Saúde

FOTOS: A visita que virou tragédia em família por causa do coronavírus: ‘perdi meu marido e meu pai em dois dias’

Uma visita dos pais de Márcia se tornou uma tragédia, após idoso e marido dela morrerem em decorrência da Covid–19 — Foto: Arquivo pessoal/BBC

Uma visita dos pais, em 12 de março, representou o início da fase mais difícil da vida da enfermeira Márcia Cristina dos Santos, de 50 anos.

Os aposentados Adalgiza Gonçalves, de 80 anos, e Benedito dos Santos, 84, deixaram o pequeno município de Uraí (PA), onde moravam, e seguiram a Brasília para visitar a filha e o genro. A viagem havia sido marcada meses atrás. O plano inicial era que eles passassem algumas semanas na casa da filha na capital federal.

Márcia acompanhava sem muita preocupação as notícias sobre o novo coronavírus. Na data em que os pais dela chegaram, em todo o Brasil havia 77 casos confirmados pelo Ministério da Saúde, sendo apenas dois deles no Distrito Federal. Não havia nenhum registro de morte no país. Na época, não havia orientações de autoridades sobre isolamento social ou para que as pessoas evitassem viagens com destinos nacionais.

“Até então, o vírus parecia uma situação distante. Pensava que fosse algo que logo passaria”, revela Márcia.

Após os primeiros registros, o Brasil enfrentou um crescimento exponencial de casos de Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus. Até a quarta-feira (22/04), havia mais de 45,7 mil registros e 2,9 mil mortes.

“Não acreditava que fosse chegar ao nível em que as coisas chegaram. Não estava acompanhando muito as notícias no começo, por isso não tinha a dimensão do problema”, diz Márcia, que há um ano deixou a profissão de enfermeira para abrir um ateliê de costura.

Márcia e o sargento José Romildo Pereira estavam juntos havia uma década e tinham muitos planos para o futuro — Foto: Arquivo pessoal/BBC

O marido dela, o sargento da Polícia Militar José Romildo Pereira, era mais preocupado com o novo coronavírus. Por trabalhar nas ruas, ele temia levar o vírus para casa. Desde os primeiros registros no país, ele passou a adotar medidas como a higienização constante das mãos e não tinha contato com a esposa antes de tomar banho, após retornar do serviço.

A família tinha diversos planos para os próximos meses. Márcia e José, que estavam juntos havia 10 anos, desfrutavam da casa que haviam construído recentemente. Em abril, o policial entraria de férias. Até junho, ele deveria se aposentar, após 30 anos de trabalho na PM.

Os planos, porém, foram tomados pelo novo coronavírus. No início de abril, Márcia perdeu o marido e o pai. Ela não conseguiu se despedir ou acompanhar o breve enterro deles, pois também foi diagnosticada com a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

“Está sendo muito difícil. Ainda estou anestesiada, porque não parece verdade. A minha ficha ainda não caiu. Tudo isso aconteceu tão de repente”, diz à BBC News Brasil.

Os primeiros sintomas

Quatro dias após chegar a Brasília, Benedito apresentou dificuldades neurológicas — sintomas atribuídos ao novo coronavírus. “O meu pai começou a perder noção de dia e hora. Ele nunca tinha passado por isso. Eu e minha mãe estranhamos”, detalha. Com o passar dos dias, a situação se agravou. “Ele ficou muito diferente. Sempre foi uma pessoa ativa, mas estava muito cansado e esquecido. Depois, começou a ter febre”, relata Márcia.

No mesmo período, José também apresentou problemas de saúde. “Ele teve febre e ficou muito cansado”, diz a viúva. O policial era diabético e tinha problemas pulmonares, em decorrência de complicações de saúde de anos atrás.

Os parentes acreditaram que os dois pudessem estar com uma gripe forte. Os dias passaram e os sintomas pioraram. Em 22 de março, Márcia levou o marido ao hospital. “Ele foi diagnosticado com uma gripe alérgica”, relata. Desde os primeiros sintomas, o sargento se afastou do trabalho.

