Judiciário

FGTS: STF vai julgar em maio ação que pode alterar correção monetária e restituir perdas. Saiba o que fazer

Foto: Camila Lima / Futura Press / Agência O Globo

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 13 de maio o julgamento de uma ação que pode alterar a forma de correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e beneficiar quem teve saldo em algum momento desde janeiro de 1999 — mesmo que todo o dinheiro já tenha sido sacado. Em caso de parecer favorável aos trabalhadores, pode haver a possibilidade de restituição de perdas devido à atualização dos valores abaixo do índice de inflação nos últimos 22 anos.

A decisão dos ministros, no entanto, é imprevisível, segundo especialistas consultados pelo EXTRA, uma vez que mudanças no cenário terão grande impacto financeiro para a União. Como existe a chance de a Corte determinar a correção monetária retroativa somente para pessoas que já entraram com processo na Justiça em relação à questão, a recomendação é aproveitar os próximos dias para ingressar em alguma ação coletiva ajuizada por sindicatos ou associações trabalhistas.

Hoje, o FGTS é corrigido pela Taxa Referencial (TR), que está zerada desde setembro de 2017, mais juros de 3% ao ano. Assim, a correção não alcança a inflação, que bateu 6,10% no acumulado dos últimos 12 meses segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Isso desvaloriza o dinheiro depositado no FGTS, que é uma poupança de quem está ou já esteve empregado com carteira assinada. O que será discutido pela Corte é essa defasagem, apontada em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do Partido Solidariedade. O processo sustenta que o uso da TR para atualização monetária é uma ofensa ao direito de propriedade.

— Dependendo do julgamento, os trabalhadores têm a ganhar, sim. Algumas matérias sobre o assunto já identificaram uma evolução de valores superiores a 100%. O empregado, com a possível revisão, poderia mais que dobrar o que está lá depositado — diz o advogado Leandro Antunes, sócio do Antunes & Mora Mendonça Advogados.

Perdas custariam R$ 538 bilhões

Para o presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT), Mario Avelino, há chance de o STF dar um parecer favorável aos trabalhadores, devido a decisões recentes que rejeitaram o uso da TR como índice de correção monetária em processos trabalhistas. No entanto, diz ele, o mais provável é que sejam feitos ajustes. Isso porque, se o governo fosse obrigado a repor as perdas de todas as pessoas que tiveram algum saldo de FGTS entre 1999 e 2021, a despesa estimada seria de R$ 538 bilhões — considerando a aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no cálculo da correção em vez da TR.

Como o valor é inviável no momento de crise, o especialista acredita que possíveis alterações para a correção do Fundo de Garantia passem a valer apenas daqui para frente,deixando para trás as perdas do passado ou beneficiando somente quem já tem ação na Justiça.

Tribunais já têm 200 mil processos

Há cerca de 200 mil processos (representando aproximadamente duas milhões de pessoas) parados em tribunais do país, aguardando o julgamento do STF para ter um desfecho.

— Quando existe uma ação de repercussão geral, como é o caso, normalmente os órgãos superiores determinam a suspensão dos processos que tratam do mesmo assunto, para que haja uma decisão única a ser aplicada a todos — explica Michelle Pimenta Dezidério, especialista em Direito do Trabalho do Chediak Advogados.

Na avaliação da advogada trabalhista empresarial Maria Lucia Benhame, o assunto é complexo porque envolve uma série de aspectos jurídicos e econômicos. Por isso, demanda atenção não só do governo e dos trabalhadores, mas também das empresas, que podem acabar sendo afetadas de alguma maneira.

Embora o julgamento do STF seja imprevisível, para quem tem interesse na reposição de valores, ainda vale a pena ajuizar uma ação na Justiça, diz a especialista:

— É menos arriscado entrar com o processo do que não entrar e perder a chance.

Quem pode ter direito

Quem pode pleitear na Justiça – Qualquer pessoa que tenha tido saldo em conta do FGTS de janeiro de 1999 até os dias de hoje, mesmo que o dinheiro tenha sido sacado, pode entrar com uma ação na Justiça pedindo a correção monetária dos valores de acordo com a inflação.

Processo individual ou coletivo – Todos aqueles que têm valores depositados em contas vinculadas de FGTS poderão ingressar com ações judiciais individuais ou coletivas. Segundo Michelle Pimenta Dezidério, especialista em Direito do Trabalho do escritório Chediak Advogados, as ações individuais acabam tendo um trâmite mais rápido. Por isso, a orientação seria que cada empregado buscasse um advogado de sua confiança. Mas é possível, sim, que um sindicato ingresse com uma ação coletiva para garantir o direito de todos os empregados a ele vinculados. A advogada ainda esclarece que tanto a ação individual quanto a ação coletiva garantirão os mesmos resultados aos trabalhadores.

