Diversos

Governo do Estado publica em Edição Extraordinária do Diário Oficial novo decreto para o enfrentamento da pandemia; confira

DECRETO Nº 30.458, DE 1º DE ABRIL DE 2021.

Estabelece medidas restritivas, de caráter excepcional e temporário, destinadas ao enfrentamento da pandemia da COVID-19, no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte.

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 64, V e VII, da Constituição Estadual,

Considerando o Decreto Estadual nº 30.347, de 30 de dezembro de 2020, que renovou o estado de calamidade pública, para os fins do art. 65 da Lei Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de 2000, em razão da grave crise de saúde pública decorrente da pandemia da COVID-19 (novo coronavírus), e suas repercussões nas finanças públicas do Estado do Rio Grande do Norte;

Considerando a necessidade de manutenção de medidas restritivas visando a diminuição das aglomerações e do fluxo de pessoas em espaços coletivos, uma vez que persiste a baixa proporção da população vacinada, muito distante ainda do mínimo necessário para haver uma influência na redução do números de novos casos;

Considerando a importância de um planejamento responsável nas ações de combate à pandemia, definindo parâmetros e protocolos de saúde que permitam resgatar a atividade econômica no Estado, fundamental para a preservação dos empregos e da renda da população, afetados pelas necessárias restrições de funcionamento;

Considerando que o valor pago a título de Auxílio Emergencial demonstra-se insuficiente à subsistência dos trabalhadores, agravado pela demora na instrumentalização do pagamento das novas parcelas, o que dificulta a persistência das medidas de isolamento social rígido;

Considerando a Carta Conjunta nº 001/2021-GP, apresentada pelas Federações e Entidades empresariais, representantes de empreendedores potiguares, integrado pela FIERN, FECOMÉRCIO/RN, FAERN, FETRONOR, SEBRAE, FACERN, FCDL, CDL Natal, ACRN, ACIM e ABRASEL, em que sugerem diversas medidas, dentre as quais a limitação e diferenciação dos horários de funcionamento dos diversos setores econômicos;

Considerando que o combate à pandemia e a adoção de medidas de prevenção são questões que devem ser enfrentadas por toda a sociedade, e que o esforço para a superação da crise é de responsabilidade conjunta de governos, de empresas e de cidadãos;

Considerando a necessidade de esforços conjuntos entre os diferentes Entes federativos para adoção de medidas de combate ao novo coronavírus, bem como a articulação de ações de fortalecimento do sistema de saúde,

D E C R E T A:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

Art. 1º Este Decreto estabelece medidas restritivas, de caráter excepcional e temporário, destinadas ao enfrentamento da pandemia de COVID-19, vigentes entre 05 e 16 de abril de 2021.

Art. 2º Ficam mantidas, até o dia 04 de abril de 2021, as medidas de isolamento social rígido previstas no Decreto Estadual nº 30.419, de 17 de março de 2021.

CAPÍTULO II

DO TOQUE DE RECOLHER

Art. 3º A partir do dia 05 de abril de 2021, fica restabelecido o “toque de recolher”, consistente na proibição de circulação de pessoas em todo o Estado do Rio Grande do Norte, como medida de diminuição do fluxo de pessoas em ruas e espaços públicos e consequente mitigação de aglomerações, nos seguintes termos:

I – aos domingos e feriados, em horário integral;

II – nos demais dias da semana, das 20h às 06h da manhã do dia seguinte.

§ 1º Não se aplicam as medidas de toque de recolher às seguintes atividades:

I – serviços públicos essenciais;

II – serviços relacionados à saúde, incluídos os serviços médicos, hospitalares, atividades de podologia, entre outros;

III – farmácias, drogarias e similares, bem como lojas de artigos médicos e ortopédicos;

IV – supermercados, mercados, padarias, feiras livres e demais estabelecimentos voltados ao abastecimento alimentar, vedada a consumação no local no período do toque de recolher;

V – atividades de segurança privada;

VI – serviços funerários;

VII – petshops, hospitais e clínicas veterinária;

VIII – serviços de imprensa e veiculação de informação jornalística;

