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‘Falta de privacidade mata mais que terrorismo’: o surpreendente alerta de professora de Oxford, sobre “controle de dados”

Foto: FRAN MONKS, via BBC News Brasil

Eles sabem praticamente tudo sobre você.

Antes mesmo de você sair da cama ou desligar o alarme do seu celular, muitas organizações já sabem a que horas você vai acordar, onde dormiu e até com quem.

E quando você acordar e pegar o celular, eles ainda saberão muitos mais detalhes particulares sobre você: pela música que você toca, eles vão deduzir, por exemplo, seu humor.

Até mesmo ligar a máquina de lavar ou fazer café pode revelar informações pessoais.

Seus gostos, seus hobbies, seus hábitos, seus relacionamentos, seus medos, seus problemas médicos…

Praticamente tudo o que fazemos é espionado e controlado por empresas que, por sua vez, compartilham todas essas informações pessoais entre si e com vários governos.

Não se trata apenas de venderem os seus dados pessoais, mas do imenso poder de influenciar que isso lhes confere.

Esses assuntos são abordados em Privacy is Power (ou Privacidade é poder), o livro que acaba de ser publicado no Reino Unido pela filósofa mexicana-espanhola Carissa Véliz, professora do Instituto de Ética e Inteligência Artificial da Universidade de Oxford.

Nascida no México em uma família espanhola que teve que deixar a Espanha após a Guerra Civil e encontrar refúgio naquele país, Véliz se interessou por privacidade quando começou a investigar a história de seus parentes em arquivos da Espanha.

“Fiquei pensando se eu tinha o direito de saber o que meus avós não me contaram sobre a Guerra Civil Espanhola”, explica Véliz.

Hoje ela é uma especialista em privacidade e no imenso poder que nossos dados pessoais conferem a empresas e governos.

BBC News Mundo – Por que a privacidade é importante?

Carissa Véliz – A privacidade é importante porque a falta dela dá aos outros imenso poder sobre nós. Quando outras pessoas sabem muito sobre nós, elas podem interferir em nossas vidas.

A privacidade nos protege de abusos de poder. Por exemplo, ele nos protege contra a discriminação. Se seu chefe não souber a religião que você segue, ele não poderá discriminá-lo.

A privacidade é como a venda que cobre os olhos da Justiça para que o sistema nos trate com igualdade e imparcialidade.

Neste momento, não somos tratados como iguais: não vemos o mesmo conteúdo online, não nos são oferecidas as mesmas oportunidades, muitas vezes não pagamos o mesmo preço pelos mesmos produtos — graças a algoritmos de sites da internet que usam nossos dados para nos oferecerem informações e produtos diferentes.

Se somos tratados de acordo com nossos dados (se somos mulheres ou homens, magros ou gordos, ricos ou pobres) não somos tratados como cidadãos iguais. Privacidade é poder.

Se continuarmos dando nossos dados a empresas, não devemos nos surpreender depois que os ricos serão quem escreve as regras de nossa sociedade. Se dermos aos governos nossos dados, não devemos depois nos surpreender que esses mesmos governos passem a nos controlar.

Para que a democracia seja forte, os cidadãos devem estar no controle dos dados. É por isso que a privacidade é uma preocupação política — e não apenas individual.

BBC News Mundo – Quais dos nossos dados são coletados por meio de dispositivos eletrônicos? Você pode nos dar alguns exemplos?

Véliz – Tudo que você pode imaginar e um pouco mais. Quem são seus amigos e familiares, onde você mora, onde trabalha, com quem dorme, se está sendo infiel ao seu parceiro, sua orientação sexual, suas opiniões políticas, que carro você tem, quanto dinheiro você ganha.

Também quanto gasta, se tem dívidas, se foi vítima ou autor de um crime, o que come, quanto bebe, se fuma, o que compra, se tem alguma doença, o que o preocupa, a que horas vai dormir e a que horas acorda, como você dirige, o que você procura na internet, o que chama sua atenção, qual é o seu humor.

Seu carro, por exemplo, se for ‘inteligente’, fica atento à música que você gosta e o assento mede até seu peso.

BBC News Mundo – E que uso é feito desses dados e por quem?

Véliz – Todas essas informações são vendidas a quem oferecer o lance mais alto. Os ‘data brokers’ compilam dossiês sobre os usuários da internet e os vendem.