Ações paradas – Com as ações paradas na Justiça, a reposição de perdas custaria bilhões para os cofres União.

Herdeiros têm direito – Se o beneficiário já tiver morrido, os herdeiros podem reivindicar a correção do FGTS do falecido. Mario Avelino não recomenda ações individuais, porque será preciso arcar com todos os custos do processo em caso de perda da causa. O mais indicado, de acordo com ele, é buscar sindicatos e associações de trabalhadores e ingressar com uma ação coletiva. acordo com a inflação.

Como obter ajuda – O Instituto Fundo de <EP,1>Garantia do Trabalhador (IFGT) vai dar entrada, em 10 de maio, em 27 ações coletivas, uma em cada unidade da federação, pedindo a recuperação de perdas no FGTS. É preciso se associar à ONG para ser representado. Mais informações no site do IFGT.

Extra – O Globo

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Geral

Lula perde para Bolsonaro, Tarcísio e Michelle e empata com outros 6 nomes, diz pesquisa Gerp

Fotos: Ricardo Stuckert/Facebook/Reprodução/AEN/Leandro Fonseca/Exame

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perde em cenários de segundo turno das eleições presidenciais de 2026 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo pesquisa do instituto Gerp divulgada neste sábado, 30.

Na maioria dos cenários, Lula cresceu ou manteve-se estável em relação ao levantamento de julho.

Na reedição do segundo turno de 2022, Bolsonaro tem 49% das intenções de voto contra 38% de Lula.

Bolsonaro está inelegível e, sem uma mudança de entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não poderá disputar a eleição no próximo ano.

Contra Michelle, Lula também é superado para além da margem de erro, com 37% contra 48% da ex-primeira-dama. Um cenário similar ocorre em uma eventual disputa com Tarcísio, onde o governador paulista tem 46% e Lula, 37%.

Nas demais simulações, contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o governador do Paraná Ratinho Jr. (PSD), o ex-governador Ciro Gomes (PDT), o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União), e o influenciador Pablo Marçal, Lula aparece tecnicamente empatado com todos os nomes.

O petista está numericamente à frente apenas contra Zema, Caiado e Marçal.

Cenários de 2º turno das eleições de 2026

Lula x Bolsonaro

  • Bolsonaro: 49%
  • Lula: 38%
  • Nenhum deles: 8%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Michelle

  • Michelle Bolsonaro: 48%
  • Lula: 37%
  • Nenhum deles: 10%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Tarcísio

  • Tarcísio de Freitas: 46%
  • Lula: 37%
  • Nenhum deles: 12%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Eduardo

  • Eduardo Bolsonaro: 43%
  • Lula: 39%
  • Nenhum deles: 13%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Ciro 

  • Ciro Gomes: 38%
  • Lula: 34%
  • Nenhum deles: 23%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Ratinho Jr

  • Ratinho Jr: 40%
  • Lula: 36%
  • Nenhum deles: 18%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Zema

  • Lula: 39%
  • Romeu Zema: 36%
  • Nenhum deles: 19%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Caiado

  • Lula: 38%
  • Ronaldo Caiado: 36%
  • Nenhum deles: 21%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Marçal

  • Lula: 38%
  • Pablo Marçal: 35%
  • Nenhum deles: 21%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Exame

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Geral

Tarcísio diz que primeiro ato, caso se torne presidente, será indulto a Bolsonaro

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que sua primeira medida caso se torne presidente da República será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio foi questionado se concederia o indulto em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada nesta sexta-feira, 29. “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, afirmou.

O governador voltou a negar, porém, a intenção de se candidatar à Presidência em 2026. “Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís”, afirmou.

Tarcísio já calibra comunicação, ouve marqueteiros e busca projeção nacional de olho nas eleições de 2026, mas evita dar sinais de campanha antecipada para não virar alvo do bolsonarismo.

Esta foi a primeira declaração do governador citando o indulto como uma ação caso seja eleito para o Planalto. Em julho, Tarcísio havia afirmado acreditar que “qualquer candidato” de centro-direita deveria conceder um indulto a Bolsonaro, caso o ex-presidente seja condenado na ação penal sobre a trama golpista. Na ocasião, Tarcísio afirmou acreditar na inocência do aliado.

Os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidatos ao Planalto, já se comprometeram publicamente com a medida.