IX – atividades de representação judicial e extrajudicial, bem como assessoria e consultoria jurídicas e contábeis e demais serviços de representação de classe;

X – correios, serviços de entregas e transportadoras;

XI – oficinas, serviços de locação e lojas de autopeças referentes a veículos automotores e máquinas;

XII – oficinas, serviços de locação e lojas de suprimentos agrícolas;

XIII – oficinas e serviços de manutenção de bens pessoais e domésticos, incluindo eletrônicos;

XIV – serviços de locação de máquinas, equipamentos e bens eletrônicos e eletrodomésticos;

XV – lojas de material de construção, bem como serviços de locação de máquinas e equipamentos para construção;

XVI – postos de combustíveis e distribuição de gás;

XVII – hotéis, flats, pousadas e acomodações similares;

XVIII – atividades de agências de emprego e de trabalho temporário;

XIX – lavanderias;

XX – atividades financeiras e de seguros;

XXI – imobiliárias com serviços de vendas e/ou locação de imóveis;

XXII – atividades de construção civil;

XXIII – serviços de telecomunicações e de internet, tecnologia da informação e de processamento de dados;

XXIV – prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doenças dos animais;

XXV – atividades industriais;

XXVI – serviços de manutenção em prédios comerciais, residenciais ou industriais, incluindo elevadores, refrigeração e demais equipamentos;

XXVII – serviços de transporte de passageiros;

XXVIII – serviços de suporte portuário, aeroportuário e rodoviário;

XXIX – cadeia de abastecimento e logística.

§ 2º Em qualquer horário de incidência do toque de recolher, os estabelecimentos comerciais de qualquer natureza e prestadores de serviço poderão funcionar exclusivamente por sistema de entrega (delivery), drive-thru e take away.

§3º A partir do horário de início do toque de recolher previsto no inciso II do artigo 3º, os estabelecimentos de alimentação (bares, restaurantes e similares) poderão funcionar por 90 (noventa) minutos exclusivamente para encerramento de suas atividades presenciais, sendo vedado o atendimento de novos clientes.

§ 4º Aplicam-se aos restaurantes localizados no interior de hotéis e pousadas as mesmas regras dos demais estabelecimentos do ramo de alimentação, observado, durante a incidência do toque de recolher, a vedação do acesso a não hóspedes e a consumação restrita à unidade hoteleira (quarto ou apartamento).

§ 5º É permitido o deslocamento durante a vigência do toque de recolher, seja mediante serviço de transporte de passageiros ou veículo próprio, restritamente em situações de emergência, para o deslocamento entre o local de trabalho e o domicílio residencial e nos casos dos serviços excetuados pelo §1º deste artigo.

§ 6º A autorização de funcionamento que dispõe o inciso XXVII do caput deste artigo não abrange o deslocamento de passageiros para programações turísticas durante o toque de recolher, sejam aquelas realizadas pelas empresas do setor de turismo ou pelos serviços de transporte de passageiro, inclusive por aplicativo.

§ 7º As forças de segurança do Estado do Rio Grande do Norte promoverão operações constantes para garantir a aplicação das medidas dispostas neste Decreto, bem como assegurar o distanciamento social e coibir aglomerações, sem prejuízo das ações complementares de fiscalização e planejamento a serem realizadas pelos municípios.

CAPÍTULO III
DOS PROTOCOLOS SANITÁRIOS GERAIS

Art. 4º Sem prejuízo dos Protocolos Gerais estabelecidos na Portaria Conjunta nº 002/2021 GAC/SESAP/SEDEC, de 19 de março de 2021, as atividades com atendimento presencial deverão seguir as regras de funcionamento estabelecidas no Anexo Único deste Decreto.

Da obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção

Art. 5º Permanece em vigor o dever geral de proteção individual no Estado do Rio Grande do Norte, consistente no uso obrigatório de máscara de proteção facial por todos aqueles que, independente do local de destino ou naturalidade, ingressarem no território estadual, bem como por aqueles que precisarem sair de suas residências, especialmente quando do uso de transporte público, individual ou coletivo, ou no interior de estabelecimentos abertos ao público, durante o estado de calamidade pública decorrente da COVID-19, ficando excepcionado(a)s dessa vedação:

I – pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica;

II – crianças com menos de 3 (três) anos de idade;

III – aqueles que, utilizando máscara de proteção facial, estiverem sentados à mesa de estabelecimento para alimentação fora do lar e tiver de retirá-la exclusivamente durante a consumação.