Adalgiza e Benedito moravam no interior do Paraná e foram a Brasília para visitar a filha — Foto: Arquivo pessoal/BBC

O casal retornou para casa. No período, o crescimento exponencial de casos de Covid-19 no Brasil começou a chamar a atenção de Márcia e eles passaram a usar máscaras. Ela já considerava o coronavírus como uma ameaça real.

O sargento continuou com febre alta, mesmo tomando os medicamentos recomendados após o atendimento médico.

“No dia 26 de março, ele começou a ter sintomas piores, como dificuldades para respirar, dores nos pulmões e uma tosse muito seca. Levei ele ao pronto-socorro e a saturação de oxigênio dele estava muito baixa”, relata.

José foi internado com urgência e encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os exames apontaram indícios de pneumonia, com características semelhantes às da Covid-19.

Após deixar o marido no hospital, Márcia voltou para casa e soube que os problemas de saúde do pai haviam piorado. “Chamamos uma ambulância e o acompanhei até o Hospital da Asa Norte (HRan), em Brasília. Estive com ele durante toda aquela madrugada”, comenta. Ele também foi considerado um paciente suspeito de Covid-19, em razão dos problemas respiratórios e da tomografia apontar comprometimento nos pulmões.

Márcia confessa que chorou copiosamente ao chegar em casa, após ver o marido e o pai no hospital.

No dia 27 de março, ela não saiu mais de casa. Após ter sintomas como cansaço, tosse e falta de ar, ela procurou atendimento e os médicos também a consideraram como um caso suspeito de Covid-19. Em razão disso, teve de ficar em isolamento.

Em sua própria casa, ela se trancou em sua suíte para evitar contato com a mãe. “Precisava proteger a minha mãe, porque ela é hipertensa e poderia até mesmo morrer se pegasse o vírus”, diz. A idosa foi a única entre os quatro que não apresentou sintomas de Covid-19. “A minha mãe nunca foi de dar muitos abraços ou beijos, então acho que isso evitou que ela pegasse o vírus”, diz.

Os resultados dos exames de Márcia, José e Benedito deram positivo para Covid-19. “Não sabemos quem pegou primeiro e passou para os outros. Pode ter sido o meu pai, durante a viagem; meu marido, durante o trabalho, ou até mesmo eu em algum momento que saí de casa. É difícil saber”, diz Márcia.

As mortes do pai e do marido

Dentro da suíte que dividia com o marido, Márcia viveu dias angustiantes à espera de respostas sobre a saúde dos entes queridos.

Em 2 de abril, ela se assustou ao receber mensagens de condolências nas redes sociais. “Estranhei, mas depois fiquei sabendo pela televisão: confirmaram o óbito do sargento que estava internado no hospital. Era o meu marido. Primeiro contaram para a imprensa”, lamenta. No período em que esteve internado, o sargento teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, parada cardiorrespiratória e falência múltipla dos órgãos.

Ela confessa ter ficado anestesiada ao saber da morte do marido e permaneceu em silêncio. “Não podia chorar na frente da minha mãe. Eu não queria que ela soubesse sozinha, porque eu não poderia ampará-la naquele momento”, diz. Márcia foi ao banheiro, abriu o chuveiro e chorou copiosamente a perda do marido.

“Chorei baixinho. Foi muito difícil conter a dor”, diz.

Dois dias depois, outra notícia triste: o pai dela teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. “De novo fui para o chuveiro e comecei a chorar. Naquele momento, eu tive certeza de que a próxima seria eu.”

Apesar de sentir dores pelo corpo, falta de ar e febre, ela não quis ser internada. “Não queria deixar a minha mãe sozinha”, diz. Os três irmãos de Márcia moram no Paraná.

José e Benedito foram enterrados nos dias seguintes às suas mortes. Os procedimentos fúnebres foram breves. Eles estavam em caixões lacrados, conforme determina a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um dos filhos de Márcia — ela possui três, todos do primeiro casamento — e outros familiares ajudaram a organizar os enterros.