Tarcísio também disse que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro, que começa a ser julgado por tentativa de golpe na terça-feira, 2, no Supremo Tribunal Federal (STF). “Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, disse.

O governador ainda defendeu a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a “prerrogativa” do Congresso em construir uma “solução política”. “A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução (anistia) não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil”, disse, citando episódios desde revoltas do período colonial até o “movimento de 64”.

Na entrevista, Tarcísio ainda cobrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que paute a anistia. O governador não citou o deputado nominalmente. “Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder”, disse.

Estadão Conteúdo

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Esporte

ABC perde mais uma no Frasqueirão e é rebaixado para a Série D

Imagem: reprodução/YouTube

O ABC perdeu para o Itabaiana-SE pelo placar de 1 a 0 na última rodada da Série C e foi rebaixado para a Série D, em 2026. O único gol da partida realizada no Frasqueirão foi marcado a favor da equipe visitante por Dione, em cobrança de falta, no fim do primeiro tempo.

A equipe natalense jogou com um a menos desde os 10 minutos do primeiro tempo, quando o goleiro Pedro Paulo foi expulso após cometer uma falta na entrada da área.

O Alvinegro precisava da vitória contra a equipe sergipana e dependia ainda de uma vitória do Botafogo-PB contra o Anápolis-GO para permanecer na Série C.

O Mais Querido não venceu nenhuma partida como mandante durante a competição.

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Geral

PESQUISA CONSULT/SENADO: Styvenson lidera com 24,41%; Zenaide Maia tem 12,3%, Álvaro Dias 10,82 e Fátima Bezerra 9,15%

Pesquisa do Instituto Consult divulgada neste sábado (30) mostra o cenário para a disputa pelas duas vagas do RN no Senado, considerando o 1º e o 2º voto.

Styvenson Valentim lidera com 24,41%, seguido por Zenaide Maia com 12,3%. Em terceiro, Álvaro Dias com 10,82%; em quarto, Fátima Bezerra com 9,15%, seguida por Coronel Hélio 2,71%, Nina com 1,21%, Babá com 0,79% e Luizinho Cavalcante com 0,44%.

Outros 16,23% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos, e 21,94% não souberam dizer.

O levantamento da Consult foi realizado entre 21 e 23 de agosto. Ao todo foram realizadas 1.700 entrevistas nas 12 regiões do Rio Grande do Norte. A confiabilidade da pesquisa é de 95%, com uma margem de erro de 2,3%.

 

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Geral

PESQUISA CONSULT/GOVERNO DO RN: Allyson e Rogério se aproximam de empate técnico

Pesquisa Consult em âmbito estadual aponta que falta apenas 0,11% para o empate técnico na disputa pelo Governo do Estado entre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), e o senador Rogério Marinho (PL). De acordo com os números divulgados na edição deste final de semana da Tribuna do Norte – em circulação desde esta tarde de sábado (30) -, a diferença entre os dois caiu para 4,71%, com uma margem de erro de 2,3%. Ou seja, os dois pré-candidatos estão quase no limite do empate técnico, que seria em um intervalo de 4,6%.

De acordo com o levantamento realizado entre 21 e 23 de agosto, Alysson lidera a disputa com 33,18%, enquanto Rogério se aproxima agora com 28,47%. Em terceiro lugar está Carlos Eduardo Xavier (PT), com 4,71%. Outros 13,82% dos entrevistados não apontaram nenhum dos nomes, enquanto 19,82% não souberam dizer. Ao todo foram realizadas 1,7 mil entrevistas nas 12 regiões do Rio Grande do Norte. A confiabilidade é de 95%.

Em maio, o mesmo instituto apontava que o mossoroense tinha 6 pontos de vantagem. Na época, a Consult apontava que o mesmo cenário tinha liderança de Alysson com 30,94%, enquanto Rogério aparecia com 24,94%. Já Cadu possuía 3%.

Em um segundo cenário, sem o nome de Rogério e com a inclusão do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), a liderança se mantém com Alysson, chegando dessa vez a 36,41%. O ex-gestor natalense tem 22,18% e Cadu aparece com 4,94%. Nenhuma das opções teve 15,18% e 21,29% não souberam dizer. Em maio, o chefe do executivo mossoroense tinha 32,18% e Álvaro 22,41%, enquanto Cadu 3,47%.

