Foi aberta no CNJ mês passado uma investigação contra um juiz de Tocantins pra lá de curioso – e com cheiro de escândalo também. Ao analisar uma ação de dissolução de sociedade de uma mineradora, o juiz aceitou a avaliação feita por um dos peritos de que as jazidas da empresa valiam 373 milhões de reais.
O que chama atenção é que a filha desse perito registrou em cartório que o pai havia recebido uma oferta para embolsar 5 milhões de reais para fraudar o laudo. A lógica é a seguinte: quanto maior o valor das jazidas na avaliação, mais um dos sócios que estava deixando a empresa terá a receber.
O perito jura que não recebeu nada por fora para fazer a sua avaliação. Também não disse quem fez a indecorosa proposta – se efetivamente a parte que está deixando a sociedade. A divisão dos bens só não foi efetuada porque o juiz tocantinense aguarda o julgamento de uns recursos no TJ goiano.
A propósito, a filha realizou uma avaliação própria, orçando as jazidas em 2,6 milhões de reais.
Por Lauro Jardim
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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