Segurança

Governo Federal quer plano de combate ao feminicídio até novembro

Cristiane Britto, secretária nacional de Políticas para Mulher. Foto: Divulgação/Secretaria Nacional de Políticas para Mulher

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional de Políticas para Mulher, quer lançar o Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio ainda em 2020. A entrega foi anunciada para o primeiro semestre deste ano, mas teve de ser adiada por causa da pandemia do novo coronavírus. Agora, o plano será lançado em novembro, de acordo com Cristiane Britto, que comanda a secretaria.

A tarefa se demonstrou ainda mais necessária no momento em que milhões de brasileiros estão em quarentena, medida adotada para evitar o contágio da covid-19. De acordo com levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos de feminicídio registrados entre os meses de março e abril deste ano aumentaram 22% em relação ao mesmo período do ano passado, quando não existia o confinamento social.

Enquanto Britto mobiliza ações para a conclusão do programa, a Casa da Mulher Brasileira, a galinha de ovos de ouro da secretaria, se expande. Os recursos para esses espaços, que abrigam centro de atendimento humanizado e especializado no atendimento à mulher em situação de violência doméstica, terão um aumento de 222% neste ano e fazem parte de uma resposta emergencial para o problema.

A Casa da Mulher Brasileira contará com orçamento de R$ 61,2 milhões, ante R$ 19 milhões nos cofres de 2019. Com o orçamento maior, a previsão é de entrega de unidades espalhadas pelo interior do país. “Interiorizar a política”, argumenta Britto — em seguimento ao jargão usado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de ‘menos Brasília, mais Brasil’.

Até o final de julho, a pasta iniciará o projeto de 10 unidades. Duas são em capitais, Cuiabá (MT) e Manaus (AM), e o restante em municípios do interior – Uberaba (MG), Japeri (RJ), São Raimundo Nonato (PI), Cidade Ocidental (GO), São Sebastião (DF), Recanto das Emas (DF), Sobradinho II (DF) e Sol Nascente (DF).

Confira, abaixo, os principais pontos da entrevista com Cristiane Britto:

R7 — A quarentena, praticada de forma ainda sutil pela população brasileira, escancarou um problema o qual a secretaria já sabia da existência. Os casos de feminicídio aumentaram em 22% durante a pandemia do novo coronavírus, segundo o Fórum Nacional de Segurança Pública. Como resolver?

Cristiane Britto — A gente já sabia dessa perspectiva de aumento dos casos por causa da experiência relatada por outros países. E a nossa primeira atitude foi antecipar o investimento em ferramenta de canal de denúncia. Lançamos, por exemplo, o Direitos Humanos BR, pensando naquela mulher que está 24 horas ao lado do agressor e é impossibilitada de fazer uma ligação.

O nosso maior desafio, quando se fala sobre feminicídio, é superar a subnotificação. 70% das mulheres vítimas de feminicídio nunca fizeram sequer uma denúncia. Isso significa que estávamos falhando na disseminação de informação ou que essa mulher não confia no atendimento da rede. E isso se agrava no momento de pandemia da covid-19.

Então, nós nos aproximamos da rede a fim de fortalecê-la. De que forma? Assegurando que a Casa da Mulher Brasileira permanecesse funcionando, que os Tribunais de Justiça desenvolvessem ferramentas para medidas online, disseminar informações que incentivem a denúncia dessa mulher, fizemos um protocolo para categorizar de forma correta a tipificação do crime de feminicídio.

Inclusive, por meio de nossa articulação, o Ministério da Justiça assinou ontem [terça-feira (23)] o Protocolo Nacional de Investigação e Perícia nos Crimes de Feminicídio. Com isso, vai acabar o problema de que policial tinha dificuldade em iniciar uma investigação de feminicídio como se fosse homicídio comum. Enfim, é um protocolo que significa a abertura do caminho do combate ao feminicídio.

R7 — A senhora é defensora do boletim de ocorrência online, medida adotada pelo Estado do Rio de Janeiro, por exemplo. A senhora conseguiu avançar nessa questão na Secretaria?

