Segurança

Google, Microsoft, Yahoo! e Facebook se unem para enfrentar a NSA na justiça

27955.43078-NSAFacebook e Yahoo! se uniram ao Google e a Microsoft para enfrentar o governo dos Estados Unidos no Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA) do país. Eles querem que as solicitações de dados que receberam da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) sejam divulgadas publicamente.

Microsoft e Google acionaram o FISA em agosto, mas o processo foi adiado a pedido do governo norte-americano para que exista tempo para negociar. Na última segunda-feira (09), o Google atualizou seu pedido, solicitando que a empresa tenha “permissão para publicar estatísticas detalhadas sobre os tipos de solicitações de segurança nacional que recebemos sob a Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira, incluindo a seção 702”.

A seção 702, chamada “FISA Amendment Act”, de 2008, é a suposta base legal para todo o esquema de espionagem online do governo. Basicamente, a seção 702 concede ao governo novos poderes para controlar as comunicações de pessoas que se supõe que sejam estrangeiras e vivam fora dos Estados Unidos.

“Dadas as importantes questões políticas públicas que estão em jogo, também pedimos ao tribunal para manter sua audiência aberta ao invés de ter as portas fechadas. É hora de mais transparência”, escreveu Richard Salgado, o diretor de segurança da informação do Google, e Pablo Chavez, diretor de políticas públicas e assuntos governamentais do Google, em um post no blog da companhia.

A postura da gigante da web é que “os níveis de segredo que se acumularam em torno de pedidos de segurança nacional minaram as liberdades fundamentais que estão no centro de uma sociedade democrática”. A Microsoft também alterou a sua petição na última segunda-feira, uma vez que se comprometeu a trabalhar em parceria com o Google em sua tentativa de conseguir permissão para divulgar os dados solicitados pela NSA.
Gigantes unidos pela transparência

Enquanto isso, a batalha pela transparência ganhou novos aliados: Facebook e Yahoo!, que também decidiram apresentar suas reivindicações ao Tribunal FISA. Colin Stretch, vice-presidente e conselheiro geral do Facebook, disse que o governo dos Estados Unidos não tem feito o suficiente para “tratar adequadamente” as preocupações do público em relação a segurança de suas informações e das empresas de internet que lidam com elas.

“Nós acreditamos que existem mais informações que o público merece saber, e que ajudaria a promover um debate informado sobre se os programas de segurança do governo equilibram adequadamente os interesses de privacidade enquanto tenta manter a segurança pública”, disse o executivo.

Em sua petição, o Facebook pediu para publicar o número total de pedidos que recebe relacionados com pesquisas físicas, registros comerciais e ordens de escuta, bem como o número total de usuários que tiveram suas mensagens e outros conteúdos pessoais liberados para a NSA.

Já o Yahoo! entrou com uma petição similar a do Google, onde a empresa diz que está impossibilitada de se empenhar plenamente no debate sobre o “uso correto dos poderes do governo”, pois ele impôs uma restrição à liberdade de expressão da empresa.

“Acreditamos que a importante responsabilidade do governo dos Estados Unidos de proteger a segurança pública pode ser realizada sem proibir as empresas de internet de compartilhar o número de solicitações referentes a segurança nacional que recebem”, disse Ron Bell, conselheiro geral do Yahoo! ao britânico The Guardian.

As quatro empresas citadas tiveram seus nomes envolvidos no escândalo do vazamento dos documentos de Edward Snowden, já que elas supostamente deixavam a NSA acessar os dados de seus clientes. Agora, os gigantes da internet lutam para corrigir o que dizem se tratar de falsas alegações.

Canal Tech

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

BATEU O PÉ: Campanha de Cadu desafia MPE e diz que não abrirá mão de associar nome do candidato do presidente Lula

Foto: Reprodução

Após o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedir ao TRE-RN que impeça o candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier de utilizar “Cadu de Lula” como nome de urna, a campanha reagiu e afirmou que não pretende abrir mão da associação com o presidente Lula.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (13), a assessoria do candidato disse que o nome “não nasceu em um escritório ou em uma petição”, mas “nas ruas, no abraço da militância e no sentimento do povo do Rio Grande do Norte”.

O MPE argumenta que o nome escolhido pode provocar confusão no eleitor e sugerir um parentesco inexistente com o presidente Lula. A campanha informou que apresentará sua defesa jurídica no momento adequado e reforçou que seguirá “ao lado de Lula e da militância”.

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Cadu Xavier:

O nome “Cadu de Lula” não nasceu em um escritório ou em uma petição: nasceu nas ruas, no abraço da militância e no sentimento do povo do Rio Grande do Norte que, há quase um ano, já nos chama assim.

Quem colocou o “de Lula” ao lado do Cadu foi o eleitor. Cadu é de Lula pelo projeto que defende, pelas bandeiras que carrega e pela história de transformação que une o Time que Cuida do povo, sempre como prioridade. Trata-se de vínculo de coração, de pertencimento.