§ 1º Os órgãos públicos, os estabelecimentos privados e os condutores e operadores de veículos de transporte de passageiros ficam obrigados a exigir o uso de máscaras de proteção facial pelos seus servidores, empregados, colaboradores, consumidores e usuários.

§ 2º Os órgãos públicos e os estabelecimentos privados devem fornecer as máscaras de proteção facial a seus servidores, funcionários e colaboradores.

Do dever especial de proteção ao idoso

Art. 6º Os idosos e as demais pessoas enquadradas no grupo de risco da COVID-19 se sujeitarão a um dever especial de proteção, devendo restringir sua circulação, com o uso obrigatório de máscaras de proteção facial, apenas ao deslocamento para atividades e serviços essenciais.

Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo não se aplicam aos agentes públicos, profissionais de saúde e de quaisquer outros setores cujo funcionamento seja essencial para o controle da pandemia de COVID-19.

Dos protocolos no ambiente de trabalho

Art. 7º Com o específico fim de evitar a propagação do novo coronavírus, todos os estabelecimentos comerciais e industriais devem cumprir as normas sanitárias estabelecidas no Decreto nº 29.742, de 04 de junho de 2020 e nos protocolos sanitários específicos estabelecidos pelas Portarias Conjuntas, bem como as medidas a seguir estabelecidas:

I – intensificar a triagem dos trabalhadores sintomáticos;

II – realizar testes de diagnóstico em todos os trabalhadores sintomáticos

III – realizar rastreio de contatos;

IV – proceder com a notificação dos casos aos órgãos de acompanhamento de controle epidemiológico do Estado e acionar a Secretaria Municipal de Saúde local para auxiliar na realização da investigação do caso e de rastreamento de contatos;

V – afastar o trabalhador sintomático e seus contatos pelo período recomendado de isolamento domiciliar.

Art. 8º Sem prejuízo da observância aos protocolos sanitários específicos, os responsáveis pelos estabelecimentos em funcionamento deverão:

I – orientar e cobrar de seus clientes e trabalhadores o cumprimento dos protocolos específicos de segurança sanitária;

II – esclarecer junto aos trabalhadores que a prestação de declarações falsas, posteriormente comprovadas, os sujeitará à responsabilização criminal, bem como às sanções decorrentes do exercício do poder diretivo patronal;

III – disponibilizar equipamentos de proteção individual aos trabalhadores, de acordo com o risco à exposição;

IV – utilizar produtos de limpeza e desinfecção registrados na ANVISA.

§1º. A empresa deve fornecer máscaras de proteção facial em quantidade suficiente aos seus trabalhadores, devendo haver a substituição sempre que estiver úmida, com sujeira aparente, danificada ou se houver dificuldade para respirar, nos seguintes termos:

I – preferencialmente do modelo PFF2; ou

II – descartáveis, devendo haver a substituição da máscara a cada 3 (três) horas;

III – em situações excepcionais, de tecidos, conforme definido no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), associando-a a outra medida de proteção definida no referido programa, como face shield ou maior distanciamento entre os postos de trabalho.

CAPÍTULO IV
DAS MEDIDAS DE SUSPENSÃO DE FUNCIONAMENTO

Art. 9º Permanecem suspensos, com o fim específico de evitar a propagação do novo coronavírus (COVID-19) no Estado do Rio Grande do Norte:

I – funcionamento de parques públicos, centros de artesanato, circos, parques de diversões, museus, bibliotecas, teatros, cinemas e demais equipamentos culturais;

II – realização de eventos corporativos, técnicos, científicos, esportivos, convenções, shows, festas ou qualquer outra modalidade de evento de massa, inclusive locais privado, como os condomínios edilícios;

III – atividades recreativas em clubes sociais e esportivos.

§ 1º O disposto neste artigo não impede o funcionamento para administração, manutenção e fiscalização das atividades elencadas.