BBC News Mundo – Quem os compra?

Véliz – Empresas de marketing, seguradoras, bancos, empregadores em potencial e até governos e, em alguns casos, criminosos que desejam roubar sua identidade.

BBC News Mundo – Que dano isso pode causar — que alguns de nossos dados pessoais sejam conhecidos por outros?

Véliz – Os danos podem ser tanto individuais (alguém roubando seu número de cartão de crédito e comprando algo com ele, ou alguém roubando sua identidade e cometendo crimes em seu nome), quanto danos coletivos (hackeando nossa democracia, como a empresa Cambridge Analytica tentou, enviando propaganda personalizada, incentivando algumas pessoas a votarem e desencorajando outras, ou enviando notícias falsas para confundir a população e gerar desconfiança).

Em casos extremos, a falta de privacidade mata: de suicídios por humilhação pública (como aconteceu no ano passado na Espanha) a regimes autoritários que usam dados pessoais para perseguir certos grupos (a China usa dados biométricos e pessoais para perseguir os uigures).

Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, os nazistas usaram registros públicos para procurar judeus.

Na França, onde o censo não coletou informações sobre religião por motivos de privacidade, eles encontraram e mataram apenas 25% da população judia.

Na Holanda, onde existiam registros muito detalhados de domicílio e religião, eles encontraram e assassinaram cerca de 75% da população judia. A diferença são centenas de milhares de pessoas.

Como essa informação não existia na França, os nazistas confiaram a tarefa de coletar dados sobre religião a René Carmille, Controlador Geral do Exército francês.

Carmille disse que usaria máquinas Hollerith, que funcionavam com cartões perfurados da IBM, para fazer um censo. O que os nazistas não sabiam é que Carmille era uma das pessoas mais importantes da Resistência Francesa.

Ele reprogramou as máquinas para que não perfurassem a coluna 11, onde os cidadãos indicavam sua religião. Ao não coletar essas informações, Carmille salvou centenas de milhares de vidas.

Vista dessa forma, a falta de privacidade (indiretamente) causou a morte de mais pessoas do que o terrorismo.

No meu livro, argumento que você deve pensar nos dados pessoais como se fossem uma substância tóxica, porque de certo modo é. Eles estão envenenando nossas vidas, como indivíduos e como sociedades.

Os dados pessoais devem ser regulamentados da mesma forma que regulamentamos outras substâncias tóxicas, como o amianto.

BBC News Mundo – As informações coletadas sobre nós podem ser usadas para discriminar algumas pessoas ou para outros fins perversos?

Véliz – Claro. Imagine que uma empresa deseja contratar alguém. Você tem dois candidatos que são igualmente competentes.

A empresa compra os dados de ambos os candidatos e percebe que um deles professa uma religião ou apoia um partido político contrário às crenças do chefe da empresa.

Ou você fica sabendo que um candidato tem um problema de saúde que pode ser sério no futuro, ou que tem filhos pequenos.

A empresa pode contratar o candidato que tem a religião certa, ou que apoia o partido político que eles apoiam, ou pode preferir o candidato mais saudável, ou o que não tenha família para distraí-lo.

Discriminação é ilegal, mas quem vai ficar sabendo? Você pode ter sido vítima de discriminação e nunca descobrir.

BBC News Mundo – Como sociedade, por que é importante mantermos nossa privacidade?

Véliz – Porque sem privacidade não há garantia de igualdade, nem justiça, nem liberdade, nem democracia. A vigilância em massa é incompatível com o Estado de Direito.

A arquitetura da vigilância é perfeita para cairmos em uma sociedade de controle ou com tendências autoritárias. A liberdade de pensamento não pode ser garantida quando tudo o que lemos está sendo observado.

A confidencialidade entre advogados e clientes, ou médicos e pacientes, não pode ser garantida quando tudo o que dizemos se transforma em dados que são coletados, analisados e vendidos.

A falta de privacidade ameaça nossa autonomia, nossa capacidade de governar a nós mesmos, como indivíduos e como cidadãos.

Como pode haver confiança entre os cidadãos, ou debates políticos saudáveis, se há atores estrangeiros querendo hackear nossa psicologia, usando dados sobre os nossos medos para incitar o conflito entre nós?