Cristiane — Nós identificamos que o Rio de Janeiro tinha lançado boletim online. E nós articulamos junto ao Ministério da Justiça com secretários de segurança de todo o país para que adotem a mesma medida. Já são 13 Estados, entre eles Distrito Federal e Paraíba, que vigoram com o boletim de forma online, delegacia virtual, por exemplo.

R7 — A Casa da Mulher Brasileira, importante instrumento criado para dar proteção e assistência as mulheres, conta com R$ 61,2 milhões no ano de 2020 (ante R$ 19 milhões de 2019). A maior parte desse dinheiro foi capitaneada com emendas parlamentares, destinadas pela Bancada Feminina.

Cristiane — Para que nós conseguíssemos esse valor foi preciso de uma reavaliação do programa. Basicamente o que nós fizemos foi baratear o custo. Por exemplo, para se instalar uma unidade da Casa da Mulher Brasileira era preciso de R$ 13 milhões. Hoje, com a nossa reformulação, é necessário R$ 823 mil. E com isso o programa se tornou mais atrativo.

Isso é o que eu prego de interiorização da política. Nós conquistamos esse orçamento e vamos espalhar o programa para cidades que não registravam unidades. Até o final de julho, iniciaremos o projeto de 10 casas. Duas são em capitais, Cuiabá e Manaus, e o restante em municípios do interior – Uberaba (MG), Japeri (RJ), São Raimundo Nonato (PI), Cidade Ocidental (GO), São Sebastião (DF), Recanto das Emas (DF), Sobradinho II (DF) e Sol Nascente (DF).

R7 — O programa foi lançado na gestão de Dilma Rousseff (PT). Quais são as principais diferenças entre o programa de antes com o de hoje, comandando pela senhora?

Cristiane — A redução de gastos, sem dúvida, é a nossa maior diferença. E é isso que possibilita a distribuição de unidades do programa por diversas cidades do interior do Brasil. Uma casa levaria cerca de dois anos para ser construída. Hoje esse tempo é medido em um ano. A celeridade, então, é a nossa marca. Ter celeridade na política pública para que chegue em todas as mulheres.

R7 — O aumento do orçamento tem relação com o aumento do número de casos de feminicídio? Foi apenas uma decisão acertada com um timing perfeito?

Cristiane — A gente já vinha construindo desde o ano passado esse aumento de orçamento, então não acredito que tenha relação. Acredito também que passou pela sensibilização dos próprios parlamentares em relação a pauta. Antigamente, isso era restrito a bancada feminina, por exemplo. Hoje, acho eu, que o parlamento está mais sensível como um todo. E, claro, a cobrança da sociedade. Nós somos o quinto país que mais mata mulheres no mundo e isso é inaceitável.

R7 — A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, juntamente com a Associação Visibilidade Feminina, lançou uma cartilha para ajudar mulheres interessadas em se candidatar nas eleições municipais de 2020. A senhora é especialista em direito eleitoral e integra o Observatório Eleitoral Pesquisa de Liderança Feminina na Política. Como você vê esses movimentos? O que a Secretaria da Mulher tem feito nesse sentido?

Cristiane — Eu inclusive participei do lançamento dessa cartilha porque é um tema caro. Ainda mais este 2020, ano eleitoral. E nós estamos também com um projeto que fomenta mais mulheres na política.

Um dado alarmante é de que 1.290 municípios não possuem mulheres no Legislativo. Nas eleições de 2016, 11,6% das prefeituras tiveram mulheres eleitas. Então, nosso objetivo é aumentar o número de candidaturas de mulheres vereadoras.

R7 — A nova regra obriga, a partir deste ano, que cada partido tenha, de forma independente, ao menos 30% de nomes femininos nas urnas. A senhora concorda?

Cristiane — Eu concordo com a política afirmativa, mas não por tempo indeterminado. Isso é necessário por pelos menos um período até o momento em que tenhamos um equilíbrio.

E eu acredito que estamos no caminho certo. Estamos sentindo que os próprios jovens estão se disponibilizando para entrar na vida política — 51% das candidaturas femininas foram na faixa etária de 20 a 24 anos, por exemplo. Isso significa uma mudança comportamental e é animador.