§ 2º Os eventos esportivos de futebol profissional, previstos em agenda de campeonatos oficiais, poderão ocorrer desde que observada a proibição de público nos locais de treinamentos e partidas, bem como a realização de testes em todos os participantes na véspera de cada disputa.

Art. 10. Permanece suspenso o funcionamento do Centro de Convenções de Natal, como medida de mitigação da propagação da pandemia da COVID-19.

Parágrafo único. Competirá à Empresa Potiguar de Promoção Turística (EMPROTUR) e à Secretaria de Estado de Turismo (SETUR) as medidas necessárias ao cancelamento dos eventos agendados para o Centro de Convenções. Das atividades religiosas

Art. 11. Fica permitida a abertura das igrejas, templos, espaços religiosos de matriz africana, centros espíritas, lojas maçônicas e estabelecimentos similares, inclusive para atividades de natureza coletiva, respeitadas as recomendações da autoridade sanitária, especialmente o distanciamento mínimo de 1,5 m (um metro e meio) entre as pessoas, a limitação de 1 (uma) pessoa para cada 5 m² (cinco metros quadrados) de área do
estabelecimento ou frequência não superior a 20% da capacidade máxima, o que for menor.

§ 1º A permissão do caput não se aplica ao período do toque de recolher, estabelecido no artigo 3º deste Decreto.

§ 2º Na hipótese do caput deste artigo, fica o dirigente do templo responsável por assegurar o controle e a higienização do local, bem como por orientar os frequentadores acerca dos riscos de contaminação, sendo vedado o acesso de pessoas do grupo de risco para o novo coronavírus (COVID-19).

§3º Fica autorizada, na vigência do toque de recolher, a realização de atividades de natureza religiosa de forma virtual, sem a presença de público, ficando a equipe responsável para a preparação da celebração ressalvada do disposto no §1ª deste artigo.

Da proibição de venda de bebidas alcóolicas

Art. 12. Fica suspensa a venda para consumo no local de bebidas alcóolicas, em qualquer estabelecimento comercial, incluindo hotéis e pousadas, bem como seu consumo em locais de acesso ao público, como conveniências, bares, restaurantes e similares, independentemente do horário, durante o período de vigência deste Decreto.

Do Transporte Público Intermunicipal

Art. 13. Fica mantida a proibição de transportar passageiros em pé no âmbito do Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte (STIP/RN), sem prejuízo do disposto no Decreto Estadual nº 29.927, de 14 de agosto de 2020, bem como, no que couber, as medidas previstas na Portaria nº 017/2020 – GAC/SESAP/SEDED, de 31 de julho de 2020.

Parágrafo único. O condutor proibirá o acesso de passageiros sem utilização de máscara de proteção facial, devendo, em caso de recusa, acionar a autoridade policial para adoção das medidas cabíveis.

Das atividades de ensino

Art. 14. Em razão da essencialidade das atividades educacionais, poderão funcionar em sistema híbrido (presencial e remotamente) as escolas e instituições de ensino até o 5º ano do fundamental I, da rede privada de ensino, conforme a escolha dos gestores educacionais e dos pais ou responsáveis legais, desde que atendidas as regras estabelecidas nos protocolos sanitários vigentes.

§ 1º Permanecem suspensas as aulas presenciais, para os níveis, etapas e modalidades educacionais não contemplados no caput, das unidades das redes pública e privada de ensino, incluindo instituições de ensino superior, técnico e especializante, devendo, quando possível, manter o ensino remoto.

§ 2º Não se sujeita à previsão do §1º as atividades de educação em que o ensino remoto seja inviável, exclusivamente, para treinamento de profissionais de saúde, bem como aulas práticas e laboratoriais para concluintes do ensino superior.

§3º A natureza de essencialidade da atividade educacional não afasta a incidência sobre esse setor de normas restritivas com vistas a coibir a disseminação do novo coronavírus.

Art. 15. Os diretores e responsáveis legais das instituições de ensino, cujo funcionamento presencial ou híbrido esteja permitido, deverão observar, sem prejuízo das medidas constantes nos artigos 7º e 8º deste Decreto, todas as normas atinentes à medicina e segurança do trabalho, considerando o dever constitucional de manutenção de um ambiente laboral sadio para colaboradores, docentes e discentes, sob pena de responsabilização civil.