“Não consegui acompanhar nada. Estava em meu quarto, reclusa”, lamenta Márcia. Na suíte de casa, ela alternava entre momentos de incredulidade e outros de choro silencioso.

Após 15 dias em isolamento, Márcia foi considerada recuperada. Já sem sintomas, ela saiu da suíte em 13 de abril. “A primeira coisa que fiz foi contar para a minha mãe. Ela ficou tão incrédula quanto eu. Estamos muito tristes com tudo isso. Mas parece que a ficha ainda não caiu. Uma não gosta de chorar na frente da outra”, diz Márcia.

Quando a situação da pandemia acalmar, ela pretende levar a mãe de volta para o Paraná. “Farei isso daqui a alguns meses. Por enquanto, ela vai passar o isolamento comigo”, diz. “Uma está cuidando da outra. É como se estivéssemos adiando o luto, para sofrermos lá na frente, quando estivermos sozinhas. Foi a forma que encontramos para lidar com isso”, comenta.

Evangélica, ela afirma que se apegou à fé para enfrentar as perdas. “Independente da religião, acredito que a fé é muito importante em momentos assim”, pontua.

O mais difícil para Márcia, desde as mortes de José e Benedito, tem sido lidar com a saudade. “O meu marido foi um homem incrível. Éramos muito felizes. A gente planejava começar a viajar muito, após a aposentadoria dele. A nossa vida era muito boa”, lamenta. “O meu pai também foi um homem incrível. Ele fazia tudo pelos filhos e me ensinou muitas coisas”, diz.

Após as perdas, ela pede que as pessoas se conscientizem sobre os cuidados referentes ao novo coronavírus.

“É muito mais sério do que eu pensava. As pessoas precisam usar máscaras e higienizar as mãos. Você nunca sabe o que vai acontecer em seu organismo quando pega o vírus. É importante se cuidar, não só por você, mas também pelos outros”, diz Márcia.

G1, com BBC

Opinião dos leitores

  1. Muito triste. Revolta é certas pessoas zombarem dessa doença e menosprezar a vida em detrimento de dinheiro. Tdos nos pagaremos muito caro pelo fim do isolamento agora, antes de atingirmos o pico da doença.

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[VÍDEO] “Um presidente que não sabe o que acontece na antessala dele é mentiroso, senil ou esclerosado”, diz Luchsinger

A lobista Roberta Luchsinger afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que Lula (PT) sabe que ela é a melhor amiga de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ela, se o presidente não se lembra disso, pode estar “esclerosado”. Ela também usou o termo para se referir ao fato de Lula não saber o que acontece na antessala dele.

“Eu acho que um presidente da República que não sabe o que está acontecendo na antessala dele, ou ele é um mentiroso ao dizer que não sabe, ou ele está senil, esclerosado, afirmou Roberta.

Luchsinger também fez referência a uma entrevista de Lula à TV Globo, na quinta-feira (15), quando o presidente afirmou não saber que o Bolsa Família havia passado três anos sem reajuste.

“Acho que o presidente pode estar esclerosado e não se lembra. É normal. Está com 80 anos. Pode estar com alguma senilidade e não lembra. Ele não lembrava nem do Bolsa Família”, disse.

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[VÍDEO] Luchsinger diz que Lula precisa perguntar a Lulinha com o que ele trabalha

A empresária Roberta Luchsinger afirmou neste sábado (17), em entrevista à CNN Brasil, que o presidente Lula (PT) deveria conversar com o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para saber com o que ele trabalha.

“Acho que o presidente tem que conversar melhor com o filho dele. Acho que o presidente tira muita conclusão da vida alheia, mas da vida dele, do entorno dele, ele resguarda, ele protege”, prosseguiu.

A empresária também comparou a situação dela com a de Lulinha e argumentou ter precisado fazer “inúmeros” pedidos ao STF (Supremo Tribunal Federal) para prestar depoimento à PF (Polícia Federal), porque ela não tem “pai presidente”.

