A fuga dos presos de Alcaçuz na madrugada desta sexta-feira (20) só evidencia a fragilidade do sistema prisional do nosso estado.
Menos de 10 horas depois da evasão, uma disputa política já se desenha.
A Sejuc, através de o seu novo titular Fábio Hollanda, empossado a menos de uma semana, sugere que a culpa é dos agentes penitenciários, que não estavam no pavilhão de segurança máxima no momento da escapada.
A administração de Alcaçuz, pela imprensa, diz que o problema é a falta de estrutura; que não têm funcionários suficientes para dar conta do monitoramento de todos os pavilhões e repassa a responsabilidade, indiretamente, para o Estado.
No meio desse jogo de “passa-passa”, ainda existem mais de 1000 aprovados em concursos, tanto para agentes penitenciários quanto para PM, que esperam a convocação e que a cada fuga reforçam a certeza que o Estado precisa desses postos.
E o principal prejudicado dessa situação, somos nós, os cidadãos, que contribuímos, mas não usufruímos de uma polícia preparada ou de cadeias eficientes, que se não resocializam, que pelo menos os mantenham os presos efetivamente longe da sociedade a qual eles oferecem perigo.
Mas, como se diz no popular, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

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