CAPÍTULO V

DAS MEDIDAS A SEREM ADOTADAS PELOS MUNICÍPIOS

Art. 16. Para o enfrentamento da pandemia da COVID-19, os municípios deverão se pautar, além dos deveres constitucionais, pelas seguintes diretrizes:

I – predominância dos interesses da coletividade na prevenção de contágio e enfrentamento da pandemia;

II – fiscalização do cumprimento das medidas sanitárias;

II – implantação coordenada, simultânea e regionalizada das medidas de restrição;

III – esclarecimento à população da situação pandêmica;

IV – publicidade e transparência na realização das despesas públicas e nas medidas adotadas;

Das recomendações aos Municípios

Art. 17. Como medida de contingência à disseminação do novo coronavírus e visando reduzir aglomerações, recomenda-se aos municípios a adoção das seguintes medidas:

I – proibir, nos finais de semana e feriados, o acessos às praias, lagoas, cachoeiras, balneários, clubes, rios e similares, bem como piscinas, inclusive aquelas em locais de uso coletivo;

II – nos serviços em que permitido o funcionamento, definir horários prioritários para pessoas idosas e em grupo de risco, especialmente nos serviços bancários e nos estabelecimentos de comércio de gêneros alimentícios;

III – realizar a definição de horários de funcionamento diferenciados para cada setor de atividade econômica, restringindo o quantitativo de pessoas por grupo familiar em estabelecimentos comerciais;

IV – proibir o transporte de passageiros em pé nos transportes públicos municipais;

V – disciplinar o funcionamento do transporte coletivo urbano, de modo a evitar aglomerações e demanda concentrada em determinados horários, conforme protocolos sanitários do setor.

VI – proibir o acesso de passageiros sem utilização de máscara de proteção facial em transportes públicos ou privados de passageiros;

VII – determinar aos condutores de veículos de transporte de passageiros a proibição de acesso sem o uso de máscaras de proteção facial.

VIII – realizar campanhas de divulgação e esclarecimento da atual situação pandêmica, inclusive da superlotação da rede hospitalar, bem como da necessidade de adoção de medidas sanitárias, utilização de máscaras de proteção facial, distanciamento social, dentro outros, com uso de linguagem simples e de fácil entendimento e utilização de meios de comunicação de fácil acesso à população, como carros de som, veiculação em redes sociais, dentre outros.

IX – reorganizar as feiras livres e similares, de modo a assegurar o distanciamento social, evitando-se aglomeração de pessoas e contatos proximais, mantendo as condições de higiene dos respectivos ambientes, observadas as recomendações da autoridade sanitária e o disposto no Decreto Estadual nº 29.583, de 1º de abril de 2020, e as alterações promovidas pelo Decreto Estadual nº 29.600, de 08 de abril de 2020;

X – articular a implantação coordenada das medidas de restrição, no âmbito de suas Regionais de Saúde (URSAP), para garantir sua aplicação de forma simultânea,nvisando o planejamento e a constante avaliação do cenário epidemiológico.

Do dever de fiscalização pelo município

Art. 18. Os municípios deverão fiscalizar o cumprimento das medidas sanitárias de enfrentamento e prevenção ao novo coronavírus estabelecidas por este Decreto, coibindo aglomerações, seja em espaços públicos ou privados, abertos ou fechados.

Parágrafo único. O Estado do Rio Grande do Norte poderá disponibilizar suas forças de segurança aos municípios, por meio das operações do Programa Pacto Pela Vida.

CAPÍTULO VIII
DAS SANÇÕES AO DESCUMPRIMENTO DAS MEDIDAS SANITÁRIAS

Art. 19. As pessoas físicas e jurídicas deverão sujeitar-se ao cumprimento dos protocolos sanitários e das medidas estabelecidas neste Decreto, sob pena de multa, interdição e demais sanções administrativas e penais, nos termos previstos em lei.