BBC News Mundo – Mark Zuckerberg, presidente e fundador do Facebook, declarou em 2010 que “a era da privacidade acabou”. É isso mesmo? Precisamos nos resignar ao fato de que empresas e governos sabem cada vez mais sobre nossa vida pessoal?

Véliz – Zuckerberg teve e ainda tem interesse financeiro no fato de as pessoas acreditarem que a privacidade é coisa do passado. Mas a privacidade é mais relevante do que nunca.

Tente pedir a um estranho que lhe forneça a senha de seu e-mail: ninguém vai dar isso a você. A privacidade não morreu. Pelo contrário. Este é apenas o começo da luta por nossa privacidade online.

O próprio Zuckerberg, percebendo que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com sua privacidade, mudou o tom de sua publicidade e afirmou no ano passado que o futuro é privado.

Não, não devemos nos resignar. Devemos lutar por nossa privacidade, porque há muita coisa em jogo. Nossa forma de vida está em jogo. Nosso futuro e o futuro de nossos filhos.

Mesmo nas sociedades mais capitalistas, concordamos que certas coisas devem estar fora do mercado. Por exemplo, se colocarmos os votos à venda, corroemos a democracia. Se vendermos o resultado das partidas de futebol, arruinamos o esporte.

Temos que colocar nossos dados pessoais nessa lista de coisas que não deveriam estar à venda. Permitir que os urubus de dados lucrem aprendendo sobre nossas vulnerabilidades é escandaloso.

BBC News Mundo – Como você pode combater a perda de privacidade individualmente? Você pode nos dar alguns conselhos práticos?

Véliz – Pare de usar o Google; use DuckDuckGo. Pare de usar o WhatsApp; use Signal. Não forneça seus dados pessoais para quem não precisa deles.

Se uma empresa pedir seu e-mail e não precisar dele, dê um e-mail falso, assim como você daria um telefone falso para alguém inconveniente que não aceita “não” como resposta.

Não viole a privacidade de terceiros: não poste fotos ou mensagens de alguém sem seu consentimento, e não compartilhe nenhuma imagem ou vídeo que viole a privacidade de alguém.

Não seja um acessório para vigilância em massa. Evite comprar objetos que se conectam à internet se não for necessário.

Eletrodomésticos como máquinas de lavar e chaleiras funcionam melhor se não estiverem conectados à Internet e não puderem ser hackeados.

Informe-se mais sobre o assunto privacidade. Leia sobre isso, e comente. Exija que as empresas e seus representantes políticos protejam a sua privacidade.

BBC News Mundo – Ter privacidade é um direito? E se for, quem deve garantir e proteger esse direito?

Véliz – Sim, a privacidade é um direito humano, é um direito tanto legal como moral.

É dever dos governos e dos cidadãos proteger esse direito, assim como o seu direito à vida é protegido tanto pelo Estado quanto pelas pessoas ao seu redor.

BBC News Mundo – E por que o direito à privacidade não é protegido?

Véliz – A privacidade não está sendo suficientemente protegida por razões financeiras, porque a venda de dados é lucrativa. É por isso que eu argumento em meu livro, “Privacidade é poder”, que nós temos que acabar com a economia de dados.

Enquanto os dados forem lucrativos, haverá abusos. Algumas pessoas podem pensar que é radical fazer uma chamada para encerrar a economia de dados.

Mas o radical é ter um modelo de negócios que dependa da violação massiva e sistemática de nossos direitos.

BBC News Mundo – Há quem diga que não se preocupa que empresas e governos tenham acesso aos seus dados privados e pessoais, que elas não têm nada a esconder. O que diria a essas pessoas?

Véliz – Diria que você tem muito a esconder e a temer, a menos que seja um exibicionista com desejos masoquistas de sofrer roubo de identidade, discriminação, desemprego, humilhação pública e totalitarismo, entre outros riscos possíveis.

Outra coisa é que você não sabe o que tem a esconder. Você pode ter uma doença que ainda não se manifestou, mas que, quando os abutres de dados descobrirem (e eles podem descobrir antes de você), eles usarão isso contra você.

Um problema com a privacidade é que muitas vezes não percebemos como ela é importante até que a perdemos e sofremos as consequências. E então é tarde demais.

BBC News Mundo – Que implicações éticas existem por trás da perda de privacidade que sofremos?

Véliz – Muitas. Talvez a mais importante seja que Estados e empresas de comércio de dados estão apoiando um sistema econômico profundamente imoral, porque ele depende da violação sistemática de nosso direito à privacidade.