Roberta é investigada no inquérito que apura sua relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e com o filho do petista.

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[VÍDEO] Flávio diz que ‘o Brasil precisa saber a verdade’ e tem ‘algumas perguntinhas’ para Lula sobre Roberta Luchsinger no debate neste domingo (18)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro compartilhou trechos da entrevista bombástica da lobista Roberta Luchsinger à CNN na noite de sábado (17) com acusações contra o presidente Lula.

Flávio disse que “o Brasil precisa saber a verdade sobre o atual presidente” e que tem “algumas perguntinhas para fazer a ele no debate”.

Lula e Flávio participam do debate na Band neste domingo (18), a partir das 20h. Será a primeira participação dos dois em um debate durante a campanha.

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[ÁUDIO] Vorcaro tinha ‘apoio do presidente’ e ‘do PT’ para venda do Banco Master ao BRB, diz advogado em mensagem encontrada no celular do banqueiro

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que o advogado Walfrido Warde afirmava que o banqueiro contava com apoio do presidente Lula (PT) e de integrantes do partido para tentar salvar a instituição.

A Revista Veja divulgou neste domingo (18) um áudio de Walfrido enviado em março de 2025, após o anúncio da venda de 58% do Master ao Banco de Brasília (BRB), ele diz que a Globo tentava enfraquecer o apoio político de Vorcaro dentro do PT.

As conversas também mostram tentativas de aproximação entre o banqueiro e Lula. O presidente é citado em pelo menos 20 mensagens enviadas pelo advogado entre abril de 2023 e julho de 2025.

Reportagem da Revista Veja diz que Vorcaro orientou que eventual apoio de Lula fosse articulado por meio de Edinho Silva, presidente do PT, para evitar expor o presidente. A operação dependia da aprovação do Banco Central, que acabou liquidando o Master em novembro de 2025.

Com informações de Revista Veja

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Caso Master, tarifaço dos EUA e fim da escala 6×1 devem dominar confronto entre Lula e Flávio na Band


Fotos: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

A reta final da corrida pelo Palácio do Planalto ganha contornos de máxima tensão neste domingo (18). Pela primeira vez na campanha de 2026, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) medem forças diretamente no estúdio da Band, em um confronto que acaba com o jejum de ausências em debates.

Sob a condução dos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, os candidatos terão a oportunidade de testar propostas e estratégias em tempo real. A pauta política promete focar nas frentes investigativas de ambos os lados: Flávio usará a apuração sobre o filho do presidente, Lulinha, no setor de canabidiol para fustigar o adversário, enquanto Lula deve contra-atacar articulando questionamentos em torno do Caso Master e os desdobramentos sobre o banqueiro Daniel Vorcaro.

No plano socioeconômico, a recente aprovação do fim da escala 6×1 desponta como a principal cartada petista para dialogar com os trabalhadores e remodelar a disputa na última semana de campanha. Do outro lado, o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, sob justificativa de supostas desvantagens comerciais causadas pela adesão massiva ao Pix, coloca em pauta a capacidade de resposta da diplomacia e da economia brasileira.

O embate de duas horas será o principal termômetro para medir o poder de reação e a retenção de votos dos dois finalistas antes que o eleitorado vá às urnas no próximo domingo (25).

Com informações do Metrópoles

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A uma semana do 2º turno, pesquisas mostram cenário inverso a 2022 com Flávio numericamente à frente de Lula


Foto 1: Ricardo Stuckert/Campanha | Foto 2: Charles Vieira/Campanha

A uma semana da votação decisiva do segundo turno, os principais institutos de pesquisa do país apontam um cenário de empate técnico na disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com o candidato da oposição numericamente à frente em todos os levantamentos. O quadro atual marca uma inversão em relação à eleição de 2022, quando o petista liderava as intenções de voto contra o então presidente Jair Bolsonaro na reta final.