§ 1º A inobservância dos protocolos e das medidas de segurança recomendadas pelas autoridades sanitárias previstas neste Decreto, sujeita o infrator, cumulativamente:

I – às multas previstas nos artigos 15 e seguintes do Decreto Estadual nº 29.742, de 04 de junho de 2020;

II – às penas previstas no art. 10 da Lei Federal nº 6.437, de 20 de agosto de 1977;

III – ao enquadramento nas infrações e penalidades constantes dos art. 268 e 330 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal);

IV – à suspensão do alvará de funcionamento, enquanto perdurar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia da COVID-19;

V – à interdição total ou parcial do evento, instituição, estabelecimento ou atividade pelos órgãos de fiscalização declinados neste Decreto.

§ 2º As multas aplicadas pelos municípios no cumprimento do seu dever de fiscalização das medidas sanitárias serão recolhidas ao Fundo Municipal de Saúde, observadas as normas de cada ente.

§3º As multas aplicadas pelo Estado no cumprimento do seu dever de fiscalização das medidas sanitárias serão recolhidas ao Fundo Estadual de Saúde.

CAPÍTULO IX

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 20. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) editará os atos complementares ao presente Decreto, devendo consultar e coordenar a edição de tais atos de forma conjunta com as demais pastas de governo que eventualmente sejam atingidas pelas matérias.

Parágrafo único. Continuam válidos os atos complementares aos Decretos

Estaduais nº 30.419, de 17 de março de 2021, 30.388, de 05 de março de 2021, e nº 30.383, de 26 de fevereiro de 2021, bem como todos os protocolos específicos já editados por meio de portarias conjuntas.

Art. 21. As medidas dispostas neste decreto não impedem a adoção de medidas mais rígidas e restritivas pelos municípios do Rio Grande do Norte.

Art. 22. O disposto neste Decreto terá vigência até o dia 16 de abril de 2021, excetuando-se o determinado no art. 10, cuja vigência terá prazo indeterminado.

Art. 23. O Decreto Estadual nº 30.419, de 17 de março de 2021, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 14. O disposto neste Decreto terá vigência até o dia 04 de abril de 2021” (NR).

Art. 24. Este Decreto entra em vigor na data de 05 de abril de 2021, excetuando-se os artigos 2º e 23, os quais entram em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 1º de abril de 2021, 200ºda Independência e 133º da República.

FÁTIMA BEZERRA
Cipriano Maia de Vasconcelos

 

Opinião dos leitores

  1. Muito conveniente para o governo do estado só abrir presencial até o fundamental 1 pq o governo do estado só tem escola de fundamental 2 e ensino médio… ou seja,o governo fica desobrigado de reabrir as escolas estaduais…infelizmente é tudo pensado e um desrespeito com milhares de alunos da rede estadual ha 1 ano sem aulas .
    O ENSINO é direito ESSENCIAL de crianças, e adolescentes.

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Geral

Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026; rombo é 83% maior que o registrado no mesmo período do ano passado

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 83% maior que a perda de R$ 1,725 bilhão registrada no mesmo período do ano passado.

Apesar do resultado negativo, a estatal apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões, revertendo o prejuízo operacional registrado no início de 2025.

Segundo os Correios, o desempenho foi afetado pela queda das receitas dos serviços postais tradicionais, pelo aumento da concorrência no setor de logística e pelos altos custos para manter a rede de atendimento em todo o país.

As despesas gerais e administrativas quase dobraram em um ano, passando de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões. A estatal atribui a alta a reajustes salariais, inflação e ao aumento das provisões para processos trabalhistas, cíveis e fiscais.

O resultado financeiro também pesou no balanço, com impacto negativo de R$ 636,9 milhões, influenciado pelos custos de dívidas contratadas para garantir a liquidez da empresa.

Para tentar reverter o cenário, os Correios apostam em um plano de reestruturação focado em eficiência operacional, diversificação de receitas e reorganização financeira. Entre as medidas adotadas está a troca de empréstimos mais caros por uma nova operação de longo prazo com garantia da União.

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Geral

STF decide que benefício destinado a vítimas de violência doméstica deverá ser pago pelos Estados e municípios

Foto: Wilton Júnior/Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o benefício assistencial destinado a mulheres vítimas de violência doméstica sem vínculo com a Previdência Social deverá ser pago por Estados e municípios, e não pela União.