A nossa defesa jurídica apresentará todos os argumentos técnicos no momento e fórum adequados. Mas a nossa maior defesa já tem sido feita: pelo povo e pelo próprio presidente Lula.

Seguimos firmes, ao lado de Lula e da nossa militância.

Coordenação de Comunicação e Marketing da Campanha de Cadu de Lula

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

GRAVE: Samanda compartilha vídeo de IA com fake news contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Samanda Alves (@samanda)

Imagem: Reprodução/Instagram

A candidata do PT ao Senado, Samanda Alves, compartilhou nas redes sociais um vídeo feito com inteligência artificial (IA) associando o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido para ser vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à acusação de crime sexual contra menores. O vídeo já teria ultrapassado 60 mil curtidas.

Alfredo Gaspar, no entanto, não é investigado oficialmente. O pedido de abertura da investigação foi feito pela Polícia Federal com base nas denúncias sem provas do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). O inquérito sequer chegou a ser aberto ainda.

Além da gravidade da acusação sem provas, a legislação eleitoral estabelece restrições ao uso de inteligência artificial e deepfakes para disseminar conteúdo falso sobre candidatos.

Com informações do Blog de Gustavo Negreiros

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

EUA acusam Brasil e outros 40 países de ajudar China a burlar tarifaço

Foto: Getty

Os Estados Unidos divulgaram nesta quinta-feira (13) um relatório acusando o Brasil e cerca de 40 países de ajudarem a China a burlar tarifas de importação americanas por meio de transbordo ilegal (transshipping, em inglês).

Intitulado “O Grande Esquema do Transbordo”, o documento classifica os países em diferentes níveis de ligação com Pequim.

O Brasil foi incluído no grupo de “Nível 2”, classificado como “Integração Econômica Significativa”, junto a países como Turquia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia.

Segundo o relatório, esses países combinam volumes significativos de transbordo ilegal com integração a cadeias de oferta da China, plataformas de manufatura, sistemas logísticos e canais regionais de redirecionamento dos mercadorias.

Neste sentido, Brasília e Ancara atuam como “importantes plataformas regionais de produção e logística” ao também “simular a transformação” de produtos em diversas categorias para alterar sua origem declarada, acusa o relatório.

O Brasil é mencionado como parte dos “Corredores Latino-Americanos” para redirecionamento de produtos nos Oceanos Pacífico e Atlântico, armazenamento em entrepostos aduaneiros e montagem regional de componentes.

 

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Câmara Municipal de Parnamirim gasta quase R$ 1 milhão com combustível e locação de veículos em 2025

Foto: Divulgação/CMP

Um levantamento detalhado feito pelo Blog do BG a partir do Relatório de Gestão e Avaliação do Controle Interno da Câmara Municipal de Parnamirim (RN), referente ao ano de 2025, mostra os custos operacionais da frota de veículos do legislativo municipal.

No total, o consumo de combustível alcançou R$ 330.331,61. Quando somado às despesas com a locação dos veículos terceirizados, que totalizaram R$ 643.041,61, o custo total para manter a frota em circulação atingiu quase cerca de R$ 973 mil.

Setor Administrativo da Câmara tem o maior volume de gastos com combustível

A maior despesa registrada no relatório é do Setor Administrativo, que acumulou R$ 34.356,22 gastos em combustível ao longo do ano de 2025. O valor é referente a uma frota de 16 veículos que dão suporte aos diversos setores da Câmara Municipal, mas o relatório não detalha os setores específicos que utilizam a frota.

O Blog do BG tentou contato com assessoria da Câmara Municipal para esclarecer essas dúvidas, mas não conseguiu. O espaço segue aberto para qualquer esclarecimento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

REPACTUAÇÃO: Governador de Minas vê impasse e diz que Lula age como agiota

Imagem: Reprodução/Youtube

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, defendeu o rigor fiscal absoluto e criticou a postura do governo Lula na repactuação da dívida mineira.

A declaração do governador insere-se no impasse em torno da dívida de Minas Gerais com a União, estimada em mais de R$ 160 bilhões.

Com informações de O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

TROTE? Polícia investiga ameaça de massacre em escola de Maxaranguape (RN) e identifica autor

Foto: Reprodução

Uma suposta ameaça de massacre em uma escola de Maxaranguape, no litoral norte do RN, está sendo investigada pela Polícia Civil. O boletim de ocorrência foi registrado na última segunda-feira (10) referente a uma publicação em uma rede social.

Após o registro, a Polícia Civil iniciou as investigações e identificou o autor da publicação. Os policiais realizaram o contato e identificaram que trata-se de um adolescente, de 14 anos. “Até o momento, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a publicação tenha se tratado de um trote. As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas pela equipe responsável”, apontou em nota.

Com informações do Portal da Tropical

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE manda restabelecer filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e determina que PF investigue filiação indevida ao Partido Missão

Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a correção imediata do registro de filiação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ao PL, anulando sua filiação ao Partido Missão.

