Diversos

EXPOSIÇÃO VIRTUAL: Revista Época e uma excelente reportagem sobre sexo, chantagem e internet

As estudantes Giana Laura, de 16 anos, e Júlia Rebeca, de 17 anos, nunca se conheceram. Separadas pela extensão geográfica do país – Giana em Veranópolis, Rio Grande do Sul, e Júlia em Parnaíba, litoral do Piauí –, suas histórias se cruzaram nas manchetes da imprensa, por causa de um desfecho trágico. Com apenas quatro dias de diferença, as duas jovens se mataram, pela mesmíssima razão. Elas haviam descoberto que imagens íntimas delas, compartilhadas com pessoas em quem confiavam, se multiplicavam pela internet. Envergonhadas e desesperadas, totalmente inexperientes, decidiram fugir de uma situação que lhes parecia intolerável. Ao escolher o suicídio, tornaram-se vítimas, mais um par de vítimas, de um perigo assustadoramente próximo da nova geração: a exposição excessiva na internet, e suas terríveis consequências.

As circunstâncias em que as imagens foram divulgadas ainda estão sob investigação. A polícia de Parnaíba apura como um vídeo de poucos segundos, em que Júlia aparece numa relação sexual com uma jovem e um rapaz, se difundiu num aplicativo de bate-papo usado em celulares, o WhatsApp. “É provável que ela mesma tenha compartilhado com alguns amigos num grupo do aplicativo”, afirma o delegado Rodrigo Moreira Rodrigues, da Delegacia Regional da Polícia Civil de Parnaíba. Em Veranópolis, a polícia suspeita que um amigo de 17 anos de Giana enviou a alguns colegas uma imagem da garota com os seios desnudos, capturada por webcam numa conversa entre eles, há seis meses.

As mortes de Giana e Júlia soam como tragédias repetidas. Casos semelhantes se sucedem em outros países. Nos Estados Unidos, Jesse Logan, de 18 anos, se suicidou, em 2008, depois que seu ex-namorado divulgou fotos nuas feitas por ela. No ano seguinte, Hope Witsell, de apenas 13 anos, tomou a mesma decisão quando fotos dela seminua foram divulgadas em sua escola, e ela virou alvo de bullying. Com o acesso quase universal a celulares e tablets, divulgar flagrantes de momentos privados é uma questão de poucos – e irresistíveis – cliques. Fotos que revelam o corpo e vídeos de momentos a dois são capturados por câmeras cada vez mais poderosas e enviados ao parceiro ou pretendente, como parte do jogo de sedução. Ou como prova de confiança. A prática, comum entre adolescentes no mundo inteiro, ganhou até nome: “sexting”, um neologismo formado pela mistura das palavras sexo e texting (o ato de mandar mensagens de texto pelo celular).

O sexting seria inofensivo não fosse por uma fatalidade estatística: muitas dessas imagens acabam divulgadas publicamente e viram motivo para linchamento moral. Algumas vítimas não suportam a humilhação e fazem o que fizeram Júlia e Giana. Quem resiste à brutal exposição e à torrente de piadas descreve a experiência como devastadora. “Ele tirou minha vida, não tenho mais vida. Não consigo sair, não consigo estudar, trabalhar”, disse ao programa Fantástico, da TV Globo, uma jovem de 19 anos de Goiânia conhecida como Fran. Ela acusa um ex-parceiro (ele nega) de ter divulgado no WhatsApp vídeos e fotos em que ela se expõe nua para ele, fazendo gestos alusivos a sexo. As imagens se espalharam pela internet e começaram a ser imitadas de forma jocosa até por pessoas famosas, sempre associadas ao nome da jovem. Fran disse que teve de deixar o emprego como vendedora de loja, afastou-se da faculdade e mudou de aparência, na tentativa de não ser mais reconhecida nas ruas.

O potencial de que novos casos se repitam é enorme. Parece quase impossível manter imagens íntimas a salvo do olhar público, uma vez que elas sejam feitas. Uma análise da Internet Watch Foundation sugere que, de todo o material feito de forma amadora e encontrado em sites, 88% fora distribuído sem o consentimento de seus autores. O vazamento pode ser até obra de hackers, que invadem arquivos digitais e espalham imagens por sites na internet. As celebridades costumam estar entre as principais vítimas. Em muitos casos, o perigo está onde menos se espera: os responsáveis pela divulgação têm a confiança da própria vítima. É o paquera cuja conquista decide exibir para amigos. Um ex-namorado ou ex-marido magoado, que torna públicas as lembranças de tempos mais felizes – e íntimos. As vítimas quase sempre são mulheres. Além de imagens, costumam ser divulgados o perfil em redes sociais, números de telefone e outras informações que permitem identificar onde a vítima mora. “É um desejo de onipotência do agressor”, diz o psicólogo José Leon Crochík, da Universidade de São Paulo. “Ao divulgar essas imagens, ele quer mostrar que domina o outro, que pode destruí-lo pela ridicularização.”

O vazamento de imagens é proporcional ao tamanho do fenômeno. Um levantamento da consultoria de tecnologia eCGlobal Solutions, com quase 2 mil brasileiros de mais de 18 anos, revela que 32% dos homens já enviaram fotos em que aparecem nus e 17% já mandaram vídeos. Entre as mulheres, 29% compartilharam imagens em que aparecem sem roupa, e 9% vídeos. Em 2012, o Portal Educacional entrevistou quase 4 mil estudantes com idades entre 14 e 17 anos. Entre eles, 6% afirmaram já ter mostrado partes íntimas do corpo para desconhecidos por meio da webcam ou ter aparecido nus ou seminus em fotos na rede. Apesar de a incidência entre jovens ser menor, ela é mais preocupante. “Eles têm mais dificuldades de medir consequências e são mais impulsivos”, afirma o psiquiatra Jairo Bouer, colunista de ÉPOCA. Por isso, há chances maiores de que o conteúdo do que fazem se torne público. Quem fez não teme divulgar, e quem recebe não mede as consequências destrutivas de distribuir. Ao mesmo tempo, as implicações de um escândalo desse tipo podem ser críticas para os jovens. O repertório emocional deles é limitado para lidar com a crueldade pública e a censura social, como as mortes de Júlia e Giana tristemente demonstram.

A popularização do sexting sugere uma mudança de comportamento. Em parte, ela é causada pela onipresença da tecnologia. Os jovens têm nas mãos, em tempo integral, um dispositivo que permite fazer registros e compartilhá-los imediatamente: o celular. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, jovens entre 10 e 17 anos lideram o aumento do uso de celulares no Brasil.  Na faixa entre 15 e 17 anos, 67,5% dos adolescentes têm um aparelho. Esses celulares têm programas (chamados de aplicativos) como o WhatsApp, que permitem transmitir imagens instantaneamente e sem custo para grupos ou pessoas determinadas. A popularidade desses aplicativos cresce entre os adolescentes. Eles fogem das redes sociais, cujo conteúdo fica explícito para centenas de amigos e para os pais. A maior rede social do mundo, o Facebook, já sentiu os efeitos dessa mudança demográfica. No começo do mês, executivos da empresa admitiram estar perdendo usuários jovens. Os aplicativos de bate-papo para onde os jovens migram, porém, dão a eles uma falsa sensação de segurança. De grupo em grupo, as imagens íntimas se espalham pela rede e se tornam dolorosamente públicas. Não é por acaso que os últimos escândalos de sexting começaram pelo WhatsApp. Quando tecnologias como o Google Glass, óculos-computador do Google, chegarem ao mercado, o impacto sobre a privacidade será ainda maior. Esse tipo de aparelho permite capturar imagens sem que quem seja filmado se dê conta da invasão. É muito mais difícil se proteger de um vídeo ou de uma foto indesejada.