BBC News Mundo – Alguém pode fazer uso político de nossos dados pessoais? A falta de privacidade pode ser uma ameaça à democracia?

Véliz – Sem dúvida. Já aconteceu com Cambridge Analytica, que interferiu no referendo do Brexit e nas eleições americanas em que Trump ganhou.

A empresa usou dados pessoais para tentar convencer os cidadãos que votariam em Hillary Clinton de que votar não valia a pena, por exemplo. O conteúdo personalizado é tóxico e deve ser banido.

Ninguém tem acesso direto à realidade: sabemos (ou pensamos saber) o que está acontecendo no mundo por meio de nossas telas. Se a informação que uma pessoa recebe é diametralmente diferente daquela de seu vizinho, não há como se entender e ter uma discussão racional.

Cada um vai pensar que o outro é louco. Mas não somos loucos, estamos simplesmente sendo expostos a imagens do mundo tão diferentes que não são compatíveis.

Quando o conteúdo que vemos é individual, a esfera pública se fragmenta em realidades individuais, guetos informativos.

BBC News Mundo – Ainda estamos a tempo de recuperar nossa privacidade?

Véliz – Estamos na hora certa. Podemos proibir a economia de dados, forçar os abutres de dados a apagar nossas informações confidenciais, impor deveres fiduciários a qualquer pessoa que manipule nossos dados (de tal forma que os nossos dados só possam ser usados por nós e nunca contra nós, exatamente como acontece com os médicos, que só podem usar o que sabem para nos beneficiar e nunca para nos prejudicar), melhorar nossos padrões de segurança cibernética e muito mais.

Estamos passando por um processo de civilização semelhante ao que passamos no contexto pré-digital. Conseguimos transformar o Velho Oeste em um lugar habitável.

Graças à regulamentação, podemos confiar que os alimentos vendidos no supermercado são (relativamente) comestíveis, que os carros que dirigimos são (relativamente) seguros e que a água que bebemos é suficientemente limpa.

No futuro, teremos imposto as medidas adequadas para confiar que podemos usar a tecnologia sem que ela nos use. Algo importante a ter em mente é que a tecnologia pode funcionar perfeitamente bem sem a necessidade se negociar com nossos dados.

A venda de dados é apenas um modelo de negócios. Podemos financiar tecnologia de outras maneiras.

BBC News Mundo – Por que você se interessou pelo tópico de privacidade?

Véliz – Meu interesse pela privacidade começou como um assunto pessoal. Eu estava pesquisando a história da minha família nos arquivos da guerra civil na Espanha.

Descobrir certas coisas que não sabia sobre meus avós me fez pensar se eu tinha o direito de saber o que eles não me contaram e se tinha o direito de escrever sobre isso.

Filósofa, busquei respostas em minha disciplina, mas elas não me satisfizeram.

Naquele mesmo verão, quando visitei os arquivos com minha mãe, (Edward) Snowden revelou que o mundo inteiro estava sendo monitorado eletronicamente por agências de inteligência. Isso me chocou. Então comecei a investigar a privacidade com mais seriedade.

Acabei escrevendo minha tese de doutorado na Universidade de Oxford sobre ética e política de privacidade. Quanto mais eu leio sobre isso, mais o estado de nossa privacidade me preocupa.

Quanto mais eu leio história, mais percebo que a economia de dados é uma loucura absoluta, que é extremamente perigoso ter tantos dados populacionais mal protegidos.

Vender para quem quiser comprar é colocar a população em risco constante. Os dados pessoais frequentemente acabam sendo abusados, mais cedo ou mais tarde.

Eles são uma bomba-relógio.

Época, via BBC

 

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente e principalmente no Brasil essa economia de dados só tende a aumentar, pois os governantes brasileiros só pensam em dinheiro, nunca, jamais no bem estar da população. Em todos os negócios o que vem em primeiro lugar é o lucro, a propina, o roubo, se pessoas vão sofre ou morrer, não interessa.

  2. Não deviam confundir falta de privacidade com encobertar falcatruas, desmandos, transgressão da lei, essas não poderiam ter privacidade alguma, só assim a sociedade se privava de bandidos corruptos e criminosos psicopatas.