R7 — E há conversas nesse sentido com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral)?

Cristiane — Nós tivemos diversas conversas sobre o tema até o início desse ano, com a gestão da ministra Rosa Weber. Agora, com a posse do ministro Luís Roberto Barroso, infelizmente não tivemos contato, mas devido à pandemia. O objetivo é retomar essas conversas em breve com a nova gestão do TSE para tornar nosso objetivo possível.

R7 — A senhora também fala sobre a violência contra a mulher na política.

Cristiane — Pouco se fala sobre esse assunto, que é uma realidade que ocorre principalmente nas eleições municipais. Nós vemos candidatas às prefeituras e câmaras municipais sofrerem discriminação ao longo da campanha.

E a violência se dá antes mesmo de entrar para o cargo público e também no exercício de seu mandato. A candidatura laranja, por exemplo, é uma violência contra a mulher. É um obstáculo que se cria, que se deturpa, e impede uma mulher de ocupar, de fato, aquela cadeira.

Um dado que também revela a violência contra a mulher na política é o fato de não existir, até 2016, um banheiro feminino no plenário do Senado. Isso transmite a mensagem de que isso não é para a mulher, que não é bem-vinda. E isso não podemos aceitar.

R7 — O plano nacional de combate ao feminicídio. Em qual fase está? O que falta para ser lançado?

Cristiane — Em determinados estados é complicado falar para a mulher para fazer a denúncia, quando ela está preocupada com o prato de comida na mesa, com a saúde do filho. Nós vamos lançar o Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio até novembro. O objetivo principal é fortalecer a rede. De que forma? Capacitar os gestores municipais e estaduais, por exemplo. Isso faz uma enorme diferença porque é investimento na ponta. E isso vai refletir diretamente no atendimento da vítima: mais humanizado, tipificação do crime, e pensando também na condição econômica dessas mulheres.

R7 — A senhora tem pretensões de ir para o Legislativo? A senhora vai se candidatar nesta eleição?

Cristiane — Não. Ainda é muito cedo para falar disso. O meu compromisso é trabalhar para as mulheres de todo o Brasil, mas na Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres.

R7

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Focos de incêndio no Brasil aumentam 13,2% em outubro, aponta Inpe

Foto: Reprodução/Revista Oeste/X

O número de focos de incêndio no Brasil cresceu 13,2% em outubro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 32.454 focos, contra 28.678 em outubro de 2025, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Pará liderou o ranking, com 12.457 registros, o equivalente a 38,4% do total nacional. Em seguida aparecem Maranhão, com 4.225 focos; Bahia, com 3.308; e Amazonas, com 2.271.

São Paulo registrou 26 focos, enquanto o Distrito Federal teve 11 e o Rio de Janeiro, cinco. Todos os biomas brasileiros apresentaram ocorrências, com concentração na Amazônia, que somou 18.907 focos.

Apesar da alta em outubro, o acumulado de janeiro a outubro chegou a 102.804 focos, uma redução de 1,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 104.423.

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“É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre”, diz Rogério Marinho sobre estratégia de voto declarado para eleição no Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, pretende defender que parlamentares de direita declarem publicamente seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia busca evitar que integrantes do grupo apoiem secretamente a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

“Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, afirmou Marinho à Folha de S.Paulo.

Os senadores do PL se reunirão nesta quarta-feira (4) para definir a estratégia e devem lançar Marinho como candidato. Parte da legenda, porém, defende negociar com Alcolumbre para garantir espaço na estrutura do Senado. Outro grupo prefere disputar a presidência, por acreditar que há votos suficientes para vencer.

A direita terá uma bancada ampliada na próxima legislatura. PL e Novo somarão 32 senadores, enquanto Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão outros 15 parlamentares, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. São necessários 41 votos para vencer a eleição.

Marinho e Alcolumbre afirmam contar com 48 votos cada, mas as estimativas se sobrepõem. Como a votação é secreta, aliados do senador potiguar defendem que a exposição pública dos votos ajude a evitar deserções.

