeições gratuitas. Mas você precisa me ajudar. Duas serão contratadas para ajudar com o trabalho de documentação em meu escritório e outra será contratada para cuidar de mim, meu marido e meu filho”.

Segundo Pattheema, o ambiente será de paz. “Eu garanto que não haverá briga entre nós. Eu permito que meu marido escolha com quem ele quer dormir ou ficar. Sem horário, ele pode escolher sozinho”.

E apesar da natureza estranha do pedido, agora parece que o casal conseguiu a “amante perfeita”. Pattheema teria pedido a uma “bela mulher” de 33 anos para se juntar à família como amante de seu marido.

Metrópoles

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Cidades

Fecomércio recomenda aos candidatos ao governo privatização da Caern

Foto: Reprodução

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio) iniciou a entrega de um documento com propostas aos candidatos ao governo do Estado, no qual defende a privatização da Caern (Companhia de Águas e Esgotos do RN).

“A questão da privatização da Caern precisa estar no radar do futuro governo. A empresa chega a perder até 65% da água tratada que distribui, operando com uma rede de tubos depreciada e precisando ser mais efetiva na fiscalização das ligações clandestinas”, aponta a Fecomércio no documento entregue ontem à governadora Fátima Bezerra, candidata à reeleição, a primeira que participou de uma série e encontros na sede da entidade.

Amanhã, a entrega do texto será ao candidato Fábio Dantas (Solidariedade). O documento foi denominado “RN em Foco” e consiste em apresentar o que os setores de comércio e turismo considera como prioritário para o próximo governo.

Tribuna do Norte

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Economia

Auxílio de R$ 600, vale-gás e benefício a caminhoneiros começam a ser pagos hoje

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta terça-feira (9) o Auxílio Brasil de R$ 600, o vale-gás e o benefício para caminhoneiros.

As mudanças foram implementadas após a aprovação da PEC dos Benefícios, com gastos estimados em R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos até o fim de 2022.

Os pagamentos do Auxílio Brasil e do vale-gás serão feitos nos dias úteis entre 9 e 22 de agosto, seguindo a ordem do dígito final do Número de Identificação Social (NIS).

O Auxílio Brasil, hoje em R$ 400, vai para R$ 600 até dezembro deste ano. Já o vale-gás vai para R$ 110, correspondendo a 100% do valor da média nacional do botijão de 13 quilos. Até agora, o valor do benefício pago a famílias de baixa renda era 50% do preço do botijão.

O vale-gás será pago apenas nos meses de agosto, outubro e dezembro, mas seguindo o calendário do Auxílio Brasil.

Já o auxílio para caminhoneiros terá duas parcelas pagas no mesmo dia de agosto, com R$ 2.000. As quatro parcelas subsequentes também serão pagas em um único dia, no valor de R$ 1.000 cada.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, o volume total de recursos para esse benefício será de R$ 381,8 milhões.

CNN Brasil

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Política

Bolsonaro pede a banqueiros que reduzam taxas de juros de empréstimos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta 2ª feira (8.ago) a banqueiros que reduzam as taxas de juros de empréstimos, durante discurso em encontro com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), em São Paulo.

Alguns dos banqueiros vêm sinalizando que não promoverão a redução. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou a taxa básica de juros, a Selic, de 13,25% para 13,75% ao ano.

Ainda no discurso desta 2ª feira, Bolsonaro defendeu várias ações do governo na pandemia, acusou pessoas que o chamam de antidemocrático de serem-no, diferentemente dele, e criticou novamente a Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito, que foi elaborada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e, assim como o manifesto Em Defesa da Democracia e da Justiça, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), será lido em ato na 5ª feira (11.ago) no Pátio das Arcadas, onde, em 1977, houve a leitura de outra carta – esta contra a ditadura militar.

O presidente chegou ao encontro por volta de 13h, acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes, da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, além do filho Flávio, senador e um dos coordenadores da campanha pela reeleição. Bolsonaro saiu antes das 15h.