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Geral

Dezenas de aviões e participação da CIA com fake news proposital: como foi o resgate do piloto de caça americano abatido no Irã

Operação de resgate contou com dezenas de aviões e centenas de militares americanos. — Foto: Reuters via BBC

Os Estados Unidos detalharam a operação que resgatou o piloto do caça F-15 americano abatido na sexta-feira (3/4) enquanto sobrevoava o sul do Irã.

O presidente Donald Trump confirmou o resgate nas redes sociais na manhã de domingo (5/4), após as forças armadas americanas terem “realizado uma das operações de busca e resgate mais ousadas” de sua história. O piloto está agora “são e salvo”, acrescentou.

Dois tripulantes estavam a bordo e ambos ejetaram da aeronave. Um deles já havia sido resgatado, ainda na sexta-feira. Autoridades iranianas disseram que o caça foi abatido por seu sistema de defesa aérea. Detalhes sobre a operação de resgate e como ela se desenrolou ainda estão sendo divulgados.

Aqui está o que se sabe até agora:

Os EUA e o Irã estavam em uma corrida para localizar o piloto. O Irã queria encontrar o americano com vida e ofereceu uma recompensa por qualquer ajuda na busca.

As circunstâncias exatas do resgate permanecem incertas, mas uma pessoa envolvida na operação a descreveu como uma missão “enorme”.

A BBC apurou que houve um confronto entre as forças americanas e iranianas durante o resgate, e o piloto ainda se feriu durante a ejeção da aeronave. Trump inclusive confirmou que o piloto resgatado estava gravemente ferido.

Autoridades disseram à CBS News, parceira da BBC, que o oficial passou mais de 24 horas sozinho, escondido nas montanhas com uma pistola.

A CBS apurou que a CIA, a Agência Central de Inteligência americana, desempenhou um papel crucial na missão de resgate, rastreando o militar em uma fenda na montanha e repassando sua localização exata ao Pentágono.

A agência também conduziu uma campanha de desinformação dentro do Irã. Enquanto a operação de resgate estava em andamento, a CIA espalhou a notícia de que o militar já havia sido encontrado e estava sendo retirado do Irã.

O resgate de tripulantes de um jato abatido é uma das operações mais complexas e urgentes — conhecida como Busca e Resgate em Combate (CSAR, na sigla em inglês) — para as quais as forças armadas americanas e seus aliados se preparam.

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Geral

PF suspeita que provas sumiram com vazamento de operações no caso Master

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Investigadores da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) apuram possível vazamento de informações na operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

A suspeita surgiu após episódios considerados atípicos nas três fases da operação, realizadas em novembro de 2025, janeiro e março de 2026. O foco é identificar se dados sigilosos foram antecipados, comprometendo ações policiais e a coleta de provas.

Primeira fase levanta suspeitas iniciais

Na primeira etapa, em novembro de 2025, a PF investigava a venda de carteiras de crédito sem lastro e negociações envolvendo o banco.

Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para os Emirados Árabes. Para investigadores, a coincidência levantou suspeita de possível aviso prévio. A defesa afirma que a viagem era a trabalho.

O caso estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Segunda fase teve ações frustradas

Os indícios se intensificaram na segunda fase, em janeiro de 2026.

A PF cumpriu 42 mandados e bloqueou R$ 5,7 bilhões, mas encontrou dificuldades:

  • imóveis vazios ou esvaziados às pressas
  • ausência de equipamentos eletrônicos
  • investigados fora dos locais

Houve ainda casos de investigados em aeroportos na véspera das ações, como: Fabiano Campos Zettel e
Nelson Tanure.

Outro ponto que chamou atenção foi a presença antecipada de advogados em endereços antes da chegada da polícia.

Mudança no STF e terceira fase

Em fevereiro de 2026, Dias Toffoli deixou a relatoria após questionamentos sobre conflito de interesse. O caso passou para o ministro André Mendonça.

A terceira fase ocorreu em março, mesmo com posição contrária da PGR. Houve novas prisões, incluindo Vorcaro, além de bloqueio de mais de R$ 22 bilhões e afastamento de servidores do Banco Central.

Novas frentes: lavagem e monitoramento ilegal

As investigações avançaram para suspeitas de:

  • lavagem de dinheiro
  • corrupção
  • invasão de sistemas
  • monitoramento ilegal de autoridades e jornalistas

A PF identificou um grupo chamado “A Turma”, ligado a Vorcaro, que atuaria com vigilância, coleta de informações e pressão sobre alvos.