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Hackers atacam empresa responsável por conectar bancos ao Pix; criminosos teriam roubado ao menos R$ 400 milhões

Imagem: Adobe Stock

Quase dois meses após o desvio quase R$ 1 bilhão de recursos mantidos no Banco Central, hackers atacaram na sexta-feira (29) uma das principais empresas de processamento de pagamentos em atuação no Brasil. A Sinqia afirmou ter detectado atividades suspeitas em seu sistema responsável por conectar bancos ao Pix.

A empresa presta serviço para várias instituições financeiras no Brasil. O nome de eventuais impactados não foram divulgados, e a empresa não confirmou se os hackers conseguiram, de fato, desviar recursos.

A informação foi inicialmente publicada pelo portal Neo Feed, que noticiou que hackers teriam roubado ao menos R$ 400 milhões do HSBC por meio de movimentações via Pix e enviado os recursos para contas de laranjas. Reportagem da Folha de S. Paulo entrou em contato com o banco, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

A Sinqia afirma que iniciou uma investigação sobre o ataque. “Estamos trabalhando com o apoio dos melhores especialistas forenses. Já estamos em contato com clientes afetados, que compreendem um número limitado de instituições financeiras”, afirmou em nota.

“Neste momento, verificamos que o incidente se limita apenas ao ambiente Pix. Não há evidências de atividade suspeita em nenhum outro sistema da Sinqia além do Pix e esse problema afeta apenas a Sinqia no Brasil. Além disso, neste momento, não temos indicação de que quaisquer dados pessoais tenham sido comprometidos”, acrescentou.

De acordo com Vytautas Zumas, delegado da Polícia Civil de Goiás e especialista em cibersegurança, a Sinqia é uma das poucas empresas autorizadas pelo Banco Central a prestar esse tipo de serviço para instituições financeiras.

“O Pix é um produto do Banco Central, então as instituições financeiras precisam se conectar a essa rede do sistema financeiro nacional. E hoje existem empresas especializadas em prover esses sistemas de conexão, que são chamados de coração da instituição financeira com relação aos processos de pagamentos”, explica.

Nesse caso, bancos com operação no Brasil contratam empresas terceirizadas –como a Sinqia– para operarem seus sistemas. “Para a instituição financeira é mais seguro você adquirir isso como um serviço. Ou seja, você compra serviços para que a sua instituição financeira possa se conectar à rede do Sistema Financeiro Nacional”, complementa. “E, ao que tudo indica, foi explorada algum tipo de vulnerabilidade nesse serviço”.

Em julho, um outro ataque hacker desviou cerca de R$ 1 bilhão de recursos mantidos no Banco Central, no maior evento do tipo já registrado no Brasil. Na ocasião, os valores estavam em contas de clientes da empresa C&M Software, que também presta serviços de tecnologia para instituições do setor financeiro, como XP e Bradesco.

Assim como no último ataque, o incidente desta sexta não atingiu a infraestrutura do Pix, que segue operando normalmente. O Banco Central também não retornou às tentativas de contato da reportagem.

Folhapress

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Polícia começa a monitorar áreas externas da casa de Bolsonaro após decisão de Moraes

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

A Polícia Penal do Distrito Federal começou na tarde deste sábado (30) a vigilância na área externa da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Com a decisão, os policiais penais ficam dentro da casa de Bolsonaro, mas na área descoberta.

O ex-presidente foi avisado da nova medida de monitoramento imposta, bem como sua segurança pessoal.

O secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Wenderson Teles, compareceu por volta de 14h ao condomínio onde mora Bolsonaro para supervisionar as equipes que estão no local.

Bolsonaro já está sendo monitorado 24h por dia pela polícia do DF desde a noite da última terça-feira (26), com duas viaturas descaracterizadas e agentes “invisíveis” no condomínio.

A determinação deste sábado também manda que todos os carros que saiam da casa de Bolsonaro sejam revistados. E um relatório diário deve ser feito e enviado ao STF.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes determinando o policiamento na área externa da casa usou informações da Polícia Penal sobre “pontos cegos” dentro da casa, que podem atrapalhar o sinal da tornozeleira eletrônica usada.

A Secretaria de Administração Penitenciária do DF informou que Bolsonaro mora em uma casa com “imóveis contíguos nas duas laterais e nos fundos, o que causa a existência de pontos cegos”.

Assim, a polícia penal diz que “especificamente quanto ao sinal da tornozeleira eletrônica, é de se observar algumas limitações técnicas de funcionamento destacadas pelo CIME [central de controle], que podem causar interrupção, lentidão ou retardo no funcionamento do equipamento, de forma intencional ou não”.

O policiamento dentro da casa de Bolsonaro foi uma sugestão da Polícia Federal. A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi contrária à medida.