A decisão foi tomada após recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e esclarece julgamento realizado em dezembro de 2025, quando a Corte determinou que o poder público deve garantir assistência financeira às vítimas afastadas do trabalho por medida protetiva.

Pelas regras definidas pelo STF, mulheres que contribuem para o INSS terão acesso ao benefício nos moldes do auxílio-doença: o empregador paga os primeiros 15 dias de afastamento e o INSS assume o pagamento a partir daí.

Já nos casos de mulheres sem cobertura previdenciária e sem condições de garantir o próprio sustento, o auxílio será custeado pelos Estados e municípios, por meio da rede de assistência social.

O relator do caso, ministro Flávio Dino, destacou que a medida se enquadra como benefício assistencial eventual, cuja responsabilidade é dos entes subnacionais. Segundo estimativas citadas no processo, o custo da medida pode alcançar R$ 7,2 bilhões em três anos.

O STF também esclareceu que não haverá desconto de contribuição previdenciária sobre os valores pagos às beneficiárias seguradas do INSS.

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Geral

Brasil perde mais de 6,2 mil voos em dois meses após disparada do querosene de aviação, segundo dados da Anac

Foto: reprodução/Aeroin

A disparada do preço do querosene de aviação (QAV), provocada pelos conflitos no Oriente Médio, levou as companhias aéreas a cancelar mais de 6,2 mil voos no Brasil entre maio e junho, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Foram retirados da programação 3.596 voos em maio e outros 2.675 em junho, totalizando 6.271 operações canceladas. O combustível representa cerca de 45% dos custos das empresas aéreas e chegou a registrar alta de 98,4% entre fevereiro e maio, passando de R$ 3,35 para R$ 6,65 por litro.

A Gol foi a companhia que mais reduziu operações, com 3.041 voos cortados nos dois meses. A Azul aparece em seguida, com 2.216 cancelamentos. Juntas, as duas empresas respondem por mais de 86% da redução da malha aérea.

São Paulo lidera as perdas em números absolutos, com 844 voos cancelados em maio, seguido pelo Rio de Janeiro, com 514. Pernambuco registrou a maior queda proporcional, com redução de 12,8% na oferta de voos.

Além da redução de destinos, os passageiros também sentiram o impacto no bolso. Em março, o preço médio das passagens aéreas subiu 17,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Nesta segunda-feira (1º), a Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação, medida que pode aliviar parte da pressão sobre os custos das companhias e ajudar a conter novos reajustes nas tarifas.

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Geral

“Nada a ver com o filme”, diz Flávio Bolsonaro sobre operação contra produtora de Dark Horse

Foto: reprodução/redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra a produtora Go UP Entertainment não tem relação com o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao chegar a um evento no Rio de Janeiro, Flávio foi questionado sobre a investigação e respondeu de forma breve: “Não tem nada a ver com o filme”.

A operação apura suspeitas de irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela produção do longa-metragem. O acordo previa a contratação e instalação de redes de wi-fi em comunidades da capital paulista.

Segundo as investigações, há indícios de falhas no processo de contratação. O Tribunal de Contas do Município apontou pelo menos 20 irregularidades no edital, incluindo a escolha de uma organização sem experiência comprovada na área de telecomunicações.

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Geral

Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação em junho

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir de junho. O corte representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.

Segundo a estatal, a redução ocorre após a diminuição das pressões sobre os preços internacionais do petróleo, que haviam disparado nos últimos meses em meio às tensões no Oriente Médio.

O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas e atualmente representa cerca de 45% das despesas operacionais do setor, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Por isso, a queda pode ajudar a reduzir a pressão sobre os preços das passagens.

Apesar do recuo anunciado para junho, o combustível ainda acumula alta de 54,5% em 2026. Em comparação com dezembro do ano passado, o preço médio do QAV segue R$ 1,98 por litro mais caro.

Os reajustes do querosene de aviação são realizados mensalmente pela Petrobras, seguindo a variação das cotações internacionais do petróleo.