SBT News

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Comportamento

25% dos solteiros não estão interessados em monogamia, aponta estudo

Foto: iStock

Um artigo recente da revista norte-americana Cosmopolitan reforçou a tese de que o formato de relações monogâmicas está perdendo espaço, sobretudo no contexto pós-pandemia. Segundo o levantamento, um em cada quatro solteiros não embarcaria em um relacionamento monogâmico.

Se você é do time do amor romântico, calma. O mesmo estudo apontou que, quando se trata de namoro, 71% dos solteiros querem relacionamentos duradouros.

O amor romântico

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Geral

Esquadrão Falcão, da Base Aérea de Natal, realiza resgate de tripulante filipino a bordo de um navio na costa do Ceará

Fotos: Divulgação

O Esquadrão Falcão (1o/8o GAV), sediado na Base Aérea de Natal, em Parnamirim (RN), resgatou, nesta segunda-feira (08), um tripulante filipino com suspeita de apendicite em um navio liberiano (NM BOKM TIANJIN) que seguia do Brasil para a China. O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), organização da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pela coordenação de missões aéreas, acionou o Esquadrão após o contato do SALVAERO Recife.

Os primeiros contatos do navio com os órgãos do sistema de busca e salvamento foram realizados na manhã do dia 08 de agosto, quando a embarcação estava navegando a cerca de 50 milhas náuticas (NM) à nordeste de Fortaleza-CE (aproximadamente 237 milhas da cidade de Natal-RN).

A aeronave H-36 Caracal decolou de Parnamirim (RN) às 12:04h e seguiu diretamente para a vertical do navio para efetuar o resgate do tripulante por meio de um içamento com o uso de um guincho de resgate. Após o içamento da vítima, a aeronave prosseguiu para Fortaleza, onde pousou às 14:15h (horário local).

O helicóptero manteve o voo pairado enquanto os Homens de Resgate – SAR (do inglês Search And Rescue – Busca e Salvamento) desceram até o convés do navio e içaram a vítima com uso de um triângulo de resgate. Esse procedimento ocorreu em uma posição situada a 38 NM de Fortaleza. A tripulação do helicóptero, formada por 10 militares, sendo 3 pilotos, 2 operadores de equipamentos, 3 homens de resgate, 1 médico e 1 enfermeiro.

De acordo com o Capitão Aviador Andrey Araújo Moulin, Comandante da aeronave, o vento no local do resgate estava bastante forte, acima de 20kt. Por esse motivo foi necessário coordenar com o Comandante do navio um deslocamento da embarcação na proa do vento para facilitar a manobra de içamento da vítima. “A colaboração do Comandante do navio foi fundamental para a rapidez do resgate, acrescentou o Capitão Moulin.

O Aspirante Bruno Gomes Fonseca de Sá, médico que participou da missão, destacou que o paciente apresentava um quadro sugestivo de apendicite com necessidade de abordagem cirúrgica de urgência. “Durante o voo, foi realizada a devida analgesia e o controle dos sinais vitais da vítima de forma a conduzi-la com segurança aos cuidados médicos especializados em Fortaleza”, salientou.

O Suboficial César Augusto Machado Corchaki, Operador de Equipamento, que efetuou o içamento do filipino informou que a aeronave só tinha trinta minutos de autonomia na cena e todo o procedimento foi efetuado em quinze minutos. “Os treinamentos frequentes nesse tipo de missão foram fundamentais para a celeridade do resgate”, ressaltou o Suboficial.

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Judiciário

Rosa Weber envia à PGR pedido de investigação contra Alexandre de Moraes por prevaricação e ativismo judicial

Foto: REUTERS/Adriano Machado

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, mandou a Procuradoria-Geral da República se manifestar em um pedido de investigação contra o também ministro Alexandre de Moraes por suposta prevaricação e ativismo judicial.