Datafolha

No levantamento do Datafolha divulgado nesta quinta-feira (15), Flávio marca 47% contra 45% de Lula. Brancos e nulos somam 6%, enquanto os indecisos são 2%. Considerando apenas os votos válidos (que descartam brancos e nulos), o senador soma 51% e o atual presidente tem 49%.

Em momento equivalente de 2022 (pesquisa de 20 de outubro), o cenário era oposto: Lula registrava 49% e Jair Bolsonaro, 45% (52% a 48% em votos válidos). A margem de erro de ambos os estudos é de dois pontos percentuais.

Quaest

A pesquisa Quaest publicada na quarta-feira (14) também retrata a estabilidade do empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos: Flávio aparece com 46% e Lula com 44%. O grupo de indecisos é de 1% e o de brancos/nulos atinge 9%. A sondagem não calculou projeção de votos válidos.

Na reta final do pleito de 2022 (19 de outubro), a Quaest trazia Lula com 47% contra 42% de Jair Bolsonaro — o que representava uma vantagem de 53% contra 47% em votos válidos para o candidato petista.

CNT/MDA

Divulgada nesta sexta-feira (16/10), a pesquisa CNT/MDA reforçou o equilíbrio apertado: Flávio pontua 46,8% frente aos 45,9% de Lula. Brancos e nulos somam 4,9%, e indecisos chegam a 2,4%. Nos votos válidos, a vantagem numérica de Flávio é de 50,5% contra 49,5% do atual presidente.

A um trecho idêntico da votação em 2022, o instituto indicava vitória mais folgada para Lula na pesquisa intencional (48,1% contra 41,8%) e nos votos válidos (53,5% a 46,5%).

Histórico de 2022 x Desafio Atual

Embora as pesquisas de 2022 indicassem margens de até seis pontos a favor de Lula na reta final, a apuração real das urnas resultou na disputa mais apertada da história recente do país: o petista obteve 50,90% (60.345.999 votos) contra 49,10% de Jair Bolsonaro (58.206.354 votos) , uma diferença final de apenas 1,8 ponto percentual. O patamar de largada deste ano projeta um desfecho ainda mais concorrido entre as duas forças políticas.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Papa Leão XIV reaparece na janela do Vaticano e reza Angelus no Vaticano um dia após cirurgia no pulmão


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

Em seu primeiro compromisso público após passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor no pulmão, o papa Leão XIV conduziu a tradicional oração do Angelus neste domingo (18). Aparecendo da janela de seu apartamento no Vaticano para os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o pontífice demonstrou firmeza, sorriu e confirmou que retomará gradualmente suas atividades.

“Desejo agradecer a todos aqueles que rezaram por mim nestes últimos dias. Senti de verdade o apoio de vocês. Esta experiência me fez sentir de maneira especial a proximidade com todos aqueles que enfrentam uma doença e uma condição de enfermidade. Livre desta fase delicada, como vocês sabem, agora retomarei gradualmente minhas atividades, sempre com a ajuda de Deus e as orações de vocês”, declarou o pontífice.

Aos 71 anos, Leão XIV teve alta no sábado (17) após permanecer hospitalizado por cinco dias no Hospital Gemelli, em Roma. A intervenção cirúrgica ocorreu na terça-feira (13) para tratar um adenocarcinoma pulmonar, resultando na remoção do lobo inferior do pulmão direito por meio de técnica videoassistida. O procedimento foi bem-sucedido e sem complicações.

A rotina diplomática do pontífice foi mantida mesmo durante o período hospitalar. Na sexta-feira (16), Leão XIV conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, solicitando a suspensão dos ataques em zonas de conflito na Ucrânia para viabilizar a entrada de ajuda humanitária e a evacuação segura de civis.

Com informações do Metrópoles

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PAULISTA X PERIFERIA: Flávio faz ato no centro de SP enquanto PT foca nas bases periféricas

Foto: Ricardo Stuckert/PT/Divulgação e Rebeca Ligabue/Metrópoles

No último domingo que antecede o segundo turno das eleições presidenciais, apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizam agendas de mobilização com estratégias opostas em São Paulo. A direita concentra suas forças em um grande ato unificado na Avenida Paulista, enquanto a militância de esquerda espalha ações descentralizadas pelos bairros da periferia da capital.