Também há indícios de acesso irregular a dados da PF, PGR, Justiça e até da Interpol. Um policial federal aposentado foi preso.

Com informações de Gazeta do Povo

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Geral

VÍDEO: Flávio Bolsonaro pede união da direita após confusão entre Eduardo e Nikolas Ferreira


Vídeo: Reprodução Instagram/FlavioBolsonaro

Pré-candidato do Partido Liberal à Presidência de República, Flávio Bolsonaro usou suas redes sociais neste sábado (04) para pedir união à direita após trocas de acusações entre seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). De acordo com Flávio, a separação não ajuda e é necessário identificar que o “inimigo está do outro lado”.

“Vamos olhar para frente. O que mais importa, agora, é o futuro do nosso Brasil”, escreveu. Nikolas compartilhou o vídeo de Flávio, já o chamando de presidente. “Concordo, presidente. Cada um fazendo sua parte, chegaremos lá”. Eduardo não se pronunciou.

Opinião dos leitores

    1. Boa o LULUNHA para falar. É o novo ídolo de vocês da esquerda.

    1. Esperto é o James Bond Lulinha. Embolsou 39 bilhões? E para quem? Perda Total. PT.

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Geral

PAPO DE FOGÃO ESPECIAL DE PÁSCOA: Confira as receitas de Colomba Pascal e bacalhau ao forno

COLOMBA PASCAL
Ingredientes:
Massa
3 e ½ xícara de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa rasa de fermento biológico seco
1 colher de chá de sal
½ xícara de chá de açúcar cristal
1 colher de sopa de leite em pó
¾ xícara de chá de água gelada
Suco e cascas de 1 laranja
5 gemas
4 colheres de sopa de manteiga
½ xícara de chá de lascas de chocolate
½ xícara de chá de nozes

Modo de preparo:
Em uma vasilha grande, adicione a farinha, o fermento seco e misture um pouco. Adicione sal, açúcar, leite em pó e as cascas de laranja, misture
Adicione a água, suco de Laranja e as gemas, misture até formar uma massa.
Adicionar a manteiga e misturar até incorporar na massa.
Retire a massa e sove, numa bancada untada de óleo, até dar o ponto de véu.
Obs: untar novamente se a massa começar a grudar na bancada.
Cobrir a massa e deixar descansar por 20 minutos.
Abra a massa, adicione as lascas de chocolate, as nozes e misture novamente na bancada untada com óleo.
Deixe descansar por 20 minutos.
Divida a massa nos tamanhos de sua preferência, boleie e coloque nas formas de colomba ou panettone e deixe descansar até dobrar de tamanho.
Enquanto isso faça a cobertura.

Cobertura
½ xícara de chá farinha de trigo
½ xícara de chá açúcar impalpável
½ xícara de chá farinha de amêndoas
5 claras de ovo
1 colher de chá suco de limão
Nozes e amêndoas a gosto

Modo de preparo:
Misture a farinha de trigo, a farinha de amêndoas, metade do açúcar, as claras e o suco de limão até virar uma pasta.
Passe em cima das colombas até cobrir a superfície.
Decore com as nozes, as amêndoas e polvilhe, com uma peneira, o restante do açúcar.
Leve ao forno a 160°C (ou a temperatura mínima do seu forno) por 40 minutos ou até dourar.
Obs: Se os pães não dourarem em 40 minutos, aumente a temperatura do forno para o máximo e retire os pães assim que dourar.
Sirva, de preferência ainda quente para apreciar o chocolate derretido por dentro.

Tempo de preparo: 60 min
Tempo de cozimento: 40min

DICA RÁPICA

BACALHAU NO FORNO
Porção para 2 pessoas

Ingredientes:
2 postas do lombo do bacalhau
6 batatas médias
1 cebola roxa
Azeitonas pretas
3 dentes de alho grandes
Azeite e pimenta do reino a gosto
1/4 de pimentão verde
1/4 de pimentão vermelho
1/4 de pimentão amarelo
Farinha de trigo para empanar
Brócolis, couve verde e couve flor para decorar o prato

Modo de preparo:
Tempere o bacalhau, já dessalgado, com pimenta do reino a gosto.
Envolva ele de forma generosa na farinha de trigo e leva ao azeite levante temperado com pimenta do reino.
Deixar ele ficar dourado, mas não totalmente cozido.
Entretanto as batatas são previamente cozidas com casca em água e Sal. Quando o bacalhau já está selado, tira a pele as batatas coloque tudo numa forma de ir ao forno, (o bacalhau as batatas e as azeitonas) coloca os alhos de forma grosseira e a cebola em rodelas os pimentões em tiras grandes e rega com o azeite que selou o bacalhau. Leva ao forno a 200 graus para cozinhar a cebola e terminar de cozinhar o bacalhau, uns 12 a 15 minutos. Por fim servir com os legumes.