A resistência a Alcolumbre está relacionada, principalmente, à sua posição contrária à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e à condução das negociações sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Bolsonaristas também o criticam por pautas apoiadas pelo governo Lula, como a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Governo Lula prevê aumento de 34% nos recursos para gastos livres da EBC em 2027, acima da alta geral do Orçamento

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) poderá receber R$ 207,9 milhões em recursos discricionários em 2027, valor 34% superior aos R$ 155 milhões previstos para 2026. O aumento consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado pelo governo Lula ao Congresso e ainda depende de aprovação.

A verba é destinada a despesas não obrigatórias, como investimentos, contratação de serviços e aquisição de tecnologia, e não inclui gastos com salários. O crescimento previsto é mais de três vezes superior à alta geral de aproximadamente 10% nas despesas do Orçamento da União para 2027, já descontada a inflação.

No orçamento total, que inclui a folha de pagamento, a EBC deverá contar com R$ 1,1 bilhão. O valor representa uma redução nominal de 1,4% em relação a 2026, mas mantém a estatal próxima do maior patamar de recursos de sua série histórica.

A verba discricionária, apesar do aumento previsto, ainda ficará abaixo dos R$ 703 milhões registrados em 2010, em valores corrigidos pela inflação. Naquele ano, esse tipo de despesa representava 65,17% do orçamento total da empresa. Para 2027, a participação deverá cair para 18,12%.

Em resposta ao Poder360, a EBC atribuiu a mudança à conclusão da fase inicial de estruturação da empresa e à realização de concursos públicos em 2011 e 2013, que substituíram trabalhadores temporários e terceirizados por funcionários concursados.

Em dezembro de 2025, a estatal tinha 1.902 funcionários próprios e 46 servidores de outros órgãos cedidos à empresa. Outros 193 empregados da EBC estavam cedidos a instituições públicas.

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Mais de 25 mil visitantes movimentam celebrações do Dia da Lembrança nos cemitérios Morada da Paz no RN

Programação realizada nesta segunda-feira (2) contou com celebrações religiosas e ações dedicadas à memória de entes queridos

O Dia da Lembrança foi marcado por homenagens, celebrações religiosas e reencontros com memórias familiares nas unidades do Morada da Paz, no Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (2). Ao longo do dia, visitantes reservaram momentos para prestar homenagens a entes queridos e recordar histórias que continuam presentes em suas vidas. A programação integrou a campanha “Eternos”, do Grupo Morada, que neste ano propõe uma reflexão sobre os vínculos, os valores e os ensinamentos que permanecem mesmo depois da despedida.

Mais de 25 mil pessoas visitaram os cemitérios Morada da Paz Emaús e Mipibu, além do Morada da Paz Essencial Zona Norte durante o feriadão. As unidades contaram com celebrações de diferentes religiões na programação.

Entre as pessoas que reservaram a data para homenagear familiares estavam as amigas Maria Emília e Maria Lúcia. Para elas, visitar o cemitério no Dia da Lembrança é uma tradição que permite dedicar um tempo especial às lembranças de pais, irmãos e avós. Mais do que recordar a ausência, o momento representa uma oportunidade de celebrar as histórias compartilhadas.

“Eu lembro deles todos os dias, mas em 2 de novembro essa lembrança fica mais aguçada”, contou Maria Emília. Para Maria Lúcia, a data também é um momento de reconhecer o legado deixado por quem partiu. “É celebrar nossos entes queridos, a história deles, como eles foram com a gente e o que fizeram”, afirma.

Eternos

Neste ano, a campanha “Eternos” trouxe para o Dia da Lembrança a proposta de reconhecer as diferentes maneiras pelas quais uma pessoa continua presente na vida de quem fica. Gestos, costumes, conselhos, receitas de família e valores transmitidos entre gerações são exemplos de vínculos que ultrapassam a ausência física.

Como parte dessa proposta, a programação em Emaús incluiu uma ação em que os visitantes foram convidados a registrar memórias em papel e caneta, compondo uma instalação visual coletiva. A atividade buscou dar espaço às lembranças pessoais e transformar diferentes histórias em uma homenagem compartilhada.