O comício liderado por Flávio Bolsonaro ocorre nas proximidades do Masp a partir das 11h, com concentração iniciada às 9h. Denominada “Bloco do 22”, a manifestação conta com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Segundo dados enviados pelo PL à prefeitura, a expectativa de público é de 20 mil pessoas, em uma demonstração de força vista como resposta ao ato pró-Lula do último dia 11.

Em contrapartida, a campanha petista optou por cancelar o ato unificado que estava previsto para a região central e redirecionar a militância para as periferias. A partir das 15h, ocorrem mobilizações no Grajaú (Zona Sul), na Cachoeirinha (Zona Norte) e em Itaquera (Zona Leste), além de uma concentração de torcedores corinthianos às 17h no Largo da Banana (Barra Funda). De acordo com Kiko Celeguim, presidente estadual do PT, a orientação do partido foi priorizar ações comunitárias nas regiões periféricas e em cidades da Grande SP e do interior.

Lula não participa dos atos de rua neste domingo devido ao compromisso com o debate presencial na TV Bandeirantes, marcado para as 20h, enquanto seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), cumpre agenda em Poços de Caldas (MG). A campanha do PT prevê encerrar as mobilizações de rua no próximo sábado (24), com uma nova convocação na Avenida Paulista às vésperas da votação.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] MENTIROSO: “Ele mente em coisa pequena, ele mente em coisa grande, ele mente o tempo inteiro”, diz lobista sobre Lula


Vídeo: Reprodução/Redes Sociais

A lobista Roberta Luchsinger, que no passado figurou entre as apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adotou um tom de duro confronto contra o chefe do Executivo. Em entrevista a CNN na noite deste sábado (14), Luchsinger acusou o presidente de falta com a verdade em suas manifestações públicas e privadas.

“Mente sobre coisas grandes, mente sobre coisas pequenas. Mente sobre tudo”, declarou Luchsinger. O posicionamento marca uma virada no discurso de Roberta, cuja proximidade anterior com o grupo político do governo amplifica o impacto das declarações no cenário político de Brasília.

A mudança de atitude da lobista intensifica as cobranças por esclarecimentos sobre as tratativas e denúncias mencionadas por ela.

Opinião dos leitores

  1. Lule é um mentiroso contumaz, e os jegues murcham as orelhas e ficam zurrando. Só o amor explica.

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Oposição se mobiliza e exige proteção imediata para lobista após denúncias contra governo Lula


Foto: Reprodução/CNN Brasil

Após as declarações de Roberta Luchsinger à CNN Brasil, a oposição ao governo iniciou uma forte ofensiva institucional e nas redes sociais. Em publicação no X, parlamentares relataram ter acompanhado a transmissão ao lado de lideranças como o deputado Luciano Zucco (PL-RS) e o senador eleito Sanderson (PL-RS), defendendo a entrada imediata da empresária no programa de proteção a testemunhas.


O líder da oposição na Câmara, deputado federal Gilberto Silva (PL-PB), informou ter protocolado pedidos formais em diversas instâncias para garantir a “proteção de vida à delatora de Lula”. Silva afirmou que a oposição não aguardará uma decisão do governo sobre o tema e confirmou o envio de ofícios à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), à Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

A estratégia da oposição inclui ainda um Requerimento de Informação e a convocação do ministro da Justiça para prestar esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública, além de pedidos de audiência nas Comissões de Direitos Humanos e da Mulher. “Se o Estado não proteger, levamos à Comissão Interamericana. Ninguém vai calar uma testemunha neste País”, declarou o parlamentar.

Paralelamente, a repercussão ganhou tração nas redes digitais. O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, divulgou trechos da entrevista no Instagram e mobilizou apoiadores no X ao impulsionar a hashtag “Fala tudo Roberta”, que figurou entre os assuntos mais comentados do dia na plataforma.

Com informações da Jovem Pan News

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