Diante de um cenário tão alarmante, é de perguntar por que os jovens ainda se permitem fotografar e filmar em situações de intimidade. A resposta, terrivelmente simples, é que mostrar aspectos da vida cotidiana é parte da rotina diária deles. Em parte, isso é influenciado por celebridades como Pamela Anderson e Paris Hilton, cujos vídeos em cenas de sexo doméstico circularam na internet no início dos anos 2000. Eles glamorizaram uma situação que era, essencialmente, uma brutal exposição de intimidade. Desde então, as fronteiras entre o público e o privado se tornaram ainda mais borradas. “A nova geração entende a privacidade de uma maneira diferente”, diz a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Hoje você conhece o banheiro da casa deles pelas fotos que tiram no espelho. Seria uma exibição impensável décadas atrás.” Os autorretratos que dominam as redes sociais são conhecidos como “selfies”, palavra de origem inglesa que significa “próprio”. São tão populares que o termo foi incorporado em agosto à versão digital do dicionário Oxford – e, há duas semanas, escolhido pelos editores do dicionário como a palavra do ano.
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O fato de que muitos façam não significa que a sociedade seja compreensiva com quem cai na rede. A paulista G.N., de 28 anos, não pôde contar nem com o apoio da família quando o ex-namorado publicou fotos dela nua num perfil falso no Orkut, em 2006. “Eu passava o dia inteiro procurando minhas fotos e meus perfis falsos na internet”, diz G.N. As imagens haviam sido enviadas por ela durante o relacionamento à distância com um primo que morava na Itália e pedia provas de amor. Terminado o namoro, ele ainda mandou as fotos aos pais de G.N. pelo correio. Ela diz que eles não apoiaram sequer que ela denunciasse a violência e a culparam pelo vazamento das fotos. O problema nunca foi resolvido. Até hoje, G.N. esconde o rosto em redes sociais, para evitar ser identificada. Usa pseudônimo no crachá da empresa.

Vítimas de crimes, as mulheres expostas na internet não conseguem ver seus agressores punidos com rigor. “É difícil conseguir penas severas. Por isso, paira uma sensação de impunidade”, afirma Wanderson Castilho, presidente da E-NetSecurity, empresa de segurança da informação. São poucas as vítimas que aceitam passar por um processo judicial desgastante e levam a denúncia inicial adiante. Quando o fazem, esbarram na dificuldade de provar quem vazou as imagens. Foi o que aconteceu com a carioca M., hoje com 22 anos. Ela tinha 15 anos quando vídeos seus com conteúdo sexual foram parar na internet. M. foi vítima do ciúme da namorada de um ex-parceiro. A garota descobriu os vídeos íntimos que M. mandara a ele durante o relacionamento e a chantageou. M. não cedeu à pressão, e o vídeo foi parar nas mãos dos colegas de escola. Até hoje, sete anos depois, pode ser encontrado na internet, com direito à identificação, com nome e o bairro onde ela morava. M. chegou a registrar queixa na polícia. A denúncia não avançou porque ela não conseguiu provar que a garota era a responsável pelo vazamento. M. teve de se conformar em viver escondida sob um codinome. “Sinto falta de poder falar meu nome. Ele era lindo”, diz.
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Quatro projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados tentam desfazer as ambiguidades das leis atuais que encobrem os agressores. Os projetos de autoria do deputado João Arruda (PMDB/PR) e da deputada Rosane Ferreira (PV/PR) pretendem alterar a Lei Maria da Penha, para incluir explicitamente como violência psicológica a divulgação não autorizada pela internet de imagens, dados, vídeos ou áudios íntimos. Os projetos de lei apresentados pelos deputados Eliene Lima (PSD/MT) e Romário (PSB/RJ) sugerem criar uma nova lei no Código Penal, para tornar crime específico a divulgação desse tipo de material. “Minha proposta prevê detenção e indenização por despesas decorrentes dos problemas causados, como a necessidade de troca de domicílio, escola, faculdade, emprego, tratamentos médicos”, diz Romário. Os projetos de lei aguardam parecer na Comissão de Seguridade Social e Família. Não há previsão de quando serão votados.
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Se, de um lado, é preciso punir com maior rigor os agressores, de outro é preciso aumentar a vigilância sobre o que cai na rede. Quem pode ajudar nessa tarefa são as empresas por trás dos grandes mecanismos de busca, das redes sociais e dos programas de bate-papo. No Brasil, não há uma lei específica sobre a responsabilidade de companhias como Facebook e Google pelos conteúdos criminosos que circulam em suas páginas. Mas elas podem responder na Justiça pelo conteúdo ilícito publicado por seus usuários – desde que sejam informadas desse conteúdo. Basta uma notificação extrajudicial ou um e-mail mandado por um canal de comunicação do site. A partir daí, o prazo para a remoção de imagens e textos é de 24 horas. Se a empresa não o fizer, pode virar ré em processo civil. Um dia, porém, é tempo mais que suficiente para causar um estrago irreversível na vida de gente normal. A velocidade com que as imagens e vídeos são compartilhados garante isso. A situação poderá piorar ainda mais para as vítimas se o Marco Civil da internet, em discussão no Congresso, submeter a retirada dos conteúdos a decisão judicial, como consta da última versão do texto. Isso transformaria a vida da vítima num inferno.