Outra iniciativa vinculada à campanha foi o jogo de cartas “Conversas que Importam”, desenvolvido para incentivar diálogos entre familiares e amigos sobre histórias, valores, desejos e lembranças. A proposta é estimular a troca de experiências e a preservação de memórias enquanto ainda existe a oportunidade de conversar e ouvir.

O jogo “Conversas que Importam” segue disponível gratuitamente em https://bit.ly/conversas-que-importam.

Sobre o Morada da Paz

O Morada da Paz é referência no Nordeste em acolhimento e serviços funerários, com unidades no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. O Grupo Morada reúne as marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial e Morada da Paz Pet, e atua com o propósito de oferecer cuidado, respeito e continuidade às famílias em todos os momentos do ciclo da vida.

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STF discute impactos da proibição das bets em audiência pública na terça-feira (3)

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O futuro das apostas esportivas no Brasil será debatido nesta terça-feira (3), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro vai discutir os impactos da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula, que proibiu a exploração das chamadas bets no país e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.

A audiência começa às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma, com transmissão pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Ao todo, 34 entidades, órgãos e associações participarão do debate, com dez minutos cada para apresentar suas considerações.

Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da CBF, do Comitê Olímpico do Brasil e de representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça. Também foram incluídos órgãos públicos, entidades esportivas e representantes dos setores empresarial e industrial.

O debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a constitucionalidade da medida provisória e pede a suspensão de seus efeitos. A mesma MP é alvo de outras três ações no STF.

Relator dos processos, Fux também conduz ações que questionam a Lei das Bets, de 2023. Em novembro de 2024, o Supremo já havia realizado uma audiência pública sobre a regulamentação do setor, com a participação de mais de 50 especialistas e representantes da sociedade civil.

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[VÍDEO] Ativistas de esquerda espalham cartazes de “procurado” com foto de Flávio Bolsonaro nos EUA

Ativistas de esquerda passaram a divulgar cartazes com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a inscrição “procurado” após sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. Um dos vídeos é gravado por uma brasileira mascarada.

Nos cartazes, os ativistas associam o senador a crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

A Polícia Federal esclareceu que Flávio não é considerado foragido. A corporação investiga as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial relacionada à entrega dos passaportes.

As acusações dos cartazes não representam condenações. Flávio é alvo de investigações em andamento no STF. Uma delas apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas. Outra, conduzida pelo ministro André Mendonça, investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, incluindo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Flávio nega qualquer irregularidade.

Flávio deixou o país na terça-feira (27), dois dias depois de perder o segundo turno presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A viagem ocorreu apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o território nacional.

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Brasil registra 945 mil casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026 e supera números de anos anteriores

Foto: ISD

O Brasil registrou 945.015 casos de violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, número que já supera os totais anuais de 2020 a 2023. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no painel de violência contra a mulher do DataJud.

O volume representa um recorde para os primeiros nove meses do ano. Em 2025, foram registrados 842.927 casos no mesmo período. Em 2024, o total havia sido de 755.126.

Na série histórica, os registros passaram de 597.824 em 2020 para 692.620 em 2021, 755.098 em 2022, 916.790 em 2023, 1.014.792 em 2024 e 1.133.894 em 2025.

Os dados incluem ocorrências de violência física e psicológica, lesões cometidas em razão da condição de mulher e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Os casos de feminicídio são contabilizados separadamente e não entram nesse levantamento.

São Paulo lidera o ranking estadual, com 158.178 registros até 30 de setembro. Na sequência aparecem Paraná, com 94.690 casos, e Minas Gerais, com 83.762.

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Copilota de 20 anos, morta em queda de jato na Flórida, tinha família brasileira e pilotava desde os 17 anos

Foto: Reprodução/Threads/@ tsnatfilg

Aos 20 anos, Nathalia Gadelha Filgueiras já acumulava mais de 1.300 horas de voo e trabalhava profissionalmente como copilota. A jovem, que tinha família brasileira e morava nos Estados Unidos, foi identificada pelos familiares como uma das nove vítimas da queda de um jato particular na Flórida, no domingo (1º).