A decisão atende a um pedido de urgência da campanha e também determina que a Polícia Federal investigue o caso.

Flávio apareceu filiado ao Missão, partido que já tem Renan Santos como candidato à Presidência. A mudança impedia o registro da candidatura do senador, cujo prazo termina neste sábado (15).

O Missão afirmou que foi alvo de um ataque e tentou alertar Flávio. Já o TSE informou que não houve invasão do sistema de filiação e que a alteração foi feita por alguém da legenda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ELEIÇÕES: Quase 800 candidatos mudam cor ou raça declarada ao TSE de 2022 para 2026

Foto: Marri Nogueira / Agência Senado

Ao menos 786 candidatos registrados para as eleições de 2026 mudaram a informação de cor ou raça em relação ao que constava na Justiça Eleitoral em 2022. O número representa 4,5% das 17.413 candidaturas registradas até quarta-feira (12), segundo dados do TSE analisados pelo g1.

A mudança mais comum foi de branca para parda, em 308 casos. Em outros 262, candidatos passaram de parda para branca. Juntas, as duas alterações representam 72,5% dos registros identificados.

Entre os 786 candidatos, 419 se declararam pardos em 2026, 275 brancos, 76 pretos, nove indígenas e sete amarelos. A maioria das alterações ocorreu entre candidatos a deputado estadual, federal ou distrital, que concentram 753 registros, ou 95,8% do total.

A mudança na autodeclaração, isoladamente, não indica irregularidade. Entre as possíveis explicações estão erros de preenchimento, mudanças na percepção individual sobre cor ou raça e, em alguns casos, eventual interesse em acessar recursos destinados a candidaturas negras.

Nas eleições de 2026, partidos devem destinar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário a candidatos pretos e pardos. Quando há divergência entre a autodeclaração atual e registros anteriores, o candidato e o partido podem ser chamados pela Justiça Eleitoral para confirmar a alteração.

Mudanças por partido

O Republicanos lidera em número absoluto de candidaturas com alteração, com 75 casos. Em seguida aparecem PL, com 70, MDB, com 62, e Podemos, com 60.

Republicanos: 75 mudanças
PL: 70
MDB: 62
Podemos: 60
PSD: 52
PT: 47
PSDB: 42
União Brasil: 42
PSB: 41
Novo: 37
PP: 35
PDT: 32
Avante: 32
PSOL: 32
Solidariedade: 19
Mobiliza: 18
PV: 18
PRD: 15
Agir: 14
Democrata: 12
DC: 8
PCdoB: 6
Rede: 6
Cidadania: 5
UP: 3
PSTU: 2
PCB: 1
Missão: 1

Os dados ainda são parciais. Partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado (15) para apresentar os pedidos de registro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

MPE pede que TRE-RN proíba “Cadu de Lula” como nome de urna

Foto: Reprodução/Facebook/Cadu Xavier

A tentativa de associar diretamente o nome de Lula à candidatura de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, pode não chegar às urnas. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) que impeça o petista de utilizar “Cadu de Lula” como nome de urna. A decisão caberá ao TRE-RN.

Motivo

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a expressão pode confundir o eleitor e sugerir um parentesco inexistente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer foi assinado nesta quinta-feira (13) pelo procurador Fernando Rocha de Andrade.

O MPE destacou que Cadu e seus pais não têm “Lula” no sobrenome e afirmou não ter encontrado registros anteriores que indiquem que o candidato seja conhecido publicamente por esse nome. A Procuradoria cita ainda a regra do TSE que permite apelidos e outras designações, desde que não provoquem dúvida sobre a identidade do candidato.

Caso Cadu não apresente outra opção, o Ministério Público sugere que seja adotado “Cadu Xavier”, nome pelo qual ele já é conhecido.

A expressão “Cadu de Lula” faz parte da estratégia de campanha do candidato para reforçar sua proximidade política com o presidente. Cadu utiliza o nome em redes sociais e materiais eleitorais, enquanto Lula declarou apoio à sua candidatura durante visita ao Rio Grande do Norte, em julho.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

MAIS UM: Oposição pede impeachment de Alexandre de Moraes após decisão que expôs fonte de jornalista

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O líder da oposição na Câmara, deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou na quarta-feira (12) um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A iniciativa veio após a decisão do ministro que autorizou uma operação da Polícia Federal contra Raimundo Soares Cutrim e Diogo Diniz Lima, apontados como pessoas que forneceram informações ao jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou reportagens investigativas sobre o ministro Flávio Dino.

Para a oposição, a decisão de Alexandre de Moraes representa uma violação ao sigilo da fonte jornalística, direito garantido pela Constituição Federal. O pedido de impeachment sustenta que a medida afronta o artigo 5º, inciso XIV, que protege o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.

O pedido será encaminhado ao Senado Federal, responsável por processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade. A abertura de um eventual processo, no entanto, depende de decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *