Homenagens de Flávio Bolsonaro a militares suspeitos de integrar milícia ocorreram entre 2003 e 2005: “sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras. Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos”

O senador eleito Flávio Bolsonaro, no fim da manhã desta terça-feira(22), em nota à imprensa, rebateu os questionamentos de homenagens prestadas a militares, em que em três das oportunidades estão suspeitos de envolvimento em milícia.

“Quanto a homenagens prestadas a militares, sempre atuei na defesa de agentes de segurança pública e já concedi centenas de outras homenagens. Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos.”

As homenagens destacadas na imprensa ocorreram nos anos de 2003,2004 e 2005. O trecho de matéria de O Globo, “Homenagens na Alerj “, de fato, comprovam:

Em outubro de 2003, Flávio apresentou uma moção de louvor ao PM. Na homenagem, afirmou que Adriano atuava com “brilhantismo e galhardia”. Segundo a homenagem, o ex-PM prestava “serviços à sociedade desempenhando com absoluta presteza e excepcional comportamento nas suas atividades”. Ainda elogiou Adriano, àquela altura 1º tenente e comandante da guarnição de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 16º BPM (Olaria): “Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão”, disse Flávio Bolsonaro.

Em julho de 2005, Flávio concedeu uma nova homenagem ao policial. Desta vez concedeu a ele a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do parlamento fluminense. O então deputado estadual destacou o currículo de Adriano, citando diversos cursos que ele realizou na Polícia Militar, assim como sua participação em uma operação no Morro da Coroa, em 2001, que resultou na prisão de 12 suspeitos e na apreensão de quatro fuzis e outras três armas de fogo, uma granada e grande quantidade de munições.

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Também alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira, o major Ronald Paulo Alves Pereira, apontado como integrante do Escritório do Crime, também mereceu uma moção de louvor de Flávio Bolsonaro em março de 2004. Na justificativa da homenagem, o deputado estadual citou a participação de Ronald em uma operação no Complexo da Maré, que terminou com um saldo de três mortos, além da apreensão de dois fuzis e uma granada.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Joaquim disse:

    Sei não, mas percebo q desta vez se chegará aos mandantes das mortes de Marielle e Anderson.

  2. Waldemir disse:

    Em 2003 a 2005 quantas comendas o Lula ganhou nessa época kkkk chora petista o Lula tá preso babaca kkk

  3. Véio de Rui disse:

    Quantas homenagens, quantas placas recebeu o senhor João de Deus e taí o que ele fazia, nem por isso os autores das homenagens devem ser condenados juntos com ele, essa é minha opinião.

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