Tempo de preparo: 10 min
Tempo de cozimento: 40min

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Geral

STF condena a 14 anos de prisão empresário que doou R$ 500 para 8 de Janeiro

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por participação indireta nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Segundo a acusação, Hahn transferiu R$ 500 para ajudar no pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília.

A decisão foi tomada em 2 de março de 2026, com base em denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Hahn foi considerado culpado por cinco crimes:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • golpe de Estado
  • dano qualificado
  • deterioração de patrimônio tombado
  • associação criminosa.

Um recurso previsto para 20 de março acabou retirado de pauta.

Em depoimento, Hahn afirmou que fez o Pix a pedido de um conhecido, como empréstimo, sem saber o destino da viagem. A defesa sustentou que não há prova de que ele tinha conhecimento de qualquer finalidade criminosa.

Além de Alcides Hahn, outros dois envolvidos também contribuíram: Rene Afonso Mahnke, com R$ 1.000, e Vilamir Valmor Romanoski, com R$ 10.000. Nenhum dos três viajou.

A PGR apontou Romanoski como liderança das mobilizações pró-Jair Bolsonaro em Blumenau, responsável por organizar participantes e logística.

Em decisão anterior, de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que não havia ilegalidade na ausência de proposta de Acordo de Não Persecução Penal por parte da PGR.

Além da prisão, os três réus foram condenados ao pagamento de 100 dias-multa (cada dia equivalente a um terço do salário mínimo), indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, inclusão no rol dos culpados e pagamento das custas processuais.

Opinião dos leitores

  1. Quanto anos pegará quem recebeu R$ 129 MILHÕES do Vorcaro e participou do clube do Whisk patrocinado por ele? So uma pergunta…

  2. Foi pouco tempo pra quem apoiou atos contra a democracia e pedia intervenção militar, fora os prejuízos que os “malucos” (segundo o próprio bolsonaro os nomeou) causaram ao patrimônio público!

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Geral

Trump confirma resgate de piloto americano de caça abatido pelo Irã e exalta operação militar

Foto: Win McNamee/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o resgate de um piloto americano após seu caça ser abatido pelo Irã, em meio à guerra no Oriente Médio.

Segundo Trump, a operação foi “extremamente ousada” e realizada com precisão pelas Forças Armadas. O militar foi retirado com vida de território hostil durante combates ativos. Trump não detalhou a operação.

A aeronave, um F-15E, levava dois tripulantes, que conseguiram se ejetar antes da queda. Um deles foi localizado logo após o incidente, enquanto o segundo permaneceu desaparecido por mais tempo, o que mobilizou uma operação de alto risco.

O piloto resgatado está sob custódia dos EUA e recebe atendimento médico.

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Geral

Mensagem de Páscoa do Arcebispo Metropolitano, Dom João Santos Cardoso: ‘É tempo de vida nova’

O Arcebispo Metropolitano, Dom João Santos Cardoso, preparou uma mensagem de Páscoa para todos os fiéis católicos da Arquidiocese de Natal. Na mensagem, ele destaca que “Cristo ressuscitou e enche o coração da humanidade de uma esperança nova, que não passa e não se dissipa com o tempo”.

A Páscoa (do hebraico Pessach) significa passagem e é a mais importante festa do calendário da Igreja Católica. O Tempo Pascal compreende cinquenta dias, a contar a partir do domingo da ressurreição até o domingo de Pentecostes.

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Geral

VÍDEO: Motorista sofre acidente após surto em posto de combustível no interior do RN

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @mossorohoje

Uma mulher de 35 anos ficou gravemente ferida após um acidente registrado no início da manhã deste sábado (4), no município de Patu, na região Oeste potiguar.