A determinação de Rosa é praxe porque cabe à PGR decidir se pede a instauração de apurações formais contra autoridades com foro privilegiado.

“Determino a abertura de vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, a quem cabe a formação da opinio delicti em feitos de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental”, disse.

Opinião dos leitores

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Mundo

FBI executa mandado de busca em residência de Trump em Mar-a-Lago, diz ex-presidente

Foto: REUTERS/Gaelen Morse

O FBI executou um mandado de busca nesta segunda-feira (8) na residência Mar-a-Lago de Donald Trump em Palm Beach, Flórida, confirmou o ex-presidente dos Estados Unidos à CNN.

Trump se recusou a dizer por que os agentes do FBI estavam em Mar-a-Lago, mas disse que a operação não foi anunciada e “eles até invadiram meu cofre”.

“Minha bela casa, Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, está atualmente sob cerco, invadida e ocupada por um grande grupo de agentes do FBI”, afirmou em um comunicado.

Em 2021, a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos de utilizar o imóvel como sua residência permanente chegou a ser legalmente contestada.

O imóvel, que pertencia à socialite Marjorie Merriweather Post, foi comprado por Trump em 1985. Oito anos depois, ele decidiu transformar o local em um clube e gerar lucros com a propriedade.

Quando Trump transformou o local de uma residência privada em um clube, ele teria acordado com a cidade que limitaria as suas hospedagens em Mar-a-Lago. Ir morar no local seria uma violação do acordo, segundo alguns moradores.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Economia

Dólar cai para R$ 5,11 e fecha no menor nível em sete semanas

Foto: Marcello Casal Jr.

Em meio ao alívio no cenário externo e às expectativas para a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o dólar aproximou-se de R$ 5,10 e fechou no menor nível em sete semanas. A bolsa de valores subiu quase 2%, impulsionada por ações da Petrobras e pela divulgação de lucros de empresas.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (8) vendido a R$ 5,113, com recuo de R$ 0,054 (-1,04%). A cotação operou em queda durante toda a sessão, beneficiada pela entrada de fluxos estrangeiros de investidores em busca dos juros altos no Brasil. A divisa está no menor valor desde 15 de junho, quando tinha fechado a R$ 5,02.

Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 3,11% desde quinta-feira (4), no dia seguinte à reunião do Copom. Na semana passada, o Banco Central (BC) indicou que o ciclo de alta da taxa Selic (juros básicos da economia) está perto do fim.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 108.402 pontos, com alta de 1,81%. O indicador está no maior nível desde 7 de junho.

As ações da Petrobras dispararam nesta segunda-feira. Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionista) subiram 4,82%. As ações preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) valorizaram-se 5,05%. Os investidores aguardam a distribuição recorde de R$ 87,8 bilhões em dividendos da estatal, que ocorrerá na quinta-feira (11).

Amanhã (9), o BC divulgará a ata da última reunião do Copom, que elevou a taxa Selic para 13,75% ao ano. A expectativa de que as elevações da taxa de juros acabem agora, ou em setembro, tem atraído investidores estrangeiros, em busca de maiores rendimentos no Brasil, o que empurra para baixo a cotação do dólar.

Quanto à bolsa de valores, o fim do aperto monetário eleva as ações de empresas ligadas ao consumo, como varejistas. A ata do Copom e a divulgação da inflação oficial em julho indicarão se o BC encerrou o ciclo de alta da Selic na última reunião ou se promoverá uma elevação adicional da taxa Selic, em setembro, para 14% ao ano.

Agência Brasil com informações da Reuters

Opinião dos leitores

  1. Desse jeito a quadrilha endoida o cabeção kkkk. Só noticias boas para o Brasil. Nunca foi tão fácil escolher um presidente.

  2. Grande Guedes. O Mago da economia tá concorrendo ao prêmio Nobel de Economia.
    E o MITO de melhor presidente.

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