CNN Brasil

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Governo Federal paga R$ 200 mil a escritório italiano para extraditar Zambelli

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O Governo Federal vai pagar R$ 200 mil a um escritório de advocacia italiano, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), para atuar nas primeiras fases do processo contra Carla Zambelli. Condenada no Brasil a 15 anos de prisão e à perda do mandato, a deputada foi presa na Itália em julho.

O valor do contrato firmado pela AGU com o escritório Gentiloni Silveri se refere à fase atual do processo, chamada fase cautelar, quando é analisada a manutenção da prisão da parlamentar brasileira.

De acordo com informações obtidas pela coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, ainda não existe cálculo sobre o custo da contratação para a ação principal contra Zambelli. Para essa etapa, a negociação com o escritório segue em andamento.

A previsão é que o processo se estenda por um longo período, até a possível extradição da deputada, o que interfere no valor final da contratação.

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em maio. Na semana passada, ela foi sentenciada a mais 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem sob a mira de uma pistola em 2022.

Na quinta-feira (28/8), a Justiça italiana decidiu manter a prisão de Zambelli por considerar “risco máximo de fuga” da deputada. Os três juízes que realizaram a audiência analisaram os laudos médicos apresentados e concluíram que ela tem condições de permanecer na cadeia.

Paulo Cappelli – Metrópoles

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Homem é preso após afirmar ter explosivos em sua mochila e ameaçar detoná-los na Praça dos Três Poderes

Foto: Divulgação / PMDF

A Polícia Militar do Distrito Federal deteve neste sábado, 30, um homem que afirmava ter explosivos em sua mochila e ameaçava detoná-los na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Uma equipe do esquadrão antibombas fez uma varredura do local e inspecionou os pertences do suspeito, e não foi encontrado nenhum explosivo ou arma.

Segundo a corporação, a PM foi acionada às 5h15. “O policiamento local 24h do 6° BPM fez o primeiro contato e iniciou o processo de negociação. Simultaneamente, foram acionados os protocolos das Operações Gerente e Petardo, que incluem o suporte do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope)”, diz nota da PMDF.

O suspeito foi preso por volta das 6h45. O homem foi identificado como Daniel Mourão e “encontrava-se em estado de agitação”, segundo a PM. Ele foi atendido no local pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF e, em seguida, conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião por “apresentar sinais de distúrbios psiquiátricos”, de acordo com a corporação.

Após o atendimento médico, ele será encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia (5ª DP) para os procedimentos cabíveis.

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Senado impõe sigilo a visitas de outra entidade da “Farra do INSS”

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Depois de impor sigilo sobre as visitas do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, o Senado Federal agora se recusa a prestar informações sobre a entrada de representantes de outra entidade investigada no esquema da “Farra do INSS”: a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB).

No início da semana, a coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, apresentou um pedido ao Senado, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), para obter os registros de entrada dos responsáveis pela ABCB: Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Américo Monte Júnior.

Ao negar o pedido, o Senado alegou que os registros de acesso à Casa constituem informações de caráter pessoal e, portanto, estariam protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Enquanto isso, no Poder Executivo, diversas decisões da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Comissão Mista de Reavaliação de Informações (CMRI) têm reiterado que os dados sobre a entrada de pessoas em prédios públicos não estão protegidos pela LGPD e devem ser fornecidos.

“Os dados sobre o acesso de pessoas às dependências do Senado Federal consistem em informações de caráter pessoal, haja vista se referirem a pessoa natural identificada”, disse a Casa em resposta ao pedido via Lei de Acesso.

“Pela LGPD, o detentor do dado somente pode dispor dele em função de finalidades específicas, entre as quais não se enquadra a da presente solicitação, motivo pelo qual ela não poderá ser atendida”, completou a resposta.

Quem é a ABCB na “Farra do INSS”

A ABCB é uma das entidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano. A entidade mantinha um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS, o que lhe permitiu receber milhões de reais em descontos de aposentados.

Em auditoria realizada pela CGU, a ABCB não enviou “qualquer documentação” que comprovasse ter a autorização dos aposentados para realizar os descontos. O órgão solicitou os documentos referentes a uma amostra aleatória de 40 associados, mas a entidade não apresentou nenhum.

Além disso, a ABCB filiou 100.624 novos aposentados em apenas um mês — março de 2024. Para a CGU, o número é indício de que as filiações podem ter sido fraudulentas.

A coluna não conseguiu contato com os representantes da ABCB. O espaço segue aberto para manifestações.

Andreza Matais – Metrópoles

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