A confirmação foi feita pela mãe, Camila, e pelo padrasto ao jornal americano New York Post. A família é brasileira, mas mora da Flórida, onde Nathalia nasceu. O acidente envolveu um Learjet 60 que havia decolado do Texas com destino às Bahamas e caiu no condado de Palm Beach.

Licença aos 17 anos

Nathalia conquistou a licença de piloto privado em 2023, aos 17 anos, quando ainda cursava o ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida. Na época, chamou a atenção da imprensa local por saber pilotar aeronaves antes mesmo de tirar a carteira de motorista.

Em entrevista à CBS12, ela brincou sobre a conquista: “As pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘Sim, mas eu sei voar’”.

O interesse pela aviação começou ainda na infância, durante passeios de avião com o pai, que também pilotava como hobby. Aos 12 anos, Nathalia já dizia que queria seguir a profissão.

Sua formação foi custeada pelo Distrito Escolar do Condado de Palm Beach, por meio de uma academia de aviação. Posteriormente, também estudou na escola American Flyers, com unidades no Texas e na Flórida.

Nas redes sociais, a jovem compartilhava registros de seus voos e experiências profissionais. Seu objetivo era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou comandar jatos particulares.

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Governo Lula vê violência e preconceito em desenhos bíblicos da Record e classifica produção como imprópria para menores de 12 anos

Imagem: Reprodução

Uma decisão do Ministério da Justiça do governo Lula retirou a classificação livre do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, exibido nas manhãs de domingo pela Record. A atração passou a ser considerada não recomendada para menores de 12 anos, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União publicada 4 dias após a reeleição do presidente Lula.

Para justificar a mudança, o governo apontou a presença de conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito nas animações. Com a nova classificação, a recomendação é que o programa seja exibido a partir das 20h na televisão aberta.

Imagem: Reprodução

A decisão foi assinada por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa. O programa, produzido pela Record, estreou em 2003 e reúne animações inspiradas em histórias bíblicas. Atualmente, vai ao ar aos domingos, das 9h às 10h30.

A mudança não representa uma proibição de exibição pela manhã nem impede que crianças menores de 12 anos assistam à atração. A classificação indicativa funciona como orientação para pais e responsáveis sobre o conteúdo transmitido.

Opinião dos leitores

  1. Comunista não se mistura com cristianismo, simples assim. Pesquise se nos regimes ditatoriais as pessoas podem assumir a sua religião?

  2. BBB e Carnaval do Rio sem problemas.
    Desenhos bíblicos não.
    Parabéns aos “evangélicos” petistas..

  3. Mateus 19:14 – Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”

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Vorcaro alega violações de direitos humanos e aciona Comissão Interamericana contra o Brasil para deixar prisão

Foto: Reprodução/PF

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar supostas violações de direitos humanos no Brasil e pedir ajuda para obter a liberdade do banqueiro, preso desde março. A informação é da coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Os advogados alegam que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não analisou um pedido de soltura apresentado em 18 de setembro. Também afirmam que a prisão preventiva não foi reavaliada a cada 90 dias, como determina a legislação, e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não apresentou denúncia contra Vorcaro.

“Até hoje não há denúncia nem ação penal. O indiciamento lançado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não é acusação formal”, argumentou a defesa, que também questiona a integridade das provas reunidas na investigação.

O pedido de liberdade continua pendente no STF. O caso, que estava sob relatoria do ministro André Mendonça, passou a ser conduzido pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Os advogados pediram a Fachin que autorize Mendonça a analisar o pedido de soltura do banqueiro.

Opinião dos leitores

  1. Esse rapaz é um santo. Kkkk
    Tem que procurar os direitos humanos, o Papa,Buda, Maomé….. soltem essa cria de LULADRAO, os dois só querem o bem para o Brasil, que são alguns bilhões que essa dupla roubou? Nada, vamos transforma-los em santos, que ta tudo resolvido. Kkkkkk

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