Ela teria de contratar um advogado e ir até um juiz para pedir a retirada. Demoraria ainda mais para que as imagens fossem bloqueadas. O texto também desobriga as empresas de guardar as informações de acesso dos usuários. Elas são fundamentais para localizar aqueles que, protegidos pelo anonimato, publicam fotos e imagens ilícitas. Os provedores conhecem o computador de origem, dia e hora de todas as postagens. Se as informações não forem armazenadas, a identificação dos criminosos e as provas do crime desaparecerão.

As empresas se dizem atentas aos crimes cometidos em suas redes e afirmam ter criado, nos últimos anos, campanhas e recursos técnicos para combater pornografia infantil, crimes de racismo e ameaças de morte. Afora esses casos, elas se recusam a controlar o que pode ou não pode ser publicado. “Lidar com conteúdo controverso é um dos maiores desafios que enfrentamos como empresa. Temos uma proibição clara relacionada à pornografia infantil e em outras áreas, mas determinar o que é ofensivo ou deixa de ser é mais complicado. O Google sempre tenderá a favorecer a liberdade de expressão”, afirma o Google por e-mail. O Facebook diz coisa semelhante: “Temos controles rígidos para remoção de conteúdos que violem nossas políticas, como nudez ou outro conteúdo de sugestão sexual, discurso de ódio, ameaças reais ou ataques diretos a um indivíduo ou grupo. O melhor caminho para que um conteúdo seja analisado e possivelmente removido é a denúncia pelos canais do Facebook. Toda denúncia submetida é analisada por nossa equipe”.

Para uma adolescente desesperada, pode não ser o suficiente. As redes sociais, que parecem aos jovens tão amigáveis, podem se converter, repentinamente, num ambiente hostil e insensível. Quando estranhos começam a marcar suas fotos no Facebook e a divulgá-las com insultos, os mecanismos de reprodução da internet demonstram sua enorme crueldade. Para lidar com uma situação desse tipo, pode-se ligar ou escrever para a empresa, mas provavelmente será tarde demais. Algum dano estará feito. É possível recorrer à lei para identificar e punir os agressores, mas talvez seja demorado, ou mesmo inútil. No fundo, a maneira mais segura de lidar com o risco de exposição na internet é evitar se expor em imagens potencialmente constrangedoras. No mundo ideal, não haveria problema em que um casal de namorados trocasse fotos nus ou se filmasse na intimidade. No mundo real, é possível que essas imagens sejam vistas pelos outros e acabem circulando nas redes, onde se transformarão em piada para estranhos sem escrúpulos. O lado seguro da calçada nem sempre é o mais divertido. Mas nele, com sorte, adolescentes como Giana e Júlia ainda estariam vivas.
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Revista Época (MARCELA BUSCATO E JÚLIA KORTE, COM CAMILA GUIMARÃES E ANA LUIZA CARDOSO)

Opinião dos leitores

  1. Não posso entender,muito menos aceitar ver em todas as páginas da Internet, vídeos e fotos de sexo explícito. Peço ajuda, para que isso seja retirado o mais rápido possível. Além de não querer ver isso,pois é podre,tenho crianças que usam esse computador. Tentei várias vezes excluir essa pouca vergonha,mas não consegui, Mais uma vez,solicito ajuda. Grata.