De acordo com informações preliminares, Juliana Suassuna G. M., residente em Lucrécia, teria apresentado um possível surto em um posto de combustível. Ela tentou realizar pagamentos com diferentes cartões, mas não conseguiu concluir a transação. Em seguida, efetuou o pagamento em dinheiro, entrou no veículo — uma Hilux — e passou a realizar manobras perigosas, incluindo “cavalos de pau”.

Ainda segundo relatos, durante as manobras, a motorista acabou colidindo de frente com uma carreta. Com o impacto, ela ficou desacordada e sofreu diversas fraturas.

A vítima foi socorrida para uma unidade hospitalar local e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para uma UTI em Mossoró. O estado de saúde não foi detalhado até o momento.

O motorista do caminhão permaneceu no local, prestou esclarecimentos e foi liberado. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

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Segurança

VÍDEO: Criminosos armados com fuzis invadem posto e provocam pânico em Angicos

Vídeo: Reprodução/Instagram @portalangicosnoticias

Um assalto de grande impacto foi registrado na noite deste sábado (4) no município de Angicos, na região Central do estado. A ação aconteceu em um posto de combustível e causou momentos de tensão entre funcionários e clientes.

Segundo informações preliminares, homens fortemente armados, utilizando fuzis e pistolas, invadiram o estabelecimento conhecido como Posto DM e realizaram o crime de forma rápida. A presença de armamento pesado aumentou o clima de pânico durante a abordagem.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre valores levados nem registro de pessoas feridas. A Polícia Militar do Rio Grande do Norte foi acionada e realiza diligências na região na tentativa de identificar e localizar os suspeitos.

Casos com esse nível de violência têm gerado preocupação crescente no estado, especialmente pelo uso de armas de grosso calibre e pela ousadia das ações criminosas, que costumam ocorrer de forma coordenada.

Opinião dos leitores

  1. Ainda vem uma DESGOVERNADORA e sua gangue gritar aos 4 cantos que temos um RN com a violência controlada,pobre norte riograndence.

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Geral

Páscoa e fertilidade: o tempo da esperança também é o tempo de recomeçar

Foto: Divulgação

Em um período marcado por significados profundos de renovação e vida, a Páscoa convida a uma reflexão que vai além do simbólico. Para muitos casais e mulheres que enfrentam desafios para engravidar, essa época do ano ressoa como um lembrete sensível de que, mesmo diante das incertezas, a esperança continua sendo um elo essencial entre o desejo e a realização da maternidade.

No DNA Fértil, referência em reprodução humana no Rio Grande do Norte, esse sentimento faz parte da rotina. Diariamente, histórias marcadas por tentativas, expectativas e, muitas vezes, frustrações encontram acolhimento em um ambiente onde a ciência caminha lado a lado com a escuta e o cuidado individualizado.

A medicina reprodutiva tem avançado de forma significativa nos últimos anos, ampliando as possibilidades para quem sonha em formar uma família. Técnicas modernas e o uso de tecnologias cada vez mais precisas permitem que tratamentos sejam adaptados à realidade de cada paciente, respeitando seu tempo, sua história e suas condições clínicas.
No entanto, mais do que tecnologia, o que sustenta esse processo é a confiança. A compreensão de que a maternidade nem sempre segue um percurso linear tem sido fundamental para transformar a forma como mulheres e casais enfrentam a infertilidade, não como um ponto final, mas como um caminho que pode ser redesenhado.

“A Páscoa nos traz uma mensagem muito potente sobre recomeços. E é exatamente isso que vemos todos os dias: pessoas que, mesmo após frustrações, encontram força para continuar acreditando. A medicina está cada vez mais preparada para oferecer caminhos, mas a esperança continua sendo parte essencial desse processo”, destaca a equipe do DNA Fértil.

Com uma atuação pautada pela ética, transparência e acolhimento, o DNA Fértil tem contribuído para transformar sonhos em histórias reais. Já são centenas de famílias formadas com o apoio da reprodução assistida, resultado de um trabalho que une rigor científico e sensibilidade humana.

Neste período de Páscoa, o convite é para olhar para a maternidade também como um espaço de renovação. Para entender que cada história tem seu tempo e que, mesmo quando os caminhos parecem incertos, novas possibilidades podem surgir.

Porque, assim como a vida que renasce, a esperança também se renova e, com ela, a chance de um novo começo.

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