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Geral

Trump busca “eliminar grupos criminosos”, diz porta-voz dos EUA ao explicar decisão sobre CV e PCC

Imagem: reprodução/CNN

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que o presidente americano, Donald Trump, quer eliminar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho).

O presidente Trump deixou muito claro desde o início do seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas a nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos Estados Unidos”, disse a porta-voz. “O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos”, afirmou em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (1º).

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida começa a valer no dia 5 de junho.

“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio.

Veja a entrevista:

CNN Brasil

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Política

[VÍDEO] PROVOCAÇÃO: Fátima alfineta Allyson Bezerra e diz que no governo dela não teve operação da Polícia Federal

A governadora Fátima Bezerra (PT) alfinetou o pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) ao fizer que no governo dela nunca houve operação da Polícia Federal, ao contrário da administração do ex-prefeito de Mossoró, alvo da Operação Mederi, considerada a maior investigação de corrupção do Rio Grande do Norte.

Em entrevista na manhã desta segunda-feira (1º) na 94 FM Natal, Fátima não citou o nome de Allyson, mas disse que seu governo “não tem Polícia Federal batendo na porta nem secretário de saúde acusado de desviar dinheiro e receber propina”, numa referência explícita ao esquema de desvio de dinheiro da área da saúde em contratos firmados pela distribuidora de medicamentos Dismed com a Prefeitura de Mossoró, segundo revelaram as investigações Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União

Fátima alfinetou Allyson mais uma vez ao dizer que a Polícia Federal também nunca bateu à porta da casa do pré-candidato petista a governador Cadu Xavier e que ele “nunca foi acusado de receber propina de desvio de dinheiro da saúde”. Durante a deflagração da Operação Mederi, no final de janeiro, Allyson Bezerra foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua casa, num condomínio de luxo em Mossoró.

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Geral

Duarte Veículos e a Lance Certo realizam um dos maiores leilões de caminhões, carros e máquinas pesadas do Brasil.

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Trânsito

Acidente na Felizardo Moura deixa trânsito lento nos dois sentidos

Foto: Reprodução

Um acidente registrado por volta das 9h desta segunda-feira (1º) na Avenida Felizardo Moura, em Natal, deixou o trânsito engarrafado em ambos os sentidos. A colisão ocorreu na faixa reversível no sentido zona Norte-Centro, que operava no horário para ampliar o fluxo de veículos em direção à região central da capital.

São pelo menos três veículos envolvidos no acidente. Até o momento, não há informações sobre feridos nem detalhes sobre as circunstâncias da colisão.

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), agentes de mobilidade foram enviados ao local para organizar o trânsito e atuar na retirada dos automóveis da via. A STTU informou que o trabalho das equipes tem como objetivo restabelecer o fluxo o mais rápido possível.

Por causa da ocorrência, motoristas que trafegam da Zona Norte em direção ao Centro enfrentam lentidão no trecho. A orientação é que os condutores redobrem a atenção ao passar pela região e, se possível, busquem rotas alternativas até a normalização do trânsito.

Tribuna do Norte

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Geral

VÍDEO: Operação termina com morte de sargento da PM na Zona Norte do Rio

 

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Manhã de terror e sangue na Zona Norte do Rio de Janeiro. O sargento PM Adriano Pereira de Sousa, de 36 anos, morreu após ser atingido por um tiro na cabeça durante operação conjunta no Morro do Faz Quem Quer, no bairro de Rocha Miranda.

O militar participava de uma ação do 9º BPM em conjunto com a Polícia Civil para combater a atuação de facções criminosas na comunidade. Durante intenso confronto com criminosos, o sargento foi baleado no topo do morro.

Helicópteros da Polícia Militar realizaram manobras arriscadas e precisas para resgatar o agente em meio à área de mata e pedras.

O sargento Sousa ainda foi socorrido e transportado às pressas para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, mas infelizmente não resistiu à gravidade dos ferimentos. Ele estava na corporação desde 2011, tinha passagens pelo Batalhão de Choque e deixa dois filhos.

O clima na região segue de extrema tensão, com o policiamento fortemente reforçado e buscas intensas para tentar localizar os responsáveis pelo ataque.

BZ Notícias

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