  2. As mulheres adoram exposição do corpo, querem mostrar as outras que são melhores.
    É da cabeça feminina. Adoram se expor de tudo que é jeito, depois ficam reclamando e morrendo.
    Veja bem ninguem vê fotos de homens nus na Internet, mais de mulheres tem aos milhares. E na natureza o corpo do macho é mais bonito.
    A mulher sabe que o seu grande e unico capital para consguir um parceiro e provedor é um rosto bonito e um corpo escultural que provoque desejo e atenção.

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Política

LOUCURA: Vantagem de Allyson cai 14 pontos em 7 dias e eleição fica completamente aberta, segundo pesquisa Quaest

Fotos: Divulgação

A nova pesquisa Quaest, divulgada neste sábado (3), mostra uma forte virada de cenário na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em pouco mais de uma semana, a vantagem de Allyson Bezerra (União Brasil) sobre Cadu de Lula (PT) caiu de 18 para apenas 4 pontos. Já contra Álvaro Dias (PL), a distância recuou de 21 para 7 pontos. Nos dois casos, a vantagem encolheu 14 pontos percentuais.

O movimento aconteceu dos dois lados: Allyson perdeu oito pontos, caindo de 39% para 31%, enquanto Cadu e Álvaro cresceram 6 pontos cada. O petista avançou de 21% para 27% e o candidato do PL passou de 18% para 24%.

A disputa pela segunda vaga no eventual segundo turno também pegou fogo. Cadu aparece com 27% e Álvaro tem 24%. Com margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

Na rodada de 25 de setembro, Allyson marcava 39%, Cadu tinha 21% e Álvaro aparecia com 18%. Agora, na pesquisa divulgada neste sábado (3), os números são 31%, 27% e 24%, respectivamente.

A Quaest ouviu 1.800 eleitores do RN entre os dias 2 e 3 de outubro. A pesquisa, encomendada pela Inter TV, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro RN-09644/2026 na Justiça Eleitoral.

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Geral

PESQUISA QUAEST: Allyson despenca oito pontos percentuais em uma semana, Cadu e Álvaro crescem e empatam na 2ª colocação

Fotos: Reprodução

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), véspera do 1º turno, mostra como está a disputa pelo governo do RN. O resultado mostra uma queda significativa das intenções de voto em Allyson Bezerra, que tinha 39% no levantamento divulgado no dia 25 de setembro, mas agora despencou para 31%.

Cadu de Lula e Álvaro Dias cresceram seis pontos percentuais no mesmo período e agora somam 27% e 24%, respectivamente, ficando tecnicamente empatados.

Veja o resultado com os votos totais, incluindo votos em branco, nulos e eleitores indecisos:

Allyson (UNIÃO): 31% (eram 39% em 25 de setembro)
Cadu de Lula (PT): 27% (eram 21%)
Álvaro Dias (PL): 24% (eram 18%)
Rodrigo Bolsonaro (AGIR): 1% (era 1%)
Professor Roberio Paulino (PSOL): 1% (era 0)
Arinalda do MLB (UP): 0 (era 0 )
Godeiro Linhares (DC): 0 (era 0)
Henrique Lyra (PCO): 0 (era 0 )
Dário Barbosa (PSTU): 0 (era 0)
Indecisos/não sabe/não respondeu: 2% (eram 10%)
Branco/nulo: 14% (eram 11%)

O levantamento foi encomendado pela Inter TV e ouviu 1.800 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o TSE: RN-09644/2026.

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Geral

PESQUISA QUAEST/2º TURNO: Flávio vira e aparece com 44%, contra 42% de Lula

Fotos: Reprodução

A última pesquisa Qauest antes do primeiro turno mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto na segunda etapa do pleito, contra 42% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (28/2), ambos tinham 42% e agora Flávio aparece numericamente à frente de Lula, no segundo turno, de acordo com a Quaest.

O instituto entrevistou 3.702 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro. O levantamento, contratado pelo jornal O GLOBO e a TV Globo, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-02197/2026.

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PESQUISA QUAEST/VOTOS VÁLIDOS: Flávio e Lula empatam tecnicamente no 1º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR – Charles Vieira/Flickr

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) mostra como está a disputa pela Presidência da República na véspera do 1º turno. O levantamento aponta empate técnico e provável segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Votos Válidos

  • Lula (PT): 46%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3%
  • Clariana Barão (DC): 0
  • Edmilson Costa (PCB): 0
  • Hertz Dias (PSTU): 0
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0
  • Romeu Zema (Novo): 0
  • Samara Martins (UP): 0
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0

Votos válidos: É a forma como o TSE divulga o resultado oficial das eleições. São os votos dados nos candidatos. Esse cálculo deixa de fora os votos em branco e nulos e abstenções. Para vencer no 1º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.

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PESQUISA PALVER: Flávio têm 47% e Lula, 43% em 1º turno

Fotos: Roque de Sá/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa da Palver divulgada hoje (3) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) empatados tecnicamente no primeiro turno, com o senador numericamente à frente. O filho ex-presidente Jair Bolsonaro tem 47% dos votos contra 43% do petista. No segundo turno, Flávio lidera.

Primeiro turno – estimulada

Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 44% em 29 de setembro)
Lula (PT): 43% (eram 44%)
Renan Santos (Missão): 7% (eram 8%)
Augusto Cury (Avante): 1% (manteve)
Ronaldo Caiado (PSD): 1% (manteve)
Romeu Zema (Novo): 0% (era 1%)
Outros: 0%
Branco/nulo/não votaria: 0%
Indecisos: 0%

Segundo turno – Lula x Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL): 49% (eram 47% em 29 de setembro)
Lula (PT): 44% (eram 45%)
Branco/nulo/não votaria: 6% (eram 7%)
Indecisos: 1% (manteve)

O levantamento entrevistou 5.000 eleitores por questionário online entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-00198/2026.

UOL

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PESQUISA VERITÁ: Álvaro cresce, ultrapassa Allyson e aparece no segundo turno com Cadu Xavier

Pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste sábado (3) mostra Álvaro Dias (PL) à frente de Allyson Bezerra (União) na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e aponta, no cenário pesquisado, Álvaro no segundo turno com Cadu Xavier (PT).

Considerando os votos válidos, Cadu aparece com 44,6%, seguido por Álvaro Dias, com 28,3%, e Allyson, com 25,1%. No cenário com todos os votos, os percentuais são de 43,7% para Cadu, 27,7% para Álvaro e 24,6% para Allyson.

O resultado coloca Álvaro na segunda posição no levantamento, 3,2 pontos percentuais à frente de Allyson nos votos válidos, indicando um cenário de segundo turno entre Álvaro e Cadu caso esses percentuais se confirmem nas urnas.

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, com 1.220 eleitores. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-06513/2026.

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PESQUISA DATAFOLHA: Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 42% em votos válidos, com empate técnico na véspera do 1º turno

Fotos: Anderson Coelho e Tita Barros/Reuters

Em pesquisa divulgada pelo Datafolha na véspera do primeiro turno da eleição deste ano, Lula (PT) registra 45% das intenções de votos válidos, ante 42% de Flávio Bolsonaro (PL), uma situação de empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (1), o presidente marcava 45% e o senador, 40%.

Em votos válidos, longe dos líderes da corrida vêm Ronaldo Caiado (PSD, 4%), Renan Santos (Missão, 3%), Augusto Cury (Avante, 3%) e Romeu Zema (Novo, 1%). Os demais não pontuaram.

Voto válido é como a Justiça Eleitoral realizará o escrutínio no pleito deste domingo (4): excluindo quem optou por branco ou pressionou número inexistente na urna, anulando o sufrágio. No caso das pesquisas, são retirados da conta também aqueles que se declaram indecisos.

Para um candidato vencer no primeiro turno, ele precisa ter 50% dos votos válidos mais um. Levantamentos são indicadores do momento do eleitorado, não projeções, e o resultado é multifatorial, dependendo de abstenção, movimentos de última hora e tendências não reveladas.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e ouviu 4.006 eleitores de 16 anos ou mais, neste sábado (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95 %. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01708-2026.

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PESQUISA QUAEST/MINAS GERAIS/1º TURNO: Cleitinho tem 54%, e Patrus, 23%, dos votos válidos

Fotos: Câmara dos Deputados e Senado

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) pela Globo aponta Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 54% das intenções de votos válidos para o governo de Minas Gerais. Em segundo aparece Patrus Ananias (PT), com 23%. Dessa forma, Cleitinho seria eleito no primeiro turno.

1º turno – votos válidos
Cleitinho Azevedo (Republicanos): 54%
Patrus Ananias (PT): 23%
Alexandre Kalil (PDT): 10%
Flávio Roscoe (PL): 6%
Mateus Simões (PSD): 4%
Gabriel (MDB): 2%
Ben Mendes (Missão): 1%
Henrique Áreas (PCO): 0%
Indira Xavier (UP): 0%
Professor Túlio Lopes (PCB): 0%
Rafael Duda (PSTU): 0%

Votos válidos são a métrica de contagem do resultado final do pleito pela Justiça Eleitoral. Eles excluem os brancos e nulos no dia do voto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou, presencialmente, 3.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e registrada no TSE com o número MG-06889/2026.

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PESQUISA QUAEST/SÃO PAULO/1º TURNO: Tarcísio tem 60% dos votos válidos, contra 36% de Haddad

Fotos: Douglas Gomes/Lid Republicanos e Diogo Zacarias/Divulgação

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve se reeleger para o governo de São Paulo, em primeiro turno, neste domingo.

O governador de São Paulo e candidato à reeleição tem 60% dos votos válidos, contra 36% do petista.

1º turno – votos válidos

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 60%
Fernando Haddad (PT): 36%
Vera Lúcia (PSTU): 2%
Vivian Mendes (UP): 2%
Carlos Machado (PCB): 0%

Para calcular votos válidos, a Quaest leva em consideração as intenções de voto da pesquisa e o perfil de comparecimento. É o modelo likely voter, que considera eleitores com maior propensão a votar.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou, presencialmente, 3.702 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro, e foi encomendado pela TV Globo. O nível de confiança é de 95%. O número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é SP-04726/2026.

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PESQUISA QUAEST/RIO DE JANEIRO/1º TURNO: Eduardo Paes tem 49% dos votos válidos, contra 40% de Douglas Ruas

Foto: Eduardo Anizelli e Gabriela Biló/Folhapress

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) pela Globo mostra Eduardo Paes (PSD) à frente de Douglas Ruas (PL) na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro.

No cenário de 1ºturno, Paes tem 49% dos votos válidos e Ruas tem 40%.

1º turno – Votos válidos

Eduardo Paes (PSD): 49%
Douglas Ruas (PL): 40%
Garotinho* (Republicanos): 6%
William Siri (PSOL): 3%
André Marinho (Novo): 1%
Coronel Busnello (Missão): 1%
Cyro Garcia (PSTU): 0%
Juliete (UP): 0%
Luan Monteiro (PCO): 9%

*O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou que os votos recebidos por Anthony Garotinho sejam considerados nulos. O julgamento definitivo do registro de candidatura ainda irá ao plenário do TSE.

Votos válidos são a métrica de contagem do resultado final do pleito pela Justiça Eleitoral. Eles excluem os brancos e nulos no dia do voto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento entrevistou, presencialmente, 3.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro e foi encomendado pela TV Globo. O nível de confiança é de 95%. O número de identificação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é RJ-03032/2026.

UOL

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